Frei-Padre de Esquerda-Garganta

Creio que Francisco Louçã, uma vez mais, não tem razão ao considerar que Portugal deve revoltar-se contra a austeridade e aquilo a que chama uma “política de terra queimada” as quais, austeridade e política, diz, só conduzem ao desastre e à falência da economia. Pelo menos não é contra isso que nos devemos revoltar e não porque não devamos, apenas porque não podemos. Devemos, sim, revoltar-nos contra os consabidos ladrões impunes que o Regime protege dentro e fora do País, apesar das minas e armadilhas deixadas para trás, lesivas dos interesses gerais e do Estado. Devemos revoltar-nos contra os emissores de mentiras passadas, absolvidos pelo hábito nacional do olvido, indulgenciados pela nossa fraca memória. Aliás, os eleitorados europeus mostram não querer “terra queimada” como forma de luta contra a “terra queimada” austeritária em decurso, porque o abismo atrai o abismo. Um padre político, ainda que de Esquerda, como Louça, é sempre um padre: pode açular as massas ao sangue ou à castidade e ficar de fora a ver aonde param as modas. Mas isto não vai lá de todo com Beatério de Esquerda, Chico Louçã! Não vai. Já devias ter percebido isto. Por que não visitas empresas inovadoras e de sucesso, como faz o Daniel Deusdado, ao escrever, hoje, no JN, sobre a ADIRA?! Era mais por aí.

As Cinderelas não podem ser criticadas


São verdadeiras Cinderelas. Ricas, belas, famosas. Por isso, era o que mais faltava que pudessem ser criticadas.
Não podem. Paulo Bento mostrou-o ontem durante a conferência de imprensa, as Cinderelas mostraram-no na zona mista. Todos devem dizer que o trabalho do treinador está a ser bom, mesmo aqueles que acham que está a ser mau. E todos devem dizer que as Cinderelas jogam sempre bem, mesmo quem acha que às vezes jogam mal.
Cristiano Ronaldo é o caso mais paradigmático. Ai de quem o critique! É inveja, só inveja de não ser rico e bonito como ele. E olha para ele, a dar a resposta no campo a quem o criticou.
Pela minha parte, vou continuar a criticá-lo sempre que quiser sem me preocupar se me chamam invejoso ou não. Nunca poupei críticas, fosse ao Papa, ao Primeiro-Ministro ou ao Presidente da República. Posso criticá-los a todos, mas a Cristiano Ronaldo não.
Sou invejoso.
Ontem, contra a Holanda, Cristiano Ronaldo fez uma exibição maravilhosa, marcou 2 golos e mostrou que é um dos melhores do mundo. Elogios merecidos. Nos 2 jogos anteriores, fez 2 exibições de merda. Um nojo! Críticas merecidas.
É pena que, a Cristiano Ronaldo, as críticas estejam vedadas.

P. S. – Não entendo como é que se pode criticar um jogador como João Moutinho, que dá tudo o que tem e joga quase sempre bem. Mas de vez em quando lá vêm as críticas ao pequeno grande jogador. São uns invejosos, é o que é.

Que giro! Tão pequeno e já fala chinês!

Vinte e três meninos entre os 4 e os 5 anos do Colégio Saint Daniel Brottier ainda não sabem ler nem escrever (português), mas já reconhecem caracteres chineses, o que já começa a ser «natural»!?

Tão moderno e com visão de futuro quer ser este Colégio, criando um projeto pioneiro, que relega para segundo plano a língua portuguesa…

Penso que esta situação é bem mais preocupante que o cumprimento ou não do novo Acordo Ortográfico, assunto que tem vindo a preencher páginas e páginas de artigos e criando divisão entre aqueles que de um lado ou do outro amam a nossa língua.

Cristiano Ronaldo…

…fez aquilo que se esperava dele, mostrou o jogador que é e calou os seus detratores no sítio certo: o campo ( ou, então, aprendeu a jogar futebol do dia para a noite, depois do jogo com a Dinamarca).

Hoje, e até ao próximo jogo, é bestial e toda a gente gosta dele desde pequenino. Quando passará novamente a besta?

O exame de Português de 9.º ano (código 91)

O exame de Português de 9.º ano começava com um texto de Gonçalo M. Tavares, publicado na «Visão» em 22 de Setembro de 2001, sobre os Dicionários e as palavras que não são usadas normalmente nas «conversas de café». Seguiam-se 6 perguntas de resposta múltipla sobre o texto.
Um segundo texto, extraído da obra «A Casa do Pó», de Fernando Campos, remetia para o universo dos Descobrimentos e em particular para os estaleiros navais na zona de Belém. A narrativa decorre poucos anos depois da viagem de Vasco da Gama para a India. Seguiam-se 5 perguntas de interpretação sobre o texto.
O Grupo I terminava com Gil Vicente. Os alunos tinham de redigir um texto sobre o «Auto da Barca do Inferno» ou, em alternativa, sobre o «Auto da Barca da India», sendo que eram apresentados excertos das duas obras.
No Grupo II, 6 perguntas de Gramática e, no último Grupo, uma composição sobre a importância do vocabulário na comunicação oral e escrita.
Mesmo não sendo profesor de Língua Portuguesa, pareceu-me um exame acessível, embora, comparando com a vergonha que era nos tempos da Prevaricadora Maria de Lurdes Rodrigues, quase se pudesse classificar como sendo de dificuldade média. Definitivamente, atendendo ao universo dos nossos alunos, não era um exame que se fizesse de caras.
Também me pareceu um exame grande. A amostra vale o que vale, mas a verdade é que dos 13 alunos que «vigilei», só 4 não precisaram de utilizar os 30 minutos de tolerância.
Quanto ao resto, bem-vindos ao trabalho mais chato do mundo

Etty

Um nome tão pequenino para se chamar a alguém tão grande…

Etty foi uma judia holandesa que, tal como Anne Frank, escreveu um Diário durante a ocupação nazi. Morreu em Auschwitz. Tinha apenas 28 anos.

Soube de Etty ontem, ao ler a crónica de Frei Bento Domingues no Público.

O Diário (1941-1943) de Etty Hillesum está traduzido para português e publicado pela Assírio e Alvim. Transcrevo algumas passagens desse texto incómodo e inquietante:

Podem tornar-nos as coisas algo complicadas,

podem roubar-nos alguns bens materiais, alguma aparente liberdade de movimentos,

mas somos nós que cometemos o maior roubo a nós próprios,

roubamo-nos as nossas melhores forças através da nossa mentalidade errada.

Através de nos sentirmos perseguidos, humilhados e oprimidos. Através do nosso ódio. Através de fanfarronice que esconde o medo. Bem podemos, às vezes, sentirmo-nos tristes e abatidos por causa daquilo que nos fazem, isso é humano e compreensível. Porém, o maior roubo que nos é feito somos nós mesmo que o fazemos.

Eu acho a vida bela e sinto-me livre. Os céus dentro de mim são tão vastos como os que estão por cima de mim. Creio em Deus e creio na humanidade, e aos poucos vou-me atrevendo a dizê-lo sem falsa vergonha.

A vida é difícil, mas isso não faz mal. Uma pessoa deve começar a levar-se a sério e o resto segue por si mesmo. E ‘trabalhar a própria personalidade’ não é certamente um individualismo doentio. E uma paz só pode ser verdadeiramente uma paz mais tarde, depois de cada indivíduo criar paz dentro de si e banir o ódio contra o seu semelhante, seja ele de que raça ou povo for, e o vença e o mude em algo que deixede ser ódio, talvez até em amor ao fim de um tempo, ou será isto pedir demasiado? Contudo é a única solução.

Apesar de todo o sofrimento, Etty acreditou na humanidade…

Perante o seu testemunho, tornam-se fúteis os nossos queixumes.

 

O português da selecção

Ao assistir à conferência de imprensa de Paulo Bento, ouvi, pela enésima vez, um português usar “sobre” quando devia usar “sob” (a frase proferida pelo seleccionador nacional incluía qualquer coisa como “ganhámos sobre o ponto de vista colectivo”). Há pouco tempo, pudemos assistir à prestação infeliz de Cristiano Ronaldo a tratar o Presidente da República por você e a terminar com um “tá?”. [Read more…]

Obrigada COMANDANTE Cristiano Ronaldo!

O dinheiro não compra tudo!“, dizem por aí. _ Tal como a INTELIGÊNCIA desaparece de quem está dominado pelo sentimento de Inveja, digo, convictamente, depois de tanta coisa que li de 13 de Junho até hoje.

O ódio económico existe, é mais um mal que pode destruir pessoas, nações (a Líbia, p. exemplo) Y o seu portador só encontra consolo com aniquilação do seu objecto alvo. Não sei se há cura para esta infestação humana, mas os seus portadores são facilmente identificados.  A inteligência, por mais bela que seja a prosa: desaparece; o ridículo, o patético,  o mesquinho, o etc. secundário ganha lastro. Dá pena ler. Dá dó descobri-los assim. Qualquer um que tenha mais dinheiro que educação, formação, “cultura” parecerá sempre um belo príncipe – por mais “bronco” que o seja  – face a tais portadores de ódio económico. Não há nem inteligência, nem educação, nem formação, nem “cultura”,  nem belo verso que os salve de tão triste condição digna de dó Y lástima. É! Mais valia terem só dinheiro y serem gente de legenda: “O dinheiro não compra tudo!“.

Pensem nisso, digo.

PS.: Obrigada COMANDANTE Cristiano Ronaldo!

*Há mais no F-Se! 

Civilizações perdidas: Grécia

Documentário que aborda de forma geral a história da Grécia Antiga e toca em diversos pontos do programa. Ideal para iniciar esta matéria.

Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 2 do Programa: A Herança do Mediterrâneo Antigo
Unidade 2.1. – Os Gregos no século V a. C.: O exemplo de Atenas

Amarante

O homem que fugia ao destino

Rodney King, o homem cujo espancamento por membros da polícia de Los Angeles indignou os EUA e o mundo, e deu origem a seis dias de motins sangrentos, em 1991, morreu hoje, aos 47 anos.

O seu corpo foi encontrado numa piscina, pela sua namorada, e as primeiras declarações da polícia afastam a hipótese de crime.

A vida de Rodney parece, agora que a vemos alinhada numa cronologia de acidentes, infortúnios e reviravoltas, uma extraordinária fábula de queda e redenção.

Quando foi detido e espancado pela polícia, Rodney já tinha cumprido pena por assalto à mão armada. Filho de um pai alcoólico e violento, começou cedo a reproduzir o mesmo padrão de comportamento. Na noite da detenção, não acatou a ordem de um polícia, provavelmente por estar a conduzir com excesso de álcool, e lançou-se numa fuga a alta velocidade. Quando foi detido, agentes da polícia atingiram-no com disparos de armas taser, pontapearam-no e bateram-lhe dezenas de vezes com cassetetes. [Read more…]

Grécia: 59.97% apurados

ND 30.14 (130 lugares) Syrza 26.46 (70) Pasok 12.57(33) IndGr 7.43 (20) GolDaw 6.95(19) DemLeft 6.06 (16) KKE 4.50 12). Seguir no twitter.

O Futebol Que Importa

É o Popular. Devo ser o único português que não está a ver futebol da televisão neste momento…

Financial Times alemão apelou ao voto dos gregos no ND

Na passada quinta-feira, o Finacial Times alemão apelou, em grego, ao voto no Nova Democracia. Na sexta-feira, foi o presidente do presidente do Bundesbank dar uma entrevista conjunta ao PÚBLICO, ao El País, ao Corriere della Sera e ao Kathimerinion onde defendeu a ortodoxia económica segundo o ponto de vista alemão.

A política europeia está ainda mais baralhada do que a sua economia, o que é deveras preocupante, já que foram as erráticas políticas europeias e nacionais que até aqui nos conduziram.

Seguem-se os respectivos textos em alemão e em português (tradução livre).

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O dia do euro

Hoje há eleições na Grécia e jogo de futebol que decide a continuação da equipa portuguesa no campeonato. Dois euros, duas realidades. Suspeito que os portugueses saibam sobre a segunda do que a primeira.

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Nota Explicativa de Carlos Fiuza para as 19h45

Carlos Fiuza acaba de publicar na sua página do Facebook uma importante nota explicativa sobre o acontecimento das 19h45.

Ei-la:

«Contas da qualificação ‘for dummies’:
– Se ganharmos à Holanda e a Dinamarca ganhar por 1-0 à Alemanha, vamos jogar com a Grécia
– Se ganharmos e a Dinamarca NÃO ganhar por 3-2 ou 4-3, vamos jogar com a Rep. Checa
– Se empatarmos e a Dinamarca também empatar ou perder, vamos jogar com a Rep. Checa
– Se perdermos por um golo e a Dinamarca também perder, vamos jogar com a Rep. Checa
– Qualquer outro desfecho, vamos jogar para a praia…»

E agora, Grécia…

…como é que vamos dançar?

 

A tua fronha não me é estranha… António Borges “Chibanga”

A Curiosity está quase a chegar

O rover Curiosity está perto de terminar a primeira parte da sua odisseia, está quase a chegar a Marte. Este prodígio está neste momento na seguinte posição:


1   Posição actual da nave espacial

 
Uma selecção de fotos da missão, depois do corte.

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A Grécia Antiga

Documentário  que aborda de forma lúdica e divertida a história da Grécia Antiga. Ideal para iniciar esta matéria.

Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 2 do Programa: A Herança do Mediterrâneo Antigo
Unidade 2.1. – Os Gregos no século V a. C.: O exemplo de Atenas

Isaac Cordal

Bruxelas

A TDT e o fim do mito do Portugal tecnológico e inovador

“A imagem parada, a olhar para nós sem dizer nada” diz uma pessoa do Sardoal. São retratos de quem foi aconselhado pela PT a comprar o descodificador mas que não funcionou, acabando por comprar o conjunto de recepção por satélite. Testemunhos de quem quer ver a televisão para a qual paga mensalmente uma taxa mas que, à noite, não funciona.

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E os espanhóis sabem disso?

Bem sei que o coordenador de Transportes da Comissão Europeia enviou uma carta ao ministro da economia português e à sua homóloga espanhola, mas já vi tanta coisa negociada, renegociada, abandonada, retomada sempre com prejuízo para o erário público e satisfação de alguns interesses privados, que não me admiraria que o comboio chegasse à fronteira e não coubesse nos carris.

Coitadinhos dos privados, lá teriam que ganhar mais uns milhões a construir uma plataforma de transbordo em alta velocidade e ficariamos com mais um elefante branco nas mãos, sem préstimo nem utilidade.

Por falar em elefantes brancos: o aeroporto de Beja recebeu 2568 passageiros num ano de actividade. Custou 35 milhões de euros, mais custos de manutenção e de operação. Havia uns líricos – que deviam ir presos – que previam tanto tráfego que exigiria ainda um investimento adicional de 39 milhões de euros. Conheça a história rocambolesca de um aeroporto oferecido às moscas, mosquitos e a outros voadores de pequena dimensão.

Martha Payne’s Food-o-meter

Não sei bem o que os meus alunos comem. Mas presumo que parte dos seus recursos para alimentação se destinem a matrecos, sumos e croissants. Sublinhe-se que por mais suculento seja o menu proporcionado pelas escolas, comer mal fora da escola, comer vento fora da escola, frequentar o McDonald’s da esquina, são opções que hão-de ganhar aos pontos todas as vezes que é possível fugir às refeições escolares, o que em todo o caso parece ser raro. A ideia de avaliar o que se come ali não deveria atemorizar absolutamente ninguém, mas constituir um desafio congregador no sentido do aperfeiçoamento desse tipo de serviços. Não foi o que pensaram os que determinaram proibir fotografias num blogue tão útil e bem sucedido para o conhecimento íntimo e aperfeiçoamento da comida escolar, como o NeverSeconds, [Read more…]

Um gesto de silêncio

(Adão Cruz)

Todos nós temos os nossos desertos pequenos ou grandes e
todos nós temos os nossos labirintos pequenos ou grandes
simples ou complexos

Os caminhos e os percursos entre os nossos desertos e os
nossos labirintos mais rectos ou mais sinuosos são ao fim e
ao cabo os caminhos da nossa vida

E esses caminhos são feitos predominantemente de silêncio

A grande força da nossa vida reside no silêncio [Read more…]

Construindo um Império: Grécia

Documentário do Canal História, legendado em português, que aborda de forma geral a história da Grécia Antiga e toca em diversos pontos do programa. Ideal para iniciar esta matéria.

Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 2 do Programa: A Herança do Mediterrâneo Antigo
Unidade 2.1. – Os Gregos no século V a. C.: O exemplo de Atenas

Belver

Programa

As Laranjas da Linha do Douro

Grupo Mello encerra lar no Parque das Nações

Residentes sentem-se prejudicados – que chatice, aqui não há um estado para assegurar lucros grandes como nas PPP, chutam-se os clientes, pois claro.

O fim anunciado de muitos blogues

O serviço weblog.com.pt vai fechar no dia 22. É mau. Mesmo com a possibilidade de se exportar para outra plataforma perdem-se muitos conteúdos e todas as ligações, vulgo links.

No meu caso a perda será neste caso mínima, mas anda por ali muito conteúdo que nos fará falta a todos. Como sucedeu com o encerramento do Terràvista (que tinha só a esmagadora maioria dos conteúdos portugueses do século passado) escolher uma plataforma de publicação tem que ser bem pensado, sempre garantindo a possibilidade de exportação fácil, e confiando pouco em plataformas nacionais.