
O Clube VAIDAI
05/03/2022 by

Não, não estou a falar de um clube de futebol. Estou a falar de outra coisa. Criado na Rússia em 2004. Um “think tank” que traduzido para “areosês”* significa juntar os senhores e umas senhoras muito inteligentes que pensam muito sobre tudo e um par de botas mas, porque não há almoços grátis, depois dizem umas coisas sempre boas sobre quem convida e paga. No caso deste, a Rússia ou seja, Putin. Putin, claro e a história dos almoços, entendem?
Já para acalmar as almas mais sensíveis: sim, existem aos molhos em todo lado, até em Portugal e de todos os credos, ideologias e feitios. Pronto. Já posso continuar? Obrigado. Vamos então:
Como já disse antes aqui no Aventar, em tempos de guerra não se limpam armas. Por isso, sempre que vejo algumas comentadeiras nas televisões com umas opiniões opostas em pouco tempo, fico de pé atrás. Antigamente era muito difícil seguir o rasto. Só que graças aos senhores zuckas a coisa ficou um pouco mais fácil. Só para mim? Não, para todos. No caso presente, fico a dever este achado a um tweet do Sebastião Bugalho, a quem até já dei umas “lostras” verbais no Aventar. A verdade é que foi graças a ele que despertei para o tema:

Ora, eu gosto pouco de ser comido por lorpa. Imaginem este vosso retinto portista ir para a televisão falar, com a aura de grande independente, sobre o Porto vs Benfica. Era uma boa ideia, não? Até nem era original, o Braz andou pelas televisões como se fosse neutro e vai-se a ver até trabalha no departamento de futebol do Benfica. Mas , deixemos a bola para outro dia. Ora, o Major General Carlos Branco andou (anda) pelas televisões a falar sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia. Só que eu, depois de ter visto o seu nome no club VALDAI , acredito tanto na sua independência como na do Braz… Mas isso até nem era importante pois a independência das diferentes comentadeiras não é nenhuma novidade. Pois não. Mas nos últimos tempos fartei-me de ouvir e ler muito boa gente dizer coisas como: “atenção, é a opinião de um General, de um militar” como se fossem um exemplo de independência. E que tal sabermos por onde andaram nas suas actividades não militares? E depois, temos os militares ainda no activo. Em tempo de guerra não é boa ideia andarem a passear a sua vaidade pelas televisões. É uma questão de profissionalismo. Ou de falta dele…
Mas é grave andar pelos “valdai” da vida? Não, até por lá devem andar outros portugueses. E anda por lá muito boa gente que trabalha (ou trabalhou) nas diversas instituições da UE. Só que é importante saber. Para desmistificar a aura de independência dos senhores generais, majores, tenentes e quejandos. E até para saber com o que podemos contar. Porque quem não quer ser lobo não lhe veste a pele, certo?
A Ucrânia numa música
04/03/2022 by
Agora sim, damos a volta a isto
Agora sim, há pernas para andar
Agora sim, eu sinto o optimismo
Vamos em frente, ninguém nós vai parar
Agora não, que é hora do almoço
Agora não, que é hora do jantar
Agora não, que eu acho que não posso
Amanhã vou trabalhar
Agora sim, temos a força toda
Agora sim, há fé neste querer
Agora sim, só vejo gente boa
Vamos em frente e havemos de vencer
Agora não, que me dói a barriga
Agora não, dizem que vai chover
Agora não, que joga o Benfica
E eu tenho mais que fazer
Agora sim, cantamos com vontade
Agora sim, eu sinto a união
Agora sim, já ouço a liberdade
Vamos em frente e é esta a direcção
Agora não, que falta um impresso
Agora não, que o meu pai não quer
Agora não, que há engarrafamentos
Vão sem mim, que eu vou lá ter
Vão sem mim, que eu vou lá ter
Vão sem mim, que eu vou lá ter
Vão sem mim, que eu vou lá ter
Vão sem mim, que eu vou lá ter
Vão sem mim, que eu vou lá ter
Fonte: Deolinda, 2008
Compositores: Pedro Da Silva Martins
Queremos paz!
04/03/2022 by

“Queremos paz…
Queremos construir una vida mejor para nuestro pueblo…
Independiente…“
Uma barricada de livros em Kiev
04/03/2022 by

Na sua casa em Kiev, o arquitecto e investigador Lev Shevchenko ergueu uma barricada de livros, junto à janela, para evitar que os estilhaços resultantes de uma eventual explosão atinjam os moradores. Não será por acaso que os ditadores odeiam e censuram a cultura. Os livros salvam vidas.
Nem Putin, Nem Nato: Paz na Ucrânia!
04/03/2022 by

Lutar contra a guerra na Ucrânia e exigir a retirada imediata da Rússia é urgente, como é urgente fazer esse combate ao lado de quem também cerra fileiras contra o colonialismo e o imperialismo, do Iraque ao Afeganistão, da Palestina ao Iémen, ao lado de todos os povos que se vejam a braços com uma guerra de ocupação. Participa!
Guerra é guerra e nestes momentos…
04/03/2022 by
…. como noutros, não me custa nada, nadinha, dar palco a Mariana Mortágua e até linkar o “Esquerda.net“. Porque estar do lado certo é uma questão de decência e não de ideologia. Nesta matéria, é preciso denunciar. E cabe aos nossos dirigentes políticos actuar.
Incentivo suicida do Ocidente aos ucranianos
04/03/2022 by
Importa e muito conhecer a História, particularmente a mais recente, para compreender a invasão russa da Ucrânia, mas a interpretação dos factos divide-nos, por fazermos, naturalmente, leituras diferentes.
O que nos deveria exclusivamente interessar neste momento, é como tratar o problema real actual de modo a pararmos a destruição, a morte e a fuga do horror provocados por Putin. Sobre a condenação desta invasão só pessoas muito mal-formadas não o fizeram, mas isso não demove o monstro. Numa guerra não há moral, não há ética, não há humanidade que resista à motivação bélica de quem a pratica. Não se deixem enganar nem iludir: Putin não quer saber de quantos são os que o condenam, de quão forte será a Rússia atingida por sanções económicas. Putin só persegue um objectivo – ganhar esta invasão e sequente ocupação. Nada o desviará desse propósito a não ser que o matem!

Neste contexto, temos uma Ucrânia a que permitimos que sonhasse vir a pertencer à União Europeia e à OTAN e aos ucranianos uma vida democrática e próspera como a que se vive no Ocidente. Acontece que esse sonho que alimentámos aos ucranianos esbarrou com a monstruosidade de Putin escudado no seu imenso arsenal bélico.
Qual é a situação neste momento? Estados Unidos e [Read more…]
O novelo ou A novela
04/03/2022 by
Vamos fazer as contas.
1 – Mariana Mortágua, do BE, expõe ligações de Marco Galinha, dono da Global Media, ao regime russo;
2 – Joana Petiz, sub-directora do DN, do grupo Global Media, escreve um editorial onde mente três vezes acerca do Bloco de Esquerda, sendo obrigada a retractar-se, no mesmo dia;
3 – Marco Galinha desmente ligações ao regime russo;
4 – O semanário NOVO lança uma capa mentirosa sobre Mariana Mortágua, afirmando que, na origem das denúncias da deputada, está a cessação dos pagamentos a Mariana Mortágua, que escreve no JN (da Global Media) desde 2015;
5 – Mariana Mortágua desmente a capa do semanário NOVO, acrescentando que sempre foi paga pelas suas crónicas no JN, nunca tendo deixado de o ser;
6 – André Ventura, líder da extrema-direita, embarca nas mentiras e partilha as notícias como se fossem verdadeiras;
7 – José Belo, do grupo BEL, irmão de Marco Galinha, é militante do Chega;
8 – RTP diz que, apesar do desmentido por parte do presidente da Global Media, há mesmo ligações ao regime russo;
9 – A mentira tem perna curta;
10 – Vejam o programa “A Prova dos Factos”, hoje a seguir ao Telejornal, na RTP1.
Depois do mau resultado do Bloco nas últimas Legislativas, a campanha negra está em curso. Empresários, munidos da sua teia de influências, tentam conspurcar o BE usando a calúnia e a mentira.
Cá estaremos.
Com um brilhozinho noj’olhos
04/03/2022 by
“Casa Branca recusa fechar, em definitivo, a porta ao gás e petróleo russo”. Diz-me a RTP.
Traduzindo: “A tua teta não presta! Deixa-me mamar só mais um bocadinho. Mas a tua teta é caca! Vá, chega lá aqui esse seio bom. Mas eu desfaço-te todo! Deixa só apanhar mais uma pinga desse mamilinho”.
É isto? Vós estais a dar-me baile e eu a ver…
Propaganda de guerra
04/03/2022 by

Segundo o Washington Post, do senhor Amazon, o FSB informou o governo de Kiev que o Kremlin enviou uma milícia chechena para assassinar Zelenskyy.
Informado pelos serviços secretos russos, o governo ucraniano reagiu, neutralizou e abateu os mercenários, a soldo do governo russo, entidade patronal do FSB.
End of story, para quem acredita nela. Teoria da conspiração por teoria da conspiração, prefiro a dos microchips do Gates.
O Putin é mau, mas o gás dele é muito jeitoso
04/03/2022 by

Não tinham passado 24 desde o reconhecimento da independência das repúblicas-fantoche de Lugansk e Donetsk. E, daí a outras 24, o exército de Putin atravessaria a fronteira da Ucrânia, dando início a invasão para a qual os membros da NATO estavam a alertar há vários dias. Tal não os impediu de comprar centenas de milhões de euros em gás, petróleo e outras commodities russos. Presumo que terá presidido à decisão o mesmo espírito que procurou excluir marcas de luxo do primeiro pacote de sanções. Ou abrir as comportas dos espaços aéreos, convictamente fechados à malvada Rússia, para que os pobres oligarcas pudessem entrar no seu playground. Ou, em geral, a mesma convicção democrática que nos leva a ter os chineses como principal parceiro de negócio. Os campos de concentração, perdão, de reeducação para Uigures não se vão pagar sozinhos, não é?
RESISTÊNCIA
03/03/2022 by
Vemos muita gente a fugir da Ucrânia. É natural e os números tenderão a aumentar com o agravamento do conflito.
Vê-se também gente dirigindo-se para a Ucrânia, voluntariando-se para acções de defesa. Boa parte são emigrantes ucranianos residindo noutros países que se sentem motivados a defender a sua terra e os seus familiares. Outros, porém, são estrangeiros que se propõem lutar contra uma injustiça que acham gritante.
Haverá, entre todos eles, militaristas nostálgicos e românticos da guerra que gostam do cheiro da pólvora, de camuflados e de cenários de destruição. Serão, suponho, uma minoria.
Muitas destas pessoas são apenas gente corajosa, com o coração no lugar certo e grande generosidade. Não se lhes pode, em bom rigor, chamar belicistas nem pacifistas, mas vão para a guerra almejando a paz. Uma paz que não seja podre.
Ver a nossa Esquerda a citar o tio Kissinger…
03/03/2022 by
…era a última coisa que eu esperava ver em vida. Um dia não são dias e se é para o citar, nada como este belo exemplo:
Não deve ser o mesmo. É um primo. Pela certa. Não falta muito e citam o Ventura…
Pausa
03/03/2022 by

Está na altura de parar um pouco, só uns minutos bastam, e rever o que se tem passado, o que temos sentido e o que temos feito. Conheço minimamente a humanidade e mesmo confessando a minha surpresa por esta reacção tão global e muito mais enérgica que o expectável, sei que esta vontade tenderá a abrandar com o decorrer do tempo.
[Read more…]Mas então não era por causa da NATO???
03/03/2022 by
A posição do PC relativamente à invasão da Ucrânia
03/03/2022 by
Por respeito à verdade e contra trauliteiros que enviesam informação, que mandam calar a voz mesmo daqueles contra quem estamos, que aceita a desinformação instalada nos órgãos de comunicação social, peço apenas, a quem estiver interessado, que ouça João Ferreira e depois, sim, tome em liberdade a sua posição.
Isto da chalupice dá mesmo para os dois lados…
03/03/2022 by

Cada um tem o Pedro Lagrifa que merece.
PCP 2008 (ou como isto não começou na semana passada)
03/03/2022 by
O Império do Mal ou a falta de noção
03/03/2022 by
No meio de toda esta tragédia que está a acontecer aos ucranianos ressurgiu uma discussão nas redes sociais e no comentário televisivo sobre a Europa, os Estados Unidos e o mundo ocidental em geral. Uma discussão extremada e onde os diferentes beligerantes vão usando artilharia diversa. Nalguns casos já recuaram séculos de história.
Contudo, existe uma realidade. Uma espécie de elefante na sala que complica um pouco a discussão. Será o ocidente aquela coisa estranha aparentada de império do mal que alguns bradam? Pode ser. Só existe um problema. Incómodo para esta narrativa. Vamos aos factos presentes e passados:
Ontem cerca de 2000 migrantes entraram a salto na Europa pedindo asilo a Espanha. Ao longo dos últimos anos são centenas de milhar de habitantes do continente africano a fugir para a Europa. E centenas de milhar da Ásia e de outros pontos do planeta. Ao mesmo tempo, nessa espécie de paraíso na terra que é a América Latina, central e do sul para muitos daqueles que apelidam o ocidente de ser esse tal império do mal, são às centenas de milhar a fugir para os Estados Unidos e o Canadá. Estranho, não?
Depois temos outro caso verdadeiramente estranho: não se vê nenhum país a pedir para aderir à Federação Russa mas são inúmeros, nesta geografia onde vivemos, a pedir para aderir à União Europeia e até à Nato. E, podendo, fogem a sete pés para dentro das fronteiras da UE. Que coisa mais estranha, não?
Mas vamos agora analisar a esmagadora maioria daqueles que tanto ódio destilam sobre o mundo ocidental vivendo comodamente e em liberdade nele. É rapaziada que ou escreve num Mac ou num iPhone ou num Samsung e quando não o faz, procura ganhar uns cobres para o fazer (mesmo que neste ponto os chineses estejam a dar cartas, eu por exemplo estou a escrever num Xiaomi e o Xi deve saber a minha vidinha toda, ele e o Zucker). Destilam ódio ao ocidente onde vivem enquanto comem um hambúrguer num qualquer franchising ocidental. Ou cozinham nos seus microondas umas coisas vegan e sem glúten acompanhado de um leite de soja. E depois, falando de coisas mais sérias, ignoram (ou fazem de conta) a forma como as mulheres são tratadas nesses paradisíacos países ou o tratamento dado às comunidades LGBT ou à malta que bebe uns finos ou fuma umas “brocas”.
É tudo muito bonito mas cantado. É tudo muito estilo discurso “miss universo” mas experimentarem ir viver para esses países, “tá quieto”…
Significa tudo isto que não existe, igualmente, muita hipocrisia do outro lado? Existe, então não. Ainda ontem não andavam de beijos na boca a vários dos oligarcas russos? Andavam. Então não há guerras na Síria, na Palestina, no Iémen e por aí fora? Há. E a China? É verdade. Mas eu, cá está, prefiro viver aqui e lutar para que os nossos líderes ocidentais sejam melhores e mais capazes, com o direito que tenho de votar, com a liberdade que tenho de, por exemplo, escrever isto. Com a liberdade conquistada pelas nossas mulheres e pelas nossas comunidades LGBT. E não troco. É a velha rábula dos nossos filhos da puta. Estes, por acaso, não me matam por escrever isto. Como não matam os meus amigos gay por o serem nem condenam a prisão perpétua qualquer pessoa que não siga o seu modo de vida. Prefiro, mesmo tendo que levar com alguns hipócritas e outros tantos corruptos.














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