Escritores latinoamericanos e poucos europeus-3ª parte. Pablo Neruda

Foi um acaso, o que se diz normalmente, uma casualidade. Tinha eu quinze anos, ele deve ter tido uma idade indefinida, mas eram já os tempos da sua idade indefinida. [1] Os poetas não têm idade vivem a vida a dar saltos entre a realidade transformada em realidade en verso. Éramos vizinhos de uma das sua três casas, a de Valparaíso o La Sebastiana. Conhecemos, na nossa lua-de-mel, a minha noiva, agora esposa, a primeira que fez no Chile: Isla Negra. Não era, de facto uma ilha, era uma quinta que ficava ao pé da casa dos nossos amores, em Algarrobo, praia balnear perto de Valparaiso. Neruda não conseguia viver sem ver o amor. Entrar na Sebastiana com a minha mãe, foi uma delícia: via-se, como era da nossa vizinha casa, toda a Baia do porto e, com essa fantasia contagiante, além-mar. Sua única habitação na cidade, era La Chascona, feita para o agrado da mulher que amava, Matilde Urrutia e os seus encontros clandestinos. La Chascona, por causa do telhado de totora[2]. Nem pensar que, por poeta, falasse em verso, falava como todo ser humano nascido no centro Sul do Chile, engolindo as consonantes e um cantar típico que compassava as suas frases. [Read more…]

escritores latino-americanos e pouco europeus-2ª Parte

Isabel Allende visita Portugal no ano 2000, o nosso próximo Nobel...

Isabel Allende Llona (Lima, 2 de Agosto de 1942) é uma jornalista e escritora chilena (apesar de ter nascido em Lima, sua família logo voltou para o Chile, sua terra natal) actualmente radicada nos Estados Unidos da América.

Filha de Tomás Allende, funcionário diplomático e primo irmão de Salvador Allende, e de Francisca Llona. Isabel é considerada uma das principais revelações da literatura latino-americana da década de 1980. Sua obra é marcada pela ditadura no Chile, implantada com o golpe militar que em 1973 derrubou o governo do primo de seu pai, o presidente Salvador Allende (1908-1973). [Read more…]

Escritores latino-americanos e poucos europeus – 1ª parte

o recriador da escrita latinoamericana, Gabriel García Márquez, Prémio Nobel

Recebi um repto de um meu amigo sobre a literatura Universal. Perguntava quais eram os autores que eu gostava mais de entre todos os que alagam o campo das letras no nosso planeta. Respondi sem hesitar que os ingleses e os alemães. Como não vou comentar sobre nenhum deles, não é um ensaio, é apenas um depoimento. Se me apertam muito, eu diria que Victor Hugo –  Victor-Marie Hugo (Besançon, 26 de Fevereiro de 1802Paris, 22 de Maio de 1885) foi um escritor e poeta francês de grande actuação política em seu país. É autor de Les Misérables e de Notre-Dame de Paris, entre diversas outras obras. Livros que causaram o seu exílio às Ilhas de Jersey na Grã-Bretanha, por ser adepto à Comuna de París, o primeiro governo operário da história, fundado em 1871 na capital francesa por ocasião da resistência popular ante à invasão alemã.

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Sir John (Jack) Goody, pai fundador da Antropologia – 6

O meu antigo patrão em Cambridge, sempre de mau humor, armado Cavaleiro em 1984

Sir John (Jack) Rankine Goody, entrevistado por Erick Hobsbawm, 18 de Maio de 1991, entrevista filmada por Alan Macfarlane.  Houve outro livro de depoimentos de Jack Goody para Pierre-Emmanuel Dauzat, 1996: L´Homme, L’Écriture et la Mort, Les Belles Lettres, Paris

É esta a História que analisa Goody no seu texto citado, retirado das suas pesquisas dos anos 50 do Século XX. Há dois pontos importantes na sua análise – os assassinatos entre parentes para aceder ao poder, são apenas uma anedota. Os dois pontos chaves mencionados antes, são: se há luta, é porque esta antiga monarquia tem uma hierarquia dentro da qual está dividido o trabalho: os estados que têm chefes, os Muçulmanos, que têm os seus privilégios, o povo comum ou comuneiros que realizam o trabalho e devem entregarem ao grupo central da monarquia e aos seus delegados; os escravos que trabalham sem ordenado, e os estrangeiros, que são aceites desde que entreguem  coisas útil para os soberanos; e a hierarquia dos que mandam, entre os que se encontram os prelados ou chefes sagrados, como explica Goody nas páginas 142-146 do livro que me orienta, citado mais em baixo. [Read more…]

a conheci e fiquei rendido

beixo de paixão

Nem parecia ser a realidade. Era um sonho de mulher. Tinha esse temperamento que as vezes muda mas que a paixão sabe aceitar.Bem sei que estamos na muito publicitada cimeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte ou OTAN ou NATO em inglês. Bem sei que estamos com problemas de orçamento de estado, que os partidos se apoiam e um minuto depois se desentendem e o dito e tomado por não dito. Bem sei que todo vai ser mais caro porque os nossos legisladores, para tapar os buracos de dívida por eles causado por não saber governar, vão remediar a doença económica com uma subida de impostos como jamais tinha sido vista no nosso país, como também que os nossos ordenados passaram a ter impostos novos, que por ganhar mais do que outros, vai cair sobre mim, como sobre outros um imposto novo e especial. Que estamos à beira de uma eleição Presidencial

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Sir Raymond Firth. Pai Fundador da Antropologia- 5

o nosso docente e colega Maori, Sir Raymond Firth, ainda a dar aulas aos seus 90 anos

Pretendíamos comemorar os seus 101, como fizemos com o seu pai, o Maori Wesley Firth, que faleceu aos 104 anos de idade…, mas deixou-nos um mês antes. Comemoramos com um serviço em memória dele. [Read more…]

a paixão que acaba em amor

a doçura da ternura que pode acabar em amor e paixão

…para à mulher que sabe que a amo…

Falar de amor, não é um assunto simples. Especialmente por existirem várias espécies de afectividade entre as pessoas de diversas gerações e de diversas idades. Nada simples, também pelas diversas hierarquias de sentimentos pelas que passa o verbo amar, especialmente se um casal vive junto através do tempo. Finalmente, é difícil, porque é um sentimento dentro do qual a adrenalina tem um papel importante na actividade de amar.

A palavra amar seria simples, se fosse uma análise sintáctica do conceito. No entanto, estamos a falar de sentimentos: sentir, imprimir, compelir, entregar todo o nosso ser pela pessoa que amamos. Freud definia amor, como um sentimento que existe para além do prazer de se entregar a outra pessoa, não tem dimensões, nem tempo nem cálculo, como analisa no seu livro, de 1920, a ideia de para além do princípio do prazer. Aliás, é a hipótese que intitula o livro. Normalmente, temos um ego que sai de si para se entregar a um outro ego, com a observação sistemática de um outro princípio que

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Herbert Spencer-Pai fundador da Antropologia-4

o sábio que soube juntar a biologia à sociologia e cunhou a frase a sobrevivência do mais apto

Texto retirado do meu livro O grupo doméstico ou a construção conjuntural da reprodução social, publicado aqui e aqui.

Herbert Spencer, filósofo e sociólogo dos mais notáveis da Inglaterra, nasceu em Derby (27 de Abril de 1820) e morreu em Brighton (8 de Dezembro de 1903).     Herbert Spencer (1820-1903) foi conhecido como um dos pioneiros do Darwinismo Social do Século XIX. Filósofo inglês, recusou a oferta de estudar na Universidade de Cambridge, ganhando mais saber de ensino superior por meio das suas próprias leituras. Como Darwinista Social, colaborou para que a teoria do evolucionismo fosse aceite pelo mundo social fundamentando essa a sua batalha através do seu ensino e dos seus livros O princípio evolutivo baseava-se na ideia de que todo mudava das formas mais simples as mais complexas.

Foi Herbert Spencer quem, de facto, cunhou a frase da sobrevivência do mais forte ou survival of the fittest, noção que desenhava ou indicava uma luta permanente entre as espécies. O resultado foi aplicar a ideia ao facto de que a espécie mais forte ganhava e se multiplicavam e as mais facas, desapareciam ou pereciam. A sua obra Synthetic Philosophy aplicou o processo evolutivo a todos os

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Sir Reginald Archibald Radcliffe-Brown- Pai fundador da Antropologia-3

Estou certo de já ter publicado sobre o Antropólogo funcionalista, que dá título a este texto. No entanto, nunca dentro da minha nova colecção Pais Fundadores da Antropologia, pelo que, vamos a isso.

Nikos PoulantzasGeorge Murdoch ,Kinglsey Davis, Wilbert Moore,  Jeffrey Alexander, G. A. Cohen, Herbert J. Gans e Pierre Bourdieu. Fonte: textos dos autores mencionados com as palavras da wikipédia, aqui.

É a metodologia usada por Radcliffe-Brown na recolha de dados para escrever os seus textos que passo a analisar. Metodologia que começou a utilizar na sua pesquisa entre os Ilhéus do arquipélago Andaman da Birmânia, entre 1906 e 1908, como estudante do fundo Anthony Wilkin em Etnologia da Universidade de Cambridge da Grã-Bretanha. Tendo como objectivo ser membro do Trinity College da Universidade, para se graduar em Etnologia, com a colaboração do então Doutor em Etnologia (anteriormente fora biólogo), Alfred Cort Haddon (1855-1940), leitor na Universidade de Cambridge e membro da Faculdade Christ’s College desde 1900, e de William Halse Rivers Rivers, da Faculdade St John’s College, English anthropologist, neurologist, ethnologist e psychiatrist, este antigo estudante de medicina converteu-se em Etnólogo, com formação em psicanálise. [Read more…]

Edward Westermarck – Pai Fundador da Antropologia-2

EDWARD WESTERMARK

HUMAN MARRIAGE ON THE HISTORY OF MANKIND , MacMillan Press, Londres, 1891

Este texto foi escrito como tese de doutoramento, em pleno apogeu do debate das ideias de Darwin e da evolução das espécies. Era também a época em que a psicologia começava a mudar: de ser uma simples análise da mente humana e do habitat ecológico onde essa mente morava, para a análise do que essa vizinhança social e emotiva, causava entre as pessoas que nem sempre estavam satisfeitas com as suas formas de vida e com as relações de vários outros seres humanos. O médico Sigmund Freud começara, em 1889, a entender que não era a ecologia social a que danava a mente humana, mas as pessoas danavam-se emotivamente ao querer obter o que parecia impossível, como analiso no meu texto de Abril de 2009: O saber das crianças e a psicanálise da sua sexualidade, e – book editado pelo Repositório do ISCTE e o Repositório Nacional, ligação ao do ISCTE-IUL: https://repositorio.iscte.pt/handle/10071/1459. Freud podia provar que a evolução da mente humana transcorre dentro de ela própria, por causa da descoordenação entre as tendências do instinto humano (Id). A realidade organizada da psique (ego), e a função crítica e moralizante do super ego reprimem o desorganizado Id, parte da estrutura da personalidade que contém dentro de si os impulsos básicos e desorganizados da personalidade ou o si próprio em que o inconsciente não consegue apaziguar os desejos do consciente que procura o que social e individualmente estava eticamente proibido pelo consciente, entidade social da mente. Ideias que usa Westermarck, como as de Darwin, no livro que lhe causara fama, mencionado antes, ao analisar o que é o elo da vida social, a sexualidade dos seres humanos e a procura da sua satisfação, No Capítulo I do livro I, Westermarck, começa com esta ideia: O Matrimónio normalmente é um conceito que designa uma instituição social….Por outras palavras, o Id que impulsiona o

Sir Eward Burnett Tylor, pai fundador da Antropologia-1

pai de ciência antropológica, define em 1871 o conceito cultura

De entre os fundadores da Antropologia, é preciso salientar ao cientista que dá título a este texto e a obra que os fez famoso, ao definir o conceito mais usado pelos praticantes da nossa ciência, o de cultura. Conceito que não refere pessoas que saibam mais de ópera, leitura, ciência, não, é apenas uma definição de hábitos costumeiros para realizar as suas actividades, rituais, magia e definir a moral dos acontecimentos sobre a base das ideias referidas e analisadas neste texto. [Read more…]

May Malen's Diary-Chapter 9

This is the day when I was little

Once upon a time, as all stories must begin, I was born. My parents, Grannies and their husband were very anxious in the expatiation of seeing me. So were my cousins Tomas and Maira Rose, they wanted to have a cousin to play with. Their disillusion was big, as I was only a Carrot, with no name and used to sleep and sucks mother’s milk, and then I fell asleep again. My parents wanted a daughter and I was a girl for their satisfaction. They have already had a son, who takes care of us from eternity. I feel protected by him. Auntie Paula and Uncle Cristan, were also in the expectation of seeing me as soon as possible. However, as they are people of respect, they waited three months before going with their kids to have a family gathering around my coat, my baby bed. The only person who did not turned up was Abuelo, as Auntie [Read more…]

a infância da criança

toda criança pasa à adulto aió saber o que se espera dela

Se actualmente é difícil falar em crianças, a abordagem à temática fica mais complicada quando temos limitações do número de palavras. Mas, vamos a isso.

Dentro das várias definições de infância e criança usadas nos meus textos, há duas que me satisfazem. Criança, é um ser humano no início do seu desenvolvimento fisiológico e social que depende dos seus adultos na alimentação, nos sentimentos, no carinho, no vocabulário e no abrir da sua imaginação para entender como se desenvolve o mundo. Adultos que podem ser os pais, os tutores ou um conselho de família. Infância é a pessoa que nasce, cresce, aprende a vida intra social. Na cronologia da vida, essa criança passa a etapa da infância. Conceito que transcorre, idealmente, desde a nascença até à idade púbere, idade em que o indivíduo se torna fisiologicamente apto para a procriação de outros seres humanos. Atenção, referi reprodução fisiológica. Será que é adequado ter cromossomas só para reproduzir seres humanos? Em todos os meus textos tenho dito que isso não é suficiente. Aliás, a própria História assim parece provar. Uma palavra cheia de distinções na cronologia do tempo e conforme seja a hierarquia social. Criança, em consequência, não é um conceito biológico, é muito mais, é um conceito social. Motivo pelo qual o meu amigo e colega na cátedra do Collège de France em Paris, Pierre Bourdieu, o sábio dos sábios em ciências do homem, nunca quis estudar o pré púbere, como poucos de nós temos feito. Os cientistas, excepto os analistas clínicos,

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May Malen's Diary, chapter 8

May and Dad in Norfolk on holidays

Some few weeks ago, my cousins from Netherland appeared in Cambridge for a whole week. Tomas is an enchanting boy, very charming and a good talker. They read for me, as Maira Rosa, his sister, was listening as well as I was. It was cold. We went out very rarely, not to catch a cold! The van Emdens are all ways ill with ear’s sore and nor always very well. I feel sorry because they are my only relatives of my age and I enjoyed playing with them.  To go out, Dad wrapped me up a lot, and yet I felt cold, as you may see in my face. My cousins stay with us nearly every day, but Aunt Paula has so m any friends over here, which took a lot of her time and her family time as well. Altogether, we walked, despite rain and cold, for us to be used to the weather and not to

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a criança abandonada

abandonada não apenas de comida, mas sim de carinho...

 Falar em crianças, é uma tarefa difícil. Pensamos que sabemos tudo sobre elas e tratamo-las como melhor nos parece, ou reparamos nada saber e mimamos um ser que toma vantagem da dor dos pais, que vivem arrependidos desse nada saber. Arrependimento reflectido nas suas caras e nos presentes oferecidos, na simpatia usada para matar a dor da falta de apreço do seu comportamento. Quando nada se sabe sobre criar filhos, a dor bate nos progenitores

O desconhecimento de como tomar conta de uma criança é uma maneira de a abandonar. No lado oposto, há os que pensam tudo saber, mandando nela como se fosse escrava: punem, corrigem, batem, e enviam-na para a solidão do quarto. Em sociedades patriarcais, como a nossa, onde é o elemento masculino do grupo doméstico, quem dá menos carinho, arremete mais sobre os seus filhos e pede-lhes contas, de manhã à noite. Sem nada, devem inventar, como tenho observado no meu trabalho de campo em várias aldeias e diferentes continentes. Especialmente se o dia se passou sem se fazer nada de produtivo aos olhos dos pais, ou se a produtividade desejada, vira jogo de berlindes, da macaca ou na exploração do mato com os seus camaradas.

Tenho narrado noutros textos, a existência de uma diferença entre menino e menina. Esta segunda pessoa tem o seu tempo todo ocupado. As sociedades patriarcais usam e abusam das senhoras desde novas: nos trabalhos na cozinha, no coser e

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May Malen's Diary-Chapter 7

my newest granddaughter at Norfolk

I have no idea why, but Abuelo has loved me ever since I was born. There must be many reasons. One of which is to be the youngest member of the family. On the other hand, he is very tender with my cousins Tomas and Maira Rose, whom arrived to this world well ahead of my time.  Whatever the reason may be, he loves me and adores me, so he says and I can feel it. There is no day with any news from Abuelo. He says he would love to be with me all the time of the world. He says he would like to teach me how to walk properly, as he did with Mum. She was too little and was able to walk grabbed by Abuelo´s hand. He was very tricky: Mum felt Abuelo by her believing that he was supporting her. However, he used to put his large finger on her shoulders for Mum to feel she was secure at his hands. One day, the secret was revealed: as Mum felt Abuelo behind her, she walked fat and pinkie cheeks as she was, when abuelo there appeared in front of her. He had made a curve [Read more…]

may malen’s diary, chapter 6

May Malen being spoiled by Mum, at her home in Cambidge: a forbidden spoil!

MAY MALEN’S  DIARY CHAPTER 6

Ensaio de etnopsicologia da infância

I do not know why, I am too little to understand, but I have loved my parents even since I have been able to remember. Both of them have been extremely nice to me. The strength of Dad Felix, his tenderness with me, the way he taught me to walk, step by step, not even touching me as he trusted me that I was not to fall as I did on the day of my tenth’s months. I remember, or Abuelo, Mum and Dad may have told as I was too little to remember every single minute of my life as a little girl. I know very well, both because of my studies and for Abuelo’s explanations that Melanie Klein and Wilfred Bion used to say that children´s memory begin at their 5th month of existence into

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Diary of May Malen

May Malen with Abuelo in Parede, June 3010

Diary of May Malen, Chapter 4

My dearest granddaughter,

I have missed you so much! You have been stolen to me for more than two weeks. I have had no news about you, except an SMS from Mum – telling me that you walk for yourself! Are you still walking, or your pride does not want to admit that not everything is possible in life! I know you fell over, you had to be cleaned as you did not admit for yourself to have had your first failure in your life! You shall have more! And you will have to accept it, as we all do, especially with the support of the world: your parents! [Read more…]

as felonias dos nossos governantes

o sítio onde tanto se sofre e pode ser resolvido

Não me é fácil escrever estas palavras, menos ainda a palavra felonia, de amplo significado: Rebelião (de vassalo para com o seu senhor), traição, crueldade. Também não me é fácil adjudicar estes adjectivos às pessoas que nos governam, no melhor sentido das suas intenções, mas com mal resultado. Mal resultado não propositado, mas contudo, mal resultado para a nossa sobrevivência.

Longe de mim adjudicar o adjectivo aos nossos governantes, como tenho feito em textos anteriores. É infantil pensar que os nossos representantes na soberania da Nação, querem matar o povo à fome, apesar de ter ouvido os debates ocorridos na Assembleia. É nessa instituição onde se resolvem as leis e se orienta o caminho que a Nação deve seguir. Bem sabemos que em democracia, há diversas formas de pensar, todas elas com assento no parlamento. Todas elas com promessas de trabalho e de abrir indústrias, de criar fontes de trabalho para quem tem apenas a sua força para laboral: nem casa própria nem alugueres baixos de prédios ou quartos ou andares, para viver. Ainda mais, o preço dos comestíveis tem sido elevado por um imposto de valor adquirido, que, mal foi anunciado que seria a partir de Janeiro, os comerciantes começaram logo a cobrar. O nosso povo, habituado a obedecer aos que mandam, paga sem debater. Na minha impressão, ainda existe a ideia de os soberanos não terem de prestar contas a ninguém. A nossa monarquia foi longa demais, quase a ultrapassar os

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amigos e companheiros

a solidariedade é o bem mais prezado, Dear May

….para a minha neta May Malen I Isley, para começar a aprender…

Dois conceitos de difícil definição. Dois conceitos relacionados com os sentimentos, com a interacção social. Conceitos diferentes para adultos e crianças, para classe social, para o tempo que passa e se escorre entre a cronologia da História e os hábitos definidos ao longo do tempo.

Normalmente, o conceito de amigo, é ser solidário com problemas, alegrias, amarguras, amores e desencantos das pessoas com quem convivemos em momentos e alturas diferentes. Por outras palavras, eu diria que é estar ao dispor de seres humanos que amamos e dos quais dependemos nas ideias, no trabalho e, especialmente, na educação das crianças que, por causa da nossa amizade de adultos, passam a ser não apenas pequenos que entendem em conjunto a interacção social, a dependência dos adultos e a disciplina que estes lhes incutem. Este comportamento separa já os dois conceitos que refiro: amigos e companheiros. A subordinação às formas de ser, agir, ouvir e aceitar, faz das crianças amigas e companheiras. O adulto, com maior experiência de interacção na vida social e na cronologia histórica acumulada no tempo, torna possível separar as duas palavras: amigo, dependente; companheiro, fidelidade sem condições. Acrescentaria ainda que, como conceito, amigo define uma hierarquia que depende do lugar social que a pessoa ocupa ou do lugar que alcançou na vida. Além

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modelo de paternidade ou paternidade roubada?

o que o orçamento de estado nos rouba: sermos modelos para os nossos filhos

Será que a paternidade roubada é o orçamento de estado para 2011? Vamos pensar. Porque ser pai é ter trabalho, persistência, alimentar a prole, vesti-la e ensiná-la

Começam a existir no nosso amor e no nosso desejo, continuam a sua vida dentro da intimidade do casal. Antes ainda, viviam dentro do grupo social, esse que nos ensina como é que amamos os nossos descendentes. É verdade que entre os dados da nossa cultura cristã há um mito, o da paternidade silenciosa que José soube ter com Maria. Entre os Islamitas, o duro Pater Família com as filhas e o doce varão com os filhos. Os Budistas pensam no mais novo reencarnado de um ser que veneraram no passado. Max Weber em 1905, conseguiu analisar todas as relações ascendentes/descendentes do que denominou as religiões universais. Essa teoria que orienta a nossa cultura, ou a amizade dos adultos com as suas crianças falada com alegria por Malinowski em 1922, 1924 e 1926. As ideias analíticas de Sigmund Freud em 1905, em 1913 e as maternais de Melanie Klein em 1930, ideias doces de François

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levanta-te e anda, Portugal!

sítio em que se debate a injecção de pobreza para o bom povo português

Para os pais das crianças que hoje vivem a nova História de Portugal.

E que tentam ultrapassar a crise provocada por malfadada política

É A FRASE QUE REFERE O EVANGELISTA MATEUS, CONHECIDO ENTRE MEMBROS DA CULTURA CRISTÃ, NO SEU TEXTO DO SÉC. I, CAPÍTULO IX, VERSÍCULO 5. ERA UM PARALÍTICO, CUSTAVA-LHE A ANDAR E O SEU SENHOR JESUS, MANDA-O ANDAR.

Uma metáfora do que acontece hoje no nosso país.

E o paralítico da História, andou. Talvez, por não ser de Portugal…Ou, como diz esse outro Evangelista, João, no seu texto do mesmo Século, Capítulo XI, versículos 33 a 44, manda Lázaro sair do seu sepulcro, levantar-se e andar. Metáforas, senhor leitor, que nós, agnósticos, precisamos usar, quando um povo, definido pelo seu saber e práticas como cristão, apesar de a Constituição definir no seu Artigo 1, versão de 2001: Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária, se comporta de forma costumeira.

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a maturidade dos mais novos e o quarto mandamento dos romanos

sempre quis uma família imensa, mas os velhos acabamos sempre sós....

Para Paula van Emden e Camila Ilsley essas novas senhoras, antigamente Iturra-González…..

Os descendentes são a lei da vida. Essa lei que diz que o amor é uma força da natureza[1] que, de dois nascem quatro, cinco ou mais. Paixão definida por muitos analistas, entre eles, Sigmund Freud, como parte do jogo do amor[2]. Bem como essa lei da vida definida por Wojtila em 1992[3], publicada posteriormente[4].

Não estou certo se as citações definem o que acontece na vida real. Ou, será o inverso, é da vida real que estas são retiradas. Para não perturbar a vida dos seres que crescem e um dia vão para outros sítios, os seus progenitores ficam sempre na ansiosa expectativa de saber deles.

A filiação é um mandato para orientar os mais novos para uma nova criançada consequência do amor entre eles, dessa paixão que não pensa mas age, por ser o amor a referida força da natureza. Esta força da natureza leva à procriação de outros. Procriação que muda a hierarquia entre os membros da família. Parece metáfora, mas não o é. É apenas o direito livre e soberano de dois seres que, encontram-se por acaso, gostam um do outro, desenvolvem uma paixão que une e obriga à construção do seu próprio lar. Lar que, por sua vez, irá dar lugar a outro. [Read more…]

a vida eterna prometida a Portugal

raio de luz que nos diverte mas não nos salva da pobreza prometida

Foi o que os nossos governantes nos prometeram. Tenho a impressão que é necessário refrescar-lhes a memória. O Orçamento de Estado, nunca mais é aprovado, a divida, muito provavelmente a ser comprada pela China, o FMI que um destes dias ainda nos invade a casa, um fundo europeu, que deve auxiliar tantos, sem conseguir entrar nos nossos cofres. Que tristeza! Não é apenas Portugal que está em crise financeira, é a União Europeia toda, que nem pode socorrer-se dos EUA, por estes também estarem a bordo da falência. Os cidadãos norte-americanos, os reis do mundo! O País Rei de toda a humanidade.

Mas, afinal a que cofres vão parar os lucros da mais-valia universal? Aos bolsos das pessoas a quem depositamos a nossa soberania, ou a negócios lucrativos dos mais ricos dos países em questão?

Não são os livros, nem as pinturas, nem as palavras: é a concepção de um caminho com ideias novas, para todos e de todos por igual. Como já estava prometido. Foi um excelente paradoxo da História, se Marcel Mauss e Émile Durkheim fossem socialistas mencheviques, como tenho referido (de Marcel Mauss) noutros textos, essa minoria a respeitar a luta de classes, a aceitar sermos humanos tal como definido em 1788 com base nas ideias de Babeuf. Paradoxo, porque analisavam, pensavam, entendiam e, seguidamente, emitiam o seu julgamento sobre um país falido, como a Rússia desses tempos. Se observassem os nossos países de hoje, rebelar-se-iam, como o

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Os amigos são para as ocasiões


Os estrénuos defensores “relativistas culturais” terão uma excelente oportunidade para dizerem qualquer coisa, ou melhor ainda, para se calarem.

o elefante ou o quebra-nozes para as crianças?

bailado escrito por Piotr Illich Tchaikowsky, entre Fevereiro de 1891 e Março de 1892

Tchaikovsky – Dança Russa (Ballet “Quebra-Nozes”) – Maestro Paulo de Tarso.

Para nossa neta Maira Rose, filha de Cristan van Emden e Paula (née Iturra)

Foi comentado neste sítio de debate no mês de Dezembro de 2009, que Natal era quando o marketing quiser. Comentário que me leva a pensar a relação dos adultos e das crianças. Essa relação, hoje, de distância e, antigamente, de larga intimidade, ambas com muito imaginário e certa afectividade. Imaginário, como é natural, que varia no tempo e no espaço. Como Pyotr Ilyich Thcaikosky e Gus van Sant. Como a água do óleo. Qual, a verdadeira? Qual, a conveniente? Qual, a da História? Não é o acaso que me leva a pensar no Elefante e no Quebra-nozes. [Read more…]

a escola do meu insucesso

a criança experimenta saber, mas sem sucesso, como pode-se ver nos seus pés descalços

…para Darlinda Moreira, antigamente a minha discípula e amiga….

Schubert – Death and the Maiden (part 1)

First part of 1st movement. The Alban Berg Quartet. Once again, please forgive me for the way I’ve had to split this.

Luís Souta denominou-a A escola da minha saudade, em 1995; Stephen Stoer e Helena Costa: A capacidade de nos surpreender, 1993; Luiza Cortesão: Escola, Sociedade, que relação? 1998; Luiza Cortesão e Stephen Stoer: Levantando a pedra, 1999; Ricardo Vieira: Entre a Escola e o Lar 1996; Telmo Caria: A cultura profissional dos professores, 1999; Ana Benavente: Do outro lado da escola, 1987. As várias denominações, que eu desejo definir neste texto, fazem-me omitir, obrigam-me a omitir, mandam-me não lembrar o que Darlinda Moreira diz da escola. Darlinda Moreira e eu debatemos, durante anos, qual a utilidade da escola para as crianças. Especialmente para crianças descendentes de pais, avôs, ou famílias, designadas por Paulo Freire, escolas oprimida, sem alfabetização, ou, como se diz hoje, sem literacia. Referem sem literacia, entre outros, Filipe Reis, 1997: Da antropologia da escrita à literacia, na Revista Educação, Sociedade e Culturas, trimestral, Afrontamento, Porto; António Firmino da

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Guerra!- uma carta para os meus descendentes

a realidade que os ricos,os senhores do mundo,organizam para nós, o povo pobre

Um dia, faz já muitos anos, o meu pai escreveu-me uma carta, que eu transcrevo:

Meu querido puto,

Andas a brincar na tua bicicleta de duas rodas, pelas ruas do bairro. Ris e pareces muito feliz e contente. Até largaste as fraldas, por pensares ser adulto ao manipulares a tua bicicleta. Corres e não só ris, como atacas. Atacas qual carga de cavalaria, perante um inimigo imaginário, esse que é desenhado pela tua ideia da guerra. Para ti, a guerra passa por ser uma brincadeira. E ainda bem. Porque, meu puto, seria bom que a guerra fosse uma brincadeira e não essa realidade espantosa, dura e terrível, que vês reflectida na cara dos teus pais. Uma cara de tristeza e de depressão. Palavras que nem entendes, como não deves entender a palavra guerra.

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lembranças de mãe

entró na eternidade nos seus 90 anos. O mei imaginário de filho mimado, a mantém sempre viva.

Para Flora Redondo de Iturra, no dia do seu 92º Aniversário.

http://www.youtube.com/results?search_query=beethoven+moonlight&aq=4

The Piano Sonata No. 14 in C♯ minor “Quasi una fantasia”, op. 27, No. 2, by Ludwig van Beethoven, popularly known as the Moonlight Sonata

Nós, adultos, esquecemos que a mãe é pessoa e vemo-la como processo. Além do carinho e emotividade que unem uma criança com a sua progenitora, existem, de forma igualmente importante, os diversos estágios que atravessa uma mulher que acaba no seu caminho de mãe. O primeiro, é ser mulher, até aos nossos dias, não se inventou um ser que a substitua na estrutura hormonal e na configuração biológica necessária para dar vida a um bebé, amá-lo e amamentá-lo. Muito menos, a invenção da leveza do ser que caracteriza a relação mãe/criança. Não consigo esquecer a frase de um amigo ao me confidenciar a tristeza que tinha pela sua mãe ter ficado inválida: não sei o que fazer…apenas consigo chorar. A minha resposta foi rápida e directa: o que o meu amigo chora não é a doença da sua mãe, o que chora é a falta do mimo embelezado dos carinhos dela. Doravante, será o contrário: é a mãe que vai precisar dos cuidados do filho! Ele, incapaz de devolver essa elegância de mimos que na sua infância, a sua mãe

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