Entendamo-nos: Eu achava o programa de “informação” apresentado às sextas-feiras por Manuela Moura Guedes abjecto. Por isso não o via.
O cidadão José Socrates e seus acólitos eram livres de achar o mesmo que eu ou, até, pior. Desligavam a televisão e não viam. Sabendo-se insultados faziam o que faz um cidadão: queixavam-se a quem de direito, os tribunais.
O primeiro-ministro José Sócrates espero que não tivesse tempo para perder com o programa porque estava ocupado com assuntos do país, portanto não o via. Sabendo-se insultado fazia o que faz um cidadão a quem acontece ser primeiro-ministro. Como não tem tempo a perder com minudências, manda processar o programa. Ou não, se quiser passar a imagem de quem convive bem com as críticas. Toma a decisão – espera-se que um primeiro-ministro tome decisões – de apresentar ou não apresentar queixa e age em conformidade.
O cidadão-primeiro-ministro José Sócrates quis o melhor de dois mundos. Passar a imagem de quem convive bem com a crítica e acabar com ela como se fosse primeiro-ministro-cidadão do Irão.
Eu, olhando os personagens, não me sinto bem com nenhum. Mas, neste caso, estou com Moniz e Manuela Moura Guedes. Informo o cidadão José Sócrates que engoli um sapo para escrever esta última frase. Peço ao cidadão José Sócrates que informe o primeiro-ministro José Sócrates de que engolir sapos faz parte do cargo.
Não gostando de sapos resta a demissão.









Recent Comments