No site da UEFA logo após o final do jogo: 1-0 para Portugal. Fugiu-lhes o teclado para a verdade. 😀 Aposto que foi o mesmo amigo que apagou a luz e ligou o sistema de rega quando o Porto foi campeão no Estádio da Luz.

Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
No site da UEFA logo após o final do jogo: 1-0 para Portugal. Fugiu-lhes o teclado para a verdade. 😀 Aposto que foi o mesmo amigo que apagou a luz e ligou o sistema de rega quando o Porto foi campeão no Estádio da Luz.

Dois jogos distintos contra duas selecções distintas, com poderios ofensivos e defensivos bem distintos e modelos de jogo quase antagónicos. Historicamente, Portugal dá-se melhor contra equipas da sua qualidade, cujo modelo de jogo seja um futebol mais aberto e mais técnico, tendo muitas dificuldades contra equipas de menor potencial como é o caso da Bulgária, selecção que faz da retranca, à falta de poderio técnico ofensivo, a sua grande arma contra as equipas de maior nomeada. Fernando Santos decerto irá tirar lições destas duas partidas realizadas na recta final da preparação para o Europeu, não esquecendo a derrota contra os Búlgaros: em França, contra Austríacos e magiares, teremos um pouco mais de Búlgaria e um pouco menos de Islândia, selecção cujo elenco é mais próximo do futebol belga.
o Litinho é o engraçadinho da turma…
Já não há paciência. O que escrevi no último post era uma espécie de alerta para o que aí vinha e, por acaso, os factos vieram a mostrar a razão da minha argumentação.
Um árbitro errou – o que apitou o jogo do meu clube. Facilmente se percebe pelos comentários ao post que mais ninguém errou e que a queda do Maxi no Dragão, por ter sido fora da pequena área até deveria dar direito a duas grandes penalidades porque, segundo alguns, houve uma falta antes que não foi marcada.
Até aqui, temos uma discordância visual. Nada de estranho – nos últimos quarenta anos criaram hábitos que não se mudam com dois títulos perdidos. Pode ser que o terceiro e outros que se seguirão, ajudem a ter alguma lucidez.
Mas, depois da mediática e bem orientada participação dos paineleiros das TB’s, eis que o Braço Armado entra em campo. E, como alguém dizia hoje na rádio, estão ultrapassados todos os limites.
Esperei algum tempo para ver como reagia a blogosfera azul. Silêncio! Nada. Nem um só comentário.
Confesso que estava à espera de um comentário da Direcção do Clube, mas acabamos por ter um simples “não sei do que está a falar”, de um Dirigente. Poderia ter sido a mulher a comentar…
Como poderiam ter comentado quando foi a vez do treinador holandês, ou do Adriano ou até do Paulo Assunção…
O mais espantoso é que vejo muita gente a aplaudir este tipo de comportamentos. [Read more…]
Escrever sobre bola é sempre um momento muito delicado em terras lusas – como alguém terá dito um dia, o futebol é a mais importante das coisas, de todas aquelas que não têm interesse algum.
Mas, em Portugal há uma forma muito estranha de ver futebol – muito pouca gente vê futebol e quase todos, com umas lentes coloridas, observam apenas o que o coração quer ver, mesmo que os olhos teimem em mostrar uma realidade diferente.
O Sport Lisboa e Benfica só foi grande porque Salazar queria. Mais tarde, outros ganharam, apenas e só porque a fruta era de qualidade. De um lado ignoram-se craques como Jardel, Falcão ou Hulk e do outro, jogadores como Oblak, Aimar, Saviola ou Enzo não eram suficientes para se esquecerem colinhos e túneis.
Nos tempos mais recentes, o JJ mudou de lado, lá na BCI da mouraria e assiste sentado e em silêncio aos comentários do seu patrão, que um dia atrás do outro, insiste em dizer que todas as vitórias que Jorge Jesus teve vestido de vermelho, se deveram às caixas do Eusébio. Já agora, uma nota de interrogação: não há por aí uma só alma jornalística que pergunte ao JJ o que pensa ele desse comentário do patrão?
E, chega todo este paleio redondo aos vossos ecrãs, porque o fim-de-semana foi fértil em erros de arbitragem. Jonas saltou para uma falta inexistente, a mesma falta que levou Maxi ao chão. [Read more…]
No jogo Bayer Leverkusen – Borussia Dortmund, perante a teimosia do treinador do Leverkusen em não sair de campo, depois de ter sido expulso, o árbitro chateou-se e foi embora.
com sangue italiano, suponho.

Uma das características dos políticos é a sua durabilidade. São assim como o coelho das pilhas duracell, “e duram, e duram, duram, duram…”. Não fosse a lei de limitação de mandatos nas autarquias locais (porquê só nas autarquias locais???) e Portugal seria o verdadeiro paraíso jurássico da Europa.
Estarei a exagerar? Não me parece. Ora reparem: António Costa, Pedro Passos Coelho, Paulo Portas, Jerónimo Sousa. Isto apenas para referir as primeiras linhas. Caso contrário, teria de recordar Soares, Cavaco, Jorge Coelho, Jaime Gama, Marques Mendes, Durão Barroso, Santana Lopes, Telmo Correia, Francisco Louçã, etc., etc., etc. Desde os anos 80/90 que estão na primeira linha. Será que é só na política? Bem, nos sindicatos é a mesma coisa. Nas ordens profissionais onde não existe regra de limitação de mandatos idem. E nas grandes empresas? Aspas, aspas.
Isto é tudo muito bonito, são todos muito democratas e tal e coisa mas largar o lugar é que nem pensar. Se é assim em tudo porque raio teria de ser diferente no futebol? Pois.

Chama-se Afonso Moreira e aos 10 anos de idade já leva 200 golos marcados, como nos conta o Diário de Viseu. Isto tudo acompanhado de excelentes notas na escola. Uma bela história.
o Famalicão, hoje, acabou de te tirar uma preocupação. Agora podes pensar só na champions.

Foto: José Moreira, Record
Como qualquer benfiquista normal, regozijo-me com os desgraçadamente poucos desaires do Futebol Clube do Porto e tenho uma saudável tendência para odiar jogadores, treinadores e dirigentes portistas.
Infelizmente, como gosto muito de futebol, passo por momentos em que consigo apreciar as qualidades do inimigo da Invicta. Por isso, já tive o doloroso privilégio de ver jogar artistas como Oliveira, Gomes, Futre, Madjer, Domingos, Aloísio, Hulk, Falcao e muitos outros. Ainda assim, apesar das virtudes desportivas, tive várias ocasiões para abominar pessoalmente muitos deles, para sossego do meu benfiquismo. [Read more…]

Para muitos este é um post sobre futebol. Para alguns é um pouco mais do que apenas um post sobre futebol.
Mesmo fazendo um enorme esforço não me lembro do momento exacto em que me tornei portista. A influência do meu pai foi fundamental. Recordo-me do velho rádio onde ouvia os relatos (o Quadrante Norte), das disputas na primária com outros miúdos que eram adeptos do Benfica. E depois, a promessa do meu pai de que aos 10 anos me faria sócio do Porto. E assim foi. Mais tarde vieram os primeiros jogos em que fui autorizado a ir sozinho para o Estádio das Antas, depois com os amigos. As alegrias, as tristezas. E 1987. O ano de Viena, do calcanhar do Madjer, as fintas intermináveis do Futre, do eterno capitão João Pinto agarrado à Taça dos Campeões, da cidade do Porto virado do avesso sem esquecer a loucura vivida em pleno cruzamento da Areosa. Os anos oitenta foram intensos. Não estávamos habituados a tantas vitórias. Já os anos noventa foram de vitórias atrás de vitórias. O início deste século foi um verdadeiro regalo: Taça UEFA, Liga dos Campeões, Liga Europa, domínio absoluto a nível nacional, Mourinho, Deco, André Villas-Boas, etc, etc, etc.
Ao longo destes anos o Porto conquistou títulos, lançou jogadores e fez milhões com receitas de todo o género e feitio. Em todo este percurso iniciado no final dos anos setenta passaram por aqui inúmeros jogadores e vários treinadores. Mas existe algo que fez a diferença: Jorge Nuno Pinto da Costa. Liderou o FCPorto e fez uma autêntica revolução. O clube e todos os seus adeptos devem-lhe muito. Ele personifica o FCP vencedor.
Foram poucos, muito poucos, os pontos onde falhou.
Em todos estes anos (mais de três décadas) de liderança ser um tremendo desafio encontrar falhas é algo verdadeiramente impressionante. Claro que existem. Todos as temos e ninguém é perfeito. Nem ninguém vive eternamente. Embora Jorge Nuno Pinto da Costa tenha conseguido com todo o mérito ficar eternamente na história do Futebol Clube do Porto. Só que o tempo é implacável. Para todos nós, sem excepção.
Nem tudo são rosas nos últimos 10 anos do FCPorto no que toca à situação financeira do clube. Em 2004 o passivo do clube rondava os 82,8 milhões de euros. Em 2013 atingia os 220 milhões. Contudo, nesse período, as vendas de jogadores e treinadores foram superiores a 320 milhões de euros. Em 2014/15 o passivo do FC Porto subia de 220 para 276 milhões.
Ao mesmo tempo, no mesmo período, o Porto batia todos os recordes de vendas de jogadores somando mais de 100 milhões em apenas uma época.

Após os atentados em Paris, alguns governantes portugueses fizeram declarações públicas no sentido de tranquilizar a população. Rui Machete afirmou “ter esperança” que o país se mantivesse fora dos radares do terrorismo, apesar da ausência de garantias absolutas de segurança, enquanto Calvão da Silva afirmava a existência de um “máximo grau de atenção” e reiterava que os portugueses podiam “confiar nas forças preventivas, de segurança e de informação”.
Depois do episódio que vivi ontem, acho que o melhor mesmo é alinhar na esperança de Rui Machete porque não só não existem garantias absolutas de segurança como o nível de vulnerabilidade é muito superior àquilo que alguma vez imaginei. Sorte a dos mais de 10 mil adeptos que ontem marcaram presença no Estádio Municipal de Braga que eu não sou terrorista. Porque se fosse, com a ajuda da permissividade de alguns elementos da segurança do recinto, bem que podia ter mandado tudo pelos ares. Confuso? [Read more…]
Será aí que a equipa de futebol passa a encontrar-se às 5 com adeptos para degustar scones e beber chá. Parafraseando o Frank (Dennis Hopper) do Blue Velvet, Oh, suave, man! You’ re so fucking suave! We love FC Oporto! Here’s to FC Oporto!
[ 1ª parte — Moeda ao ar ]
1 — Sou do Sporting. Tanto quanto me lembro, apenas para contrariar um tio que queria que fosse do Benfica. Agora, já não há nada a fazer.
2 — Desde que sugeriu tirar o vermelho da bandeira portuguesa, considero o actual presidente do Sporting uma besta quadrada. Para mim há coisas mais importantes que a bola. Portugal é uma delas.
3 — Contra a doutrina dominante, não considero Jorge Jesus um grande treinador. Não são as estruturas que ganham os títulos, mas são as estruturas que compram os jogadores. E os treinadores, já agora. Pelas minhas contas, o investimento do Benfica, nos últimos seis anos, deveria ter rendido cinco títulos nacionais. O amadorense ganhou três, é certo, mas perdeu dois de forma claramente asinina. Fora o resto.
4 — Pelo facto de ter vindo para o Sporting, não mudei de opinião. Espero, sinceramente, que o futuro me obrigue a dar a mão à palmatória, mas não auguro nada de bom. Gastar seis milhões, daquilo que não se tem, só para fazer pirraça ao Benfica, parece-me infantil demais para ser levado a sério.
[ Intervalo — palestra do treinador: Prolegómenos para uma Ética Decorativa ]
Agora que passámos a bola ao árbitro, vamos lá então falar de ética. No mundo do futebol a ética está sempre fora-de-jogo. Basta olhar para a FIFA.
Por cá, idem: árbitros-de-baliza, fiscais-de-linha, pénaltes-inventados, foras-de-jogo ao milímetro, frutas-de-dormir, dinheiros-autárquicos, jogadores-sem-salário. Enfim, entretenham-se a completar a lista.
Só há uma ética no futebol — ganhar. Ao adversário. E, sobretudo, ganhar dinheiro com isso. Vale tudo. Sempre assim foi. Suponho que assim continuará.
Conheço pessoas sensatas. E cordatas. Quando entra o futebol viram logo a boneca. Ao contrário. Nem pestanejam.
No futebol, verticalidade só existe na expressão, hoje muito hipster — PASSE VERTICAL. A lateralização é para meninos. Ou italianos.
O futebol, ao arrepio das Constituições, tem uma coisa que se chama — JUSTIÇA DESPORTIVA. Não conheço instituto jurídico mais parecido com a Denegação da Justiça. Como isto se passa do outro lado do espelho, nem o professor-doutor Jorge Miranda quer saber.
Estou convencido que foi no mundo do futebol que se inventou o estonteante conceito de — VERDADE DESPORTIVA. Como se houvesse uma verdade para o comum dos mortais e uma ‘verdade’ para os gajos do futebol. [Read more…]
Está na cara que a transferência de que se fala não corresponde minimamente à realidade financeira do Sporting. A indignação de Dias da Cunha é muito justificada, melhor do que ninguém ele sabe que aquilo é um crime. Mas mais importante que dissertar aqui sobre a distracção colectiva do momento, dos detalhes sórdidos da transferência em si, peço a atenção do leitor para o cerne do problema. Para essa nova criminalidade que invadiu o futebol europeu que usa obscuros fundos de investimento, agentes de futebol sem escrúpulos, sites de apostas e resultados combinados. Estas modernices já aterraram em Portugal há alguns anos e não se restringem aos três grandes, quase todos os clubes da Primeira Liga participam nestes esquemas manhosos. Vejam com atenção a reportagem realizada em 2013 pela France 2 está lá tudo, até exemplos em Portugal.
O mercado do entretenimento futebolístico desconcerta qualquer pessoa que, como eu, o observe de longe. Do lado da oferta encontram-se funcionários principescamente pagos, jogadores e treinadores, que mantêm uma pura relação comercial com o seu ofício. Do lado da procura encontram-se milhões de aficcionados, os quais pensam viver uma relação afectiva com os primeiros.
O drama é inevitável. O amor não se compra — e o desporto é algo que ninguém pode fazer por nós.
Cartoon: Rodrigo Matos@Expresso
Quando ontem cheguei, a casa não tive como não levar de frente com a notícia da transferência inesperada de Jorge Jesus para o Sporting. Tirando esse perigosíssimo órgão de comunicação social de esquerda que é o Público, os principais jornais portugueses tinham como primeiro destaque nos seus sites esta nova novela futebolística, paralelamente esmiuçada com profundidade pelos três canais noticiosos. A única dúvida que me ocupava o pensamento era “onde raio foi o Sporting buscar dinheiro para pagar um treinador tão caro como Jesus, cujo salário no Benfica já se situava na casa dos 4 milhões de euros?”
Querida Julieta
Soube que ganhaste o Prémio Mulher Flash Lifestyle. Tentarei, durante uns breves instantes, fazer de conta que não estou orgulhoso disso e vou fingir que não votei em ti. Mais: terei, até, o desplante de declarar alto e bom som que só te deram este prémio para te compensar do facto de o teu Futebol Clube do Porto não ter ganho nada pelo segundo ano consecutivo (sei bem as dores físicas que esta provocação me vai valer, no nosso próximo reencontro). Como se isso não bastasse, considero-me discriminado por não ter sido, pelo menos, nomeado, porque num tempo em que se fala tanto da igualdade de géneros seria justo que um homem pudesse concorrer ao Prémio Mulher.
Na minha qualidade de pseudo-intelectual peneirento, é claro que nunca admitirei que leio a Flash nem mesmo nas salas de espera dos consultórios médicos (se alguém me apanhar com uma na mão, aberta numa página em que se veja uma rapariga em trajes menores, saiba que o meu interesse é puramente etnográfico ou coiso ou eventualmente) . Para além disso, revolta-me que dêem a uma mulher tão portuguesa e tão portuense um prémio cheio de inglesices, mas a verdade é que vivemos num tempo em que os hotéis são sempre Qualquer Coisa Spa, Wellness, Business and Golf Center. Se aquela gente em Lisboa te conhecesse verdadeiramente, terias ganho o Prémio Mulher Estilo de Bida, carago! (e “carago!” faria parte do nome do prémio)
Ser professor num tempo em que a Educação é um dos maiores desinvestimentos do país é muito difícil. Pior do que isso só trabalhar na direcção de uma escola, tendo em conta que ser criança ou adolescente é estar sempre em crise, o que é ainda pior em tempos de crise, para não falar das constantes reviravoltas impostas por um ministério que parece apostado em desorganizar a vida dos estabelecimentos de ensino. [Read more…]

As áreas de serviço da A1 estão hoje repletas de patrulhas da GNR. Imagino que no anterior Porto-Benfica tenha sido semelhante. Aliás, o cenário de forças policiais em trabalho reforçado por causa da bola é recorrente. Este aparato policial deve ficar caro aos clubes. Porque são eles que o pagam com as receitas de bilheteira e dos diversos contratos associados, não são?

Olhai, jogadores do glorioso Sporting Clube de Portugal! Hoje, falo para vós. E por ponderosas razões. É que protagonizais, não sei se um mistério, não sei se um equívoco, já que há coisas que de tal modo se nos colam aos olhos que a elas nos tornamos cegos. Eu explico. Olhai, nesta foto, a solidão do pequeno guarda-redes frente à sua gigantesca baliza. Olhai como entre o ser dos postes e do próprio jogador se estende o nada, o vazio. Largo, imenso. Ora, é aqui que me interrogo: porque será que vós, artistas e atletas de fino recorte e ilustre condição, insistis, num alarde de arte – difícil e refinada, sim, mas inútil, um verdadeiro mergulho no niilismo futebolístico – em acertar com invejável rigor, no guarda redes, no poste direito, no poste esquerdo, na trave. Sei que o primeiro está ali para defender e, por vezes, o diabo do homem não para quieto. [Read more…]
O senhor Fontelas, Presidente da APAF, mais conhecido por José Gomes, tem um ar inteligente, que logo se adivinha, só de olhar. Mas não é muito afeito a traduções.
Eu ajudo: Lopetegui, em entevista ao Porto Canal, afirmou: “Os árbitros não vão ganhar ou perder campeonatos, e não o devem fazer, porque isso têm de fazer as equipas. O trabalho dos árbitros é equilibrar as coisas. Mas, naturalmente, vão acontecer erros, como os cometem treinadores e jogadores. Num campeonato, os erros devem equilibrar-se, por lógica. Só respondi a perguntas sobre erros que estavam tremendamente desproporcionados. Não de forma voluntária, mas estavam. E só respondi a perguntas que são factos, nada mais”.
Fontelas concluiu: “Tanto a Comissão de Inquérito como o Conselho de Disciplina devem atuar perante estas declarações, que são públicas. Para que este tipo de situações não aconteçam, terão que existir sanções pesadas”.
E concluiu: “Competência e incompetência existem em todas as atividades. A arbitragem não é exceção, mas não pode ser a arbitragem a causa do insucesso de cada um. Não vale a pena estar a atirar pedras e não se olhar para a própria casa primeiro”.
Com tanto tradutor desempregado, fazia bem à APAF contratar um, mesmo a meio-tempo.
E já agora, um consultor de imagem!
Para quê perder tanto tempo e indignação com aquela água chilra holandesa que dá pelo nome de Sagres? Coitados dos homens, eles têm lá cerveja bem melhor e aquilo é a mijoca que fazem para os portugueses. E como patrocinam o Benfica, devem ter acreditado naquela treta dos 6 milhões, o que faria da sua publicidade merdosa um bom negócio. Marimbem-se nesta cena. E saia uma Super Bock! Ou uma Budweiser.
Cartoon: Luís Afonso@O JogoNão há sociólogo que me valha nesta dúvida existencial que partilho com o Lopes, o repórter pós-moderno que chega pelo lápis do cartoonista Luís Afonso às páginas no jornal O Jogo. Há qualquer coisa de muito especial no futebol que mexe nas entranhas do português comum e que o coloca na posição de enveredar pelas mais profundas discussões ideológicas e, se “necessário”, pela violência física e/ou verbal descontrolada.
O melhor jogador da actualidade também é useiro e vezeiro nisto…
Que João Pereira não é flor que se cheire, já todos sabíamos de ver, e muitos adversários o sentiram nas caneleiras, mais acima ou mais abaixo, em campo. A crer no que vem escrito por aí, exemplarmente na bíblia do desporto, o zero de jogos disputados que leva na presente época, afinal, não é tão inocente como a explicação de Nuno Espírito Santo para o facto: “O Valência tem dois laterais melhores que o João” (sic).
Parece, então, que os contornos são um pouco mais nebulosos. O treinador português dos espanhóis seguiu as ordens do Presidente do clube e baniu o “tuga” de todas as convocatórias. Tout court!
Com efeito, tendo João Pereira disputado 74 jogos, ao 75.º entraria em vigor uma cláusula automática de renovação do seu contrato por mais dois anos, o que os dirigentes valencianos não querem que aconteça.
Meandros à parte, Nuno Espírito Santo é, de há muito, um enfant gâté de Jorge Mendes o super-hiper-empresário dos futebóis por essa Europa fora. E todos sabem que Jorge Mendes é leonino na forma como gere os seus activos.
Então não é que o rapaz português roeu a corda ao todo-poderoso e assinou por Carlos Gonçalves, da Proeleven, com sede na Rua dos Fanqueiros em Lisboa, e que gere, por exemplo, as carreiras de Vilas-Boas, Marco Silva, Marcos Rojo, Wilson Eduardo, Josué e Daniel Carriço?
Se Marco Silva ainda não é treinador do FC Porto, diz-se, foi porque se recusou a mudar de empresário, exactamente de Carlos Gonçalves para Jorge Mendes. E Josué, na época em que Jorge Mendes reentrou em força no FC Porto, foi cirurgicamente emprestado.
Por isso, não será também ingénuo o que se diz: João Pereira está na mira do Barcelona, exactamente o clube rival dos maiores centros de interesse de Jorge Mendes em Espanha: Real Madrid e Valência.
-Nos últimos 30 anos, o F.C.Porto conquistou a hegemonia do futebol português. Não ganhou obviamente todos os campeonatos, “apenas” a maioria dos que foram disputados, sem perder dois campeonatos seguidos desde a época 1983-84, quando o S.L.Benfica de Sven Goran Ericksson conquistou o bi-campeonato. Esta tem sido a regra, mas lá diz o ditado, não há regra sem excepção. Aproximava-se do fim o Verão de 1998 quando Pinto da Costa contratou para os dragões aquele que ficaria conhecido como engº do penta, Fernando Santos, que acaba de ser confirmado pela FPF como seleccionador nacional. Depois do penta, veio o tenta, que tem pautado a carreira do treinador. Nada tenho contra a pessoa, que considero educada, correcta, aprecio a sua forma de estar na vida. Mas perto das 4 linhas espero outra sagacidade e capacidade. Visto por outro prisma, Fernando Santos conseguiu perder 2 campeonatos consecutivos ao comando dos azuis e brancos, um para o Sporting e outro histórico para o Boavista. Como tem boa imprensa conseguiu ser contratado para o Sporting na sucessão a Boloni que havia sido campeão. Falhou. Haveria de suceder a Koeman no S.L.Benfica. Voltaria a falhar. Mesmo na Grécia onde ouvimos regularmente dizer que é idolatrado pelos adeptos o palmarés regista apenas a conquista da Taça da Grécia em 2002. É pouco para as ambições do futebol português. No entanto não vejo qualquer voz crítica na imprensa apontar fragilidades à escolha da FPF, apesar dos 8 de jogos de suspensão impostos pela FIFA indiciarem que a escolha talvez não tenha sido a mais correcta. Oxalá me engane, mas cá estaremos para avaliar os resultados…
De conseguir o apuramento para o Euro 2016. Do meu ponto de vista a escolha indicada seria Jesualdo Ferreira. Dos nomes que vi por aí, espero que a FPF não opte por Vítor Pereira ou Fernando Santos. Basta de mediocridade… Temo que a escolha não seja de Fernando Gomes, mas condicionada por Jorge Mendes e pela empresa CR7…

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
… Les Claypool fez um pacto com o diabo. Até hoje, não se sabe o que Claypool recebeu em troca. O diabo, esse, ficou com umas maravilhosas lições de baixo.

“Não está em causa o direito à opinião, está em causa o relativismo opinativo”
—Ana Cristina Leonardo
Mourinho é uma recente prova viva de que as derrotas não são inevitáveis, coisíssima nenhuma. E o jornalista da Cadena SER ficou sem resposta à altura e, pior, sem a informação.

Os africanos invadiram África. Ele há cada coisa…
É verdade. Escreveu aquele “agora facto é igual a fato (de roupa)” e nunca se retractou.

Foto:Paulo Novais/Lusa
The Guardian. O que interessa é a arte, a arte, a arte!

(Foto de Francis Goodman/Getty Images)
Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
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