A relação entre certo Poder e certa Corrupção atingiu a proverbial razão directa entre a cavadela e a minhoca. Mas não faz mal, porque já não somos povo mas público apenas. Não é isso porém o que hoje aqui me move.
Para entreter o público, e nem de propósito, tivemos aquela maluqueira do vulcão com sua nuvem de cinza à escala multicontinental. Julgo que foi providencial, a gireza do fenómeno. Pela primeira vez, e só porque encurralados nos nossos aeroportos de feira popular, os estrangeiros turistas perceberam o que os Portugueses sofrem há coisa de cinco anitos: não poderem sair daqui nem terem alternativa de ir a nenhures.
Só pela graça de Deus é que o nevoeiro vulcânico não coincidiu com a visita próxima do chefe de vendas máximo do mesmo alegado Deus. Sua, dele, Santidade, em o Maio que aí vem, já poderá imitar o voo dos anjos com escala na nuvem que quiser. E reforçar em Fátima que a pedofilia é coisa dos homossexuais, não dos padres irlandeses, norte-americanos, alemães, canadianos ou da nossa viática e viriática Beira Alta etc.
Com ou sem vulcão, quem não há-de voar longe é o poeta Alegre, esse grande Exilado de Argel, esse Bardo de Águeda, essa vítima recorrente do Marajá das Seychelles, vulgo Mário Soares. Há-de ser tão próximo Presidente para o ano como o Sporting campeão este.
Tudo isto, afinal, é justo e bom. E o público agradece, até por vingançazita daquela meia dúzia de meses que o poeta Alegre esteve na folha de pagamentos da Emissora Paroquial, ou Nacional, a ponto da reforma de uns milhares de tostões dos novos que só por isso lhe cabe. Quando, e se, chegar a votos, há perceber que há sempre alguém que resiste / há sempre alguém que diz vulcão.
Deixando o senhor por ora em paz, tenho algum receio do dia seguinte ao do levantamento da tal nuvem do tal vulcão. O meu receio provém da certeza-certezinha de que, por mais límpida e solar venha a próxima manhã, nos continuaremos a não enxergar como Povo nem um palmo à frente do nariz.
Vulcão como Nós
Eleições regionais francesas,semelhanças e diferenças portuguesas
Três mulheres francesas , unidas, do Partido Socialista Francês , Europa Ecologia, e Frente de Esquerda, comunista, ganharam em França as ultimas eleições regionais deixando a aura do Presidente Sarkozy em crise,e a esfumar-se.Foi a maior derrota eleitoral da direita, desde a ultima guerra mundial,e foi lhe infligida por três mulheres.
Os analistas apontam inúmeras razões ,mas algumas dos temas que lá se colocam ,também se põem em Portugal.
Para Martine Aubry ,lider do P.S , vencedora, “os franceses rejeitaram a politica de Sarkozy,que premeia com isenções fiscais,os que mais têm, protege bancos e banqueiros,e pôs em perigo a Escola Pública , e o generoso Sistema de Saúde nacional francês. [Read more…]
Educa-se em casa; ensina-se na escola

acordar o imaginário da criança
Para a Senhora Ministra da Educação pensar na Antropologia da Educação e novos planos de aprendizagem, Professora Doutora Isabel Alçada.
Duas palavras com diferente sentido, mas coordenadas entre si.
Hoje em dia, o mais debatido é o conceito de educação, as formas de educar, quem vigia essa educação e qual é o seu objectivo. Em curto espaço de tempo, entre finais do Século XX e os começos do Século em que vivemos, as formas de educar têm-se confundido com a noção de instrução. O debate é forte e parece não ter uma orientação. Especialmente em países como o nosso, em que a noção de educar é entregue aos docentes. No meu ver, grande erro. Antes de começar estas linhas, perguntava a uma amiga do coração o que era educar para ela. De imediato lembrou-me que a situação actual não permite a hipótese que dá título a este texto: as crianças passam o dia desde cedo de manhã, até tarde e noite. De imediato consultei a minha amiga pessoal quem me tirara a dúvida: os pais devem ajustar os seus horários de trabalho aos da denominada educação. [Read more…]
os amores são como o vento

Namoro, ele e ela em procura da igualdade
para Maria da Graça
O título precisa uma certa certa definição. Amores há muitos e de diversas maneiras. Há o amor à Mãe, há o amor à Pátria, há, finalmente, o amor à Humanidade, e dentro de Humanidade, há o amor personalizado. Esse amor a dois, que é nosso melhor alimento espiritual e que dá força para continuar a vida.
Vivemos num país de brandos costume, como é denominado Portugal, que causam estragos se nós sabermos por não saber precaver situações de alto risco. Apenas durante estas duas passadas semanas, tivemos uma hecatombe na Madeira, como já comentara num ensaio anterior; a seguir, e por esse descuido, o Chile ficou de joelhos: nem partido nem quebrado, mas sim, dobrado. Faz dos dias antes desta data, a Turquia ficou de rastos. O que segue, não é sabido. Quem nos dera sermos bruxos ou uma divindade qualquer. Conheceríamos assim o futuro e aprenderíamos a gerir o presente.
Mas o presente tem um senão. Especialmente em amores privados. O homem quer mandar, assim foi habituado desde a sua mais tenra infância, e não consegue suportar o machismo crescente da mulher. Pelos menos, na minha geração que não a dos mais novos: novos são meus netos que, a todo minuto, devem começar a namorar, especialmente o mais velho, que neste Junho faz dez anos. A sua pequena irmã de sete, já pretende ter sedutores, porque imita a mães que é linda como o sol, sabe que é assim e, sem se exibir, aceita com paciência as simpatias dos seus colegas e compatriotas holandeses e ingleses. Tomás segue os passos do pai, que está sempre a trabalhar no seu Museu da Insurreição, que bem dirige. É um genro de bom feitio e lindo, como o seu filho, meu neto. Nem um nem o outro, reparam se são pretendidos ou não, não têm vaidade, não se exibem. [Read more…]
violência ou criminalidade intra- familiar

criança punida apesar das lei de protecção de jovens e crianças, comum em Portugal
Violência intra-familiar não é um tema fácil de abordar. Pensa-se sempre que um grupo de parentes ou seres humanos relacionados entre si, por laços de consanguinidade ou de afinidade, é um grupo feliz. No seio do grupo, cabe aos adultos protegerem os mais novos orientando-os desde muito cedo na vida, pelas sendas do amor, o respeito filial ou o respeito que os pais têm pelos filhos. Pelo menos, é assim que eu penso.
Mas a realidade parece ser outra. Não foi por acaso que coloquei a imagem de uma criança punida, com as marcas de uma bofetada recebida na sua pequena cara. Bofetada de quem se desconhece a autoria e o motivo da punição material, reflectida na cara triste e sofrente de quem não entende qual o mal que fez para receber tamanho castigo. Castigo reiterado ao longo do tempo pela pequena da imagem, e por muitas outras mais.
Essa bofetada marca pelo menos três aspectos da vida da infância. A primeira é visível e não precisa ser comentada, a imagem fala o que as palavras da pequena não sabem dizer porque as desconhece ou, ainda, porque não espera que o seu adulto a use contra ela. Essa bofetada pode ser o resultado de quem tem raiva contra si próprio e desabafa nos mais pequenos, como comenta Sigmund Freud em 1905 em húngaro, traduzido para inglês por Hoggart Press, Londres, em Obras Completas, Volume VII,1953: Three essays on Sexuality, ou Melanie Klein em: Inveja e Gratidão (1943 em alemão, 1954 em inglês e em luso brasileiro, 1991), Imago, Brasil, Alice Miller (1981 em alemão), 1998: Thou Shalt not be aware. Societie’s Betrayal of te Child, Pluto Press, EUA, ou Françoise Dolto, 1971: L’Évangile au risque de la psychanalise, Editons du Seuil, Paris, textos que comento no meu livro: O saber das crianças e a psicanálise da sua sexualidade Repositório ISCTE e Internacional, em: http://repositorio.iscte.pt/, ou http://www.rcaap.pt.
a liberdade de expressão revisitada
É impossível deixar de lembrar e rememorar uma e outra vez, os acontecimentos do Século XVIII no continente europeu e as repercussões em terras do dito mundo novo. Digo dito mundo novo e não novo mundo de forma directa, porque de novo nada tinha para os habitantes nativos do continente descoberto pelos europeus. Nativos que moravam nas terras hoje denominadas Estados Unidos de Norte Américas, o Canadá, México.
Os monumentos, especialmente no sul das terras do Norte, eram impressionantes edifícios dedicados aos deuses que adoravam e para os sacrifícios oferecidos às divindades, ou seres humanos nascidos para se preparar para a morte na idade da puberdade e que eram criados em paços especiais e treinados para uma morte temprana, com alegria e felicidade: não pertenciam às famílias, pertenciam aos deuses, como tenho relatado em detalhe em outro ensaio anterior a este.
Novo era para para os europeus que começaram a explorar a terra além dos seus reinos e algumas repúblicas, especialmente na Itália.
Os mais ousados eram no das Monarquias do Estado Britânico, da Espanha e Portugal. No Século XV já andavam a explorar terras denominadas hoje o sub continente da Índia e o continente africano, que não sabiam que eram continentes, é dizer, um conjunto de pequenas monarquias, principados, ou simplesmente etnias. [Read more…]
E eu que pensava que tinha liberdade de expressão…
Apareci em Portugal, sem saber como nem por onde, a convite da Gulbenkian e do ISCTE, hoje IUL. Vinha da Universidade de Cambrige, onde ensinava e era Doutor em Ciência. Devia estar em Portugal apenas dois meses, não tinha mais licença de Jack Gody. Aliás, vinha do País da liberdade de expressão e da revolução temprana.
Pensei: se o UK é país de expressões livre, quanto mais não será Portugal que fez a sua Revolução apenas em 1974! Pareceu-me bem e fui ficando. Esses dois meses pasaram a ser 31 anos!
Esses 31 anos em que pensei que a liberdade de expressão era tão grande, que fiz em Portugal o que no Chile não me permitiam: falar e criticar a política do Governo, almoçar com o Presidente da República, sair com os meus discentes. Sem saber como, todo isso acabou. O Governo que nos quer orientar anda a levar-nos pelas ruas da amargura. A primeira felonia, escutas telefónicas, mas com aparência de outras intrigas palacianas.
A seguir, a ameaça do fecho do jornal «Sol» por revelar esta temática das escutas e outras ervas sobre o Primeiro-Ministro que nos governa, ou que pretende governar-nos. Mas não parou aí quem pretende ser um excelente Engenheiro, tanto, que em honra do socialismo que penso e executo e do meu Senhor Pai, apoiei a quem tem um aparente dom de mando e votei por ele.
Revelo assim o segredo da urna de voto, porque me sinto ameaçado. A minha liberdade de expressão acabou com o mandato do fechar o Semanário «Sol» [Read more…]
a paixão que mata o amor

A morte de Beatriz
Para a mulher que respeito e amo, ela sabe quem é….
O povo português anda preocupado pelas batalhas políticas. Nem sabemos quem nos governa: se é o primeiro-ministro ou a oposição. E se é a oposição, qual é, entre todos os presidentes dos partidos das bancadas que fazem do governo uma minoria, o que exerce o poder? Minoria que, estrategicamente, procurará convénios com os partidos mais pequenos que apoiam o governo minoritário, com condições eternas.
Devo confessar que é um tema interessante, apaixona-me no meu querer saber de como vamos resolver a crise económica que nos atormenta e empobrece, como vamos criar mais postos de trabalho, como vamos agasalhar os que têm frio e fome especialmente em dias de festa, como o carnaval. Povo teimoso que, com frio e tudo e sem dinheiro, passeia e anda pelas ruas da alegria, esquecendo assim as da amargura.
No entanto, quando estamos no meio de outros problemas, sobretudo emotivos, o que o governo faça ou não, passa para segundo plano nos nossos interesses. Até um certo ponto. A crise económica entra nos nossos sentimentos e ficamos fracos para o amor. Bem queríamos amar sem preocupações e oferecer presentes, mas a carestia de vida em que este fraco governo nos meteu, faz-nos mais pobres ainda: de recursos e de emoções.
Os recursos, podem ser resolvidos, o amor também. Um nada de optimismo coloca-nos nas portas da serenidade e da paz. Requisito mínimo, para sabermos conviver em permanente conflito político, especialmente nós, que apoiamos o governo de minoria e os seus aliados. [Read more…]
E eu que pensava que podia agir sempre igual!
Ensaio de Antropologia da Educação
Era o que os meninos comentavam. Numa das muitas sessões que fizemos ao longo do tempo. Com toda essa equipa em Portugal, Espanha, França, Chile, Angola, Brasil e noutros países. Equipa que me tem permitido viver a Antropologia da Educação. Essa Antropologia que nos faz viver de forma diferente, quando pesquisamos. E depois. E durante. E nos sonhos. E na interacção. Que nos confronta com o poder público que gere o nosso Estado. Essa, que Meyer Fortes, tantas vezes referido nos meus trabalhos, empurrou entre os Tallensi do Trans-Volta, no antigo Ghana. E no nosso imaginário. Eu nunca tinha pensado que havia esses agir propositados, incumbidos na mente. Na mente desse ser que está a entender, a pouco e pouco, o que no mundo anda a acontecer. E que o surpreende às tantas, e às tantas o deixa igual. O pai não quer, é uma frase reiterada nas culturas; a mãe não deixa, seria outra; se o tio souber? E a vizinha? E o Senhor Padre? E o professor? E o que aconteceu ao Capuchinho Vermelho por não aceitar? O lobo a comeu, Sr. Doutor. A Catequese já diz que é preciso obedecer. A quem de entre todos, é que a catequese não diz. Mas, nestes países latinos, como nos outros que tenho estudado de crendices não universais, o ensino do que e como fazer, está definido. Da forma heterogénea que eu gosto de bisbilhotar. Da forma heterogénea que o grupo onde calha andar, me ensina. No seu dizer, no seu fazer. [Read more…]
They met some thirty years ago…
Some thirty years ago, I used to carry my youngest daughter to the school, half a block away from the house. She was blonde, red on her white cheeks, very cheeky, even with me. What a big patience from Dad…
Her face used to illuminate as soon as she saw Katy Pompar, her teacher, and that lot of friends, always surrounded by Russel, Cosh, or Campbell, Harrison and another, distant classmate, Felix Ilsley. There were many more. Time passes away and one forgets names, but not faces, games and intimacy

children playing away
Time passes away. They grow up. They study. They ride their bicycles in our Cambridge town and surroundings countryside. Secondary School meets them at their eleven years of age, and six years later, the Pre University A level School. Camila was always a bright student. Just a glance on a book and the ideas, as also happened with our elder daughter Paula, became a memory in their minds.
To wake her up in the morning was an agony. She always wanted to sleep more! I used to go into her bedroom and bed and sung for her. It used to be a sweet lullaby to wake her up, very smoothly, lovely and tender. For a number of years, she came to be the woman of the house: her Mother used to work away from Cambridge, and I, away from UK. Problems of the adults…that children pay…
Time flew away. She became my soul mate, my companion, my caretaker. I am so grateful!
Because of family work, Felix had to leave St. Pauls’ Primary school….
Years later, they mate again…and the miracle

love and tenderness
Não Há Condições
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NÃO SE ADMITE O QUE ESTÃO A FAZER
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Não se admite o que a oposição está a fazer ao governo de Lisboa. É que os tipos não deixam que os governantes, eleitos democraticamente, governem como sabem. Fazem imposições, votam em maioria contra as decisões do sr Sousa, não permitem que as coisas se façam como os governantes querem, enfim, estão a ser uns tratantes, mais ainda do que os da anterior maioria o foram.
E, claro que quem se vê assim tratado, não gosta.
Eu também não gostaria de ser enxovalhado por uns quantos deputados que, lá porque têm a maioria, se consideram no direito de não quererem as coisas como eu as quereria. Até era o que mais faltava. Então eu, que até tinha ganho as eleições, tinha de me sujeitar a que uns gajos quaisquer me dissessem como queriam que eu governasse? Então eram eles que tinham ganho as coisas ou eu? [Read more…]
O Chile de Sempre

Bandeira do Chile
Bem sei que sou português, por honra e louvor, apesar de ter pago a nacionalização, pelos serviços prestados a este País. Antes era britânico, antes ainda, Chileno e, por parte dos pais, Espanhol. Com mulher e filhas Britânicas, netos Britânicos e Holandeses, genros Inglês e Neerlandês. Tenho vivido, dos meus sessenta anos, quarenta fora da Pátria. Qual? O Chile, evidentemente. Poucos anos morei lá, mas lá ficaram a minha língua, as minhas memórias, a casa dos pais, grande parte da minha família. Família que hoje vai votar para eleger o próximo Presidente do Chile.
Na minha visita ao Chile de Allende, como sabemos, acabei num campo de concentração. Apenas 35 anos depois, me deixaram entrar.
Quem me dera estar aí, mas esse encarceramento lançou à fogueira da infâmia a minha imensa Biblioteca e as minhas credenciais. Votar não me é possível, ainda que quisesse.
Depois da Ditadura, a minha Pátria tornou a ser o Chile de sempre: muitos candidatos, coligações, esse suar das mãos ao torcer pelos nossos candidatos, os da Concertação Nacional, que agrupa o PS de Allende, Lagos e Bachelet, o dos antigos Presidente Frei, o primeiro a ser envenenado pela ditadura durante uma operação simples; esse Frei Montalva que não queria entregar o poder nos anos setenta do Século passado ao candidato triunfante, o Social-Democrata Materialista Histórico, Salvador Allende, mas foi pressionado pelo seu candidato, Radomiro Tomiç, candidato, que publicamente e em frente do povo, reconheceu a sua derrota e congratulou o candidato vencedor. Frei Montalva, teve de anunciar os resultados, não tinha alternativa. Poucos anos depois falecia nas mãos dos esbirros que ele apoiara. O seu Amigo de sempre, Patrício Aylwin, foi eleito, por unanimidade como Presidente do Chile, em 1990, com o apoio do seu partido, a Democracia Cristã, semelhante à de Portugal, e uma Concertação Democrata, prémio merecido por ter lutado durante 19 anos contra o Ditador, desafiou-o para um plebiscito, o «não ao Ditador» ganhou, foi-se embora de má maneira, com ameaças de outro golpe de estado, como Patrício Aylwin me contou na sua visita a Lisboa. Em poucos meses e a correr, os partidos banidos arrebitaram, embora com nomes diferentes, mas todos votaram pelo sabido triunfador, excepto os apoiantes do ditador, que já não existe – grupo conjuntural – e o mais tarde formado partido Renovação Nacional do candidato, que tudo indica ganhe as eleições de hoje, milionário industrial, por nome Sebastián Piñera, apoiado pela coligação de direita União Democrática Independente. Independente, para se diferenciar dos resquícios do partido do ditador, partido que morre lentamente e não apresenta candidato nestas eleições. O seu rival,
O Primeiro Promete, O Primeiro Cumpre
SALTO PARA O FOSSO SOCIALISTA
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O governo do agora Sócrates II, O Dialogador, prometeu mais emprego. Temos agora mais de dez por cento de desempregados.
Prometeu divórcio facilitado, cumpriu.
Prometeu aborto legalizado até às dez semanas, cumpriu.
Prometeu educação sexual nas escolas, cumpriu.
Prometeu déficit público controlado. Está acima dos sete por cento.
Prometeu computadores para toda a gente. Vai cumprindo.
Prometeu energias alternativas. Vai cumprindo.
Prometeu um carro eléctrico para 2011. Vai cumprir.
Prometeu o TGV, mesmo que seja ruinoso. Diz que vai cumprir.
Prometeu mais auto-estradas. Diz que vai cumprir, mesmo contra o chumbo das contas.
Prometeu novo aeroporto para a capital, mesmo que hoje se chegue à conclusão que não é necessário, sendo até um futuro elefante branco. Diz que vai cumprir.
Dificilmente se poderia encontrar um Primeiro Ministro que cumpra tanto como este cumpre, rumo à «modernidade» do nosso País.
Portugal, com este segundo governo socialista, vai dar o salto para o abismo socialista.
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Os direitos humanos e o assassino do Chile
O Presidente Social Democrata Salvador Allende, discursa para o povo





Sou Membro Activo da Amnistia Internacional e da Organização Human Rights Watch. Não paramos um minuto na defesa dos que estão encarcerados sem justa causa, dos executados sem motivo, dos assassinados sem razão. O trabalho é imenso, a crueldade no mundo é muito grande. Temos estendido o nosso afazer e cuidados à violência doméstica, largamente exercida para nossa infelicidade. Infelicidade, porque a violência doméstica separa famílias, cria seres humanos sem amor e ensina criminalidade pelo desamparo que sofrem as crianças. O sistema capitalista de governar o mundo, tem violentado as relações entre as pessoas: a interacção humana sã e amorosa acabou com a Revolução Industrial.
Essa Revolução que mudou as formas de ser das pessoas e transformou-as em angariadoras de lucro.
Revolução que não permitiu no Chile a gestão dos bens que o Governo Social Democrata confiscou aos que tinham demais, para redistribuir as riquezas entre a massa da população que apenas tinha a sua força de trabalho para sobreviver, força paga com um salário mínimo, que lhe permitia apenas comer pão e beber chá. [Read more…]
A máquina do tempo: a «Noite Sangrenta»

Faz hoje 88 anos. Elementos republicanos radicais da Marinha e da G.N.R. desencadearam uma tentativa de golpe revolucionário. Gerou-se uma situação confusa e descontrolada em Lisboa no decurso da qual foram barbaramente assassinados o chefe do Governo, António Granjo, Carlos da Maia, Freitas da Silva e Machado Santos, o herói da Rotunda em 5 de Outubro de 1910. Na foto acima, pode ver-se o governo de Granjo. Ele está ao centro de chapéu e barba.
Onze anos após a proclamação da República os republicanos davam largas ao sectarismo e matavam-se entre si. As sementes do pronunciamento militar de 28 de Maio de 1926 estavam lançadas. O fim da I República aproximava-se. Porquê tanto ódio? A nossa máquina do tempo vai levar-nos até esse dia negro.
A I Grande Guerra deixara a Europa devastada e desmoralizada. As democracias liberais estavam desacreditadas e os regimes autoritários, capitalizando o fracasso dos governos democráticos, iam ganhando peso. Em Itália, Benito Mussolini e os seus camisas negras estavam a um passo do poder. Na Alemanha, digeria-se com dificuldade a humilhação imposta pelo Tratado de Versalhes e o nazismo ia nascendo nesse caldo de incontida raiva.
Em Portugal, ultrapassados os episódios do consulado sidonista e da Monarquia do Norte, atravessava-se um período de particular instabilidade – os golpes revolucionários, sucediam-se e os governos eram derrubados uns atrás dos outros. O escritor Raul Brandão caracterizava a situação como «uma marcha heróica para um cano de esgoto». Segundo Carlos Ferrão vivia-se «uma agonia colectiva e declínio nacional».
Os grandes vultos da república estavam afastados – Afonso Costa exilara-se em Paris, Brito Camacho fora para Moçambique… António José de Almeida era o presidente da República. O chefe do Governo, desde 30 de Agosto, era António Granjo (1881-1921). Activo militante republicano, foi deputado, director do jornal República, ministro da Justiça e da Agricultura e quatro vezes presidente do Ministério. Poeta e combatente da Grande Guerra era um homem de grande coragem e vivacidade. Quer o presidente da República, quer Granjo, líder do Partido Liberal, tinham derrotado nas urnas o Partido Democrático. Eram os militares apoiantes deste que agora se revoltavam.
Naquele dia 19 de Outubro de 1921. Lisboa acordou com os tiros de mais uma revolução. Eram sete e dez e desde as cinco e quarenta e cinco que tropas da GNR haviam começado a ocupar pontos estratégicos da capital. Na Rotunda a Guarda, que à época era a força militar mais bem apetrechada, instalou artilharia pesada e obuses, com os quais começou a flagelar alvos hostis. Só na Rotunda, a GNR concentrou 7000 homens.
Granjo foi com alguns dos seus ministros para o campo de aviação da Amadora. Apresentou a demissão do seu cargo ao presidente António José de Almeida que a aceitou. Cerca das cinco da tarde regressou a Lisboa. A cidade estava em poder dos revoltosos e Granjo refugiou-se em casa de Cunha Leal, seu amigo e vizinho e seu ministro das Finanças. A casa do ministro estava vigiada e os revoltosos depressa souberam que Granjo ali estava.
A situação política estava perdida. A revolta triunfara, com as tropas insurrectas ocupando todos os pontos-chave da cidade. Os ministros andavam fugidos. Manuel Maria Coelho, um nome mítico, o lendário tenente Coelho da revolução de 31 de Janeiro de 1891, agora no posto de coronel, comandava os revoltosos. Embora os acontecimentos trágicos daquela noite tivessem escapado ao seu controlo. Aliás, ninguém, nenhum partido ou organização reivindicou o horror que foi aquela noite em Lisboa; quase todos o condenaram.
A «camioneta fantasma» (da qual hei-de falar mais em pormenor) começava a sua sinistra tarefa dessa noite, transportando António Granjo e Cunha Leal para o Arsenal, junto ao Terreiro do Paço.
José Brandão, o autor de «A Noite Sangrenta», um dos livros que melhor narra o que se passou e porque se passou, descreve de maneira viva e veraz o assassínio de Granjo: «O chefe do Governo, vencido, mantém até ao fim a coragem que o abatimento não excluiu. Salta os três degraus e, então, lança as suas últimas palavras, em que há ódio e resignação: – Já sei o que vocês querem! Matem-me, que matam um bom republicano! Soou uma descarga; debaixo, corresponderam. António Granjo caiu ao comprido, vertendo sangue por inúmeros ferimentos. Estava ainda nas últimas convulsões quando um dos assassinos, que, no dizer da testemunha ocular, é um clarim da GNR, de desmedida estatura, sacou da espada e a cravou no estômago com violência tal que, atravessando o corpo, ficou presa no sobrado. Depois, friamente, o facínora, pondo o pé sobre o peito de António Granjo, sacou a arma e gritou triunfalmente, mostrando-a aos companheiros: – Venham ver de que cor é o sangue do porco!»
Como houve diversas testemunhas oculares dos crimes, sabe-se como tudo aconteceu. O que até hoje permanece um mistério, são as razões que conduziram a actos tão horrorosos. Vitoriosa a revolta, tendo Granjo pedido a demissão, por que motivo teve de ser eliminado fisicamente? Depois de ler muito sobre o tema, a minha explicação é a de que não há explicação – um atávico ódio de classe? Os assassinos eram gente do povo, soldados rasos ou de baixa patente, com leituras apressadas de escritos revolucionários; as vítimas eram senhores, bacharéis, oficiais. Talvez fosse apenas isso (a luta de classes tem as costas largas).
O livro de que já falei – «A Noite Sangrenta», do historiador José Brandão, vai tão longe quanto é possível na clarificação. Sendo uma edição de 1991, creio que está esgotada. Talvez o possam encontrar em bibliotecas.
A Helena de Lisboa
Sofri um desgosto quando vi a Helena Roseta soçobrar aos cantos de sereia do António, afinal o movimento dos Cidadãos por Lisboa era uma boa ideia que morria nos braços do PS. Fiz-lhe chegar isso, mas a resposta foi que o movimento continuava.
Ontem recebi um mail a informar-me que o Movimento dos Cidadãos por Lisboa tinham entregue uma reinvindicação junto de todos os partidos representados na Assembleia da República, para que a negociata dos Contentores de Alcântara fosse anulada.
Não há razão nenhuma que a maioria (a oposição) não responda afirmativamente. Para além de ser um negócio colocado em causa pelo Tribunal de Contas, sem concurso público e por um prazo que é uma vida, devasta aquela zona do rio, entope a entrada da cidade com 600 camiões por dia, obriga a obras enormes e caras desde os problemas do Vale de Alcântara, ao abaixamento da rede ferroviária.
Diz a Helena que a sua vida política responde pela sua independência. É do que todos precisamos e que Lisboa anseia. O Movimento não se desfaz, as presidênciais estão no horizonte com Manuel Alegre a perfilar-se, e o mais certo é que uma parte do PS não esteja ao lado do Movimento dos Cidadãos por Lisboa.
Voltou a esperança para as duras batalhas que vamos ter que travar com a Empresa Frente Tejo SA., outro monstro que nas nossas costas prepara a destruição da frente ribeirinha.
Temos todos de estar atentos!
Ganhamos!
Não sei se com acento se sem acento – sei que ganhámos! Ou ganhamos se preferirem. Eu nunca me dei muito bem com as convenções temporais – o ontem e o hoje, depois de se ter filhos, transformam-se de uma maneira que a palavra futuro conjuga-se, quase sempre, no pretérito perfeito e muitas vezes no condicional, mas enfim…
Quanto ao que vos queria dizer – GANHÁMOS! Ou GANHAMOS!
E ganhamos porque tivemos a capacidade de movimentar e mostrar na rua o que de facto não queríamos: foram os de esquerda e os de direita.
Os que vão a todas e os que nunca tinham ido. FOMOS TODOS!
Exigimos, pois, que se possa dar o passo seguinte.
Ele está a ser dado – o PCP e o BE já chegaram à frente.
O que vai fazer o PSD? E o PP?
Uma boa escolha do Bloco de Esquerda
A eleição de José Manuel Pureza para líder parlamentar do Bloco de Esquerda deixa-me, como dizer, contente. Podia somar várias razões para tal, mas fico-me por uma: o país terá oportunidade de descobrir as qualidades políticas que em Coimbra lhe conhecemos. Temos as nossas divergências, mas as coincidências superam-nas.
Claro que vai levar com calúnias e postas de pescada em cima, mas são ossos do ofício.E nunca o achei muito cristão no acto de dar a outra face.
Bom trabalho Zé Manel.
Diálogo : Quem apoia o meu programa ?
Como ninguem apoia o meu programa, apesar dos esforços continuados no diálogo e do braço estendido, sou obrigado a governar sòzinho, o que é uma instabilidade, só por si. Instabilidade atribuível na sua totalidade aos partidos da oposição que não aceitaram o meu programa, o meu diálogo e o meu braço estendido!
Naturalmente, que ninguem está à espera que eu governe com os programas dos outros partidos que perderam as eleições! Ou é de esperar? É de esperar, isso sim, que os outros partidos apoiem o meu programa que ganhou ! Ou não? Por isso estendo o meu braço e proponho o diálogo. Quem quer apoiar o meu programa?
Aceito coligações e apoios quer a nível governamental, quer a nível parlamentar, para poder executar o meu programa. Por isso, disponho-me ao diálogo, e estendo o meu braço a todos os partidos para apoiarem o meu programa. Sem hesitações, sem preconceitos e com a maior das transparências. Todos serão bem vindos para apoiarem o meu programa!
Não obtendo consensos quanto ao apoio do meu programa, avançarei com um governo só do meu partido, esperando que os partidos da oposição apoiem o meu programa e se disponham ao diálogo e aceitem o meu braço estendido!
É essa a sua tarefa patriótica, apoiarem o meu programa!
A máquina do tempo: a «Leva da Morte»

Há quem, mais de 90 anos decorridos, queira descrever o consulado sidonista como um oásis de ordem no meio do caos da I República. Esquecem-se, entre outros actos de despotismo, os que assim descrevem o período em que Sidónio Pais presidiu aos destinos do País do sinistro episódio da «Leva da Morte», ocorrido faz hoje 91 anos, portanto em 16 de Outubro de 1918.
No ano anterior tinham acontecido muitas coisas – logo em Janeiro partira para França a primeira brigada do Corpo Expedicionário Português (Comandado pelo general Gomes da Costa). Portugal entrava na Grande Guerra. Os contingentes continuariam a seguir para a frente de batalha. Em 25 de Abril formou-se o terceiro governo de Afonso Costa. Em Maio noticiavam-se as primeiras «aparições» de Fátima, logo aproveitadas pelas forças conservadoras.
O pano de fundo de tudo isto, eram os motins, as greves, mas esse caos social, económico e político serviu de trampolim ao major e professor Sidónio Pais que, mobilizando algumas unidades militares e, sobretudo, os cadetes da Escola de Guerra, e com algum apoio popular, desencadeou em 5 de Dezembro uma revolta. Mais uma. Afonso Costa foi preso, o ministério demitiu-se, o presidente Bernardino Machado partiu para o exílio. Instaurou-se uma ditadura militar, apoiada pelo Partido Unionista. O Congresso foi dissolvido, destituído o presidente da República, a constituição alterada. Instalou-se um regime presidencialista – aquilo a que se veio a chamar o sidonismo. A Sidónio, muitos chamavam o «Presidente-Rei». Era a «República Nova».
Os decretos eram publicados a uma velocidade estonteante. A máquina administrativa, a lei da imprensa, o ensino, tudo ia sendo reformulado. As relações com o Vaticano foram restabelecidas e restituído ao clero muitos dos privilégios que a República lhe retirara. As sucessivas revoltas contra a ditadura sidonista iam sendo dominadas. Em Janeiro de 1918, foi neutralizado um levantamento de marinheiros da Armada. Em 28 de Abril, realizaram-se eleições presidenciais com Sidónio como único candidato, foi eleito. Em França, em La Lys, as tropas portuguesas sofreram uma pesada derrota o que reforçou a germanofobia do presidente e dos seus apaniguados. A direita reforçava-se. Em Julho surgia a «Cruzada Nun´Álvares» formada por monárquicos e sidonistas católicos com o objectivo de unir a direita anti-republicana.
Tudo isto ocorria sem que os problemas fulcrais do País se resolvessem – continuava a miséria, a carestia da vida, o racionamento de bens essenciais… O descontentamento, mesmo dos que tinham saudado o aparecimento de Sidónio, reavivava-se. Recomeçavam as greves, os motins, os levantamentos populares. O benefício da dúvida terminara. Sidónio apenas resolvera problemas da hierarquia da Igreja, de terra-tenentes e industriais. O povo não figurava nos seus planos. Gente ligada ao Partido Democrático, agitava-se. As prisões enchiam-se de opositores ao «presidente-rei». A «lei-da-rolha» estendia-se a todos os domínios. Tudo estava tão mal como antes, só que agora nem sequer se podia protestar. E chegamos ao 16 de Outubro de 1918.
Na manhã de 12 de Outubro eclodiu em Coimbra uma revolução constitucionalista, saindo para a rua o Regimento 35. O comandante da Divisão sediada na cidade foi preso pelos revoltosos e o alferes Sidónio Pais, o filho do presidente, perseguido pela cidade. Em Lisboa e no Porto, o movimento não encontrou eco, a revolta foi jugulada Face à rebelião que alastrava por todo o País, o governo decretou o estado de sítio. As prisões encheram-se de presos políticos, gente do Partido Republicano Português na sua generalidade.
Cerca das 3 da tarde, não cabendo mais presos nos calabouços do Governo Civil de Lisboa, as autoridades decidem transferir uma parte deles para os fortes do Campo Entricheirado – São Julião da Barra, Alto do Duque e Caxias. O comboio especial que os iria transportar, estava previsto sair às 18 horas do Cais do Sodré, sendo depois a partida adiada para as 21 horas. Ao cair da tarde, 153 detidos são concentrados no pátio central do Governo Civil e, rodeados por 253 guardas saem do edifício. Há um pormenor bizarro. O cortejo é aberto por uma formação de corneteiros e tambores.
Entre os presos, destaca-se a figura fisicamente enorme de Francisco Correia Herédia, um sexagenário forte e combativo. Fora deputado e fizera, antes do Regicídio, parte do grupo da dissidência Progressista, liderado por José Maria de Alpoim. Estava filiado no PRP de Afonso Costa e voltara ao Parlamento, agora como deputado republicano. Deixara de usar o título de visconde e usava apenas o seu nome civil. Como disse, os presos marchavam enquadrados por guardas armados. Apontando as armas aos curiosos, gritavam:
– Fechem as janelas! Afastem-se das ruas!
Quando o cortejo, vindo da Rua Serpa Pinto, atravessando o Largo da Biblioteca e chegando a cabeça da coluna à Rua Vítor Córdon soou um tiro. Estabeleceu-se o pânico e desencadeou-se um forte tiroteio com os guardas a disparar quase à toa em todas as direcções. Quando a calma e o silêncio se restabeleceram a rua estava juncada de mortos e de feridos, alguns agonizantes. No rescaldo, apuraram-se sete mortos, seis presos e um guarda, sessenta feridos, sendo trinta e um preso e vinte e nove guardas. Entre os mortos, na valeta junto à Rua Vítor Córdon, estava o visconde de Ribeira Brava, degolado pelo que parece ter sido um golpe de baioneta.
No dia seguinte, o Governo emitiu um comunicado em que se dizia que tudo começara quando Francisco Herédia disparou sobre os guardas da escolta, tentando evadir-se. Nesta disparatada versão pormenorizava-se que a pistola entrara na prisão dentro de um tacho de açorda! – a pistola nunca foi encontrada. Dizia-se também que dos bordéis da Calçada do Ferragial tinham sido disparados tiros contra a polícia. Foi preso um garoto de 12 anos, acusado de cumplicidade no ataque.
No entanto, a versão em que toda a gente acreditou era a mais óbvia: o massacre fora preparado pela polícia sidonista. O insólito grupo de tambores e cornetas abrindo o cortejo foi interpretado como uma forma de referenciar a marcha da coluna aos olhos de quem do exterior iria intervir.
No sábado, 14 de Dezembro de 1918, quando o ditador ia partir para uma viagem ao Norte, foi abatido a tiro na Estação do Rossio por um atirador que, ao que parece, não fazia parte de qualquer grupo político. Um tal José Júlio da Costa que, apesar de todos os esforços da polícia, do avultado número de prisões efectuado, nunca se provou estar organizado fosse em que partido fosse.
A chamada República Nova morrera com Sidónio. Nunca se diga que os doze meses da ditadura sidonista foram um hiato na violência e no caos da I República. A «Leva da Morte», episódio ocorrido faz hoje 91 anos, foi apenas um dos muitos crimes cometidos pelas autoridades nesse período.
Também fui convidado
Mas, coligações não são comigo e por isso disse que não.
E tu?
Só é pena que o Zézito seja o dono da bola…
Quando lá na rua tinhamos que escolher as equipas, primeiro fazíamos o calca e depois cada um dos capitães escolhia à vez os seus jogadores. Acontecia, por vezes, que o dono da bola era tão bom com ela (a bola!) como a Ministra numa loja de cristais. Mas, sendo o dono da bola, tinha mesmo que jogar, apesar de ninguém o querer.
Era assim em Rio Tinto há 25 anos.
PS: para ti Pedro, com um grande abraço. Nunca te vamos esquecer. Serás sempre o nosso Palisxas!
Maria de Lurdes Rodrigues vai continuar como Ministra da Educação!
O João Paulo gostava de saber, já se percebeu, quem vai ser o novo ministro da Educação. Toda a gente gostava.
Pois se querem o meu palpite, cá vai. Maria de Lurdes Rodrigues vai continuar a ser a Ministra da Educação.
Não é uma teoria tão parva como pode parecer à primeira vista. José Sócrates vai forçar a queda do Governo desde o início, com o objectivo de ir a votos novamente e voltar a ter maioria absoluta.
E quem melhor do que Maria de Lurdes Rodrigues para assegurar que o Governo se fragiliza a cada dia que passa e que acaba por ser derrubado em breve?
Ministr@ da Educação ou não!
@ nov@ ministr@ da educação está escolhido.
Aqui ficam as pistas: é do Género Masculino, ou talvez não.
Há quem diga que é independente, sendo que pode ser militante do PS.
Sabe escrever, não sei se com a mão esquerda se com a mão direita. Há quem diga – eu que nada sei, não sei – há quem diga, escrevia eu antes de avançar com a frase feita apenas para engrossar a prosa, que na continuidade do passado recente pode haver um@ ministr@ que não sabe escrever.
Há uma enorme possibilidade de que seja um@ professor@, sendo que há uma igualmente provável probabilidade de que possa não ser.
Estou certo, car@ leitor@, que estas pistas são mais que suficientes para perceber quem vai ser @ próxim@ Ministr@ da Educação.
Ou não!
Diário da Assembleia da República – 1.ª Sessão
A sessão de hoje foi mais de apresentação do que de outra coisa. Os meninos foram conhecer-se uns aos outros, ficaram a saber quais as regras que devem cumprir e, agora, estão em casa a preparar as lições para amanhã.
Quem disse que afinal não queria mais brincar aos deputados foi o menino João de Deus Pinheiro, que ao fim de meia hora disse que estava farto. Quem não está farto de ser o presidente dos meninos é o Jaime Gama, um menino que, para um outro menino, Alberto João Jardim, é feito de gelatina.
A maior surpresa foi mesmo um menino chamado Francisco Assis ter sido escolhido para chefe dos meninos cor-de-rosa. Tão acutilante, esse menino, que os meninos da Oposição até já devem estar a tremer de medo. Será que o menino-mor do país quer, com essa escolha, que os meninos de cor-de-rosa estejam mais fracos para assim o Governo também estar mais fragilizado e poder cair mais depressa? Ou será que o anterior menino, chamado Alberto Martins, vai mesmo para Ministro da Educação, como já anda a correr por aí?
Parlamentares da III República (1974 – 2009)

Como forma de marcar o início de mais uma sessão legislativa, inicio amanhã a publicação regular de uma obra encomendada há uns anos por uma editora de Vila Nova de Gaia, que nunca chegou a ver a luz do dia devido à falência da empresa.
Chamar-se-ia essa obra «Dicionário de Políticos Portugueses» e a parte que estava a meu cargo era a da III República – entre 1974 e a actualidade. Mais do que meras biografias e curriculuns, pedia-se uma apreciação pessoal, dentro do possível, de cada um dos parlamentares que passou pela Assembleia da República desde o 25 de Abril.
Apresentarei esta obra, a partir de amanhã, como a deixei na altura, com os erros e as lacunas decorrentes do facto de nunca ter sido concluída, mas actualizada já com os nomes da actual Legislatura.
O Pépe Rápido Português
SPEEDY GONZALEZ DA POLÍTICA NACIONAL
Mais rápido que a própria sombra, o deputado João de Deus Pinheiro, antes de o ser, já o não era.
Hoje, quatorze de Outubro do ano da Graça de 2009, demitiu-se momentos após ser empossado. Não foi deputado pelo PSD e pelo distrito de Braga, mais de trinta minutos. É um recorde absoluto na política Portuguesa.
Os motivos evocados, foram os de sempre; pessoais. As contas do antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros, terão saído furadas. O objectivo, dizem as más línguas, teria sido o de vir a ser ministro de um governo Social-democrata, o que manifestamente se não irá concretizar.
Esperam-no os campos de golf nacionais e internacionais.
O Guiness já entrou em contacto com o agora ex-deputado.
Pergunta-se: – Qual a pensão de reforma por meia hora de deputado da Nação?
Sócrates 'a solo'
Como se esperava, José Sócrates vai a jogo sozinho. Mas deve ter algumas cartas na manga para os próximos tempos.
Até lhe daria jeito ir de novo a votos muito em breve mas vai ter de resistir, pelo menos, uns dois anos.








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