Dias Loureiro demitiu-se. E Lopes da Mota?

Dias Loureiro acabou por se demitir do Conselho de Estado, numa decisão que só pecou por tardia.
E Lopes da Mota? Está à espera de quê? Se formos a ver, o magistrado até se encontra numa situação pior, porque está a contas com um processo interno do Ministério Público, e Dias Loureiro, que se saiba, nem arguido é.
Foi por isso com espanto que li, no «Público», que Vital Moreira associou o PSD à «roubalheira» do BPN. E à roubalheira do Freeport, também não quer associar o PSD?

As palavras mais perigosas de uma pesquisa na Internet

Faz buscas na Internet? Claro que faz. Todos fazemos. Ora, aqui vão algumas recomendações ao faze-lo. Fique a saber que as palavras e expressões mais perigosas de pesquisar na Internet estão definidas. Bom, em concreto o perigo não está em busca mas sim nos resultados.

Está à espera que a palavras mais perigosa seja “sexo”? Claro que estava. Mas não é. A mais perigosa, atendendo ao estudo da McAfee é “screensavers”. Com um risco de 59 por cento. Quem diria. E a segunda? Sexo? Não!

Tudo o que inclua a palavra “free” (grátis) tem um risco mais de exposição a aplicativos maliciosos e sites fraudulentos. O mesmo acontece em sites a que se chega com a palavra “lyrics” (letras de músicas).

O estudo teve por base as 2658 palavras e expressões mais utilizadas em pesquisas através de mais de 413 mil endereços de internet.

Manifestação de Professores – as reacções

Estamos a um dia da 4ª MEGA – manifestação de Professores.
Sim, a QUARTA: Outubro de 2007 com 30 mil pessoas; 8 de Março de 2008 com 100 mil e 8 de Novembro com 120 mil.

O Aventar está em condições, em função da experiência adquirida, de avançar em primeira mão com as reacções do dia seguinte.

Da parte do PS vamos ter Vital Moreira a defender a revolução na Educação, algo igualmente defendido por todos os docentes que não foram a Lisboa. Segundo o candidato, a criação de um novo imposto europeu é a prova da eficácia da revolução educativa. No entanto, terminou dizendo que explica como apenas e só depois de ser eleito.

Por sua vez o Porta-Voz do PS, Vitalino Canas, veio dizer que a presença de 100 mil professores na rua, ontem em Lisboa, prova que a FENPROF está longe da realidade das escolas porque há 50 mil professores que ficaram em causa em total sintonia com o Governo. Sugeriu que cem mil pessoas na rua em plena campanha eleitoral é uma clara tentativa de manipulação da opinião pública, cujo aproveitamento por parte do PSD é totalmente ilegítimo.

Paulo Rangel vem sugerir a razão da classe docente, nomeadamente na necessidade de acabar com a divisão da carreira e terminar com o modelo de avaliação. Quando confrontado com a divisão que Manuela Ferreira Leite e Cavaco Silva introduziram na carreira, sugeriu que eram outros os tempos e são agora outros os protagonistas. Os jornalistas tentaram ainda ouvir MFL, mas este fim-de-semana não a conseguiram apanhar no supermercado. Segundo a LUX, MFL terá aderido às compras online.

Paulo Portas e Nuno Melo aproveitaram os 100 mil na rua para relembrar a necessidade de mais disciplina e mais rigor na escola – à semelhança de todos os países europeus, Portugal deve ter exames nos diferentes graus de ensino, nomeadamente à saída do Pré-Escolar.

Terminadas as declarações dos Partidos de direita (PS, PSD e CDS), o aventar dá por concluída a reportagem sobre mais esta manifestação de professores.
Sim, a que vai ocorrer amanhã, em Lisboa!

O CDS no Montalvão

O Montalvão é o campo de futebol onde este vosso amigo punha a cabeça em água aos defesas, em jogos de futebol com duas pedras a fazer de balizas!
Fiquei siderado quando vi o meu campo das alegrias na televisão. Grandes jogos, fugido às aulas, dava recitais de bem jogar toda a bola. De pano, de borracha era um ver se te avias, fintar, rematar, não dar a bola a ninguem, uma farturinha.
Eu morava no outro lado da cidade, mas não era isso que me impedia de passar lá o dia. A malta da bola não precisava de acertar nada. Já todos sabíamos que o céu andava perto do Montalvão, nunca faltava ninguem.
Agora está lá um Instituto para a terceira idade, parece ser uma Universidade, espero bem que de bola e desportos afins!
Já agora aproveito para dizer que o Paulo e o Nuno passaram por lá a caminho de uma residencial da terceira idade, na Covilhã!

O Banco de Portugal tem que se explicar

O Banco de Portugal custa muito dinheiro a todos nós! É um corpo de técnicos muito bem pago, muito boa gente ostenta graduações académicas e profissionais de elevado nível, não podemos aceitar que não façam o seu trabalho.
O que é que está mal no banco de Portugal?
Foi transformado num monumental Gabinete de Estudos com prejuízo da sua vertente de supervisão? As pessoas com mais responsabilidade estão nomeadas para comissões, grupos de estudo e vida académica, fora do Banco, tirando-lhes a necessária concentração nos assuntos mais importantes? É pura incompetência e desleixo? É tudo junto?
Seja o que for nada pode ficar sem que se tirem as devidas consequências!
Os actuais responsáveis têm que se demitir, há que rever o seu quadro de pessoal e as prateleiras doiradas que por lá pululam, há que foculizar no que verdadeiramente interessa à Banca e à Economia do país!
Não pode continuar a ser a caixa de ressonância do governo e das instituições financeiras internacionais.Vir fixar índices económicos já depois de todo o mundo divulgar os seus, não serve para nada. O governo faz o Orçamento geral do Estado prevendo um crescimento de PIB de 0.8 e três meses depois vem o Banco de Portugal dizer que afinal é de 3.4 negativo!
Com Portugal no quadro da UE esta vertente de Gabinete de Estudos, há muito que se diluiu e perdeu importância porque as instituições financeiras da UE estão em muito melhor posição para fazer previsões.
O Banco de Portugal tem que deixar de ser um “depósito” de sábios
para passar a ser um supervisor competente e credível!
A primeira decisão a tomar é diminuir os seus custos de pessoal, deixar de ser um “armazém” de gente muito importante que faz mil e uma
coisas todas mal, como se vê , e focar os seus meios no que é verdadeiramente importante para a banca nacional e para a economia!
Estou farto de pagar a génios que não fazem o seu trabalho diligentemente!

Projecto de lei do testamento vital (I)

Hoje, a AR, por iniciativa do PS, debate o projecto de lei do ‘testamento vital’; iniciativa, acentue-se, influenciada pela Associação Portuguesa de Bioética (Rui Nunes).

Trata-se de um tema demasiado complexo e controverso, logo merecedor de ampla discussão pública. Para se avaliar da complexidade, atente-se na afirmação da Dra. Maria de Belém Roseira: “o projecto tem a ver com a autodeterminação, não tem nada a ver com a eutanásia”. Na abordagem genérica do assunto, a deputada comete um grave erro de semântica, ao contrapor autodeterminação a eutanásia. Com efeito, os significados de uma coisa e doutra não têm laços de efectiva significância ou de dissonância. Poderá haver, quanto muito, uma relação sintáctica – por exemplo, na frase ‘a eutanásia foi realizada por autodeterminação do doente’.

Convém destacar que a ideia de legislar sobre o ‘testamento vital’ não é nova. Já nos anos 30 do séc. XX o advogado de Chicago, Lewis Kutner, defendia a criação de legislação semelhante, a propósito justamente da eutanásia, contemplando, dessa forma, a ausência de tratamento a pedido do doente.

O conceito de eutanásia está subordinado a várias classificações: 1) eutanásia voluntária, não-voluntária e involuntária; 2) eutanásia activa e passiva. No âmbito destas classificações, considero o ‘testamento vital’ equivalente a eutanásia voluntária e passiva – voluntária porque corresponde a uma escolha antecipada e de livre vontade do doente através do consentimento informado e passiva porque é concretizada através da ausência de tratamento a doentes em fase terminal. A diferença da eutanásia activa e passiva está entre matar (Ramón Sampedro – “Mar Adentro”) e deixar morrer (deixar de prestar cuidados paliativos, característicos da distanásia).

Refiro, de novo, que se trata de uma questão deveras complexa, havendo muitas variáveis a considerar: entre outras, o código deontológico dos médicos (OM) e a posição do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV). Em suma, é um assunto a debater amplamente, como considera a Dra. Isabel Neto, especialista em cuidados paliativos. Retomarei o tema no ‘aventar’, se sentir que é do interesse geral, e porque existe abundante e controversa informação sobre tal assunto.

Perante esta vergonha tenho de me calar

Não. Mesmo que haja a queda de um qualquer Governo na Europa. Não. Mesmo que o mundo esteja para acabar, mesmo que a Coreia do Norte faça mais alguns testes nucleares, mesmo que haja um terramoto ou uma qualquer declaração disparatada na campanha para as Europeias.

Não.

Depois disto, hoje não vou escrever ou comentar mais nada.

Hoje tenho vergonha da humanidade. Não só por causa de António Cañizares mas muito por causa dele.

Notícia do JN:

Cardeal espanhol relativizou abusos sexuais praticados em instituições religiosas irlandesas.

Em declarações à TV3,  o Cardeal espanhol António Cañizares comparou os episódios de abusos sexuais nas escolas católicas da Irlanda com o aborto. Para o cardeal os abusos são menos graves que os aborto.

Em entrevista à TV3, o cardeal pediu perdão pelos abusos sexuais a menores praticados entre os anos 50 e 80 nas escolas católicas irlandesas. Em contraponto, afirmou que esses crimes são menos grave as “milhões de vidas destruídas” pela prática do aborto.

Para argumentar o cardeal explicou  que o aborto “destruiu legalmente mais de 40 milhões de vidas humanas, quando a legislação deveria dar apoio aos direitos e à justiça.” E vai ainda mais longe quando afirma que a reforma da lei do aborto debilita os fundamentos da sociedade, porque “o primeiro direito é o direito à vida”.

O governo espanhol, pela voz da ministra da Saúde e Política Social, Trinidad Jiménez, já respondeu às declarações do cardeal, ao classificá-las de “muito graves”. A ministra acrescenta que  são afirmações “irresponsáveis e inoportunas”  e que não são comparáveis os casos dos abusos sexuais de menores com o aborto.

Benfica

aguia-depenada

Depois de “Maria”, agora Jesus. O Burro, esse, já por lá anda. Os camelos são inúmeros.

O slb é um autêntico presépio…

Após Dias Loureiro – e agora ?

Este caso e a renúncia de Dias Loureiro vem mostrar que em política não basta ser sério. É preciso parece-lo !
Um político não pode, sem elevados prejuídos dos orgãos do Estado a que pertence, estar sujeito a suspeitas repetidas. A credibilidade do Estado é demasiado valiosa para que se possa esperar pelo juízo de um Tribunal que, em Portugal, pode levar anos. Demasiados anos!
Dias Loureiro devia ter saído pelo seu pé, sem ser empurrado, sem ter envolvido o Conselho de Estado e o Presidente da República num caso que não favorece ninguem, seja qual for a conclusão judicial.
O mesmo se passa com José Sócrates. Nunca tomei uma posição quanto ás eventuais culpas do Primeiro Ministro, mas não podemos fazer de conta que não há repetidas suspeitas sobre pessoas muito chegadas e sobre ele próprio.
Lopes da Mota é outro caso em que só a partidarite aguda é que não vê que a sua posição no Eurojust é insustentável ! É escusado estar aqui a repetir as razões que obrigam Lopes da Mota a ter que renunciar. Esperemos que não sejam os seus colegas da UE que o obriguem a uma decisão que o próprio deve tomar sem perda de tempo!
Após a renúncia de Dias Loureiro já não colhem as razões apresentadas por quem não quer ver que um país não pode estar suspenso de uma eventual decisão de um Tribunal. A sociedade civil sabe distinguir entre um caso sem substância e repetidos casos interligados, onde aparecem um grupo de pessoas que em dada altura das suas vidas cruzaram os seus caminhos. O carácter de uma político é escrutinado pelos cidadãos.
Á Justiça cabe decidir sobre eventual culpa!
Coisas bem distintas como a renúncia recente bem mostrou!

Mas para onde foi o dinheiro?

Está tudo muito bem, têm todos culpas, uns mais que outros, mas a questão é: onde está o dinheiro?
O governo já meteu muitos milhões no BPN e no BPP ( e já agora no BCP?) e tudo aponta que mesmo assim não é suficiente, os bancos não estão em condições de andar pelos seus pés. Foram-se os depósitos, foi-se o capital próprio e ficaram as dívidas.Os bancos estão tecnicamente falidos, isto é, os activos são inferiores aos passivos, mesmo vendendo as colecções de arte, as empresas associadas, os Imóveis, os bancos não conseguem pagar o que devem!
Há, pois, uma pergunta que se impõe.Onde está a massa?
Ora, a verdade, é que se bem me lembro, esta questão ainda não saltou para cima da mesa. Há alguns negócios fraudulentos e ruinosos! Mas os montantes envolvidos nem por sombras estão ao nível do autêntico buraco negro em que estão transformados os bancos. Dois mil milhões de euros foi quanto o Estado lá meteu, isto dá na moeda antiga 400 milhões de contos.Perderam-se 400 milhões de contos em negócios? Vamos admitir que as “imparidades” resultantes da queda de valor de papéis em bolsa explicam outra parcela.
Mas 400 milhões de contos?
Segundo vozes autorizadas, no BPN faltam ainda mil milhões de Euros a somar aos dois mil milhões já lá sugados. Isto é, absolutamente inacreditável, nem é possível que Administradores, Banco de Portugal, Revisores oficiais de Contas, orgãos de Fiscalização internos não tenham dado por isso!
Ou então estamos perante uma incompetência que brada aos céus!
Seja o que for alguem têm que se demitir, outros têm que ir para a prisão e todos, têm que nos devolver o nosso dinheiro que o Estado, em má hora, lá meteu!

O que hoje é verdade, amanhã é mentira

Há três dias perguntava quando é que o comunicado do Benfica seria desmentido. Bem podem dizer que o texto, em rigor, não foi e não será desmentido, que era a realidade naquele momento, que tinha de ser, por razões formais, porque a CMVM tinha pedido esclarecimento, ou por qualquer outro motivo.

São as tais verdades e mentiras do futebol, como descrevia há uns anos Pimenta Machado, naquele que terá sido o seu maior contributo para a semântica do desporto-rei em Portugal.

Hoje, o jornal Record conta que Jorge Jesus assinou um contrato com o Benfica por dois anos, com Luís Filipe Vieira. Pode até ser mentira mas os detalhes são tantos que tudo me leva a crer que é verdade. Se não for, este será mais um caso ‘tipo Vichyssouse’ ou lá como se chama a sopa fria.

Por uma escola autónoma

Creio, que só teremos uma escola com bons resultados, com bons alunos, bons professores e uma sociedade em harmonia, quando a escola for autónoma.
A escola deve ser uma organização que se harmoniza com a sociedade local em que se encontra inserida, suficientemente flexível para se adaptar às cambiantes dessa “localidade” mas suficientemente estruturada para não se diluir nessa mesma “localidade”.
Não pode estar dependente de um Ministério que não conhece as suas raízes nem pode estar sujeita a guerras de poder que não são suas.Não pode estar no centro de experiências pedagógicas que não provaram antes.
A autonomia pautua-se por objectivos fixados depois de negociados, por meios humanos, técnicos e financeiros ajustados ao que se lhe pede. E, aqui cabe, antes de tudo, que a Escola tenha nas suas mãos a capacidade de usar esses meios segundo as políticas que os seus orgãos directivos venham a fixar !
A escola tem que programar, organizar, dirigir e controlar !
Programar, estabelecendo políticas escaladas no tempo, por forma a que o ano lectivo decorra de acordo com os prazos estabelecidos a nível nacional.
Organizar, criando triângulos de hierarquia negociada e aceite por todos, levando sempre em conta que é na base que se encontram os “pontos de contacto” que levam ao sucesso! De baixo para cima e não ao contrário!
Dirigir, criando técnicas e saberes, estabelecendo “modos” de ensinar, linhas de conduta condizentes com os objectivos fixados, e com os meios que lhe foram cometidos.
Controlar, verificando resultados, comparando sucessos, envolvendo os próprios numa “cadeia de solidariedade “, valorizando os sucessos e
e analisando os insucessos, tudo com o objectivo final de consolidar
o “saber fazer” de uma organização virada para a sociedade local em que se insere!
Uma Escola dos professores, para os alunos, na sociedade !

Ciclo de homenagem a João Bénard da Costa

"10 filmes da sua e da nossa vida" é o título do ciclo de cinema dedicado a João Bénard da Costa que o Teatro do Campo Alegre, no Porto, irá acolher. É uma pena que o fabuloso "Johnny Guitar" não esteja previsto, mas a lista é, ainda assim, portentosa: "Vertigo", de Hitchcock, "Senso", de Visconti, "Some came running", de Minelli, ou "The fountainhead", de King Vidor, entre outros. De 28 de Maio a 6 de Junho, no cine-estúdio do TCA. Os bilhetes custam 3,50 euros.

Don't divorce us*


Os casais do mesmo sexo que casaram na California antes do dia 4 de Novembro obtiveram uma grande vitoria. Ao contrario do que o poder politico pretendia, vao poder continuar casados e os seus casamentos nao serao considerados ilegais. O Tribunal decidiu.
Infelizmente, a partir de agora mais nenhum casal do mesmo sexo pode fazer o mesmo. Mas ja nao se perdeu tudo. Foi, ainda assim, uma vitoria do Homem e dos seus direitos como ser humano.

* Agradecimento ao Paulo Jorge do «5 Dias»

Dias Loureiro, o contorcionista

Confesso que a renúncia, por Dias Loureiro, ao cargo de Conselheiro de Estado não é uma notícia que me surpreenda e que me leve ao clímax que a comunicação social pretende produzir. Há muito que a esperava, estranhando, isso sim, a manutenção no cargo de tão funesta figura.

Todavia, o homem é um verdadeiro contorcionista, tais as acrobacias do seu comportamento. Dizer para a imprensa que, além da renúncia, pediu para ser ouvido pelo PGR é, de facto, espantoso. Então, o juiz de instrução criminal, Carlos Alexandre, não pedira há dias o levantamento da imunidade? – PUBLICO.PT – Levantamento da imunidade de Dias Loureiro já foi pedido. Que golpe de contorcionismo é este, ao publicitar que agora vai pedir para ser ouvido pelo PGR? Não entendo. Ou talvez entenda…

Imposto Europeu: Eureka!

A história conta-se assim: Vital pediu o coelho emprestado ao camarada Jorge e tirou da cartola a ideia do imposto europeu, anunciada ontem para além do Marão: – Porque não criar uma espécie de imposto sobre transacções financeiras. Ou levar uma fatia de impostos nacionais de todos os estados membros para o orçamento europeu.

Já em texto ontem publicado, eu tinha demonstrado que o papel do PE, em matéria de fiscalidade, se confina a poderes consultivos. Basta consultar o ‘site’. Mas, para além disto, que não é despiciendo, propor aos eleitores “levar uma fatia de impostos nacionais”, criando, também com essa alternativa, o tal imposto europeu, não lembra ao diabo, quanto mais a um político que pretende captar votos para o PS, ou para qualquer outro partido.

Para nos descontrairmos, encaremos o lado humorístico do episódio; e nesta perspectiva, parece que estou a ver o Capoula Santos, ao que penso director de campanha do PS, a ripar do telemóvel e sussurrar a Sócrates: – Oh Zé, então o Vital foi dizer em Trás-os-Montes que iria propor um imposto europeu!? Sabem qual foi a resposta de Sócrates: – Porreiro pá! Então, o Capoula começou a voar baixinho, porque o chefe é quem mais ordena.

Jose Socrates e Dias Loureiro

 
Dos blogues Activismo de Sofa e Sexo Gratis

Nunca percebi por que razao, sem mais nem menos, Dias Loureiro apresentou, com grande pompa e circunstancia, a biografia de Jose Socrates escrita por Eduarda Maio, «O Menino de Ouro do PS».
Houve ali algo que me escapou, ou algo que desconheço. De onde vem tamanha amizade? De onde se conhcem? Qual a cumplicidade? O que os une? E por que razao, ontem, o PS mostrava tanta pressa em acabar a audiçao de Oliveira Costa?

Como dizia o outro, misterio…

E Dias Loureiro lá se demitiu…

DiasLoureiro-2705

Custou mas Manuel Dias Loureiro lá se demitiu. Já o devia ter feito há muito mais tempo. Foi negativo para ele, provavelmente para a investigação criminal em curso e, com toda a certeza, confrangedor para o Presidente da República.

No entanto, Cavaco Silva não está isento de alguma responsabilidade. Mesmo que não quisesse afastar o seu ex-ministro da Administração Interna, o presidente poderia e deveria ter-lhe pedido que saísse ou que suspendesse o mandato, algo que o regimento do Conselho de Estado permite.

De resto, depois da audiência de ontem, no Parlamento, de Oliveira e Costa, não lhe restava outro caminho digno. E isso é o pior. Dias Loureiro saí fragilizado, empurrado pelo longo depoimento do ex-líder do BPN. Não sabemos se é ou não culpado, se as críticas que lhe foram apontadas são ou não verdadeiras mas a sua saída, a forma como só agora, só hoje, abandonou o Conselho de Estado, dá ideia de quem teve de enrolar o “rabo entre as pernas” e bater a porta, cabisbaixo.

A este propósito, e para memória futura, aqui ficam dois documentos importantes:

O relato feito pelos dois repórteres do Expresso na comissão parlamentar (abaixo) e o depoimento de Oliveira e Costa (depoimento_oliveira_costa_parlamento_260520092).

00h23: À saída

Ao fim de oito horas de audição, Oliveira Costa ainda teve o que dizer aos jornalistas, à saída da comissão: “Não me sinto traído por ninguém. Estou sempre disposto a perdoar a tudo e a todos. Para mim, dizer alguma coisa que vá ferir alguém provoca-me uma consternação muito grande”, assegurou. E deixou uma última garantia: “Apesar de ser um velhote, não estou aqui para destruir, mas para construir”.

00h20: Os trabalhos acabaram

00h10: O senhor X

Oliveira Costa falou numa certa personagem, “que todos conhecem”, que pressionou o BPN para lhe pagar uma avença. João Semedo quis saber quem era, e tentou a hipótese de ser um ex-ministro. “Não. Se dissesse secretário de Estado…”, respondeu Oliveira Costa, visivelmente divertido com a situação. Acabou por não revelar de quem se trata.

00h02: Todos fazem cosmética

Questionado por João Semedo sobre a manipulação de contas no BPN, como referiram vários responsáveis que passaram pela comissão de inquérito, Oliveira Costa questionou: “Conhece algum banco que não faça cosmética? Os bancos procuram fazer lucros, inventar lucros, não querem pagar impostos. Há mesmo um banco que fazia isso: tinha lucros formidáveis e pagava muito poucos impostos”. Especulando sobre o futuro da banca, admitiu: “Com este colapso, talvez possa aparecer uma nova ordem. Eu é que nunca mais queria participar em banco nenhum.”

23h50: A “surpresa” das offshores

Questionado por João Semedo sobre se tinha conhecimento de um número tão elevado de operações em tantas sociedades offshores (94), Oliveira Costa responde assim: “Não fazia ideia, que havia… para mim é uma surpresa. Eu não fiz nenhuma, nem sei como é que se faz.”

23h45: O plano de Joaquim Coimbra

Joaquim Coimbra volta a ser apontado por Oliveira Costa como o homem por detrás de um acordo secreto para desarticular o SLN.
“Ele queria vender o banco, desarticular o grupo”, sustentou o banqueiro. “Se ele vendesse o banco, o resto ficava livre: se quisesse comprar os vinhos comprava os vinhos, ele desejava a parte de saúde e mais umas coisas…” Depois de expor esta tese, Oliveira Costa virou-se para a presidente da comissão de inquérito, Maria de Belém: “Eu peço para não ficar nas actas, porque isto é um bocado de especulação”.
Mas insistiu, sobre Joaquim Coimbra: “Ele é um homem de negócios hábil, e se apanha alguém menos hábil, aproveita-se da situação.”

23h35: O desabafo e a fava

A maratona de explicações já deu lugar a desabafos de Oliveira Costa sobre a vida que viveu e o que não viveu, o seu gosto pelo trabalho, a dificuldade em relacionar-se socialmente com as pessoas e outras dissertações quasi-filosóficas.
“Eu passei pela vida sem ver a vida” ou “trabalho desde os 12 anos, só me sentia feliz a trabalhar”, “às vezes eu sou um bocado revoltado” foram alguns dos desabafos de Oliveira Costa, no período de respostas a João Semedo, do BE.
O deputado bloquista ouviu o interlocutor com bonomia. “Vejo que o desabafo caiu na parte das minhas perguntas, como quem come o bolo-rei e lhe calha a fava”, comentou. “Mas não me importo. Eu passei parte da minha vida a ouvir as pessoas a falar das suas maleitas.” João Semedo é médico.

23h30: Deloitte

Segundo Oliveira Costa, a Deloitte deixou de ser o auditor do grupo porque falhou todos os prazos para entrega de uma auditoria encomendada no primeiro trimestre de 2003. “A Deloite é um caso absolutamente inacreditável”, disse.
“O BdP pediu informação, e como não chegava, fez um ultimato” – desse ultimato do supervisor bancário, resultou outro do BPN para o auditor, contou Oliveira Costa. No entanto, o prazo e hora estabelecidos pelo então presidente do banco não foi cumprido.
Assim, explica Oliveira Costa, foi denunciado o contrato com a Deloitte e o BPN já não quis a auditoria pela qual “já tínhamos pago 15 mil euros e tínhamos mais 37 mil para pagar”.

23h19: “Não posso falar sobre isso”

Repetem-se as recusas de Oliveira Costa a responder a questões concretas, nomeadamente sobre operações offshore. “Não me lembro”; “não posso falar sobre isso”; “depois conto-lhe”.
Ao fim de 7 horas de inquérito, o banqueiro ainda dá respostas originais: “Ah, já me lembro!… Mas não lhe posso falar sobre isso. Mas não tem nada de especial… A mim só me interessa saber se alguém roubou e para onde é que foi o dinheiro.”
Comentário de Nuno Melo: “Pois, a mim também é isso que me interessa saber.” As perguntas prosseguem agora com João Semedo, do BE.

23h16: Colapso

Cansado com o detalhe das perguntas de Nuno Melo, agora debruçando-se sobre o investimento do BPN na colecção de arte Miró, Oliveira Costa avisa: “Se se fossem esmiuçar as coisas, era o colapso na banca portuguesa.”

23h00: “Atitude abusiva do BdP”

O deputado centrista Nuno Melo confronta Oliveira Costa com as inúmeras questões colocadas em dois relatórios de Inspecção do Banco de Portugal ao grupo BPN, um de 2002 e outro de 2005, questionando-o sobre se o BPN não dava respostas. Oliveira Costa reage dizendo que “há certamente respostas dadas a essas questões. Eu próprio cheguei a dar respostas de 20 páginas”. E acrescenta que “há uma atitude abusiva do BdP ao fazer extrapolações de uma amostra enviesada”.
O deputado confrontava o ex-presidente do grupo quanto a questões conhecidas pelo próprio, como a existência de carteiras de crédito com risco elevado, negócios com offshores ocultos e falta de informação sobre a titularidade de empresas da Sociedade Lusa de Negócios.
“Tudo que de mais relevante a comissão parlamentar apurou está vertido em relatórios do BdP, e o BdP não agiu. Pergunto se estes factos não traduziam indícios que justificavam o uso de um dos seus poderes de supervisão”, questionou o deputado do CDS.
Nuno Melo voltou a lembrar que, de acordo com Abd
oo
l Vakil, havia mais de 150 pedidos de esclarecimento do BdP ao BPN que estavam por responder quando Oliveira Costa deixou a direcção. O ex-presidente já antes tinha respondido a essa questão, colocada por Honório Novo, dizendo que “o dr. Vakil economiza muito na verdade”. E acrescentou que, perante as muitas solicitações do regulador, “o BPN procurava ajustar as recomendações feitas pelo BdP”, o que “por vezes demorava algum tempo”.

22h40: Dívida da EDP

Oliveira Costa conta que a EDP tinha uma dívida ao BPN “de 780 ou 870 mil euros, não tenho a certeza. Tinha que pagar e tinha dificuldade em contabilizar essa verba”. Um pagamento, que o banqueiro diz não saber se foi feito, e que seria relativo ao negócio da Redal. Confrontado com a existência de suspeitas de que esse valor seria relativo ao pagamento de comissões a Alejandre Agag, envolvido no negócio, Oliveira Costa disse nada saber. “É mais uma coisa para averiguar”, constatou.

22h15: Oliveira Costa vai queixar-se ao Ministério Público

“Vou mandar isto para o Ministério Público”, disse Oliveira Costa quando confrontado com as cópias dos contratos de Porto Rico. “Não me revejo neste contrato”, disse sobre o documento de venda das participações nas empresas de Porto Rico, embora admitindo que uma das assinaturas constantes dos documentos parece a sua. Mas Oliveira Costa não está certo de ter assinado tal papel: “A minha assinatura é muito fácil de falsificar”, e isso já terá acontecido, afirmou o ex-presidente do BPN.
O CDS passou imagens de Hector Hoyos, o homem que negociou a venda das empresas em Porto Rico, a denunciar a existência de subornos para a SLN, que passariam por Oliveira Costa. “Têm que provar”, desafiou o banqueiro. “Se alguém puder provar que eu recebi um euro do grupo, então que me venham prender para o resto da vida. (…) Não percebo que 20 milhões são esses”, disse, referindo-se aos valores mencionados por Hoyos nessa entrevista à TVI.
A favor da sua inocência, Oliveira Costa contou que chegou a renunciar a um prémio de um milhão de euros que lhe teria sido atribuído pela SLN.

22h10: Sócrates “dava aval”

Oliveira Costa confirma que José Sócrates, posto a par de negociações então em curso, dava aval à terceira solução apresentada para a venda da SLN, a um grupo líbio. “Dava aval… Não discordava, pelo menos”, afirmou o antigo homem-forte do BPN, em resposta a Nuno Melo.

22h00: Reinício dos trabalhos

Nuno Melo: “Não queria sair daqui a julgar que a culpa é de um homem só, que seria o dr. Oliveira Costa, julgo que a culpa é partilhada. Mas também não queria sair daqui a pensar que a culpa de tudo foi só do dr. Dias Loureiro…” Oliveira Costa: “Mas é. Um bocadinho.”

21h45: Nova pausa

Intervalo de cinco minutos, antes das perguntas de Nuno Melo, do CDS, que anunciou a projecção de “um filme”. Oliveira Costa, que tem muitas vezes recorrido ao humor para contornar algumas perguntas, utilizou outra vez esse expediente, numa abordagem a Nuno Melo: “Diga já as perguntas, que eu respondo sim, não, sim, não, sim, não…”

21h20: Oliveira Costa diz que afirmação de Coimbra de que pensava que BI era Bilhete de Identidade “não é credível”

Oliveira Costa afirmou que não foi ele que mandou fazer o documento “O Estado da Nação”, onde se falava da situação do grupo, das imparidades, de uma série de off-shores, e de inúmeras imparidades.
Questionado pelo deputado do PCP, Honório Novo, Oliveira Costa apenas disse: “não acredito que tenha sido mandado fazer por nenhum accionista”, mas “não me atrevo a dizer nada porque são meras suposições minhas”.
Quanto ao facto do accionista Joaquim Coimbra ter dito que pensava que BI (Banco Insular) era Bilhete de Identidade, Oliveira Costa diz que essa afirmação “não é credível”, recusando-se a dizer quem sabia do BI.
O fundador do BPN, preso preventivamente, está convencido que os accionistas queriam afastá-lo por causa da sua idade: “não havia razão objectiva”. Questionado por Hugo Veloza, do PSD, a respeito dos problemas do grupo e das razões porque se pretendia arranjar comprador, Oliveira Costa afirma que “queria vender o grupo para salvar os accionistas”.
Acrescenta mesmo que o grupo tinha dificuldades que aumentaram com a crise financeira. “Havendo valores e bom património é preciso ter capacidade financeira”, fugindo à questão e ao que estava por detrás da necessidade de venda”.

20h38: Oliveira Costa reconhece ter sido centralizador mas descarta culpas

“Abusei desse princípio”, afirmava Oliveira Costa quanto ao facto de ser acusado de centralizar a gestão. “Fui empurrado para ser centralizador e deixei-me empurrar”, justificou, explicando que o grupo estava organizado por sub-holdings e os seus responsáveis tinham obrigação de exercer as suas funções com eficácia e muitas vezes teria sido bom que o fizessem. “Às vezes não faziam”, disse.
Quanto às razões porque os accionistas nunca quiseram vender o grupo, ou a venda não se concretizou, Oliveira Costa diz apenas que “havia muitos interesses”, referindo-se a alguns accionistas. E fez novamente referência ao accionista Joaquim Coimbra, que “tinha interesse na Murganheira e queria comprar a Raposeira”.
Para Oliveira Costa a razão é simples: “Não há entendimento. Ou são psicóticos ou há interesses económicos”, referindo-se às vendas frustradas do grupo.

20h18: Advogado aconselha Oliveira Costa a não falar de Banco Insular nem de quem beneficiou deste

Oliveira Costa afirmou que houve dois accionistas entre o grupo dos Dez, que beneficiaram da actuação do Banco Insulat em Cabo Verde. Contudo, Oliveira Costa tinha já referido o nome de um dos accionistas, o de Almiro silva. Mas fez logo saber que “sobre o banco insular não falo”.
Ficam assim, de alguma forma, defraudadas as expectativas dos deputados que queriam esclarecer. E serão muitas a áreas que o fundador não vai responder, entre as quais detalhes sobre o negócio de Porto Rico e pagamentos em dinheiro. Nesta altura Oliveira Costa resguarda-se no segredo de justiça.

20h05: “Desaconselhei a ida de Dias Loureiro ao Banco de Portugal”

O deputado socialista avança para a questão que diz respeito a Manuel Dias Loureiro e à sua ida ao Banco de Portugal. “Na verdade desencorajei Dias Loureiro a ir ao Banco de Portugal”.
O fundador diz mesmo que sabia da intenção e a desaconselhou, afirmando ainda ter dito a Dias Loureiro que António Marta “estava a fazer o que lhe competia”.
Acrescentou também ter dito a Loureiro que foi colega de António Marta no BdP durante muitos anos e que “nunca lhe pedi nada”. Mas Dias Loureiro diz que acabou por ir, mas não “com o meu conselho”.

20h00: Oliveira Costa diz que supervisor não deve ser crucificado e invoca segredo de justiça

“Tentar crucificar o supervisor do Banco de Portugal por causa do que está a acontecer no BPN, BPP e no BCP é injusto”, afirmou Oliveira Costa a uma questão colocada pelo deputado socialista Ricardo Rodrigues.
O ex-presidente não respondeu à questão, tendo o deputado reformulado a questão: Seria possível ao BdP detectar as situações? Oliveira Costa afirma que a questão “faz parte de um conjunto de questões a que o segredo de justiça o obriga a silenciar”.

19h35: Oliveira Costa opina sobre gestão do grupo depois da sua saída

Aos deputados o ex-presidente do grupo BPN, único arguido em prisão preventiva no caso BPN, refere que quando se fala em imparidades devem referir-se a actos de gestão dos últimos 15 meses e da perda de valor dos activos que entretanto aconteceu.
Oliveira Costa que ainda não falou do Banco Insular e da sua consolidação no grupo e das irregularidades e créditos de difícil incumprimento em diversas “offshores”, parece esquecer os diversos contornos do grupo a que presidiu e que contava com dezenas de “of

fshores” nas quais estão créditos sem quaisquer garantias, e cuja gestão remonta ao seu mandato à frente do grupo. A declaração de Oliveira Costa dura já três horas.

19h00: Nova paragem

A sessão foi mais uma vez interrompida por 15 minutos.

18h45: Fundador do BPN explica ausência de parcerias

Oliveira Costa vira-se agora para a Caixa da Galicia, ou seja, para uma eventual entrada de capital no BPN por parte do grupo espanhol. Esta decisão, segundo o então presidente do grupo, diz que Dias Loureiro ficou de acompanhar o processo, mas “nunca me apresentou papel nenhum”. Contrariando o que Dias Loureiro disse aos deputados quando afirmou que o grupo não estava interessado em fazer parcerias com ninguém.
Ainda referindo-se às áreas de negócio que Dias Loureiro acompanhou, Oliveira Costa, aborda também o negócio da Saúde, e eventuais parcerias que não se revelaram em coisa nenhuma. Não havia um interesse efectivo por parte dos eventuais interessados que chegavam.
Oliveira Costa quis dar a entender que não foi por sua culpa que não se fizeram parcerias, ao contrário, do que foi dito, por alguns responsáveis que o acusaram de “centralizados”.

18h15: El Assir & Dias Loureiro

Oliveira Costa fez questão de salientar que o marroquino El Assir chegou à SLN pela mão de Dias Loureiro e através da venda da Redal: “A febre de venda só surgiu quando apareceu em cena o senhor El Assir. A partir daí, tudo o que era bom passou a ser um risco que deveríamos cortar quanto antes, para ainda se poderem fazer algumas mais valias”, disse aos deputados, contrariando a versão benigna dos acontecimentos que foi apresentada por Dias Loureiro.
Foi El Assir quem sugeriu negócio de Porto Rico, negócio esse que, segundo Oliveira Costa, foi avaliado tecnicamente por Vieira Jordão, que “manteve sempre dúvidas sobre o projecto”. No entanto, “nunca o fez com o vigor que manifestou perante os senhores deputados”. Oliveira Costa assumiu que “também não estava confortável” com o negócio, mas que Dias Loureiro tinha transmitido uma espécie de ultimato de El Assir: ou a compra da Biometrics, de Porto Rico, ia para a frente, ou o marroquino deixava de apoiar o grupo na venda da Redal. Ou seja, Oliveira Costa colocou Dias Loureiro e El Assir no fulcro de ambos os negócios – em particular o de Porto Rico, que se revelaria desastroso para a SLN.

18h05: Oliveira Costa desmente Dias Loureiro

“A verdade está com o Dr. António Marta”, afirmou Oliveira Costa, referindo-se às duas versões existentes sobre o encontro de Dias Loureiro com o antigo vice-governador do Banco de Portugal. No relato do fundador do BPN, quando voltou do BdP, após a reunião com Marta, Dias Loureiro contou-lhe o que se tinha passado: “Tinha-lhe feito sentir que a supervisão estava constantemente a questionar o BPN”, ao que o vice de Constâncio lhe terá respondido que “o Banco de Portugal estava activo em todos os Bancos”. “Quanto muito”, António Marta teria admitido a Loureiro que, sendo o BPN um banco pequeno, “seria mais fácil aprofundar os trabalhos”. No entanto, “o modelo de intervenção da Supervisão era universal”.
Ou seja, a reunião entre Loureiro e Marta – de acordo com o relato que aquele terá feito a Oliveira Costa, e que este contou aos deputados – aconteceu tal como o ex-supervisor tem sustentado. E não como Dias Loureiro agora conta – que teria ido alertar para situações menos claras dentro do banco. Para Oliveira Costa, a nova versão dos factos agora assumida por Dias Loureiro revela uma “descarada deslealdade”, atribuível a “impulsos egoicos” e a uma “inconsciência do Ego”.

18h00: Audiência recomeça

Os trabalhos são retomados. Oliveira Costa responde às afirmações de Dias Loureiro.

17h50: Sem aliança

A audiência está suspensa para um intervalo pedido por Oliveira Costa, que ainda não terminou a sua exposição inicial iniciada às 16h35. O ex-presidente do BPN, que no decorrer deste processo protagonizou um divórcio considerado suspeito pelos investigadores, apareceu hoje no Parlamento sem aliança no dedo.
Da primeira vez que esteve com os deputados, já divorciado, continuava a usar aliança, o que foi bastante comentado pelos parlamentares. Agora, a ausência de aliança também já mereceu comentários…

17h44: Uma hora “non-stop”

Oliveira Costa falou durante mais de uma hora perante os deputados da comissão de inquérito. O ex-homem forte do BPN elencou as possibilidades que se colocaram para a venda do grupo BPN ou parte do grupo, com das hipóteses principais: a Carlyle ou um grupo da Arábia Saudita.
Perante a eminência de um acordo com a Carlyle, acusou o Grupo dos Dez, em particular Joaquim Coimbra, de ter inviabilizado qualquer negócio – aproveitando ainda para ligar este grupo de accionistas de referência ao escritório de advogados de Pedro Rebelo de Sousa. Oliveira Costa não deixou também de nomear Manuela Ferreira Leite, ao lembrar uma circunstância em que Coimbra faltou a uma reunião do banco para estar numa iniciativa partidária do PSD, partido a que está ligado.
Oliveira Costa deixou claro que entende ter sido Coimbra o principal obreiro do descalabro do BPN, acusando-o mesmo de ter montado uma “cilada” e pretender o “desmembramento do grupo, que era o que lhes convinha”. O fundador do BPN chegou ao detalhe de relatar uma reunião em que o responsável pela gestão mediática da imagem do banco (da empresa Aximage), denunciou que Coimbra estava por detrás das notícias negativas para o BPN: “O Sr. Queirós apontou energicamente o dedo indicador para o Sr. Joaquim Coimbra e disse: ‘É o senhor!… E olhe que os jornalistas nem me pediram segredo quanto à fonte!”
Oliveira Costa acrescentou ainda uma terceira proposta, do grupo LAIP AK, para adquirir uma participação qualificada (51%) na SLN. Mas, considerou, “com a equipa do Dr. Cadilhe a trabalhar activamente na preparação do plano de revitalização do BPN para apresentar ao Governo, esta proposta era o pior que lhe podia acontecer.” Por isso foi inviabilizada.
Os trabalhos foram agora interrompidos para um intervalo.

17h10: “Quero é vê-lo na cadeia”

“A oferta que estava em apreciação correspondia a uma avaliação do Grupo na ordem dos 1.300 milhões de euros – que, perante a situação mundial, em constante degradação, podia ser considerada de muito boa”, referiu Oliveira Costa, relatando uma reunião com os oito accionistas-conselheiros, em Abril de 2008. O preço por acção era 2,75 euros.
Segundo Oliveira Costa, Avelino Silva, um dos accionistas presentes, respondeu-lhe: “Isso é uma proposta insultuosa, que serve os seus interesses mas não os nossos”. Ainda, de acordo com o relato do ex-presidente do BPN, o mesmo accionista disse-lhe na cara: “Por mim não me importo de perder tudo o que quero é vê-lo na cadeia”.
Segundo Oliveira e Costa, tanto a solução Carlyle como a da Arábia Saudita permitiam resolver a situação do Banco Insular e “outras questões do grupo”, mas os accionistas “nunca quiseram fazer o teste da transacção e fugiram sempre”, o que “acabou por ser uma arma mortífera para o grupo”.

17h05: Cadilhe saiu caro

No único momento em que fugiu ao “guião” do texto que levou escrito para o Parlamento, Oliveira Costa acrescentou uma “mera curiosidade”: “A entrada do Dr. Cadilhe custou cerca de dez vezes e meia o que eu ganhei em dez anos à frente do grupo [SLN]”.

16h58: Oliveira Costa acusa grupo de accionistas de abortar venda do grupo

A audiência de Oliveira Costa na comissão de inquérito ao BPN começou com uma declaração inicial do banqueiro que, segundo o próprio, visava esclarecer equívocos e “manipulações”.
O ex-presidente do grupo BPN começou por explicar que, em Agosto de 2007, um grupo de 10 accionistas, mas controlado por quatro, queriam vender o grupo a entidades estrangeiras. Houve vários interessados, des

de um grupo da Arábia Saudita à Carlyle.
Oliveira Costa afirma que reuniu sempre com o Conselho Superior para que o mandatassem para efectuar o negócio. Em Dezembro de 2007, o negócio teve a aceitação dos accionistas, mas Joaquim Coimbra deu uma ordem para desmarcar a viagem que estava agendada para que “eu me reunisse com a Carlyle”.

16h35: Oliveira Costa já está a falar

José Oliveira Costa já está na comissão parlamentar de inquérito ao “caso BPN”. O fundador e ex-presidente do grupo BPN chegou à Assembleia da República às 16h35, num carro celular e acompanhado de guardas prisionais. Entrou no edifico através de uma porta que normalmente está fechada – foi aberta especialmente, por ser a mais próxima da sala onde decorrem os trabalhos. Antes de Oliveira Costa, Maria de Belém Roseira, presidente da comissão, já tinha recebido Leonel Gaspar, o advogado do principal mentor do BPN.
A expectativa era enorme antes da chegada ao Parlamento do banqueiro mais mediático do momento. Os jornalistas marcaram lugar na sala com mais de uma hora de antecedência em relação ao horário previsto de início dos trabalhos e até Nuno Melo, do CDS, se espantou ao chegar: “Isto está muito concorrido!”, exclamou, perante a inusitada afluência de redactores, fotógrafos e operadores de câmara, mas também de deputados e funcionários do Parlamento. Ninguém queria perder o “big show Oliveira Costa”. O deputado do CDS, uma das “vedetas” deste inquérito parlamentar, chegou acompanhado de dois assessores, que carregavam dois tróleis com documentos relacionados com este caso.


Desobediência qualificada

Para além da audição a Oliveira Costa, os trabalhos de hoje da comissão de inquérito deverão ser marcados pelo pedido do PCP para que o Parlamento faça uma queixa formal contra o Banco de Portugal, por se recusar a entregar documentos pedidos pelos deputados, alegando sigilo profissional.
Para o comunista Honório Novo, a recusa do supervisor configura um crime de “desobediência qualificada”, pois as comissões de inquérito dispõem de competências “para decidir a prestação de testemunhos e ter acesso a documentos e informações, designadamente com quebra do segredo profissional” – de acordo com o parecer de Nuno Piçarra encomendado pela comissão parlamentar.
O socialista Ricardo Rodrigues já fez saber que considera o pedido do PCP uma “diligência inútil”, pelo que não será acompanhada pela maioria. Em vez de recorrer aos tribunais, o PS propõe acautelar estas situações no futuro – para isso, vai apresentar uma proposta de alteração à lei das comissões de inquérito quando esta comissão tiver um relatório final.

Eles precisam mais de nós

Que nós deles!

Eles, os partidos!
Nós, os Professores!

Sábado estaremos em Lisboa e vamos ser novamente cem mil!

Dias Loureiro

Na semana em que um Loureiro viu dois clubes descer e outro Loureiro é acusado de ter dedo nisso, nada como um outro Loureiro para manter a novela por estes Dias.

Acompanhar AQUI e AQUI e por todo o lado….

Moniz recuou?

O blogue Escrita em Dia adianta que José Eduardo Moniz terá desistido do processo que prometeu apresentar contra José Sócrates depois da crítica, feita na RTP, de “telejornal travestido” com que apelidou o noticiário das 20h00 da TVI às sextas.

Gostava de saber duas coisinhas: Se é verdade e, se sim, porquê?

O CÚMULO!

VALE E AZEVEDO, OITO ANOS, TANTO TEMPO
VALE E AZEVEDO
Ainda lhe faltam oito anos para cumprir, dos onze a que foi condenado, mas para já ainda está em Londres, a gozar de boa vida.
Vale e Azevedo não aprendeu nada com a vida que levou em Portugal (ou aprendeu, refinando as suas aptidões), com as dívidas que deixou, com as malandrices e pulhices que fez, com as aldrabices que praticou. Foi condenado, foi preso, e depois rumou ao estrangeiro. Lá cometeu as mesmas coisas. Criou dívidas, aldrabou, mentiu e viveu uma vida de luxo. Viveu e vive, já que, não podendo sair do Reino Unido, tendo o passaporte apresado, sendo obrigado a presentar-se às autoridades do bairro onde vive assiduamente, e tendo sido obrigado a sair da mansão em que vivia por não pagar a renda que lhe era devida, está alojado, há já alguns meses, num hotel de luxo nos arredores de Londres.
Por cá, foi condenado. Por lá, vive à grande e à francesa. Por cá a justiça parece ter funcionado menos mal. Por lá o homem vive descansado. Por cá ser ou não ser condenado é a mesma coisa. Por lá, será extraditado um dia, ou talvez não.
Adorado por muitos neste nosso País (convém reparar na fotografia), este salafrário, enganou meio mundo e continua a viver como quer e lhe apetece, numa vida faustosa.
Ser condenado a viver assim como Vale e Azevedo vive, faz apetecer ser criminoso como ele. A ser assim, a corrupção passa a valer a pena (de qualquer forma e pelo que se sabe, sempre valeu).

IMPOSTOSINHO PEQUENO, POIS, TERÁ DITO O SR VITAL

QUE GOSTA MUITO DE DIZER COISAS

Mais um impostosinho e já está. Mais uns votitos que vão para outro lado. Burrice tamanha já fede. Que diz este homem, que pensa ele, que tenha feito com que o nosso Primeiro o tenha escolhido para cabeça? Só porque ele tem cabelos brancos? Não se entende este candidato. Claro que os adversários agradecem.
A mim, não me afecta que o senhor diga umas parvoíces pela boca fora, pois que nunca iria votar nele, mas custa ouvir. Este independente está ao serviço de uma outra força qualquer. É um infiltrado! A não ser que o nosso Primeiro saiba o que ele vai dizer e concorde. Assim já entenderia pois que este nosso (des)governo já nos habituou a, por dinheiro, ser como o diabo por almas.

Apto para todo o serviço!

A primeira vez que fui inspeccionado fiquei todo feliz! O mancebo encontra-se apto para todo o serviço!
A família toda, à minha volta: quer dizer que és perfeitinho, que és novo, grande e forte. Inteligente, culto e bonito, diziam as minhas irmãs e a malta amiga (não dizia que era bonito, isso só aos olhos das minhas irmãs) tinha aquele ar de “é dos nossos, malta para a porrada, gajas, copos e noitadas.”
Ninguem me disse a verdade, aquele “apto para todo o serviço ” era o passaporte para a maior desgraça de “um mancebo”! Brutos, injustos, arbitrários, o pior que podia acontecer a uma alma jovem e bem formada!
Fiquei sem quatro anos da minha juventude, ingloriamente desgotoso com tudo e com todos, o que fazia que arranjasse problemas todos os dias. Deitei a “messe” abaixo com um jeep que não sabia guiar, mandei um sargento para o hospital com traumatismo craniano, e não fui parar à prisão porque o comandante achava que eu era competente a controlar as bombas de gasolina que davam milhares de contos ao quartel!
Melhor, passaram a dar com a minha gestão competente. Ninguem me gramava a não ser os subordinados a quem agradava a “rebaldaria”!
Lembrei-me disto tudo porque logo vou levar o carro “à inspecção”. O meu carro é novo e tem tudo no lugar, revisões a tempo, anda porreiramente, não pedi nada a ninguem, deixem-me andar.
Será que os gajos me vão ficar com o carro? Ou fico em trabalhos forçados? É que das outras vezes quem levava o carro à inspecção era o meu filho que agora arranjou uma namorada e já não tem tempo.Para o carro ou para o pai? E é isto, não consigo esquecer-me da primeira inspecção da minha desgraça! “Apto para todo o serviço” !

Vais continuar a usar peles, seu animal?

Voz (a alguns) dos "pequenos"

logoeuropeias

Infelizmente, não tenho muito tempo para acompanhar o percurso sempre esquecido (e pouco divulgado) dos “pequenos” partidos. Mas, como eu sou por todos os “pequenos”, a informação vem ter comigo. Por outras fontes que não os media, soube da agressão verbal ao líder do MMS. Pesquisei, pesquisei, pesquisei e encontrei aqui na net (finalmente) que “O presidente do Movimento Mérito e Sociedade (MMS) apresentou esta terça-feira queixa-crime na PSP de Portimão contra um cidadão inglês que o empurrou e que chamava os portugueses de «fascistas, idiotas e corruptos», informa a Lusa. O episódio aconteceu durante uma acção de campanha do MMS em Portimão, tendo a comitiva sido abordada pelo cidadão inglês, que segundo o líder do MMS, Eduardo Correia, será dono de uma loja de tatuagens. O líder do MMS explicou ainda que foi apresentada de imediato, na PSP de Portimão, uma «queixa-crime por tentativa de agressão e por maus-tratos verbais a toda a campanha e aos portugueses em geral». Nada de grave. É um partido “pequeno” portanto também deve ser um acontecimento “pequeno”. Olha se fosse com o Vital “Cabelo de Aço” Moreira…

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Adiante! Segundo o profiler aventado pelo José Freitas e pelo João Paulo eu votaria no Movimento Partido da Terra. É normal. É um partido pequeno com vertente ecológica e humanista. Um partido pequeno nos números, assim como já o foi, esse antigo, esquecido e pequeno PSR. Dei uma vista de olhos e descobri que o MPT (segundo o próprio site) foi o primeiro partido com site em Portugal, já no longínquo ano de 1993. Confirmei no Wayback Machine e só têm registos desde 2000. Mas é bem provável que seja assim, pois eu ainda me lembro da internet em Portugal em 1995 e era a “preto e branco”.

Estes dois “pequenos” partidos políticos lembram-me de certa forma um artigo publicado no (excelente) livro “Marketing Político”, da autora Margarida Ruas dos Santos de 1996. Lembram-me que, antes de mais nada, classificar como “pequenos” pode ser injurioso e injusto. Deve ser por isso que, sempre que aparecem mencionados como pequenos, estão “entre aspas”. São, mas não “são”. Ou não deveriam ser. Ou então, só são “pequenos”, não por falta de apresentarem alternativas credíveis bem fundamentadas e serem naturalmente partidos políticos “normais”, mas porque não têm as ferramentas e poder de comunicação em massa para difundirem melhor a sua mensagem. Se calhar é isso mesmo que define um partido “pequeno” do partido “normal”: o poder do marketing e a força dos números. Resta saber qual a influência do marketing no acumular da força dos números. O artigo sobre marketing político é do político e economista Francisco Louçã.

Políticas sem máscaras

Pois claro que o marketing vai dominando a política – e, a propósito, também a literatura, de modo a que os autores como os candidatos se promovem com métodos que roubam o exclusivo aos automóveis de luxo ou às margarinas. Talvez assim tenha sido desde sempre, quando Kennedy enfrentou Nixon num debate de televisão e lhe mentiu acerca da invasão de Cuba, ou quando Miterrand perguntou a Giscard d’Estaing qual o preço do bilhete de metro em Paris. Ou quando Pilatos lavou as mãos, ou quando o pão e circo bastavam, ou quando se canta um hino nacional de convocação em defesa de um império colonial ameaçado pelos ingleses no século XIX, ainda agora e em nome de uma república que já não tem vergonha de nada.
Tudo isto é marketing: linguagem de símbolos, floresta de enganos, técnica de persuasão, imitação das regras de mercado que definem o ritmo dos mundos.
Do outro lado, está o desafio mais exigente, fazer uma política de comunicação oposta ao marketing porque é intransigente conta a mistificação ou até à simplificação. Uma política de apresentação contra uma política que se reduz à representação. Correndo até ao risco de isso parecer outro marketing, mas sabotando-o com a mais intransigente das violências: a que não permite facilidades nem reduz a comunicação à forma ou o defeito aos seus métodos. Compreendam portanto porque é que me oponho e desconfio solenemente de todo o argumento que escolhe a política em nome do marketing.”

16 ANOS?

POLITIQUICES / PARVOÍCES

Será que o homem do BE sabe o que diz? Os putos que em casa não têm direito a respirar mais alto, que têm de pedir aos pais para sair à noite, que precisam de pedir uns trocos para uma bebida, a passarem a ter direito a votar? A passarem a ter direito a decidir sobre quem nos há-de governar? A passarem a mandar nas decisões da comunidade, quando na maior parte dos casos não fazem a menor ideia de como hão-de governar a vida deles?
Não é mesmo uma parvoíce?

BPN – os despojos cavaquistas

Esta ida de Oliveira e Costa à Assembleia da República é, a todos os títulos, um virar de paisagem, na sociedade portuguesa. Queremos saber como é que se monta um Grupo Económico de sucesso neste país avesso ao trabalho, ao rigor e ao mérito? Queremos perceber como é que ex-governantes se tornam multimilionários numa década?
Tudo começa no imenso poder que certas funções atribuiem quando se chega a um Estado que está em toda a parte. Directamente, indirectamente, com mais ou menos “goldenshares” o Estado controla a riqueza, os seus braços sem fim podem fazer ou desfazer negócios, atrofiar o que não lhe interessa com leis à medida, ou tudo facilitar com leis a pedido.
Descarregar sobre os negócios montes de dinheiro sem cuidar do seu “melhor regresso”. Entrar em bancos e “enfiar” milhões e milhões, investimentos de outros tantos milhões, tudo dirigido aos grupos de pressão que há muito controlam o Estado e a alta administração pública!
Tudo terá começado com a resolução de processos de dívidas fiscais de milhões em que eram devedores alguns dos futuros accionistas do banco.
Processos que prescrevem, leis aplicadas e criadas à justa, perdão de dívidas, facilidades de pagamento, tudo serviu para se criar a “massa crítica” que se converteu nas bases de um grupo que a ambição e a ganância sem freio, fez ruir com estrondo.
Do lado do Estado estavam ministros como Dias Loureiro e secretários de Estado como Oliveira e Costa ! Estes os mais visíveis.Outros haverá mais prudentes com menor participação.É caso para dizer que se tratam de “imparidades”!

Imigrantes : parte da solução

“Se o país não for capaz de manter e assimilar uma população de imigrantes da ordem dos cinco ou seis por cento da população total, no futuro haverá uma factura a pagar !” (Editorial Publico de Manuel Carvalho)
Portugal continua a necessitar de imigrantes para resolver o seu problema demográfico e para relançar o seu crescimento económico quando a crise
der sinais de treguas.É, claro, que com a imigração podem entrar pessoas menos recomendáveis, mas na sua maioria são pessoas fundamentais para o país.
Sem imigração, a prazo, seremos menos, mais velhos, mais pobres e continuaremos neste circulo infernal de falta de ambição. Uma classe de trabalhadores mais jovem e melhor preparada é que poderá assimilar as tecnologias e alternativas a novas organizações do trabalho.
Com a sua capacidade de sacríficio e de ambição, os imigrantes poderão ajudar a sair desta letargia a que parece estarmos condenados e jovens como são, a tornar-se num pilar fundamental do nosso esquema social de previdência.

O Boavista desceu. A Oliveirense não. Hermínio Loureiro é candidato à Câmara de Oliveira de Azeméis

O Boavista desceu de Divisão. A Oliveirense não. O Boavista foi vítima de uma arbitragem vergonhosa de Duarte Gomes. A Oliveirense não. Duarte Gomes vai terminar a época com uma excelente classificação. Hermínio Loureiro é candidato à Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis.
O treinador da Oliveirense foi expulso no penúltimo jogo. O treinador da Oliveirense esteve no banco no último jogo. A Oliveirense tem de perder os 3 pontos. A Oliveirense tem de descer. Hermínio Loureiro é Presidente da Liga. Hermínio Loureiro é candidato à Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis.