MEC acaba de divulgar as listas de colocação do concurso extraordinário.
Confesso que estou surpreendido!
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
MEC acaba de divulgar as listas de colocação do concurso extraordinário.
Confesso que estou surpreendido!
Bruno de Carvalho estava agora mesmo a falar à Gaspar. Lentamente, julgando severamente o passado e a falar de um Sporting Novo, sem milagres, a não ser aquele que constituiria por si só um: «dar alguma inteligência a alguns jornalistas».
Foi em directo nas TV. Gasparizar o paleio já faz escola. É contagioso, sobretudo quando se quer ser muito, mas mesmo muito sério e ter margem para falhar muito, mas mesmo muito a sério.
Evidentemente que o Povo é quem mais ordena, mas não ordena nada, se estiver liso. Cuidado com a velhice viperina dos soares e dos outros.
E pronto. Telefonema daqui, post dacolá, euroapertão dacoli e o discurso político de Seguro arredonda-se. De dia para dia, vai completando o círculo quadrado do consenso necessário com a Quadroyka [FMI, BCE, CE, Governo Passos]. Quanto mais convergência verificarmos no arco desavindo da governação, melhor respirará Portugal, por mais apertado que se veja no colete de varas das contas públicas e das exigências inflexíveis dos credores.
Expressões ainda recentes, rescendentes de insanidade, como «ruptura», «eleições antecipadas», «parar de escavar», «acabar com a austeridade» já estão a dar lugar a outras como «abertura ao diálogo», «consenso social e político mínimo»; «sentido de responsabilidade do PS», «respeito pelos compromissos internacionais assumidos», «austeridade inteligente». [Read more…]
Um bom artigo de Gustavo Cardoso, que não deixa dúvidas.
Despacho de Gaspar suspende estágios do programa “Impulso Jovem”. Restam as pipocas.
Para a Visão, 97% de 1.850€ são… 61€…
http://visao.sapo.pt/politico-britanico-diz-que-pode-viver-com-60-euros-por-semana=f722716

Tenho pelo Arq. Ribeiro Telles o maior dos respeitos. Pelos vistos a Federação Internacional dos Arquitectos Paisagistas (IFLA) também.
Gonçalo Ribeiro Telles, pioneiro da arquitectura paisagista, pregou quase sempre no deserto, entre assentimentos de cabeça e palmadinhas nas costas, como as gentes arrogantes sempre fizeram com os visionários, do género “será génio, mas é maluco”.
As mesmas gentes que nos deixaram como legado um país caótico e desordenado, muito longe da suficiência agrícola, com imensas quantidades de solos inutilizados e impermeabilizados, destruidor de biodiversidade, um país desintegrado e desmemoriado em relação à sua própria cultura e natureza.
Perseverante, lutou décadas pela implementação e manutenção, por exemplo, do Corredor Verde de Monsanto. A sua marca em Portugal é, felizmente, maior do que a obra que lhe foi permitido concretizar e visível no número e qualidade de seguidores e discípulos que granjeou.
Tenho a infeliz sensação de que, não fosse a pequenez e a hipocrisia com que foi tratado pelos poderes que foram sucessivamente administrando o território, ministros e ministérios do ambiente incluídos, e Portugal seria hoje um país mais equilibrado, belo, justo e sustentável. [Read more…]
Princípios fundamentais
Artigo 1º
(República Portuguesa)
Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária.
A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa.
Artigo 3º
(Soberania e legalidade)
1. A soberania, una e indivisível, reside no povo, que a exerce segundo as formas previstas na Constituição.
2. O Estado subordina-se à Constituição e funda-se na legalidade democrática.
3. A validade das leis e dos demais actos do Estado, das regiões autónomas, do poder local e de quaisquer outras entidades públicas depende da sua conformidade com a Constituição.
(…) [Read more…]
Por Santana Castilho
1. Na demissão de Relvas, o evidente disfarça o importante. É evidente que a degradação de algumas instituições de ensino superior, permitida por uma supervisão que funcionou para elas como o Banco de Portugal para o BPN, foi aproveitada por gente sem escrúpulos. Mas o importante, politicamente falando, era saber por que foi agora, e só agora, imolado Relvas. Por que razão, durante dois meses, as conclusões ficaram congeladas na gaveta de Crato. Por que razão Crato apunhalou Relvas, permitindo-se emitir opinião sobre a validade da licenciatura do, ainda, seu par de Governo, quando o juízo foi por ele próprio requerido ao tribunal. Mereça-nos Relvas a crítica que nos merecer, há normas mínimas de conduta, de que nenhum ministro está dispensado. Não só vi Crato cilindrá-las, como o vejo incensado por fazer o que era sua estrita obrigação e não podia deixar de fazer, dada a mediatização do escândalo.
Poucos se lembrarão do que disse Mariano Gago, aquando da eclosão da trapalhada com a licenciatura de Sócrates. Mas eu recordo: que a Universidade Independente havia sido auditada todos os anos, excepção feita ao ano-lectivo de 1999/2000, e que só em 2006 se tinha detectado um problema sério (referia-se à falta de pagamento de salários); que, à data dos factos (mais que anómalos), a inspecção tinha concluído, note-se bem, que era boa a qualidade pedagógica e científica da universidade e que era bom o seu funcionamento administrativo. [Read more…]
O BCE está a ganhar 1% com o empréstimo. A banca nacional ganha 1% a 2%. Os credores ganham uns 7%. É claro que o programa da troika é um sucesso – é só uma questão de perspectiva. [Read more…]
Vai ser anulado e a tal vinculação extraordinária já era. Querem apostar?
Já sei que o Adjunto do Ministro das Finanças, Nuno Crato, vai dizer que a culpa é dos sindicatos.
E é, de facto – é uma chatice quando somos obrigados a cumprir a Lei, não é?
Sou um incondicional do Pacheco Pereira, um homem livre, como há poucos.
Se concordo sempre com ele?
Claro que não, mas gosto da forma livre e inteligente como ele exerce a sua participação no Espaço Público. Não resisto, ainda que isso possa não estar no manual de boas práticas da blogosfera, a reproduzir integralmente os dois últimos escritos no Abrupto:
O Material tem sempre razão (6)
Vale a pena repetir. Existe democracia quando se verificam duas condições: a soberania popular expressa pelo voto, e o primado da lei. DUAS CONDIÇÕES.
O Material tem sempre razão (5)
Há várias coisas que nunca se devem esquecer: esta gente é vingativa e não se importa de estragar tudo à sua volta para parecer que tem razão. Já nem sequer é por convicção, é por vaidade e imagem.Outra coisa, ainda mais complicada, que também não deve ser esquecida: o governo considera bem-vindas as ameaças da troika. São a chantagem que precisam, pedem e combinam. Não são uma voz alheia, nem dos “credores”, nem da troika, nem de ninguém, são o auto falante agressivo que o governo necessita para tornar a sua política inquestionável e servir de ameaça a todas as críticas. E por último, e não é de menos, esta gente é perigosa e, na agonia, muito mais perigosa ainda.
(A propósito do despacho do ministro Vítor Gaspar de 8 de Abril que pára o funcionamento do estado português, atribuindo essa decisão ao Tribunal Constitucional. O governo entrou numa guerra institucional dentro do estado, em colaboração com a troika, para abrir caminho a políticas de duvidosa legalidade e legitimidade baseadas no relatório que fez em conjunto com o FMI. Não conheço nenhum motivo mais forte e justificado para a dissolução da Assembleia da República por parte do Presidente do que este acto revanchista contra os portugueses.)
De Josef von Sternberg com Emil Jannings, Marlene Dietrich e Kurt Gerron
Legendado em português, ficha IMDB
Alguém acredita que Passos Coelho e Gaspar não sabiam de antemão que o Tribunal Constitucional iria declarar inconstitucionais algumas normas da Lei do Orçamento de Estado para 2013? Não creio.
Toda esta encenação, feita pelos dois representantes, ex aequo, da D. Merkel e dos mercados em Portugal, teve como único objectivo esconder que o programa da Troika resultou num falhanço monumental e justificar o pedido do 2º resgate. Transferindo para terceiros a responsabilidade pelo erro colossal de todos. E os especuladores lá vão engordar mais um bocadinho.
Passos e Gaspar, os actuais Miguéis de Vasconcelos, deviam ser julgados por traição ao Estado e ao Povo portugueses. Foi para isto que lhe pagámos os estudos?
Que merda de libretto tem esta Ópera bufa de terceira categoria.
“Não há pior política do que a política do pior”, António Nóvoa, reitor da Universidade de Lisboa.
Vivemos num país cercado pelo governo.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Tuttle Creek Rd., Lone Pine, Califórnia, EUA, Junho de 2025
(a propósito de tudo sobre o excelente Bad Day at Black Rock, por causa do Spencer Tracy)
Efectivamente, na KEXP.
Por acaso, já agora… Um dia, estava eu no Castle Howard, a recordar, reviver e revisitar, mas num ambiente pop, quando me apareceram de surpresa. Amanhã, em Bruxelas, voltarei a vê-los e ouvi-los. Com novidades, anunciadas há meses por Alexis Petridis, como “alien offshoot mushroom, going the gym to get slim“, “my dream house is a negative space of rock” ou “when I was a child I wanted to be a horse, eating onions, carrots, celery“. Em princípio, será isto. Veremos.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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