Teve o azar de nascer na Arábia Saudita.
Teve o azar de ser um homem de liberdade num país onde esse direito não existe.
Teve o azar de encontrar no seu caminho já espinhoso um juíz que, não se sabe por que motivo, o deve odiar e insiste em querer condená-lo à morte.
Teve a sorte de num primeiro julgamento o juíz não o poder julgar e condenar por apostasia (afastamento da religião, punível na Arábia Saudita com a morte por decapitação), mas entretanto teve o azar de os poderes dos tribunais terem sido alargados e esse mesmo juíz poder agora julgá-lo por esse crime tão hediondo.
Raif Badawi foi primeiramente condenado a 10 anos de prisão e a receber 1000 (mil) chicotadas, à ordem de 50 por semana. Recebeu apenas a primeira flagelação. O seu corpo não aguentou. Ficou doente. Desde então, não voltou a ser torturado com as chicotadas, e com tanta pressão internacional, havia a esperança de que ele pudesse ser libertado. Mas agora chegou a pior de todas as notícias: suspeita-se que Raif Badawi, um nosso colega, blogger como todos nesta casa, defensor das liberdades como todos nesta casa, vá ser julgado por apostasia.
A pressão de todos, o barulho, a luta, podem ser, neste caso, vitais para salvar a vida deste homem cuja família o espera no Canadá.
Portanto, meus caros leitores, peço que cada um faça a sua parte. Assinem a petição aqui e gritem no twitter e no Facebook (não se esqueçam de usar a etiqueta #FreeRaif) que querem este homem libertado.
Se é necessário que o mundo seja vigilante, é nestas coisas que tem que o ser. A liberdade de expressão é um direito de TODOS os povos.























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