“Espanha e Portugal tentaram bloquear o acordo”

Tal como a Carla noticiou em primeira mão, a Skai TV, que faz parte de um dos maiores grupos de media da Grécia, afirma que “Espanha e Portugal tentaram bloquear o acordo” da Grécia com o Eurogrupo.

Aqui fica o link e uma captura de ecrã para que esteja documentada a canalhada a que estamos sujeitos.

skaiTV

Tradução Google, fraquita, mas pode-se sempre ler o original em grego.

PS: o fuso horário da Grécia é Lisboa + 2 horas.

Adenda: Ouça os comentários dos intervenientes no vídeo seguinte:

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Sobre U.E., Grécia e Portugal…

Uma das soluções apontadas para a resolução do problema das dívidas soberanas são os “eurobonds”. Alemanha, Finlândia ou Holanda nem querem ouvir falar no assunto, para citar apenas alguns países opositores à medida defendida pelo PS e alguns políticos, nomeadamente no Sul da Europa, principalmente na área da social-democracia. A questão não é fracturante apenas do ponto de vista ideológico, a meu ver mal, porque é apenas nesse patamar político e económico que deve ser discutida. [Read more…]

Os pulhas

Corre no Twitter que a televisão estatal grega noticiou que Portugal e Espanha tentaram bloquear um acordo do Eurogrupo com a Grécia. Esperemos que seja só rumor.

Boas notícias para as universidades   portuguesas

Durão Barroso vai dar aulas na Universidade de Genebra

Lembrete: não repetir maiorias absolutas

Sócrates ganhou maioria há dez anos

Alguém disse Edward Snowden?

Novo escândalo de espionagem e pirataria ao bom velho estilo da NSA in association with GCHQ.

Um Exército de Mentecaptos

isis

Qualquer dia recebem um oscar ou um bafta ou acções do BES.

WARNING:

Vladimir Putin ameaça recontar a história do 11 de Setembro. Novo Incidente do Golfo de Tonkin à vista?

Castas à prova de austeridade

Tacho Laranja

Escrevo estas palavras depois de ler o artigo de hoje da Carla Romualdo que me deixou ainda mais céptico relativamente às movimentações em Portugal e Espanha no sentido de reforçar o combate ao terrorismo (que por cá simplesmente não existe e, a existir, Durão Barroso seria com certeza o maior culpado: prendam-no) através de medidas que visam sobretudo amputar liberdades, abafar a crescente contestação social e proteger as castas que instrumentalizam o regime em função das suas ambições e da vontade daqueles que os sustentam e lhes garantem confortáveis cadeiras nos conselhos de administração das empresas frequentemente brindadas com isenções fiscais e outros privilégios garantidos com o dinheiro dos nossos impostos.

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Rui Tavares, pós-DIMAR, escreveu uma carta

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“Gregos: aguentem firmes que vêm reforços a caminho”

Acho que a troika não queria tantos cortes.

Primeiro-ministro assume que o Governo teve divergências com a troika.

O socialismo liberal de Hollande

uma amostra daquilo que nos espera com António Costa.

Crime, dizem eles

Esteve recentemente em discussão no parlamento espanhol uma reforma penal que inclui a introdução da pena perpétua, ainda que sob a forma de pena de 25 ou 35 anos a ser revista no seu termo, e com a possibilidade de ser ampliada. A medida, engendrada pelo PP e aprovada pelo PSOE, é pouco coerente com o terceiro lugar que Espanha ocupa entre os países da UE com mais baixa criminalidade, mas a reforma penal foi apresentada no contexto da luta contra o terrorismo, tema sempre sensível na sociedade espanhola, e ainda mais com a ameaça do jihadismo no horizonte.

Se a bandeira desta reforma penal é a possibilidade de castigar com pena perpétua os responsáveis por actos terroristas que originem a morte de cidadãos, “la chicha” – o miolo – está escondida, como lhe compete. Na prática, sob a capa da protecção face ao terrorismo, PP e PSOE uniram-se para aprovar uma lei que estenderá a definição de terrorismo a actos que até agora não eram mais do que contestação social, desobediência civil e boicote. A nova legislação passa a definir como delito terrorista “as desordens públicas” caso com elas se pretenda “obrigar os poderes públicos a realizar um acto ou a abster-se de fazê-lo”. [Read more…]

Os deputados não são todos iguais

Depois de Paulo Sá ter ensinado Maria Albuquerquea brincar com legos, mais uma jovem deputada, de esquerda, explica ao tipo das bjécas agora ministro, que viragem económica só no fundo da garrafa quando acaba de as beber (e aqui me confesso, no fundo das garrafas por vezes também encontro uma enorme euforia).

Mais uma confissão: perfeitamente sóbrio, vou vendo em Mariana Mortágua a garantia de que este país tem futuro, e a esquerda, devagarinho, vai encontrando quem nos tire deste buraco. Haja esperança, já faltou mais, fica o segundo vídeo, com uma excelente montagem, onde o rosto de Pires de Lima nos confirma que somos governados por idiotas: [Read more…]

Exame Psiquiátrico Para Condutores

carro-arma
Em Braga, à saída do comboio, salto para a espinha da minha bicicleta dobrável e faço-me à rua do Caires. Duas faixas em cada sentido, uma delas quase sempre ocupada por malta do “Movimento Volto Já”.
Ultrapassa-me um condutor num Fiat branco, a uma nesga de me derrubar.
Pára mais à frente (à espera de alguém que vinha já). Paro ao lado da criatura que abre o janela e a quem, educadamente, tentei passar um pouco de cultura geral e gotículas de Código da Estrada. Nem todos os condutores o conhecem porque nem todos tiraram a carta, apenas a pagaram.
“Isso era dantes no meu tempo, agora tens que ter cuidado porque os carros dão-te um toque e vais c’o caralho”. Assim.
– O senhor está enganado, actualize-se.

E fui-me embora.
Uns minutos depois, a albina criatura volta a cruzar-se comigo num STOP, que não respeita. Pára o carro já com o focinho no meio da minha faixa. O gajo ri-se e eu, educadamente, faço-lhe um gesto simpático a querer significar “Tu não ’tás bom da cabeça. Trata-te”.
Pergunta: não deveriam os condutores serem sujeitos a exames psiquiátricos a cada, sei lá, cinco anos? “

Portugueses oferecem ao Sr.Wolfgang Schäuble uma visita guiada ao país

Evento no Facebookos numeros da pobreza em portugal

O ministro das finanças alemão afirmou que “Portugal é a melhor prova de que os programas funcionam“.
Ora para lhe dar a conhecer o nosso paraíso, Herr Schäuble, cada um de nós, subscritores deste evento, contribuirá com um cêntimo (ou com uma bosta) para a aquisição de um vôo low cost (porque somos um país resgatado que poupa nas despesas) para Lisboa, sem bilhete de regresso à sua zona de conforto.
Não queremos perder a oportunidade de lhe dar a conhecer o país real em que vivemos. O país da fome, da miséria, dos desempregados e dos empregados famintos, dos suicídios que deixaram de ser noticiados, das casas devolutas abandonadas por quem já não as pode pagar, do pequeno comércio falido, dos velhos que morrem sozinhos em casa ou na rua, à fome e sem dinheiro para medicamentos, das crianças que desmaiam nas escolas e não têm livros escolares, das escolas degradadas, com salas de aula sem vidros, WC’s sem papel higiénico, nem sabonete, dos professores escravizados, dos alunos ignorados, das famílias sem água e sem luz, dos incontáveis sem abrigo. Dos que morrem nas urgências de hospitais à espera de serem atendidos e dos que morrem depois de atendidos pela inexistência dos medicamentos necessários. O país dos que emigram, quando podem, e dos que ficam num suicídio colectivo.
Teremos muito gosto em afundá-lo no pantanoso beco a que nos confina, Herr Schäuble. Seja bem-vindo. Cá estaremos para o receber.
O convite será entregue na sua embaixada. Subscreva-o

Correcção: Portugal falhou o seu “programa”

O euro não seria o mesmo hoje se Portugal ou a Irlanda tivessem falhado os seus programas“, Passos Coelho, como habitualmente sem pensar, disse. Recordemos as metas iniciais e não as que foram sendo reescritas à la Animal Farm:

  • Diminuição da dívida pública: meta falhada, a dívida pública é superior ao que era em 2011.
  • Défice inferior a 3%: meta falhada, o défice numa foi o planeado.
  • Recuperação económica: meta falhada, o desemprego disparou e a criação de riqueza é uma miragem.

Ah!, perdão, o número de privatizações foi superior ao planeado, tal como o foram os cortes em salários e pensões. O número de dias de trabalho aumentou e as amnistias fiscais para fugas ao fisco passaram a ser lei. As nomeações continuaram em bom ritmo e a duplicação do estado continua (agora com a chamada municipalização da educação). Deve ser a isto que o primeiro-ministro se referia ao pretender que o “programa” não falhou. Pontos de vista, lá está.

Até na Noruega já lhe ouviram os latidos

Passos Coelho “ergue-se sobre as patas traseiras” – escreve um jornal.

“A dignidade dos portugueses não foi beliscada” (V)

A vida das pessoas não está melhor mas o país está muito melhor“.

“A dignidade dos portugueses não foi beliscada” (IV)

Passos pede aos portugueses para serem ‘menos piegas’”.

Diálogo do dia

marques-guedes– J’ai l’air con – disse o luxemburguês.

– Eu cá não pareço,  sou mesmo idiota – respondeu Marques Guedes.

Evite a ilegalidade não acedendo ao site www.portugal.gov.pt

Aceder a sites que incitem ao terrorismo passa a ser crime

Teoria da Tradução: temos de enfrentar o fato

Expresso, ao traduzir excertos do discurso de James Comey na Universidade de Georgetown, apresentou (há cerca de uma semana) uma proposta, no mínimo, ousada.

Comey disse:

We need to come to grips with the fact that this behavior complicates the relationship between police and the communities they serve.

Expresso traduziu:

Temos de enfrentar o fato de que esse comportamento dificulta a relação entre a polícia e as comunidades que servem.

enfrentar o fato

Muito bem.

Por seu turno, o Diário da República continua em excelente forma.

o fato

Felizmente, “em Portugal, as novas regras estão a ser aplicadas sem atropelos“.

“A dignidade dos portugueses não foi beliscada” (III)

Crianças chegam ao hospital doentes por terem fome“.

«Comprei cinco bilhetes a uma pessoa

afeta ao Super Dragões». Não percebo: “uma pessoa afeta“? E o ‹s› de ‘aos’ não é pronunciado? Sendo pronunciado, quem é o Super Dragões? A Bola procurou uma reação? Uma [ʀjɐˈsɐ̃ũ̯]? Que grande confusão.

SDragões

“A dignidade dos portugueses não foi beliscada” (II)

Portugueses mais pobres e a ganhar menos do que em 1974“.

“A dignidade dos portugueses não foi beliscada”

Um em cada cinco suicídios tem a ver com o desemprego”.

Nem o vice-chanceler alemão concorda com Schäuble

Sigmar Gabriel, líder do SPD, defende que a carta grega é um primeiro passo numa boa direcção.

Para um retrato da pobreza em Portugal

«(…) Num país de consensos, onde uma sociedade acrítica sobrevive no meio da infiferença (…) e em que as elites dominantes aproveitaram a crise económica mundial para internamente restringir direitos adquiridos.»

«Um país debilitado, empobrecido e a caminho da demência. (…) Depois das políticas sociais de combate à pobreza, verifica-se (…) um desprezo pela igualdade (…) e um apodrecimento das conquistas feitas em 1974. (…)»

Na imagem (uma página da revista TimeOut), uma representação da pobreza que se vê, com a assinatura satírica a que João Tabarra nos habituou (ele que é que tantas vezes objecto e sujeito das suas imagens fotográficas). Mais desafiante será representar a outra, prevalecente, e que não se vê: a miséria envergonhada, a miséria moral (dos que não votam, por exemplo), e tudo o que fica escondidinho na casa e no espírito dos portugueses, pobretes cada vez menos alegretes.

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O que disse Jun(c)ker:

– Desculpa, aleijei-te? foi sem querer. Para a próxima meto mais devagar.