Um pequeno golpe no terrorismo internacional

S&P

Na passada Terça-feira, a organização terrorista norte-americana Standard & Poor’s sofreu um pequeno golpe na sua actividade. Segundo o site da Agência Lusa, os fundamentalistas da S&P terão que pagar 1,3 mil milhões de euros para conseguir um acordo e fechar o processo judicial onde são acusados de manipulação de ratings pelo Departamento de Justiça, pela capital federal e por 19 estados norte-americanos. “Peanurs” diria Jorge Jesus.

Parece-me pouco. Sabemos bem que com fundamentalistas não se pode facilitar. Bom bom era bombardear os gajos, queimar tudo e prender os sobreviventes em Guantánamo, onde poderiam ser posteriormente sujeitos a técnicas democráticas de tortura, acompanhadas por fotografias em poses animalescas com primatas de uniforme, de forma a contarem tudo o que andaram ou não andaram a fazer.

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“A austeridade e a dívida são o ovo da serpente”

À saída de um encontro sem acordos, Varoufakis falou claro, e sem medo das metáforas, a uma Europa que tem de respeitar compromissos “mas sem esmagar a democracia com uma marreta”.

Sem Palavras

Exigir o que, comentar o quê, se é o próprio Primeiro-Ministro que põe preço na vida das pessoas? Sim, todos não passamos de um número.

Vida a prazo, salvação, atraso

A cena, passada na Comissão da Assembleia da República em que era ouvido Paulo Macedo e em que estavam presentes doentes e familiares de doentes de hepatite C, deixou-nos imagens pungentes de uma televisão-verdade que, por raras – sobretudo no âmbito da AR e dos seus protocolos -, nos despertam como bofetadas.

Um doente que vê esgotar-se-lhe a vida por falta de tratamento, qual náufrago que se sente morrer à vista da praia, interpelou e invectivou o ministro da saúde e, pedindo desculpa aos deputados, retirou-se. Deixou, olhos nos olhos, uma velada ameaça no ar – “a si, eu vou encontrá-lo” – que, se não é caminho para a solução da sua vida e dificilmente poderá ser apoiado como via justa de luta, não deixa de nos motivar empatia e fazer-nos sentir como nosso o drama daquele homem que ali surge como uma figura viva, individual, irredutível, como que emergindo das estéreis estatísticas em que o poder tenta dissolver as pessoas e mantê-las à distância. As pessoas.

Imprima-se a lenda

 

A Arthur Machen (1863-1947), escritor galês que ficou conhecido pelos seus relatos de terror e sobrenatural, aconteceu a fatalidade que atinge alguns ficcionistas: não foi capaz, ainda que muito tenha tentado, de convencer os seus leitores de que aquilo que contara não tinha acontecido.

Em Setembro de 1914, publicou no jornal londrino “The Evening News”, um conto sobre a Batalha de Mons, o primeiro embate entre forças inglesas e alemãs durante a I Guerra Mundial, no qual os alemães, apesar da superioridade numérica (160 mil contra 80 mil ingleses) sofreram mais do dobro das baixas (não há consenso sobre os números, mas fala-se em perto de 5000 contra as pouco mais de 1500 do lado inglês). Machen descreveu um momento crucial da batalha, quando tudo parecia perdido para os ingleses e estes, com a fleuma que se lhes conhece, previam, entre comentários sardónicos, a inevitabilidade da derrota face a um inimigo muito mais poderoso. Um soldado inglês lembra-se, então, de uma figura de S. Jorge que havia visto anteriormente e, ao evocá-la, surge, em pleno campo de batalha, uma fileira de anjos arqueiros, que em instantes dizimam as forças alemãs, para assombro dos ingleses que assistiam à intervenção sobrenatural. [Read more…]

Algo de diferente para 14 de Fevereiro

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Para comemorar o dia dos afectos, ou do amor, ou do que lhe quiserem chamar, o Sim, Nós Fodemos vai organizar precisamente no dia 14 de Fevereiro a sua Primeira Conferência. Com o tema geral «Sexualidade e Deficiência», este evento ocorrerá no Porto, no Espaço de Intervenção Cultural Maus Hábitos, na Rua Passos Manuel 178, 4º andar (frente ao Coliseu). Não sei se concordam comigo, mas eu acho de um enorme sentido de humor que algo que pretende incutir tão bons hábitos tenha lugar no Maus Hábitos (que é um nome irónico, dado o que por ali se faz).

A interessantíssima agenda é a que se segue:

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Um conto de crianças versão hardcore

Este é José Carlos Saldanha, um doente de Hepatite C que poderá em breve morrer porque o governo entende que a vida dele e de outros na sua situação não vale o elevado valor que a farmacêutica Gilead exige pela venda do medicamento. A menos que, como notou o Fernando Moreira de Sá, se trate de um caso de pura incompetência, e a notícia que dá conta da intenção da Gilead em oferecer 100 unidades do medicamento gratuitamente para doentes de risco, algo que aparentemente não aconteceu porque a farmacêutica não recebeu qualquer encomenda, seja verdade.

Espero que tenham gostado de mais um episódio da apaixonante conto de crianças “A vida quotidiana das pessoas não está melhor, mas não tenho dúvidas que a vida do país está muito melhor do que em 2011”. Depois do sucesso do episódio rodado em vários serviços de urgências de hospitais públicos portugueses, o governo que “salvou o SNS” continua igual a si próprio. Inútil e incompetente. O escarro metafórico do António Fernando Nabais. Ou será que é o monte de merda? Descubram mais nos próximos episódios.

Ui que radicais que eles são, tenham todos muito medo!

Alexis Tsipras, o Fidel Castro das alucinações mais profundas e patetas de Paulo Rangel, continua a fazer amigos. É tudo por hoje. Boa noite Castelo de Vide.

Mais uma lição a Passos Coelho

“Os contos de crianças trazem sempre esperança.” – do gabinete do Ministro das Finanças da Grécia

O cuspo de vida

Passos Coelho gastou saliva ao declarar que se deve fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para salvar vidas, desde que não seja caro. Ainda teve tempo para segregar uma preocupação diplomática com os doentes de hepatite C, que não estão a ser tratados porque o Estado português fará tudo o que estiver ao seu alcance para lhes salvar a vida, na condição de que fique a preços acessíveis.

A propósito do mesmo assunto, Passos Coelho babou umas instruções sobre o modo como os jornalistas deverão noticiar os casos daqueles que irão morrer porque governos e farmacêuticas existem para garantir lucros de empresas.

Tendo em conta o valor das metáforas, e já que andamos pelas glândulas salivares, um político que reduz o custo de uma vida a cuspo não passa de um escarro.

“Não me deixe morrer, eu quero viver” – José Carlos Saldanha

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Quem viu esta noite nos noticiários este doente de hepatite C, José Carlos Saldanha, certamente ficou chocado e se estavam a jantar ou a esperar pela refeição, certamente perderam a fome.

Sou neto, filho e irmão de farmacêuticos/as e desde miúdo que os temas relacionados com a saúde, a indústria farmacêutica, a política do medicamento e por aí fora são recorrentes à mesa. Histórias de doentes, sobretudo reformados, sem dinheiro para pagar os medicamentos, a contar tostões ao balcão da farmácia e a quem nunca ninguém deixava partir sem a caixa de comprimidos, o xarope ou a pomada naquele que era um verdadeiro serviço público discreto que centenas de farmácias e milhares de farmacêuticos realizavam sem queixume, sem apoio do Estado e sem reservas. Era uma questão de humanidade, de respeito pela vida e de bom senso. Já para não falar de dois conhecidos médicos, vizinhos da farmácia, que não cobravam um tostão pelas consultas aos mais pobres e os enviavam ali ao lado para receberem, gratuitamente, os medicamentos urgentes que tanto precisavam, numa verdadeira rede informal (e discreta) de solidariedade social. É assim quando não existe retaguarda e o Estado é fraco, incompetente e desleixado.

Nesta história do medicamento “Sofosbuvir”, se quisermos ser simplistas, existe um claro vilão: a Gilead, empresa que produz o medicamento. E existem 5000 vítimas e aqui estamos perante factos. Cinco mil doentes cuja cura pode ser o “Sofosbuvir”. Porém, existe muita incompetência, enorme lentidão e populismo em excesso. Incompetência, a ser verdade notícias como esta ou esta. Lentidão, nas negociações entre o Estado e o laboratório em causa provando, uma vez mais, que o Estado é forte com os fracos (basta ver a forma como provocou a lenta agonia e morte de boa parte das farmácias portuguesas) e fraco com os fortes (basta ver ao tempo que se arrastam as negociações com a americana Gilead). E excessivo populismo quando leio nas caixas de comentários dos jornais coisas como: “o custo de cada carro dos vários ministros e das dezenas de secretários de estado que por aí andam já dava para comprar os medicamentos em falta” ou, no sentido oposto, quando governantes afirmam “Pagar uma fortuna para aceder ao medicamento não nos parece uma coisa equilibrada“.

O que aqui está em causa é resolver, urgentemente, uma situação que é dramática. Primeiro salvar as vidas humanas e depois discutir as questões financeiras. O exemplo é dado pelo Estado, todos os dias, na sua relação com os contribuintes: primeiro o contribuinte paga e depois reclama. É natural que, em casos como este, se invertam os papéis: primeiro o Estado garante o fornecimento do medicamento e depois vai reclamar, pelas vias normais, o seu custo a quem de direito e usando todas as vias que o direito lhe fornece. Caso contrário, em toda esta história, vamos continuar, por muito que custe, a ter dois vilões. Um chama-se Gilead e o outro chama-se Governo da República. Cada um à sua maneira, cada um por diferentes motivos

Golshifteh Farahani

Golshifteh Farahani Por mera casualidade, descobri hoje Golshifteh Farahani, uma belíssima jovem iraniana.
Talvez por ser uma belíssima mulher vive exilada, longe do Irão.

Uma Família Humana, Comida Para Todos

Resume-se a isto. Comida para todos, saúde para todos, abrigo para todos, paz para todos.

Se nos limitarmos a pensar apenas em nós, em nos alimentarmos a nós, todos passamos mal, mas se nos ajudarmos uns aos outros, todos podemos estar alimentados. Uma pequena alegoria que vale para tanta coisa na vida.

 

Vamos ajudar o Igor a ir ter com o Pai?

aqui  e aqui vos falei do Igor e da sua família.

Vou acompanhando o caso dele conforme posso, muito raramente lá comunico com a mãe-coragem deste menino e infelizmente não posso ajudar esta família como gostaria de o fazer.

O que me leva a escrever este post é o facto desta família estar separada há muito tempo – demasiado tempo – e as crianças, sobretudo o Igor, sentirem muito a falta do pai.

Alguém imagina o que é viver com uma criança que constantemente chama pelo pai, quer o pai e não compreende que o pai não está ali, não pode estar ali porque tem que trabalhar noutro país para garantir ao seu filho alguns dos apoios que o Estado deveria por obrigação dar-lhe? Eu não imagino. Tenho duas filhas felizmente saudáveis, e não imagino como seria sermos uma família separada. Se a mim me custa tanto só pensar nessa possibilidade, nem imagino aquilo por que a mãe do Igor e da irmã passa.

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Rodrigo Moita de Deus é paneleiro

Como justifico a acusação deste título? ouvi dizer. Circula numa rede social.

É baixo? é. Tão baixo como publicar uma montagem de uma intervenção de Pablo Iglesias, onde caricatura o esquerdismo puro e duro, transformando a caricatura em afirmação, e fujam, a justiça proletária está de volta à península.

Mais baixo ainda: ser avisado na caixa de comentário e assobiar para o lado. Já não é só de paneleiro, é de paneleiro cobardolas. Não se fazem marialvas como antigamente.

Memórias de um Tempo Passado

Há dias recordei-me desta canção dos Corações de Atum, de quem o grande Manuel João Vieira é vocalista, e de imediato fiquei com vontade de escrever alguma coisa sobre o desaparecimento dos urinóis.

Verdade que nunca entrei num desses locais. Verdade que tresandavam e eu detestava passar por perto, mas muitos deles eram obras-primas da arquitectura urbana. Infra-estruturas úteis a quem as frequentava e que, como tão bem canta MJV, livravam postes e árvores de muitas micções dos aflitos-de-última-hora.

Haveria realmente necessidade de substituir tão belos e emblemáticos locais pelas assépticas casinhas com lavagem automática que funcionam à força de moeda, pois claro? Penso que não. Bastaria uma manutenção do local e alguns cuidados na sua higiene e manter-se-ia algo que contribuiria para a limpeza das ruas (hoje quem não tem moedinha e está longe de um centro comercial, bem volta a marcar território em torno de árvores e postes) e para o deleite de turistas.

Durante muito tempo evitei entrar nesses casinhotos desinfectados porque, por um lado, sou contra pagar para fazer o que a natureza me ordena que faça (para isso, pago e vou a um café de onde trago alguma coisita no bucho) e, por outro lado tinha pavor desses sítios tão fechados e correctamente desinfectados. Muito francamente, ainda hoje só entro para ir com alguma das minhas filhas à casa-de-banho e deixo sempre a porta aberta, tamanho é o receio que tenho de levar um banho desinfectante enquanto lá estou dentro.

É verdade, é possível ter-se saudades daquilo que nunca se usou, mas sempre se apreciou, sabendo que, se algum dia precisássemos, lá estaria para nos acolher de portas abertas.

 

Desta vez, tenho que dar razão a Isabel Moreira

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Só acrescentaria: e, para já, parece tê-los no sítio!

Como diz que disse?

Manuel Lemos, Presidente da União das Misericórdias é quase a Choné de calças, mas percebe-se, vai lucrar com tudo isto.

Morte na fogueira

Estado Islâmico copia a Igreja Católica.

O Califado não tem fronteiras

O ataque ao Hotel Corinthia em Trípoli é a prova de que, conceptualmente, o projecto do restabelecimento do Califado Islâmico não obedece a fronteiras, apesar de ter bem definido a sua base terrestre entre a Síria e o Iraque.
A existência desta territorialidade é a novidade face à anterior proposta da Al-Qaeda, para além do élan histórico-psicológico que o Bilad Al-Sham, as Terras do Levante, têm na memória colectiva dos muçulmanos, particularmente dos árabes da região do Médio Oriente, com o estabelecimento do primeiro Califado (Omíada), cuja capital foi Damasco, após a morte do Profeta (não confundir com o primeiro Califa, após a morte deste). [Read more…]

Uma semana depois em Atenas

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O fim do mundo não em cuecas mas na desgraça anunciada. Sete criancinhas comidas ao pequeno almoço. O horror. As prateleiras vazias nos supermercados. A tragédia. Trinta igrejas saqueadas. Enfim, o caos: em dois dias a bolsa de Atenas recupera todas as perdas desde as eleições.

Assim não há vacina que lhes valha.

Peter Paul Rubens, A Virgem no Apocalipse, (1624, para a Catedral de Freising, Alemanha

 

Os cães ladram e o Syriza passa

Syriza

As elites nervosas não largam o Syriza. Espumam-se todos os dias e fazem figuras tão patéticas que parecem estar a competir por um qualquer prémio de imbecilidade. Uns escrevem cartas hipócritas com excesso de vírgulas, outros, mais versados na arte da aldrabice, classificam as ideias do Syriza como sendo um “conto de crianças” com a mesma lata com que nos contaram aquele conto de embalar jotinhas em que o príncipe encantado social-democrata chegaria ao poder sem que tal implicasse aumentar impostos, cortar pensões ou vender os tais anéis. Que moral têm estes sujeitos para dar lições ao novo governo grego que ainda agora iniciou funções, principalmente depois daquilo que fizeram ao nosso país? Como é que é possível que pessoas com o mínimo de discernimento e bom senso confiem nesta gente de carácter altamente duvidoso, capaz de mentir sem qualquer tipo de reservas com o intuito único de se instalar no poder? Parafraseando Pedro Passos Coelho “Como é possível manter um governo em que um primeiro-ministro mente?

Twitter PPC

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Tributar fortunas a milionários gregos

É a sugestão do dia do partido de Angela Merkel. Ouviste Passos?

Radical é o capitalismo

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Publicada a 29/01 no diário As Beiras.

Embora o Syriza inclua na composição da sua designação a palavra radical, está longe de poder ser considerado um partido radical. Trata-se de um autêntico partido de esquerda, de espectro largo, com algumas semelhanças com o nosso BE. Ocupa um espaço político deixado livre pela deriva dos socialistas para o centro e pelo isolamento do partido comunista, mais preocupado em assegurar a sua sobrevivência.

O que é radical na verdadeira aceção da palavra, é o capitalismo dos dias de hoje. A política do FMI é radical quando aplica uma taxa de 5% aos empréstimos à Grécia e a Portugal. Quantos negócios sérios dão lucros de 5% durante 5 ou 10 anos? Pior, como se pagam anos a fio 5% de juro quando o crescimento na melhor das hipóteses não descola de 1 ou 2%? O capitalismo financeiro é radical quando permitiu uma fraude de cerca de 130 mil milhões de euros, só em 2013, graças apenas a esquemas resultantes do segredo bancário (ver G. Zucman, “A riqueza oculta das nações”, Temas e Debates, 2014). Esta quantia seria suficiente para resolver a crise das dívidas de vários países europeus. O capitalismo financeiro é radical quando permite esquemas de otimização fiscal através de compra e venda a preços fictícios entre sucursais de multinacionais, como muito provavelmente fará a Jerónimo Martins e outras empresas com sede na Holanda.

Quando a social-democracia é absorvida pela extrema-esquerda

Governo croata do SPH aprova medida para perdoar 280 milhões de euros a 60 mil croatas em situação de pobreza. Radicais!!!

Manuela Ferreira Leite

Uma radical de extrema-esquerda.

Estudante-Emigrante

© Mistério (Filhos), Barcelos.

© Mistério (Filhos), Barcelos.

A crise grega e a história que contaram aos alemães

Legendagem: Hélder Guerreiro

Esta é uma reportagem da televisão pública alemã sobre a crise na Grécia, sobre o dinheiro que foi de facto emprestado e sobre a história da carochinha que foi contada aos alemães.

Sabíamos que a Alemanha estava a beneficiar com a crise, mas não era claro a escala desse ganho.

A pobreza de Passos Coelho

Pedir esmolaDados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que o risco de pobreza aumentou em 2013, informação desvalorizada por Passos Coelho, sempre pronto a imitar exemplos como o de Luís Montenegro. Segundo o primeiro-ministro, esses dados correspondem a “um eco daquilo por que passámos, não é a situação que vivemos hoje. reporta aquilo que foi a circunstância que vivemos, nomeadamente em 2013, que foi, talvez, o ano mais difícil em que o reflexo de medidas muito duras tomadas ao longo do ano de 2012 acabaram por ter consequências.”

Convém relembrar, muito a propósito, que 2012 e 2013 foram considerados anos de viragem por Passos Coelho.

Em 2015, ano-mesmo-mesmo-de-viragem-agora-é-que-é, o risco de pobreza, segundo o ainda primeiro-ministro, diminuiu, o que, mesmo que fosse verdade, faria uma enorme diferença a quem continuasse pobre ou em risco de empobrecer.

Entretanto, o valor das penhoras da Segurança Social subiu 11% em relação a 2013 e foram cobrados coercivamente mais 68,8 milhões de euros que em 2011, o que só pode ser sinal de enriquecimento dos portugueses.

António Bragança Fernandes e a homenagem de ontem

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António Bragança Fernandes foi ontem homenageado na Maia pelos seus 25 anos de autarca. Que me desculpem os leitores mas isto não pode ser uma mera nota de rodapé noticioso.

Eu tive o privilégio de trabalhar directamente com Bragança Fernandes entre 2008 e 2011. Só isso já seria motivo para escrever sobre ele. Sem esquecer o facto de ter sido o meu primeiro trabalho como profissional de comunicação. Porém, existem muitos mais motivos. A sua singularidade como autarca não pode passar em claro. A sua importância para a história do concelho da Maia não pode ser remitida para um espaço exíguo. A ligação do povo da Maia a este maiato não pode ser limitada “por convite”. Não é justo para ele nem para os maiatos que o sentem como “um de nós”. Passo a explicar pedindo, desde já, as devidas desculpas por tão longo texto, algo que sempre se pretende evitar no Aventar. Porém, a personalidade e o facto em si assim exigem.

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