Lousada e Sport à conquista da Europa

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Em ano de pentacampeonato, conseguido no passado fim-de-semana, a AD Lousada assume, já a seguir, a pretensão internacional de, em dois anos, atingir a Divisão B europeia, comummente tida como o lugar onde deveria estar o hóquei masculino português, quer a nível de clubes quer de selecções.

Esse foi, aliás, o discurso do treinador-jogador dos lousadenses, Bruno Santos, ele próprio capitão da selecção nacional, em declarações à imprensa.

Por seu lado, o Sport Club do Porto, tricampeão feminino, viu a Federação Europeia atribuir-lhe, pelo segundo ano consecutivo, a organização do Challenge III, em reconhecimento da forma como, em 2013, o clube portuense soube conquistar a unanimidade das equipas concorrentes e dos dirigentes europeus relativamente à excelência do evento. [Read more…]

Incerteza?

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Cavalo de corrida

 

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Nairo Quintana – Maglia Rosa – Giro D´Italia 2014

Ol-á, Corne-to

corneto-olaEspe-ro que goste-m do novo corn-eto de Verã-o.
Este ainda está quentinho!

Costa concórdia

Apesar de tudo o que por aí se diz e se escreve, continuo na minha (ou enfim, na única possível): Costa is the man. Ou como escrevia Clara Ferreira Alves no sábado passado, «ou Costa ou nada». Nada não vinha mesmo nada a calhar. Nada seria verdadeiramente trágico para o povo, mais do mesmo maquilhado de consenso, ou seja, nada. Se é para eleger nada, prefiro o que temos, apesar do problema de representatividade que me aflige, do autoritarismo, do faz-de-conta sem retroactividade dos senhores doutores juizes do Constitucional, da falta da política (e tanto que precisamos dela para atenuar a desigualdade galopante), dos excessos da economia dos mercados planetários. Havendo Costa, farei então algo verdadeiramente inédito na minha vida de eleitora: votarei no PS, assim haja primárias (venham elas, onde é que é para ir? À junta de freguesia da minha residência?), ou a liderança do PS se resolva a contento dos interesses urgentíssimos do País antes de umas cada vez mais possíveis eleições antecipadas.

Opções sexuais

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Mais um felatio do governo aos bancos. “Foi uma opção política” – afirmou Hélder Amaral enquanto limpava um canto dos lábios.

Vá lá, demitam-se

1976_capa_constituicaoAo contrário de outras, a nossa Constituição resulta de uma Assembleia Constituinte quase (ou seja, menos três partidos ilegalizados) democraticamente eleita. A campanha eleitoral, ao contrário do que acontece hoje, contou com uma razoável independência e igualdade de tratamento por parte da comunicação social, foi bem mais esclarecedora que as palhaçadas mediáticas a que agora assistimos, e nunca mais voltaram a votar tantos portugueses.

A Constituição tem inscritas as condições em que pode ser revista e alterada, naturalmente a partir dos votos de dois terços dos deputados, como em qualquer país civilizado.

A direita nunca gostou desta Constituição. Por um lado envergonha-se dos seus deputados do PPD que a votaram, renegando os tempos em que tinha como ideário a social-democracia à moda nórdica, a ideologia de Sá Carneiro. Por outro, à medida que teve oportunidade  para isso, a direita foi revogando tentando regressar ao passado, ao anterior regime de que se mostra cada vez mais saudosa, em particular reinventando-o como nunca foi. A nossa burguesia, preguiçosa e burra, não está para chatices e gosta de aplicar umas bordoadas em quem incomode. [Read more…]

Passos Coelho é um perigo para a democracia

Leio com incredulidade as reacções do PSD, do CDS e de Passos Coelho, em particular, face ao chumbo do TC. Um pensamento que se ia formulando materializou-se agora com estas declarações:

«Como é que uma sociedade com transparência e maturidade democrática pode conferir tamanhos poderes a alguém que não foi escrutinado democraticamente», questionou Pedro Passos Coelho, apontando para o caso dos Estados Unidos da América em que os juízes «escolhidos para este efeito têm um escrutínio extremamente exigente», disse. «Não temos sido tão exigentes quanto deveríamos ter sido» [TSF]

Toda a estratégia de legislar para além da lei, primeiro evocando uma situação de emergência e transitória, depois tornando-a definitiva e, por fim, mostrando-se surpreendido com as decisões de ilegalidade das suas medidas, em vez de aceitar que pisou e ultrapassou o risco, mostra que Passos Coelho é o maior perigo que temos neste país ainda democrático. Não se trata de uma voz mas de um coro a carpir por não poder legislar fora do nosso quadro legal. [Read more…]

O governo fora da lei continua a empatar

Onde pára o pseudo-presidente que se define como institucionalista?

A anedota do Key for Schools

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As inteligências do IAVE resolveram abrir um inquérito de opinião ao exame da Cambridge, com a particularidade de qualquer pessoa poder responder, uma ou quantas vezes quiser, tenha ou não alguma relação com o exame. Será que já circulam mails em certos circuitos a apelar a simpáticas contribuições? : -) Quem quiser participar pode ir aqui.

No meio desta incapacidade organizativa, o ministério não faz ideia quando estarão disponíveis os resultados mas, pelo caminho lá lançou umas farpas, como tão bem – isto sim, sabe fazer.
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o mendigo basilius aclarando

têm dúvidas? assim fica claro

têm dúvidas? assim fica claro

Compreendem agora os resultados das europeias?

1. Pouca vergonha. Sim, é o termo correcto. Uma pouca vergonha. Quem? Os partidos do centro. Desde a luta fracticida (literalmente pelo poder) de Costa e Seguro no Partido Socialista Português, passando pelos sucessivos escândalos que tem sido revelados publicamente nas últimas semanas no seio do UMP francês, pelo Hollandismo bacoco, degradante e tremendamente impopular, ou pelo tugúrio vazio de ideias que os Partidos de centro-esquerda europeu estão neste momento a passar. Salve-se Rubalcaba em Espanha e Matteo Renzi em Itália. Reconhecendo o total falhanço da sua liderança, decidiu demitir após mais uma derrota eleitoral do PSOE Espanhol nas europeias.

2. De Costa e Seguro. Não demorou quem, na imprensa, tratasse de publicar peças jornalísticas sobre as várias lutas travadas entre Seguro e Costa durante 30 anos na Juventude Socialista e no Partido Socialista. [Read more…]

Duarte Marques, um rato sem biblioteca

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Anda o bom povo português na reinação com um “texto” desse génio da política portuguesa baptizado Duarte Marques que o Expresso fez o favor de publicar. A leitura, sobretudo do original, coloca a gramática numa situação próxima do suicídio, o que tem causado algum espanto. Não foi o meu caso. Primeiro porque me calhou ouvir uma selecção musical do moço na TSF que era todo um tratado, também de mau gosto. Mas principalmente porque em tempos lhe encontrei este naco:

Duarte Marques, líder da JSD, reconhece que há casos de “carreirismo político” nas “jotas”, mas prefere valorizar a formação política que ali é feita, uma vez que “os ratos de biblioteca não têm sucesso imediato na vida política e pública, porque não lidam com pessoas, expectativas e emoções”. (fonte)

Ora bem, há aqui uma coerência, uma atitude, uma militância, merecedoras sem margem para dúvida de um raticida como tratamento, mas que fazem sentido, temos de convir.

Chumbo

chumbo

Com quantos golpes se faz um canalha?

António José Seguro até pode ser um bom pai de família, um tipo devotado que se dedicou à política em prol do que entende ser o bem de todos (tenho amigos comuns que mo atestam). Politicamente, a partir do minuto 14 desta intervenção (cliquem no play sff) não passa de um reles canalha.

Vejam esta lógica: perdemos votos para pequenos partidos? gente que vota em branco ou no Marinho Pinto, ai foi? reduzam-se os deputados para 180, e os que não votam em nós vão logo ver como elas mordem.

Quando, pela primeira vez, os partidos ditos do arco do poder têm uma votação abaixo dos 2/3 constitucionais, e num cenário em que parece cada vez mais natural um governo desses mesmos três partidos que arrasando a Constituição na prática mude o regime, chega-nos o engenheiro eleitoral. Cedendo a um velho desejo do PSD, limpem-se as pontas, fiquem apenas dois partidos e uma meia-dúzia de representantes do resto, para decorar a sala. [Read more…]

Um concurso de professores que eterniza a injustiça, divide e corrompe

Santana Castilho *

Pouco a pouco, a Educação nacional vai-se transformando num instrumento da tendência totalitária do Governo, cujo objectivo é produzir cidadãos submissos, que cumpram o desiderato da “ausência de alternativa”. Para isso, a política que emana do Ministério da Educação e Ciência tem sido sistematicamente urdida de modo a conduzir a comunidade académica para um reduto de proletários, que apenas lutem pela sobrevivência. Tratando os professores como menores mentais, que gostaria de confinar a um enorme campo de reeducação, Nuno Crato tem-se esforçado por remover a cidadania da Escola e por vestir a todos o colete-de-forças da burocracia burlesca e do centralismo castrante. Para o homem que odeia as ciências da Educação e lhes chama “ciências ocultas” (que de facto o são por referência à ignorância que sobre elas exibe), tudo o que é anterior ao seu iluminismo é lixo não científico, que trata com a angústia persecutória própria de um teocrata que venera a econometria. [Read more…]

Governo apresenta demissão enquanto o PS está de cuecas

E esta gente, que é pouco inteligente mas esperta como um alho, já deu a conhecer a sua narrativa: esticar a corda com os juízes do Tribunal Constitucional, acusá-los de todos os falhanços da sua governação e, em última instância, apresentar a demissão por não ter condições para governar e pedir eleições antecipadas.
Com o PS em guerra interna e sem líder, este é o melhor momento. Ou muito me engano ou teremos novidades antes ainda do Verão.

O mundial da bola em indirectas

deve ser acompanhado numa paneleirice ainda por cima com título em americano, aqui. Lamento este link, mas joga o maradona, prontos.

Selecção? Exactamente: selecção

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Ontem, por breves instantes, a ortografia regressou à RTP. Os meus agradecimentos à comunidade portuguesa de Newark, nos Estados Unidos da América. Os bons exemplos devem ser seguidos e a comunidade de Newark é um óptimo exemplo. Sim, porque ‘selecção’ ≠ ‘seleção’, como tão bem sabemos.

Post scriptum: Por razões pessoais, estarei ausente do Aventar durante algumas semanas. Até breve e, já agora, boa sorte para a selecção. Sim, exactamente: selecção.

Pagamento em gelados?

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Subitamente, um erro – ou mais do que um, ao que parece – num cartaz da Olá, marca representada pela empresa Unilever, assumiu proporções mediáticas nas redes sociais. De tal modo, que até foi notícia de jornal. Nesta notícia, dão-nos conta da justificação da Unilever para este erro absolutamente inaceitável numa empresa com tão grande visibilidade: “Verificou-se um lapso na produção destes materiais que foram distribuídos indevidamente, facto que muito lamentamos. O Departamento de marketing da Olá já tem conhecimento desta ocorrência, pelo que as referidas peças estão já a ser retiradas”.

Acontece que o «lapso na produção destes materiais» dura há pelo menos dois anos, ou ocorreu também há dois anos, como bem o documentou aqui o meu colega aventador Ricardo. Não terá, na altura, tido estas repercussões. Talvez poucos tenham reparado, talvez poucos tenham lido o Aventar. O que é certo é que, se alguém denunciou este erro em 2012, ele não foi corrigido.

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Aclarando o acórdão do Tribunal Constitucional

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É espantoso que alguém com o nível cognitivo de um adolescente e cujos processos comportamentais se assemelham ao de uma criança tenha chegado a primeiro-ministro.
Porque um acórdão jurídico já é algo que ultrapassa em muito as suas competências básicas, sente a necessidade de uma aclaração.
Eu aclaro para V. Exª em linguagem facilmente entendível: É PARA COMEÇAR A PAGAR O MESMO QUE PAGAVAM ATÉ DEZEMBRO. O vencimento-base, a redução remuneratória, bem, é fazer as contas.
Está aclarado? Podemos passar à frente?

De quem é amigo o Tribunal Constitucional?

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Está no senso comum, alimentado pelos aflitos, por um lado, e pelo governo, por outro, a ideia de que o TC é o paladino do povo contra os abusos do governo, o aliado dos oprimidos. A guerra obscena e politicamente perigosa que os nossos governantes desencadearam contra este órgão jurisdicional parece dar razão a esta impressão. Ora, o Tribunal Constitucional não tem de ser amigo de ninguém; tem de ser justo – justo de justiça, não de justeza.

Por mim, bastava-me que o TC avaliasse com a isenção e objectividade possíveis as questões que lhe submetem. Penso que ninguém espera que ele se transforme num negativo do governo e invada as áreas de competência de outros órgãos de soberania, como proclama o governo, dantes com a sobriedade de quem bebeu meia garrafa e, agora, com a boçalidade de quem bebeu a caixa inteira. O que, bem vistas as coisas, acrescenta a este governo mais um atributo a juntar a todos (negativos) os que já mereceu: a ingratidão. [Read more…]

o mendigo basilius (1)

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A menina do papá e o filho da mãe

José Xavier Ezequiel

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A rapaziada de esquerda entrou em pânico com os resultados eleitorais das Europeias no Reino (dito) Unido e ‘na’ França.

O que sucedeu no ‘reyno de sua majestade’ não interessa para nada. No que diz respeito à questão Europeia, quero eu dizer. Qual lady Godiva, sempre esteve com um pé no estribo e o outro arreado. Só o facto de não ter aderido ao Euro, diz tudo. No fundo, nada de novo. Já Churchill afirmava — “Nós estamos com eles, mas não somos como eles”.

No entanto, o que se passa em França conta. E muito. Já que mais não seja porque, juntamente com a Alemanha, foi um dos dois grandes países fundadores da hoje União Europeia. Se ainda se lembram, durante décadas falava-se do eixo Paris-Bona. Agora, infelizmente, resta o eixo Berlim-Berlim. [Read more…]

Ai!

Os vários canais de televisão estão embevecidos com estas histórias de princesas e princeses. Ai que magnânimo e sábio que foi o rei! Ai que jovem tão aprumado e educado que é Filipe! Ai a anorexia de Letícia! Ai que bondoso foi o príncipe que casou com uma plebeia! Ai o partido socialista espanhol que é republicano mas jurou defender para sempre a monarquia! Ai que os malandros dos republicanos, que não percebem nada disto e não sabem nada de amores românticos, andam na rua a exigir um referendo! Aiii!!

Rotina

Depois dos crápulas nacionais, chegou a vez dos gangsters internacionais se pronunciarem sobre o acórdão do Tribunal Constitucional. Lá está o boneco de corda Barroso a falar de alto como se lhe tivessem enfiado uma vassoura no cu, logo seguido pelo psicopata Olli Rehn com as suas ameaças veladas. Arrebitado, o jornalista cita não sei quê do Financial Times. Liga depois para a bolsa para a desastrosa notícia da subida dos juros da dívida mas, azar dos diabos, eles já tinham baixado outra vez. Surgem mais insinuações sobre impostos e cortes em pensões e subsídios. É a extática felicidade da canalhada.

Testículos

Escrevendo disparates, há quem não tenha coragem para pedir o mesmo que os republicanos espanhóis: um referendo para mudar a nossa constituição.  Mudem de povo.

Onde para o socialismo? Para onde vai o PS?

juan carlos

© Pedro Armestre/AFP (http://bit.ly/1hR4b82)

Hoje, antes da notícia do dia, li o artigo Onde pára o socialismo, e para onde vai o PS?, de Elísio Estanque.

Elísio Estanque escreve “exceção” (sim, com aspas). Elísio Estanque escreve atual. Elísio Estanque escreve atualização. Elísio Estanque escreve projeto. Elísio Estanque escreve espetáculo. Elísio Estanque escreve direção. Elísio Estanque escreve ruturas. Elísio Estanque escreve efetiva. Elísio Estanque escreve pára. Elísio Estanque escreve pára? Sim, Elísio Estanque escreve pára. Elísio Estanque adopta o Acordo Ortográfico de 1990? Elísio Estanque escreve pára. Elísio Estanque escreve “onde para o Socialismo”? Não. Elísio Estanque escreve “onde para a ousadia”? Também não. Elísio Estanque escreve “onde para a social-democracia”? Ver respostas anteriores.

Elísio Estanque, onde pára o Acordo Ortográfico?

Post scriptum: Juan Carlos não abdicou. Juan Carlos anunciou que pretendia abdicar.

Quadrinhas da época ao jeito popular

santos populares

Aqui estou pelos santinhos
A versejar a preceito
As musas dão-me beijinhos
P’ra que faça obra de jeito

Estão murchos, os manjericos
Que os ares andam pesados
Andam contentes os ricos
E os pobres andam lixados

Mas até os Santos notam
Que se há muitos que dão luta
Há muitos outros que votam
Naqueles filhos da p****

Este governo é um colosso!
Está- se a cagar p’ro povinho
O Paulo a cagar fininho
O Pedro cagando grosso
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Cavaco recebeu a selecção e respectiva comitiva

Forneceu almoço e tudo. Os jogadores resistiram e parecem estar bem.