Apanhado por aí:
“As coisas absurdas que se ouvem numa sala de espera em Coimbra B:
Homem ao telemóvel: “não saias do comboio em andamento nem em nenhuma paragem antes de Coimbra. E só sais aqui se me vires. Se não, segue para Lisboa”. Em seguida diz à senhora do lado: “ela é tão estúpida que vai acreditar e ainda a vou buscar a Lisboa”.
Senhora do lado: “é alguém de idade?”
Homem: “não. É a estúpida da minha mulher”.
Bem estúpida, para ser casada com este calhau.”
Ouvido numa Sala de Espera
Assunto
Até que enfim! Paulo Bento vai anunciar os eleitos para o Mundial. Finalmente teremos um assunto importante para debater. Já era tempo.
Consigna revolucionária segundo Passos
Até agora os trabalhadores não fizeram mais que tentar mudar o país. Trata-se, agora, de mudar de país!
Surf? E a lerpa?
A candidata do BE às eleições europeias defende a inclusão do surf nos currículos escolares. Como disse?
Grande aposta! Cavaco fala do mar, Rangel idem, e agora é a vez de Marisa Matias. Surf nos currículos escolares?
E já agora porque não a lerpa? E o pião? E a macaca?
Que triste sina!
Surf eleitoral
Ontem a Marisa Matias esteve em Peniche e falou do surf, encarando-o como actividade económica e também sugerindo que entre nos programas escolares. Foi um fartote.
Tão unânime que, suspeito, vai já sair petição contra o windsurf, o montanhismo, o ciclo-cross e o tiro com arco para saírem de imediato das actividades na natureza previstas nos programas do 3º ciclo do ensino básico, disciplina de Educação Física. Não faltava mais nada: ginástica, corridas e muito pontapé na bola é que são desígnio nacional.
Surf nem pensar.
Hoje é assim
A última vez que fui ao Estádio Municipal de Coimbra o FC Porto tenha o estádio interditado a decidira jogar aqui os seus jogos em casa. Um quarto de hora depois de começar o jogo, abriram os portões. Na bancada onde estava entra uma pequena turba, e o tipo que vem à frente pergunta:
– Com quem é que estão a jogar os morcões?
Perante a resposta começaram imediatamente a gritar:
– Rio Ave! Rio Ave.
É exactamente, e também por isso, o que grito hoje. Força, Rio Ave.
Jean-Claude Juncker descobre o caminho marítimo para a ignorância
Eles lembram-me um dos vossos compatriotas mais prestigiados: Cristóvão Colombo. Quando partia nunca sabia para onde ia, quando chegava nunca sabia onde estava, e era o contribuinte que pagava a viagem. É desta forma que procedem os socialistas dos nossos dias”, acrescentou Juncker.
Era difícil concentrar numa única frase tanto disparate. Jean-Claude Juncker chegou lá: desde confundir Portugal com Génova e Espanha, a esquecer o pequeno detalhe de as viagens de Colombo terem sido só o investimento mais rentável da História do país vizinho. E somos nós, contribuintes e consumidores, quem pagamos a este pequeno génio da ignorância.
Declaração de não voto
Decidi não votar nas eleições europeias. Ausente do país que me viu nascer, poderia ainda assim exercer o meu direito, que não considero dever, mas opção. Bastaria ter agendado uma ida a Portugal no próximo fim de semana. Algo que tenciono fazer em breve, muito provavelmente para algo que me desperta bem mais interesse que eleger um grupo de deputados que irão servir os interesses dos partidos que representam nos próximos 4 anos, ou mesmo contribuir com o meu voto para decidir se o próximo presidente da U.E. será Jean Claude Juncker ou Martin Schulz. Sei que ambos representam o centralismo de Bruxelas, o pior que existe em termos de burocracia. E que serei opositor a qualquer deles. Ganhe quem ganhar, o único aspecto positivo da próxima eleição será o fim do consulado do político canastrão que ascendeu à ribalta internacional quando desempenhando funções de mordomo serviu o tristemente célebre catering nas Lajes. Mas imagino que tal figurão depressa conseguirá outro palco. [Read more…]
É o vinho meu bem
Portugal é o 11º país do mundo em consumo de álcool, constata a Organização Mundial de Saúde.

Ora aqui está mais um argumento para o sóbrio Norte nos atazanar o juízo: cambada de calaceiros ainda por cima bêbados, por isso têm uma produtividade tão baixa.
Conta-nos a OMS sobre o enquadramento sócio-económico do consumo de álcool:
Surveys and mortality studies, particularly from the developed world, suggest that there
are more drinkers, more drinking occasions and more drinkers with low-risk drinking
patterns in higher socioeconomic groups
Ora lá está, faz sentido: os ricos emborracham-se, baixa a produtividade. Uma gestão aos esses e incapaz de fazer um 4 não vai a lado nenhum. Está tudo explicado. Quando Merkel descobrir vão ouvir das boas, é certo e sabido.
É oficial
O dia das mentiras passou para 17 de Maio. Portas, Cavaco e Moedas apadrinham.
Chiça, que o BES está em todas!
Na convenção do PS, António Costa construiu o seu discurso a partir de uma metáfora assente na oposição entre o Cristiano Ronaldo e a D. Inércia.
O longo adeus (?)
O modo como a SIC tratou hoje a “despedida” da troika, quase me comoveu. Os membros do governo mais ligados às finanças brilharam em depoimentos em tom entre o fadista e o tecnocrático, não faltando rasgados elogios ao ausente – mas já premiado e promovido – mestre Gaspar, o que mostra que a adoração aos “magos das finanças” tão própria de países subdesenvolvidos, não se perdeu. Tratadas em estilo hagiográfico, as personagens desfilaram looooongamente. Fiquei à espera de que, no final, se celebrasse uma missa de júbilo. Pelo milagre que fez esta boa gente e para pedir que se apresse a sua eminente beatificação.
Acção e reacção
A Terceira Lei de Newton será, por ventura, a de mais simples compreensão, ao alcance de todos, mesmo dos que não tenham estudado física: a toda acção há sempre uma reacção oposta e de igual intensidade; ou as acções mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas em sentidos opostos.
Explica coisas complexas, tais como a natureza de algumas respostas.

Mas não explica tudo, como se comprova pelas declarações de um certo sujeito, que prefere ignorar que a maior actividade de defesa da lei por parte do Tribunal Constitucional tem origem, precisamente, no governo que mais leis inconstitucionais tem, propositadamente, feito. [Read more…]
Voteman – o herói que falta a Portugal
Faz-nos cá muita falta um Voteman. Com um herói deste calibre, estou certo que não teríamos presidentes da República eleitos com os votos de pouco mais de 23% da população e comissões de honra repletas de “notáveis” ligados à mafia financeira.
Salva-nos Voteman! Ajuda o gigante da abstenção tuga a perceber que pode eleger quem quiser e reduzir os exércitos do bloco central a minorias étnicas. É que se há coisa em que o tuga é preguiçoso, essa coisa não é com certeza o trabalho: é o acto de levantar o cu do sofá para colocar um X num papel. É difícil como o caralh*! Depois queixa-se que são todos corruptos e iguais…
“7 milhões de postos de trabalho até 2020”

Manchas curriculares
Teresa Leal Coelho refere-se ao sucedido como tendo sido uma “brincadeira”. O que não deixa de ser normal quando o contexto é uma dessas “universidades” da treta que o PSD faz para os seus jotas. Dizia a deputada, enquanto introduzia Paulo Mota Pinto, que a única mancha no seu currículo era ter sido juiz do Tribunal Constitucional. Uma observação inocente claro! Depois é ver toda uma nova geração de boys anticonstitucionalistas emergir. Estes gajos do TC era enfiá-los todos em Caxias.
Por falar em manchas, encontrei estas por ai. Mas o que eu gostava mesmo de ver, era a tia Teresa introduzir o Miguel Relvas com a mesma frontalidade. Ou Dias Loureiro: “Boa tarde minhas ovelhinhas! Hoje temos conosco Dias Loureiro, destacado cavaquista cuja única mancha no currículo foi ter participado na maior fraude bancária da história do país. Mas antes isso do que ser juíz do TC. Isso sim, seria muito grave!” O auditório seria certamente abafado por uma calorosa salva de “meeeeeeeeé’s”.
Simulação optimista do esquema de pensamento do funcionário público
reciclado pelo senhor dos passos e pela senhora das portas:
Mais 6%, pá? Ora mais 12% de castigo sobre o estatuto, o corte dos subsídios de férias e de natal, a reposição de um deles subtraída do aumento do IRS e reduzida pela revisão da dedução à colecta e dos escalões, a sobretaxa e a taxa de solidariedade, o congelamento salarial e a inflação, o IVA… Isso dá… Bem, é fazer as contas…
Os outros sacanas é que tiveram culpa, é muita despesa pública. Nos outros países não há concerteza esta despesa com os salários no Estado, aqui é que é o regabofe. O que vale é que há cada vez menos funcionários públicos, bem, postos de trabalho. Mas o pior é que quem fica passa a trabalhar por si e pelos despedidos… É a economia, pá. Não há dinheiro, pé… Temos que compreender, pi. E Deus nos guarde de ficar desempregados, pó. E se for eu a seguir, pu? Ta que pariu, não seria melhor trocar de camisa de forças, que esta já cheira mal?
A matilha aguça os dentes
O Benfica merece tudo, já o País é outra história
«O Benfica merece tudo», diz uma senhora que há horas esperava que a equipa do Benfica chegasse ao Estádio da Luz, relativizando a espera, o calor, a estafa, o empate. Pasmo-me a ver o povo assim mobilizado, espanta-me a resiliência, o carinho que dedicam a uma ideia de comunhão, aquilo de que são capazes por um clube de futebol. Nada tenho contra o clubismo – uma parte de mim é gloriosamente do Benfica, outra da Selecção Nacional – a não ser o facto de se substituir a causas maiores, mais importantes, verdadeiramente determinantes para a vida das pessoas.
Parte substancial dessas massas de adeptos abstem-se de votar, por vezes com o mesmo orgulho com que se dispõem a esperar pela chegada dos jogadores, alheados da realidade política de que são parte, tudo parecendo ignorar sobre um sistema eleitoral que faz do voto bastante mais que um direito, empenhados na abstenção com a firmeza dos que assim agindo pretendem punir a classe política. Olham para as acções de campanha partidárias com a displicência de quem vê passar a banda, com o voto deles é que não contam, isso é que era bom, que eles não andam a dormir. No dia de votar, terão mais que fazer.
A massa ou a vida
Em pouco tempo, vendo os telejornais de hoje ouvi – contei-as! – 14 (catorze) vezes a sibilina referência ao custo do novo tratamento que permite a cura (cura, não alívio, não remissão, cura!) da perigosa hepatite C, no tom de “está bem cura, mas enfim,que diabo, tanto dinheiro…”. São 48.000 euros por uma cura completa, qualquer que seja o estádio da doença. Quase tanto como o preço de cada um dos carros que os ministros, secretários de estado, directores gerais, administradores de EPs, provedores da Santa Casa e outros que tais gostam de trocar com pornográfica frequência.
O Medina Carreira, num dos seus oftálmicos programas, no caso dedicado aos “gastos” – como ele gosta de dizer – com a saúde, abordou a questão com aquela sensibilidade e empatia que lhe são habituais – a ele e às alforrecas. Ao ouvir o convidado declarar o preço da dita cura, todo se abespinhou e, com o seu ar de pitonisa descabelada a quem nasce o sol pelo olho do cu, murmurava: “quarenta e oito mil? tsssch, pode lá ser”, desatando, com o nervozinho do costume, a destilar a habitual peçonha sobre o estado social e quem o inventou.
Esta corja não consegue ter uma atitude decente sem ficar com uma espécie de hesitação, entalada entre a inevitabilidade de fazer o que deve ser feito e a má vontade de levar as coisas até ao fim. Vamos, cambada de invertebrados morais, avancem nem que tenham, para acalmar a raiva que vos dói, de colar na testa dos beneficiários um letreiro que os deixe com má consciência para o resto da vida “eu estou vivo porque gastei 48000 euros do estado”. Ou então recuem, não adquiram o medicamento e tenham a coragem de vir dizer-nos isso na cara. De preferência em directo e ao vivo.
Não queremos o seu voto. A sua reforma basta-nos!
Finalmente, o Hino do POT. Heróico. Uma verdadeira epopeia.



















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