Tu, que Virginalizas o Paleio

Imaginemos que num Regime como o nosso um Primeiro-Ministro estava mesmo a tornar-se perigoso [o que de facto já aconteceu e só se resolveu graças a eleições, tardias!, PM cuja periculosidade mostra-a o respectivo legado, este mar de merda em que vogamos, meio mundo de contas para pagar, desemprego massivo, carências básicas, emigração angustiosa, choro e ranger de dentes]. Quem, dentre todos os caramelos da política, dentre toda a fauna de avençados e subvencionados vitaliciamente graças a ela; quem dentre os mega-advogados do Regime, os proenças, os júdice, os abancados nas TV, os abonados dos Orçamentos porque sim; quem dentre todos os filhos dilectos do Regime poderia falar e ser credível para nos avisar?! Qualquer um, menos Alegre, um hipócrita, perito em virginalizar o discurso capitão-gancho de uma vida passada a descansar, a passear e a suspirar. Qualquer um, menos Soares. No entanto, a cansativa jacobinância alternante está sempre aí, à boca da antena. Surge sumo-sacerdotal, indigna-se, caga sentenças, opina definitivamente. E é sempre a mesma, para nos lembrar quem efectivamente tutela isto com os seus vastos abdómens e quem é que tem o direito exclusivo a apascentar a nacional mediocridade tal como ela é, com as bancarrotas corruptas que pariu desde os idos de setenta e o statu quo que a nada aspira senão à cepa torta.

Morte, Orgias, Nudismo

Os bons princípios do PC chinês estão a ser corrompidos pelas seduções ocidentais: mortes de luxo dentro de Ferraris, filhos do papá nus dentro dos Ferraris com gajas nuas para sexo a alta velocidade dentro dos Ferraris, indemnizações fraudulentas às famílias das gajas nuas gravemente feridas que depois morrem fora dos Ferraris dos filhos Partido contra a parede.

José Luis Arnaut

Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és

Passos e Fidel

Passos e Fidel têm em comum o auto-entretenimento em habilidades discursivas, prolongadas no tempo, para audiências encurraladas. Fazem-no sem papéis. Que a dejecção oral durasse para lá do sono e do interesse humanamente suportável pelos demais relevou um vector sádico em Fidel e começa a ser visto como vício doutrinário que sodomiza psiques em Passos. A longevidade de Fidel não o canoniza nem absolve de uma série de crimes e intolerâncias só possíveis sob a religião de Estado “comunismo”, quando o comunismo, na defesa dos seus dogmas, era muito mais mortífero que muitas ditaduras de Direita somadas. Adiante.

Ora, Passos, que vai tendo cada vez menos cabelo, além de improvisar imperdoavelmente durante uma hora ou mais, vitimando as mais variadas audiências, diz umas coisas que geram nos Socialistas mais viscerais e na Esquerda mais guardiã do templo um tipo de rasgar de vestes que merece tese ou divã, uma reactividade exagerada, muito própria do mais fanático dos mullah. Se o Das Kapital já quase não é citado nem googleado e a Bíblia perde foros de best-seller, por que motivo há-de ser poupada à crítica e à blasfémia a Constituição da República Portuguesa, um texto desdentado e datado, Corão que pouco nos rege e pouco nos guia?! E por que motivo os juízes que presuntivamente velam por ela, colocados pelos partidos e partidarizadores do que ajuízam, não podem ser objecto de contraditório?! [Read more…]

Piropos

antero80

Alto e pára o baile

Vou citar para vós o que, em letras gordas, vinha nos jornais portugueses, e não só, nos últimos dias:

“MERKEL QUER MAIS AUSTERIDADE NOS PAÍSES EM DIFICULDADE”;

“CRISE RENDEU À ALEMANHA MAIS DE 50 BILIÕES DE EUROS”;

“PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO DA INDÚSTRIA ALEMÃ, ULRICH GRILLO, PROPÕE COMO ALTERNATIVA NA RESOLUÇÃO DA CRISE GREGA QUE ATENAS TRANSFIRA PARTE DO PATRIMÓNIO NACIONAL PARA O FUNDO DE RESGATE EUROPEU, QUE PODERÁ VENDÊ-LO PARA SE FINANCIAR”.

Esta é uma verdadeira declaração de guerra destruidora, sem tiros nem bombardeamentos, contra a Grécia, Chipre, Malta, Irlanda, Itália, Espanha e Portugal. Que ninguém caia na tola ilusão de pensar que esta ameaça é contra os outros, não contra Portugal. É contra todos estes e, lá mais para diante, atingirá a França e outros mais. Render os países em dificuldade pela fome, criar-lhes uma situação económica e financeira tal que, caídos na miséria, não terão meios de amortizar a dívida e pedirão mais empréstimos aos agiotas. A pouco e pouco, apanhar-lhes tudo o que tiverem de mais valioso no seu património a pretexto de amortizar a dívida. Quem sabe até se as ilhas que pertencem a alguns países em perda de soberania. [Read more…]

Coelho transforma-se em porco

pocilgaOs animais nunca deixaram de falar. Na verdade, estou ansioso por ouvir uma história que comece por “No tempo em que os animais se calaram…”, porque já falaram muito mais do que deviam.

Devo dizer que gosto muito de animais, porque, como se costuma dizer nas revistas femininas, se eu não gostar de mim, quem gostará? Para além disso, tenho por eles um enorme respeito e é por isso que acredito que não devem estar fechados em jaulas ou dirigir governos de países: enjaulados, são infelizes; governando, atacam os seres humanos.

Nem sempre é fácil distinguir onde começa o animal e acaba o homem, mas este, tal como o imagino, não se rege pela lei da selva e procura viver numa sociedade em que os mais fracos são protegidos. Infelizmente, quando o homem é um animal político, revela uma triste tendência para confirmar Plauto, quando dizia que o “homem é lobo do homem”. Justiça seja feita a José Sócrates, que admitiu ser um animal feroz.

Por esta altura do ano, em Castelo de Vide, há como que uma transumância que junta jovens animais políticos. O objectivo é aprender a caçar com os mais velhos. [Read more…]

Droga em Castelo de Vide

Porque não fez a GNR uma rusga à “universidade” de Verão do PSD, como é useira noutros festivais com menos música embora não seja dada?

O consumo está despenalizado, mas esse tal de Passos Coelho deve andar no tráfico, só pode.

Um governo em guerra com a legalidade

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War was a sure safeguard of sanity, and so far as the ruling classes were concerned it was probably the most important of all safeguards. While wars could be won or lost, no ruling class could be completely irresponsible. But when war becomes literally continuous, it also ceases to be dangerous. When war is continuous there is no such thing as military necessity. Technical progress can cease and the most palpable facts can be denied or disregarded.

Há um inimigo, há uma guerra continuada. A realidade pode ser suspensa e o bode expiatório está definido. Não ter a maioria qualificada para mudar a constituição é uma bênção que permite justificar os falhanços e continuar a guerra de uns poucos com o restante país. A guerra ao estado que esses poucos esperam que transforme o que dele ainda sobra num negócio, o qual pode a seguir ser privatizado, naturalmente.

Pina Colada, outra maravilha das Antilhas

Com o Verão a entrar na curva descendente, não podia faltar nesta breve selecção de bebidas que aqui apresentei para refrescar a estação, a receita de Pina Colada, outra maravilha feita com rum e com a marca distintiva das bebidas que, originárias das Antilhas, se espalharam pelo mundo.

Reza a lenda que por falta de um coco dentro do qual servir uma bebida chamada Coco-Loco (em que a casca de coco fazia as vezes de copo), um barman decidiu usar um abacaxi para o efeito, tendo os bebedores ficado surpreendidos e deliciados com a forma como os sabores do abacaxi se misturavam com os outros ingredientes.

Com uma mistura de ingredientes aparentemente estranha, a pina colada é um daqueles frutos do acaso que funcionam e fazem as delícias dos apreciadores. E pode perfeitamente prepará-la em casa, seguindo esta receita.

Mulher egípcia

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Maysun Mulher egípcia. Entre a revolução e a democracia.

Filho de uma meretriz

Janelas abertas na marginal do Porto. Uma brisa fantástica junta o ar do mar à companhia da família.portas

Na rádio, as notícias.

Ouvi e não consegui deixar de comentar com todos os insultos que a Escola do Cerco me ensinou.

Só não os vou reproduzir porque uma mulher que também gerou o Miguel não pode ser insultada. Mas este, é …

Só tenho uma pergunta: ainda há um funcionário público, que daqui a 29 dias vá colocar a cruzinha neste personagem e nos candidatos que ele apoia?

Sim. Já pedi desculpa aos meus filhos pelos insultos que dirigi a este tipo.

Um PS Deprimente e Ultrademagógico

Um PS demagógico com um líder demagogo, um PS ultra-falsificador do passado e do futuro, não vai lá. Seguro passa por alienado ao garantir saídas e soluções de nula exequibilidade, como reverter cortes. O PS não se redime, nem se redefine, nem se purga. Não há Seguro, nem Costa ou outro jacobino qualquer que lhe valha. Ainda bem. Espero que a generalidade dos que se interessam pelo País e votam no mal menor perceba que Portugal, depois de ter tido pouco menos que Ladrões de Bancos à frente da governação, só tem uma hipótese de futuro, uma base sólida de progresso: ir pelo caminho mais duro e pedregoso, optar pelo mais difícil e menos popular, ouvir e acolher o que menos lhe agrada, como o apelo explícito à emigração, por exemplo. Quem prometer paliativos e alívios de curto ou médio prazo, mente. Não há País que sobreviva à carga esmagadora de mentiras do socratismo, do socialismo segurista e do lastro utopista da manhosa Constituição rumo ao socialismo venezuelano-cubano-norte-coreano que nos separa dos Países que realmente progridem e enriquecem, nesta Europa.

A descaramento público-privado de António Mota

Parece que o senhor António Mota, líder de uma das empresas que mais dinheiro absorveu aos portugueses através do esquema clássico dos “assaltos à mão armada” público-privados, deu uma entrevista ao Diário Económico onde afirmou que, se o Estado Português voltar a ter capacidade de investimento, tal será feito através do mesmo método que colocou uma grande quantidade de portugueses na penúria e alguns ex-governantes, nomeadamente da área das obras públicas, nos conselhos de administração de determinadas empresas de onde se destaca a Mota-Engil. Um homem com este nível de certeza sabe do que fala! Afinal de contas, é aos portugueses que “se calhar” falta confiança, na Mota-Engil não só não falta como o histórico apresenta crescimento em épocas de crise. São os exportadores que salvam o país da recessão…

Já sem Jorge Coelho nos seus quadros, um homem que o líder da Mota-Engil contratou pela competência e não pela influência que teria junto do poder político, António Mota foi buscar um experiente gestor empppresarial para o lugar. Mas com o know-how que todos reconhecemos a esta empresa, o chefe do clã Mota  já deve andar no mercado dos ministros das Obras Públicas à procura de um novo e competente futuro CEO que esteja disposto a conceder duas ou três scuts antes do ingresso e, se possível, que use da sua competência para “dialogar” com os seus amigos políticos no activo para que lhes facilitem outra concessão de uma qualquer Lisconte, de preferência sem concurso público. Mas sempre em nome do superior interesse da nação! É como no futebol, sondar uns putos com potencial para serem grandes jogadores daqui a uns anos e no entretanto pô-los a jogar num clube pequeno para ganhar ritmo.

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Propaganda assim e propaganda assado

30A_MIGRANT WORKERS TABLEMuito mais é o que os une que aquilo que os separa, transcrevendo a canção de Rui Veloso/Carlos Tê, é o que se poderia dizer da propaganda deste e do anterior governo. Separa-os a forma, une-os o objectivo.

A forma socrática consistia no registo grandiloquente dos momentos históricos, em paralelo com o incentivo ao ódio a um grupo profissional, os professores. No actual governo, a forma traduz-se na mensagem depressiva da não alternativa, estratégia redutora de qualquer oposição,  aliada ao ataque a toda a função pública. O comum objectivo resume-se à propaganda, a arte da manipulação da informação com o objectivo de influenciar uma audiência, independentemente da realidade.

O último exemplo da propaganda passista é a tese do desemprego estar a baixar em Portugal, recorrendo aos dados publicados pelo Eurostat, o qual usa os dados disponibilizados pelo INE.

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Augúrio de um Orgasmo Verde

Aposto dez tampas de cerveja em como o Sporting Clube de Portugal vai bater o Sport Lisboa e Benfica. Sente-se no ar o aroma a goleada. Ganhar por dois ao Sport Lisboa e Benfica já o seria. Jardim conhece Jesus. Conhecer Jesus representa mais de meia táctica e três quartos de estratégia. A garotada verde sabe que terá pela frente uma equipa temente de si mesma e fragilizada. A casa sportinguista está a ser varrida, arrumada e arejada, ao contrário da sport-lisboa-e-benfiquista, a gastar balúrdios como se não houvesse amanhã, e cujo presidente é um confesso ignorante da bola. Isto está um dia perfeito para um orgasmo verde. Ou um espasmo.

Adenda: afinal foi espasmo.

Margem de incerta maneira

Foto: Carla Olas

Não vou dizer onde fica, não. Mas sempre posso contar que tem uma varanda para o rio, e uma esplanada que cresceu à volta da imagem de um Cristo que o povo traz apaparicado, sem que nunca lhe faltem as velas acesas e os ramos de cravinas.

É um desses sítios em que é necessário entrar sóbrio e sair um pouco ébrio. Não demasiado, que aqui não há passeio e há que caminhar sem ziguezagueios pela marginal. Ébrio o suficiente para segurar-se à mesa e ver erguer-se, como se pelas ondas, as paredes cobertas por lanternas, arpões, lemes, sextantes, bóias, sinetas, cordames, remos, reproduções de barcos, gravuras antigas, o emblema do FCP.

O peixe assa à porta, os pimentos começam a queimar-se, o sal dos robalos há-de cair aos pés do Cristo, da cozinha saem os primeiros mexilhões, vêm num embalo de salsa e cebolinha, um consolo para eles depois de uma vida de embates do mar. [Read more…]

Síria: a política dos EUA

Em 2 de Março de 2007 o General Wesley Clark (reformado) deu uma entrevista ao programa “Democracy Now!”. Nesse programa descreveu a política externa dos EUA despida da retórica que a costuma acompanhar.

Toda a entrevista assenta com uma luva à situação que se está a viver na Síria.

Evidentemente existem mais dimensões a explorar na política dos EUA. Ficará para outra vez.

Casal normal

Tenho um segredo para revelar: este vídeo inspira-se em certos e determinados chernes, cratinos, sócratanas e demais troca tintas.

Postal de Portugal (de Lisboa)

Elisabete Figueiredo

POSTAL DE LISBOA
‘Quando è entrato in l’aereo ho visto subito che lei non era una persona come tutte le altre’*
Levanto-me, em Palermo, às 6 da manhã (5 da manhã em Portugal). Tomo banho. Visto-me. Seco o cabelo. Fumo um ensonado cigarro. Constato que dormi 3 horas. Olho para a cama com vontade. Arrumo o resto das coisas. No hotel têm a gentileza de, apesar de tão cedo, me darem o pequeno-almoço. Um café duplo, forte e um bolo delicioso. O táxi chega. Vamos para o aeroporto de Palermo. O voo entre Palermo e Bologna é da Ryanair. Quantas vezes jurei a mim mesma nos últimos, digamos, 5 anos, que era a última vez que andava num avião da Ryanair? Seja como for, fico sempre contente por não ser a última vez, se entendem o que quero dizer. De qualquer modo, a Ryanair não recebia a minha preferência há pelo menos um ano. Ou mais. Havendo outras, honestamente, prefiro, mas que o bilhete seja um bocadinho mais caro. [Read more…]

Luxo, Leite e Mel

E cenas de pura barbárie.

Liceu

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Para quê?

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Morrem em vão, sim, e choca especialmente a morte dos mais jovens, pessoas que ainda há pouco começavam a vida, cheias da coragem da juventude imortal pronta para mudar o Mundo com as próprias mãos, por tão grande desejo de fazê-lo, contribuindo com o que têm: essa coragem, a força dos seus braços, abalançando-se contra florestas cheias de eucaliptos combustíveis que continuam a plantar-se, combatendo os incendiários sem escrúpulos, cujos favores e/ou taras pirómanas outros tantos prosseguem comprando, cumprindo agendas sinistras. Morrem para nada, porque ninguém quer saber, a começar pelos patrões do Estado para quem o território é uma abstracção, [Read more…]

Seamus Heaney (1939-2013)

Talvez seja um pouco cruel que ele parta no fim de Agosto, e não em Setembro ou Outubro, quando ao longo da costa Flaggy, no Condado de Clare, há dias em que o vento e a luz se desprendem um do outro, e se pode parar frente ao mar e deixar que as rajadas de vento nos apanhem o coração desprevenido e o abram de um sopro. Mas é certo que ele também nos ensinou que não se está aqui nem lá, não se é mais que uma pressa atravessada por coisas estranhas e outras já conhecidas.

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16,5%

Ele desce. O número de pessoas sem trabalho em Portugal baixou pelo terceiro mês consecutivo, com a taxa de desemprego a situar-se em 16,5% da população activa em Julho. Bom para o País. Muito mau para as aspirações autárquicas do PS.

Almoçar com o Mal

Flamingo at the BeachMais um convite para um almoço sorrateiro socratista nas costas do Tó Zé. Se tivessem vergonha, declinariam o convite para almoçar com o Mal. Não se almoça com Gestão Danosa, Dolo Político, Devastação e Saque. Não se almoça com o ultra-comissionismo em negócios de Estado lesivos dos interesses do Estado e chorudos para os amigos, as Construtoras amigas do partido e a Banca do Salgado. Não se almoça com a Vaidade e a Psicopatia desprezivas das gentes, insensíveis a Povo, capazes de lhe legarem tais sofrimentos, tais fomes, tais lágrimas. Não se almoça com a Cabeça perpetradora de actos e decisões sistemáticos anti-contribuintes, rodoPPP, toxi-swap. Não se almoça com o grau zero do mau carácter. Não se almoça com o Mal Político e o Malefício Público em forma de gente. Dá-se-lhe ordem de prisão.

Só se almoça com a Ganância na Política, com o Lixo Ávido de Poder e com a Sufocação Insidiosa de Adversários Internos e Externos se se for conivente com tudo com que se almoça. Se não se for capaz de uma coluna direita, recta, mas recurvada e servil: «Da lista dos comensais fazem parte, para além de José Sócrates e Manuel Pizarro, Augusto Santos Silva [ASS], ex-ministro da Defesa, Francisco Assis, deputado e ex-líder da bancada parlamentar do PS, Renato Sampaio, deputado e candidato do PS ao Agrupamento de Juntas de Freguesia do Centro Histórico do Porto, Acácio Pinto, deputado pelo círculo eleitoral de Viseu, os presidentes das câmaras de Amarante e de Mangualde, Armindo Abreu e João Azevedo, o antigo vereador da Câmara do Porto Hernâni Gonçalves, entre outros convidados.»

Síria: a política dos pipelines

As ameaças dos EUA à Síria têm muito pouco a ver com os alegados ataques químicos. E muito a ver com os interesses de cada um dos actores deste drama.

As guerras são sempre selvagens. Esta guerra parece-nos ainda mais selvagem devido à proliferação de vídeos a retratar as mais variadas atrocidades. Atrocidades essas perpetradas tanto pelos rebeldes, como pelas tropas leais ao governo. Nenhum dos lados é merecedor de qualquer tipo de confiança e muito menos de apoio, isto é, se quisermos ter uma consciência tranquila.

A Síria é composta por inúmeras etnias/facções, muitas delas dispostas a lutar entre si se não houver um homem forte que as mantenha em cheque. O afastamento de Assad do poder é garantia quase absoluta que o país vai mergulhar no caos.

Composição étnica da Sìria

Composição étnica da Síria (clique para aumentar, imagem grande!)

Tendo em conta que a mudança de regime está fora de questão, quais são os interesses de cada actor neste drama?

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Ultima Cartolina d’Italia (musicale*)

Elisabete Figueiredo

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‘Lascia ch’io Pianga’*


Talvez hoje houvesse ou haja algumas razões para chorar. Para começar o raio do livro que comecei a ler, entre outros em que agarrei e coloquei na mala antes de vir. Dois deles já foram lidos, este vai já a meio. Comprei-o há mais de 2 anos e, não sei porquê, eu que tanto gosto do Julian Barnes deixei-o para ali ficar, também juntamente com outros ainda por ler. Até que agarrei nele e o trouxe comigo. Vá-se lá saber porquê. A escolha dos livros que vieram comigo a Itália foi perfeitamente aleatória, não pensada: o Amante Bilingue do Juan Marsé; Chet Baker pensa na sua arte, do Enrique Vila-Matas e  O Sentido do Fim, este do Julian Barnes. Ou se calhar até foi pensada sem o ser de facto, reparo agora que escrevo os títulos lado a lado. Quem já o leu O Sentido do Fim e me conhece um bocadinho talvez perceba uma das razões para chorar. As outras razões são ora tristes (vou-me embora amanhã e ainda que não terminem é quase quase como se terminassem as férias) ora contentes (vou para casa, ao fim de tantos dias e as saudades que eu tenho de casa, da minha vida regularzinha, sem andar com malas para trás e para a frente. Sim, a minha vida. Que em nada, ou em pouco ou talvez apenas nas férias se assemelhe à literatura. Não é que me desgoste, seja como for). [Read more…]

Cartoline d’Italia (16) (da Palermo)

Elisabete Figueiredo


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‘Ma… lei è a Palermo per fare la rivoluzione?’*

Em vez de ir a Marsala ou a Cefalú decido ficar em Palermo. Afinal há ainda muitas ruas a percorrer, muitos sítios onde ir. No mapa tinha visto a Piazza Rivoluzione. Interessa-me, penso. E lá vou hoje. Começo pela Via Maqueda, Piazza Quattro Canti, desço um pouco da Via Vittorio Emanuele e a sinistra a via Roma e a dritto a Piazza San Domenico. Não está calor, aliás o céu alterna continuamente entre o cinzento e o azul, faz vento, é domingo, as ruas estão mais ou menos desertas. Uma cidade muito diferente de ontem, esta de hoje. Na Piazza San Domenico resolvo inovar e em vez de voltar para trás e percorrer a Via Roma até perto da estação, onde fica a Piazza Rivoluzione, não. Meto por uns becos. Perco-me numas ruas logo a seguir, claro está, mas continuo. Entro numa zona estranha, com prédios bastante degradados, ruas cheias de lixo, garrafas, caixas, sacos de plástico cheios. Chego a uma praça bastante estranha e penso que podia ser a Piazza Rivoluzione, tal é a quantidade de graffitis com mensagens de protesto, tal é a degradação dos prédios, como se acabassem de ser bombardeados. Não me assusto, afinal, não há quase ninguém na rua. Não me assusto e começo a tirar fotografias aos edifícios cheios de mensagens políticas. Que estranho sítio ou então sou eu que acordei com mais disposição militante que o costume. Ou talvez seja apenas a ideia de ir à Piazza Rivoluzione que me põe mais atenta. [Read more…]

Constitucional chumba despedimentos na função pública

E por unanimidade. Amuados? Arranjem 2/3 dos deputados e mudem a Constituição. Ou demitam o povo e elejam outro.