Teoria dos Fractais

Uma cuspidela no supermercado provoca uma crise política no Governo.

Sai!

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«Último aviso» escreveu-se ontem em letras gordas na capa do diário egípcio Al-Ahram.  Apesar da demissão de vários ministros, Moahmed Morsi persiste, diz que “o povo [o] elegeu em eleições livres e justas” e que o Egipto (isto é, ele) não cederá às forças da oposição. Nas ruas a populaça grita “Sai!”. Morsi, Passos, a mesma cegueira.

E o próximo primeiro-ministro vai ser…

rui-rio
Depois de comprovada a falta de condições de Pedro Passos Coelho para continuar a liderar o Governo, nomeadamente devido à falta de uma base de apoio parlamentar maioritária, o Presidente da República resistirá a convocar eleições antecipadas. E tal como em Itália Mario Monti substituiu Berlusconi e na Grécia Lucas Papademos substituiu Georgios Papandreo, Cavaco Silva terá a tentação de escolher uma personalidade da área do PSD que garanta a continuidade da Legislatura até 2015.
Rui Rio é um economista com fama de rigoroso. Tendo estudado no Colégio Alemão durante 14 anos, ele próprio se considera meio alemão na defesa do rigor. Quem melhor do que um economista rigoroso meio alemão para acalmar os mercados e a Troika?
Rui Rio tem uma boa relação com o CDS-PP. Aliás, tem liderado nos últimos 12 anos uma coligação entre os 2 partidos que lhe valeu 3 vitórias eleitorais no Porto. No primeiro mandato, por ser minoritário, chegou mesmo a estabelecer uma aliança com o vereador da CDU, Rui Sá, que durou 4 anos.
Rui Rio é adepto de uma reforma profunda do regime político que envolva os vários Partidos portugueses. Isto soa a música para os ouvidos do Presidente.
Rui Rio tem um estilo e tem qualidades que são do agrado de Cavaco Silva e de alguns dos barões do PSD. De resto, foi um dos nomes falados para concorrer contra José Sócrates em 2009, tendo a escolha recaído na altura em Manuela Ferreira Leite, outra figura muito próxima de Cavaco Silva.
Todos sabemos como é que estas coisas funcionam. O país não aguenta eleições antecipadas nesta altura, os juros da dívida e a instabilidade, os prazos, o Orçamento de Estado e o conhecimento dos dossiers e por aí fora serão argumentos suficientes se não se quiser dar a voz ao povo. A verdade é que Rui Rio anda por Lisboa e nos últimos dias reuniu-se com o Presidente da República e com Paulo Portas. Não seria a primeira vez que o ainda Presidente da Câmara Municipal do Porto estaria no lugar certo à hora certa.

Gaspar escarrado, devíamos cuspir paralelos

Depois de Vítor Gaspar ter sido escarrado num supermercado, fico com pena de não cuspirmos granito.

Um Governo swap

Santana Castilho*

1. O fim da greve dos professores, primeiro, e a demissão de Gaspar, depois, atiraram para o limbo do quase esquecimento o escândalo do exame de Português do 12º ano. Mas a consciência obriga-me a retomar o tema, no dia (escrevo a 2 de Julho) em que se branqueia a iniquidade. Que teria feito a Inspecção, que aparecia sempre e este ano sumiu, se verificasse que se efectuaram exames sem o funcionamento regulado dos respectivos secretariados? Que houve vigilantes desconhecedores das normas básicas, socorridos no acto … pelos próprios examinandos? Que se realizaram exames sem a presença de professores coadjuvantes? Que professores de Português vigiaram exames? Que não foi garantida a inexistência de parentesco entre examinados e vigilantes? Que não houve um critério uniforme para determinar quem fez e quem não fez o exame a 17 de Junho? Que o sigilo, desde sempre regra de ouro, foi grosseiramente quebrado pela comunicação, em ambiente de tumulto público, entre o exterior e examinandos? Que se prestaram provas em locais inadequados e proibidos pelas regras vigentes? Que não foi respeitada a hora de início da prova? Que teria feito, afinal, a Inspecção, se … existisse? O óbvio, isto é, a recomendação da anulação do exame e o apuramento dos responsáveis pela derrocada do que se julgava adquirido. Consumada a trapalhada inicial, transformada a Inspecção em submissão, prosseguiu a farsa com o Despacho 8056/2013, que, preto no branco, contrariou a lei e mandou admitir à repetição da prova todos, sem excepção, que a não tinham feito, independentemente do motivo. A última palavra, corrigindo o despacho, deu-a … o Gabinete de Imprensa do ministério. Tudo brilhante, em nome do rigor, sob a responsabilidade política do ministro do rigor. Espanta isto no dia em que Maria Luís Albuquerque substitui Gaspar? Claro que não. Este é um Governo swap. Um Governo que troca o que lhe dá jeito, particularmente a ética, pela sobrevivência a qualquer custo. [Read more…]

A realidade da política portuguesa ultrapassa qualquer ficção

Com comportamentos dignos de bobos da corte, Passos Coelho, Paulo Portas e Vítor Gaspar são os protagonistas de uma ópera bufa de terceira categoria.

Gaspar saí sem surpresa mas com estrondo e não se roga a deixar uma carta ao país onde diz que Passos é incompetente para liderar o Governo. Passos volta a não consultar o seu parceiro de coligação sobre o novo nome para a fundamental pasta das Finanças. Portas esquece-se de dizer que se o caminho for esse, então não terá outra opção que não seja a demissão. Nada diz e demite-se a 30 minutos da tomada de posse da nova ministra.

Gaspar, Passos, Portas

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Uma tarde divertida no Facebook

Bomba

Em resumo….

Já há um candidato!

E de certeza que faria muito melhor. Com a vantagem de que seria uma animação. Venha ele!

Este é o momento

Uma demissão de sonho:

um Presidente, um governo e uma maioria.

Série Maridos (IV)

UM PASTOR

Para que serve um marido? perguntou ela repetindo a minha pergunta como forma de ganhar tempo para alinhavar argumentos.

Um marido é uma espécie de almofada fofinha. As pessoas hoje em dia, as que são como eu, preconceituosas, não querem essa carga do casamento. Para mim o marido só fez sentido a partir dos 40 anos – mas mesmo assim custa-me a engolir… Porquê? Porque fazemos parte de uma cultura muito adolescente, que nunca quer assumir esses papéis. Até aí, com os homens, eu só tinha partilhado casas, tido filhos, partilhado também riscos na vida, problemas… Com este marido é uma espécie de cruzeiro: cá vamos nós bem-dispostos no meio da vida.

Um marido é um pastor. É um descanso, ter assim um bom pastor. Podemo-nos distrair com outras coisas, é óptimo. Mas são as mulheres que suportam as crianças, naturalmente as mulheres estão mais atentas, é uma coisa que acontece naturalmente. Às vezes é preciso fazer um esforço para deixar espaço ao marido, há muitas mulheres que dizem que deixam esse espaço mas vai-se a ver e é só na teoria, porque depois criticam constantemente o marido, e controlam tudo o que faz, e por isso é como se não dessem o espaço… e isso intimida os homens e estraga os casamentos. É preciso deixar o pastor fazer.

peça de teatro procura autores

papagueno

Notas para uma peça de teatro plagiada a reescrever urgentemente… ajuda, precisa-se!

Batatinhas

“Estamos entregues a um grupo de irresponsáveis” — Freitas do Amaral

Teresa Guilherme

Vai estar em S. Bento a acompanhar, em directo, as saídas da casa.

Está tudo bem

estamos à espera que o CDS diga se está dentro ou fora. De resto, sem Ministro das Finanças, sem Ministro de Estado, por acaso líder de um dos partidos da coligação, está tudo a correr dentro do que é normal.

Se calhar a relação precisa de um tempo – estamos a pensar falar com a Maria ou então consultar o Borda d’água.

passoscoelho

Alice-no-país-das-maravilhas falou ao País

Alguém lhe pode explicar que o governo acabou?

Vamos aguardar com serenidade que todo o trabalho feito pelo governo não seja destruído do dia para a noite, pode ser? Ó meus amigos, chegar a um défice de 10.6% do PIB não é para todos! E os belos dos buracos dos swaps, da Madeira, das PPP, do BPN e do BANIF são para mandar para o lixo? E o desemprego? Vamos com calma.

Depois de um governo que tanto trabalhou a aprofundar a cova, o que faltava era agora virem  aqueles que trataram de a abrir. “Qual é a pressa?”

Nada disso! Até chegarmos ao outro lado do mundo ainda há muita buraco para abrir. Lá chegados, veremos então luz ao fundo do túnel. Coragem, que demissões são coisas de menina.

Façam uma oferta…

… E eu também vou fazer comentário político. No facebook, há duas horas.

Não me demito

E vocês?

Paulo Portas, na hora da despedida

Os falantes de português do Brasil estarão ainda a matutar no significado daquelas enigmáticas palavras de Paulo Portas: “ficar no Governo seria um acto de dissimulação”. Acto? Estranho. O que quererá dizer? Rimará com pacto e impacto? Por que motivo terá Paulo Portas escrito ‘acto’, utilizando “a norma lusitana, que teimosamente conserva consoantes que não se articulam”? E por que razão terá escrito ‘efetivamente’ e ‘julho’? Será que aquela mistura de grafias tem algo a ver com a criptografia de chave pública? Já agora, ainda não percebemos: afinal, Paulo Portas é contra, a favor ou abstém-se?

Post scriptum: Gostei da carta de ontem, divulgada pelo Fernando Moreira de Sá, principalmente porque havia sequências consonânticas para todos os gostos: as minhas predilectas, confesso, são o accumsan e o consectetuer — admito que não apreciei nem o luptatum, nem o option.

Paulo Portas 272013

 

E agora o ministro mais seguro

Seguro pelo PS, preparando nova coligação, Paulo Portas demitiu-se.

Paulo Portas demite-se

Parte sem ter resolvido o problema. Paulo Portas, não nos esqueçamos, era “completamente contra o Acordo Ortográfico”. Com Nuno Crato, já se sabe, não contamos.  Esperemos que o próximo ou a próxima MNE acabe, duma vez por todas, com esta vergonha.

Atenção, Atenção: Protejam as fotocopiadoras!

Portas demite-se do Governo

No Porto pintamos pela liberdade de expressão

A Associação Juvenil Projecto Ruído vai estar esta QUARTA-FEIRA (3 de Julho), pelas 16h30, na TRINDADE, a pintar um mural de protesto contra este projecto de lei, e convida todos a estarem presentes também! Mais info no Facebook.

A “escola” Vale e Azevedo

Detestei a presidência de Vale e Azevedo no Benfica. Aqui, a palavra detestar não é gratuita. Detestei mesmo, odiei, envergonhei-me várias vezes por ver o personagem representar o Benfica com o aplauso dos sócios.

Vale e Azevedo, se estiverem lembrados, inaugurou um estilo então em ascensão e que vingou na sociedade portuguesa, nomeadamente na política, como temos visto: o homem arrogante, vaidoso, que se qualifica a si mesmo como vencedor, capaz de mentir descaradamente em qualquer situação, com lata para dizer uma coisa, fazer o seu contrário e chamar burros aos que diziam que a acção e a promessa não batiam certo. Vale e Azevedo implantou o sem-vergonhismo nos media portugueses, a não admissão de culpas, o ataque rottweilliano e paranóico a quem dele discordasse, o esmagamento retórico dos adversários com base no insulto personalizado e em lógicas absolutamente distorcidas.

A ostentação sem limites, o discurso do luxo e do sucesso por atropelamento de terceiros, o chico-espertismo e pato-bravismo embrulhados em “elegância” e “finesse” eram uma das suas imagens de marca.

Os processos judiciais em que se viu envolvido, cheios de episódios rocambolescos, manobras dilatórias, cartas rogatórias e afins, permitiram-lhe ganhar tempo e depenar mais algumas vítimas que o não seriam se a justiça portuguesa fosse célere e eficaz.

O seu estilo de “dandy torrejano”, ainda lhe permitiu ficar a dever rendas luxuosas em Londres, [Read more…]

Palhaço contra palhaço

Arquivada a queixa de Cavaco vs  Tavares. Enquanto faltar pão, o circo continua.

circo gladiadores

Melina

melina_mercouri

No dia em que a União Europeia faz um ultimato à Grécia para que resolva em três dias (e no meio de uma crise política parecida com a nossa) a bicuda questão das garantias associadas ao financiamento daquele Estado sob resgate financeiro, recordo uma tarde que passei em Atenas à conversa com o marido de Melina Mercouri (1920-1994) – o cineasta Jules Dassin (1911-2008), que ela conhecera em Cannes em meados dos anos 50.

Actriz, cantora, activista política, Mercouri foi também Ministra da Cultura – é da sua autoria a ideia das capitais culturais da Europa, [Read more…]

David Cameron, um dos muitos políticos pérfidos e farsantes

Costumam encontrar-se todos em Bruxelas e em outras cidades europeias. Impingem a mensagem de, em uníssono, se empenharem a favor dos povos que representam. Comportam-se, porém, em sentido divergente. Pérfida e hipocritamente.

Nunca o mundo, em especial os líderes da União, agora a 28, integrara um grupo tão homogéneo de sórdidos farsantes  – abro um parêntesis para acrescentar ao grupo os do outro lado do mar ou da fronteira, como Obama e Putin, e muitos mais poderia aglutinar. Reunir em massa esta gente tenebrosa que, protegendo o sistema financeiro e os detentores de obscenas fortunas, desprezam e trucidam milhões de seres humanos, com pobreza e miséria.

Cameron, o PM do país de sua majestade Isabel II, é dos amigos privilegiados de Passos Coelho. Juntam-se para conversações – e estratégias? – acerca de interesses bilaterais. Uma espécie de reedição tosca do Tratado de Windsor, de 1386, que instituiu, dizem, a mais velha aliança do mundo. Do País de Gales à Escócia, os cidadãos-comuns ignoram-no. Não é relevante para a História do Reino Unido, dominada pelo Império onde o Sol jamais atingia o ocaso.

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Dilma, Morsi e o Dr. Soares

A rua está a falar cada vez mais alto. Gritou na Turquia. Vociferou no Brasil. Berra agora no Egipto, rejeitando um presidente eleito, o islamista Mohamed Morsi, cujos passos políticos foram dados no sentido, não de uma reconciliação nacional, mas de um absolutismo islamizante, pé ante pé, medida ante medida. A rua é soberana no século XXI? Depende. Alguns, na Esquerda Impostora e Nihilista Portuguesa, convocam-na e ela não acontece. Nunca. A não ser que, num primeiro momento, se disfarce de movimento cívico Que se Lixe a Troyka para logo se expor e gerar desmobilização dado o facto de os portugueses odiarem ser manipulados do Sofrimento Real para o Nada Garantido, típico das Esquerdas Raivosas, do BE ao PS. A rua não se empertiga em Portugal. Não acontece em Portugal. Mário Soares, por exemplo, tomando a nuvem por Juno, considerou que os insultos organizados pelo Bloco de Esquerda e os arrufos promovidos pelo PCP, à chegada e à partida dos Ministros em eventos e encontros oficiais, chegariam e sobrariam para derrubar o Governo Passos. Não. [Read more…]

Vale e Azevedo condenado a quê?

Desconhecemos a palavra efetiva. Entretanto, dizem-nos que foi prisão efectiva. Teremos de ler o acórdão.

Não é um governo, é um gangue

Este governo é ridículo. É absurdo. É um disparate. É inacreditável que, quando podia, mediaticamente e apenas isso, dar uma ideia pequenina de alguma mudança política, eis que nos surpreende e troika Vítor Gaspar por Maria Albuquerque, que tem o condão de ter parte do país a pedir a sua demissão mesmo antes de ser ministra. Mas será que surpreende mesmo? [Read more…]