Desmontagem do mito do aumento da exportações: miséria e destruição da produção portuguesa.
Estados de alma na Educação
Depois da agitação Cratiana inicial, o ambiente Educativo começa a adquirir tons e cores diferentes dos que foram usados
para pintar o arranque do ano.
Não quero com isto significar que ficou tudo cor-de-rosa, ou antes, laranja. Nada disso.
O que talvez tenha acontecido é uma maior separação entre uns e outros – entre os que estão na escola, os que têm emprego. E os que estão em casa, os que estão desempregados.
Não há cores garridas no ar, anda tudo um na área dos cinzentos nas salas de professores e tudo muito mais negro nos ecrãs de computadores que juntam os desesperados à procura de uma vaga.
Não se entende muito bem o que aí vem – será que a mobilidade chega? Será que terei horário para o ano? Será que ainda me vão meter mais alunos dentro da sala? E o programa, vai mudar ou será sempre este?
Para quem está em casa, o olhar triste confunde-se com a luz do ecrã: a vontade de aproveitar o sol é zero e a capacidade de pensar no futuro está limitada pela frustração da existência. Falta um pilar fundamental – ter emprego. Trabalhar.
Os que estão por casa desejam, com mais ou menos palavras, que muitos metam a reforma. Nas escolas, os mais velhos, perguntam a toda a hora – quando é que me posso ir embora?
Haverá futuro para uma Escola assim? E que futuro tem este país que trata a escola assim?
As respostas têm que ser suportadas no optimismo do 15 de setembro: claro que Há OUTRO CAMINHO!
E Vincent Peillon sabe qual é!
Reserva de Recrutamento
É assim que agora se chama o processo de colocação de professores que se vai repetindo, mais ou menos, semana após semana – já se chamou cíclicas, bolsa e agora é a reserva.
Está aí a segunda lista de colocações para os interessados. Continua a ser dramática a quantidade de Docentes por colocar.
Continua a ser vergonhosa a forma como o país lida com a Educação – há neste momento milhares de alunos ainda sem aulas e …
—
Pode também consultar as colocações da Reserva de Recrutamento 1, bem como as colocações de 31 de agosto.
Sem lugar
Em Coimbra o governo já caiu
A ignorância capitalense sobre a minha aldeia é a única desculpa para que este título não ande pelos jornais. Não falo da manifestação de sábado, que em termos relativos é capaz de ter sido a maior do dia.
Pedro Dias, que foi o mais jovem catedrático da UC, militante do PPD desde a fundação, ex-director da Torre do Tombo e farto de o ser da Biblioteca Nacional, escreveu ao governo em termos que Maomé utilizaria para descrever um presunto.
Ontem o Reitor fez um magnífico discurso numa cerimónia solene, entre outras críticas propondo a taxação das transições financeiras. João Gabriel Silva é militante do PSD.
Hoje Carlos Encarnação, outro fundador do PPD, para todos os efeitos quem ganhou as eleições para o Município, escreve que “há um limite”:
O desastre continuou com o Ministro das Finanças. Mais austeridade, para os mesmos, e um pouco, poucocinho, para os outros.
Oficialmente no PSD dissonâncias é um tal de Capucho. Por estes lados o PSD bem podia ir a votos amanhã. Era capaz de disputar a eleição do último deputado. e não, não estou a pintar a realidade com a cor dos meus desejos. Sou de cá, e agora vou ver a Académica a jogar a bola.
Hoje estive no Bataclã
É o que se chama na minha escola ao sítio onde esperamos, 4 ou 5 de cada vez, para ir dar uma a quem calha com quem calha – pode ser Português ao 7.º E, Matemática ao 8.º D ou Inglês ao 9.º A. Também há quem lhes chame Aulas de Substituição.
Incompetência deste governo
Há muitos sinais, ou antes, há muitos e variados factos que provam a incompetência dos boys que nos dirigem.
No Ministério da Educação, um ex-comentador, voltou a provar que afinal é possível repetir os erros do passado: fazer, nos concursos, um trabalho ao nível de Maria do Carmo Seabra.
Mas há mais.
São ainda milhares os alunos sem professor nas nossas escolas públicas.
Verdade!
Há mais de 40 000 professores desempregados em casa!
E há milhares de alunos nas escolas ainda sem professor!
Alguém entende isto?
Movi.Kanti.Revo
A Google e o Cirquedusolei deram as mãos para uma criação única. Imperdível!
História de um rio
Quero contar-vos a história de um rio.
Era um rio novo, cheio de energia, capaz e mais que capaz de cavar olas no fundo de cada socalco fragoso. Era um rio límpido e cheio de vida, capaz e mais que capaz de distribuir águas a uso. Era um rio ativo, capaz e mais que capaz de se juntar a outros e fazer um rio maior, tão novo, tão límpido e tão ativo como todos os que lhe deram o ser.
– Vem mover-me!, pediu a mó do moinho.
E nesta recusa seguiu o seu caminho cavando terras, polindo saltadoiros, lavando lajes escoando-se aqui e ali por agueiras e regueiros mínimos, desvios vários e sangradouros um pouco mais notados. Foi sugado por mangueiras e condutas ocasionais, ora aqui, ora ali, discretamente e sem aleijar, à medida de ir abastecendo canais e redes, na certeza e convicção da mais pura liberdade e de nunca ser um rio conduzido a um fim ou propósito.E de que se esqueceu este rio?
De que as suas águas, depois de se envolverem na certeza útil do movimento assinalado pelo som da “tramela” regressariam à antiga liberdade, tão enérgicas, límpidas e ativas com o já o eram.
Governar mal compensa
Uma coisa é penalizar a coligação PSD/CDS que está a procurar empobrecer o país em vez de cortar na despesa que alimenta os negócios dos amigos do regime. Outra é recompensar um dos partidos que contribuiu activa e decisivamente para a situação em que estamos. Um povo sem memória ou que nem se dá ao trabalho de reflectir tem o que merece.
Leituras:
- O relatório das PPP (I, II)
- Cravinho admite erro
- Buraco do BPN sobe para 5,3 mil milhões
Já agora: não deixa de ser um sinal de desfaçatez que Cravinho, o campeão das PPP, venha com um discurso moralizador sobre essas mesmas PPP.
A deriva
Aproveitando o ponto 5 do comunicado da CPN do PSD, também “dou nota” da minha “preocupação relativamente à deriva”. De facto, é uma deriva e é constante.
Arquivos secretos da Inquisição
Mini-série de 4 episódios, rodados em Espanha, França e Itália e baseados em documentos oficiais do Vaticano.
Carregue para ver
Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI
Unidade 5.2. – Os novos valores europeus
A fotografia é esta
Uma outra versão corre mundo. Prefiro esta. Tem o enquadramento perfeito das fotografias ícones deste tempo: [Read more…]
O 15 de Setembro correu mesmo bem
O Merdina Carreira está chateado. Ainda vai para o governo e lá teremos saudades dos que lá andam.
Magnífico Reitor
Discutível mas imperdível, o discurso na Abertura Solene das Aulas de João Gabriel Silva, Reitor da Universidade de Coimbra.
A reabilitação de João Franco
Num daqueles impulsos que tão bem o caracterizam, o senhor doutor Mário Soares ainda acusa o corte de subsídios desfechado sobre fundações privadas que medram com dinheiro público. Agora, numa revanche à la française, decreta a urgência da corrida a pontapés do governo saído de uma maioria eleita há pouco mais de um ano. Deve andar bem influenciado pela nova praxis imperial sediada em Bruxelas, trauteando a conveniência do encontrar de um luso-Monti que satisfaça os apetites da tal Europa federal que continhas bem feitas, não existirá.
João Franco governou por decreto, mas com eleições marcadas para 5 de Abril de 1908. Mário Soares inverte a situação: fazem-se eleições e depois arranja-se um governo que nada tenha a ver com as ditas cujas. No tempo de D. Carlos I, governar com liberdade de imprensa e de reunião, mas através de decretos que não iam ao Parlamento, chamava-se – abusivamente, é verdade – governar “em ditadura”.
O único problema a colocar aos entusiastas de soluções expeditas gizadas pela plutocracia, consistirá no seguinte: no circo da política nacional, não existe alguém que remotamente chegue à unha negra do pé esquerdo de João Franco. Percebeu, Dr. Soares?
A carta de Pedro Dias ao governo
Sendo um péssimo discípulo do Mestre, como entre alunos e antes de existirem mestrados o tratávamos, sempre tive muito orgulho em ter aprendido com Pedro Dias. Politicamente é outro filme, muito embora conheça o seu percurso político, da oposição antes de 74 ao PPD pouco depois. Homem honrado sempre o conheci:
Exmo. Senhor Doutor Rui Pereira
Muito Ilustre Chefe de Gabinete do Secretário de Estado da Cultura
Venho, por este meio, manifestar a V. Exa. o meu desconforto pela situação que me foi criada, com os sucessivos adiamentos da minha saída da direcção da Biblioteca Nacional. Ficou claro, quando do surpreendente convite que me foi feito, que só o aceitaria, pelo período necessário que decorresse até à reabertura ao público da Biblioteca Nacional de Portugal. Acaba de passar um ano sobre essa data, em que, todo o espólio da instituição, fisicamente ou através de meios informáticos, voltou a estar disponível. Apesar dos meus apelos, e da minha renúncia formal, em 28 de Dezembro passado, não fui dispensado, acrescendo que, desde 1 de Abril último, por motivo da entrada em vigor da nova Lei Orgânica, me encontro em gestão corrente. Os prejuízos pessoais e familiares para mim são grandes, e do ponto de vista de saúde ainda pior.
Mais ainda, não só não me revejo na politica do Senhor Primeiro Ministro, como estou completamente contra ela, e não reconheço legitimidade ao Governo para se manter em funções, por ter renegado todas as promessas feitas ao eleitorado, e que constituem a base da sua legitimidade democrática.
Congestões
Alguém informe o CDS que há mais congestionamento nos centros de desemprego do que na rotunda do marquês.
Ricardo M Santos
Os problemas de comunicação do governo
Por muito que queiramos (ou quiséssemos) olhar para os políticos como casos individuais, o seu comportamento é demasiado estereotipado para que o mereçam, tornando, por exemplo, as Farpas queirozianas textos infelizmente intemporais, tal é a triste semelhança entre os politicotes da Regeneração e os espécimes ministeriais nossos contemporâneos.
Sempre que algum aspecto da governação suscita crítica ou revolta, lá surge um sequaz do governo a choramingar que os ataques resultam da dificuldade em explicar as medidas. Na realidade, o governante limita-se a agredir o cidadão, esperando que este compreenda que o soco que lhe acerta na queixada é, afinal, beijo apaixonado, manifestação evidente de um amor mal compreendido. No fundo, o governo pouco difere do perpetrador de violência doméstica que explica à vítima que a quantidade de porrada é directamente proporcional à paixão. [Read more…]
A Maria João Marques será uma criatura?
É possível. Sem dúvida que burra e ignorante. Vá ler poesia, cresça, minta menos e apareça.
Más-línguas
José Cândido
Porto, 18-09-2012
– Tenho lá uns livros na estante que estão bons para ser trocados por uns bonitos, com cheiro a novo, onde assino?– Olha, e eu estou farto de colocar letras que não servem para nada! Ainda bem que estamos de acordo…– E sempre fazemos um sainete com os falantes próximos da nossa língua, até conheço um…mas isso agora não interessa!…

O Sacro e Pontifical Soares Falou Outra Vez
O monolítico burguês Mário Soares, o grande empedernido de todas as gulas, a grande caricatura da caricatura do socialismo, grande desgraça e pai de muitas, voltou a falar. Falara já ontem. E amanhã falará com o peso e a importância de um peido solene. [Pacheco Pereira, falhado e tortuoso político em quem ninguém votaria, é outro que de vez em quando também emite raivosamente]. Mas Soares tem mais peçonha. Décadas e décadas de boa vida só agora ameaçadas determinam que emita sinais de fumo e odores a corno queimado.
A sua tristeza e irresponsabilidade pronunciativas não poderiam ser maiores. Daí o passar para as palavras todo o anquilosamento moral acumulado nas carnes laicas. É como se agora nos quisesse descolonizar outra vez. Parasitariamente, para ele o dinheiro da Troyka aparece sempre. Por isso berra com a delicadeza, o sentido de Estado e a ponderação com que descolonizou África. Para que lhe fazem perguntas, meu Deus?! O inquieto e túrbido Soares está somente atormentado consigo mesmo nos proventos ameaçados e com a Fundação sujeita a um corte de 30% por parte do Governo Passos.
Mário, Vossa Antiguidade não consegue sofismá-lo. Vossa Autoridade aparece agora tão castigadoramente a pronunciar-se sobre o Governo Passos como se o Passado não pesasse. Como é que Vossa Sujidade só aparece agora como soberaníssimo desdenhador de uma governação? Como é que Vossa Pontifical Vestustade só anatemiza a Troyka e o Passos, com frases cortantes só dedicáveis a canalhas, a ditadores e a assassinos?!
A nossa obtusidade deve ser incomensurável para não perceber os rótulos que todos os dias comummente e burguesmente Vossa Anquilosada Senilidade apõe a este Governo afinal herdeiro de um outro, esse, sim, repleto de ladrões, de glutões, de incompetentes e comissionistas, como aliás foi e é Vossa Inefabilidade Furtiva. Mexe-se num privilégio de Vossa Endestésica Senhoria e logo sente por dentro mais fúria que a dos gatos por fora, quando lhes amarram campainhas ao rabo. Vossa Voracidade não tem uma palavrinha para qualificar os roubos e as devastações perpetrados pelos recentes anos socratistas-socialistas?! [Read more…]
Como de costume
O interesse dos partidos está a frente do interesse do país. É o que se conclui das últimas movimentações.
Crespôlandia
indecentemente roubado a Jota Digit Media

Crespo compara uma empresa com 17 canais de rádio e televisão, delegações e correspondentes no país e do estrangeiro, com uma televisão que tem 6 canais e outra com 2 canais de TV.
Crespo afirma todas as noites que a RTP custa 1 milhão de Euros por dia.
Ou seja, já estamos em 2013, Dezembro passou e o mundo não acabou.Crespo insistirá na ideia e 2013 terá apenas 180 dias. O Reveillon será a 29 de Junho.
Crespo sabe com a “excelência da informação” que tem, que a RTP custa 0,13% do PIB nacional, 23% a menos do que a média europeia. [Read more…]
A TSU posta em versos
Relaxa a rigidez do mercado de trabalho devido a redução do custo do salario com possibilidade de renegociação.
João Miranda, ipsis verbis
O Nome da Rosa
O clássico «O Nome da Rosa», baseado no romance de Umberto Eco, é obrigatório para o estudo desta matéria, nomeadamente a acção da Inquisição. As cenas do tribunal, bem como as da tortura que o antecedem e a razão de todos os crimes na abadia, que nos remetem para o Index, são imperdíveis. É por aqui que se pode começar a mostrar aos alunos o que foi o Tribunal da Santa Inquisição da Igreja Católica ao longo dos séculos.
Ficha IMDb

Carregue para ver
Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI
Unidade 5.2. – Os novos valores europeus














Recent Comments