Psssst, Washington, Please, We Have a Problem

Pois parece que nada mais nos resta do que, a partir de quarta-feira, e caso a venda de dívida corra mal, chamarmos os senhores do FMI, apesar das afirmações do sr Teixeira dos Santos e da tentativa de enganar dos mercados  na apresentação dos números de 2010 para o défice previsto. Pelo seu lado o Primeiro Ministro de Portugal diz que o FMI não é preciso por .
Nesse pressuposto, o nosso amigo Drucas, que tem estado calado e quedo, já se movimenta, perfilando-se para umas eleições antecipadas.
Também o líder do CDS pede sem cessar novas eleições.
Todos à espera do óbito oficial do ainda nosso Primeiro, que em estertor, lá nos vai dizendo que não precisamos para nada dos senhores de Washington.
O comentador Marcelo lá vai mandando as suas bitaitadas, e a pressão dos mercados e em especial da  França e da Alemanha, faz-se sentir cada vez mais. [Read more…]

Alemanha: a balela do desemprego causado pelo Inverno

Parte significativa dos analistas e jornalistas económicos usa uma semântica pensada para entendidos. Portanto, para a maioria, é hermética e tende a exibir-se como científica.

Em noticiários televisivos de economia, é comum ouvir desconexas justificações do ‘sobe e desce’ das bolsas. As cotações descem em função “de uma correcção técnica”, argumentam umas vezes; no dia seguinte, os mesmos títulos sobem por estímulo dos dados apenas estimados – “os resultados hoje foram melhores do que esperado, graças a…”, acrescentam. Depois, as cotações voltam a descer e a subir; e os estereótipos reproduzem-se.

Tudo isto a propósito de, nas notícias referentes à economia alemã, os mais sábios, da ‘Bloomberg’ por exemplo, terem ficado surpreendidos com o aumento do desemprego para 7,2% em Dezembro de 2010 – mais 85 mil desempregados do que em Novembro, e a primeira subida após 17 meses. Razão invocada pelos analistas: um Inverno duro e implacável. Curiosamente, a Noruega, com clima mais adverso, ficou-se por uma taxa de desemprego de 3,20% em 2010. [Read more…]

Novo Acordo Ortográfico Europeu (versão Inglesa)

COMO SE FORA UM CONTO

The European Commission has just announced an agreement whereby English will be the official language of the European Union rather than German, which was the other possibility.

As part of the negotiations, the British Government conceded that English spelling had some room for improvement and has accepted a 5-year phase-in plan that would become known as “Euro-English”. [Read more…]

A Alemanha, a Europa, o Nosso Cantinho e a Xenofobia

Mantendo intacta a amizade, não partilho o tom e a radicalidade do último poste do Carlos  Fonseca, como não partilho  o tom de alguns comentários, um pouco como se fosse delírio ou mentira absoluta o que o poste diz. A Europa está cada vez mais xenófoba.(Como sempre?)

Num mundo desiquilibrado os extremos procuram-se. Geograficamente, os pobres dirigem-se para os ricos e os ricos abastecem-se de matérias primas nos pobres. Mas, num mundo desiquilibrado, os ricos não se abastecem de forma justa e ditam a lei quem tem contra quem não tem para imporem os seus negócios, como sempre foi. E abastecem-se ao preço que determinam daquilo mais precisam. É natural, dirão uns, é imoral, dizem outros.

Acontece (as razões aduzidas e ditas justificativas têm sempre perspectivas diferentes e em oposição) que o mapa da riqueza e da pobreza se encontra muito claramente delineado, apesar de zonas intermédias, e em alguns países ganha-se num ano o que noutros se ganha numa vida.

Ninguém é culpado de ter nascido onde nasceu. Ninguém é obrigado à fatalidade da pobreza extrema. Se, no meu meio, eu não puder proporcionar sobrevivência (já para não falar de vida digna) aos meus, tenho o dever de mudar o meio, de mudar de meio, de fazer o possível. E o possível, muitas vezes, é emigrar, tentar onde o meio pareça mais propício, onde existam mais oportunidades, mesmo sem certezas, nem papéis, nem sucesso.

Já os países ricos, por outro lado, têm o direito de se proteger, é compreensível e pode parecer natural, não fossem os desiquilíbrios por eles introduzidos serem perpetuadores deste status-quo.

A Europa talvez não possa acolher todos os milhões que atrai mas, quando precisa, atrai milhões. Tem o dever de os integrar e respeitar, assim como aos seus hábitos e culturas. O contrário, naturalmente, é igualmente verdade.

Acontece, porém, que neste caso a Europa não existe. A Europa não existe, a Alemanha não existe, a França não existe, Portugal não existe. Existem, isso sim, [Read more…]

Locomotiva Alemã acelera

O índice do clima de negócios do Instituto de Economia de Munique (ifo), publicado hoje, registou este mês uma subida de quase quatro pontos,a maior dos últimos 20 anos, passando de 101,8 para 106,2 pontos, foi hoje

anunciado. “A economia alemã está de novo em ambiente festivo”, afirmou na capital da Baviera o presidente do ifo, Hans-Werner Sinn, durante a apresentação dos novos números.

http://dn.sapo.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1625081

Comentário

A locomotiva económica alemã voltou a funcionar, os passageiros nas carruagens podem recostar-se e em breve tudo fica como dantes no quartel de Abrantes? Nem por isso.

Uma vez que os gigantescos problemas estruturais mundiais e comunitários não se encontram solucionados, podendo a qualquer momento irromper de novo com violência redobrada, também desta vez e tal como em Fevereiro 2007* trata-se de uma “flor de pânico” – enfim: sol de pouca dura.

Rolf Damher

* Em 2007, num prenúncio da actual crise, na Alemanha já tivemos o caso de uma “flor de pânico”. Na altura, o presidente do Instituto de Economia de Munique (ifo), Prof. Dr. Hans-Werner Sinn, e eu vaticinámos, independentemente um do outro, o carácter passageiro da alegáda retoma. Só o descobrimos quando o Prof. Sinn leu o meu comentário – ele tinha utilizado o conceito “Supernova”. E tivemos razão, infelizmente.

Auto-estima, precisa-se!

Caro Galo de Barcelos!

Deixa-te de queixas e de complexos de inferioridade. Muda de estratégia, deixa de reagir e aje, explorando os teus próprios pontos fortes que são muitos. No passado já foste muito bem capaz e tiveste sucesso. Já te dei mais que uma vez dicas como se faz. Se te quiseres libertar das sombras dos outros, toma as respectivas medidas e ficarás ao sol sempre quando te apetecer e nunca à sombra dos outros.

Para isso, a crise ajudar-te-á, baixando através dos duros factos gradualmente as resistências à inovação social ainda existentes.

Rolf Damher

P.S. Lembra-te: o Sr. Schäuble não vai poder ajudar-te, pois a Alemanha, embora sofrendo a um nível mais elevado, encontra-se no mesmo rumo do declínio e já não há “cacau” da Alemanha nem de Bruxelas que te salve. Cada um vai ter que produzir o seu próprio “cacau” para haver “cacau” de novo.

UE e euro sob o domínio da Alemanha… até na China

A chanceler Angel Merkel esteve de visita à China. Teve conversações com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao. O estadista asiático declarou a Merkel o empenho da China na defesa do euro e da recuperação das economias europeias. Motivo: a influência da Europa no desenvolvimento económico e social da China; país que, de resto, detém investimento de avultadas reservas no espaço da UE.

A visita saldou-se, como as notícias evidenciam, por acordos bilaterais, favoráveis a empresas alemãs; nomeadamente a Siemens AG e a Daimler AG.

Merkel teve o mérito de ser eficaz, em resultados para o seu país. Valeu-se da convicção de Wen de que a crise na zona euro está a afectar o crescimento económico da China e talvez tenha ripostado: “Aqui está a Alemanha, dona e senhora da UE, para avançarmos”.

Perante tudo isto, parece-me legítimo questionar se, de facto, não caberia institucionalmente à presidência da União e da Comissão Europeia desempenhar o papel de que se apropriou a Sra. Merkel. Acho que sim. Mas lamentavelmente a zona euro e restantes países da UE auto-excluem-se, também por inércia desse carismático presidente fantasma, chamado Van Rompuy, ou do putativo Barroso. Já nem falo da britânica Catherine Ashton, titular do cargo de alto representante para a Política Externa.

Embora tenha de conformar-me com a pro-actividade de Angel Merkel em defesa da sua Alemanha, recalcitro: não é aceitável a passividade das superstruturas da UE e até dos restantes Estados-Membros. Mais a mais, tratando-se de relações com o país emergente com a mais elevada taxa de progressão económica mundial, a China, e tendo sido usado o álibi da recuperação da zona euro e da UE em geral.

Como escrevi há dias, esta UE começa a ser um absurdo. Que é feito da solidariedade em nome da ‘coesão económica e social’ tão propalada em tratados e outros documentos subscritos por todos os Estados-Membros? E de acções concretas de política externa comum? Resposta: a Alemanha é quem sabe e ordena. Com naturais cedências à França e ao Reino Unido.

Já Sei Quem É O Campeão do Mundo de Futebol de 2010

Não é preciso ser-se adivinho para descobrir quem vai ganhar o Campeonato do Mundo de Futebol da África do Sul.

Principalmente agora que poucas equipas faltam. Estamos quase no fim.

Há estudos para tudo e mais alguma coisinha.

Há ciências que nos ajudam a descobrir o futuro.

Uma delas é a [Read more…]

Portugal – Brasil : jogo de empatas

Não serve para nada, ou antes, serve para empatar, que é o resultado melhor para ambos, isto sem broncas pelo meio porque o melhor resultado mesmo, para o Brasil era perder, encontraria o Chile ou a Suiça nos oitavos de final, as equipas mais fracas. Assim, para Portugal só interessa o empate, por uma questão de orgulho porque mesmo perdendo a Costa do Marfim não dá oito à Coreia.

É a oportunidade de fazer descansar jogadores, o Ronaldo, o Raul, o Coentrão , o Ricardo Carvalho e o Pedro Mendes e, já agora, perceber o que foi Pepe fazer à África do Sul. Não só pelo Pepe mas tambem pelo Nani!

Com a Suiça ou o Chile temos muitas hipóteses de chegar aos quartos de final, somos melhor equipa, e menos desgastados. Depois teoricamente poderemos encontrar a Argentina, o Brasil ou a Holanda melhores equipas do que nós.

A Alemanha é a pior de todas estas equipas e a seguir a Inglaterra o que dá alguma margem para Portugal, são equipas do nosso  nível podemos ganhar o que nos levaria à final com o Brasil  a Argentina ou a Holanda e, na final, é o que vier, tudo pode acontecer. Podemos ganhar o campeonato com :

Empate com a Costa do Marfim, equipa do meio da tabela; vitória sobre a Coreira uma das equipas do fim da tabela; vitória sobre a Suiça ou Chile, equipas do meio da tabela; Inglaterra ou Alemanha equipas numa forma muito distante a que nos habituaram  e, verdadeiramente, com um só jogo em que o adversário é superior. E a  final com o Brasil  a Argentina ou a Holanda!

Isto mostra bem que estes campeonatos são máquinas de fazer muito dinheiro e dizem muito pouco quanto à capacidade desportiva das equipas. Em 2004 a Grécia sagrou-se campeã europeia com uma das mais fracas equipas da competição.

Flat tax de 25% para sair da crise!

Em 07.06.2010 o Prof. Dr. Dres h.c. Paul Kirchof*, ex-juiz no Supremo Tribunal Constitucional Federal alemão e actual professor catedrático da Faculdade de Direito Fiscal da Universidade de Heidelberg, deu uma entrevista à SPIEGEL ONLINE. Na entrevista voltou a apresentar a sua proposta de 2005 para uma taxa plana (flat tax) de 25 por cento para todos, como um importante contributo para a saída da crise. Ontem escrevi-lhe uma cartinha que abaixo passo a traduzir.

Rolf Dammher

* http://www.bcsdportugal.org/files/518.pdf pág.23

“Quem apelar à fantasia e à mente do homem, vencerá aquele que tenta apenas influir sobre  razão”. Frederico II (O Grande) da Prússia

Exmo. Sr. Kirchhof,

Senti uma grande alegria quando li recentemente em SPIEGEL ONLINE que não desarmou e que continua a postos com a sua excelente e prometedora proposta de uma flat tax. A postos, para o momento quando aos nossos protagonistas de políticos e administradores de declínio se lhes acabar de vez a esperteza. Não deverá faltar muito até isso acontecer, a não ser que se tente ir até ao fim amargo, arriscando mesmo que o poder caia na rua. Neste caso será o caos.

Em 09.02.2005 tinha mencionado o seu modelo fiscal prometedor, com estofo para um grande efeito libertador, no meu artigo „Como sair da crise — uma abordagem diferente“, publicado no „Semanário Económico“. Precisamente como parte de uma estratégia sistémica-holística – princípio de solução de problema – que poderá contribuir de forma decisiva para que os nossos sistemas sociais – Alemanha, UE, etc. – voltem a ficar com os pés na terra. Aqui um pequeno excerto:

“(…) Para elucidar a situação, vejamos o exemplo do Prof.Paul Kirchhof que foi designado para futuro ministro das finanças pelo CDU/CSU alemão, caso este partido venha a ganhar as eleições antecipadas de 18 de Setembro. Ele identificou o tal “factor central” a eliminar, no actual estatismo pululante, em combinação

com uma legislação fiscal asfixiante. Consequentemente, postula, além de uma radical simplificação do IRS/IRC, a introdução de uma “flat tax” de apenas 25% para todos, a par do corte de todos os subsídios e esquemas legais de fuga ao fisco. Assim, segundo Kirchhof, serão libertadas as energias sociais que hoje nos faltam (…).

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Megainvestimentos – a estratégia do confronto!

Hoje veio, pela enésima vez, o governo insistir no TGV de parceria com a Espanha para dar maior credibilidade á coisa.

Basicamente, a questão pode colocar-se assim. O governo está no meio de uma embrulhada e não sabe como sair dela, O que aí vem é bastante pior. A Alemanha, a rica Alemanha, ela própria, aperta o cinto para dar o exemplo e Teixeira dos Santos lá vai dizendo que se calhar é preciso mais cortes nas despesa e maiores aumentos de impostos.

Esta realidade dá cabo de qualquer governo, mas quer o PSD quer o Presidente da República tambem não estão interessados em governar, por isso, vão deixando “queimar em lume brando” Sócrates. Como pode aliviar Sócrates a pressão? Viajando como um caixeiro viajante a assinar negócios que já foram assinados há anos e mostrando ao país o enorme sucesso e, ao mesmo tempo, deixar “em ponto de não retorno” os grandes investimentos, mesmo que para isso condicione toda a futura governação.

É que, no momento, nem precisa de muito dinheiro para lançar os concursos, mas é ele que deixa as grandes decisões tomadas e vai pairar no país por mais uma década. Quer dizer, quem venha depois que pague, e se não quiserem assim, deitem o governo abaixo, desafia!

Em Marrocos, Sócrates informou o mundo imbecil, que estava ali para vender o TGV ao anfritião, enquanto a Espanha apresentava uma nova carruagem para o TGV muito inovadora. Quer dizer, no dizer de Sócrates, nós vendemos o “know how” do lançamento dos concursos ( os dossiers com as condições) e os Espanhóies, Alemães, Holandeses e Franceses vendem a tecnologia!

Mas a verdade é que Sócrates, bem à sua maneira não desarma, perante um Cavaco Silva titubeante e um Passos Coelho pouco ansioso para ter dores de cabeça. O país, entretanto, é que perde, com um governo que não governa e que só toma medidas que sabe que em nada concorrem para a saída da crise.

Os outros países há muito que têm políticas definidas e as implementam!

A Turquia e a Grécia – problema político que dá dinheiro!

Este é um assunto político que deveria ter uma solução política. E que se saiba uma solução política não precisa de sustentar 100 000 soldados de um lado e outro, nem precisa de seis submarinos de um lado e outro.

Seria por aqui que a União Europeia deveria pegar no assunto para resolver o déficite das contas públicas da Grécia e, ao mesmo tempo, trazer a Turquia para dentro da União. É fácil, é barato e dá milhões! Mas assim, a vender armamento, temos a Alemanha a emprestar o dinheiro dos contribuintes alemães à Grécia, tão mal vista pelos alemães, os mesmos que vão lá cobrar uma taxa altíssima para remunerar as poupanças dos cidadãos alemães que estão tão zangados com a Grécia! Confusos?

Não estejam que eu explico outra vez. A Alemanha afunda as finanças públicas da Grécia , vendendo-lhe armamento e depois empresta-lhe o dinheiro dos seus cidadãos, para que a Grécia pague os submarinos, assim, fica a Grécia com os submarinos que não servem para nada e com a dívida e os Alemães com o dinheiro cobrado dos submarinos e o crédito. Por sua vez a Grécia pede dinheiro aos outros países europeus para pagar os juros e a dívida que, por sua vez, pedem dinheiro à Alemanha para poderem emprestar à Grécia! Confusos?

Então agora façam o mesmo racíocinio para Portugal, Irlanda, Islândia, Espanha …

PS: troquem só os submarinos pelo TGV…

E se a Alemanha sair do Euro ?

E voltar para o seu Marco alemão, forte, consistente e não ter que andar a segurar países que não fazem o trabalho de casa?

As sondagens dão acima de 70% dos Alemães a quererem sair do euro a que há a somar-lhe os USA que nunca viram, nem vêm, com bons olhos uma moeda forte a disputar-lhe a primazia de moeda mundial e a valer mais que o seu dólar.

Os avultados montantes de moeda que estão a ser injectados na economia podem originar daqui a uns anos uma hiperinflação que acaba com o resto das economias e das finanças dos países mais endividados. Nessa altura a Alemanha paga novamente a factura?

Há, evidentemente, problemas imensos que se colocarão no caso de acontecer o regresso às moedas nacionais, o maior dos quais, será a desvalorização dos activos que estão cotados em euros. E a própria Alemanha deixa de ter um mercado de 400 milhões de pessoas para a sua super balança comercial, embora, nada que não consiga equilibrar a exportar para países emergentes e com economias a crescer.

Infelizmente, se em termos de economia todos estão avisados, em termos políticos, que foram as verdadeiras razões que levaram os pais da UE a ver longe, as incertezas e a violência que sempre caracterizaram o centro da Europa, podem estar de volta.

O aprofundamento da coesão política da Europa exige, que os actuais 1% do PIB, como contribuição para o Orçamento da Europa, suba para perto dos 7% ! Não vejo a Alemanha a largar mão de uma tão grande fatia do seu Orçamento e do seu poder !

Isto de porreiro não tem nada, pá!

A bancarrota do milagre socrático

O animal feroz com o rabinho entre as pernas

O PEC – Programa de Empobrecimento Comum, foi aprovado com uma série de avisos mais que suficientes para preocupar alguem responsável. Mas os nossos estadistas, preferiram contar mentiras que é o seu habitat natural, ou mentem mesmo ou não dizem a verdade toda que é o mesmo numa situação tão delicada como a que levaram o país.

Em primeiro lugar, grande parte das medida vêm pela parte das receitas, a partir duma mentira em que só eles acreditam. Que o PIB vai crescer mais que 0.4%. Não cresce e, por isso, as receitas não atingem o valor calculado. Nas despesas, para além do aumento do IRS e do congelamento dos salários, não toca no que é fundamental e que tem influência decisiva. Os megaprojectos, que não são necessários, para os quais não temos dinheiro e que a fazerem-se vão ser pagos com empréstimos a taxas proíbitivas a acrescer à tragédia que já é a nossa dívida pública global que já vai nos 130% do PIB! ( a EDP do suprasumo Mexia contribui e de que maneira…)

Grécia e Portugal, os países mais pobres da UE, estão agora nas mãos de terceiros, da Alemanha que não ajuda enquanto estiver em eleições internas e dos especuladores que atacam sem piedade o milagre socrático. As empresas de “rating” fazem o trabalhinho de sapa, como se nada tivesse acontecido nos dois últimos anos.

O TGV , o Aeroporto, as Autoestradas, as dez Barragens vão já a seguir…

Como é que este homem chegou a primeiro ministro?

O Desencantado

 

O jovem Barão Karl-Theodor zu Guttenberg era Ministro da Economia da Alemanha no governo alemão findo em Setembro 2009. Tinha mostrado nítidos sinais de ter salvaguardado o são juizo humano no meio da confusão que já então reinava em Berlim.

Escrevi-lhe um mail no qual expressei o meu desejo que ele folgasse por algum tempo nos seus cargos políticos não aceitando novas resposabilidades no novo governo da Sra. Merkel. O meu recado era para ele se preparar para o “depois” não se deixando queimar inutilmente num governo que por perseguir objectivos errados só tinha a hipótese de gerir o declínio cada vez mais acelerado da Alemanha. De facto, tudo o que ele fizesse por mais brilhante que fosse, só poderia surtir efeitos negativos.

Infelizmente não deve ter recebido ou lido a minha mensagem ou então não gostou do meu conselho. Facto é que ele aceitou no novo governo alemão o posto de Ministro da Defesa onde no meio do “ruído antes da derrota” herdou todos os problemas relacionados com o infeliz e estúpido envolvimento da Alemanha na guerra do Afeghanistão. Resultado: Depois de ter ganho no passado uma imagem de competente e “portador de esperanças”, irá aparecer na capa do DER SPIEGEL 51/2009, que sairá na segunda-feira, sob o título

O Desencantado

Isto fez-me lembrar um pouco o caso do antigo ministro das finanças Prof. Campos e Cunha que teve a coragem de demitir-se logo quando viu para onde a “viagem” ia.

RD

DER SPIEGEL 51/2009

Aber kein Problem, denn für das „Danach“ werden sich zu geg. Zeit noch genügend fähige Leute finden um das Blatt noch zu wenden – und zwar solche die heute noch belächelt oder sogar wütend bekämpft werden.

 

 

Quem tem medo morre duas vezes

Uma das óperas de Mozart foi retirado da lista da Ópera do Estado de Berlim

por medo de um ataque terrorista. É um exemplo chocante de capitulação

preventiva: neste ponto, ao que parece, os terroristas não precisam mesmo

de emitir uma ameaça específica, a fim de nos intimidar.” (DER SPIEGEL 27.09.2006)

 

 

 

Foi esta notícia (traduzida por mim do alemão) de 27 de Setembro 2006 que repassei e comentei no meu mail abaixo referido.

 

O que aconteceu há 3 anos em Berlim é um dos exemplos do que não se deve fazer em caso algum:

 

1º Reagir capitulando preventivamente

2º Reagir proibindo – p.ex. minaretes – e/ou procurando a confrontação com métodos autoritários que podem ir até às guerra preventivas.

 

Os “istas” das mais diversas facetas adoram comportamentos deste tipo, pois sabem quem reage assim encontra-se na mó de baixo e em vias de uma derrota psíquica que antecede à física.

 

Hoje não vou repetir o que significa agir, ou seja, a 3ª hipótese e única forma de saír airosamente do atoleiro. No entanto, peço desculpa por me estar a repetir mais uma vez enviando o seguinte texto:

 

“A complexidade gera insegurança. A insegurança, por sua vez, gera medo. É desse medo que nos queremos proteger. Por isso o nosso cérebro filtra tudo o que é complicado, impenetrável e incalculável. O que resta é um aspecto parcial – aquilo que já conhecemos. Porém, como este aspecto parcial se encontra entrelaçado com o todo que não queremos ver, cometemos muitos erros – o fracasso é logicamente programado. Sem dicção aborrecida e academizada, mas sim com muito juizo e humor, Friedrich Dörner, um dos primeiros premiados Leibnitz da comunidade investigadora alemã, nos mostra todos os pequenos, cómodos e tão humanos erros de pensamento pelos quais, no melhor dos casos, só paga um e, no pior, todo o globo.

 

Recensão do livro “The Logic Of Failure: Recognizing And Avoiding Error In Complex Situations” do catedrático alemão de psicologia e investigador de complexidade Prof. Doutor Dietrich Dörner, pelo jornal alemão “Rheinischer Merkur/Christ und Welt”.

 

Como se consegue evitar caír em paralogismos é conhecido mas só uma minoria o admite: basta desactivar esse filtro que no “nosso cérebro filtra tudo o que é complicado, impenetrável e incalculável”. E isto faz-se reduzindo os factos de cada situação complexa e impenetrável ao seu teor energético-estratégico.

 

Exemplo prático: quando uma empresa se encontra em declínio, costuma tecer-se um sem-fim de considerações sobre possíveis causas, efeitos e medidas de salvação. Não raras vezes dá-se a culpa aos clientes que não compram, pensa-se, com espírto de contabilista, em malabarismos financeiros ou então pede-se ao estado para nos socorrer – vai-se ao IAPMEI, claro. Desligando o tal “filtro”, rapidamente chega-se à conclusão que se está perante uma desarmonia que precisa de ser eliminada. Com outras palavras: o nosso produto já não preenche as reais necessidades dos clientes. Daí, basta seguir o seguinte conselho

 

„A melhor hipótese de aumentar a venda de um

produto consiste no seu melhoramento“.

David Ogilvy

 

e já está*. Isto não será uma verdade de La Palisse? Claro que é, mas pergunto: como é que tanta gente importante, formada nas melhores faculdades e principescamente paga, não consegue ver o óbvio? A resposta é fácil: porque não conseguiram desactivar o tal filtro ficando, assim, impedidos de ver o mundo com outros olhos e, assim, soluções viáveis. It’s the strategy, stupid….!!!

 

RD

 

* Até tenho conhecimento de uma empresa em declínio onde aparentemente tudo batia certo: imagem, grau de notoriedade, publicidade, qualidade do produto, preço, assistência técnica, etc. Foi tudo analizado segundo o last state of arts das (pseudo-) ciências da gestão. E nada. Quando finalmente alguém com o “filtro desligado” se lembro aprofundar o inquérito aos clientes, ficou a saber que a culpa ds baixa de vendas era dos prazos de entrega irregulares. Bastou preencher este “factor mínimo” e a empresa voltou ao sucesso.

 

 

 

A perda de poder solidário do ocidente ficou mais uma vez

óbvia. Todavia, não é com armas e violência que pode ser

reconquistado. Assim, vamos recuando mais e mais até que

um dia as cruzes nas igrejas cederem o lugar à meia-lua.

 

RD

Rolf Damher – convidado 

 

SPIEGEL ONLINE, 09/27/2006

 

Texto enviado pelo amigo Dr. Santos Graça

A frase do dia

 

Acreditem, disse-a Angela Merkel

 

Raramente tão poucas palavras disseram tanto ou, pelo menos, propiciam tantas reflexões sobre quem diz e porque o diz e que, sendo quem é e vindo de onde veio, é capaz afrontar neste termos um dominante mundo de clichés, caricaturas e simplificações. Essas palavras estão hoje no final de uma peça na página 6 do Público e foram ditas pela actual Chanceler da República da Alemanha, Angela Merkel, cuja família – segundo biografia no mesmo jornal se mudou em 1954 da República Federal Alemã para a República Democrática Alemã.

 

«No entanto, se era uma ditadura do proletariado, não era tudo preto ou branco", concluiu Merkel. "Eu era feliz e não quero esquecer esses 35 anos da minha vida."