Televisões e futebol

Alguma coisa se passa no mundo da bolaTV ou da TVbola. E não estou só a falar da concorrência que a Sport TV faz à pirataria.

Reparem: a SIC inimiga de estimação de qualquer portista, consegue entrevistas exclusivas de Pinto da Costa, pasme-se, com o Nuno Luz a entrevistar. O mesmo operador, a SIC, em dia de Sporting – Porto viaja no autocarro dos Super – Dragões para Lisboa e até entrevista o seu líder.

Mais a sul, vemos também, para surpresa minha, a direcção do BENFICA num discurso de aproximação à Olivedesportos – na entrevista de Luís Filipe Vieira ao jornal A bola, Vieira deixa cair o discurso anti Olivedesportos e até se refere à ajuda que a empresa deu ao Benfica em tempos idos.

Os dois, Porto e Benfica, são hoje detentores de canais de televisão – de que forma isso está a mexer com a Olivedesportos?

Para baralhar mais as coisas, aparece o Oliveirinha a atirar-se ao irmão

Alguém explica esta confusão?

Só faltava agora a A Bola dar a notícia que o PC ganhou um prémio mundial ou o Jogo informar da renovação do Aimar…

Benfica – Sporting / FCP – Braga : quem vai ganhar?

Com o Benfica e o Porto empatados e o Sporting a um ponto de distância, com o FCP a defrontar o sempre difícil Braga, a 11ª jornada da Liga portuguesa tem os condimentos todos para haver surpresas e reviravoltas na tabela classificativa. Como uma das partes interessantes do futebol são os prognósticos (antes do jogo e não no fim como dizia o outro) e as provocaçõezinhas amigáveis, convidamos os leitores a adiantarem alguns bitaites.

Os meus? O Benfica ganha por dois a zero e o Braga por um a zero. Será?

FCP/Benfica: sem bolas de golfe é diferente…

…mas o FC Porto devia providenciar umas cadeiras de descanso para os seus atletas. Os rapazes quando se apanham a ganhar passam o tempo deitados no relvado e, com a humidade, deve ser desconfortável.

Por outro lado, com esta equipa, Pinto da Costa pode subir o preço dos bilhetes dada a estrutura multidisciplinar do espectáculo: o público tem direito a futebol (pouco), teatro (muito) e farta-se de ver filmes.

Benfica vendeu Roberto?

Anda por aí uma grande trapalhada: Roberto foi vendido ao falido Saragoça? por quanto? parece a “venda” do BPN. Entretanto a felicidade reina nas hostes benfiquistas:

Nuno Gomes, adeus Benfica

O Benfica, de novo transformado em porta-aviões onde aterram e levantam vôo jogadores aos magotes, não renova contrato com Nuno Gomes.

A política de contratações benfiquista, cada vez mais errática e disposta a mudar boa parte da equipa em cada início de época, esquece, assim, um dos maiores símbolos do clube.

Contestado por muitos, o currículo de Nuno Gomes fala por si e, como contra factos os argumentos escasseiam, obriga a calar boa parte dos seus detractores.

Não querendo arrumar já as chuteiras, Nuno Gomes está agora livre para procurar outro clube onde terminar uma carreira que devia e merecia ser terminada no Benfica.

Boa sorte e obrigado, Nuno Gomes.

Argentinos de Alfama e uruguaios da Ribeira

Há uns anos, Manuel Vasquez Montalbán, um dos maiores escritores espanhóis e adepto do Barcelona, queixava-se de que era muito difícil rever-se na sua equipa como em tempos mais antigos, devido ao facto de que a maioria dos jogadores, de várias nacionalidades, nada tinha a ver com Barcelona e com o catalanismo. O equipamento era o mesmo, o espírito já era outro. Provavelmente, nos dias de hoje, teria menos razões de queixa, porque o próprio Messi é muito mais catalão do que argentino e porque uma boa percentagem do plantel advém dos escalões de formação, a ponto de a selecção espanhola ser, em boa parte, catalã.

Mais ou menos por essa época, em conversa com responsáveis pelos escalões de formação do Futebol Clube do Porto, fiquei espantado com o óbvio: a equipa sénior de então tinha, praticamente para cada posição, dois jogadores formados no clube. Era o tempo em que pontificavam jogadores como Vítor Baía, Jorge Costa, Fernando Couto ou Domingos, por exemplo. [Read more…]

Solidários na desgraça:

Ao que parece, alguns benfiquistas crentes nas capacidades da sua equipa, adquiriram umas viagens a Dublin e agora estão desesperados para as vender.

Olhem que Dublin é uma cidade fantástica e a final promete: sempre jogam as duas melhores equipas portuguesas e uma delas, o FCP, é considerada pela UEFA a 3º melhor da Europa.

Todo o tópico é um must!

Adeus Dublin, Olá Europa

Adeus Dublin, diz o Benfica, olá Europa, diz o Braga.

O Benfica, cansado e passivo, não foi nunca superior ao Braga e o resultado acaba por ser justo. O Braga, organizado e destemido, demonstrou atitude, paciência e maturidade para  se  mostrar à europa sem complexos de novato.

O jogo foi limpo, sem as picardias que envolvem os jogos com adversários de outro tipo, os jogadores não se armaram nem em wrestlers boçais, nem em bailarinas caprichosas, pese a lentidão dos benfiquistas.

Na final torço pelo Braga.

PS: No final do jogo, uns energúmenos que se dizem do meu clube, empenharam-se em tentar destruir um dos estádios mais bonitos da europa. Há pessoas -de todas as claques- que têm mesmo de ser proibidas de assistir a jogos de futebol.

Quando cai o tecto de uma escola privada não é notícia?

A tempestade de granizo que caiu em Lisboa, particularmente em Benfica, recordou-me a noite de 25 de novembro de 1967. Na altura vivia ali, e assisti à grande cheia. Nunca me esquecerei do dia seguinte, dos meu colegas da primária que viviam nos bairros de lata afectados e que ficaram sem nada, e sobretudo do silêncio que se seguiu, do encobrimento pelo regime de uma catástrofe que matou sobretudo os mais pobres.

Como muitos fizeram, mal soube telefonei a amigos que ali residem. E fiquei a saber que o tecto da sala de uma escola privada caiu, felizmente sem consequências para as crianças que ali frequentam o 1º ciclo, mas que ficarão sem aulas durante alguns dias.

Não sabia? é que curiosamente não vejo uma única notícia online sobre o ocorrido. E desconfio que se se tratasse de uma escola pública encontrava. Não é a mesma censura prévia de 1967. Pode não ser uma opção editorial. Pode só ser só desconhecimento. Por isso mesmo deixo um mapa, para o caso de algum jornalista querer encontrar a notícia.

E eu a pensar que o gelo tinha quebrado ontem

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Chuva e Granizo deixam branca zona de Benfica

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Golos do Porto, Benfica e Braga…

…mantêm duas equipas portuguesas na rampa da final da Liga Europa.

O Porto, com cinco golos, praticamente comprou hoje os bilhetes para Dublin. O Benfica marcou dois e o Braga um, que pode vir a valer dois. Assim, é melhor nenhuma das  duas falar com a agência de viagens e passar já o cheque.

Para já, uma quase certeza: dois treinadores portugueses vão defrontar-se na final e um deles vai ganhar.

Nota: sempre achei uma falácia os treinadores, dirigentes, adeptos, etc., dizerem que um campeonato nacional é mais valioso (“o objectivo principal da época”) do que uma competição europeia. Deixem-se de tretas, não é, toda a gente sabe isso ainda que não o diga. Vão ver as declarações, os festejos, as notícias, as reacções de jogadores e treinadores depois de um troféu europeu. Qualquer deles trocava dois campeonatos nacionais por um único título da europa.

Já apagaram a luz?

Uma final Porto-Braga no horizonte?

Seria lindo.

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Mas para já o que conta é que Braga ou Benfica vão a Dublin. Se o talento que aplicamos na indústria futeboleira se aplicasse a outras, não estava cá o FMI.

Fica o jogo do Porto, que foi dar mais uma lição de bola a Moscovo.

Homenagem ao SL Benfica

O SL Benfica é o maior clube português. Para além de ser, embora com uma curta distância, aquele que detém mais títulos no futebol (entre os quais se incluem os 29 títulos de Campeão Nacional contra os 24 do FC do Porto – não 32 contra 25, como a imprensa gosta de dizer), é também o que tem mais adeptos espalhados por todo o país. Graças, sobretudo, aos espantosos anos dourados de Eusébio e Companhia durante os anos 60 e 70.
Desde miúdo, aprendi a ver no SL Benfica o rival maior do meu FC do Porto. O meu clube, quando comecei a gostar de futebol, tinha apenas 5 títulos de Campeão Nacional – o último tinha sido conquistado 11 anos antes de eu nascer.
A partir de finais dos anos 70, com Pedroto e Pinto da Costa ao leme, tudo mudou. O FC do Porto começou a ganhar títulos e a rivalizar com o SL Benfica. A chegada à Final da Taça das Taças em 1984 e a vitória na Final da Taça dos Campeões Europeus em 1987, no Prater, foi o culminar desse processo e, no fundo, significou a passagem de testemunho em termos de hegemonia do futebol português.
Habituei-me a ver no Benfica um adversário digno e merecedor do maior respeito. Desejando que perdesse sempre nas provas nacionais, claro, mas nunca deixando de reconhecer o seu valor. Com Luis Filipe Vieira, numa linha que já vem desde Vale e Azevedo, percebi que, afinal, há um benfiquinha capaz de imitar o pior de um portinho que, infelzimente, também existe. Percebi que uma certa gente do Benfica entende desde há algum tempo que a melhor forma de combater o FC do Porto é imitar os discursos, as atitudes e os métodos de Pinto da Costa. [Read more…]

O meu Benfica não apaga a Luz

O meu Benfica não apaga a Luz, rega o relvado a horas próprias, não se sente menorizado quando um campeão faz aquilo que faz o Benfica ao ganhar títulos: festeja-os com a legitimidade do vencedor.

O meu Benfica demarca-se do Benfica igual aos outros, do Benfica que copia e imita o pior dos rivais. O meu Benfica não perde tudo numa centena de minutos, o jogo, a postura, a dignidade. O meu Benfica não é uma massa de seguidores acéfalos, questiona os dirigentes, exige explicações e chama os bois pelos nomes.

Consola-me que exista um Benfica dentro do benfiquinha. Porque eu, do benfiquinha, não sou.

Benfica: o tamanho é importante

O Futebol Clube do Porto, tal como tem acontecido nos últimos trinta anos, foi a melhor equipa e, consequentemente, alcançou mais um título de campeão nacional. Parabéns ao campeão!

É em momentos como este que todos – vencedores e derrotados – têm uma oportunidade de ouro para demonstrar grandeza, respeitando quem perde e elogiando quem ganha.

Como cidadão desejoso de viver num país civilizado, gostaria que o desporto, de uma maneira geral, fosse uma exibição de virtudes, mesmo sabendo que isso não é fácil, devido à mistura de elementos tão voláteis como a paixão ou a adrenalina. Em vez disso, o desporto é mais uma área em que impera o chico-espertismo, a estupidez tribal e a pequenez.

O que se passou no Estádio da Luz, ontem, no final do jogo, foi uma demonstração de pequenez e qualquer instituição, como qualquer pessoa, será sempre do tamanho das suas atitudes. O Benfica, clube de que sou adepto, encolheu mais um bocado e confirmou o desejo de se manter entre os piores. Já se sabe que aparecerão muitos benfiquistas a defender o indefensável, fazendo referências a comportamentos similares por parte do adversário de ontem e poderemos ouvir os nossos adversários a contrapor com outras histórias parecidas passadas anteontem, numa actualização vertiginosa da fábula do lobo e do cordeiro.

É certo que, se o futebol fosse uma ilha – ou, pelo menos, uma península – rodeada de grandeza, a preocupação seria menor. O problema é outro: o futebol é, ao mesmo tempo, causa e consequência de muito do que temos de pior. O país é do tamanho do futebol e o Benfica é do tamanho do país.

Como suportar a vitória

às velas

FC Porto campeão festeja às escuras na Luz

Que jogadores são aqueles que fazem sombra na Luz?

Na época transacta o Benfica podia ter feito a festa do campeonato no Estádio do Dragão. Não conseguiu. Esta época o FC Porto teve oportunidade de confirmar o título de campeão no Estádio da Luz. Conseguiu.

Segundos depois do fim do jogo, as luzes da Luz deram ‘kaput’. Os holofotes deram o berro, a escuridão tomou conta do relvado e das bancadas, qual Ptolomeu dos tempos modernos que roubou o fogo da celebração dos ‘deuses’ do relvado. O sistema de rega foi accionado. Muitos espectadores devem ter entrado em pânico. A polícia também.

E, assim, dos palermas ainda vai rezar esta história.

É que, para o futuro, fica o resultado, o título de campeão do FC Porto e a atitude patética e infantil da direcção do Benfica. O que vale é que o clube em causa é maior que alguns imbecis que o dizem representar.

*Título adaptado de um romance de António Lobo Antunes

Vamos todos ajudar o Benfica

Um clube de bairro que já não consegue pagar a conta da luz à EDP, embora ainda tenha crédito camarário para gastar em água, merece a nossa solidariedade.

Clique na imagem para ajudar.

Também votam

Levam porrada fiscal e são uns cordeiros obedientes. Há um pico de adrenalina nos jogos e voam pedras. Os romanos sabiam o que estavam a fazer.

Na Luz ganha o Benfica,

de acordo com as estatísticas

Benfica em casa Jogos PortugalFC Porto Empates PortugalBenfica
Total 103 17 (17%) 27 (26%) 59 (57%)
Liga Portuguesa 76 12 (16%) 23 (30%) 41 (54%)
Taça de Portugal 12 0 (0%) 2 (17%) 10 (83%)
Supertaça 11 4 (36%) 2 (18%) 5 (45%)
Campeonato de Portugal 4 1 (25%) 0 (0%) 3 (75%)

Se a tradição ainda for o que era, o FCP festeja sim, mas no Dragão. Mas não celebra invicto na Invicta, ou seja, hoje, para os azuis e para aquele rapaz que os treina e sonha sempre com o Benfica, está um belo dia para perder.

(Há coisas em que sou conservador e gosto da tradição. Esta é uma delas. O pior, em certos assuntos, são as modernices.)

Benfica proíbe tarjas e bandeiras do FCP

Ainda bem que a notícia é de ontem, senão pensava ser coisa do 1º de abril porque, quando  a li, não quis acreditar. Nunca escondi aqui que sou adepto do SLB, por isso mesmo estou à vontade para qualificar: é inqualificável.

O Benfica não precisa disto e cheira-me a tentativa de menorizar os eventuais festejos na Luz se o FCP, lá, se sagrar campeão. Não sei porquê, mas acho que não passou por aquelas cabecinhas que isso dá, ainda, mais força aos festejos, por exemplo no Marquês. Além disso, campeão é campeão, é justo que celebre. Se não querem que o FCP celebre na luz, ganhem o jogo e celebrem a vitória sobre o campeão anunciado, ponto final.

Mas há dois argumentos que vêm apensos, tipo desculpa de mau pagador. O primeiro é o da segurança e visa proibir “armas de arremesso”. Certo, é um ponto de vista, mas proíbam-se então todas as tarjas e todas as bandeiras, de visitantes e visitados. O outro roça o ridículo: parece que o FCP já fez o mesmo no Dragão, impedindo a entrada do mesmo material por parte do Benfica. Talvez, não me custa imaginar. Mas o pior dos nossos adversários não nos serve de exemplo, digo eu aos meus filhos, e eles, que são crianças, percebem, porque é simples, porque é decente e porque somos melhores. Mas só quando somos.

Piadas de 1 de Abril

Teixeira dos Santos, Ministro das Finanças:

Um pedido de ajuda obriga a compromissos. (…) Este Governo não tem legitimidade, nem condições, nem credibilidade para ter a confiança das entidades externas que nos possam ajudar

André Villas Boas, treinador do FC Porto:

E para mim o Benfica ainda é candidato ao título

Marcos Batista, administrador dos CTT:

Devo referir que sempre estive convencido que o meu percurso académico com oito anos de frequência universitária e elevado número de cadeiras concluídas, em mais do que um plano de estudos curriculares, correspondesse a um curso superior à luz das equivalências automáticas do processo de Bolonha

FC Porto – Braga na final da Liga Europa?


A eliminatória de ontem deu-me um gozo enorme. Pela vitória do FC do Porto, obviamente, mas não só.
Pelo Estádio dos Príncipes vestido de vermelho e milhares de emigrantes a gritar por uma equipa portuguesa. Emociona qualquer um. Conheço bem aquela comunidade de emigrantes portugueses e sei o que representa para eles uma vitória do seu país contra o país que o acolheu.
Pelo mítico Anfield Road rendido ao Braguinha. O nosso Domingos (nosso dos portistas) continua a calar muito boa gente e, quando André Viilas-Boas se render aos milhões da Europa, já teremos treinador. Um grande treinador. O Braga é o nosso orgulho.
Agora, com o sorteio hoje realizado, e se as coisas correrem bem, adivinha-se um Benfica – Braga nas meias-finais, sendo que um deles poderá encontrar, na Final, o FC do Porto.
Pois é. Há muitos anos que não tínhamos ao nosso alcance, desta forma, a vitória em mais uma prova europeia. Spartak de Moscovo, Twente e Vilareal são perfeitamente acessíveis.
E na Final, que venha o Braga!

Primeira página de "A Bola": lamentável

Já ouvi pessoas cultas e razoáveis defenderem as ideias mais estapafúrdias em nome dos respectivos clubes e já ouvi as mesmas pessoas defenderem a ideia que a paixão clubística permite que se defendam as ideias mais estapafúrdias. Aliás, Portugal, nos mais variados campos, incluindo a política, funciona com base na paixão clubística: os nossos são bons, os outros são maus.

Não há ninguém que, verdadeiramente, saiba perder, porque ninguém quer saber fazer tal coisa. No entanto, não aceito que tenha de me portar como um troglodita só porque perco. Mais: acredito que, após milhares de anos de evolução, tenho a obrigação de tentar ser tanto mais humano quanto mais vontade tenha de ser um animal, como sucede no momento das derrotas. Após milhares de anos de evolução, devo ser o menos pitecantropo e o mais pedagógico possível.

Assim, considero sempre ridícula qualquer desvalorização de uma vitória futebolística, sobretudo quando se trata de competições de regularidade, como é o caso de um campeonato. Na época passada, o título de campeão ficaria muito bem entregue ao Braga, como ficou ao Benfica. Este ano, vai ganhar a equipa mais regular, o Futebol Clube do Porto.

Em Braga, o Javi foi bem expulso, o Roberto foi mal batido, o Benfica perdeu bem. Jorge Jesus e Luís Filipe Vieira ficam mal na fotografia, como é, infelizmente, costume nos treinadores e dirigentes que não estão em primeiro lugar, sempre prontos a atribuir derrotas a árbitros, a túneis ou a cabazes de fruta.

De treinadores e dirigentes espero, sinceramente, pouca elevação. De um jornal como A Bola, uma instituição do jornalismo, talvez ainda esperasse alguma pedagogia. Infelizmente, a primeira página de ontem é absolutamente lamentável de tão incendiária e tendenciosa que é.

Dicionário do futebolês – remate intencional

Imagine-se: um jogador, num dos raros momentos em que, por mérito próprio ou demérito alheio, tem alguns segundos para escolher o lado para onde vai rematar e lança a bola em arco ao poste mais distante. Seja golo ou não, há fortes probabilidades de o comentador de serviço considerar que se tratou de um “remate intencional”.

A partir do momento em que a expressão “remate espontâneo” teve direito à vida, na outra face da moeda teria de estar, logicamente, o “remate intencional”. Forças de expressão, já se sabe: na primeira, por absurdo, pretende acentuar-se a rapidez do movimento; na segunda, sai reforçado o facto de o gesto ser mais elaborado, graças ao aumento improvável do espaço e do tempo, dois factores reduzidos ao mínimo no futebol moderno, feito de pressões constantes e marcações ferozes. No meio desta selva em que vinte e dois homens se combatem numa mesma trincheira diminuta, é precioso aquele jogador que consegue pensar mais depressa, suscitando o comentário que define os melhores: “Parece que é fácil!”

Inspirando-nos em Orwell, o que nos permite aceitar mais facilmente o absurdo, poderemos dizer que todos os remates são intencionais, mas uns são mais intencionais que os outros. No vídeo que se segue, há remates e passes intencionais com fartura, ou não tivesse sido Rui Costa um jogador com tão boas intenções.

 

Tentou adicionar Deus e usava o chat para falar com Jesus

 

Freira espanhola expulsa de convento por causa do Facebook

Ao que o Aventar conseguiu apurar, a irmã Maria Jesús Galán terá sido expulsa do convento por ter insistido em adicionar Deus como amigo no Facebook, sem ter pedido autorização ao Bispo. Para além disso, terá sido acusada de usar o chat para falar com Jesus. A freira toledana admitiu a primeira acusação, reconhecendo que se terá deixado arrastar pelo fervor religioso. De qualquer modo, segundo se sabe, Deus já terá ultrapassado o número limite de amigos permitido. No que respeita às conversas com Jesus, o Aventar soube que, afinal, se tratava do actual treinador do Benfica, que terá procurado que a religiosa intercedesse para impedir que Hulk voltasse a humilhar o clube da Luz.

Jamor é fogo que arde sem se ver

Ontem, quando cheguei a casa, fiquei irritado com a facilidade com que o Benfica resolveu o jogo. Afazeres vários me atrasaram e, ao ligar a televisão, já estava 2-0. O facto de ter jogado contra uma equipa vulgar não serve de desculpa: o espectáculo fica estragado quando um jogo dura apenas vinte e cinco minutos. Da próxima, exige-se menos banho táctico e mais respeito pelo espectador.

De resto, o modo como o primeiro golo foi marcado acentua a deselegância da equipa benfiquista: efectivamente, Fábio Coentrão, com nítida falta de cavalheirismo, não resistiu a aproveitar-se de quem lhe abre as pernas. Já Javi Garcia soube respeitar o adversário e correspondeu da melhor forma à assistência feita por Fernando.

Face à exibição descontraída de Sidnei, fico a perceber a pressa de David Luiz em transferir-se para o Chelsea, uma vez que corria o risco de ir para o banco. De qualquer modo, não deve haver precipitações, porque será bom esperar que o jovem central benfiquista seja posto à prova em jogos com elevado grau de dificuldade, o que não foi possível ontem à noite. [Read more…]

Jesus agride um jogador do Nacional

Desta vez foi antes do túnel. Desta vez as televisões filmaram. Desta vez não há Ricardo Costa, embora haja outra vez Rui Costa.

Jorge Jesus não tem personalidade para treinar uma equipa de futebol do 1º escalão.  Porque esta agressão é antes de mais uma agressão ao Benfica, que por muito que me custe admiti-lo está muitos furos acima de personagens deste calibre. Ser treinador de uma equipa de futebol não é só saber de tácticas, é também saber estar numa indústria de entretenimento. Seguir o exemplo de Scolari não foi exactamente uma ideia brilhante. Esperemos pelas consequências.

Meias Finais da Taça de Portugal de Futebol

Nos primeiros de Fevereiro, perspectiva-se um derby nortenho para as meias finais da Taça de Portugal.
O Rio Ave, que em princípio vencerá com tranquilidade o seu adversário em 26 de Janeiro, no jogo em atraso dos quartos de final de Taça, deverá ser o adversário do melhor clube de futebol nacional do momento e um dos melhores do mundo (quiçá da Europa).
Isto, claro, se no próprio dia do jogo de Janeiro não houver nenhum jogador do clube do Norte a ser comprado pelo clube do sul assinando um contrato à luz de um lampião apagado, e por essa razão ficar impedido de jogar naquele dia, o que facilitaria a que o Rio Ave pudesse perder. Depois, e se por um acaso da sorte ou do azar o Rio Ave não ganhasse o jogo, seria só de esperar que no dia 1 ou 2 de Fevereiro, não acontecesse o mesmo a Hulk ou Falcão ou mesmo a Helton.
Isto do futebol nacional, é complicado … e difícil! Veja-se o que vai acontecendo aos lagartos, coitados, por quem eu tenho um respeito e consideração enormes!
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