O presidente de todos os patrões

Em Portugal um bom negócio é aquele que o estado financia. Um investimento rentável é aquele que todos pagamos.

Querem acabar com os chorudos lucros dos empresários dos colégios privados? O presidente veta. Poupar na despesa pública é só para alguns. No subsídio aos patrões, nunca.

Tudo em nome das famílias, é claro. Vetou as novas regras do abono de família? Bem, pois, nesse dia estava distraído.

Presidenciais: Os ricos e os pobres

Na campanha para as Presidenciais, ouvimos todos os dias os ricos a falar dos pobres. Mais: os ricos enchem a boca com a palavra pobres, mesmo que da pobreza nada conheçam.
Cavaco fala dos pobres. Está mal, mas, apesar de hipócrita, tem desculpa: não passa de um pobre de espírito.
Alegre fala dos pobres, enxugando as lágrimas no intervalo de uma caçada no Alentejo vasto (mil perdizes cairão a seus pés enquanto o poeta recita «Cão como Nós»), entre duas bandarilhas espetadas no dorso de um touro, no arroto final de um lauto jantar com fados e guitarradas e onde os funcionários de serviço – os únicos pobres que ali estão – serão olhados com superioridade. Manuel Alegre não é um pobre de espírito. Mas é um hipócrita.

Vetar e promulgar leis de lavagem de dinheiro

Cavaco Candidato

Um ano e meio dá para voltas de 360º (como por vezes por aí se diz em béd-math). Como se aqui mostra, dá inclusivamente para promulgar a lei que regerá a própria campanha eleitoral.

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O novo hino da campanha de Cavaco Silva

Cavaco sempre ao lado dos que têm fome.

O presente de Natal de Cavaco

O presente de Natal de Cavaco  

Fonte bem informada disse-me qual é a prenda de Natal de Cavaco Silva. Algo para compensar desgostos passados…

President Cavaco Silva
———————-
14. (…) Cavaco Silva was displeased that he did not get an
Oval Office meeting with President George W. Bush during his
2007 visit to Washington to open a Smithsonian exhibition of
Portuguese art, and he declined the former President Bush’s
offer to visit Kennebunkport.
(…)

daqui

As "Zambézias"


Não foi a surpresa do dia, nem sequer da década. Há muito que se conheciam as nada estranhas ligações entre o poder político-militar da Frelimo e negociantes de todos os azimutes. Quando da independência, houve quem colhesse fartos benefícios das atempadas contribuições anti-Portugal, entre as quais avultavam as verbas distribuídas pelo senhor Olof Palme. Madeiras e transportes foram algumas das recompensas vertidas pelos detentores do poder na antiga Lourenço Marques, bem embaladas naquela conhecida retórica do situacionismo bem pensante dos “amanhãs”, “justiça”, “libertação” e outros tantos recursos tirados da luxuosa valise Louis Vuitton que a progressista oligarquia europeia tem sempre à mão.

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Mais um cartaz da campanha de Cavaco Silva

cavaco disse à pide que estava integrado no salazarismo

Cavaco e a comida

Soube-se ontem que Belmiro de Azevedo votará em Cavaco Silva na eleição presidencial. Perante a tentativa do jornalista para obter uma reacção, Cavaco Silva agradeceu o apoio dizendo “Vou jantar. Estou mesmo com muito apetite.” Uma tirada à altura da outra, mais antiga, do bolo-rei.

Cavaco já ganhou umas presidenciais sem abrir a boca e aposto que vai procurar repetir a façanha. Mas em vez de tentativas de encher a boca com bolo-rei para não responder ao jornalista ou de desculpar-se com o tirano apetite, sempre podia ter dito algo com uma réstia de maturidade. Como o clássico “não tenho comentários a fazer neste momento”.

Mais um episódio do político português (vivo) com o maior número de anos no activo mas que afirma não ser político.

Fica aqui o texto de opinião de Belmiro de Azevedo, saído hoje no Público (sem link, edição impressa).

«Indiciei há algumas semanas que só me pronunciaria sobre as eleições presidenciais depois da discussão e votação do Orçamento do Estado e da apresentação de candidaturas à Presidência da República.

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O Trabalhista

Deixem-no trabalhar, deixem

Luxos, luxos, Monarquias à parte…


Um dos escassos argumentos utilizados pelos repimpantes republicanos do Esquema vigente, consiste na crítica à Monarquia, pelo que esta representa de “desigualdade e despesa”. Pois nem sequer se dando ao trabalho de verificar ou comparar as contas relativas às chamadas “listas civis” de presidentes e monarcas da Europa, os enervados senhoritos deviam saber que em matéria de despesa, as suas Repúblicas destroçam a mais grandiosa das Monarquias, neste caso, a britânica. O sr. Sarkozy é um bom exemplo, ascendendo a factura do Eliseu a mais de 100.000.000 de Euros por ano. É claro que a isto se acresce toda a parafernália dos ex-presidentes e respectivas entourages, enfim, nada que não tenhamos por cá.

O poder pessoal, outrora acerbamente criticado aos déspotas do passado, parece ser uma constante nestas Repúblicas que fazem da visibilidade do seu titular, o ponto essencial, quase exclusivo. Alguns há que têm o poder de vida ou de morte a destinar ao planeta inteiro e amanhã, Lisboa conhecerá três destes presidentes, ou seja, o sr. Obama, o sr. Medvedev e o sr. Sarkozy, decerto acompanhados pelo ajudante de campo que transporta a preciosa maleta com os códigos passíveis de desencadear o Armagedão. Em Portugal, dada a exiguidade do país e a insignificância de uma instituição à qual a população ostensivamente virou as costas no passado 5 de Outubro, ficamo-nos ainda por mais uma imitação à pressa, por obra de alguns delírios presidencialistas de uns tantos papalvos, desejosos de iniciar um “novo regime com uma velha personagem”. Esquecem-se do presidencialismo que já tivemos num breve ano da mais conturbada época da História de Portugal. Acabou como se sabe e ali mesmo, em público, nas lajes frias da Gare do Rossio. Bem vistas as coisas, este neo-presidencialismo à portuguesa, equivalerá à construção de uma réplica de 1/4 da Casa Branca a erguer por adjudicação directa a um pato bravo, nos arredores de Lisboa. Cercada de muros, com um campo de golfe em anexo, um pé direito de 2,10m e garagem para 45 Mercedes, BMW e AUDI e respectiva chaufferage de serviço à Excelência. Muitos corredores, salas, casas de banho e quartos com focos no tecto, telemóveis à conta e claro está, jacuzzi e mini-bar. Enfim, uma White House saloia.

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Como Se Fora Um Conto – Vigaristas que mereceriam ser presos

Quem nos disse que já sabia o que nos ia acontecer? Todos e mais os outros!

Há muitos meses, anos até, que se ouve nas ruas, nas mesas de café, com vozes baixas e medrosas mas também em frases inflamadas e ditas bem alto, a revolta surda das gentes anónimas. E no entanto… !

Em nenhum momento o povo Português teve qualquer tipo de dúvida (excepto os mandantes deste pobre País e também os que querem vir a sê-lo, mas esses não pertencem ao povo) de que a Justiça em Portugal não funciona nem funcionará tão cedo, de que ninguém irá para a cadeia no famoso caso Casa Pia, da mesma forma que as dúvidas não existem sobre o mesmo desfecho em qualquer dos grandes casos de Justiça que ainda hoje correm nas barras dos tribunais. [Read more…]

Heranças pesadas


Qual seria hoje o seu valor, se não tivesse sido vendida uma boa parte? Aqui está uma questão a colocar ao Sr. Cavaco Silva. Esperemos que as toneladas que ainda se encontram armazenadas, continuem guardadas e que “esta gente” – todos os do Esquema vigente – não lhe consiga deitar a mão. Não tardará muito, até sermos “aconselhados” a alienar o que resta.

Três cores, um destino


Conhece-se o refinado bom gosto do marido da Senhora Doutora Maria de Cavaco Silva. Por isso mesmo, há que ver num simples logo de campanha eleitoral, algo mais que a imagem que atrai como traças em torno de uma lâmpada, os eleitores que procuram um destino. De facto, o staff do presidente escolheu três cores que tudo dizem: Etiópia, Bolívia, Congo, Camarões, Guiné-Conacri, Guiana, Gana, Burkina Faso, Togo, Benim, Senegal, Mali, “República Portuguesa” e… CAVACO SILVA.

Um programa do futuro que nos bate à porta.

A "concertação estratégica"


O sr. Cavaco Silva decidiu enviar as felicitações da praxe à folgada vencedora das presidenciais brasileiras. Tudo dentro das convencionais normas da diplomacia entre países soberanos, notando-se o facto de um deles ser mais soberano que o outro, precisamente aquele que esteve durante séculos sob a soberania do “parabenizador à cata de negócio.”
Preocupante para o staff do Palácio do Planalto, deverá ser uma passagem do inquilino de Belém, pois promete-lhe …“uma renovada oportunidade de aprofundamento do nosso relacionamento e da nossa concertação estratégica. Pode, Vossa Excelência, contar com o meu firme empenho pessoal nesse sentido.”
Por experiência própria, os primos portugueses conhecem bem o significado deste tipo de “concertação”: se enveredar por “grandes desígnios”, “oportunidades”, “parcerias” e outras figuras de retórica, a Sra. Dª Dilma bem poderá ir contactando o FMI, pois dele necessitará dentro de quatro anos. Pergunte ao Sr. Cavaco Silva.

Nenhum comunista no Conselho de Estado

O Conselho de Estado é um órgão político de consulta do Presidente da República. O Presidente da República é o Presidente de todos os portugueses. Não há nenhum comunista, nem sequer alguém à Esquerda do PS, no Conselho de Estado.
Há aqui alguma coisa que não bate certo. Se a função do Conselho de Estado é aconselhar o Presidente da República e ele é o Presidente de todos os portugueses, não deveria o Presidente da República querer ouvir todos os portugueses através dos Conselheiros de Estado?
É que, para além daqueles que têm lugar por inerência ou porque ocuparam cargos no passado, há «cinco cidadãos designados pelo Presidente da República». E sendo assim, repito a pergunta: Se a função do Conselho de Estado é aconselhar o Presidente da República e ele é o Presidente de todos os portugueses, não deveria o Presidente da República querer ouvir todos os portugueses através dos Conselheiros de Estado?
Se calhar não. Porque aquilo que um comunista ou um bloquista teriam para dizer não é conveniente para o poder instalado. Não é conveniente para o «centrão». Não interessa a quem desgoverna o país. Não interessa a Cavaco.

Um homem novo candidata-se à presidência

“O que teria acontecido sem os alertas e apelos que lancei na devida altura, sem os compromissos que estimulei, sem os caminhos de futuro que apontei, sem a defesa dos interesses nacionais que tenho incansavelmente promovido junto de entidades estrangeiras?”

Amena cavaqueira


O prof. Cavaco Silva, candidato à reeleição, proferiu ontem um discurso que não pode deixar de merecer alguns reparos. Falou muito de si, naquela invariável ora que exclui todas as outras, aliás até hoje pautadas pelo mutismo. Uma contradição nunca vem só.

Se a República Portuguesa não tivesse beneficiado da sua magistratura de influência, o “país estaria pior”. Não duvidamos, mas fica-se com a estarrecida sensação de um cataclismo de proporções inauditas. Pior que aquilo que se sente e se vive neste dia a dia? Como se pudéssemos há pouco tempo imaginar tal coisa, num país que regressou à democracia há quase quatro décadas e passou por um período de oportunidades para profundas transformações em múltiplos sectores, sejam eles políticos, económicos, ou sociais.

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Reformados e pensionistas: Cavaco Silva

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6480 euros


Mário Soares: «Cavaco não é de Direita e pode causar surpresas»

UMA ENTREVISTA HISTÓRICA AO «LA REPUBBLICA»*

«Como homem e como político, Cavaco Silva não é de direita e poderá reservar algumas surpresas», afirma Mário Soares, em entrevista publicada no jornal «La Repubblica», de Roma. A entrevista foi feita pelo enviado do jornal a Lisboa, Sandro Viola. (…)
Viola afirma ter achado Mário Soares «sereno e bastante optimista» e cita o presidente português como tendo negado que «a espectacular vitória do PSD e de Cavaco Silva constitua um perigo para a democracia, como vêm repetindo os comunistas e alguns expoentes do Partido Socialista.
«Trata-se de uma derrota das esquerdas, mas não me parece que tenha sido uma derrota da democracia», argumenta o presidente.
Na opinião de Viola, a atitude de Mário Soares em relação a Cavaco Silva «é de estima». [Read more…]

Começa a campanha pela…


Se nas próximas “presidenciais” os portugueses levarem a abstenção a um resultado superior a 50% do universo eleitoral, talvez qualquer coisa comece a mudar.

Farsantes de serviço


O PS e o PSD/Cavaco continuam o seu número de revista à portuguesa, simulando desentendimentos e um “trabalho aturado” que se prolongará noite fora. A jiga-joga tem como único fim, a tranquilidade do candidato ideal de ambos os sectores, pois aos rotativos convém o status quo. Como fica Passos Coelho neste palco, é coisa que ainda estamos para ver.
Amanhã é o dia do não-tabu e assim há que prolongar um pouco mais a ilusão, de modo a ser encenado um oportuno directo televisivo com a “boa nova”.

A “boa nova” é exclusiva de Cavaco. Com um fraquíssimo desempenho em Belém – quase ao nível de Sampaio -, recandidata-se sem ter coisa alguma para propor ao país, mas apenas porque lhe interessa. Para quê, já esta noite se depreendeu nas palavras do sr. Ricardo E.S. Salgado. Estão aflitos e precisam de dinheiro. É tudo.

Nem com Imodium!


O distraído prof. Cavaco Silva, diz que uma “crise política neste momento… seria extremamente grave”.

Seria?

Disse seria? Então, não devemos viver no mesmo espaço territorial, pois a república portuguesa – o tal “espaço vital” em que para um punhado de gente, se tornou o antigo Portugal – tem estado em “séria crise” há longos anos. Crise política, crise económica, crise financeira, crise cultural, crise educacional, crise de consciência e por aí fora.

Se o prof. Cavaco Silva só agora entendeu que tal desastre é apenas “grave”, chegou a vez da população tentar entender o tipo de pessoas que tem estado à frente deste país. Ou o professor distraíu-se no tempo do verbo, ou então, estamos perante o reconhecimento da inépcia generalizada que grassa nos diversos palácios do poder. Vendo bem as coisas, a culpa não lhe pertence no maior grau, pois limitou-se a ser o timoneiro de uma vastíssima tripulação deste pesqueiro que há muito navega em águas paradas. De resto, a dita maruja sofre colectivamente daquele problema intestinal que ataca nas horas em que não parece haver porto à vista. Desta, nem o Imodium os livra.

O Chefe do Estado manifesta a sua tristeza pela nossa situação e desde já lhe podemos garantir pagarmos com a mesma moeda, declarando a nossa contrariada comiseração por estes “tristes” sem rumo.

Antes que seja tarde:

É chegada a hora da verdade, custe o que custar: AQUI.

Assalto por encomenda


Estamos em crise e o senhor Cavaco Silva foi uma vez mais atrás de D. Manuel II. Tal como o rei, viajou até ao Buçaco, para quase incógnito, comemorar discretamente a vitória sobre a “querida França do regime”. Bem ao contrário do Desventurado, não foi recebido em delírio pelas populações e muito menos ainda, pelo exército. Sabe-se que o rei terá exclamado após tanto entusiasmo, ….”hoje conquistei o exército!” Pensava ele nos promissores fastos dessa conquista, sem sequer imaginar que uns dias depois, aquelas espadas lustrosas permaneceriam oportunistamente nas bainhas. Pelo contrário, seriam os cutelos do talho no qual Portugal se transformaria por muitas décadas.

São assim, os defensores da pátria e das instituições. Estamos habituados. Isto dizemos, para que o senhor Cavaco Silva saiba do país em que se vive. Hoje inaugura festas e para a semana poderá ter de partir à pressa. Nunca se sabe, nem nada está garantido. É a única certeza.

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O Pesadelo de Fim-de-semana

Eu gostava de ser mosca para ouvir o Prof. Cavaco Silva a falar com a sua Maria este fim-de-semana. O Primeiro-ministro ameaça com eleições antecipadas e o Presidente do PSD, Pedro Passos Coelho acaba de afirmar nas televisões que e passo a citar: “Nunca mais falo com o Sr. Primeiro-ministro sem a presença de testemunhas”.

O Primeiro-ministro estica a corda acenando com antecipadas sabendo que isso enerva o Presidente da República que nem quer ouvir falar em semelhante – seria o verdadeiro eclipse das eleições presidenciais – e Pedro Passos Coelho bate com a porta farto das aldrabices de Sócrates. Afinal a corda esticou em demasia e partiu.

Só falta saber, ironia do destino, se será Portas a salvar o Governo e por tabela Cavaco Silva. Já viram o cenário? Portas a salvar Cavaco? Nos melhores dias do Independente nem Zandinga se atreveria a prever semelhante!!!

Cavaco, PS, PSD e a embrulhada orçamental

O Presidente Cavaco Silva cumpriu mais um itinerário de campanha eleitoral negada, a despeito de ser um intencional programa de visitas a diversas zonas do País. Hoje, foi a vez dos concelhos de Pedrógão Grande, Castanheira de Pêra e Figueiró. Os problemas locais, certamente existem, ficaram ofuscados. Nas preocupações e palavras aos jornalistas, o PR insistiu na necessidade do acordo entre PS e PSD para aprovação do OGE para 2011.

Por sua vez, noutras bandas, o ministro Silva Pereira anunciou em Lisboa a recusa do PSD em negociar previamente a viabilização do referido Orçamento de Estado; e em Arouca Passos Coelho afiirmou: “não aceito presentes envenenados do governo”.

Há quem afirme, nas hostes do PSD e mesmo entre economistas mediáticos, Vítor Bento por exemplo, que é possível a governação, em 2011, sob um regime de duodécimos equivalentes ao orçamento de 2010. Ser possível é, mas, como diz o anúncio, não é a mesma coisa.

A política económica e financeira de Portugal, em termos de opções e alternativas, está naturalmente condicionada por compromissos com a União Europeia e, em particular, com a Zona do Euro; esta última, diga-se, sob a prepotente tutela da Alemanha da Sra. Merkel. E, para adensar o imbróglio em que nos enfiaram ao longo de três décadas ‘rosa e laranja’, as nossas fragilidades constituem o pasto ideal para os insaciáveis investidores internacionais. Estes, lembre-se, estão muito atentos ao correr do filme cuja realização é assumida pelo PS e PSD. Tudo isto é, justamente, o que assusta Cavaco.

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O charco dos sáurios


Esta semana, assistimos a uma aparatosa recepção ao senhor ministro dos Negócios Estrangeiros do regime dos aiatolás, apenas semelhante a outros sistemas protagonizadas por cavalheiros como Kim jong Il, Castro ou Kaddafy. Quando em Portugal os sectores centenários têm andado obcecados na revivificação do espectro anti-clerical, as mesmíssimas pessoas recebem sem qualquer circunspecção, o lídimo representante de um sistema ultra-religioso que nega os direitos a qualquer minoria, cerceia as mais básicas liberdades individuais e reconhece por Lei, a inferioridade das mulheres. Quando ainda há pouco se legalizou o casamento gay como conquista dos direitos humanos, o Palácio das Necessidades escancara as suas douradas portas, a quem activamente açula dúzias de enforcamentos de homossexuais em plena via pública e tem em lista de espera, mulheres às portas da morte por lapidação. É que em Teerão, os guindastes da construção civil, não servem apenas para o alçar de placas betonadas pré-fabricadas que vão erguendo condomínios, onde os mulás impõem o dízimo, geralmente traduzido sob a forma de gratuitas penthouses.

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Razões para ocupar o poder!

Cavaco Silva não toma medida nenhuma, deixa andar para não desagradar a ninguem. Tem uma razão para ocupar o poder. A reeleição!

José Sócrates, vê a novela do processo “Freeport” chegar ao fim, já não tem razões para ocupar o poder, pode ir embora, mas não há quem queira substituí-lo. Uma chatice de todo o tamanho!

Paulo Portas, vê os processos dos Submarinos e do Portucale aproximarem-se a grande velocidade, está  na altura de ocupar o poder, já mostrou a ansiedade, a proposta está aí. CDS para o poder com o PS , mas sem Sócrates! Vai ter que esperar ou convencer Passos que, como ainda não passou pelo poder, não tem razões para ter pressa, e a crise não acabou, para quê a pressa?

E o país? Haverá alguem com razões para ir para o governo para tratar do país?

Krugman insiste!

Que a Grécia pode muito bem estar à beira de sair do euro e, por arrastamento, Portugal. Claro que é um Prémio Nobel da economia e há que estar atento, mas não sei se é uma evidência ou se é um desejo. O problema maior seria a curto prazo para a Grécia, a sair ,seria como ficar a flutuar em mar aberto enquanto o grande navio se afastava. Era uma questão de tempo para entrar numa situação de empobrecimento progressivo, e não se vê o que traria de bom à UE ter aqui à porta um mendigo a arranjar-lhe todo o tipo de problemas.

O arrombo no barco (UE) seria catrastófico, pelo que daria de sinais de má conduta e de falta de solidariedade dentro da união, a credibilidade apagava-se e o arrastamento de outros países seria inevitável. Era o principio do fim!

Cavaco Silva já veio dizer que conhece muito bem Krugman e que só por razões de “estar fora do euro” é que o leva a colocar hipóteses que ele, Cavaco, sabe que não acontecem. Estudou muito bem o Euro e a criação da Zona Euro, tem livros publicados sobre o assunto, e não há razões para ter medo. Cavaco disse, está dito!

E , eu por mim, sempre acrescento que os americanos nunca viram com bons olhos a criação da Zona Euro, por ter aparecido uma moeda capaz de fazer frente ao seu dólar , senhor absoluto e moeda de reserva global !

Seja o que for, Cavaco sabe

PR_1207

O Presidente da República é um político profissional. Daqueles a sério, como há poucos na Europa e no Mundo. Que não haja ilusões. Todos os passos, todas as declarações que faz, têm um fundamento e um objectivo político.

Cavaco Silva “sabe bem” muita coisa. Quando lhe falam sobre moções de censura, o Presidente “sabe bem” as consequências dessas posturas políticas. Quando lhe perguntam sobre governos minoritários, o professor “sabe bem” como é difícil governar assim. Se abordam hipotéticos – e disparatados – governos de iniciativa presidencial, Cavaco Silva “sabe bem” o que é viver afectado por essas sombras.

Cavaco, sabemos bem, é um político profissional. Sabe bem o peso das suas palavras. Que são ditas, por norma, com muito cuidado. Por isso, quando o presidente diz ser “muito difícil” “coordenar” o país, destacando a necessidade de existir articulação entre os organismos e de não estarem “uns a atirar para um lado a bola e outros a atirar para outro”, sabemos bem o que Cavaco Silva quis dizer. E quando diz que há uma “mão invisível” a organizar isto tudo, também sabemos o que pretende dizer. Ou, então, não…