Nasci depois de Abril e há experiências que, até por isso, não tive.
Tal como a Bárbara, também eu tive a bandeira na mão. Mas, a minha não era do mal. Com 12 anos a explicação que me davam em 86 era simples – o Soares é o bom. O Freitas? É o mau.
É a primeira experiência política de que me lembro. Tinha uma “espécie de colete” com sacos do Soares é Fixe. Os mesmos que deitaram abaixo a palmeira do Sr. José, pendurados num fio, que o camião do lixo, se calhar de direita, puxou até ao chão.

Os comícios no Porto!!! Brutal!
A Avenida dos Aliados COMPLETAMENTE (mas mesmo COMPLETAMENTE!) cheia pelo povo, pelas pessoas boas. Recordo também, com saudades, as conversas que ouvia sobre o Freitas do Amaral e o que ele significava de regresso a 23 de Abril. Falava-se de política.
Daí, dou um salto ao dia em nos vimos (pensava eu na altura) livres do Cavaco. Corri para a mesma Avenida festejar a chegada de Guterres ao poder. Sem qualquer vida partidária até então, via em Cavaco um inimigo, o mau. Guterres era uma forma de libertação e, ao mesmo tempo, de esperança. Com Sócrates fugi da casa mãe. Senti um afastamento muito grande e, anos mais tarde, acompanhei de perto e por dentro o nascimento do Bloco que era, para mim, uma espécie de geringonça onde gente diferente se juntava em torno de um projecto comum. [Read more…]


O circo à volta do negócio dos jogos é algo que me incomoda e muito. Sou desde criança um seguidor fiel das transmissões da RTP (obrigado Serviço Público!) e, se calhar por isso, no ensino secundário fiz o curso de Desporto. Ali, na saudosa Escola do Cerco, na zona oriental do Porto vivi algumas das mais fantásticas experiências desportivas da minha vida. Para além da experimentação de quase todas as modalidades colectivas, tive ainda o prazer de conhecer melhor as diferentes disciplinas do atletismo e como elas são exigentes. Percebi, muito cedo, como os processos são cruciais, quase sempre mais importantes que os resultados.












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