Grécia: partido vencedor não consegue formar governo

logo vai pedir ajuda ao União de Leiria.

Aprender a dançar com os gregos

A Grécia tem um ano de avanço: Passos, Portas e Seguro sabem agora o que os espera. O pânico à direita está na cara dos comentadores amestrados da Goldmam Sachs (a grande derrotada do dia, em três países, o que é obra) que nas televisões misturam Syrisa com nazis, tudo no mesmo saco; quando não se trata dos seus parceiros da corrupção pública e privada é tudo extremista e radical. O “centrão” ou o caos, socorro, chamem a cavalaria, vêm aí os gregos.

A lição que aprendemos com os gregos é muito simples: o bipartidarismo alternadeiro não dura sempre, por mais que se esforcem as comunicações sociais dos donos. Nenhum povo aceita ser governado por governos estrangeiros sem resistir. Não há mal que não acabe.

É certo que os nossos partidos do regime, os que nos fizeram o mesmo que fizeram ND e PASOK aos gregos, poderiam aprender a lição mas para esse lado não haverá sobressaltos: é a sua natureza de agremiações dos interesses instalados que os impede de pensar acima das suas possibilidades, embora não seja de todo improvável que numa reforma das leis eleitorais também ofereçam 50 deputados a si próprios. [Read more…]

A fraude grega

Com 86% dos votos contados a troika tem 33% dos votos e 151 deputados em 300. Ainda podem perder a maioria.

Para seguir a contagem de votos da Grécia…

… que em França o assunto parece arrumado, use o Vias de Facto. Entre outras vantagens ali não se metem nazis e esquerda no mesmo saco.

Eleições na Grécia e na França: troicaram-lhes as voltas?

Pelas primeiras sondagens a noite promete: a Europa passa a ser governada por Merkholland (o que não é bem a mesma coisa), e os partidos da troica podem não ter maioria no parlamento grego (onde convém não esquecer que uma muito peculiar noção de democracia oferece 40 deputados ao partido mais votado). Syriza, o BE grego, pode mesmo ter ganho as eleições na Atica. E a Atica, é Atenas…

Inventaram a palavra democracia, só a palavra

As últimas sondagens na Grécia ameaçam vir aí um resultado fantástico, em que a minoria pode governar a maioria. É que o partido mais votado tem um bónus de 50 deputados. Assim também eu.

Um buraco gigantesco

Deve estar lembrado(a) do gigantesco buraco que se abriu na Cidade de Guatemala há quase dois anos. As àguas diluviais que acompanharam a tempestade tropical abriram aquele buraco descomunal no centro da capital daquele país. As dimensões, 60 metros de profundidade e 21,54 diâmetro, foram suficientes para engolir edifícios.

Mas há outros buracos… Aqueles que engolem serem humanos, aqueles onde por vezes caímos e são abertos por maus políticos, más políticas, má gestão, o que vai dar ao mesmo… (lembro-me da vaga de suicídios na France Telecom há dois anos).

Na quarta-feira passada, um senhor grego de 77 anos suicidou-se com um tiro em frente ao Parlamento. Descobriu-se uma carta deste homem onde acusa o Governo de, “com tantos cortes, ter praticamente reduzido a zero a sua reforma”. O número de suicídios tem aumentado na Grécia à “medida que têm sido impostas as medidas de austeridade” (Expresso, 6 de abril). [Read more…]

Portugal é a Grécia

Situação na Grécia resultou de ‘legado de anos de políticas irresponsáveis’

Portugal não é a Grécia

Todos sabem que Portugal não é a Grécia.

A Tua Cara Não Me É Estranha

Leio que “94% dos gregos dizem não confiar nos partidos políticos, o valor mais alto em todos os países da União Europeia – a média da UE é de 81%”. A crise na Grécia parece estar a fazer mais uma vítima: o sistema político vigente, em que dois partidos se vão revezando no poder “vai desaparecer”. Assim como já desapareceu a classe média grega.
À maneira do recente programa televisivo, que não tenho pachorra para ver, eu digo: “Este cenário não me é estranho”. Não estará muito longe dos 94%, os portugueses que não acreditam nos partidos/políticos; também em Portugal o poder tem sido de dois, sempre os mesmos, as mesmas caras; e, já há muito, a classe média está cada vez mais pobre…em vias de extinção.

La Palice

Será que é familiar do sr. Jacques? Jacques de La Palice?

Alargamento é o ovo de colombo

Ufa! Estou mais tranquilo agora. Afinal Portugal e a Grécia se descerem de divisão… Ufa… Está resolvido!

Cavaco: a ideia do colapso ou o colapso das ideias

pinn-solidarity

Fonte: Presseurope

O estilo bacoco sempre foi o principal ícone da vacuidade do presidente Cavaco Silva. Superficial e bisonho, revela permanente incapacidade de fazer análises sólidas e consequentes do que o rodeia. Dos vários casos de comunicação de que foi intérprete nos últimos tempos, fica a noção da fatuidade, da incoerência e das gafes por parte do PR.

Surpreendido (?) um dia destes com a dimensão do desemprego em Portugal, diz agora que “a ideia do colapso da zona euro está enterrada”. Quem diria? Para mim, o óbvio, eloquentemente óbvio, sublinho, é o colapso das ideias cavaquistas.

Argumenta o PR que a solução estará no acordo no documento a ser aprovado pelo Conselho Europeu, em 1 e 2 Março. Está, uma vez mais, equivocado. O problema grego, ao contrário do que muitos imaginam, não está solucionado e tem implicações sistémicas para a zona euro. Além do afastamento da Grécia do euro, defendido agora pelo Ministro do Interior alemão – os alemães, sempre eles – há analistas a acusar a UE, e a zona euro, da falta de solidariedade entre países.

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Povo GREGO vai votar na TROIKA

Somos todos gregos (galo de Barcelos com as cores da Grécia)O povo português é por natureza solidário. Apareceu por aí um manifesto de apoio ao povo grego e sucedem-se as manifestações de meia dúzia de pessoas com as mesmas intenções. Até eu, mudei no meu perfil do Face a localidade para ATENAS! SOMOS todos gregos.

Mas, estou curioso com uma coisa – a Democracia. Essa chatice!

Por cá, quando se perguntou ao povo “Troika” ou Não Troika, a resposta foi esmagadora: TROIKA!

Na Grécia? Como é que vai ser?

É que a malta até pode ser solidária, mas dá jeito que eles façam a parte deles!

A Grécia destruída por Bruxelas

KO à Grécia

Knockout (KO) à Grécia

Fonte: Presseurop

De um interessante artigo do jornalista Peter Oborne em “The Daily Telegraph”, traduzido para português, sobre o processo de destruição da Grécia pela UE, reproduzimos a respectiva introdução a partir do ‘site’ da Presseurop:

Afundada numa violenta depressão, a Grécia está a ser exaurida por uma UE “incompetente” e pelo seu “insensível” comissário para os Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn, acusa Peter Oborne, num veemente comentário de página inteira.

A meu ver, é aconselhável a leitura integral do artigo, intitulado ‘Como Bruxelas está a destruir a Grécia’; quanto mais não seja a título de pré-aviso para os efeitos que nos podem estar reservados pela violenta e irracional terapia da ‘troika’, zelosamente aplicada e excedida pelo governo de Passos Coelho e Paulo Portas.

Quem não tem dinheiro não tem História

Museu Britanico, em Londres

O mercado já está a funcionar na Grécia: menos estado, menos segurança nos museus, mais espaço para a iniciativa privada, que naturalmente saberá conservar as peças agora desviadas do Museu de Olímpia.

O património histórico deve estar nas mãos dos empreendedores, caminho que de resto os britânicos já tinham traçado a grande parte do friso do Partenon, tão bem guardado em Londres. E como ficava bonita a Acrópole em Berlim.

Por estas e por outras, hoje também sou grego. Outros irão para a porta do Museu Nacional de Arte Antiga, aguardando a sua oportunidade.

Dia de Mobilização Internacional: Somos todos gregos: [Read more…]

Onde ardem as “ajudas” à Grécia?

Diz o ministro holandês das finanças:

temos de certificar-nos que o dinheiro que emprestamos não é consumido pelas chamas.

Por cada euro que entra apenas 19 cêntimos se destinam a gastos do estado, 40% vão direitinhos para a banca internacional. Ou seja, a Holanda empresta à Grécia para pagar à finança.

É percebendo isto que se entende o sentido do “não pagamos”. Diga um outro governo grego que acabou a zorba para os especuladores (incluindo por exemplo o “nosso” BCP) e a música será outra, obviamente com efeito dominó. Faça um governo português o mesmo e cai a Espanha, e a Espanha deve sobretudo a banqueiros franceses e alemães. Entendidos quanto aos interesses em jogo, e percebido quem está a ajudar quem?

fonte do gráfico

Cavaco Silva: o Presidente de todos os Gregos!

Lá como cá!

!

Por cá!

Assim, como assim, em gesto totalmente solidário e uma vez que a coisa por lá não anda famosa, ficavam eles com este e nós com o deles!

Este sim, era um enorme manifesto de apoio ao povo GREGO!

O português ideal é nómada

Esperar que este governo, tal como não fazia o anterior, apresente estudos para sustentar as decisões que toma seria ingenuidade. Tudo aqui é apenas ideológico. A direita limita-se ao reflexo pavloniano de atacar a Função Pública e de retirar direitos aos trabalhadores, preocupando-se, exclusivamente, com um défice transformado em bezerro de ouro. [Read more…]

14 de fevereiro, dia europeu da disfunção eréctil

Grécia

Carta do Canadá: Lá fora e cá dentro

por Fernnanda Leitão

Ensina-me a experiência que é prudente não acreditar em pessoas que, para enriquecerem o curriculum, proclamam repetidamente que são “africanistas”.  Na prática são colonialistas de mentalidade e actos. Ficou-lhes agarrada à pele, na sua passagem pelas colónias, uma atracção encantada pelo capataz de roça. Em geral, de tudo fazem (ou julgam fazer) uma roça.

O famoso vídeo que deu a volta ao mundo, aquele minuto de conversa sussurrada entre o Ministro das Finanças de Portugal e o seu homólogo da Alemanha, cuja linguagem corporal só por si dizia tudo de servilismo e diplomacia de cócoras, vem confirmar as suspeitas que se agigantam seis meses depois da entronização do actual governo que,dizia ele, vinha para salvar os portugueses das garras da maldade  da exploração e da mentira. Escusa o cómico de serviço ao  regime, seja o governo qual for, bolsar que é o contrário disto, nos programas que os contribuintes andam a pagar, porque ninguém lhe dá crédito,também a ele.  De resto, a confirmação da bajulice vem do chefe do governo, e seus acólitos,quando trombeteia que “nós vamos além da troika”. É o que se chama querer mostrar serviço, “custe o que custar”, e está  custar fome, miséria, privação e desespero a largos milhares de portugueses, que vêem a Pátria a sucumbir às mãos de agiotas. Já pela Europa fora peritos sensatos sublinham que a receita autoritária da chanceleira Merkel não cura países aflitos, antes os mata, mas o primeiro ministro fabricado na jota mantém-se irredutível na sua fidelidade canina. Nem a opinião contrária do FMI o demove na sua obediência babada àquela Adolfa. [Read more…]

À espera dos bárbaros

– Que esperamos na ágora congregados?
Os bárbaros hão-de chegar hoje.
– Porquê tanta inactividade no Senado?
Porque estão lá os Senadores e não legislam?
Porque os bárbaros chegarão hoje.
Que leis irão fazer já os Senadores?
Os bárbaros quando vierem legislarão.
– Porque se levantou tão cedo o nosso imperador,
e que faz sentado à porta da cidade,
no seu trono, solene, de coroa?
Porque os bárbaros chegarão hoje.
E o imperador espera para receber
o seu chefe. Até preparou [Read more…]

Manolis Glezos continua a lutar contra a ocupação alemã

O senhor que está a ser agarrado pelo colarinho tem 89 anos. O polícia que o está a agarrar terá idade para ser seu filho ou seu neto. O senhor chama-se Manolis Glezos e, em 1941, durante a ocupação alemã, retirou a bandeira nazi da Acrópole, tendo, posteriormente, passado por um calvário de prisões e torturas, entre alemães, italianos e colaboracionistas gregos (que, também naquele tempo, já existiam). Setenta anos depois, ei-lo, ainda, a lutar contra um país manhoso, disfarçado de Europa. A Europa tem de ser outra coisa. Se é para ser a mesma, mais vale hastear outra vez a suástica.

O tratamento anterior não funcionou

Praça Syntagma (2012-02-12)

O tratamento anterior aplicado à Grécia não funcionou. Por isso, vamos repetir a dose e vamos esperar que funcione. Este será o terceiro pacote de austeridade. É de doidos, é óbvio que não vai funcionar.

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E as pessoas?

austeridade

(latim austeritas, -atis)

 s. f.

1. Qualidade de austero.

2. Cuidado escrupuloso em não se deixar dominar pelo que agrada aos sentidos ou deleita a concupiscência.

3. Severidade, rigor.

austero |é|

(latim austerus, -a, -um)

adj.

1. Que é muito rigoroso nos seus princípios.

2. Rígido, severo.

3. Sério e grave.

4. Penoso.

5. Ríspido.

6. Sombrio, escuro.

Um homem austero é sério e rígido, de uma honestidade inflexível. Nos últimos tempos, austeridade tem sido uma palavra impropriamente usada: se é certo que entre aqueles que impõem medidas duras à Europa há inflexibilidade, a seriedade é-lhes estranha, porque não pode ser honesto resolver problemas de contabilidades privadas ou mesmo secretas, criando mais empobrecimento e mais insegurança aos cidadãos europeus.

A sociedade em que quero viver é filha de ideais muito antigos, nem sempre cumpridos e muitas vezes verbalizados. Sou um filho dos ideais da Revolução Francesa, sem a parte da guilhotina. Sou um filho dos ideais da Revolução Americana, sem a parte do extermínio dos índios. Sou filho de boas ideias e de ideais generosos, mesmo quando a sua prática foi, tantas vezes, pervertida. Há poucos dias em que não me sinta como um católico envergonhado com o Vaticano ou um comunista que sempre odiou o Muro de Berlim.

Esta Europa em que vivo não é o farol civilizacional em que me julguei razoavelmente seguro. É uma parte do mundo dominada por uma gente perigosa, gente sem alma, gente anti-social, porque este marialvismo que chama pieguice às queixas de quem é diariamente roubado é próprio de quem é anti-social.

Na Grécia, o parlamento submete-se às ordens de Berlim, prometendo mais austeridade, mais dificuldade, mais pobreza. Aquilo que foi aprovado ontem no parlamento alemão de Atenas prevê, entre outras coisas, a obrigatoriedade de despedir funcionários públicos, sempre por razões contabilísticas.

A direita limitar-se-á a dizer que é natural que assim seja, que tem de ser, que não há direitos adquiridos, que o mal está todo naquilo que é público. E as pessoas? Meros grãos de areia numa engrenagem em que banqueiros, empresários e políticos se governam. O resto é brincar ao Monopólio e ir à missa aos Domingos, deixando uma esmola ao mendigo providencial que existe para que o esmoler se sinta bondoso.

Entretanto, enquanto a direita engole uma hóstia devota, não perde tempo a pensar no funcionário público ou no operário gregos que irão ser despedidos e que voltarão para casa carregados de revolta ou de pieguice. A direita, ao sair da missa, limitar-se-á a trocar palavras graves e descontraídas como inevitabilidade ou emitirá um conselho sisudo sobre a necessidade de trabalhar mais. Perder tempo a pensar nas pessoas, nos seus problemas? Isso seria uma fraqueza.

Είμαστε όλοι Έλληνες (Somos todos Gregos)

O que sobra do parlamento grego aprovou mais um pacote de austeridade. Segue-se a revolta social intensa, com final imprevisível. Sem nenhum raciocínio lógico esta tarde deu-me para achar que o objectivo final de Merkozy é a saída dos PIIGS do euro, tipo eu quero uma moeda forte só para mim.

Seja ou não seja, o destino da Grécia está traçado, e o nosso será já a seguir. Ou ainda alguém acredita que a austeridade cega e as privatizações ladras resolvem alguma coisa, e levantam uma economia que se afunda cada vez mais? O Vítor Gaspar acredita, eu sei, mas os loucos não contam e não deviam governar países.

Imagem e título roubados a Os Dias do Fim

Longe da Grécia, perto da Irlanda

O Senhor Primeiro-Ministro revelou preocupações em relação às negociações da dívida grega. Nesse contexto, na tomada de posse dos membros do Conselho Nacional para a Ciência e Tecnologia, declarou:

Nós não temos uma situação parecida com a da Grécia, temos uma situação muito mais próxima à da Irlanda, que começou o seu programa há mais tempo, o nosso começou há cerca de oito meses.

Esta ideia de aproximação à Irlanda é pura especulação romântica, cuja ficção se sustenta na fé de que os irlandeses, esses sim, estão no bom caminho e nós, perto deles, também seguimos o rumo certo.

A coisa não é bem assim, e até a propósito de afirmações acerca da ‘sensibilidade social do governo’, aqui referidas, sugiro que, se eventualmente necessário, Pedro Passos Coelho se inteire da verdadeira situação social, económica e financeira da Irlanda; país que, é dado como muito provável, vai recorrer a um segundo resgate. Basta ler o que diz a imprensa irlandesa, o ‘Irish Independent’ de hoje por exemplo, do qual destaco a notícia “Relatório adverte para falhas do bem-estar social” e, em especial, o seguinte trecho:

A co-autora do estudo Bernadette acrescentou: “Falha de solidez do salário mínimo nacional e das transferências sociais em medida concreta adequada, tal como definida na presente investigação, significa que a pobreza e a exclusão social continuarão a ser uma realidade na Irlanda“.

Tomar a Irlanda como modelo exemplar, apenas se entende na lógica da obsessão pela política do empobrecimento dos portugueses – custe o que custar!

Portugal falha acordo. Zona Euro já admite bancarrota

Chegaram ao fim, sem acordo, as negociações entre o Governo português e a troika. As negociações vão prosseguir na segunda-feira.

A reunião entre os três partidos da coligação que está no Governo e os representantes da Comissão Europeia (CE), Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) acabou sem acordo quanto às medidas de austeridade e reformas estruturais que o país está disposto a adoptar para continuar a receber a ajuda internacional.

A troika «exige mais austeridade do que aquela que o país é capaz de suportar», afirmou o líder da PSD, Pedro Passos Coelho citado pela AFP, à saída do encontro.

Já o líder do CDS, Paulo Portas, justificou o falhanço das negociações porque «não queria contribuir para a explosão de uma revolução» e aceitar as medidas exigidas pela troika poderia ter esse efeito.

Representantes da banca internacional juntaram-se também este domingo à maratona negocial que envolve o Governo português e a troika para a adopção de novas medidas de ajuda externa àquele país, avançou a agência France Press. [Read more…]

E a dívida alemã?

Manuel António Pina, hoje no JN

Gostaria de ver os arautos dos “mercados” que moralizam que “as dívidas são para pagar” (no caso da Grécia, com a perda da própria soberania) moralizarem igualmente acerca do pagamento da dívida de 7,1 mil milhões de dólares que, a título de reparações de guerra, a Alemanha foi condenada a pagar à Grécia na Conferência de Paris de 1946.

Segundo cálculos divulgados pelo jornal económico francês “Les Echos”, a Alemanha deverá à Grécia em resultado de obrigações decorrentes da brutal ocupação do país na II Guerra Mundial 575 mil milhões de euros a valores actuais (a dívida grega aos “mercados”, entre os quais avultam gestoras de activos, fundos soberanos, banco central e bancos comerciais alemães, é de 350 mil milhões).

A Grécia tem inutilmente tentado cobrar essa dívida desde o fim da II Guerra. Fê-lo em 1945, 1946, 1947, 1964, 1965, 1966, 1974, 1987 e, após a reunificação, em 1995. Ao contrário de outros países do Eixo, a Alemanha nunca pagou. Estes dados e outros, amplamente documentados, constam de uma petição em curso na Net (http://aventadores.wpcomstaging.com/2011/12/08/peticao-sobre-a-divida-da-alemanha-a-grecia-em-reparacao-pela-invasao-na-ii-guerra-mundial) reclamando o pagamento da dívida alemã à Grécia.

Talvez seja a altura de a Grécia exigir que um comissário grego assuma a soberania orçamental alemã de modo a que a Alemanha dê, como a sra. Merkel exige à Grécia, “prioridade absoluta ao pagamento da dívida”.

Hoje dá na Net: Os canhões de Navarone (1961)

A sra. Merkel anda cansada, a precisar de ir ao cinema, e nada melhor que um clássico dos filmes de acção, com a paisagem grega em fundo. Fazia-lhe bem, aposto.

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