O Eduquês não gosta de informatiquês

Nuno Crato diz que a informática no 9º ano é para acabar, já que, afirma, os alunos quando chegam a este nível de escolaridade já a dominam. Depois de me ter sobressaltado, reflecti e concluo que o autor do termo “eduquês” tem toda a razão. Como todos saberão, a informática corresponde, na sua essência a uns e zeros. Como 1 tende a ser uma nota frequente entre os alunos e 0 começa a ser o dinheiro disponível nas carteiras dos respectivos pais, que aluno não dominará ainda a informática aos 15 anos? Os ricos, claro, e esses que paguem as suas lições de Facebook.

Soube também, de fonte segura, que as software houses já aplaudiram a medida. Depois de terem começado a pagar 500 euros a recém licenciados, vêem nesta medida a oportunidade de finalmente serem competitivos com a China e com a Índia, indo buscar os seus IT expert saídinhos do 9º ano.

Finalmente, quanto aos que passaram anos a dizer que o programa e-escola, e-escolinha  em nada contribuiria para desenvolver competência tecnológicas nos alunos e que os Magalhães não passavam de brindes eleitorais, espero que mordam a língua e reconheçam o seu colossal erro. Que outro país consegue à saída do ensino básico fornadas de Steve Jobs, de Bill Gates e de Linus Torvalds? Aprendam, seus velho-restelianos.

Ser ou não ser pobre

Stôr público

Questão

Comunhão

Mais vale tarde….

O PS decidiu apresentar uma proposta para a limitação dos salários dos gestores públicos e outros boys, garçons, chicos e afins. Muito bem, uma medida que já deveria ter sido posta em prática há uns 25 anos e como “se sabe” que os agora proponentes “jamais tiveram qualquer poder” para decidir sobre este tipo de coisas, a notícia chega tarde, mas ainda a tempo.

Se assim não fosse, seria caso para berrar em “espanhuél” técnico, qué lata!

Amuleto

Solidários com o funcionário público Miguel Macedo

O povo português, sempre generoso com os mais necessitados, não poderá negar solidariedade a todos aqueles que servem desinteressadamente o país, como é o caso dos funcionários públicos. O funcionalismo público tem, agora, no ministro Miguel Macedo o exemplo mais recente de alguém que merece toda a nossa solidariedade. Efectivamente, o pobre governante ficará, doravante, e por iniciativa própria, privado do subsídio de alojamento a que, legal e imoralmente, tinha direito. O facto de ter prescindido desse privilégio após a saída de várias notícias só serve para demonstrar que o Governo está atento aos sinais enviados pela sociedade civil. O minúsculo pormenor de Miguel Macedo possuir uma habitação em Lisboa não nos deve coarctar o exercício da generosidade: com 1400 euros a menos por mês e com os aumentos do IVA, é importante que os vizinhos do ministro estejam atentos a indícios de qualquer tipo de carência alimentar que Miguel Macedo possa manifestar. Para que não se sinta muito envergonhado, proponho que se deixe, anonimamente, à porta de sua casa, um cabaz com produtos de primeira necessidade.

Frases Impossíveis

Adoro perífrases, eufemismos e areia nos olhos

Secretário de Estado das Comunidades também abdica do subsídio de alojamento

José Cesário, Secretário de Estado das Comunidades, à semelhança do ministro Miguel Macedo, optou por prescindir do subsídio de alojamento a que tinha direito. Segundo fonte da Secretaria de Estado “decidiu abdicar do subsídio para não introduzir qualquer tipo de ruído na gestão política da secretaria de Estado que tutela.”

É em momentos destes que descubro que, afinal, perífrase é frase mas no mau sentido, tal como eufemismo é uma treta codificada. O que José Cesário poderia ter dito, se estivesse minimamente interessado em parecer uma pessoa séria seria qualquer coisa como: “Um subsídio como este só faria sentido se pudesse ser aplicado a qualquer funcionário público que fosse obrigado a trabalhar longe da sua residência oficial, sendo obrigado a pagar alojamento perto do local de trabalho. Como eu ganho mais do que a maioria dos funcionários públicos e, ainda por cima, possuo uma segunda casa na cidade em que, agora, trabalho, é imoral receber esse subsídio, ainda para mais num país em dificuldades financeiras.”

Não tenho dúvidas nenhumas de que esta notícia será comentada por todo o país de diferentes maneiras. A zona em que vivo é célebre pelo delicioso desbragamento de linguagem com que as pessoas se exprimem diariamente. Antevendo as reacções que esta notícia suscitará pelos cafés e similares aqui à volta, ficam com um provável comentário traduzido para a linguagem que José Cesário utilizaria: “Talvez devessem introduzir qualquer tipo de corpo estranho na gestão de um determinado orifício que Vossa Excelência possui na retaguarda do organismo.”

Cromos do Dia: Miguel Macedo, Paulo Campos

Vamos começar a fazer uma caderneta de cromos aqui no Aventar. Entre raros, banais e repetidos para a troca, cromos não faltam. Hoje, para início de colecção, entregamos dois cromos. O segundo parece ultrapassado mas é pura ilusão. De cada vez que o leitor vai a uma estação de correios pagar uma passagem numa Scut, por exemplo, é cromice dele. Impagável e difícil de trocar.

Miguel Macedo

Paulo Campos

Rating da burrice: Moody’s, number one!

O gabinete de parasitas que dá pelo auspicioso nome de Moody’s, decidiu baixar o rating da… “República Espanhola”! Esta defunta já está enterrada há quase oitenta anos e agora chegam estes profissionais da desgraça e vai daí, “cavaquizam” o país vizinho. USA no seu já costumeiro “the bigger the better” (foul).

A verdade sobre o orçamento geral do estado e a “ajuda” internacional

Respeito

Ainda a linha do Tua

e-delete-p

Ai tanto buraco…

pipa-pau-passos

 

Ainda bem que aí vem um bom orçamento!

roubosTez

EDP – reação à crise social no facebook

Cobertura noticiosa

De Marco Marilungo Pictor, italiano, e muito a propósito (cuidado ao abrir a página, é explosiva).

Chaaaaaaarge!

edp

(Imagem retirada daqui.)

Cona Culta…

“A partir do mês de outubro, a doutora Patricia Hernández Salazar á a nova diretora da Biblioteca Vasconcelos (Buenavista) em substituição de Federico Hernández Pacheco.”

  Conselho Nacional para a Cultura e Artes

Antes e depois

vitor gaspar e os impostos

 

Um post a reutilizar um boneco anterior, em consonância com a actual governação: reutilizar a estratégia anterior.

Marioneta

Passos Coelho inspira defecador americano

“Defecador em série” detido na Florida

Portugal continua a dar novos mundos ao mundo. O Aventar apurou que Kenneth Martin Sorsony, o “bandido intestinal” apanhado na Florida, terá seguido o exemplo dos governantes portugueses, ao defecar nas imediações de uma escola secundária naquele Estado norte-americano. Depois de detido, Sorsony terá confessado que tentou imitar o governo português assumindo-se como um mero aprendiz face ao Ministério da Educação de Portugal que anda a fazer o mesmo que ele não nas cercanias das escolas mas no interior das mesmas, o que revela uma habilidade que não está, ainda, ao alcance de um simples iniciado. Sorsony revelou o desejo de emular Passos Coelho e o restante governo que andam a cobrir todo o território nacional com uma camada fecal digna de um recorde do Guiness: “O modo como defecam na administração pública é uma verdadeira obra de arte”, afirmou o norte-americano que já pediu para cumprir a pena em Portugal a fim de que possa voltar com uma formação completa aos Estados Unidos, reconhecendo, embora, que será sempre difícil alcançar o nível da classe política portuguesa, que já desempenha estas funções há muitos anos, com um treino que começa nas juventudes partidárias.

Cama, crime e jóias

A manchete de hoje do Jornal de Notícias é mais um monumento em memória do jornalismo, tendo em conta que se trata uma actividade já extinta, substituída que foi pelo sensacionalismo. Note-se, a propósito, que as eleições regionais da Madeira merecem apenas um quadradinho lateral, não conseguindo sequer competir com o regresso apoteótico de um padre a Vouzela, uma semana depois de aí ter sido apupado. [Read more…]

No jobs

Tiago Mota Saraiva a partir de um original grego.

 

Aeroporto de Beja: 164 passageiros em 3 meses

aeroporto de beja

No aeroporto de Beja não há sorriso que se veja na chegada nem amante que se beija na despedia porque, simplesmente, não há passageiros.

Já agora, na notícia do Expresso, «em 2007, o aeroporto de Beja previa atingir, entre partidas e chegadas, uma média de 178 mil passageiros em 2009, que poderiam aumentar até 1,8 milhões em 2020, segundo as previsões da empresa EDAB, responsável pelo projeto». É oportuno lembrar um outro elefante branco prestes a ser construído e que também terá milhões de passageiros… no papel: o TGV.

As pessoas que tomaram conta do Estado e que gastam dinheiro desta forma têm nomes. Até quando vai ser possível continuar com esta impunidade? A punição eleitoral é manifestamente pequena quando decisões autistas, mas fundamentadas em imensos estudos convenientes, nos afectam durantes décadas.

Guerra civil: Cavaco manda os portugueses contra o Banco de Portugal

Cavaco desafia portugueses a “vencerem previsões negativas” do Banco de Portugal

Numa iniciativa inédita, o Presidente da República pôs-se ao lado dos portugueses contra o Banco de Portugal, desafiando os cidadãos a contrariarem as previsões feitas por esta entidade, que antecipa uma recessão profunda para 2012, ano que Passos Coelho já considerou como o do princípio do fim da crise, embora não se saiba muito bem quanto tempo durarão o princípio e o meio do fim da crise. Não há também muitas certezas quanto ao tempo que durará o fim do fim da crise.

Segundo o próprio Presidente, alguns portugueses, desde quinta-feira, ter-lhe-ão perguntado “Não será possível fazer com que a realidade seja melhor?” Não sei se se estaria a referir ao dia de ontem ou à quinta-feira da semana passada, mas, seja como for, as perguntas parecem ter despoletado em Cavaco um arrebatamento tal que deu por si a incentivar os portugueses. Com a sageza que o caracteriza, e evitando utilizar a primeira pessoa do plural, ei-lo que diz aos bravos lusitanos: “Estão a ver aqueles senhores altamente qualificados a fazer previsões negativas e a dizer que a recessão irá aumentar? Agora, peguem nos vossos salários congelados, nos empregos que perderam, nos impostos que vos aumentaram, no pão que encareceram e vão lá contrariá-los. Vá, vão lá, não tenham medo, que eu fico aqui a ver!”

O Nobel da Literatura e Alberto João Jardim

Aqui está um texto sobre Tomas Tranströmer, o Nobel da Literatura de 2011. No final do artigo, temos direito a um poema intitulado “Funchal”, da autoria do poeta sueco agora nobelizado. Alberto João Jardim já manifestou a sua indignação pelo facto de a Academia Sueca estar a querer imiscuir-se na campanha eleitoral, tendo criticado especialmente a parte em se pode ler “todos falam, fervorosos, na língua /estranha“, o que terá sido entendido como uma referência menos elogiosa ao sotaque madeirense. Como retaliação, os madeirenses estão proibidos de importar móveis da IKEA.

O discurso do 5 de Outubro

As minhas desculpas. Afinal o discurso que antevi:

 

 

foi muuuuuuuiiiiito diferente:

 

Nem um único bla-bla-bla. Como é que me pude enganar tanto?