Nada de novo. “Somos o que escolhemos ser”.
A imunidade de Dias Loureiro
Imagem@Do Portugal Profundo
Segundo o DN, a Polícia Judiciária poderá ter sido impedida de investigar Dias Loureiro no âmbito do caso BPN onde é arguido, apesar do seu processo estar parado há já alguns anos, sendo que a antiga directora do DCIAP, Cândida Almeida, terá prometido em 2009 enviar o processo para a PJ, algo que até ao momento ainda não aconteceu.
O DN cita o Correio da Manhã para esclarecer que o motivo para o atraso na promessa de Cândida Almeida se prende com o pedido de reforço da equipa da PJ que investiga crimes económicos, que apesar de ter sido efectivamente reforçada, continua a receber apenas processos de outros arguidos, menos mediáticos e eventualmente menos poderosos também. O CM questionou a antiga chefe do DCIAP sobre o porquê desta aparente imunidade de Dias Loureiro mas Cândida Almeida terá afirmado não poder revelar o motivo pelo qual o processo do comparsa de Oliveira e Costa continua imune à investigação em torno da maior fraude financeira da história do país. Portanto a senhora até tem boa vontade e tal mas existe ali uma incógnita que a impediu de fazer este processo andar. Anda para outros mas Dias Loureiro está mais ocupado a espalhar charme em inaugurações de queijarias onde é elogiado pelo discípulo Pedro. Era o que mais faltava estar a perder tempo com tribunais, isso é coisa de plebe.
Harmonia na “mais credível das opções de governo”
Passos acusa Portas de ter apresentado a sua demissão em 2013 via SMS. Portas desmente o primeiro-ministro afirmando que o pedido seguiu por carta. CDS está incomodado. Outra vez.
O conselheiro
Nos últimos dias houve reacções, estupefactas e iradas, em todo o país porque o primeiro-ministro teceu, em cerimónia pública, rasgados elogios a Dias Loureiro, considerando-o um exemplo a seguir. Dias Loureiro, como se sabe, está atascado até ao nariz no BPN, esse escândalo financeiro que deu um rombo medonho nas contas da nação e, ao fim e ao cabo, foi percursor de tantos outros escândalos que o país tem vindo a sofrer nos últimos anos desta “chatíssima” trindade: PR – Governo e maioria parlamentar, tudo da mesma família partidária. Mas, por mistérios que um dia se desvendarão, a Dias Loureiro não aconteceu nada. Foi mesmo precisa uma gritaria nacional para o PR o tirar do Conselho de Estado. O sujeito, de quem Passos Coelho diz babadamente que “tem mundo”, continua a fazer os seus negócios chorudos no mesmo país onde a pobreza aumenta a cada dia.
Porque teria o primeiro-ministro tomado esta atitude? Por gratidão de passado? Teria alguma parente sua trabalhado para o milionário? Ou, receoso do resultado das eleições, o chefe do governo tenta garantir um futuro emprego? Só o interessado pode responder. Seja como for, Passos Coelho não tem o direito de dar exemplos destes a toda uma juventude que, com cruel descaramento, convidou a emigrar por não ter trabalho nem horizontes em Portugal. Se ele entende que deve dar estes conselhos aos jovens da sua família, não temos nada com isso, é problema dele. Mas desrespeitar os valores morais em que a generalidade dos jovens portugueses é educada pelos pais, isso é que não se lhe pode permitir. A cada qual sua educação, a cada um os seus princípios. Nada de misturas.
Nestas ocasiões é que se sente a falta, dentro do rectângulo, de uma figura de Igreja da estatura do Papa Francisco, para se pôr ao lado dos pais, dos professores e dos jovens, dizendo pelo claro que o rei vai nu.
Passos elogia, “de uma forma muito amiga e especial”, Dias Loureiro
O sumário estava feito mas isto tem que ser visto e ouvido para se constatar o entusiasmo com que Passos Coelho saúda e elogia Dias Loureiro.
Dias Loureiro foi um dos principais responsáveis do BPN, que causou aos contribuintes um prejuízo superior a 4.700 milhões de euros. Passos Coelho elogiou Dias Loureiro, nesta quinta-feira, dizendo que é “um empresário bem-sucedido” que sabe que se “queremos vencer na vida” “temos de ser exigentes, metódicos”. [ESQUERDA.NET]
O que de mais notável há nos últimos três governos liderados por ex-jotas é a total ausência de vergonha na cara. Nem se dão ao trabalho de disfarçar.
Gente séria

Diz-me com quem andas…
Durante o seu discurso, Passos Coelho fez referência a Manuel Dias Loureiro, que é natural de Aguiar da Beira e estava presente na cerimónia.
“Conheceu mundo, é um empresário bem-sucedido, viu muitas coisas por este mundo fora e sabe, como algumas pessoas em Portugal sabem também, que se nós queremos vencer na vida, se queremos ter uma economia desenvolvida, pujante, temos de ser exigentes, metódicos”, afirmou. [NEGÓCIOS]
Outra pérola:
“Tenho a certeza de que a generalidade das pessoas em Portugal percebe hoje que o preço que todos pagámos para reequilibrar o barco foi muito elevado [*]”, afirmou, durante a cerimónia de inauguração da queijaria Sabores do Dão, em Aguiar da Beira, distrito da Guarda.
E vamos a ver, não é que aquele que aponta o dedo tem três dedos a apontar para si?
[Read more…]
Os reaccionários de Abril
De cravo eleitoralista na lapela, Passos Coelho permitiu que o irrevogável abrisse as hostilidades. Terminado o exercício de propaganda do guia supremo da jacintoleitecapeloregolândia, o primeiro-ministro foi igual a si próprio: aldrabou indicadores, agitou fantasmas, falou de um rigor que não conhece e fez, no global, o habitual discurso orientado para a claque.
O discurso em si, quer de um, quer de outro, pouco interessa. Sabemos bem o que vale a palavra do primeiro e do vice-primeiro-ministro: um aldrabou o país em campanha e, mais recentemente, no âmbito da polémica do subsídio de reintegração/Tecnoforma e o outro aldrabou o país quando anunciou a sua demissão irrevogável, que caiu por terra assim que o anúncio da promoção chegou.
Interessante foi a escolha do dia. A escolha do dia e o facto de, há um mês atrás, Passos Coelho andar a vender a um grupo de empresários que era capaz de ganhar as eleições sozinho. Para não falar das dúvidas manifestadas pelo primeiro-ministro há 10 dias atrás quanto ao benefício da coligação. Mas está tudo bem. Haja coligação que os socialistas, apesar de Sócrates, ainda lideram as intenções de voto e a reacção não pode parar.
PSD não olha a meios para ganhar eleições
Escrita por uma funcionária do partido e publicada pela editora da camarada Zita Seabra, “Somos O Que Escolhemos Ser” é a nova biografia de Passos Coelho, a sequela do compêndio de propaganda da Cabrita. Será que desenvolve a escolha da mentira?
Após anos de portas abertas
a porta da Tecnoforma parece estar para fechar. Será que a história fica por aqui?
Nós também Primeiro, nós também…
Mais um amigalhaço do primeiro-ministro
Rogério Gomes é militante do PSD e foi, entre 2003 e 2004, patrão de Passos Coelho na ONG Urbe. Recentemente, o primeiro-ministro delegou em Rogério Gomes a elaboração do programa de governo do PSD para as Legislativas. Até aqui nada de mal até porque Passos sempre foi muito forte no ramo das ONG’s e programas de governo tendem a ser documentos de pouca validade que ninguém lê e muito menos faz cumprir. Escolheu-se o senhor Rogério, poder-se-ia ter escolhido um amigalhaço qualquer.
Claro que este conto de crianças não fica por aqui. Segundo DN, o ex-patrão do primeiro-ministro é também presidente do Instituto do Terrritório, ONG que o próprio criou, que gere em parceria com a sua esposa e que adjudicou, através de ajustes directos com dinheiros públicos, contratos a outras instituições às quais Rogério Gomes esteve ou está ligado. Passos Coelho até esteve lá para apadrinhar o nascimento desta nova ONG, quiçá para, em vez de lançar a primeira pedra, abrir a primeira porta. Ele abre-as todas.
VEM para onde?
Foto@Arrastão
Há umas semanas atrás, o Secretário de Estado dos saudosos briefings veio apresentar o programa VEM, programa que pretende atrair meia dúzia (vá lá, 40 ou 50, estava a ser mauzinho) de emigrantes da vaga passista que, formados e bem preparados, não tiveram alternativa que não fosse seguir o conselho de Pedro Passos Coelho e abandonar o país. Importa frisar que, a julgar pelas palavras de Pedro Lomba, esta medida atingirá cerca de 0,02% do total de emigrados durante a era Passos Coelho. Não havia memória de tamanho altruísmo.
Beijar o anel ao padrinho
Miguel Albuquerque: “Passos Coelho tem todas as condições para ganhar as eleições“.
Que jeito que daria se fosse uma campanha suja
Infelizmente, o único que sujou alguma coisa foi o próprio. Que do alto do seu moralismo cínico andou a pregar para os outros o que não praticou.
Passos Coelho fugiu ao combate eleitoral
Ou não terá sido convidado? Foi para o Japão, em vez de ir à campanha na Madeira. Os suspiros de alívio ouviram-se aqui.
PPPedro PPPassos Coelho
Imagem@Uma Página Numa Rede Social
Tenho saudades da heróica cavalgada laranja contra a encarnação do mal que foram um dia as PPP. No tempo em que mentia diariamente aos portugueses sobre o ilusório novo mundo sem aumentos de impostos, sem cortes de pensões ou subsídios e sem venda de “anéis”, o então líder do PSD referia-se aos prejuízos acumulados por empresas públicas e às facturas a pagar pelo Estado como “esqueletos num armário que se chama PPP“.
Ora ficamos esta semana a saber que Passos Coelho se prepara para encher esse armário com 13,6 mil milhões de euros de potenciais novos esqueletos. Segundo a imprensa nacional, o governo terá enviado para Bruxelas uma lista de 113 projectos estratégicos, que no total ascendem a 31,9 mil milhões de euros. E apesar de menos de um quarto destes projectos corresponder a parceiras público-privadas (24 no total), o valor a alocar aos mesmos ascende a quase metade do bolo (43%).
Admissão de culpa
Foto (http://cativarparaaprender.blogspot.pt/2012/05/uma-questao-de-honra.html)
Tenho consciência, não estou esquecido, conheço a Lei, fui notificado várias vezes. Infelizmente, devido à política seguida pelo Governo nos últimos 4 anos, não tenho é dinheiro!
Versão integral publicada originalmente em: http://wp.me/p29WGc-AU
Informação da maior importância: a quem interessar

Com muita humildade venho por este meio dar conhecimento a todos os meus credores – pretéritos, presentes e futuros -, independentemente da sua natureza – privada ou pública -, ou da natureza do crédito – venal, afectivo, lúdico ou outros -, ser muito possível, e até mesmo provável, que não venha a honrar as minhas obrigações ou a fazê-lo fora do prazo e apenas parcialmente, sempre com grande humildade, enfatizo, inerente a tal incumprimento ou procrastinação, com fundamento em qualquer das razões a seguir elencadas, isolada ou cumulativamente:
1 – Desconhecer a obrigação;
2 – Esquecer-me da dívida;
3 – Escassez de recursos, financeiros ou emocionais;
4 – Receio de que o cumprimento atempado possa ser interpretado como uma forma de induzir na comunidade a ideia de que sou cumpridor.
Versão integral do post, publicado originalmente em http://wp.me/p29WGc-AD
“It’s a fact of life”
Portugal é um país de políticos facilitadores que se multiplicam por conselhos de administração. António Vitorino é apenas um deles. Até Passos já se dedicou à abertura de portas…
Ironias fiscais e desculpas esfarrapadas
Corria o ano de 2005 e Rudolfo Rebelo, à data jornalista do DN e hoje assessor económico de Pedro Passos Coelho, denunciava em primeira mão o incumprimento fiscal de Paulo Macedo, à data Director-Geral dos Impostos, hoje Ministro da Saúde. Perante a acusação, Macedo escudou-se por trás de uma das desculpas esfarrapadas que o primeiro-ministro usou no início desta polémica, alegando não ter sido notificado.
É irónico que o director-geral de Impostos entre em incumprimento fiscal e alegue a ausência de notificação para justificar a situação. Igualmente irónico é o facto de Passos Coelho ter hoje um assessor que denunciou uma situação muito semelhante àquela que agora coloca o primeiro-ministro em xeque. Mais irónico ainda é saber que, não contente com as justificações de Paulo Macedo, Rudolfo Rebelo citava, em artigo publicado no DN à data, um especialista em direito fiscal que afirmava que “os contribuintes, pelo facto de não receberem o aviso não têm desobrigação fiscal de pagar” e, indo ainda mais longe, referia também que “um diretor de impostos tem especiais responsabilidades e tem de permanecer acima de toda e qualquer suspeita”. O mesmo se aplica, claro, a um primeiro-ministro. Imagino o tormento de Rudolfo Rebelo quando confrontado com o calote passista.
É caso para perguntar: onde estava este senhor enquanto o primeiro-ministro se ia enterrando, declaração esfarrapada após declaração esfarrapada? Tanta trapalhada que poderia ter sido evitada pelo assessor Rudolfo…
Economista britânico diz que Europa está na iminência de um ‘IV Reich’ | iOnline
Lusa . 4 Mar 2015 – 15:22
O economista britânico Stuart Holland disse hoje em Lisboa que a Europa está “na iminência de um IV Reich”, referindo-se à situação na Grécia e à “hegemonia de Berlim” na União Europeia.
“Temos uma hegemonia alemã que (os antigos chanceleres) Willy Brandt e Helmut Kohl não queriam. Eles não queriam uma Europa alemã, mas Angela Merkel que não tem as referências da Europa Ocidental não aceita conceitos como a solidariedade”, disse à Lusa o economista britânico, à margem da conferência “Grécia e Agora?”, que decorre na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
Texto integral em http://wp.me/p29WGc-Ak







![6.egas[1]](https://ergoressunt.files.wordpress.com/2015/03/6-egas1.jpg?w=660&resize=640%2C469)











Recent Comments