Eleições Legislativas 2015: Vencedores e perdedores

legislativas 2015 resultados

 

Como já referiu o João Mendes, o PAN é um dos grandes vencedores, por entrar para o restrito clube da AR. O BE é outro dos grandes vencedores, ao conseguir mais do que duplicar o resultado de 2011.

Nas restantes comparações com 2011, o PCP ficou ela por ela, O PSD e o CDS perderam muito (30 deputados) e o PS ganhou alguma coisa (12 deputados), sem ser, no entanto, suficiente. Está visto de que lado da boyada vai haver choros e gritos de alegria.

O LIVRE perdeu ao ficar atrás do Garcia Pereira do “Morte aos traidores”. Marinho e Pinto, enfim, também perdeu, ao quase não descolar  da matador de traidores.

E depois há esses fantásticos PSD na Madeira (3 deputados) e PSD nos Açores (2 deputados), contra 2 deputados e 3 deputados respectivamente para o PS. Parece que as ilhas são um mundo à parte.

Falta distribuir 4 deputados neste momento.

Surpresa da noite eleitoral

O PAN – Pessoas, Animais e Natureza elege um deputado pelo circulo eleitoral de Lisboa e a mais recente força política a conseguir o acesso ao Parlamento. Tinhas razão Sarah, aí estão os novos verdes!

Portugal no seu Pior

Portugal à Frente

JN de 04/10/2015

Amanhã vou fazer um telefonema…
Mas não vai ser para pedir trabalho, vai ser para os mandar à merda e com todas as letras. Em maiúsculas!

Imagem roubada da página de Facebook de Miguel Januário.

Sabem uma coisa?

Agora é que vamos ver se o corte de 600 milhões de euros nas pensões era um mito urbano ou não.

O discurso do Costa

Ouvindo este Costa falar, dá ideia que não é a mesma pessoa que andou a fazer campanha eleitoral. E os microfones funcionaram sem espinhas.

E Costa não se demite.

Hoje, pelo menos.

A insistência na demissão de Costa

costa cartaz invertido

A coligação de direita está a procurar pressionar Costa para que este se demita. Vão buscar exemplos do que outros líderes, inclusivamente do PSD, fizeram. Sem dúvida que lhes daria jeito uma capitulação neste momento, mas há um outro aspecto que dá ainda mais jeito à coligação de direita. Se o PS perder o seu líder hoje, é garantido que amanhã não haverá uma inesperada coligação de esquerda a procurar formar governo.

Esquerda canhestra orgulhosamente só

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Cafeteira para masoquistas (Catalogue des objets impossibles, Jacques Carelman)

A confirmarem-se os resultados das primeiras projecções, saberemos várias coisas.

1ª – que a massa abstencionista votou no PàF, compreendam isto de uma vez por todas. Gente desinformada, vítima do desinvestimento na Educação e na Cultura que o PSD/CDS e o PS têm levado por diante, que se abstém por não perceber que o sistema não confere a esse não-voto de protesto o significado que gostariam que tivesse. Gente doente, também.

2ª – que a divisão da esquerda é um desgosto para a esquerda. A ausência de estratégia roça a náusea: os compromissos que não querem fazer, de que não são capazes, revelam a sua doença – doença histórica, de gente de pensamento anacrónico, que faz tábua rasa da realidade que não foi capaz de impedir e a que agora oferece um tempo extra, em nome, também, da manutenção dos seus pequenos poderes locais.

3ª – que as fantasias dessa esquerda são indignas da esquerda: as dos que prosseguem sonhando com um apoio popular maciço, com a sublevação revolucionária, sonhos de que não abrem mão, enquanto o povo definha e o neoliberalismo decadente sobrevive mais uns anos.

4ª – que permanece por experimentar um compromisso inteligente e estratégico entre todas as forças à esquerda.

5ª – que está por realizar um diálogo de compromisso com os pequenos partidos, indistintamente considerados. Negociar acção legislativa com os pensionistas e reformados, negociar acção legislativa com os ecologistas, conversar tudo isso, fazer compromissos. Aprendam a ceder, a dar e a receber. O diálogo democrático é isso. Apenas o Livre parece ter percebido isso.

Demasiada opinião e pouca informação

Gabriela Canavilhas acaba de dizer à RTP que “houve demasiada opinião e pouca informação”. Efectivamente, com menos ‘opinião’ e mais ‘informação’, Gabriela Canavilhas não teria dito: “Eu, pessoalmente, estou convencida de que, daqui a dez anos, ainda estou a escrever ‘facto’ com cê”.

O milagre da multiplicação dos PPD/PSD’s

PSD'ss

Coligação PSD/CDS-PP vence as eleições. PSD surge na quinta posição. É o que podemos ver no site www.legislativas2015.pt. Será um novo partido social-democrata? Já era tempo de voltarmos a ter um!

Marco António Costa ressuscitou, aleluia, aleluia!

jnlx270309bc Entrevista ao líder do PSD Porto Marco António Costa Bruno Simões Castanheira

Minutos depois de se conhecerem as primeiras projecções, PSD e CDS-PP apressaram-se a reagir. E depois de semanas de campanha em que foi praticamente invisível, Marco António Costa é o escolhido para falar em nome dos “sociais-democratas”. A escolha deste gestor ruinoso, acusado de gerir uma complexa rede de tráfico de influências, é ilustrativo daquilo que por aí vem. E a imunidade parlamentar vem mesmo a calhar. Eis o alpinista político ressuscitado dos mortos. Aleluia, aleluia!

Foto: Bruno Simões Castanheira@Dinheiro Vivo

Pirro

Se a PAF ganhar, poderá ter uma vitória de Pirro. Esperem até os juros subirem. Idem se o PS ganhar, já agora.

Eleições Legislativas 2015: projecções às 20:00

RTP (Católica)
PAF 38% a 43%
PS 30% a 35%
BE 8% a 11%
CDU 7% a 9
LIVRE: 1%
SIC (Eurosondagem)
PAF 36.4% a 40.2%
PS 29.5% a 33.1%
BE 8.1% a 10.5%
CDU 6.8% a 9.0
TVI (Intercampus)
PAF 36.8% a 41.6&
PS 29.5% a 33.6%
BE 8.4% a 12.0%
CDU 6.7% a 10.3%
LIVRE: 0 a 1 deputado
PAN: 0 a 1 deputado
JPP: 0 a 1 deputado

Projecções dão vitória à PaF

Chegou-me a informação que todas as projecções dão a vitória à PaF, mas nesta noite eleitoral estão outros dados em jogo.

Olhares sobre as legislativas 2015: Eleições 2015

Manuel Antunes

Votar ou não votar eis a questão. Não é votar neste ou naquele, é votar ou não votar. Em 2015 o dilema põe-se em saber como reagir, entre o dever cívico e de cidadania, de votar, e a sensação de náusea e de inutilidade. São mais de 40 anos de votos, de insultos entre as oposições e os governos sucessivos, de assaltos aos dinheiros públicos por políticos e seus afilhados, de criações de mais de 1200 Institutos, mais centenas de fundações, empresas e PPP, só nas duas últimas décadas, para meter lá mais de 5000 administradores públicos ou presidentes, e milhares de outros dirigentes, com um sem número de órgãos colegiais, muitos com quase 20 membros. Um exército de boys, sem fazer nada e a sugar a teta do erário público.

Institutos, fundações, empresas públicas e PPP que mais não são do que engenhosas formas de enganar o povo, de mentir e de forjar contabilidades. Uma corja de sanguessugas, de lacaios dos partidos, e dos seus dirigentes do “arco” da governação, ou seja do PS e do PSD. Isto, depois de 3 resgates financeiros em 40 anos –1979 e 1982, Mário Soares; e 2009-10, Sócrates! E tu e eu e todos nós carregados de impostos, taxas e sansões pecuniárias de toda a ordem para suportamos os próprios ladrões.

Depois disso tudo, a pergunta é essa, voto ou não voto?

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Legislativas 2015: projecção da abstenção

RTP: 35% a 40%
TVI: 39% a 43%
SIC: 36.9% a 41.3%

As projecções vão dar uma longa noite eleitoral.

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As projecções que vão ser apresentadas às 20h00 poderão ter intervalos demasiado abertos porque as empresas de sondagens estão com muito receio de errar devido aos valores inesperados da abstenção. Começo a pensar que vamos ter tudo em aberto às 20h00 e uma longa noite eleitoral.

Olhares sobre as legislativas 2015: anúncio de emprego

Pólo Norte

Primeiro-Ministro
Anónimos- Portugal

O nosso cliente, país com elevado potencial mas profundamente descrente com o sistema vigente, está neste momento a recrutar para uma vaga para a função de primeiro-ministro. Se procura uma experiência na área de ressuscitação de um país em coma, esta oferta é para si!

Será responsável por:

  • Restabelecer a crença num futuro melhor a mais de dez milhões de portugueses
  • Gerir um país sem pedir a ajuda do público, dos 50/50, lá de casa ou do FMI
  • Governar com base naquilo que prometeu durante a campanha política e, consequentemente, razões pelas quais foi eleito e não governar ao lado sob o álibi de que a culpa é do Governo anterior, do Lobo Mau, da Madrasta Má da Branca de Neve ou do Coiote,
  • Estabelecer políticas reais de emprego, de empregabilidade, de estabilidade de contratos de trabalho, do fim da conivência com a precariedade, com a desvalorização da mão-de-obra, com a banalização do trabalho através de estágios não remunerados, estágios profissionais sem perspectiva de colocação efectiva, com falsos recibos-verdes
  • Ressuscitar o tecido empresarial, acreditando que uma tributação mais justa e um IVA mais baixo serão sempre melhores opções que lojas falidas, restaurantes fechados, insolvências em barda e leilões de bens confiscados vendidos ao desbarato
  • Analisar e elaborar propostas de implementação de políticas que devolvam a esta terra os jovens bem preparados academicamente e que se viram obrigados a pôr o seu saber ao serviço de outrem por via da emigração por falta de oportunidades num país que precisa deles
  • Garantir a continuidade e a sustentabilidade do país promovendo o apoio à instituição família, quer por via de políticas de incentivo à natalidade, de promoção do bem estar das famílias, de elaboração de políticas de educação que garantam a qualidade de vida das crianças e de respeito pelos idosos
  • Devolver o Ministério da Cultura e a própria cultura a um país que está em profundo síndrome de abstinência há 4 anos

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A desculpa esfarrapada de Cavaco

“Os presidentes da República não vão às cerimónias do 5 de Outubro quando calha em tempo eleitoral. Foi assim com os meus antecessores, é assim comigo”, justificou assim Cavaco a sua futura falta ao serviço.

Pequeno detalhe: o “tempo eleitoral” termina hoje às 20 horas. A falta continua a ser injustificada, com direito a despedimento com justa causa.

Portas não perdeu a oportunidade

de fazer campanha eleitoral no momento de votar. Que os portugueses podem “fazer as suas escolhas com a liberdade recuperada” após uma “situação muito difícil” durante os últimos quatro anos. Pois, a mega-safadagem.

Eleições legislativas 2015: comente em tempo real

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Cavaco, o avisador, avisou e não ficou calado conforme prometeu

ARMENIO BELOFoto: Arménio Belo/LUSA

“A forma como irei decidir, embora já esteja na minha cabeça, eu não irei revelar nem um centímetro”, Cavaco Silva a 1 de Outubro.

“Das eleições para a Assembleia da República dependerá a formação do novo Governo. Não são admissíveis soluções governativas construídas à margem do Parlamento, dos resultados eleitorais e das forças partidárias”, Cavaco Silva no dia de reflexão anterior às eleições, juntando-se ao coro da coligação cujo nome não pode hoje ser pronunciado mas que passou a semana passada a dizer que não seria admissível que ele tivesse mais votos e que, na segunda-feira, os portugueses acordassem com um governo da área política oposta à dele.

Pensar pela própria cabeça custa caro.

jorge-amado

Pensar pela própria cabeça custa caro, preço alto. Quem se decidir a fazê-lo será alvo do patrulhamento feroz das ideologias, as de direita e as de esquerda e as volúveis: há de tudo e todas implacáveis. Ver-se-á acusado, xingado, caluniado, renegado, posto no pelourinho, crucificado. Ainda assim vale a pena, seja qual for o pagamento, será barato: a liberdade de pensar pela própria cabeça não tem preço que a pague. ”

Jorge Amado, em ” Navegação de Cabotagem “

José Vilhena

E aqueles que por obras valerosas

Se vão da lei da Morte libertando

(Canto I de “Os Lusíadas”, de Luís de Camões)

Tudo tem um fim e a vida do Mestre José Vilhena não foi excepção.

Já a sua mestria não terá, imortalizada que está em cada traço, em cada palavra com que satirizou a política, a sociedade, os costumes.

No dia da morte do Mestre, partilho convosco uma foto da capa do primeiro número da histórica publicação “Gaiola Aberta” (uma relíquia que guardo com especial carinho).

Obrigado, Mestre José Vilhena.

Gaiola Aberta

 

 

Stop TTIP: Iniciativa de Cidadania Europeia

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Para que uma Iniciativa de Cidadania Europeia (ICE) seja bem sucedida, precisa de chegar a um total de um milhão de assinaturas e uma quantidade mínima de assinaturas (também referida como “quorum de um país “) em pelo menos sete estados membros da UE. Nós já ultrapassámos esses limites, mas continuamos a recolher assinaturas porque queremos demonstrar o quão forte é a oposição pública ao TTIP e ao CETA. Este mapa mostra como o número de assinaturas para a nossa ICE está dividido pelos países e qual a percentagem do quórum que já foi atingido. Quanto mais escuro o azul, maior a percentagem. Os países que constam a azul escuro já atingiram ou ultrapassaram a quantidade mínima de assinaturas. No entanto, não deixa de ser importante manter a recolha de assinaturas nesses países já que queremos chegar a, pelo menos, 2,5 milhões de assinaturas de modo geral! [STOP TTIP]

O desinteresse pelo TTIP em Portugal, como de resto em relação a muitos temas que não sejam os faits divers daquilo a que chamam telejornais, tem sido assinalável. Quando este tratado tiver impacto no nosso dia-a-dia será tarde. O momento para fazer alguma coisa é agora.

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Só faz falta quem está

cavaco de chapéu

Cavaco diz que não estará presente nas comemorações do 5 de Outubro, um dos quatro dias que eram feriados e que o governo nos roubou. Só faz falta quem está presente e, aposto, ninguém dará pela sua ausência. Como li algures, não consigo precisar onde, esta falta injustificada ao que são as suas funções tem como consequência o despedimento por justa causa.

Falou esta semana para dizer aos portugueses que não importa a forma como irão votar amanhã, pois ele já sabe o que irá fazer. Cala-se quando é suposto falar e fala quando não deve. Boas notícias para o próximo Presidente da República, que nada precisará fazer para superar aquele que é, inquestionavelmente, o mais fraco representante da nação, desde 1974.

Eis a cabeça que serve para segurar um chapéu, e destes há muitos, ó Cavaco.

Eleições e direitos de cidadania: residentes estrangeiros

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«Pago IRS, pago Segurança Social, pago Taxa Moderadora mas não posso votar, apesar de viver há mais de trinta anos em Portugal. Tenho todos os deveres mas não tenho todos os direitos!»
[Um cidadão cheio de razão]

Olhares sobre as legislativas 2015: Cidadania subdesenvolvida

Ana Moreno

A abstenção é apenas uma das faces do estado imaturo em que se encontra o exercício da cidadania em Portugal. Mas ir votar é apenas uma das manifestações de cidadania, a mais pontual. De muitas outras, um exemplo bem actual que evidencia essa imaturidade é o facto de, a quatro dias de terminar o prazo da Iniciativa de Cidadania Europeia auto-organizada contra o Tratado Transatlântico de Comércio e Investimento (TTIP), Portugal ser uma das 6 desonrosas excepções (juntamente com a Estónia, Lituânia, Letónia, Chipre e Malta) dos países europeus que ainda não conseguiram alcançar o quórum representativo para o país. Em todos os outros países europeus o respectivo quórum foi mais do que largamente ultrapassado e no total a Iniciativa foi já subscrita por mais de 2,9 milhões de europeus.

O tema de fundo de ambos os casos é o mesmo: o exercício da cidadania, que é a base de sustento de uma democracia viva, é minimalista, tosco, porque os cidadãos se recusam a ter uma participação vigorosa e organizada. Perante a dureza fuzilante de uma política de austeridade apontada contra os que menos têm, empobrecendo-os até à vergonha através da retracção crescente do estado social e do desemprego; perante a desapropriação e poluição do espaço nacional que a todos deveria pertencer, através de privatizações e concessões, como a concessão de direitos de prospecção e exploração de petróleo e gás natural em terra e no oceano ao largo da costa algarvia, a poucos quilómetros de áreas designadas de protecção e conservação; perante a proliferação de parcerias público-privadas que socializam os custos e privatizam os lucros; perante a ferida social e económica que representa a perda de jovens qualificados que emigram por receberem salários irrisórios, deixando os governantes indiferentes… perante tudo isto, uma grande parte da população acha que não tem nada que ir votar “porque são todos iguais” e outra grande parte vota nos mesmos ou quase, sabe-se lá porquê.

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Olhares sobre as legislativas 2015: Voto Útil, voto Inútil

Joana Lopes

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“Olhares sobre as legislativas 2015” é uma série de perspectivas diferentes, políticas ou não, num espaço de temática marcadamente política. Escreva-nos.

Olhares sobre as legislativas 2015: Cristo desceu à terra

José Serrão

Queridos amigos xenófobos, simpatizantes de Duarte Lima, herdeiros dos torcionários da PIDE, viúvas de Salazar, adeptos da Troika, portadores de cérebros bafientos, tocadores de cassetes estafadas, filósofos de pacotilha, caciques ressabiados, frequentadores da revista Cristina, marialvas, totós, senhores penteadinhos, chicos-espertos e quejandos: Vou dar-vos esta notícia a preto e branco porque se me acabaram os lápis de cores: Cristo desceu à terra. Está escondido no bolso do Sr. Primeiro Ministro.

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