As notícias que não passam nas tevês portuguesas

violentos_protestos_anti_austeridade_bruxelas_07_out_2015
Bruxelas contra a “austeridade”, ontem.
[Reuters]

Armando Vara compra liberdade por 300 mil rob…euros

Vara

O que revolta mais nem é tanto a alteração da medida de coacção. Esse é um problema da nossa justiça, uma espécie de anedota nacional que permite que um pescador de 79 anos seja detido por causa de uma caixa de sardinhas enquanto outros, hábeis com peixes mais graúdos, continuem a passar entre os pingos da chuva. O que revolta mesmo é a possibilidade que um cidadão tem de comprar a sua liberdade. Armando Vara, implicado na Operação Marquês, no processo Face Oculta e indiciado por corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal, comprou hoje a sua pela módica quantia de 300 mil robalos euros.

Foto: Ana Baião@Expresso

Vítor Gaspar informa: meta do défice para 2015 não será cumprida

Gaspar

Em Agosto, o governo garantia aos portugueses que o défice de 2015 ficaria abaixo dos 3%, sem necessidade de recorrer a medidas adicionais.

No início de Setembro, a UTAO revelava que o défice no primeiro semestre, ajustado de medidas extraordinárias, rondaria os 4,7% e que para conseguir atingir a meta dada como garantida pelo governo seria necessário que o valor do défice não ultrapassasse 1% durante o segundo semestre de 2015.

Passos não desarmava e, no calor do combate eleitoral, chegaria mesmo a afirmar que o atingimento da meta dos 3% era “uma questão de honra“. Os amigos do Banco de Portugal ainda tentaram vir ontem em socorro do cacique mas Vítor Gaspar, directamente do quartel-general do FMI e de folha de Excel em punho, colocou um ponto final na encenação e apresentou a revisão em alta do Fundo para os números do défice: 3,2%, meio ponto percentual acima da previsão utópica feita para iludir gado ovino em período pré-eleitoral e, ainda assim, uma previsão muito optimista e simpática para um valor que actualmente se aproxima mais do dobro do valor anunciado pela propaganda governamental.

Mais um embuste deste governo, mais uma meta que não será cumprida. Resta saber que desculpa irão os Pàf’s usar desta vez para encobrir o logro.

RTP: um “esclarecimento” do além,

isto é, que se imagina esclarecedor. Ou seja, uma aparição (vaga, e até mesmo um coche desfocada) de algo distantemente parecido com um esclarecimento. Em suma, um insulto à inteligência do homem superiormente inteligente que é Alexandre Quintanilha e à inteligência normaleca do cidadão médio comum.

esclarecimento-750x422

Todo o jornalista tem direito à nulidade intelectual

quintanilha_zimmler

A homossexualidade é um não-assunto? Uma relação amorosa que tem 34 anos é um assunto? Falar do casamento entre pessoas do mesmo sexo, num país que o permite, continua a ser importante? E num tempo em que começa a ser feio ser preconceituoso, os exemplos são importantes para quem? Estas foram algumas das questões que Alexandre Quintanilha e Richard Zimler se puseram quando ponderaram dar esta entrevista.”Anabela Mota Ribeiro

ps: a RTP diz tratar-se de um lapso. Acontece aos melhores.

O Zé é jornalista?

A Sarah já fez referência ao assunto. Vale a pena ver o vídeo. De acordo com o Zé Rodrigues dos Santos, o Zé Rodrigues dos Santos é jornalista.

Mais abaixo, fica a opinião do Carlos Vaz Marques.

Se o José Rodrigues dos Santos é jornalista, eu quero ser operário metalúrgico. Se o José Rodrigues dos Santos é escritor, eu quero ser analfabeto. Se o José Rodrigues dos Santos é português, eu quero ser espanhol.
Disse ontem José Rodrigues dos Santos no lançamento – reles – de uma peça sobre os novos deputados eleitos: “O novo Parlamento terá muitas caras novas; o deputado mais velho [Alexandre Quintanilha, gay assumido] tem 70 anos e foi eleito – ou eleita – pelo PS.”

Ai, Portugal, Portugal!

portugal-bandeira

Nestes dias, pós-Legislativas, de dúvidas, incertezas, reuniões, de avanços e recuos, de negociações para a constituição de um governo estável para o nosso País, apetece-me dizer como canta o Jorge Palma, Ai, Portugal, Portugal!

Rodrigues dos Santos volta a envergonhar

a RTP, o Serviço Público de Televisão e o jornalismo. Um homem preconceituoso e homofóbico, de um conservadorismo que muito dá que pensar, e que ainda por cima não vota “para não perder a independência”,
diz ele. Não há mesmo quem o privatize? Era um favor que nos faziam e um serviço público que prestavam à democracia e ao jornalismo.
[Facebook de Pedro Lopes Marques]

Em defesa de uma unidade de esquerda

que não foi jamais tentada neste país de traumatizados do 25 de Novembro. A minha vénia aos socialistas e comunistas que ousam por uma vez ultrapassar os dias do PREC e percebem finalmente a urgência nacional dessa unidade.
[Facebook de João Soares]

Sem memória, o povo falou

Santana Castilho*

Temos que aceitar a democracia, particularmente quando ela nos contraria. Mas é natural que fiquemos desapontados e legítimo que, respeitando-os, analisemos os resultados. Os eleitores romperam o ciclo dos últimos quatro anos, retirando 28 deputados (falta apurar quatro) e cerca de 750 mil votos à coligação. Mas, na realidade, preferiram a continuidade à mudança. O povo português é hoje o único na Europa a premiar com uma vitória eleitoral os responsáveis por quatro anos de austeridade desumana. Por falta de memória? Por medo? Seja por que for, há que respeitar a escolha.

Os portugueses escolheram perdoar à coligação, como se de nada relevante se tratasse, 19 violações da Constituição da República Portuguesa, decretadas pelo Tribunal Constitucional (entre elas, as relativas aos orçamentos de Estado de 2012, 2013 e 2014, Código do Trabalho, Código de Processo Penal, Código de Processo Civil, Rendimento Social de Inserção, requalificação dos funcionários públicos, despedimentos sem justa causa, cortes salariais na função pública e enriquecimento ilícito, por duas vezes). [Read more…]

Medalha de bronze para Portugal

na modalidade de dívida em percentagem do PIB na zona euro.

Foi um prazer conhecer-vos. Adeus mundo cruel

que acabas dentro de aproximadamente uma hora e meia em Portugal Continental e na Madeira. Os Açores duram mais uma horita.

PC viabilizaria governo à esquerda

Ena.
[DN]

PS deve dialogar com o BE e o PC

Estou a defender que o PS inicialmente dialogue com o Bloco de Esquerda e com o Partido Comunista numa lógica de criação de condições de governabilidade. Claramente.

Pires de Lima e a crise na VW: incompetência ou mentira pré-eleitoral?

Pires de Lima

Decorria a campanha eleitoral e a ordem era para focar na propaganda e evitar, a todo o custo, falar de todas aquelas coisas que tanto trabalho deram – e a tanta referência a Sócrates obrigaram – para obliterar do debate público. A poucos dias da confirmação de Passos Coelho como novo José Sócrates da política portuguesa, rebentava o escândalo Volkswagem e o silêncio era absoluto, tal como a maioria que ansiavam apesar da proibição do termo.

Porém, no meio do silêncio ensurdecedor, houve quem, no seio do governo ainda que com poucas possibilidades de renovação de contracto, tenha proferido algumas palavras sobre o tema. Em declarações tímidas e evasivas ao Diário Económico, Pires de Lima afirmava que:

Não se deve assustar as pessoas que são proprietários de um veículo da marca VW e, acima de tudo, não devemos criar uma suspeita generalizada de existência destes casos em Portugal.

Pelas informações que a Autoeuropa nos deu é muito improvável que tenham sido produzidos automóveis com incorporação deste ‘chip’ fraudulento, que está na origem desta crise da VW a nível mundial.

[Read more…]

3,74 Euros

O valor que cada partido ou coligação irá receber pelo voto de cada eleitor… Tem dúvidas? É ler o artigo 5º e fazer contas. Afinal a abstenção não é assim tão má, pelo menos para os bolsos do contribuinte…

 

Belicismo meteorologico

Céu pouco nublado e vento fraco: um belo dia para bombardear a Síria.

Tempos politicamente interessantes…

Bem interessantes politicamente os tempos que se avizinham. Ao contrário do que pensa o Jorge julgo que o papel do actual Presidente da República é praticamente irrelevante, prestes a sair de cena, certamente com honrarias mas sem honra nem glória. Os protagonistas são outros, com o PS a concentrar as principais atenções. Não pela resposta aos apelos dos partidos à sua esquerda, que até António Costa descartou imediatamente na 1ª declaração após serem conhecidos os resultados eleitorais do passado Domingo. Álvaro Beleza primeiro e Francisco Assis depois, trataram de marcar território, questionando a liderança e defendendo a viabilização do programa do governo minoritário da actual coligação no poder, através da abstenção na votação para o Orçamento de Estado 2016.

Ironicamente o PSD que temeu António Costa vê na sua manutenção o principal aliado, adivinhando nuvens ainda dispersas num horizonte que pode não estar assim tão distante, oferendo ao PS a presidência da A.R., que Ferro Rodrigues estará disponível para aceitar e certamente outros cargos e lugares de nomeação num acordo tácito cuja existência será muito provavelmente negada por todas as partes… [Read more…]

O governo de iniciativa presidencial



O desmaio de Cavaco no 10 de Junho do ano passado

Cavaco, o avisador, veio dizer que a Constituição não lhe permite escolher o governo. Que esse papel cabe às forças eleitas. E, apesar disso, convidou o PSD para “desenvolver diligências” para conseguir uma solução com “estabilidade política e governabilidade”. Na prática, pediu ao PSD para que este apresente uma proposta de governo sem antes ter ouvido todos os partidos que terão assento parlamentar e sem sequer esperar pelos votos da emigração.

Novamente se observa que Cavaco Silva é o presidente de uma facção, em vez do Presidente da República. E teve, ainda, o desplante de se justificar com o que se passa num país estrangeiro, a Finlândia. Pois se é para ir buscar exemplos, atiro-lhe já à cara com a Dinamarca, país onde as coligações pós eleitorais são regra e onde nem sequer é garantido que o partido mais votado lidere o governo. Talvez Cavaco não leia jornais, ele pelo menos afirmou-o, mas pode ao menos ver televisão. Há uma série,  Borgen, que lhe explica estes detalhes.

Aníbal, não estás à altura do cargo que ocupas. E o PS, está à espera de quê para se demarcar deste golpe de estado?

Perigo iminente de atentado terrorista em Portugal

Elevem o risco de alerta! Os jihadistas da Fitch já começaram a enviar recados. Cedam à chantagem ou o corte do rating é já a seguir.

Desculpem lá

mas ainda os votos estão quentes e já se diz isto?

Um país a crescer pouco, onde o número de pessoas tende a encolher, mas com demasiados desempregados. O novo Governo vai herdar uma economia mais pequena do quem 2011, mas com mais dívida pública. Mesmo que o estímulo ao crescimento faça parte dos planos, a próxima legislatura será sempre marcada por uma forte pressão para baixar despesa e pagar a quem tem financiado o país. [Económico]

Onde é que estava esta gente há uns dias? E isto dito agora é para preparar o quê? Ou muito me engano, ou começou a campanha de justificação do falhanço que será a próxima governação. Porque, sejamos claros, não estamos melhor, conforme andou a PAF a dizer. Pelo tom, tenho aqui um polegar que adivinha que o bode expiatório será, novamente, o que se passou quase há cinco anos.

Fanatismo ideológico pós-eleitoral

WS MLA

Satisfeito com a recondução da coligação PSD/CDS-PP ao poder, Wolfgang Schäuble fez eco da narrativa de Jean-Claude Juncker, que na manhã seguinte ao acto eleitoral em Portugal afirmava, através do porta-voz da Comissão Europeia, que

Os resultados desta eleição confirmam o desejo da maioria dos portugueses em prosseguir o caminho das reformas.

O sinistro ministro das Finanças alemão, em linha com o seu funcionário luxemburguês, reforçou a ideia

Isto mostra que uma política pode ter sucesso, e ser apoiada por uma maioria, mesmo que imponha medidas duras à população.

Em sintonia com os anteriores, o impronunciável Jeroen Dijsselbloem, presidente do Europgrupo, referiu que

De alguma forma, são boas notícias que um Governo possa ganhar eleições depois de implementar medidas duras que eram necessárias.

E rematou

Não acho que haja razão para uma grande mudança de políticas actualmente.

A ver se nos entendemos: os resultados desta eleição dão a vitória aos partidos da coligação. Isso é inequívoco. Tal não significa, porém, que a maioria dos portugueses pretende, como referiu a Comissão ou Schäuble, “prosseguir o caminho das reformas” e que essas reformas e “medidas duras” sejam apoiadas pela maioria. Não sei se estes indivíduos tiveram a oportunidade de olhar para os resultados do sufrágio, mas a verdade é que a maioria dos portugueses votou à esquerda do espectro e que a coligação teve um resultado inferior ao resultado isolado do PSD em 2011, ficando abaixo dos 39%. [Read more…]

Olhares sobre as legislativas 2015: Passos ganhou!

Ronaldo Bonacchi

A primeira coisa que me vem à cabeça é que aquela que queria ser uma piada por absurdo, dita em um “O Esplendor de Portugal” da Antena 1, não era assim tão absurda: falando das sondagens que o davam por vencedor eu disse que os eleitores portugueses são um pouco masoquistas, pois gostam que lhe batam mais, ou dito de outra forma parecida, sofrem de síndrome de Estocolmo, pois tem afeição para com aqueles que os fizeram reféns da Troika, que mesmo fora de Portugal, ficou bem representada por Passos, Portas e Cavaco.

Passos ganhou, mas não com maioria absoluta. Ganhou apesar do enorme aumento de impostos, das muitas privatizações e do parcial desmantelamento do estado social.
Se tivesse posto a sobretaxa IRS a 5% ou até 7% e o IVA a 25% ou até 30% e tivesse privatizado completamente saúde, educação e justiça provavelmente teria ganho com maioria absoluta. [Read more…]

Enterradas as legislativas, venham as presidenciais…

-Obviamente que irei nas presidenciais repetir a abstenção de ontem. Não me revejo em regime semi-presidencial. Preferia um regime presidencial, com presidente eleito por sufrágio directo e universal, que formasse executivo sem poder legislativo. Este deveria ficar reservado ao parlamento, preferencialmente com deputados próximos dos eleitores, mais dependentes destes que do aparelho partidário, manifestando fidelidade canina ao líder de turno. Uma vez que tudo isto é miragem, pouco ou nada me interessa saber a quem os portugueses arrendam o bonito palácio pintado em tons rosa, situado nas imediações dos Jerónimos e Antiga Fábrica dos Pastéis de Belém…

-Mas em breve análise ao resultado verificado ontem, constato que Sampaio da Nóvoa perdeu qualquer hipótese, Maria de Belém pode agora capitalizar o natural descontentamento nas hostes socialistas com os erros de António Costa e trupe que o acompanha. Se passar à 2ª volta até pode conseguir que os partidos à esquerda do PS engulam sapos para evitar a vitória do candidato natural da coligação, Marcelo Rebelo de Sousa, por mais que desagrade à dupla Coelho/Portas. Rui Rio não tem neste momento qualquer condição para avançar, pelo que as cartas estão na mesa…

Das Eleições Legislativas – para onde foram 800 mil votos?

Muito já se escreveu sobre os resultados das legislativas de ontem. Quem ganhou, quem perdeu e outras afirmações ao mais puro estilo do pontapé na bola. Falta descobrir uma coisa: para onde foram os cerca de 800 mil votos da coligação?

Alguns podem afirmar que foram para a abstenção. Os números dão a entender que foi a maior abstenção de sempre em legislativas. Será mesmo assim? Tenho dúvidas. Aceitando que cerca de 500 mil portugueses deixaram o país nos últimos quatro anos e que os cadernos eleitorais continuam por rever (a quem interessa tal???), talvez a abstenção tenha, na realidade, sido menor que noutros anos – algo que já foi discutido e sentido em 2011. Mesmo assim, existiam menos de 200 mil eleitores nos cadernos eleitorais (9.439.711) em relação a 2011 (9.624.133) e acresce outros 200 mil que desta vez não votaram.

A coligação PàF venceu de forma clara mesmo tendo perdido mais de 834.597 mil votos e aqui reside a grande dúvida, para onde foram eles? O PS subiu 172.112 votos. Por sua vez, o Bloco de Esquerda subiu 260.180 votos e a CDU cresceu  2.467 votos. Ou seja, os partidos da esquerda tiveram mais 434.759 votos que em 2011. A abstenção cresceu cerca de 200 mil e outros tantos desapareceram dos cadernos eleitorais. Só nestes somatórios temos mais de 800 mil votos. Aparentemente, a explicação está aqui, nestes números.

E olhando, assim a cru, para estes números podemos ter aqui uma das grandes surpresas da noite: será que 260 mil eleitores da coligação em 2011 rumaram para o Bloco em 2015? Fica a pergunta.

(Note-se que as coisas não são assim tão simples e isto é um mero exercício de livre interpretação dos números, nada de confusões).

Como vi as eleições legislativas

Não posso deixar de me congratular com o resultado das eleições no rectângulo, recordando aos mais distraídos a decisão de me abster, que motivou a quase ausência do Aventar em período eleitoral, apesar de ter permanecido um leitor atento. E também a abstenção voltou a registar uma subida, apesar das sondagens de boca de urna analisadas exaustivamente pelas televisões na 1ª hora, quando precisavam encher chouriços enquanto aguardavam pelas 20h00, acompanhei a emissão até cerca das 20h15… Não vi ou li grande referência ao tema, mas a verdade é que se passou de 41,08% em 2011 para 43,07% em 2013. Algo em que todos os partidos, especialmente os que têm governado, devem meditar. Promessas eleitorais não cumpridas, falta de credibilidade nas alternativas e candidatos recrutados na tralha dos aparelhos muito contribuem para a constante e sólida evolução desta tendência. [Read more…]

Pedro Passos Sócrates

PPSócrates

Eles tentaram tudo. Usaram recursos públicos ao serviço dos seus partidos, manipularam as redes sociais, esconderam-se por trás de um nome a apelar ao patriotismo e fizeram os caudilhos desaparecer dos cartazes. Eles tinham os comentadores mais influentes, tinham os bloggers da corda a atacar o PS todos os dias, tinham o Observador, o Sol e o Correio da Manhã. Eles fugiram a entrevistas, fugiram a debates, fugiram aos portugueses e terminaram a campanha envoltos em cordões humanos de jotas e seguranças como bolhas de actimel à volta do homem que abria portas na Tecnoforma. Eles reduziram o discurso ao nível mais primário possível, prometeram números impossíveis, empunharam terços e insistiram em enganar os portugueses quando disseram que o Novo Banco não ia ter custos para os contribuintes. Até António Costa e a campanha desastrosa do PS deram aquela forcinha. [Read more…]

Afiam-se facas no Largo do Rato

“Beleza admite avançar contra Costa: Se não houver melhor, vou eu.” [Expresso]

Portugueses escolheram Passos Coelho para Primeiro-Ministro.

Pedro-Passos-Coelho

Apoiei e votei em Pedro Passos Coelho, como a maioria dos portugueses, para Primeiro-Ministro. Felicito Pedro Passos Coelho pela vitória e cumprimento todos os outros partidos que democraticamente foram a votos valorizando estas eleições Legislativas.

Passos Coelho e a coligação ganharam as eleições, mas sem maioria absoluta, tal como aqui previ no passado dia 30 de Setembro. Agora, em condições normais o Presidente da República irá convidar, nos próximos dias, Pedro Passos Coelho para formar Governo. Aliás, António Costa, ontem no seu discurso afirmou que entendia que deveria ser o Partido mais votado a ser convidado para formar Governo demonstrando sentido de estado disponibilizando-se para dialogar com a PAF, no que diz respeito ao futuro orçamento de estado e do país, e a afastar a hipótese de formar um governo em coligação com o Bloco de Esquerda e a CDU.

As surpresas da noite eleitoral foram o resultado histórico que Catarina Martins e o BE conseguiram obter elegendo 19 deputados para a Assembleia da República, o desaparecimento político do CDS na Madeira e nos Açores, círculos onde PSD e CDS concorreram em separado, e a eleição de um deputado, pela primeira vez, pelo PAN ( Partido das Pessoas Animais e Natureza ).

Como sempre afirmei considero fundamental a continuidade da estabilidade governativa. Estou certo que Pedro Passos Coelho e António Costa estarão à altura de, neste momento, colocar os superiores interesses do país acima dos interesses partidários.

Algo de bom na negra noite eleitoral do Dia do Animal

jorge_falcatoPara além da grande surpresa do PAN (literalmente a comemorar o Dia do Animal), como referiram o João Mendes e o Jorge, há outra boa notícia, talvez aquela que vi com mais alegria: a eleição pela primeira vez de um deputado – Jorge Falcato – que se desloca em cadeira de rodas. Pelo Bloco de Esquerda, claro!

De repente, ao saber desta notícia, que ainda não li em lado nenhum, foi como se a escuridão da noite e do futuro que se anuncia para o país fosse um pouco menos pesada. Naquele momento, pareceu-me ver um pequeno orifício de luz nesta espiral medonha que nos assombra. E isso deu-me alento. Hoje estou no rescaldo das eleições e continuo a não acreditar na escolha do povo soberano. Não vejo o futuro com bons olhos. Aliás, a minha alma está como o dia: cinzenta, carregada de tristeza e de ventanias de desolação. Hoje chove na minha alma, a chuva escorre em mim e não me deixa secar. E por isso tenho que me agarrar a esta nesga de luz. A este Homem que, juntamente com alguns outros Homens e Mulheres excepcionais, me mostram o caminho a seguir nos maus momentos.
[Read more…]