Quanto vale a vida de um canalha?

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Por exemplo, admitamos que um ano vida de uma pessoa normal vale 1 QALY, e que uma pessoa com hepatite C vê a qualidade de vida reduzida em 50%, ou seja, 0.5 QALYs. Se o tratamento para a hepatite C permitir recuperar esses 0.5 QALYs durante 30 anos, então o valor desse tratamento será de 0.5 vezes 30, 15 QALYs.

Mais uma vez tenho de agradecer ao Mário Amorim Lopes o imenso favor de demonstrar que o neoliberalismo mata, e  muito. Não tanto como os fascismos, dizem, porque não mata a eito e com milícias, assassina com folhas de cálculo e uma religião a que chamam economia. Como os mortos ficam mortos na mesma, e a lógica ditatorial (é óbvio que um regime neoliberal é insustentável em democracia) não varia tanto como isso, lá vai cumprindo o seu papel sucessório, arquitectado pelos hayekes e pelas randes deste mundo.

Quanto à pergunta: eu acho que a vida do Mário Amorim Lopes não tem preço. Mais que não seja, perder um idiota tão útil seria um desperdício.

Portugal – caos, memória e esperança

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Marco Faria

Será a crise da justiça um problema real, ou uma conclusão precipitada, instintiva e “sobremediatizada”?
Poderá o presidencialismo fortalecer a III República? Portugal é um país desigual?
A globalização é um monstro?
O que fazer à União Europeia institucionalmente aprisionada pelo eixo Berlim-Frankfurt?
E se Winston Churchill tivesse estado na Portela do Homem?
Qual o lugar da ética numa época de desesperança?
De um ponto de vista racional, o propósito deste ensaio é levar o leitor a pensar.
Num plano emocional, que os portugueses não deixem de amar a sua pátria e de acreditar em si próprios.

A polémica com as urgências

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Pedro Parracho

Vamos então abordar o caso das urgências e a discussão que tem existido sobre os problemas ocorridos.
É prática corrente, responsabilizar o ministro. Esta situação é recorrente, porque é mais fácil para os partidos da oposição responsabilizar sempre o governo, em qualquer época, leiam-se os títulos dos jornais nos invernos de 2007 a 2011, é assim pelo facto de se considerar o ministro “patrão” dos hospitais. Por isso o caminho da discussão é sempre o mesmo: se algo não funciona é porque “faltam meios”.

Nunca é porque houve falhas de gestão, mau trabalho dos funcionários, falta de empenho ou simples incompetência. Aparentemente o ministro até tem de saber se as escalas de férias e folgas dos médicos estão bem feitas, e se estiverem mal feitas, apenas lhe cabe… contratar mais médicos.
É importante que os utentes se sintam como accionistas do SNS e que exijam profissionalismo e empenho nos profissionais de saúde, sempre que presenciarmos exemplos de má gestão, má prática, falta de bom senso, falta de empenho ou incompetência, devemos denunciar os mesmos, de forma, às mesmas não ocorrerem no futuro.

Para este governo onde a vida tem preço…

felizmente que mais um doente com hepatite C vai receber medicamento. É preciso implorar para se viver neste país.

Sem Palavras

Exigir o que, comentar o quê, se é o próprio Primeiro-Ministro que põe preço na vida das pessoas? Sim, todos não passamos de um número.

Vida a prazo, salvação, atraso

A cena, passada na Comissão da Assembleia da República em que era ouvido Paulo Macedo e em que estavam presentes doentes e familiares de doentes de hepatite C, deixou-nos imagens pungentes de uma televisão-verdade que, por raras – sobretudo no âmbito da AR e dos seus protocolos -, nos despertam como bofetadas.

Um doente que vê esgotar-se-lhe a vida por falta de tratamento, qual náufrago que se sente morrer à vista da praia, interpelou e invectivou o ministro da saúde e, pedindo desculpa aos deputados, retirou-se. Deixou, olhos nos olhos, uma velada ameaça no ar – “a si, eu vou encontrá-lo” – que, se não é caminho para a solução da sua vida e dificilmente poderá ser apoiado como via justa de luta, não deixa de nos motivar empatia e fazer-nos sentir como nosso o drama daquele homem que ali surge como uma figura viva, individual, irredutível, como que emergindo das estéreis estatísticas em que o poder tenta dissolver as pessoas e mantê-las à distância. As pessoas.

O cuspo de vida

Passos Coelho gastou saliva ao declarar que se deve fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para salvar vidas, desde que não seja caro. Ainda teve tempo para segregar uma preocupação diplomática com os doentes de hepatite C, que não estão a ser tratados porque o Estado português fará tudo o que estiver ao seu alcance para lhes salvar a vida, na condição de que fique a preços acessíveis.

A propósito do mesmo assunto, Passos Coelho babou umas instruções sobre o modo como os jornalistas deverão noticiar os casos daqueles que irão morrer porque governos e farmacêuticas existem para garantir lucros de empresas.

Tendo em conta o valor das metáforas, e já que andamos pelas glândulas salivares, um político que reduz o custo de uma vida a cuspo não passa de um escarro.

A pobreza de Passos Coelho

Pedir esmolaDados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que o risco de pobreza aumentou em 2013, informação desvalorizada por Passos Coelho, sempre pronto a imitar exemplos como o de Luís Montenegro. Segundo o primeiro-ministro, esses dados correspondem a “um eco daquilo por que passámos, não é a situação que vivemos hoje. reporta aquilo que foi a circunstância que vivemos, nomeadamente em 2013, que foi, talvez, o ano mais difícil em que o reflexo de medidas muito duras tomadas ao longo do ano de 2012 acabaram por ter consequências.”

Convém relembrar, muito a propósito, que 2012 e 2013 foram considerados anos de viragem por Passos Coelho.

Em 2015, ano-mesmo-mesmo-de-viragem-agora-é-que-é, o risco de pobreza, segundo o ainda primeiro-ministro, diminuiu, o que, mesmo que fosse verdade, faria uma enorme diferença a quem continuasse pobre ou em risco de empobrecer.

Entretanto, o valor das penhoras da Segurança Social subiu 11% em relação a 2013 e foram cobrados coercivamente mais 68,8 milhões de euros que em 2011, o que só pode ser sinal de enriquecimento dos portugueses.

António Bragança Fernandes e a homenagem de ontem

tigre maia

António Bragança Fernandes foi ontem homenageado na Maia pelos seus 25 anos de autarca. Que me desculpem os leitores mas isto não pode ser uma mera nota de rodapé noticioso.

Eu tive o privilégio de trabalhar directamente com Bragança Fernandes entre 2008 e 2011. Só isso já seria motivo para escrever sobre ele. Sem esquecer o facto de ter sido o meu primeiro trabalho como profissional de comunicação. Porém, existem muitos mais motivos. A sua singularidade como autarca não pode passar em claro. A sua importância para a história do concelho da Maia não pode ser remitida para um espaço exíguo. A ligação do povo da Maia a este maiato não pode ser limitada “por convite”. Não é justo para ele nem para os maiatos que o sentem como “um de nós”. Passo a explicar pedindo, desde já, as devidas desculpas por tão longo texto, algo que sempre se pretende evitar no Aventar. Porém, a personalidade e o facto em si assim exigem.

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Rui A. não percebe mas faz-se um desenho

Passos Coelho «foi muito para além da troika» em aumento de impostos, cortes nos salários e nas pensões e nas privatizações. Tudo o resto não existiu. Um exemplo? Justiça, por acaso o pilar sem o qual um país não funciona. Outros? É só ler o Memorando da Troika, onde estão medidas e prazos. Se tiver dificuldade em encontrar o documento, pode ler a tradução que o Aventar fez, essa mesma que o governo (da altura) tardou em apresentar aos portugueses.

A não ser que Rui A. esteja a falar dessa meia dúzia de páginas do guião da reforma do estado, rabiscadas por Paulo Portas em Times New Roman 16 -coisas grandes precisam de corpo grande, pedindo eu, nesse caso, desculpa por não ter percebido que era um artigo cómico.

O quê, privatizações e cortes nos salários e nas pensões correspondeu a 36% das reformas estruturais económicas?

Comissão Europeia indicou que Governo só cumpriu 36% das reformas estruturais económicas, mostra uma análise da Unidade Técnica de Apoio Orçamental 

Passos Coelho em modo de economia de palavras

Lendo as entrelinhas, a citação completa será: Primeiro-ministro diz que “dados do INE sobre risco de pobreza não reflectem a minha situação actual”.

Sobre a engenharia política do desemprego

sofista

Passos Coelho, o sofista, afirmou ontem na Assembleia da República que o desemprego baixou, apesar deste ter aumentado entre os jovens.

Por outras palavras, quem nunca teve emprego está a ter mais dificuldade em o conseguir e baixou o número  de inscritos nos centros de emprego entre aqueles que já alguma vez trabalharam, já que esta é a definição de desemprego para fins estatísticos. Esta última situação acontece por várias razões:

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Onde assino?

Por vezes perco a paciência para guerrilhas esquerda vs. direita. Para Portugal há muito que a perdi. Com o meu dinheiro escusam de contar e mesmo trabalhando e vivendo fora da choldra, faz este ano uma década que voei pela última vez na “Take Another Plane”.

Querem um referendo? Pois que o façam, eu assino para promover a sua realização. E depois viabilizem financeiramente a coisa, escusam é de pedir o meu esforço, pois além de indisponível para financiar o elefante branco, alternativas não me faltam. Os contribuintes accionistas da Portugal S.A. que decidam…

 

Uma ministra em causa própria

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A ministra da justiça inventou uma lei onde os autarcas não podem exercer advocacia, por suposta incompatibilidade, mas que permite aos deputados, que aprovam leis depois de as encomendar aos grandes escritórios de advogados, exercer essa mesma advocacia. Num grande escritório de advogados, claro.

Eis a ministra do “a impunidade acabou” em todo o seu esplendor. Mas tenho que lhe reconhecer a exactidão. Com efeito, legalizado-se a incompatibilidade, nada há a punir. Voilà.

O graçolas

Há quem admire o estilo da criatura ( há gente para tudo ou “há de tudo nestes supermercados de Deus” como diz uma conhecida figura de banda desenhada). Mas os seus esforços para puxar o riso e a admiração basbaque dos seus limitados adeptos estão cada vez menos credíveis. A retórica e os efeitos de estilo pindéricos de Paulo Portas descem de nível dia a dia. Já só os indefectíveis e/ou os incuráveis idiotas acham graça às piadolas do paroquial comediante. Os jornalistas de serviço – uns com visível repugnância, outros com beata admiração – acotovelam-se para ouvir as palavras do graçolas. Mas o número está cada vez mais fraquito. As variações que o homem produziu ontem sobre a questão de género do nome do Syriza nem numa cena rasca de cabaret- piolho teriam lugar. A estrebaria cheira cada vez pior.

Quem lhe desse com um sétimo selo de salomão no codex…

José Silva

Eu sei que é requentado e que deve ser aplicado o desconto de estar ultra editado, mas para quem, como eu, ainda não tinha tido o privilégio de ouver com os seus próprios ouvolhos, aqui fica um momento circense de primeira água! Será que o orelhas anda a investir na criação de um novo estilo jornalístico – o mirábolo-jornalismo histérico-engajado – inspirado na sua ficção de pacotilha?! Que dados lhe permitem afirmar que a maioria dos gregos faz declarações fraudulentas de impostos? Ou que “muitos” dos cidadãos – que é como quem diz, o grego comum – que passa à frente da casa do ministro da defesa são paralíticos? E que “muitos” taxistas – que é como quem diz, o comum dos profissionais do ramo – subornaram médicos para terem subsídios de cegueira? E a tibieza jornalística da incrível história dos pinguins homicidas (os gregos) e das focas leopardo predadoras (o resto da europa)? E a rigorosíssima asserção jornalística de que aquilo que os gregos querem é viver como antes da austeridade e que a Europa lhes pague os vícios? E onde está o estado de necessidade para a segurança das pessoas e o interesse público que pudesse fundamentar deontologicamente o recurso à câmara oculta no hospital onde não foi autorizado a filmar? A Comissão da Carteira e a ERC andam a dormir? A embaixada grega nada diz?

Agendas ideológicas e mau jornalismo: José Rodrigues dos Santos exposed

Videomontagem@TV em Directo

Extremismo, piscinas, a pequena corrupção, os paralíticos que não são paralíticos, as generalizações abusivas, pinguins, focas-leopardo e um jornalista experiente que aparentemente se esqueceu do significado da palavra “isenção”. Só lhe faltaram os unicórnios. Jornalistas de referência com agendas ideológicas, financiados pelos nossos impostos, são um insulto aos valores da imprensa livre e um insulto ainda maior aos portugueses que recebem informação falseada e distorcida. O video em cima ilustra na perfeição o que acabo de escrever.

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Retrovisores analíticos

A rodada geral de debates e comentários dos programas televisivos de ontem foi bizarra. A maioria dos comentadores do auto-designado “arco da governação”, sobretudo os da direita reinante (com as duas excepções conhecidas), encheram as velas com o que pensam ser os ventos de feição e aí vai disto. Esmeraram-se nos adjectivos e atacaram forte e feio.

Notem que não duvido da complexidade da situação da Grécia, da seriedade dos problemas que ela encerra e do interesse em os discutir. Mas permito-me chamar a atenção para o que tem sido uma tónica destes ataques: tenta-se atribuir ao governo agora eleito todos os alegados vícios de que o país enferma e todos os erros cometidos nos anos anteriores como acontece nas tragédias clássicas gregas, em que os sucessores são amaldiçoados com os pecados dos antepassados, numa trama que se dirige ao fatal desenlace sem que nada o possa impedir. Ora, quem governou a Grécia nos anos anteriores foram os “partidos irmãos” dos partidos dos nossos assanhados comentadores! A Grécia afundou-se na má governação, vigarices e e expedientes dos seus partidos de direita e de centro-direita, assistidos pelo Goldman Sachs. E, frequentemente, com a tolerância silenciosa ou mesmo cumplicidade dos que agora tanto se agitam.
Passaram quatro dias sobre a eleição e já há quem pergunte se o governo delas saído já resolveu todos os problemas da Grécia.
Corja de seráficos hipócritas, galinhas que cacarejam histéricas cada vez que uma ave quer voar alto.

Ao menino e a Sérgio Sousa Pinto põe deus a mão por baixo

O dirigente do Partido Socialista (PS) nas relações internacionais, Sérgio Sousa Pinto diz, em declarações ao Diário de Notícias (DN), que esta viragem na Grécia irá fazer frente à austeridade, mas alerta que o “PS não é nem vai passar a ser o Syriza” em Portugal. Fonte.

Passos Coelho, contador de histórias e de outras coisas que não existem

Ver Pedro Passos Coelho referir-se às propostas do Syriza como “contos de crianças“, independentemente de elas se virem ou não a cumprir, remete-me para os inúmeras histórias de embalar ovelhas com que este sujeitinho aldrabou o eleitorado na sua busca desenfreada pelo poder entre 2010 e 2011 e que o Ricardo Santos Pinto teve o cuidado de compilar pouco depois deste contador de histórias ter chegado ao poder.

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Não devem ser drogas leves!

Neste fim de semana um conjunto de pessoas (100 dizem uns, 400 dizem outros) deslocaram-se  da Covilhã a Évora, onde se manifestaram à porta do Estabelecimento Prisional. Por causa de José Sócrates, está visto.

Por entre declarações várias, o facto de dizerem que o antigo primeiro ministro estava preso por motivos políticos!

Mas o que me espantou foi alguns estarem de cravo vermelho e cantarem a Grândola Vila Morena!

Salgueiro Maia e Zeca Afonso devem estar a dar voltas nos caixões, mas pergunto-me: o que é que andam a fumar na Covilhã?

Momentos

Ontem foi um dia animado. Tivemos o momento Marretas, com Pires de Lima, o momento lacrau de Massamá, com o Passos, o momento Salazar com Maria Alberta Fernandes e Camilo Lourenço, o momento a-sombra-do-radicalismo-ameaça-a-europa, com José Rodrigues dos Santos, o momento aibalhamedeuscaoropataperdida com os Luís Delgado e similares, os vários momentos ai que vêm aí “os radicais extremistas de esquerda”, dos pivôs da RTP, enfim, um dia animado.
Houve até, valham-nos os deuses do Olimpo, o momento de verdadeiro serviço público, quando o José Manuel Pureza desembainhou a palavra e disse umas verdades como estalos na própria cara da RTP.

Aviso público ao serviço público

José Manuel Pureza e a peça do José Rodrigues dos Santos sobre a Grécia.

Já agora, sobre as mentiras repetidas da direita a propósito da Grécia.

A esquerda portuguesa não é a grega, tem de encontrar o seu caminho

miguel tiago

O problema da esquerda portuguesa tem um nome: sectarismo. Tem outros, como dogmatismo, incapacidade de perceber que 100 anos depois nem o capitalismo é o mesmo nem combatê-lo pode ser de feito da mesma forma, mas esses são problemas de toda a esquerda europeia.

Se na Grécia temos outro caminho, a unidade entre forças que se degladiavam há meia-dúzia de anos, a capacidade de construir uma frente que ocupe o espaço da social-democracia ocupado pelo social-liberalismo, a aprendizagem com a queda do estalinismo, se no estado espanhol um outro surgiu, fora dos partidos tradicionais e contrariando a sua esclerose, em Portugal precisamos de outro ainda. [Read more…]

Unanimidade e nojo

Podemos ter opiniões diferentes sobre as razões que levaram Mario Draghi e o BCE a tomar a decisão de fazer chover euros pela Europa – vamos lá ver quem os apanha e o que lhes faz…- para raiva da Merkel. Mas o que não podemos é estar todos felizes com o facto. Todos! Mesmo os que nos sangraram em vida em nome da perspectiva contrária, enquanto manifestavam o seu ódio a este tipo de medida. Nomeadamente o governo português, seus ministros e ex-ministros, seus apoiantes, comentadores, jornalistas e serventuários em geral, que sempre insistiram que este tipo de política era um erro grave (assim lhes asseverava a patroa). Agora, estão todos contentes. Insisto: todos.

Há unanimidades que metem nojo. Como se não bastasse o nojo anterior.

Ora vamos lá recapitular porque temíamos a bancarrota e foi preciso a troika

Se não tivesse sido como foi, o rendimento das pessoas teria caído drasticamente (Salários caíram 22% no Estado e 11,6% no privado desde 2011), o desemprego teria disparado (Portugal é um dos 3 países que mais empregos perderam) e a fome ter-se-ia generalizado (Hospitais atendem cada vez mais grávidas com fome).

Em consequência deste cenário negro, sem termos sido salvos da bancarrota, a emigração teria disparado  (Só no ano passado [2013] emigraram 110 mil portugueses) e as contas públicas teriam ficado incontroladas (Portugal tem a terceira maior dívida pública da zona euro).

Finalmente, sem a preciosa ajuda da troika, serviços básicos do estado, como a saúde, teriam entrado em colapso (Ambulâncias retidas no hospital de Torres Vedras por falta de macas). A educação seria novamente parente pobre no estado (OE2015: Educação no topo dos ministérios que levam corte). E a corrupção dominaria a economia (Corrupção afecta o dia-a-dia de mais de um terço dos portugueses).

Ainda bem que nada disto aconteceu. Porque mau, mesmo mau, era ter acontecido e irmos para a bancarrota na mesma, levando com dose dupla de miséria. Demos graças ao maravilhoso governo que nos poupou tantos sacrifícios, a tal ponto que até sonha ganhar as próximas eleições. Ámen.

Este artigo só pode ser gozo

«Portugal foi o país resgatado que menos empobreceu». Entre 2007 e 2012, lê-se fora do destaque, num artigo publicado no “jornal” de Negócios em Dezembro de 2014.

Sinais das últimas sondagens

Pedro Parracho

As últimas sondagens vieram mostrar que a diferença entre a coligação (PSD/CDS-PP) e o PS está a diminuir. Os partidos da maioria foram os que mais subiram, o que mostra com isso, que apesar do descontentamento, devido às medidas que foram tomadas e que penalizaram as famílias portuguesas, os cidadãos não encontram no PS e no seu líder, António Costa, uma alternativa credível.
O verdadeiro problema do PS, é não ter alternativa às políticas do governo, António Costa, está bem consciente desta realidade e por isso divaga, sem nunca apresentar medidas concretas. [Read more…]

O secretário de estado do secador de cabelo

Artur Trindade

O governo espanhol proibiu a produção de electricidade a partir de fonte solar para consumo próprio e, cinicamente, o governo português fez o mesmo, vendendo uma restrição como sendo uma libertação.

«Até agora, a produção de electricidade com vista ao autoconsumo era “uma realidade que não estava legislada”, explicou o governante sobre o diploma que também introduz alterações ao regime da microprodução.» (i online)

Meu deus, vivíamos na ilegalidade! Mas agora estamos melhor. Por exemplo, havendo lei, poderão existir multas a aplicar. É só vantagens.
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