Mais uma corrida, votos de uma boa viagem

A Viagem dos Argonautas é um novo blogue onde escrevem excelentes autores, alguns coabitando com esta casa, outros que entenderam ser seu outro caminho, muitos que comecei agora a ler com agrado. Em particular ao Carlos Loures os meus votos de sucesso num espaço à medida da qualidade cultural e editorial que tive o privilégio de com ele aprender  no Aventar de outros tempos, ainda muito indefinidos.

O primeiro blogue português, o Macacos sem galho, continua a ser uma escola para quem queira perceber o que é um blogue, no caso pessoal mas muito transmissível. A tentação de afirmar que cada um de nós, macacos, vamos encontrando o nosso galho, é irresistível. Saúde, companheiros.

Facebook-bullying

Depois de milhões de anos de evolução, pergunto-me como é que o ser humano foi capaz de viver sem facebook durante todos esses anos?

Pergunto-me até – como é que eu consigo viver sem estar registado nesse site?

Mais interessante até, foi duas décadas depois da adolescência, e de a ter vivido sem grandes sobressaltos e sem me ter sentido demasiado pressionado para ter determinados comportamentos para ser aceite no grupo, ter vivido situações de um quase facebook-bullying por parte dos amigos que me rodeiam.

Como interessante é chegar ao cúmulo de estar num jantar de amigos e vê-los passarem o tempo todo, exclusivamente a falarem do que por lá fazem, o que o “x” disse, o que “y” respondeu etc, etc, etc.

Claro, tive que fazer “delete” a esses jantares. [Read more…]

Estão a brincar*???

Eu tinha prometido a mim mesmo (como gosto desta expressão tão popular) que me abstinha de escrever sobre alguns espasmos/orgasmos de alguns bloggers sobre determinadas escolhas deste governo. Era uma questão de saúde pública.

Confesso o pecado, terei de quebrar essa promessa. Nenhum dos visados pelas virgens ofendidas precisa que eu venha a terreiro fazer a sua defesa. São todos maiores, vacinados e com provas dadas nas suas profissões. Mas, que raio, quem ataca assim amigos e companheiros meus, não pode contar com o meu silêncio. Quem não se sente…

Quando vi os ataques de que foi alvo o ANL fiquei sem palavras. Então, o António Nogueira Leite com semelhante currículo e experiência não pode ser escolhido para Vice da CGD? Como? Será que estas virgens ofendidas querem comparar o ANL com o famigerado Vara? Onde estavam elas quando Armando Vara e outros que tais, como o famoso Rui Pedro Soares da PT, foram nomeados? Querem comparar? Estão a brincar, não? [Read more…]

Coisas do Expresso?

O Expresso avançou com a notícia(?) que Miguel Relvas teria afirmado numa reunião na RTP do seu interesse em ver Mário Crespo como correspondente do canal nos EUA.

Primeiro foi o próprio a negar ter dito tal coisa. Depois foi Crespo a negar ter recebido tal convite e mais tarde foi o Presidente do Conselho de Opinião da RTP a desmentir a notícia(?).

O Expresso já foi conhecido pela máxima “se aparece na primeira página é mentira”. Uma tirada injusta para os excelentes profissionais da casa. Porém, a guerra surda entre as diferentes empresas de Comunicação Social por causa da privatização da RTP está a provocar situações como esta, verdadeiras precipitações no avançar de manchetes sem confirmar, devidamente, a veracidade da fonte.

Da Noruega

Um pequeno país no topo do mundo.

Heterossexuais: As minhas memórias

amar uma mulher

 Penso que mentia se dizesse que é o adjectivo menos usado em esta época. Os de homossexual e lésbicas, por ser uma minoria dentro da população e denominar seres que praticam diferente forma de amar, engulhem o adjectivo em questão. Heterossexual designa quem sente atracção ou interesse sexual pelo sexo oposto. [Read more…]

As heroínas do Chile: Javiera Carrera

javiera Carrera

Javiera Carrera aos seus 19 anos, pintura al óelo de Bejamin Subercaseaux

Foi apenas na Primeira Grande Guerra de Europa, a data em que as mulheres começaram a aparecer nos campos de batalha O seu papel era de enfermeiras. A britânica Florence Nightingale, solicitou licença ao seu Governo para levar um grupo de aguerridas mulheres para curar feridos no campo de combate na guerra de Crimea. Florence Nightingale (Florença, 12 de Maio de 1820Londres, 13 de Agosto de 1910) foi uma enfermeira britânica que ficou famosa por ser pioneira no tratamento a feridos de guerra, durante a Guerra da Criméia. Ficou conhecida na história pelo apelido de “A dama da lâmpada“, pelo facto de servir-se deste instrumento para auxiliar na iluminação ao auxiliar os feridos durante a noite. Sua contribuição na Enfermagem, sendo pioneira na utilização do Modelo biomédico, baseando-se na medicina praticada pelos médicos. Também contribuiu no campo da Estatística, sendo pioneira na utilização de métodos de representação visual de informações, como por exemplo gráfico sectorial (habitualmente conhecido como gráfico do tipo “pizza”) criado inicialmente por William Playfair[Read more…]

Falta de olho

A visita do Papa Bento XVI a Espanha, ficou desde logo marcada pela conversa da despesa de 25 milhões de Euros.

Esquecem os preocupados da despesa que a visita papal trouxe a Espanha milhares de fiéis de todo o mundo que lá vão gastar dinheiro em restaurantes, museus e hotéis – como os chineses do Futre. Além da projecção mediática usufruída por Espanha que ainda ganhou em tomar de perto as palavras de um Papa universitário e com um pensamento sobre a actualidade digno de ser estudado.

Dos revoltados espanhóis sobre os custos da visita papal, gostaria de saber quantos já não se importam de comprar bilhetes de futebol e sustentar clubes com salários megalómanos para os tempos em que vivemos?

Nestas coisas é preciso ter um pouco mais de visão. Ou de olho, mas com cuidado não vá Mourinho meter o dedo…

Fotografia antiga?

Dúvida neoliberal

Ao ler o título do texto do nosso JJC, uma dúvida assaltou o meu espírito: se o povo afirma que “quem dá aos pobres empresta a Deus”, não seria melhor suspender a caridade para não se correr o risco de um dia mais tarde as agências de notação finaceira classificarem as contas de Nosso Senhor como lixo?

Faça Férias em Poortugal

Em cada canto uma flor…

 

Esta força cosmopolita do Verão

Dá gosto passear pelas cidades portugueses durante o mês de Agosto. A riqueza linguística que nos adorna em qualquer passeio, escutada e apreciada em cada conversa que por nós passa ou que cruza no nosso caminho.

Desengane-se quem pense que tal só acontece pelos reinos do Algarve (ou Allgarve… já não sei ao certo), ou na capital do império ou na Invicta. Nada disso. Pelo Minho fervilha esta palete idiomática em qualquer cidade ou vila, com a acrescida particularidade de haver conversas em francês e alemão que são entremeadas com palavrões portugueses.

Isto sim é riqueza cosmopolita, em vernácula manifestação da nossa cultura universalista.

Novo modelito

a depressão de Fátima

depressão

 Estou ciente de ter escrito e publicado hoje, um ensaio sobre se há fé de Fátima salvar-nos-ia desta falência. Tive o melhor coração para chamar a atenção do povo que não é a fé em uma divindade criada por pastores e que atingiu o mundo inteiro, o que nos salvaria da falência, das dívidas, dos juros do dinheiro em empréstimo, o que operaria o milagre, seria trabalhar e criar riqueza com indústrias transformadoras de matéria-prima e vender a preço de mercado, aos países que carecem delas. [Read more…]

O Comboio de Salazar – 2

O Comboio de Salazar – 1

O Expresso e a coerência

O Expresso resolveu fazer uma parceria com a OpenLeaks para divulgar informação vinculadas por fontes anónimas. Nada contra.

Podiam era começar por cumprir o que se haviam proposto fazer quanto aos telegramas da Wikileaks, onde optaram por os divulgar censurados, depois prometeram a respectiva publicação integral para, finalmente, deixarem o assunto cair em esquecimento. Pelo caminho, divulgaram uma linha editorial com uma pseudo-explicação para a falta de coerência.

Uma visão curiosa quanto ao que se dá a conhecer das coisas que chegam ao jornal. Mas agora com a OpenLeaks é que vai ser. Das preferências gastronómicas do Ronaldo à vida social da Tátá-Belinha, não há-de haver importante assunto que não venha a público.

E afinal o que é um blogue plural?

Por causa disto, responde-me o João Monge de Gouveia:

Anda aqui uma pessoa preocupada em ter um blogue plural e depois vem a saber que o apelidam de “mais ou menos plural”.
Olha que esta!!!!
E já agora o que é o mais ou menos?

Eu explico. Plural é o Aventar, que tem gente do BE ao CDS, uma maioria que vota onde lhe apetece, republicanos e monárquicos, agnósticos, ateus, católicos e um muçulmano, em comum apenas uma manifesta heterodoxia onde quer que se encontrem. Ou o Delito de Opinião, por exemplo, que anda lá perto.

Um militante do PS, um simpatizante do PSD e uns 20 do CDS fazem do Senatus um blogue plural do CDS, ou seja, têm mais que um militante do CDS mas menos que um largo espectro político, e não são singulares. Nada contra, mas não é bem a mesma coisa.

Entendido?

Bem Vindos ao Cairo 004

Estou com algumas dificuldades em pensar na forma  mais correcta de vos falar do cheiro, do sabor e da cor da fruta.
Quando aqui cheguei e fui fazer o reconhecimento do meu bairro, a primeira coisa que me chamou a atenção
e fez toda a diferença na construção da imagem do
sitio onde iria viver uns meses, foram os carrinhos de fruta,
esquina sim, esquina sim, com aquele cheiro que se sentia
20 metros antes e entrava no cérebro como uma mensagem:
come-me, eu sou o néctar dos néctares.
Imediantamente me apaixonei pelas vendas ambulantes de fruta,
que fucionam desde o por-do-sol até para lá da meia-noite.
Às vezes, de manhazinha, há também as tipicamente conhecidas carrroças ambulantes puxadas a burro.
Miudos com idade para brincar, tentam ganhar algum numa vida tristemente miserável.
Mas são felizes parece-me. Sorriem para as fotos, e pedem-nos para comprar tomates, alfaces e batatas.  [Read more…]

O Comboio Faz Parte da Solução…

…na Indonésia, pelo menos

 

As guerras do canal de distribuição e das moedas (2)

(segunda e última parte desta  divagação)

É quase um lugar comum afirmar que o cavalgante custo do dinheiro emprestado resulta de uma guerra das moedas. Nesta perspectiva, um conjunto indefinido de pessoas e corporações agiriam de uma forma consertada para fazer dinheiro à conta dos que precisassem de pedir emprestado. Sem duvidar que isso acontece, esta explicação confunde a consequência com a causa, já que este cenário só ocorre porque quem se endivida não tem outra solução que não seja essa.

Mais do que bramar contra os moinhos de vento, interessa perceber como é que aqui se chegou. É neste contexto que entra em jogo aquilo a que chamo de canal de distribuição e que constitui o grupo dos que fazem as pechinchas orientais cá chegarem para serem vendidas a preços  ocidentais.  [Read more…]

Vamos então teorizar sobre os pobrezinhos…

… e sobre as vítimas do capitalismo, do estado e do pai natal.

«E nós percebemos que, às vezes, há eruditas explicações desnecessárias. […] Londres, se quisermos ir por caminhos muito cultos, é hoje a metáfora perfeita do capitalismo, com as Bolsas na agonia e os bairros dos pobres a explodir. Mas eu prefiro o meu vídeo: uma manada de hienas à volta de uma cria ferida. Esta sangra e as hienas lambem-na e parecem ajudar, mas quando vêem que ela é fraca atacam. No vídeo, as hienas usam capuzes e a cria tem uma mochila que é roubada.» Ferreira Fernandes, DN, 10.Agosto.2011

 

 

via: vídeo e artigo

Tablets, smartphones e companhia

Quer saber tudo, mas mesmo tudo sobre tablets e coisas afins? smartphones, aplicações, hardware, etc? do Android ao Iphone e ao Ipad? tem um novo blogue, o tablets & c.ª.

O nosso José Freitas meteu uma sabática no que toca à actualidade política, logo a qualidade está assegurada até porque está muito bem acompanhado.

Os heróis do Chile: Os pais

os heróis do Chile

The Isleys

 para o sem nome Iturra Isley, , o nosso neto, que deve nascer em breves dias, ainda dentro desta semana, filho da nossa filha Camila e o seu marido Felix Isley, irmão de May Malen….

Dentro de breves dias, o nosso sexto neto deve nascer. Na época da minha jovem paternidade, os pais varões nada tínhamos para fazer. No dia em que a nossa filha mais velha nasceu, pedi, supliquei, chorei ao médico, para estar ao pé da minha mulher enquanto nascia o bebe. Nem meio minuto de licença para estar na sala de parto. [Read more…]

Nada justifica o vandalismo

Paris, Grécia,  Londres. Três capitais europeias, três verões, três cidades em tumulto. A moda de destruir os bens daqueles que estão na mesma condição dos “manifestantes” parece ter chegado para ficar. E se ainda não aterrou em Portugal não será por falta de vontade de alguns, pois já em 2009, ainda nem se suspeitava do que estava para vir, e já eu ouvia  suspiros na linha do “os gregos não brincam em serviço e os de cá são uns mansos”.

Indignados, manifestantes, rebeldes. Mas o que os indigna? Manifestam-se contra o quê? Espalham o caos para quê? Sabe-se que se queixam da sua parca condição mas nada fizeram quando os navios vindos da China traziam para cá contentores de Levis baratas e, na volta,  lhes levavam o emprego. Indigna-os não terem o plasma da montra e portanto fazem a justiça das montras partidas.

A mim mete-me asco esses que parasitam das benesses que a política lhes traz. Ainda há meses o PSD gritava contra os boys do PS e agora vejam-se os salários milionários que as nomeações estão a trazer. Impostos para uns, 3000 euros por mês para outros. Mas neste campo não existem virgens imaculadas. Do poder central ao regional e local, não há partido que não tenha telhados de vidro.

O nacional-tachismo é uma vergonha mas não justifica o estado miserável a que chegámos. E não será um eventual vandalismo importado de Londres que algo mudará. Precisamos de um paradigma económico diferente, sem empresas encostadas ao estado e onde a concorrência internacional tenha regras.

Comecem por ganhar nas urnas, em vez de querem conquistar as ruas. Nada justifica o vandalismo.

Hooligans

-Tenho lido por aí algumas mentes um pouco mais exaltadas, certamente entusiasmadas pelo Verão, época do ano onde sempre se bebe um pouco mais para refrescar, tentando evitar delírios provocados pela subida de temperatura, que nos últimos dias tem afectado o território português. Em Portugal e não só, há quem pretenda ver no comportamento dos arruaceiros ingleses, sinais de uma revolução que tarda, mas lamento meus caros, não passam de um bando de desordeiros, vulgares ladrões, reles escumalha, que se julga no direito de possuir telemóveis topo de gama ou roupa de marca, sem terem de pagar. Por cá também existem alguns, como em qualquer outro país do mundo. Não vejo saques em padarias ou supermercados para matar a fome, aquilo é outra coisa, hooliganismo a fazer lembrar as temíveis claques de futebol nos anos 80, que após algumas vítimas foram colocadas na ordem pela senhora da foto e banidas dos estádios, permitindo ao futebol inglês ser hoje um lugar respeitável, local de festa, com a presença de famílias enchendo estádios, bem diferente do que se passa por cá. David Cameron nem precisa procurar muito longe inspiração para resolver a questão, bastará percorrer os quadros na sede do seu partido.

 

Isto dá jeito, dá

Isto do pessoal se manifestar a destruir o que é dos outros é muito giro, sim senhor. E dá jeito, também. O pessoal liberta o stress e os outros pagam a conta.

Tal como aqueles que enriquecem à custa da estupidez de quem pede emprestado com juros de 20% a 30% para comprar carro, ir de férias ou fazer extensões no cabelo. Também lhes dá jeito que haja gente que se proponha a asfixiar-se financeiramente pela vaidade, pela inveja ou pela futilidade.

Como dá jeito a quem se endividou estupidamente assim, chamar nomes aos credores quando estes vêm cobrar o que é deles.

Aos governos também dá jeito aproveitar a crise provocada pelo endividamento com que eles mesmos também foram coniventes ao longo de anos, em governações alternadas – ou melhor dizendo, alternadeiras – para agora fazerem aquilo que em outras ocasiões não havia lata para fazer.

Ou seja: uns têm uma boa desculpa para destruir o que é dos outros – seria bom de ver a reacção deles se fosse gente partir o que é deles a título de protesto; outros podem impor as suas regras aos dependentes do seu produto – tal como um dealer faz a um drogado; outros podem chamar nomes a quem lhes fez as vontades, agora que cobram a factura; e outros, ainda, têm a oportunidade de deitar as garras de fora e mostrarem quais são os seus desígnios.

Apesar dos argumentos expostos pelos nossos Ricardo e JJC, para mim nada justifica que  a coberto do direito de protesto se destrua propriedade alheia. Isso não é manifestão, é vandalismo.

Estação de Nelas, 1995

Autocarro CP – Suspensa que fora, anos antes, a circulação de comboios na Linha do Dão (Santa Comba Dão-Viseu), a ligação daquela cidade à Linha da Beira Alta foi, durante alguns anos, efectuada por autocarros CP. Por esses anos, a CP era, na gíria ferroviária, também citada como “Camionetes de Portugal”.  Entretanto, Viseu liga-se ao mundo por duas auto-estradas “grátis” (o que é bom não dura para sempre) e pela ecopista do Dão (outrora uma linha de caminho-de-ferro).

A foto é do meu amigo José Luis Covita. Autocarros é com ele…

 

Com que então selenita?

Um novo blogue, simpático como todos os blogues mais ou menos plurais, já me dedicou dois parágrafos na sua curta existência.

Bem os compreendo. Também em tempos caí nesse disparate mas informo os neofítos que se arranja um link muito mais depressa contra-argumentando do que insultando. Embora, pessoalmente, ache a paisagem lunar muito mais simpática do que a de muitas cidades por aí espalhadas.

Amigos

amigos

Falar de amizade masculina é um risco. O mundo latino pensa, de imediato, que a linguagem amorosa é de uso exclusivo do universo feminino ou, quanto muito, do foro íntimo de um casal heterossexual (homem-mulher).

Hoje em dia, há homens que rompem as barreiras classificatórias dos sentimentos, recorrendo ao uso das palavras que, até há pouco tempo, eram identificadas com a fragilidade do mundo feminino. [Read more…]