A complexa relação de Passos com o tempo

Antes “nem mais tempo…” . Agora, Passos diz “[ajustamento prosseguirá] durante muitos anos”. Que diferença! E quantos anos são muitos?

A democracia da injustiça e do conflito

O ambiente sociopolítico tem vindo a registar uma degradação e tensões crescentes. Em complemento de manifestações de oposição ao governo, frequentes e mais ou menos participadas, sucedem-se protestos e vaias “inorgânicos”, de Norte a Sul do País.

No fim-de-semana, em Trás-os-Montes, o primeiro-ministro foi acolhido em ambiente de contestação por grupos diversificados em função da área profissional e/ou económica. Hoje, a semana iniciou-se com o impedimento do secretário de Estado dos transportes, Sérgio Monteiro, de discursar na conferência “A região metropolitana, a mobilidade e a logística”, em Lisboa.

Salvo a fase do PREC, naturalmente turbulenta, nunca o nível de conflitualidade social se elevou a este tom. Naturalmente, que a receita de dura austeridade prescrita pela CE, em especial pelos países poderosos da ‘Zona Euro’ aliados ao FMI, está na origem das contestações às injustiças do governo actual: captura e redução de rendimentos a funcionários públicos, reformados e pensionistas, liberalização dos despedimentos e consequente expansão desenfreada do desemprego e de insolvências, propósito de afastamento de dezenas de milhares de profissionais da função pública, endividamento externo em acelerado crescimento, quebras acentuadas do PIB e défice orçamental acima das previsões governamentais.

[Read more…]

“Clube da bancarrota”, o clube do lusitano coração

Inclinações clubísticas de Coelho iguais às de Sócrates. Portugal regressa ao ‘clube da bancarrota”, o nosso clube do coração. Obrigado Coelho, simpatia Gaspar!

Portugal putrefacto

Oitocentos e setenta anos de história. Tempo demasiado longo para percorrer um caminho completamente asséptico. É verdade, demos novos mundos ao mundo. Todavia, não o fizemos por pura abnegação. Com máscaras de ideais da propagação da fé católica – sim, sobretudo católica em vez de cristã – as caravelas levavam nos porões ambições ilimitadas de acesso a fortunas, focadas no comércio das especiarias das Índias, no ouro do Brasil ou em outros bens que fizeram de Lisboa um centro de negócios ímpar na Europa do século XVI.

Outros povos europeus protagonizaram empreendimentos semelhantes, mas, por ora, concentremo-nos em Portugal. Nos tempos e nos espaços do percurso histórico deste País.

Tivemos e oferecemos ao mundo homens brilhantes. Camões, Padre António Vieira, Pessoa e Saramago, na divulgação da cultura e língua portuguesas, destacaram-se em épocas distintas. Contudo, nos longos tempos e sobretudo no espaço, agora apenas rectangular, europeu e adicionado de salpicos de terra isolados no Atlântico, também desabaram impurezas humanas. [Read more…]

Sai um novo chairman para a CGD!

Sem chairman, na CGD não há crédito para as PME. O eleito foi  Álvaro do Nascimento, da Católica do Porto. “É cá dos nossos”, diz o Costa do BdP.

OCDE esqueceu-se do ‘momento do investimento’, diz Gaspar

OCDE(2)

Vítor Gaspar teve hoje um dia negativo. Ingrato, diria. Com coragem, e referindo-se ao ‘programa de ajustamento’ de que é o gestor governamental, confessou:

Certamente sou responsável por vários erros.

Registe-se a humildade. Todavia, exige-se-lhe mais detalhes quanto à natureza e impactos quantitativos e qualitativos, nas condições de vida dos portugueses, do maior erro cometido: a defesa intransigente das políticas austeridade, agravando o programa do ‘memorando de entendimento’ da troika – lembro a retirada dos subsídios de férias e de Natal, bem como a antecipação do IVA de 23% aplicado à energia eléctrica e gás em Setembro de 2011, quando o memorando estabelecia Janeiro de 2012.

Queixou-se do PS quanto ao memorando, mas tem reduzida moral para se lamentar. Assumiu a direcção do programa com entusiasmo e empenho, fazendo sentir aos portugueses, e de que maneira!, a deterioração da vida do dia-a-dia. Desemprego, pobreza, miséria, insensibilidade social, entre outros, são pecados a expiar arduamente. Mas, permanecerá incólume e até progredirá na carreira, a nível internacional. [Read more…]

Menos 45 milhões nos transportes em 2012

De quem é a culpa da quebra anunciada pelo INE? Dos passageiros, claro. Sabotadores das previsões das receitas do IVA do Gaspar. Malandragem!

O discurso ambíguo de Dijsselbloem

O presidente do Eurogrupo, Dijsselbloem, simultaneamente ministro das finanças da Holanda, esteve em Lisboa. Cumpriu o cerimonial da visita a Cavaco Silva e esteve em reunião com Vítor Gaspar.

Na comunicação à imprensa, não assegurou – nem poderia fazê-lo isoladamente, creio – que Portugal venha a beneficiar de nova flexibilização de metas (deficit orçamental mais alto) para 2014. Ficou-se por afirmações de certo modo dúbias:

[…] caso Portugal atinja os objectivos definidos para o défice estrutural, “se for necessário dar mais tempo a Portugal, então esse tema [a flexibilização adicional do objectivo para o défice nominal em 2014] será debatido”.

Ou seja, em vez da dilatação dos limites da meta para 2014 por que o governo – Gaspar e Coelho em especial – luta pela aprovação do Eurogrupo, prometeu o debate do tema…”caso Portugal atinja os objectivos definidos para o défice estrutural”.

O presidente do Eurogrupo, através do condicionalismo proposto para o défice estrutural, introduz uma complexidade na avaliação dos resultados das finanças públicas, uma vez que o SOAC (saldo orçamental ajustado ao ciclo ou saldo estrutural), embora utilizado pela OCDE e FMI, corresponde ao saldo que se registaria caso a economia estivesse em plena capacidade; ou seja, equivale ao uso do PIB potencial. [Read more…]

Apelo: um Programa ‘Prós e Contras’ dedicado aos ‘sem-abrigo’!

Helena Roseta é das mulheres mais generosas e activas da política portuguesa; infatigável nas funções e tarefas a que se dedica. Sem subserviência a aparelhos partidários, teimou em trilhar o caminho da independência. Com os apoios e admiração colhidos no movimento ‘Cidadãos por Lisboa’, foi eleita vereadora da Câmara Municipal da capital.

O cargo não é fácil, pelo âmbito do pelouro – Desenvolvimento Social – e pelas vidas infelizes com que se confronta; por força da crise e das políticas de austeridade, autênticas obsessões do alucinado e errático Gaspar – ter um PM sem preparação facilita a vida de incompetentes atrevidos, e desonestos intelectualmente. Não acerta uma!

No cenário de sofrimento social de rua na capital, diz a arquitecta Roseta, estima-se atingir cerca de 2.000 pessoas ‘sem-abrigo’. O desemprego, a penúria económica onde se inclui a pobreza envergonhada constituem traços transversais da população de indigentes lisboetas. O número não é certo e Roseta lembra que, em 2012, se calculava entre 700 e 800 o número dos ‘sem-abrigo’ a dormir nas ruas da capital. Roseta levanta várias hipóteses para aliviar sofrimentos dos atingidos, a nível da criação de estruturas.

Percorro o País, como muitos e em particular os governantes. Sei que não se trata de um problema apenas lisboeta. Sucede no Porto, em Coimbra, em Setúbal, em Faro e, em algumas vilas e cidades do interior, onde há anos seria inimaginável chegar a este fenómeno de progressão geométrica da pobreza em desfile pela rua, nas 24 h do dia, de forma tão evidente e pungente.

Os números da indigência, já incluem muitas crianças famintas e não cessarão de dilatar, sob as altas temperaturas das políticas neoliberais do actual governo, incentivadas pela Europa do Centro e Norte com o desprezo pela sensibilidade social – lembre-se a divisa de Pedro Passos Coelho: “temos de empobrecer, custe o que custar”. Foi-lhe sugerido por Gaspar e pelo garoto, filho de comunista, Moedas, um ex-Goldman Sachs. O interesse é salvar bancos e o capital. [Read more…]

Ó Martim: Closed Shops of Benetton, pá!?

O sistema de franchising da Benetton derrapou. 9 lojas encerradas e milhões em dívida. Chamem o Martim que ele resolve.

Oh! Oh! Fait le Clown

Dos velhinhos e saudosos anos 60, eis uma canção de homenagem aos verdadeiros palhaços. Que têm por profissão e missão divertir, com profissionalismo e orgulho. Sem sentir rancores ou ódios em relação a quem lhes chame “Palhaço!”.

Dos que actuam no ‘circo da política’, chamem-se Grillo, Silva, Ramos ou Ramalhete, não têm a dimensão humana do palhaço verdadeiro. Ofendem-se por serem, erradamente em relação aos autênticos, classificados como membros de uma profissão que, afinal, abominam. E desdenham.

Como se consideram supremas divindades, a PGR tem de ir ao circo e produzir um longo processo, no qual será ouvido o Sr.  Victor Hugo Cardinali  e todos elementos da companhia. Dos ursos aos leões, dos trapezistas aos nobres palhaços, ricos ou pobres mas sempre autênticos. Dos falsos, estamos saturados, porque o espectáculo de que são protagonistas é demasiado repugnante.

Viva a canção velhinha de Frank Alamo!

Nem mais tempo, nem mais dinheiro

Passos admite pedir a flexibilização do défice para 2014. O maior intrujão a actuar no ‘circo do CE’, na comédia pós-troika.

Oxfam denuncia os demoníacos paraísos fiscais

Na imprensa portuguesa, o ‘Público’ deu relevo detalhado mas célere à vergonha dos paraísos fiscais. Compreende-se a brevidade. O texto citava a quase totalidade das empresas do PSI-20 que utilizam a Holanda, como paraíso fiscal. A Sonae é uma delas.  Belmiro ficou furioso com a audácia dos  jornalistas e rapidamente a notícia passou de destacada a escondida.

A denúncia noticiada partiu do Oxfam, Comité de Oxford de Combate à Fome, fundado em 1942 – uma pequena curiosidade: durante a II Guerra teve o mérito de convencer o governo britânico a permitir a remessa de alimentos às populações famintas da Grécia, então ocupada pelos nazis e submetida ao bloqueio naval dos aliados.

O relatório do Oxfam tem o seguinte título:

Imposto sobre os biliões de “privados” agora guardados em paraísos seria suficiente para acabar com a pobreza extrema do mundo duas vezes [Read more…]

Congresso Democrático das Alternativas

O meu desafio este Sábado vai ser outro, sem colisões entre águias e dragões. Essas ficam para os doentes da bola, que entra ou bate  em postes e travessões.  Quem ganhar será campeão, com paraguaios, colombianos, uruguaios, argentinos e brasileiros a manjar o pastelão, de que  o ‘Zé Povinho’ abdica para comer sandes de côdea com pão, regada por uma caneca de verde tinto limiano. Que ajudará à euforia dos vencedores ou causará o engano da alegria aos vencidos.

Sem renunciar ao futebol, e aos amigos que o saboreiam, vou, de facto, a outra luta, das muitas que temos a empreender para correr à força com os filhos da puta.

Programa CDA

Garcia Pereira na luta contra os ‘swaps’

garciapereira101212Garcia Pereira, que conheço pessoalmente e de quem discordo politicamente em muitas matérias, tem, ao menos, o mérito – e a seriedade – de se manter fiel ao seu MRPP, por onde passaram: Durão Barroso, Fernando Rosas, Arnaldo Matos, Saldanha Sanches, Ana Gomes, Maria José Morgado, Maria João Rodrigues, Pinto Ribeiro, Franquelim Alves, José Lamego (ex-marido de Assunção Esteves) e muitos, muitos outros que se espalham por aí entre a vida partidária no ‘bloco central’, a comunicação social e o “tacho” compensador de subserviências e serviços prestados com interesseira devoção.

Claro que, do grupo, excluo aqueles que, por acreditarem no ideário perfilhado e no combate contra a tentativa hegemónica do PCP, se perfilaram pelo crer nos objectivos da luta em que se embrenharam. Têm de aceitar, todavia, o erro. Os acima listados vivem em lugares e condições sociais próprias de elites, ao passo que os crentes comuns estão submetidos à arrogância de sucessivos governos injustos – de Cavaco a Coelho, passando por Guterres, Barroso e Sócrates – uns mais do que outros, mas geminados nos desmandos contra o interesse do País e dos Portugueses. [Read more…]

‘Swaps’ – abordagens teóricas (V)

continuado de ‘Swaps’ – abordagens teóricas(IV)

‘Swaps’ Exóticos

Até agora tratámos com carne e batatas dos mercados de derivados, ‘swaps’, opções, contratos a prazo e futuros. Exóticos são as complicadas misturas daquilo que muitas vezes produzem resultados surpreendentes para os compradores.

Um dos mais interessantes tipos de exóticos é a chamada taxa variável inversa. No nosso ‘swap’ fixo para flutuante, os pagamentos flutuantes oscilaram com a LIBOR. Uma taxa variável inversa é aquela que varia inversamente com alguma taxa como a LIBOR. Por exemplo, o padrão pode pagar uma taxa de juro de 20% menos a LIBOR. Se a LIBOR é de 9%, então o inverso paga 11%, e se a LIBOR sobe para 12%, os pagamentos sobre o inverso cairiam para 8%. Claramente, o comprador de um inverso lucra desde que o inverso das taxas de juros caia.

Tanto o flutuador normal e como os flutuadores de taxas variável inversa têm uma versão sobrecarregada chamada ‘super-flutuadores’ e ‘super-inversos’ que flutuam mais do que um para um, com movimentos nas taxas de juros. Como um exemplo de um ‘super-inverso’ de taxa variável, considere um flutuador que paga uma taxa de juros de 30 por cento menos duas vezes a LIBOR. Quando a LIBOR é 10 por cento, o inverso paga

30% – 2 x 10% = 30% – 20% = 10%

E se a LIBOR cai 3% para 7%, então o retorno na taxa variável inversa aumenta de 6%, de 10% para 16%.

30% – 2 x 7% = 30% – 14% = 16% [Read more…]

Cristas – não se assusta uma grávida!

Crista assustou-se: mais 53,1% de desemprego agrícola. Chuvas prolongadas, agricultura incipiente, trabalho agrícola  decadente.

‘Swaps’ – abordagens teóricas (IV)

– continuado de ‘Swaps’ – abordagens teóricas (III) –

‘Swaps’ de Moeda

FX (moeda estrangeira, abreviatura em inglês) representa o câmbio em moeda estrangeira, e os ‘swaps’ em moeda são algumas vezes designados ‘FX swaps’. Os ‘swaps’ em moeda são permutas de obrigações de pagar fluxos de caixa (cash-flows) numa moeda para obrigações a pagar noutra moeda.

‘Swaps’ de moeda surgem como um instrumento natural para cobertura do risco no comércio internacional. Por exemplo, suponha que uma empresa dos EUA vende uma ampla variedade de produtos da sua linha no mercado alemão. Todos os anos, a empresa pode contar em receber receitas da Alemanha na moeda alemã, ‘Deutschemarks’ ou DM em versão abreviada. As taxas de câmbio flutuam, isto submete a empresa a riscos consideráveis.

Se a empresa produz os seus produtos nos EUA e os exporta para a Alemanha, então a firma tem de pagar aos seus trabalhadores e fornecedores em US $ (dólares). Mas, está a receber algumas das receitas em DM (marcos alemães). A taxa de câmbio entre o US $ e o DM altera-se permanentemente. Se o DM aumenta de valor, as receitas recebidas da Alemanha têm um valor maior em US $, mas se o DM cai tais receitas descem. [Read more…]

F.C. Porto – Benfica, jogo de alta tecnologia.

Sábado no Dragão. Futebol de alta tecnologia. Jesus mudará o ‘chip’. Vítor Pereira usará o ‘Simplex’. O árbitro o ‘Magalhães’. País avançado, o nosso.

Comissão Europeia e da Confiscação

A SIC Notícias exibe no seu ‘site’ este vídeo.

Em título, a estação de Carnaxide anuncia:

Bruxelas admite que depósitos de 100 mil euros sejam convertidos em ações nos países em resgate

Por sua vez, o texto da notícia diz:

A Comissão Europeia admite que os depósitos bancários acima dos 100 mil euros sejam reduzidos ou convertidos em ações em países alvo de um resgate financeiro, tal como aconteceu em Chipre. Esta é a resposta de Bruxelas, depois de uma questão colocada pelo eurodeputado português, Nuno Melo.

Sublinhei propositadamente acima, uma vez que o texto altera radicalmente o anunciado em título – serão depósitos de 100 mil euros ou acima de 100 mil euros? A dúvida é mais do que natural. O erro jornalístico parece-me flagrante, sendo indispensável saber qual a informação que prevalece.

Sei também que este anúncio, divulgado pelo eurodeputado Nuno Melo do CDS, numa ou noutra versão, é claramente um ataque à classe média e, sobretudo, à propriedade privada de que a direita tanto se ufana de ser ideológica e intransigente defensora. Ainda existe razoável número de depositantes que, ao longo de décadas de trabalho, teve a oportunidade de aglutinar poupanças até 100.000 euros ou de verbas acima desta. [Read more…]

‘Swaps’ – abordagens teóricas (III)

– continuado de ‘Swaps’ – abordagens teóricas (II) –

‘Swaps’ de taxa de juro (2.ª parte)

É óbvio, a empresa podia também ir aos mercados de capital e contrair um empréstimo a taxa variável e então usar as receitas para transformar o seu empréstimo em taxa fixa. Conquanto isto seja possível, geralmente é bastante caro, porque exige a subscrição de um novo empréstimo e a recompra do empréstimo existente. A facilidade de entrar num ‘swap’ é a consequente vantagem.

O ‘swap’ especial seria um dos que permutou a sua obrigação fixa para um acordo de pagar uma taxa flutuante. Cada seis meses, concordaria em pagar um cupão com base em qualquer que fosse a taxa de juros vigente à época, em permuta de um acordo com outra parte  para o cupão fixo da empresa.

Um ponto de referência comum para compromissos de taxas flutuantes é a chamada LIBOR. Representa a LIBOR (London Interbank Offered Rate – Taxa Oferecida no Mercado Interbancário de Londres) e é a taxa que bancos internacionais mais usam para cobrar uns aos outros por empréstimos titulados em dólar no mercado de Londres. LIBOR é regularmente usada como taxa de referência para um compromisso de taxa flutuante, e, dependendo da credibilidade do mutuário, a taxa pode variar de LIBOR para LIBOR mais um ponto sobre LIBOR.  [Read more…]

Alemanha é o grande depósito de adidos

Regressámos aos tempos da ‘valise en carton’. Portugueses e outros desafortunados incham a Alemanha. Oxalá um dia rebente nas ventas de Merkel e Schäuble…e que o Gaspar esteja presente.

‘Swaps’ – abordagens teóricas (II)

continuado de ‘Swaps –  abordagens teóricas (I)

Contratos de ‘swaps’

‘Swaps’ são parentes próximos dos contratos cambiais e de futuros. ‘Swaps’ são acordos entre duas partes para trocar fluxos de caixa ao longo do tempo. Há uma enorme flexibilidade nas formas que os ‘swaps’ podem tomar, mas os dois tipos básicos são os ‘swaps’ de taxa de juro ou ‘swaps’ de moeda. Muitas vezes estes são combinados quando o juro recebido numa moeda é trocado pelo juro noutra moeda.

‘Swaps’ de taxa de juro (1.ª parte)

Como outros derivados, ‘swaps’ são ferramentas que as empresas podem usar para facilmente mudar as suas exposições ao risco e as suas estruturas de balanço. Consideremos uma empresa que contraiu uma dívida e registou nos seus livros a obrigação de reembolsar um empréstimo a 10 anos de US $ 100 milhões de capital, a uma taxa de cupão de 9%/ano. Ignorando a possibilidade de reembolsar o empréstimo, a empresa espera ter de pagar de US $ 9 milhões anualmente, por 10 anos e um pagamento total de US $ 100 milhões no final dos citados 10 anos. Suponha-se, porém, que a empresa está desconfortável por ter esta obrigação fixa nos seus registos contabilísticos. Talvez a empresa tenha um negócio cíclico, em que as suas receitas variam e possam, decididamente, cair até um ponto em que seria difícil fazer o pagamento da dívida. [Read more…]

‘Swaps’ – abordagens teóricas (I)

Segundo o ‘Dicionário Inglês-Português de Economia’, de F. Nogueira dos Santos,  ‘swap’ significa:

Permuta; 2. Operação de reporte cambial; 3. Linha de crédito recíproco entre bancos centrais; 4. Substituição de um programa por outro.

Ultimamente, na comunicação social, na blogosfera e em debates informais na sociedade, tem-se, falado, de facto, de ‘swaps’ de forma abundante, avulsa e em muitos casos sem a noção do conceito subjacente ao termo, nem de outros que lhe estão associados.

Iniciei este texto com a reprodução dos significados de dicionário especializado, sobretudo atendendo ao que João Garcia, na página 8 do ‘Expresso’, edição de Sábado, apropriadamente, escreveu:

O problema é que, em geral, há uma incapacidade cognitiva e epistemológica (vivam os jargões!) para os entender. [Os ‘swaps’, acrescento eu]. [Read more…]

PSD, campeão de irregularidades e caloteiro

Quem quer arrumar (com) o País, navega em mar de ilegalidades e de calotes. Estou a falar do PSD, claro. Não sei se do Passos, do extinto Relvas ou de outros energúmenos – dívidas a instituições de crédito de 11.142.000 euros é obra!

Manuela Ferreira Leite antecipou-se a Passos

Reforma do Estado. MFL  já desacreditou na TVI o DEO de Gaspar. Passos falará logo ou irá ouvir e ver a ‘Nini’?

Gaspar, o louco e cobarde carniceiro

Bênção de Cavaco e conivência de Portas. O louco Gaspar anda à solta. Corta o cabelo às 7 da manhã na Av. Igreja, Lisboa. Tem medo, o cobarde.

Os swaps e a leviandade de críticas insustentáveis.

Tenho ouvido e lido por aí a condenação generalizada do governo de Sócrates, no que respeita ao fecho de contratos de ‘swaps tóxicos’ – parte dos críticos nem sequer estão habilitados a perceber a diferença entre ‘tóxicos ou exóticos’ e os ‘vanilla swaps’ – estes últimos correspondem  a níveis de segurança mais elevados e são utilizados por gestores competentes. Sem os  enjeitar à partida, recorrem ao seu uso, numa óptica prudente de riscos pré-avaliados.

Deprimidos pelo desconhecimento, optam por personalizar a discussão. Segundo os padrões anglo-saxónicos, refugiam-se na subjectividade de acusações gratuitas a este e aquele, furtando-se à objectividade por ignorância, mentira ou motivações sectárias.

O pior de tudo é que, mesmo no plano da subjectividade, distorcem a verdade para atacar adversários e inimigos políticos que, natural e legitimamente detestam, fazendo da inconsciente ignorância uma arma pérfida de dolosa falsidade. [Read more…]

Karzai, um investidor de risco controlado

Karzai usou dezenas de milhões de dólares da CIA para subornos. O exemplo do investidor prudente e de risco controlado.

Passos só relatará confrontos físicos entre governantes

Passos escusa-se a comentar “rumores” de divisões no Governo. Compromete-se, no entanto, a relatar em directo confrontos físicos. Na Antena 1 e TSF.