FMI, o centro astrológico de Lagarde & Cia.

A astróloga Lagarde

A astróloga Lagarde

 O ‘Público’ divulgou a notícia ‘Zona euro aumenta pessimismo do FMI para a economia mundial’. Discordo. O título deveria ser ‘A predição do FMI é de pessimismo para a economia mundial e Zona Euro’.

A nuance de sintaxe não é irrelevante. No primeiro caso, está subjacente o princípio, errado, de que o FMI faz previsões rigorosas, a despeito de modificadas de semanas após semanas. A metodologia é obviamente falsa!

O organismo comandado por Lagarde, transformado em centro de astrologia, o que faz é anunciar mutáveis e inconsequentes predições, coisa bem diferente de previsões sustentadas em modelos matemáticos consistentes – os erros sistemáticos, denunciados pelas próprias chefias do citado FMI, constituem prova eloquente da falta de credibilidade de prever da instituição.

O que distingue a previsão da predição? A primeira corresponde a um estudo sério que permite antever resultados, dentro de desvios aceitáveis. A predição é um acto de astrólogos. Tem a pretensão de adivinhação por feitiço – faz-me lembrar as ciganas feiticeiras que, há anos, vagueavam pelo Parque Eduardo VII, aqui em Lisboa, a ler a sina, conjecturando venturas e desventuras desenhadas na palma da mão.

Tomemos, pois, em consideração quais são as principais predições da Madame Christine Lagarde e sua equipa para a economia mundial e Zona Euro:

  • A economia mundial registará um crescimento de 3,1% em vez dos 3,3% da predição de há três meses (Abril/2013).
  • Para a Zona Euro, a recessão será de – 0,6% em vez de -0,4% vaticinados antes.
  • A Espanha registará em 2013 uma contracção de 1,7%, passando ao estado de estagnação em 2014 que contrasta com a profecia anterior de crescimento de + 0,7% do PIB.
  • Os países emergentes, Brasil, China e Rússia, não escapam à queda em 2013, bem como a novas reduções em 2014.

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Eurogrupo abre os braços a Maria Luís Albuquerque

Os ilustres do Eurogrupo receberam Maria de braços abertos. Tantas vezes que a mulher tinha lá ido antes de ser Ministra das Finanças! Só pode haver uma das seguintes explicações para a euforia: ou foram cínicos antes, ou agora, ou antes e agora.

Cá ou em Bruxelas, somos brandos nos costumes e nos resgates

Pais de brandos costumes

Somos o país de brandos costumes, ouço dizer desde jovem. Todavia, a proposição nunca me pareceu convincente e assertiva.

Lembremos dois templos prisionais: o Aljube e o Tarrafal (este visitei há uns anos), locais de prisão, torturas e hediondos crimes contra oposicionistas ao regime salazarista.

Dois símbolos, dos muitos, que fazem sucumbir a autenticidade da ‘tese dos brandos costumes’, com que, recorrentemente, se descreve a sociedade portuguesa.

Dispenso-me de pormenorizar os crimes da política actual. Limito-me a referir a violência da flexibilidade laboral, da ilegítima expropriação de rendimentos dos mais frágeis que o governo de PPC, a mando ou em complemento das medidas da troika, executa com fria indiferença e obscena desumanidade.

A falsidade da presunção dos “brandos costumes” é extensível a ocorrências na sociedade civil. A violência doméstica, restringida a agressões e assassínios do cônjuge perpetrados normalmente por homens; ou ainda a violência infantil, de que nos últimos anos a pedofilia, quase em exclusivo, tem sido objecto de notícias – quem trabalha em serviços hospitalares de urgência infantil sabe da frequência e gravidade dos crimes cometidos sobre crianças.

País de brandos resgates

Dos “brandos costumes” tentamos passar aos “brandos resgates”, pela mão de Bruxelas segundo o Público, reproduzindo o anunciado pelo El País. Que não, é falso!, afiançam outras notícias.

Certo, certo é que, no desmentido, o Público informa que:

A CE só avaliará as opções para apoiar Portugal no regresso aos mercados de dívida no momento devido.

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Paulinho, arrecua filho, arrecua

O anúncio à nação será esta tarde. Diz-se por aí que, a pedido de alguém, Portas recuará até colo da governação a sancionar por Cavaco.  O cargo, dizem, será de vice-primeiro ministro. A tomada de posse merece estreia de fato, camisa e gravata do Rosa & Teixeira.

Segundo resgate – Portugal é a Grécia e a desgraça

Cavaco admite maior probabilidade de segundo resgate de Portugal. Expressou esta opinião na reunião dos economistas a decorrer em Belém, segundo a imprensa; aqui, por exemplo.

O PR atribuiu a causa do aumento da probabilidade à crise política dos últimos dias. Certamente também contribuiu. Todavia, opiniões divergentes ponderam outros factores a influenciar o agravamento das perspectivas para Portugal.

Manuela Ferreira Leite, amiga de Cavaco e adversária severa do Governo de Passos e Portas, segundo o ‘Jornal de Negócios’,  declarou ontem na TVI:

Tenho receio que estejamos numa situação muito pior do que aquela que nos é dada a saber.

Interrogando, a concluir,  se a saída de Vítor Gaspar e o pedido de demissão do ministro Paulo Portas estão relacionados com a hipótese de se pedir um segundo resgate financeiro.

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Governo renascido a 4 de Julho

Passos Coelho

Passos Coelho

Fonte: Presseurop

O cinema é um domínio de excelência para a busca de metáforas e imaginar uma história, mesmo distinta, de realidades de vidas individuais e/ou comunitárias.

Hoje é 4 de Julho. Não é data que me faça envolver na bandeira dos EUA e ir para a rua cantar ‘Born in The USA’ de Bruce Springsteen, de quem, confesso, só devoto fã há muitos anos – somos dois jovens, está explicado.

‘Nascido a 4 de Julho’, como se sabe, é a história do soldado Kovic, que o Vietname transformou em paraplégico e, por consequência, em activista político, anti belicista e  defensor dos direitos dos deficientes físicos.

O 4 de Julho deste ano fez-me reflectir nas perturbantes conversas dos idiotas Passos Coelho e Paulo Portas, com vista à manutenção da coligação que nos tem (des)governado e que Cavaco faz questão de proteger.

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Logo agora, quando há tanto para contar

Tanto para contar! Milhares de casais haviam reprogramado os horários em função da liturgia dos  ‘briefings’  do Lomba. Que desilusão!,  o diário dos ‘briefings’ caiu de Maduro.

David Cameron, um dos muitos políticos pérfidos e farsantes

Costumam encontrar-se todos em Bruxelas e em outras cidades europeias. Impingem a mensagem de, em uníssono, se empenharem a favor dos povos que representam. Comportam-se, porém, em sentido divergente. Pérfida e hipocritamente.

Nunca o mundo, em especial os líderes da União, agora a 28, integrara um grupo tão homogéneo de sórdidos farsantes  – abro um parêntesis para acrescentar ao grupo os do outro lado do mar ou da fronteira, como Obama e Putin, e muitos mais poderia aglutinar. Reunir em massa esta gente tenebrosa que, protegendo o sistema financeiro e os detentores de obscenas fortunas, desprezam e trucidam milhões de seres humanos, com pobreza e miséria.

Cameron, o PM do país de sua majestade Isabel II, é dos amigos privilegiados de Passos Coelho. Juntam-se para conversações – e estratégias? – acerca de interesses bilaterais. Uma espécie de reedição tosca do Tratado de Windsor, de 1386, que instituiu, dizem, a mais velha aliança do mundo. Do País de Gales à Escócia, os cidadãos-comuns ignoram-no. Não é relevante para a História do Reino Unido, dominada pelo Império onde o Sol jamais atingia o ocaso.

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A canícula faz delirar Passos Coelho

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Passos Coelho, 14 em Agosto de 2012, na festa ‘laranja’ do Pontal, em comunicação de raciocínio ilógico, garantiu aos portugueses:

No ano de 2013 não haverá recessão

No desconexo discurso, também lhe saíram do cérebro ideias truncadas de ‘teoria económica aplicada’. – A concorrência – dizia o iluminado PM – fará aumentar o PIB nacional e o diminuir o desemprego. –

Um delírio, estamos a sentir e de que maneira justamente o contrário na sociedade portuguesa: o afluxo exponencial aos ‘centros de emprego’, ao Banco Alimentar, à Cáritas e a outras IPSS, a expansão de gente  sem-abrigo e outros desastres sociais constituem prova evidente de que o nosso (deles) primeiro sofre da patologia de ‘exaustão do calor’.

E para provar que o diagnóstico da alucinação na massa encefálica de Passos – pouca, sublinhe-se – por efeito de calor é um fenómeno normal, aí está mais uma prova da consequência de dia escaldante:

Passos confia em que a recessão “está a abrandar” e que “viragem económica” virá até ao fim do ano.

Telefonou ao Gaspar, para ratificar os princípios da lei dos efeitos meteorológicos na economia. O outro respondeu-lhe: – Ó Pedro compre o Borda da Água . –

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Portugal não é a Grécia nem a Irlanda!

Para espanto dos analistas (?), em final do programa da ‘troika’, a Irlanda entrou, de novo, em recessão. Lá vai o Professor Doutor Maduro, assistido pelo imberbe Lomba, ter de explicar que Portugal não é a Grécia nem a Irlanda. Afinal somos o quê?

Esta é a execução orçamental do governo, sem torpezas nem cunhas

As contas curtas e cunhadas:

  • Balança de Bens e Serviços: 432.000.000 € (+)
  • Balança Corrente e Capital = 868.000.000 € (+)
  • Balança Corrente = 162.000.000 € (+)

As contas do Relatório de  Execução Orçamental de Maio 2013 do governo:

Página 49

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A análise e interpretação deste quadro são morosas e trabalhosas. São tarefas incompatíveis com actos de propaganda de feirante, destinada a influenciar os menos atentos.

Ser competente e honesto é indispensável, sendo também necessário estar de boa-fé. Segundo Vítor Gaspar afirmou ontem na AR, não estão considerados nestas contas a recapitalização do Banif, 1,1 milhões de euros; a ser considerada pelo Eurostat, a elevação do défice do 1.º trimestre atingirá 10%.

Para agravar as frustrações dos governantes, a que estamos sujeitos, e indefectíveis apoiantes, a CE acaba de sair-se com esta:

Bruxelas já vê mais riscos no cenário macroeconómico do Governo

Eu diria mesmo que Portugal é país completamente riscado e há muito.

Do ‘Último Tango em Paris’ ao ‘Último Concerto no Vaticano’

A música, como outras artes, tem momentos efémeros e decora argumentos de contos, filmes ou mesmo de eventos socialmente relevantes. Representa um cenário sonoro de diversificadas narrativas, diria José Sócrates.

Todavia, à efemeridade do espectáculo junta-se, às vezes, a condição de última execução de determinada exibição musical. Sirvo-me de dois exemplos: o ‘Ultimo Tango em Paris’ e o ‘Último Concerto no Vaticano’.

“Último Tango em Paris”

A película de Bertolucci é um drama erótico franco-italiano, em que Marlon Brando e Maria Schneider foram estrelas. A censura salazarista proibiu a exibição em cinemas portugueses. Assisti, no pós-25 de Abril, ao filme no S. Jorge na Avenida da Liberdade, em Lisboa. Trabalhava, então, na referida artéria, diante daquela sala. O corrupio, na altura, era enorme. De depravados, acusavam os mais conservadores.

“Último Concerto no Vaticano”

No caso deste concerto, o argumento nuclear é constituído pela ausência do convidado de honra do evento, Papa Francisco, como a fotografia o demonstra:

Papa FranciscoCadeira vazia do Papa Francisco

O alto clero do Vaticano, outros prelados eminentes e uma vasta plateia de distintos crentes aristocráticos foram esclarecidos da ausência do Papa Francisco por um arcebispo, com a justificação:

um compromisso urgente que não podia ser adiado

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CGD, um dos locais dos crimes do Governo

João Coutinho recebeu de 500 a 800 mil euros para sair da CGD em 2004. Alega não se lembrar exactamente do valor. Agora,  Passos Coelho, sem vergonha, convida-o a regressar à administração do banco público. Brasil? Convém também olhar e agir em Portugal.

Brasil – ouvir, ver, ler e interpretar

De acções censuráveis do mandato de Lula da Silva, da tremenda corrupção a obras faraónicas do Mundial de Futebol de 2014 e das Olimpíadas de 2016, creio ter expressado de forma transparente e sem tibiezas o meu pensamento, no que escrevi antes.

Do pesado legado deixado a Dilma Rousseff, dos desvios de políticas sociais, bem como do torvelinho de manifestações em que foi capturada, também exprimi opiniões claras.

Das motivações e legítimas reivindicações dos manifestantes do Movimento do Passe Social (MPT), não as crtiquei a não ser pelos objectivos limitados visados – outras causas, como a quebra da evolução económica, os juros em alta, a inflação, a fuga de capitais e a famigerada PEC 37,  ao estarem ausentes do discurso reivindicativo, fundamentaram a minha discordância explícita.

O que verdadeiramente me perturba – e a isso me leva assumido rancor contra a extrema direita – é o ignóbil aproveitamento e agressões perpetradas por ‘jovens neonazis’ a militantes de esquerda, nas manifestações em causa.

Para defesa da minha honra e do juízo formado, recorro a relatos credíveis de quem está no terreno e testemunha as ocorrências, como o conteúdo – não é opinião – da seguinte notícia:

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21/06 às 18h44 – Atualizada em 21/06 às 18h47

Com militantes feridos, PSTU acusa extrema direita de orquestrar agressões

A aversão de grande parte de manifestantes a partidos políticos gerou consequências mais graves no Rio de Janeiro. Dez integrantes do PSTU foram agredidos no protesto dessa quinta-feira, declarou o presidente regional do partido, Cyro Garcia. Segundo ele, as agressões foram orquestradas e executadas por grupos nazifascistas que estão sendo “pagos para reprimir a livre expressão dos partidos políticos”.

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Meu Brasil brasileiro

O título – falta de imaginação – foi surripiado de ‘Aquarela do Brasil’ de João Gilberto. Gosto demais do Brasil. Se me é permitido o aviltamento antipatriótico, asseguro que não me causaria o menor desgosto ter nascido carioca, em vez de lisboeta… ah!, se no Rio morresse, me enterrassem na Lapinha.

As primeiras palavras deste escrito, a despeito do tom jocoso, devem ser interpretadas como sentimentos fraternos e solidários com o povo brasileiro, onde se contam alguns familiares próximos.

Ao longo de décadas, milhões de brasileiros têm vindo a sofrer dos efeitos do domínio de uma classe política corrupta, por vezes amparada em despóticos poderes militares. Antes Lula da Silva e agora Dilma Roussef pareciam ser finalmente a esperança para, ao ritmo do possível, propiciar aos brasileiros uma sociedade mais justa e equitativa na distribuição de rendimentos, criando um equilíbrio socioeconómico que jamais existiu.

Lula deu alguns passos nesse sentido, eliminando níveis de pobreza próximos da miséria. Todavia, o ‘mensalão’, onde pontificou José Alencar amigo chegado do nosso ex-ministro Relvas, acabou por ser fatal para ‘O Presidente Operário’. Inadmissível a corrupção registada.

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Seara, um ‘tachista’ derrotado mas obstinado

O ‘tachista’ Seara sofreu a 2.ª derrota. Agora no Tribunal da Relação de Lisboa, a ratificar a recusa da candidatura pelo Cível de Lisboa.

Para fundamentar pareceres com rigor, comecemos por ver a Lei n.º 46/2005, de 29 de Agosto que começa por estabelecer:

Art.º 1.º, n.º 1: O presidente de câmara municipal e de junta de freguesia só podem ser eleitos para três mandatos consecutivos…

O PR alegou haver um erro na redacção desta lei, ao indicar presidente de câmara municipal e de junta, em vez da câmara e da junta.

Na interpretação de muitos cidadãos, a quem o PR chamaria cidadões, a proposição de reveste o texto legislativo de um carácter mais amplo, a função em qualquer ponto do país, em vez de parcela territorial. Considere-se a seguinte abordagem do Ciberdúvidas:

 Perguntas

De Caldas / das Caldas Dina Aleixo – jornalista – Torres Vedras,  

[Pergunta] Qual das duas é a construção correcta: «de Caldas da Rainha» ou «das Caldas da Rainha»?

[Resposta]

Em das Caldas da Rainha, empregamos o artigo definido as (das=de as); em de Caldas da Rainha, não empregamos esse artigo. Não há regra nenhuma para sabermos quando devemos ou não empregar o artigo definido antes de tal ou tal topónimo. Temos de seguir a fala da gente da respectiva terra. Por isso, devemos dizer a Figueira da Foz, o Porto, o Cacém, a Guarda, em Alvito, porque é assim mesmo que dizem os naturais de cada uma dessas terras. Se quisermos falar correctamente, temos de dizer:

Venho das Caldas da Rainha (ou somente venho das Caldas). Vou para as Caldas. Moro nas Caldas. É assim que dizem os naturais de lá.

José Neves Henriques – 02/07/2009

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Ministro das Promulgações Instantâneas

Chamar Ministro e pensar em Palhaço é crime? Isso agora não interessa! Temos um PR, reconvertido em Ministro das Promulgações Instantâneas. Produz retratos “à la minute”, á medida do freguês Pedro – agora o Subsídio de Férias da fp, reformados e pensionistas é pago em Novembro. Tempo de praia em Angola, pátria do Pedro, do Relvas, da Paula Teixeira Pinto, do Pedro Pinto e de mais uns quantos ‘laranjas’ cinquentões, ou muito próximos disso, que deveriam para lá voltar rapidamente e em força.

Salazar: se ainda governasse não havia greves!

Salazar e a greve

Obtido aqui

A nova direita ‘fascistóide’ é demasiado sinuosa e cobarde a contestar o direito à greve. Tenham coragem, e embora saibam estar a contrariar um direito sufragado e aprovado pelo povo, basta sem complexos imitar Salazar e escrever, desenhar ou gritar:  “se ainda governasse não havia greves!”.

E, a rematar, bradem bem alto: “Salazar, Salazar, Salazar!”.

País governado por filhos de conúbios ilegais

Parti em muitas, muitas ocasiões. Corri Ceca e Meca. Voltei sempre. Nos tempos da ‘outra senhora’, com frequência repeli a tentação de não regressar.

Era jovem. Visitava cidades africanas, Londres e Paris com regularidade, na aurora da actividade profissional. Poderia ter escolhido a cidade-luz e casado com determinada Brigitte. No universo dos nomes, também existem modas – moda é a tradição do instantâneo, na sublime definição de Augustina Bessa Luís. A avalancha de ‘Brigittes’ em terras francesas, ao tempo, era fenómeno de mimetismo materno-paternal. Inúmeras mamãs e papás, no baptismo das meninas, inspiravam-se no nome do símbolo sexual da época, Brigitte Bardot.

No fundo, por cobardia, patriotismo ou alguma causa abscôndita, jamais reneguei o solo pátrio, onde nasci e sempre vivi. Um país típico, de percurso histórico multifacetado no último século – como outros, certamente. Mas, esta terra, nas últimas quatro décadas e meia, serviu de cenário a profundas e múltiplas transformações políticas, territoriais, de relações externas, económicas e sociais.

Entretanto, ao correr dos tempos, foram-se fabricando núcleos de políticos impreparados, tecnocratas, incultos e refractários em relação a sérios ideais éticos, morais, políticos, de solidariedade e de sensibilidade social.

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Sétima Revisão da Troika: documentos traduzidos para português

Introdução

AVISO: Este trabalho ainda não foi revisto. Penso no entanto que é importante este material estar o mais cedo possível disponível para discussão. Agradeço que deixem um comentário caso encontrem gralhas ou omissões.

Esta é a tradução dos documentos publicados pelo FMI no dia 12 de Junho (PDF). Como é normal, tanto para este governo como para o anterior, a tradução destes documentos para português parece não ser considerada urgente. A menos que, naturalmente, haja alguma pressão dos meios de comunicação social. A página do governo onde se encontram os documentos das sucessivas revisões da Troika contém traduções para os memorandos relevantes, infelizmente essas traduções costumam aparecer três a cinco meses depois de serem publicados os originais, ou seja quando já não são necessários, quando são irrelevantes.

Assim, mais uma vez, a tradução destes documentos recai sobre os ombros dos próprios cidadãos. Estes documentos são talvez mais importantes que o próprio Orçamento de Estado dado que são eles que, em última análise, ditam as políticas, estabelecem os objectivos e, de uma forma geral, norteiam a acção dos governos.

Do comunicado à imprensa do FMI, podemos ler: [Read more…]

PSP – umas vezes a violentar, outras a contestar


Sempre senti aversão a fardas. É coisa antiga. Desde a pré-adolescência, quando aos 10 anos me obrigaram a envergar a farda da Mocidade Portuguesa, com o célebre ‘S’ – de Salazar – no cinto. Sucedeu no, então, Liceu Nacional Gil Vicente em Lisboa, hoje designado Escola Secundária.

De todas as filtragens da vida, retenho um particular asco à PSP. Ainda no passado dia 31 de Maio, na manifestação de Lisboa contra a ‘troika’ e o governo, observei atentamente a postura e ar ameaçador da maioria dos agentes do PSP.  Em grupos alinhados, vigiavam a populaça. Não lhes deram motivos para intervir. Alguns pareceram-me frustrados.

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Jardim vale o triplo do Tribunal Constitucional

O acórdão do Tribunal Constitucional valeu um aumento da despesa pública de 1.300 milhões de euros – resta saber se, em vez de aumento da despesa, não deverá considerar-se diminuição de cobrança de impostos.

A maior parte dos juízes ainda foram benevolentes com o governo, ao considerar a constitucionalidade da ‘CES – Contribuição Extraordinária de Solidariedade’. Juízes vencidos, cinco ao todo, consideraram que a medida estava ferida de ilegalidade constitucional.

Se medidos em relação aos desvarios do meteorologista Gaspar em termos de execução orçamental e de agravamento das contas públicas, os tão propalados 1.300 milhões é valor de pouca monta.

Por outro lado, se acrescentarmos aos citados desvarios a ilegalidade do governo do boçal Alberto João Jardim, avaliada pelo Tribunal de Contas em 3,85 mil milhões de euros de dívidas da RAM, os governantes ilhéus triplicaram praticamente o valor do TC.

A lamúria ininterrupta de Passos, Gaspar e Portas acerca do acórdão do TC não passa de mero instrumento de manipulação da opinião pública. É, de facto, de enorme falta de decoro enfatizar o penoso dever de pagar subsídios de 1,3 mil milhões e omitir as trapalhadas do grosseiro Jardim que lesou o governo central em 3,85 mil milhões de euros.

De regresso ao Estado Novo?

Prepotências, métodos tortuosos e embustes deste governo não se afastam dos padrões de dirigismo e das acções políticas características do Estado Novo. O mais grave e inquietante da citada postura é notório na comunicação, em certas deliberações e eventos de iniciativa da coligação governativa. O fenómeno intensifica-se a um ritmo progressivo. Sinto-me a viver o período do maior desassossego antidemocrático do regime pós-25 de Abril, PREC incluído.

Gaspar justifica a quebra do PIB com a chuva. Quem nos governa ousa desrespeitar as deliberações do Tribunal Constitucional e a lei em vigor ao tempo do acórdão, pagando fora do prazo subsídios de férias da função pública. Começou por invocar uma falsa insuficiência de meios.

Vencidos no campo das relações laborais e do direito à greve dos professores, a despeito de contrariarem o Colégio Arbitral que reprovou a hipótese de requisição civil, recorrem ao Júri Nacional de Exames para requisitar administrativamente a presença de todos os professores nas escolas, na próxima 2.ª feira, dia 17, a fim de fazerem a vigilância dos exames.

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Choveu, subiu o nível dos juros da dívida portugesa

As taxas de juros da dívida pública portuguesa agravaram-se para as percentagens seguintes:

0001 (2)Fonte: Jornal de Negócios

Também Itália e Espanha viram os juros das dívidas públicas registarem aumentos, embora com intensidade inferior à verificada para Portugal. Saudado pelo aliado Cavaco, o governo, pela mão da swinger dos swaps, Maria Luís Albuquerque, exuberou na euforia do regresso aos mercados, há cerca de um mês, realizando uma operação de 3.000 milhões a 10 anos à taxa de 5,669%.

Agora, em momento de subida sensível e generalizada a todos os prazos de juros, os membros do governo ou mesmo os deputados da  maioria emudeceram.  Olham para o ar e assobiam ‘Singing in the Rain’.

Sinceramente também não tenho paciência para ouvir Vítor Gaspar a argumentar que, tendo chovido torrencialmente no centro da Europa, os juros, fluídos como a água, também registaram subida nos níveis das taxas; ou então, as vacuidades da madame d’ air négligé, estilo Saint Germain de Prés, Teresa Leal Coelho.

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Presidentes da República vítimas de andaço

A Zona Euro parece viver época de inquietante andaço. Uma particularidade: os supremos magistrados de certos Estados-membros são dos mais atingidos por disfunções psíquicas. Os Presidentes da República de Portugal e de França foram as primeiras vítimas. Quem sabe se outros presidentes e a chanceler vão sofrer do contágio – rainhas e réis, gozando muito e em permanente regime de serviços mínimos, parecem a salvo da epidemia.

Cavaco Silva, o presidente dos “cidadões” portugueses, no “dia da raça”, decidiu bater-se pelo desenvolvimento do País centrado no património cultural. É sempre positivo assistir à reconversão de um tecnocrata em homem da cultura.  Porém, não ficou por aqui. A contrariar a realidade do desmantelamento das produções agrícolas durante os tempos em que foi PM (1985-1995), declarou:

Há quem sustente que a adesão de Portugal às Comunidades [em 1986] implicou a destruição do mundo rural e a perda irreversível da nossa capacidade produtiva no sector primário. Este retrato é completamente desfasado da realidade

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Recandidatura de Passos Coelho é problema dele?

Dele ou nosso, Dr. Alberto João? É fundamentalmente nosso, excluindo o batalhão de privilegiados em que Vossa Excelência alinha.

Inaugure-se a Alameda Helena Matos!

No Blasfémias não se trabalha ao Domingo. É pecado. E quando um ou outro, por motivos imperativos e (a)patrióticos tem de defender o Coelho no santo dia, sente-se obrigado a cumprir os sacramentos da hóstia consagrada e da confissão. O blasfemo bloguer vai à Igreja de S. Roque para a sagrada penitência.

Cumprido o dever, de alma purificada e enfunada de sublime felicidade, dirige-se de seguida à Brasileira do Chiado, nas proximidades, olha com desdém para a estátua do Pessoa e bate-se com o café e o bolinho.

Por força do condicionamento da regra da publicação ou das normas de expiação, a inauguração da Avenida Álvaro Cunhal, por António Costa, ontem Sábado, favoreceu Helena Matos que, assim, não cometeu qualquer transgressão ‘blogueriana’. No tempo regulamentar, pôde fazer a defesa da abertura de uma Avenida António Oliveira Salazar em Lisboa. Justamente porque, alega a comediante, o que António Costa disse de Cunhal pode dizer-se ipsis verbis de Salazar.

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O amanuense Rosalino limita a liberdade sindical

Rosalino é sintrense, da terra de queijadas. Umas com qualidade, outras sem ela. Depende do fabricante, dos ingredientes e até da inspiração do pasteleiro.

O que acontece com o processo de fabrico das queijadas é semelhante ao que pode suceder no progresso etário, social e político de alguns indivíduos. Às vezes, saem azedos, prepotentes e ufanam-se de poderes que, no passado, jamais imaginaram alcançar. Rosalino, amanuense,  tipo Sousa Lara que pensou ter punido Saramago, é mais uma daquelas figuras burlescas, de espírito serventuário. Ingressou no Banco de Portugal (BdP) e então atingiu o zénite.

Com efeito, o banco central é o habitat natural de quadros da índole de Cavaco Silva, Oliveira Costa, António Borges, Vítor Gaspar e outras sinistras e arrogantes figuras. Por outro lado, mantém uma equipa de segundo plano; os tais amanuenses, tipo Rosalino, que, uma vez chamados a funções governamentais, encarnam a alma e o poder de Alexandre III da Macedónia, o Grande ou Magno, respeitando com fidelidade o pensamento aristotélico.

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Telemedicina – desde a informação escassa à propaganda

O ‘Público’, aqui, anuncia com ressonância e detalhe o arranque de um serviço de telemedicina, em cardiologia, entre Portugal (Lisboa) e São Tomé e Príncipe. A iniciativa é meritória, mas o estilo hiperbólico com que é anunciada é inapropriado.

A telemedicina em Portugal tem um prolongado historial envolvendo diversos pontos do País, que é abstruso e imperdoável omitir ou distorcer perante a opinião pública; caso do desproporcionado realce dado ao projecto antes referido. Cria-se a ideia de um pioneirismo, obviamente falso.

A fim de ter a noção de que a telemedicina, como prestação remota de cuidados de saúde e ensino médico à distância, é uma actividade com certa tradição e disseminada a nível geográfico e médico em Portugal, será suficiente consultar o portal do cidadão. Os centros e as especialidades abrangidas são, de facto, em número significativo. [Read more…]

A felicidade das prostitutas e dos seus filhos

A campanha era infeliz. Os brasileiros eliminaram-na. Em Portugal, sem publicidade, sabe-se que são os filhos delas os mais felizes.