O Diabo chegou e chama-se Sebastião

Ninguém sabe quem é o Sebastião mas também não falta quem queira assumir a identidade do novo herói da direita ressabiada. Um herói ao estilo Abrantes, com aquele toque manipulador socrático que esses liberais híbridos tanto apreciam, preparado para abater, na escuridão da penumbra, os alvos previamente determinados pelo tentáculo viscoso do polvo corrupto que tudo açambarca.

Sebastião Pereira, o mais recente sniper ao serviço da ganadaria do velho regime, surge do nada, num ápice é director da secção de fogos florestais portugueses no El Mundo, mas vamos a ver e não existe jornalista algum neste país com esse nome. Tal facto, como seria de esperar num país de tão rigorosa imprensa, rapidamente se transforma na voz da “imprensa internacional“, abrindo caminho para uma série de indignações fabricadas em laboratórios, repletos de abutres e traficantes de influências que afirmam levar este país a sério. [Read more…]

Os exames

Eu sei que tem havido fogos, mas que se saiba, o Ministério da Educação não andou a fazer de bombeiro. 

Quando é que é anulado o exame de português, no qual alguns alunos ficaram em vantagem devido a uma fuga de informação? 

E que tal o IAVE, sempre o IAVE, deixar de fazer de sonso quanto ao erro na correcção proposta para o exame de matemática?

Num governo de reversões, era bom deixar de repetir tiques de anteriores governos. 

A defesa de Pedro Passos Coelho

Há duas linhas de defesa a serem usadas quanto ao tiro nos pés que Passos Coelho deu em si mesmo. 

A primeira é que ele não mentiu. Foi induzido em erro e cometeu uma gafe. Poderíamos discutir se quem propaga uma mentira estará ou não a mentir, mas nem precisamos de por aí entrar. Passos Coelho afirmou que soube de um suicídio por “notícia particular”, que terá recebido de “pessoa de família”. Acreditando nas declarações de João Marques, que afirmou ter sido ele a levar Passos Coelho ao engano, então houve uma mentira factual e intencional. Assunto arrumado.

A outra linha de defesa é a relativização, pela afirmação de que Costa também mentiu. Apesar de não seguir atentamente tudo o que se diz, não me surpreende que assim seja. Mas este é um argumento que apenas serve para controlo de danos, procurando desviar a atenção do essencial: a mentira de Passos e a precipitação ao tentar tirar dividendos políticos da desgraça alheia. 

Como já antes referi, continuem assim que Geringonça agradece. 

His master’s voice

Ao ouvir o forum da TSF hoje e depois de ver os títulos dos anteriores depois do incêndio, por que será que sempre que o PS é governo a TSF (dita de referência) é mais exigente com a oposição?

Os suicídios de Pedrógão Grande, ou Como levar Portugal a sério

Foto: Nuno Veiga/Lusa@Funchal Notícias

Pedro Passos Coelho deslocou-se a Pedrógão Grande para fazer política e não resistiu à tentação do dividendo fácil pós-tragédia. Após ter sido briefado por João Marques (PSD), um “dinossauro” autárquico que governou o município fustigado pelas chamas entre 1997 e 2013, posteriormente afastado pela lei da limitação de mandatos e novamente candidato este ano, depois de curto interregno como provedor da Santa Casa da Misericórdia de Pedrógão, Pedro Passos Coelho agarrou a oportunidade e decidiu roubar os holofotes ao jornalista Sebastião:

eu tenho conhecimento já de vítimas indirectas deste processo, pessoas que puseram termo à vida, pessoas que em desespero se suicidaram, e que não receberam em tempo o apoio psicológico que deveria ter existido

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A Wikipédia é coisa de comunas; vamos criar uma Wikipédia para direitolas. 

Foi o que fez o escritor de ficção científica e militante de extrema-direita Vox Day, pseudónimo literário de Theodore Beale. Para isso, copiou os conteúdos da Wikipédia para um novo site, o Infogalactic (muito bom começo para quem endeusa a propriedade privada) e “convida” os leitores a endireitarem os conteúdos. Bom, simula que convida, pois a criação de contas que permitam editar conteúdos está sujeita a aprovação e, actualmente, nem sequer está a aceitar novas contas. Controlo sob as alterações, portanto.

Vox Day defende que um apoiante de Trump, de extrema-direita, não deveria ter que ler os mesmos conteúdos que um marxista leia. Por trás desta simples ideia está um gigante de preconceitos.

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O triste.

Confirma-se o desejo de cavalgar a tragédia para fins políticos. João Marques, provedor da Santa Casa do Diabo Que Finalmente Chegou, forneceu a matéria ao chefe, o qual não teve escrúpulos em a usar.

Declarou João Marques, candidato autárquico pelo PSD à Câmara de Pedrogão Grande:

Fui eu que dei ao dr. Passos Coelho uma informação errada. Julguei que a informação era fidedigna, e afinal não era. Felizmente não se confirma nenhum suicídio, ao contrário do que eu disse ao dr. Passos Coelho. [Expresso]

“que eu disse ao dr. Passos Coelho”, assim afirmou o provedor. E o que disse Passos Coelho?

Pedro Passos Coelho referiu a existência de “pessoas que puseram termo à vida em desespero”, com base em “notícia particular” que, segundo o próprio, terá recebido de “pessoa de famíalia [sic]”. Contudo, conforme o Expresso adiantou, nem Passos nem o PSD confirmaram essa informação antes de a denunciarem aos jornalistas. [Expresso]

Disse que recebeu a informação de “pessoa da família”.

Dois mentirosos, portanto. Costa agradece.

Crónicas do Rochedo XVIII – Incêndios, uma tragédia portuguesa

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No dia em que Portugal assistiu a uma das suas maiores tragédias colectivas escrevi, na minha página no facebook: “Nesta hora triste da nossa história colectiva aqueles que, como eu, não são “especialistas” devem remeter-se ao silêncio. E deixar quem sabe fazer o seu trabalho. É a melhor forma de respeitar quem está no terreno a trabalhar e quem está a ser vítima desta calamidade nacional“.

Já passou o tempo suficiente para o silêncio. Agora, mais a frio, vamos procurar uma análise política. Melhor dito, ao comportamento político dos agentes da dita.

Deve a Ministra demitir-se? O Governo de António Costa é culpado? De quem é, politicamente, a culpa?

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PCP, a lavar desde 1921

A foto p/b que ilustra isto diz tudo.

 

Daniel Sanches, o SIRESP e a SLN

É um clássico do bloco central. Um tipo está numa determinada empresa, vai parar a uma posição-chave num determinado governo, adjudica um determinado serviço à empresa onde trabalhou e regressa à mesma empresa, como se nada fosse. Mais tarde descobre-se que se pagou demais por esse serviço, que os contribuintes foram prejudicados, tresanda a promiscuidade e tráfico de influências por todo o lado, anunciam-se corajosas investigações, mas o Ministério Pública decide arquivar. E o nível de tolerância da sociedade portuguesa para com estes casos, ao contrário de outros parceiros europeus com quem tantos nos gostam de comparar quando convém, é quase absoluto. A dança de cadeiras, o centrão de “intercâmbio” de interesses e a plataforma de negócios parlamentar são implacáveis, esteja quem estiver no poder. [Read more…]

Hermínio Loureiro e o labirinto autárquico dos ajustes directos

Com a agenda mediática focada durante vários dias na tragédia de Pedrógão Grande, a detenção do social-democrata Hermínio Loureiro quase passou despercebida. Foi deputado, secretário de Estado e presidente da Liga Portuguesa de Futebol, tendo em 2013 sido reeleito presidente da CM da Oliveira de Azeméis, cargo que abandonou em Dezembro, para surpresa de muitos. Seis meses depois, na passada Segunda-feira, Hermínio Loureiro foi detido pela PJ, juntamente com seis outros suspeitos, acusados de crimes de corrupção activa e passiva, peculato, prevaricação e tráfico de influências.  [Read more…]

Festival Panda

Não é tão mau como pensava. É pior. Muito pior.

«A ideia de não aparecer-mos»?

Efectivamente, “de não aparecer-mos“.

O caso Sebastião Pereira

Há bordões que são repetidamente usados na política, num exercício de fornecer argumentos à retórica. Passando por alguns exemplos, lembro-me dos socialistas (ou os xuxas, como lhes chamam) só saberem gastar o dinheiro dos outros (como se não estivéssemos a pagar os desmandos da banca privada). Vem-me à memória os bafientos salazaristas da direita (como se a esquerda fosse um paraíso sem perseguições políticas). Ocorre-me a eficiência do privado, comparativamente à da gestão pública (fazendo tábua rasa da crua realidade de as empresas que foram privatizadas não terem melhorado os serviços, nem terem baixado os preços). Outro chavão que se ouve amiúde é que a esquerda é mestre na propaganda e no controlo da comunicação social (sem se referir a máquina “Maria da Luz” e passando uma esponja sobre o controlo accionista dos media). A lista poderia crescer bem mais e só vou acrescentar mais um exemplo para balancear, recordando o argumento da ética republicana (como se o escândalo das nomeações e da promiscuidade nos negócios não fosse igualmente forte entre os socialistas). Retirando os óculos partidários, vemos que o modus operandi é semelhante, independentemente da cor política.

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Acho muito bem!

PCP quer que o Governo explique escolhas para a Anacom“. Há coisas que têm que ser como água e azeite.

SIRESP para totós

A ideia nasceu no governo de Guterres. A PT começou a montar antenas a título experimental e sem custos no governo do Durão Barroso – foi a estratégia do facto consumado. Quando veio a concurso, não surpreende que os restantes concorrentes dissessem que este já estava decidido. A seguir, o governo do Santana Lopes adjudicou, já em gestão. Por fim, o Costa assinou novo contrato, depois de ter cancelado o anterior, mas mantendo o essencial.

Resumidamente, foi isto. Com mais uns pozinhos engraçados, tais como a forma como isto foi cozinhado durante o governo de Durão Barroso.

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Nunca desiludem

Há sempre um soldadinho de chumbo pronto para o primeiro tiro.

Sofia Vala Rocha nasce no Canadá em 1972 e vem para Portugal com quatro anos de idade. Estuda em Peniche e licencia-se em Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, com 14 valores. Além de jurista na cadeia Intermarché, foi chefe de divisão na Secretaria Regional de Educação da Madeira, assessora da vereação da Câmara Municipal de Lisboa, adjunta do Secretário de Estado da Cultura e consultora jurídica do PSD, na Assembleia Municipal de Lisboa.”

É público, vem na Caras, em entrevista à própria. Político na oposição não desilude, e muito menos com autárquicas à porta.

O Santo Ofício

À procura do D. Sebastião. Envergonhavam a PIDE!

Je suis Sebastião Pereira.

RIP

Li isto. E depois vi a capa do Público de ontem. E mais tarde li este comunicado.

E depois de ver que no Público de hoje nem uma linha sobre esta matéria (a da capa, porque o que interessa é a oposição interna ao Passos Coelho), percebi. O Público, que estava moribundo, morreu na noite de S. João.

 

 

A consciência do PS por mãos alheias

Já os partidos socialistas francês e belga se tinham pronunciado contra o Acordo de comércio e investimento entre a União Europeia e o Canadá (CETA); agora, foi a vez do PSOE declarar que vai retirar o seu apoio ao CETA, abstendo-se aquando da votação do Acordo no parlamento espanhol – lamentavelmente sem a coragem de assumir um tão urgente NÃO – o que não impedirá que o CETA seja ratificado pela Espanha, na próxima semana. Sánchez, o reeleito secretário-geral do PSOE, justificou a decisão de não alinhamento com a posição de Bruxelas pela “degradação dos direitos ambientais e laborais que o Acordo provoca”. Levou por isso um puxão de orelhas de Pierre Moscovici, comissário europeu dos assuntos económicos. E porque o PS português tem muito mais medo dos puxões de orelhas de Bruxelas do que de trair o nome que ostenta e além disso já sabe que pode contar com a indulgência do povo português, vai votar, enquanto não se poupa a esforços para fazer crer que o CETA é óptimo para o país, em favor desse Acordo em que os Estados têm obrigações e os investidores têm direitos; Acordo, cujas vantagens económicas até mesmo segundo os estudos da própria UE são residuais, mas que, como “acordo comercial de nova geração” vai, qual buldózer, interferir negativamente em quase todas as áreas da vida dos cidadãos e alargar mais as rédeas aos poderosos deste mundo. Senhores deputados do PS na Assembleia da República: ponham os olhos na vossa companheira Ana Gomes e rejeitem o CETA! Deveis lealdade é à vossa consciência e aos portugueses, não é a Bruxelas!

Tempos estes…

Muitas vezes gastamos aqui o nosso tempo, eu incluído, não quero obviamente excluir a minha quota-parte, limitando a discussão a questões académico-filosóficas sobre o papel do Estado. Se a saúde ou educação devem ser mais ou menos universais, com modelos de financiamento tendencialmente público ou privado, o maior ou menor alcance da segurança social, ou grau de intervenção do Estado na economia, são questões que têm a sua importância, sem dúvida alguma, sou dos que acreditam que quanto menor o Estado, menos possível será aprisiona-lo em prol de interesses. Outros terão opiniões divergentes, mas convém não ficarmos entrincheirados na defesa das nossas posições, porque isso acaba por nos tornar a todos uns perfeitos idiotas úteis, que servem como luva a obscuras práticas que muito beneficiam uma certa classe de parasitas. [Read more…]

O São João de Braga

Na Autêntica Braga, bimilenar cidade romana, corre-se atrás do Black Pig e corre-se a apagar o incêndio que ainda agora começou no Monte do Picoto, que é para toda a gente ver bem que em Braga a festa é festa é a maior festa popular do Minho, do Mundo.
Lançar balões é proibido,  lançar fogo-de-artifício não é proibido.
Vencidos os dias de luto nacional, e porque a tristeza não apaga as dívidas, nada mais que impeça a “floresta” de voltar a cumprir a missão: arder.
Gosto muito de Portugal em particular e de Braga em geral.
© fotos da noite de 23 para 24 de Junho de 2017.

 

Que abutres! 

As emissões televisivas à volta da desgraça humana atingem actualmente patamares de causar nojo. A TVI conseguiu dar mais um passo em direcção à fossa.

A Braga dos segredos de Batista da Costa

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Um “Encontro” ocultado, secreto, sem plateia, sem perguntas, sem respostas, apenas com jornalistas a segurar o microfone.

O administrador dos TUB Batista da Costa não tem tempo para responder a cartas registadas dirigidas à empresa municipal que administra mas – e é bom sabê-lo, – tem tempo para dar palestras em salas vazias. Com a conivência, claro, da imprensa da cidade.
Absolutamente mantida secreta e ocultada a conferência-monólogo que ontem “aconteceu”, o administrador da empresa municipal entende que os Transportes da cidade não são para serem debatidos: são para serem monologados.
Na melhor das hipóteses, debitados: o administrador debita, os jornalistas transcrevem.

Não há direito a perguntas. Os TUB não respondem a perguntas. O Batista da Costa manda dizer ao telefone que não responde a perguntas.
De positivo deste Encontro (há foto da plateia??) há a registar o facto de os autocarros virem, em breve a entrar no campus de Gualtar da Universidade do Minho, uma micro-cidade com umas 15 mil almas.

Como termo de comparação (e Braga é incomparável), o serviço concessionado de transportes urbanos CORGOBUS (Vila Real) entra no campus da UTAD desde a data da criação da empresa, 2004.
Já vamos com 13 anos de atraso.

É o autarca Ricardo Rio conivente com o silêncio em torno deste Encontro secreto, sem plateia? E porquê?

Factos alternativos em Pedrógão Grande

Vários órgãos de comunicação social, senão mesmo todos, noticiaram na passada Terça-feira a queda de um avião que combatia o fogo em Pedrógão Grande. As horas foram passando, os detalhes chocantes acumulavam-se e até testemunhas apareceram. A coisa foi de tal forma grave que o próprio comando operacional terá colocado em marcha uma operação de busca e salvamento, mobilizando para isso meios aéreos e uma equipa do INEM, alegadamente concentrados na área noticiada pela imprensa. [Read more…]

E ninguém se demite?

Segundo o PSD, um bombeiro ferido com gravidade no incêndio de Pedrógão Grande teve que esperar cerca de 10 horas até chegar ao hospital.  Pelo caminho, contam-se duas idas ao centro de saúde de Castanheira de Pera, unidade sem condições para tratar o bombeiro Rui Rosinha, que acabaria por dar entrada no Hospital da Prelada por volta das 06h de Domingo.

A confirmar-se o relato, estamos perante uma situação de absoluta gravidade, que deve ser alvo de um rigoroso inquérito para que as responsabilidades sejam devidamente apuradas. Não é compreensível que uma situação destas aconteça. Não é aceitável que um bombeiro gravemente ferido espere 10 horas por tratamento adequado. Não é admissível que tudo isto aconteça sem que rolem cabeças. Os ministérios da Saúde e da Administração Interna têm explicações a dar ao país.

Foto: Lusa@RTP

Indescritivelmente ridículo

Faltam-me palavras para descrever o facto de um imbecil ter chegado a este cargo. Volta Bush, que estás perdoado.

Síndrome do sobrevivente – a culpa de continuar a existir

Alguns amigos discordam do tom cáustico que muitos de nós têm usado na crítica à cobertura televisiva da tragédia de Pedrogão Grande. Por mim, admito que algumas das abordagens que aqui tenho feito têm sido algo duras, já que considero esta questão fundamental, e de um alcance que está longe de se limitar a estes eventos. Nesse sentido, julgo, até, ter sido contido. Para além de a maioria dos repórteres fazer um trabalho de manipulação das consciências na mais grosseira linha tablóide – enquanto nos estúdios se trata das tarefas de manipulação mais tecnicamente política – quase todos jogam um jogo muito perigoso ao insistir em remexer nas emoções e feridas emocionais das vítimas com, por vezes, o entusiasmo de um torturador. [Read more…]

Braga, cidade secreta

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Os Transportes Urbanos de Braga fazem acontecer amanhã uma conferência pública-secreta sobre “smart mobility”.
Não obstante, por razões desconhecido, o evento público e de acesso livre não está divulgado nos canais da empresa TUB nem via Câmara Municipal de Braga, seu accionista único.
A ideia é ficarem os oradores a falar para uma sala vazia, é isso?
Certo é que, no dia seguinte, vão aparecer nos dois jornais da cidade… as fotos dos palestrantes. Erro?

Incêndios: Bloco de Esquerda arrasa Governo

“Incompetência do Governo não pode encontrar justificação na meteorologia”

“Sabemos que as condições meteorológicas constituem uma variável importante no número de ocorrências de fogos florestais, mas não é legítimo responsabilizar apenas as condições meteorológicas como o Governo está a tentar fazer”, avançou. Para o dirigente bloquista, “a incompetência do Governo não pode encontrar justificação na meteorologia”.“Sabemos que a região sul da Europa e Portugal têm condições da floresta e meteorológicas propícias para a deflagração de incêndios, mas compete a um Estado competente colocar um dispositivo no terreno que permita contrariar os efeitos, tanto ao nível do ataque directo como da prevenção”, salientou o membro da comissão permanente do Bloco.“Não se conhecem deste Governo políticas florestais nem políticas de prevenção para a florestas”, acrescentou, sublinhando que, pelo contrário, o executivo tem apostado na liberalização do eucalipto e no ataque aos baldios, com a recente revisão da legislação.