Marinha Portuguesa

marinha_portuguesaVem-te e junta o teu corpo à nossa farda!

Gostos Não Se Discutem


“Quero ser tua”, Suzy – Festival Eurovisão da Canção
(ao que parece, ainda existe!)

Entendi

Jorge Manuel Jardim Gonçalves
A prescrição da multa do banqueiro Jardim (1 000 000 00) e, a caminho, a de Rendeiro (4 000 000 00) e de Oliveira Costa e respectivo bando (10 000 000. 00). A gelatina moral de Constâncio e de outros habilidosos do Banco de Portugal. Os banqueiros que se esquecem de declarar milhões ao fisco. Os ladrões do BPN que, em luxuosas mansões, gozam alegremente o produto dos seus desmandos. Os juízes complacentes (ou complacente$). Tudo nos termos da lei, claro.

Penso em quantos milhões de reformas, pensões, ordenados, apoios sociais é preciso roubar para pagar tudo isto e, perante o espectáculo, cada vez percebo melhor porque os mafiosos sicilianos se auto-designam “homens de honra”.

A pedra no Brave New Word do Portugal empobrecido

A raiva que o manifesto dos 70 provocou.

Almoçaventado

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Venham mais cinco, venham mais cinco. Dez à mesa, à volta dos “ossos”, a caminho de mais um ano de blog. Bom sol condimenta sempre a boa cozinha e hoje está um dia bem soalheiro.
E ao sol estamos tão bem! Acabada a refeição de ossos (salbo seija qu’eu num como dessas cousas), estamos na esplanada do Café Santa Cruz.
Eu ainda propus a Meta dos Leitões, mas como não tem comboio, o Dario não quis.
Sete ilustres cidadãos cumpridores e pagadores de impostos deslocaram-se de Portugal a Coimbra no IC 720. Chegados à tabela, a cidade recebeu-os em ombros e em êxtase…. E depois da doçaria, está na hora de mandar vir uns finos antes que o comboio nos venha recolher.
Uns finos é como quem diz. Há quem ataque uma aguardente, outros um gin, e entre conversas de pé de orelha se fazem cumplicidades ao som de interesses comuns. São sons que se cruzam, entre mistos de fait divers com temas mais profundos, de crenças e filosofias de vida.
Um abraço a quem não pôde vir e outro para os leitores, a razão última de se escrever.

Prova dos Nove, III

400O nojo continua, a pouca vergonha enfuna as velas, como aqui se lembrará neste dia, todas as semanas. Já agora – e sem perder tempo com comentários – importam-se de dar uns calmantes ao Rangel, ou, se for caso disso, reduzir-lhe a cafeína ou os fármacos para emagrecer? É que o homem está alucinado. Tanto, que o Assis até parece diferente do seu parceiro de centralão.

(Nota: deixei de ver este programa , mesmo que em passagem de zapping, desde o longínquo dia em que, passando por ele, ouvi este edificante debate: Constança C.S.: “o PCP tem uma posição sobre…”. Assis, atalhando seco e breve: “não interessa; o PC não passa de uma seita religiosa”. Rangel apressou-se a concordar. Rosas sorriu, encostou-se à cadeira e calou-se. Nunca cheguei a saber qual era a questão da Constança. Mas fiquei esclarecido. Só regressei agora, por não resistir à curiosidade de ver até onde vai o asco comunicacional neste como noutros programas. É por militância cívica, mesmo.)

Uma oportunidade perdida

O João José Cardoso já citou aquilo que o Carlos Reis, militante do PSD, escreveu na sua página de facebook (ver post anterior). Já aqui escrevi o meu espanto pela “marcha-atrás” do PSD nesta matéria e até recordei o que sobre o tema defendia o presidente do partido. Contudo, Carlos Reis comete um erro crasso: a orientação sexual de quem quer que seja não é para aqui chamada.

No resto, discordo em absoluto deste retrocesso do PSD. Foi uma oportunidade perdida.

Como saltam os armários

armario

O CDS mete-me nojo e causa-me escândalo moral. A hipocrisia de um Partido Político que é liderado por um homossexual mas que vota a favor da continuidade da discriminação de famílias e da orfandade forçada de crianças ultrapassa a minha capacidade de verbalização”, escreveu Carlos Reis no seu perfil de Facebook. O mesmo responsável também criticou a segunda figura do Estado Português. “Também me causa repulsa o papel ignóbil da Presidente Assunção Esteves: uma lésbica não poderia hoje recusar-se a participar naquela votação”, refere a propósito da parlamentar eleita pelas listas do PSD e agora presidente da Assembleia da República.

É uma citação. Acho que cada um sabe da sua vida privada, e coerência com ela, ou da utilização do Facebook como conversa privada ou não, limito-me (de forma assumidamente oportunista) a citar. Porque a atitude política de tantos deputados mete mesmo nojo e nisto nem há direita nem esquerda, muito menos centro: mero oportunismo político fazendo broche e minete em simultâneo à instituição e seus devotos que ainda sonham podê-los salvar, sempre a santa madre igreja. E com essa todo o meu oportunismo tem 100 anos de perdão.

Contas à moda do FMI

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Confrontado com a concorrência do FMI o próprio Ricardo Araújo Pereira admitiu que a sua carreira está em perigo, Herman José anunciou a retirada do mundo do espectáculo, enquanto João Miguel Tavares, Gomes Ferreira e outros humoristas dos jornais económicos confessavam o sonho de uma contratação para o departamento criativo da instituição internacional.

Tudo isto porque, num verdadeiro tratado de humor económico, o FMI acabou de demonstrar como a austeridade contribuiu para a redução da desigualdade em Portugal. As contas estão certinhas, embora contem apenas com quem vive do seu salário ou reforma e descontem os desempregados.

Nada como meter no mesmo saco os beneficiários do subsídio de desemprego e o Belmiro Amorim dos Santos, ou seja, a população inactiva portuguesa. Uns porque foram troikados, outros porque troikam. Todos iguais, uns ligeiramente mais que os outros.

Co-adopção por casais do mesmo sexo chumbada no Parlamento

Assim se vê que a consciência dos deputados – de alguns deputados – é mais permeável às consequências políticas do que às necessidades das crianças.

Na reunião, uma deputada social-
democrata emocionou-se e
anunciou perante os colegas que
decidiu mudar o seu sentido de
voto de favorável para a abstenção,
depois de ter sido contactada por
estruturas do partido nesse sentido.
Segundo relatos feitos ao PÚBLICO
(a reunião decorreu à porta
fechada), o líder da bancada do
PSD, Luís Montenegro, referiu que
os deputados têm liberdade de voto
por se tratar de uma questão de
consciência, embora devam
ponderar as consequências políticas
e partidárias sobre a viabilização
do diploma.[P]

A condução deste assunto por parte do PSD, desde o pseudo-referendo até esta ameaça velada,  é vergonhosa e conducente à desacreditação do Parlamento. E os deputados, mais uma vez, demonstraram que o são do partido e não da nação. Bastam cinco, já que para coro e coreografia se arranja mais barato usando uma foto de fundo.

Sexo oral sem pecado?

Basta pensar em Jesus.

Mafiosos e ovelhas masoquistas

Ovelha

Sim, eu sei que não é uma imagem muito simpática, mas é esse o papel que acabamos por fazer, todos os dias, a cada novo roubo perpetrado pelo “sistema” que é a teia de interesses que envolve o bloco central. Entre Rendeiros e Gonçalves que vão escapando a modestas multas pela criminalidade que praticam de forma impune, ficamos ontem a saber que o “parlamento” do ditador madeirense chumbou, apenas com os votos da maioria social-democrata, o inquérito proposto pelo PS para averiguar as condições em que foi entregue, sem concurso, a exploração de energia fotovoltaica do arquipélago do Jardimstão à empresa Eneratlântica Energias SA, detida pela Nutroton Energias SA.

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Dia de Luto Nacional?

Eu não estou de luto.

O Cheiro a Verão

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Special three

Nem imaginam como quando vejo isto fico com vergonha de as minhas iniciais serem JJ. Raisparta quem baptizou este gajo.

cenas da luta de classes

Maria Helena Loureiro

luta de classes

Iam sentadas à minha frente. As quatro muito direitas a agarrar as carteiras e os sacos. As quatro acima dos 60.

Uma delas usava perfume que se misturava com uma sugestão de lixívia. Falavam baixinho.

“Nunca vi uma casa com tanta janela!”, “E agora deu-lhe para querer uma limpeza geral ao sótão…”, “Se ela educasse a malcriada da filha em vez de me andar a moer o juízo…”, “Aquilo deve andar pelas ruas da amargura… fui dar com uma travesseira no sofá…”, “Ele entra mudo e sai calado!”, “Eu qualquer dia dou um pontapé no sacana do cão!”…

Patroas da R. Carlos Seixas e Bairro Norton de Matos, Uni-vos!
E, no entretanto, tranquem as portas.

Esperança

“Eu gosto muito deste governo”
Assinado: Hannibal Lecter

13 de Março de 2014, céu geralmente limpo

José Xavier Ezequiel

Que dia emocionante. Em Lisboa, baixa-se a bandeira a meia-haste pela morte do ex-cardeal. Francisco comemora um ano do papado mais ‘refreshing’ dos últimos séculos. O emplastro de Belém veta outra lei que implica directamente com as ‘suas despesas’. Há novas e excitantes imagens de bombardeamentos aéreos na Síria, de banhos turcos em Istambul e de ‘manifestações fascistas’ na Venezuela. Prosseguem, a bom ritmo, a batalha naval na Crimeia e o mistério do avião desaparecido em plena Ásia. A greve da CP, segundo fonte sindical, tem 85% de adesão. E Portugal acorda da ressaca do lançamento desse monumental saco de gatos que se chamou Manifesto dos 70.

Chega a dar-me ganas de me socorrer da Bíblia. Mas não me vem nenhuma citação jeitosa à memória. Fica para a próxima.

O PSD está melhor, mas o país está pior

“Sabes Pai, o Miguel fez anos hoje. O bolo dele era fixe. Mas ele estava triste”, diz o miúdo no banco de trás.

Ocupado por outras conversas mais telefónicas, questiono:

– “Porquê? Ele não é do BENFICA?”

– “Não é isso. Ele até chegou a chorar depois do almoço. O pai dele foi para outro país trabalhar e foi embora mesmo hoje. Nem sequer ficou para os anos dele. Ele está muito triste. Eu também chorei porque não queria perder o meu pai.”

Sem palavras, só pedi a Deus que me colocasse à frente do carro o Luís Montenegro e até podia ser na passadeira…

Danone Paga em Iogurtes

estagio_danone_iogurtesVerão 2013. Antes de sair de Portugal.
Adenda: durante o dia de hoje, a Danone apagou comentários da sua página fb [desmentido por um visitante da página]; aparentemente, deixou já de o fazer e está a dar as respostas possíveis aos muitos comentários aos estágios em troca de iogurtes. Eu próprio tenho interesse em saber se os iogurtes para oferta… são de pedaços, sempre matam melhor a fome.

Pleonasmo mafioso

Não vos parece que é o que está a acontecer no Dragão? Subir para cima? Descer para baixo? Nápoles no Porto?

O nome certo é nazismo

Equivalências segundo Vítor Cunha:

noite de cristalsocas

Entra a Alemanha na dança e a densidade do azeite comprova uma velha lei da física. É a sua música.

Como se sabe, os milagres não estão sujeitos a prova

ionline-20140311

Na passada segunda-feira, esta foi a capa do jornal i, o diário que, há uns anitos, se anunciou como  querendo fazer jornalismo diferente. “Milagre Machete” não parece indicar manipulação muito distinta da que se vê em outros órgãos de comunicação social que costumam andar de mão dada com o poder.

Para se perceber que não há milagre algum, que a descida das taxas de juro não se devem à acção do governo e que a euforia da “saída limpa”, seja lá o que isso for, não faz sentido, é de ler este artigo:  Porque desceram os juros da dívida nos periféricos da zona euro? Sumariamente, temos juros mais favoráveis graças ao BCE e ao Fed, factores externos, portanto. Tal como viremos a ter piores juros se houve um espirro no delicado equilibro europeu, por exemplo devido a uma guerra na Ucrânia.

Simples, não pagamos!

Felizmente percebo mais de bola do que de economia e por isso, continuo pobre. Não há aposta desportiva que resista a tanta ignorância. Ora, nas questões económicas sou mestre em procurar que no fim do dinheiro sobrem poucos dias, mas estou longe de ser um Jesus da alta finança.

Mas, não é preciso ser grande bisca nestas coisas para perceber que não é possível pagar a dívida do país e por isso os verdadeiros objectivos dos laranjinhas são outros: privatizar saúde, educação e água; baixar o custo do trabalho e refazer o estado salazarento.

Entendo e subscrevo o Manifesto dos 70, mas palpita-me que nem assim a coisa lá vai. Se eu só conseguir ganhar 100 euros por mês e tiver 20 meses para pagar a  minha dívida, segundo contas de alguns dos subscritores, seria necessário que a economia gerasse um crescimento de 7% todos os 20 meses, ou seja, seria necessário que em vez dos 100 euros eu conseguisse ganhar 107 todos os meses. Acontece que isso é praticamente impossível e quase nunca aconteceu. Logo, por maioria de razão, não vai acontecer.

Assim, a dívida não pode ser paga. Assumir a sua reestruturação é um primeiro passo que me parece acertado e equilibrado. É este o caminho. É por isto que o BE, o PC e o PS devem lutar. Desde já.

Brincar às dívidas

Projecto Farol

O Projecto Farol lançou um simulador,  “A minha proposta de redução da dívida pública“, onde se pode brincar com três variáveis e concluir ao fim de quantos anos é que a dívida pública atinge os 60%.

Segundo este projecto, o Governo prevê teremos uma taxa de crescimento real do PIB de 1,27%, um saldo primário de 3,50% e  uma taxa de juro nominal de 4,30%, o que permitirá que a dívida pública atinja os 60% daqui a 26 anos.

Estes indicadores fazem sentido? Olhemos para o respectivo histórico (gráficos disponibilizados pelo Projecto Farol).

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Uma Parte da Humanidade


(ainda nos dias que correm) Conhece outra parte da Humanidade na mira de uma arma automática e telecomandada.
Preferia eu que se conhecessem ambas as metades na ponta dos lábios.

As 500 condenações do MEC e a saga dos contratados

Santana Castilho*

A história é conhecida e o problema é velho. Já em 1982, quando passei pelo Governo e me empenhei em o resolver, separando a profissionalização da formação e integrando nos quadros todos os professores com três contratos anuais completos, encontrei, entre outras, oposição sindical. Rolaram os anos e o anacronismo aumentou com as sucessivas alterações aos concursos para provisão de lugares de quadro. Somaram-se as injustiças e criaram-se castas. Há professores contratados com mais de duas dezenas de contratos, que satisfizeram sempre, passe a redundância, necessidades permanentes de ensino, referidos como assalariados de necessidades temporárias. Podem ter mais tempo de serviço que os colegas do quadro, as mesmas ou habilitações superiores até, deveres e responsabilidades idênticas. Mas têm menor salário e mais horas de componente lectiva. Porque não pertencem aos quadros, não têm qualquer horizonte de progressão profissional. Porque são escravos novos, não podem aspirar a vida familiar estável e são classificados anualmente sem hipótese de acederem à notação máxima. [Read more…]

Não, não, o primeiro-ministro é homem de palavra

Hoje: Repôr salários e pensões significaria “reabrir um problema”, diz Passos. No entanto, em Setembro de 2012

Sobre o manifesto que Passos não leu e sobre a sua reacção típica de pensamento único e de falar ser anti-patriótico, que a ditadura dos mercados poderá retaliar

Bagão Felix, um perigoso comunista, agora na Antena 1, citando entidades europeias: com uma dívida pública superior a 120% do PIB, será preciso, ao ano, reservar 7% da riqueza nacional para os encargos da dívida e respectiva amortização exigida pelos tratados  europeus que assinámos.

Estado salva milionário do BPN da falência

Não é preciso acrescentar palavras, basta ler no DN:

Com uma dívida de 193 milhões de euros, Emídio Catum recebeu luz verde da Parvalorem para aderir a um plano de recuperação.

A nojeira resume-se a isto:

  • Emídio Catum,  através da sua empresa Pluripar, está entre os principais devedores do antigo BPN e, como tal, da Parvalorem.
  • A Parvalorem gere o buraco BPN. Por sua vez, Francisco Nogueira Leite, do grupo de Passos Coelho, gere a Parvalorem.
  • A Parvalorem deu luz verde ao Processo Especial de Revitalização, pedido pela Pluripar, isto é por Emídio Catum, para tentar contornar a falência. Ou seja, salvou a Pluripar da falência.
  • Em causa está uma dívida de 193 milhões de euros.

BPN, PSD e amigos: toda uma teia de interesses a minar o Estado. Estou a ser injusto – parece-me ouvir? Então porque é que neste caso o fisco preferiu a falência à recuperação? Há filhos e enteados, é isso?

Mais um caso para recordar de cada vez que o primeiro-barítono vier para a televisão com a cantiga do bandido. Ah e tal, os sacrifícios e o rigor.

Já agora, o negócio falido de Catum envolveu troca de terrenos, construção e futebol. É top.