Não vos parece que é o que está a acontecer no Dragão? Subir para cima? Descer para baixo? Nápoles no Porto?
O nome certo é nazismo
Equivalências segundo Vítor Cunha:
Entra a Alemanha na dança e a densidade do azeite comprova uma velha lei da física. É a sua música.
Como se sabe, os milagres não estão sujeitos a prova
Na passada segunda-feira, esta foi a capa do jornal i, o diário que, há uns anitos, se anunciou como querendo fazer jornalismo diferente. “Milagre Machete” não parece indicar manipulação muito distinta da que se vê em outros órgãos de comunicação social que costumam andar de mão dada com o poder.
Para se perceber que não há milagre algum, que a descida das taxas de juro não se devem à acção do governo e que a euforia da “saída limpa”, seja lá o que isso for, não faz sentido, é de ler este artigo: Porque desceram os juros da dívida nos periféricos da zona euro? Sumariamente, temos juros mais favoráveis graças ao BCE e ao Fed, factores externos, portanto. Tal como viremos a ter piores juros se houve um espirro no delicado equilibro europeu, por exemplo devido a uma guerra na Ucrânia.
Simples, não pagamos!
Felizmente percebo mais de bola do que de economia e por isso, continuo pobre. Não há aposta desportiva que resista a tanta ignorância. Ora, nas questões económicas sou mestre em procurar que no fim do dinheiro sobrem poucos dias, mas estou longe de ser um Jesus da alta finança.
Mas, não é preciso ser grande bisca nestas coisas para perceber que não é possível pagar a dívida do país e por isso os verdadeiros objectivos dos laranjinhas são outros: privatizar saúde, educação e água; baixar o custo do trabalho e refazer o estado salazarento.
Entendo e subscrevo o Manifesto dos 70, mas palpita-me que nem assim a coisa lá vai. Se eu só conseguir ganhar 100 euros por mês e tiver 20 meses para pagar a minha dívida, segundo contas de alguns dos subscritores, seria necessário que a economia gerasse um crescimento de 7% todos os 20 meses, ou seja, seria necessário que em vez dos 100 euros eu conseguisse ganhar 107 todos os meses. Acontece que isso é praticamente impossível e quase nunca aconteceu. Logo, por maioria de razão, não vai acontecer.
Assim, a dívida não pode ser paga. Assumir a sua reestruturação é um primeiro passo que me parece acertado e equilibrado. É este o caminho. É por isto que o BE, o PC e o PS devem lutar. Desde já.
Brincar às dívidas

O Projecto Farol lançou um simulador, “A minha proposta de redução da dívida pública“, onde se pode brincar com três variáveis e concluir ao fim de quantos anos é que a dívida pública atinge os 60%.
Segundo este projecto, o Governo prevê teremos uma taxa de crescimento real do PIB de 1,27%, um saldo primário de 3,50% e uma taxa de juro nominal de 4,30%, o que permitirá que a dívida pública atinja os 60% daqui a 26 anos.
Estes indicadores fazem sentido? Olhemos para o respectivo histórico (gráficos disponibilizados pelo Projecto Farol).
Uma Parte da Humanidade
(ainda nos dias que correm) Conhece outra parte da Humanidade na mira de uma arma automática e telecomandada.
Preferia eu que se conhecessem ambas as metades na ponta dos lábios.
As 500 condenações do MEC e a saga dos contratados
Santana Castilho*
A história é conhecida e o problema é velho. Já em 1982, quando passei pelo Governo e me empenhei em o resolver, separando a profissionalização da formação e integrando nos quadros todos os professores com três contratos anuais completos, encontrei, entre outras, oposição sindical. Rolaram os anos e o anacronismo aumentou com as sucessivas alterações aos concursos para provisão de lugares de quadro. Somaram-se as injustiças e criaram-se castas. Há professores contratados com mais de duas dezenas de contratos, que satisfizeram sempre, passe a redundância, necessidades permanentes de ensino, referidos como assalariados de necessidades temporárias. Podem ter mais tempo de serviço que os colegas do quadro, as mesmas ou habilitações superiores até, deveres e responsabilidades idênticas. Mas têm menor salário e mais horas de componente lectiva. Porque não pertencem aos quadros, não têm qualquer horizonte de progressão profissional. Porque são escravos novos, não podem aspirar a vida familiar estável e são classificados anualmente sem hipótese de acederem à notação máxima. [Read more…]
Não, não, o primeiro-ministro é homem de palavra
Hoje: Repôr salários e pensões significaria “reabrir um problema”, diz Passos. No entanto, em Setembro de 2012…
Sobre o manifesto que Passos não leu e sobre a sua reacção típica de pensamento único e de falar ser anti-patriótico, que a ditadura dos mercados poderá retaliar
Bagão Felix, um perigoso comunista, agora na Antena 1, citando entidades europeias: com uma dívida pública superior a 120% do PIB, será preciso, ao ano, reservar 7% da riqueza nacional para os encargos da dívida e respectiva amortização exigida pelos tratados europeus que assinámos.
Estado salva milionário do BPN da falência
Não é preciso acrescentar palavras, basta ler no DN:
Com uma dívida de 193 milhões de euros, Emídio Catum recebeu luz verde da Parvalorem para aderir a um plano de recuperação.
A nojeira resume-se a isto:
- Emídio Catum, através da sua empresa Pluripar, está entre os principais devedores do antigo BPN e, como tal, da Parvalorem.
- A Parvalorem gere o buraco BPN. Por sua vez, Francisco Nogueira Leite, do grupo de Passos Coelho, gere a Parvalorem.
- A Parvalorem deu luz verde ao Processo Especial de Revitalização, pedido pela Pluripar, isto é por Emídio Catum, para tentar contornar a falência. Ou seja, salvou a Pluripar da falência.
- Em causa está uma dívida de 193 milhões de euros.
BPN, PSD e amigos: toda uma teia de interesses a minar o Estado. Estou a ser injusto – parece-me ouvir? Então porque é que neste caso o fisco preferiu a falência à recuperação? Há filhos e enteados, é isso?
Mais um caso para recordar de cada vez que o primeiro-barítono vier para a televisão com a cantiga do bandido. Ah e tal, os sacrifícios e o rigor.
Já agora, o negócio falido de Catum envolveu troca de terrenos, construção e futebol. É top.
Bem feito!
A defesa no processo Face Oculta tentou truques dilatórios, levou “multa” de 408 euros e vestiu a pele de hipócrita, pelo “receio de ameaça de condenação em custas”. Devia era levar vermelho, pelo penálti simulado.
Já agora…
É oficial. Por muito que custe a Passos Coelho & cia., começou a operação “Marcelo à presidência”.
Já se citam sondagens a mostrar a importância do homem e a evidenciar como uma chusma de basbaques anseia pelo Sr. Prof.. Por mim, modestamente – e só para minha edificação pessoal – requereria ao putativo candidato me informasse sobre uma – uma, não é pedir muito! – convicção que tivesse. Uma posição sobre qualquer coisa. Algo diferente do charco de tautologias onde costuma nadar, das habilidades retóricas que tanto impressionam os papalvos, dos truques com que afaga a preguiça mental dos seus ouvintes.
O manifesto da descoberta da roda
Mais um manifesto, é muito abaixo-assinado para o meu gosto, mas este certeiro, afinando da direita à esquerda o coro do óbvio: esta dívida pública não será paga.
Chama-se mínimo denominador comum da evidência denunciando o jogo da mentira e sua propaganda. Toda a gente o sabe, da nacional direita absolutista mais ou menos extrema aos próprios credores.Honrar os nossos compromissos, dito por Passos Coelho, o vigarista da formação em segurança nos aeroportos encerrados, não passa de propaganda, a máquina de propaganda que nos inferniza: apelar à honra para instalar a receita do não há alternativa, ou seja: destruir o estado social, privatizar a vida, reduzir Portugal a uma estância turística asiática da Europa, carregada de bons negócios para os do do costume e a mais abjecta miséria para os habituais. [Read more…]
Finalmente, conheci o Igor!
É verdade, este menino por quem eu sentia muito carinho mesmo sem o conhecer, veio ao meu encontro no Domingo passado.
Quer dizer, ele não veio bem ao meu encontro, veio «caminhar» com os poucos, mas bons que se juntaram numa caminhada solidária que tinha por objectivo angariar alguma ajuda financeira para a família poder pagar as suas terapias diárias.
Tal como já tinha visto nas fotos, apesar de tudo o que, com os seus pequeníssimos dois anos e meio o Igor já sofreu, apesar de ter recentemente perdido o pai para a emigração, é de um sorriso fácil, é uma criança doce, é um amor de menino. [Read more…]
A surpresa vem do Porto
No campeonato nacional de voleibol feminino o Colégio do Rosário (Porto) está a ser a surpresa, que, em boa verdade era esperada.
Depois do fim da primeira fase, ficaram apurados para a fase final os dois finalistas da época passada – o Ribeirense (Açores) e o Leixões (Matosinhos) – o Belenenses (Lisboa) e o Colégio do Rosário (Porto).
Nesta fase as quatro equipas jogam todas contra todas, mas em jornadas duplas. Este fim-de-semana o Rosário venceu, em casa, os dois jogos contra o Ribeirense e o Leixões ganhou também ao Belenenses os dois jogos.
Faltam ainda seis jogos a cada equipa e por isso o espaço de manobra é pouco. O Rosário tem 28 pontos, mais 5 que o Rosário e mais onze que o Leixões. Assim, mesmo que o Leixões recupere 6 pontos (dois jogos em casa contra o Rosário) ficará a cinco e …
Contado que o Belenenses irá perder os seis jogos, a chave para a qualificação estará nos Açores onde o Leixões tem que ir ganhar para ter alguma possibilidade de chegar à final.
Parece-me, no entanto, que a final está desenhada e por isso a minha aposta vai para um Ribeirense / Rosário.
RMD faz de conta que se esqueceu para onde está a ir o dinheiro: banca
O mundo mudou. “Rigor nas contas públicas” passou a ser sinónimo de “austeridade”. Como se fosse “austero” viver sem recorrer ao endividamento. [31]
Bombas fétidas

Todos as conhecem. São uma das mais detestáveis brincadeiras de Carnaval. Mas, nesta quadra, são a melhor metáfora para o início da campanha eleitoral quando queremos caracterizar os discursos de alguns protagonistas.
Lá aparecem as tentativas de revisão da legislação que regula o acesso aos media. Lá vêm os opinadores do costume, segundo a maioria dos quais tudo devia ser regido pelos famosos “critérios editoriais”, que, sendo as coisas o que são, dariam o resultado que todos adivinhamos. Para já, os do costume vão-se locupletando. Estou a admirar, sobretudo, a distribuição de papéis pelos vários actores.
Cavaco aparece hoje a fazer o mais pornográfico apelo ao “bom senso” dos portugueses para que estes votem nos partidos subscritores do pacto troikeiro. Os candidatos a candidatos a Belém desdobram-se em declarações de amor ao bloco central – já nem se preocupam em referir o CDS, que fará o que lhe mandarem para sobreviver. Seria, pois, de esperar, que os candidatos Dupont et Dupond – Assis e Rangel, bien sûr – se atirassem como gato a bofe a este eleitorado. Mas não. [Read more…]
Cursos vocacionais: e agora?
Já muito se escreveu sobre os cursos vocacionais e o que há para escrever servirá apenas para tornar ainda mais negras as cores deste fundamentalismo ideológico de Nuno Crato. O modelo escolar alemão claramente dividido em duas vias está mais do que experimentado e muito longe de produzir os resultados esperados, isto dando de barato que é possível importar modelos organizacionais tal como se importa um opel ou uma salsicha.
Os cursos vocacionais estão a ser espaços para as coisas mais absurdas, nomeadamente, agressões bárbaras a colegas de escola, a professores e a funcionários. A coisa está em tal estado que já há diretores a pedir a colegas que aguentem as coisas até ao fim do ano porque não há nada mais a fazer.
Aprendizagens zero, com taxas de insucesso muito perto dos 100%.
Só que agora, temos um problema. Alguns cursos do 2º ciclo chegam agora ao fim do equivalente ao 6º ano e a estes alunos só resta uma de duas coisas:
– passam nos exames nacionais e podem transitar de via, entrando no ensino regular (7º ano);
– não passando, ficam retidos no 2ºciclo ou então a escola é obrigada a criar um vocacional de 3º ciclo (equivalência a 7º, 8º e 9º) para continuar a desgraça.
A primeira hipótese é tão provável como o Porto ser prejudicado por um árbitro – é uma hipótese possível, mas apenas académica.
No segundo caso, fazer avançar a cangada para o terceiro ciclo resulta apenas numa forma de continuar a fazer de conta. Manter o grupo no 2ºciclo é apenas repetir o erro.
E, enquanto isso, professores, funcionários e direções desesperam com um retrocesso aos anos 80, ao tempo em que a minha geração abandonou a escola algures entre o 7º e o 8º…
Repare caro leitor que estes vocacionais são claramente promotores (indutores!) de abandono escolar, num país que tem uma escolaridade de 12 anos. Dirão os menos atentos que quem não quer estar na escola, deve sair.
Pois, mas saindo, vão para algum lado, não?
Para as prisões? Ou para as Juventudes Partidárias?
Palpita-me que estamos perante a quadratura do círculo.
O Pelotiqueiro
No seu artigo no Público de sábado, Pacheco Pereira entende as mentiras do Primeiro Ministro e a densidade que o mesmo concede à sua própria palavra como fruto de uma geração de políticos que se caracteriza por um “amoralismo que não é um pragmatismo”, nem sequer “um oportunismo”, mas “uma ignorância e uma indiferença, um egoísmo obsessivo, mas de muito pouco alcance”. Mais tarde, salientando que a sua vigarice vocabular não é sequer muito sofisticada e que “o dolo é muitas vezes grosseiro”, conclui que é obsceno e imoral o Primeiro Ministro tratar assim as pessoas.
Pacheco Pereira é um esteta e a sua insuficiência enquanto político nesse simples facto radica. A geração de políticos a que se refere quando pensa no Primeiro Ministro não é propriamente amoral porque a ideologia que subscreve é todo um programa de vida que se tece numa extensa rede de cumplicidades. Passos Coelho e os seus acólitos obedecem a um preciso código recheado de imoralidades, nos termos do qual os fins justificam os meios e os meios justificam qualquer fim,independentemente da vítima e mesmo do resultado. [Read more…]
Vexame na Eros Porto
Fui, esta tarde, com uma amiga à Eros Porto. Chegadas à bilheteira, pedimos dois bilhetes de casal.
Quem estava a atender, um senhor que falava Espanhol e não Português, sujeitou-nos, logo ali, a diferentes perguntas, todas elas muito invasivas da nossa privacidade. «Viveis na mesma morada?, Sois casadas?, Sois lésbicas? Eu tenho que saber para poder vender o bilhete de casal. Dás-lhe um beijo?» [Read more…]
S. João Baptista
Firmeza

As vozes indignadas da UE e, mais ainda, dos EUA, estudam com denodo medidas a aplicar à Russia. Chegaram a propor sansões que passariam pelo congelamento das contas bancárias dos cidadãos russos, informa a imprensa em geral.
O senhor Cameron, no recesso do seu gabinete, lê tudo isto. E ocorrem-lhe coisas preocupantes. Pensou nas contas dos milionários russos que enchiam os offshores britânicos – a começar por Londres ; pensou no destino de clubes como o Chelsea se os seus proprietários se zangassem; pensou nos pingues proventos das empresas britânicas sediadas ou dependentes da Rússia.
Varreu tais preocupações da cabeça e, erguendo-se firme, ditou altaneiro, com ar de Wellington, o seguinte memorando ao seu secretário, que o deveria imediatamente comunicar a Putin: ” Senhor Putin, tem 100 anos para levantar a mão dos assuntos ucranianos! Ou sofrerá as consequências!”.
Antícona
Até à chegada do comboio a Lhasa, no Tibete, em 2006, o recorde de ponto ferroviário mais elevado do mundo pertencia a Antícona (ou Ticlio, Peru), a 4.830 metros acima do mar. Feliz Dia Internacional da Mulher!
Oitos de março
O Dia Internacional da Mulher foi estabelecido a partir da data de uma greve de operárias nova iorquinas, em 8 de Março de 1857. Ou talvez não. Rezam algumas crónicas que patrões e polícias trancaram as mulheres dentro da fábrica, lançaram-lhe fogo, e 129 morreram carbonizadas.
Embora factos como este tenham sucedido mais de uma vez num século XIX liberal, quando os patrões faziam mesmo o que queriam, existe um misto de lenda e história na escolha da data.
Prefiro outra lenda, a do Pão e das Rosas, por vezes misturada com as do 8 de Março, que tem origem num poema com o mesmo nome da autoria de James Oppenheim, publicado em Dezembro de 1911, e oferecido às “mulheres do Oeste”. Está geralmente associado a uma greve do sector têxtil em Lawrence, Massachusetts, em Janeiro-Março de 1912, e que ficou conhecida pela Greve das Rosas e do Pão. A greve de Lawrence, que uniu dezenas de comunidades imigrantes foi, em grande parte, conduzida por mulheres. Muitos afirmam que, durante a greve, algumas das mulheres transportavam um cartaz que dizia Queremos pão mas também queremos rosas! Não existem provas fiáveis que o confirmem, e esta afirmação foi rejeitada por alguns veteranos da greve de Lawrence, provavelmente homens, está-se mesmo a ver. [Read more…]




Depois de 












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