O Daniel desapareceu

É português, desapareceu e os aflitos pais não são amigos de chefes de governo ou de empresas mediáticas. Agradece-se a máxima divulgação destas fotos.

A quem tiver visto o Daniel ou dele tenha qualquer informação, solicita-se o contacto urgente para o pai, Fausto Jesus de Carvalho

Tel.:

Adenda: fomos informados acerca da falsidade deste caso que aqui deixámos.  O Aventar está sempre disponível para quem de nós necessite, divulgando situações extremas. Sendo este um falso alarme, desde já pedimos as nossas desculpas aos leitores. Por razões óbvias, retirámos o número de telefone até agora indicado para contactos.


A Manifestação de todos

Eu fui à manifestação. Fui com a minha mulher e a minha filha. Fomos.

 

Os motivos que a ela nos levaram eram diferentes daqueles que motivaram os meus vizinhos a marcar, igualmente, presença. Nos Aliados encontrei muitas caras com quem me cruzo ao longo dos anos. Na rua, no futebol, na política, no jornalismo, nas lojas, na farmácia, no supermercado ou no restaurante.

 

Ao meu lado um grupo protestava contra os recibos verdes. Eu prefiro protestar conta o esbulho fiscal nos recibos verdes. Outros preferem protestar contra o facto de recibos, sejam eles verdes ou azuis, nem vê-los.

 

Junto ao antigo Império protestam contra toda a classe política. Eu prefiro protestar contra este Governo, o que não é bem a mesma coisa. Mas anda lá perto. Vi mães a protestar contra a falta de emprego para os filhos e netos. Eu protesto, sim, mas pela criação de trabalho, de mais investimento privado sem subsídios/dependências do Estado.

 

Muitos protestavam contra as políticas do governo e eu sigo-os aproveitando para protestar contra as políticas do facilitismo e do curto prazo. Outros, num canto mais distante, protestam contra tudo e todos.

 

Cada um dos manifestantes esteve nos Aliados e na Batalha por motivos bem diferentes e essa diversidade foi patente a quem perdeu algum tempo a observar a multidão. Na(s) praça(s) estiveram os saudosos de Lenine de braço dado com os desejosos de um novo Salazar assim como estiveram, em maioria, aqueles que querem algo tão simples: um Portugal bem diferente.

 

O espantoso deste movimento verdadeiramente espontâneo é essa diversidade que uniu, numa tarde mal disposta e ameaçadoramente chuvosa, gente da direita à esquerda passando por independentes e por aqueles que sabem lá o que é a Social-democracia, o Socialismo, o Comunismo, a Democracia Cristão, o Liberalismo ou o Conservadorismo.

 

Apenas uma coisa nos uniu a todos: um forte sentimento de BASTA deste governo. Foi esse o único cimento agregador de todos estes milhares de portugueses e portuguesas que se juntaram na Batalha e nos Aliados. Uma vontade avassaladora de ver Sócrates e os seus ministros pelas costas, rapidamente e em força.

 

Eu estive na manifestação. Mesmo concordando com boa parte do que Joel Neto escreveu hoje na Notícias Magazine assim como subscrevendo muito do que escreveu, na mesma revista, o Carlos Abreu Amorim. Independentemente daquilo que separava os milhares que marcaram presença, a ausência seria a demissão daqueles que afirmam desejar um Portugal diferente. Isso bastou para rumar ao centro da minha cidade.

 

É tempo de dizer BASTA.

Médico, o 1.º blogger condenado em Portugal

Um médico de Avis, segundo o ‘Sol’, foi alvo de uma sentença, por ter publicado um ‘post’ a criticar com dureza o jornalista Fernando Esteves da revista ‘Sábado’. A pena foi de 40.000 euros de indemnização e 133 dias de prisão.

Ainda segundo o ‘Sol’, no respectivo acórdão, a juíza Joana Ferrer Antunes exarou as seguintes considerações:

O arguido, pela sua capacidade, pelo discernimento que tem e em face das circunstâncias concretas da situação, podia e devia ter agido de outro modo, não podendo o tribunal esquecer-se que se trata de um médico. Por isso, não se ter mantido no exercício correcto dos seus direitos merece reprovação e censura da ordem jurídica

O médico em causa, Dr. João Adélio Trocado, referiu-se, de facto, ao jornalista em termos anti-cordiais, no  blogue ‘Médico Explica Medicina’. Todavia, é curioso constatar que “não podendo o tribunal esquecer-se que se trata de um médico…”  significa que o estatuto sócio-profissional, e não apenas o ilícito cometido, foi igualmente determinante para a sentença. [Read more…]

as minhas memórias-15-tu e eu e depois todos nós

estudantes de todo o mundo trabalham para desnvolver o si país

Decorriam as férias de verão, éramos estudantes, supostamente a descansar durante um período de três meses, divididos em dois grupos participávamos nos trabalhos do campo com os camponeses da Cordilheira dos Andes e, paralelamente, um grupo alfabetizava, enquanto o outro, preparava as matérias das cadeiras deixadas para exames. Eram raros os que aprovavam. Muitos os que alfabetizavam. O dormir em tendas de campanha no chão, comer o fornecido pela população rural, receber ajuda da Cáritas, Amnistia, ou Governo, ou, ainda das nossas famílias, era uma surpreesa para todos nós. Assim íamos construindo escolas e abrindo caminhos, enquanto retirávamos ideias das actividades observadas e as devolvíamos definidas, desenvolvidas, com palavras e ideias novas. Não era apenas ensinar a ler e a escrever, mas sim, a entender, como Paulo Freire nos ensinara. Tínhamos entre 18 e 22 anos. Éramos arquitectos,

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Apoiar boas causas:

O PR After Work Norte vai procurar juntar os diferentes “Comunicadores” dispostos a participar num evento informal. Nada como aproveitar este momento especial para divulgar e apoiar três diferentes Instituições/Associações cujo trabalho merece todo o nosso apoio e que melhor local para o fazer do que este?

Já foi divulgada a primeira Associação, a “Animais de Rua“. Nos próximos dias serão divulgadas as restantes. Não se esqueçam de aparecer por lá.

O papel do movimento associativo

As questões levantadas com a recente descoberta de uma idosa que faleceu na solidão da vida e permaneceu numa solidão de morte durante 8 ou 9 anos (e todos os casos seguintes que vieram a público graças à capacidade inata da comunicação social de transformar o óbvio em tendências abruptas) recordaram-me as noções de vicinidade e laços sociais. Quando a humanidade passou por fases eminentemente rurais (e hoje caminhamos aceleradamente para uma situação de urbanismo global) a sobrevivência estava assegurada por recursos e espaços devidamente controlados, mas sobretudo, por uma coesão sanguínea e afinitiva que as cidades não autorizam por várias razões: entre elas a composição dos novos agregados familiares. E, no caso de Portugal, um país eminentemente litoralizado, em que as relações já não se baseiam no sangue, nem na afinidade ou na vicinidade, como resolver esta solidão, estes casos de alienação social forçada? [Read more…]

As minha memórias – 4 – Produção rural

Casa de inquilino no Chile e na América Latina

O título da música que aparece neste capítulo, não é parte do texto que pretendo lembrar. Refere-se a uma batalha denominada Guerra do Pacífico ou de Arica, que narrei noutro capítulo destas memórias. Porém, demos uma «espreitadela» a esse dia 7 de Junho de 1880, em que os chilenos assaltaram uma rocha de 150 metros (as restantes dimensões desconheço-as) de altura sobre o nível do mar. Morro de granito sem outra entrada que pelo costado sul da praia de Arica, o lado peruano. Os chilenos, determinados a entrar no Peru, não tinham outra alternativa senão escalá-la pela íngreme encosta chilena, com recurso a baionetas e cordas. Após várias horas de luta, os chilenos conseguiram tomar posse do morro, esse outeiro arredondado e insulado. A Batalha de Arica, também conhecida como o Assalto e Toma do Morro de Arica, enfrentou à República Peruana contra a República de Chile no sul do Peru. A luta foi cruenta, sendo o campo de batalha a cidade de Arica em Junho de 1880.

A historiografia peruana considera a batalha a mais dura de todos os enfrentamentos ocorridos desde o 27 de Maio hasta o 7 de Junho de 1880.

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No Terreiro do Paço e em Dallas

Há quase cinquenta anos, um misterioso tiroteio em Dallas, tornou possível testemunhar quase em directo, o assassínio de um Chefe de Estado. Na ocasião, John Kennedy – uma das mais colossais fraudes mediáticas do passado século – foi abatido aos olhos de uma população chocada e incrédula. As imagens do acontecimento, são igualmente o testemunho da normal aflição de Jackie Bouvier Kennedy que desvairada, rasteja pela parte traseira da limusina presidencial. O pânico daquela mulher, a cabeça estilhaçada do presidente e a tragédia interiorizada por um povo inteiro, remete-nos para aquele outro dia, pouco mais de meio século antes, quando o landau preto, transportava a família real portuguesa. Os mesmos sons de tiroteio, as correrias apavoradas dos atónitos espectadores da matança, a coragem abnegada de cocheiros, polícias e de alguns populares. Mas neste caso, o que a memória colectiva registará para sempre, foi a atitude de uma mulher que erguendo-se na carruagem, teve o braço firme que faltou ao governo, à policia e à população que escapou amedrontada. Dª Amélia não fugiu nem procurou proteger-se. Mais do que a própria vida, defendeu os seus e com a esta demonstração pública de abnegada coragem, honrou o trono e a sua pátria de eleição.

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São burros, são extrema e irreversivelmente burros!

Haverá saída?


Estou-me a referir, neste caso aos elementos do nosso governo, governo esse que tutela a CP e que por inerência define os objectivos estratégicos e mantém em funções os administradores da empresa. Por favor notem que não vou fazer distinção entre as várias empresas que constituem o que em tempos foi simplesmente a CP. Diz a teoria que essa divisão serve para melhor administrar as empresas, na prática as operações foram mal estudadas e ainda pior executadas, entrando as empresas quase imediatamente em falência técnica. A única diferença palpável, parece ser haver muito mais lugares de administradores disponíveis, para distribuir ou acumular. Como convém.

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Sobre Direitos animais…

-Tornou-se politicamente correcto, moda até, defender os direitos dos animais. Muitos, para não dizer toda a sociedade, protestam contra o abandono de animais domésticos, provavelmente até mesmo aqueles que o praticam, encontrando é claro, uma qualquer justificação para explicar o seu próprio caso. Algumas associações promovem acções mediáticas contra a utilização de peles na indústria de vestuário, touradas ou criação e abate para utilização na indústria farmacêutica ou cosmética. [Read more…]

A pedido de várias famílias:

A baía de Angra do Heroísmo é, do Mundo, a que maior densidade de naufrágios históricos apresenta – nela se encontram mais de noventa navios naufragados, desde caravelas portuguesas até vapores brasileiros, passando por galeões espanhóis e naus da Carreira da Índia portuguesa.

Estes naufrágios estão protegidos por várias leis, desde a Convenção da UNESCO que Portugal ratificou em 2008 até às mais variadas leis nacionais e regionais – a baía está classificada como Parque Arqueológico subaquático, onde é proibido construir o que seja.

Não obstante isto e não contente com o estrago que a construção da Marina de Angra causou já a este património único no Mundo, o Governo Regional dos Açores quer agora construir ainda mais outro mamarracho nesta acanhada baía: um cais Terminal de Cruzeiros.

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"Nenhum dos Anteriores"

Esta petição está em curso ne net:

“Exmo. Sr. Presidente da Assembleia da República,


1 – Os signatários e peticionários vêm solicitar a V. Exa. a apreciação, em plenário da Assembleia da República, da presente petição «Pela inclusão da opção “Nenhum dos anteriores” nos boletins de voto de futuras eleições».

2 – Considerando os elevados níveis de abstenção, bem como os votos de protesto manifestados sob a forma de votos brancos e nulos, que têm vindo a marcar de forma inegável os mais variados actos eleitorais, é nossa convicção que se torna necessário criar uma alternativa que possa mais acertadamente reflectir a opção dos que pretendem manifestar o seu voto de protesto.

3 – Por um aperfeiçoamento contínuo da democracia portuguesa, vimos desta forma propor que se inclua nos boletins de voto de futuras eleições a opção “Nenhum dos anteriores”.

Pedem e esperam o competente deferimento,

Os signatários”

Por uma boa causa:

O blogue chama-se Déjà Lu e o endereço é www.dejalu4ds.blogspot.com
Para além de leiloarem livros usados (muitos deles em estado novo), vão ter dias especiais com livros autografados pelos próprios autores.
Façam uma visita e ajudem a divulgar.

Temos candidato para as próximas:

Voluntários para S. Tomé

É mais um serviço público que o Aventar presta, esta divulgação de um pedido de voluntários para trabalharem com a Fundação da Criança e Juventude em S. Tomé.

Segundo o pedido de divulgação:

São Tomé e Príncipe é um pequeno País insular, situado no Golfo da Guiné, a cerca de 300km do Continente Africano, mais precisamente da Costa Gabonesa. O arquipélago é constituído pelas ilhas de São Tomé e de Príncipe que distam 150 km uma da outra, e por alguns ilhéus, somando uma superfície total de 1001 Km2.

A insularidade geográfica, associada à pequenez e à descontinuidade do território, a limitação dos recursos minerais e o fraco dinamismo e a pouca diversificação do seu tecido produtivo são factores que tornam o país vulnerável face às exigências do mercado além fronteiras e condicionam a sua integração regional e internacional.

A enorme dificuldade de acesso aos serviços sociais essenciais pela maioria da população, as infra-estruturas físicas em degradação, as instituições, os mecanismos para a implementação de programas e políticas existentes, assim como as capacidades humanas débeis, constituem grandes desafios para o Governo e para a sociedade civil. [Read more…]

Punir o Empobrecimento Ilícito

O Correio da Manhã iniciou uma campanha que visa criminalizar o enriquecimento ilícito.

Compreendo o alcance, mas parece-me insuficiente. Eu proponho punir o empobrecimento ilícito quando causado por grandes instituições e governantes.

Alarga-se o leque e pugna-se por um país mais decente.

ninguém toca na minha mulher. eu preciso dela como ela de mim

eu precisso dela como ela de mim

Para nossa desgraça, hoje de manhã, enquanto tratava de cumprir os meus deveres com Aventar, a irmã de uma amiga de minha mulher foi assassinada. Não sabemos nem o motivo, nem o nome nem esse porquê necessário para entender a nossa vida. Apenas sabemos que ela colaborava comigo para Aventar, a presa, para sermos capazes de entregar um texto solicitado para hoje antes do meio-dia. Era impossível cumprir o pedido. Como é natural, Maria da Graça que sabe ironizar bem, perguntou-se com tristeza: como é que as mulheres não se sabem defender? Ripostei: nem todas, mas há muitas, como escrevi no texto que reproduzo cá para não esquecer

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Isto é MESMO verdade!

Por muito desagradáveis que sejam estas imagens, elas são apenas um pálido exemplo daquilo que este site exibe. Para quem conseguir prosseguir a “viagem”, muito há para ver. Desde já avisamos quanto ao conteúdo absolutamente chocante.

O Irmão Mais Novo de Timor Leste

Estou completamente de acordo com este poste do J. Mário Teixeira e saúdo-o por aqui recordar a efeméride.

Isto das causas tem tanto que se lhe diga que, com um Timor-Leste aqui à porta -o Saara Ocidental- todos fecham os olhos e negoceiam alegremente com a “Indonésia” do caso. Porquê? Porque há demasiados interesses comuns e muito investimento em casa de um ocupante que também é um vizinho importante.

E porque é que eu, ao ler estas declarações, me lembro do mestre a ganhar tempo, a emperrar negociações e empurrar peças de xadrez com a barriga que era Ali Alatas? E, ao lembrar-me, comparo a Europa que (tardiamente) se solidarizou com Timor com esta Europa que acena e diz que sim, que compreende inteiramente a posição do MNE marroquino, que é preciso dar tempo ao tempo, que a boa-vontade é grande e etc. & tal & rebéu, béu, atirando para as calendas o reconhecimento dos direitos sarauís.

As causas funcionam, claro, mas longe nossa casa, se possível do outro lado do mundo. Ou não somos todos a favor de maior justiça social entre os chineses?

Filosofia de bolso (13)

Não há Justiça sem causas. Retirar causas da alçada dos tribunais, é um passo para a extinção da Justiça.