Paulo Portas, um radical que não se importa de dar cabo de tudo

PPMLA

Durante uma homenagem ao congressista norte-americano luso-descendente Devin Nunes, Paulo Portas aproveitou o palanque para lançar algumas achas eleitoralistas para a fogueira grega:

Há um radicalismo que não se importa de dar cabo de tudo, por razões ideológicas.

Mas nem só de ideologias se fazem os radicalismos que não se importam de dar cabo de tudo. Outros há que dele fazem uso por motivos de ambição pessoal. Quando há exactamente dois anos e um dia atrás Paulo Portas apresentou a sua demissão, na sequência da nomeação da Maria Luís Albuquerque para ocupar o lugar deixado vago por Vítor Gaspar, o então Ministro dos Negócios Estrangeiros afirmava, em carta dirigida à nação:

Expressei, atempadamente, este ponto de vista [oposição à escolha da actual ministra para o lugar] ao Primeiro-Ministro que, ainda assim, confirmou a sua escolha. Em consequência, e tendo em atenção a importância decisiva do Ministério das Finanças, ficar no Governo seria um acto de dissimulação. Não é politicamente sustentável, nem é pessoalmente exigível.

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Uma coligação harmoniosa

portas gozo

Foto@O Jumento

Andava o irrevogável por terras de Aljustrel, e eis que surgem uns quantos repórteres que o questionam sobre os contornos polémicos da sua “demissão”, presentes na biografia autorizada do parceiro de coligação. Irónico, Portas afirmou:

Apresenta-se ao serviço o líder do principal partido da oposição, se tiverem perguntas para me fazer podem enviar-me um SMS, eu respondo-vos por SMS ou por carta. Quanto à coligação, está bem, recomenda-se, é para ganhar e não dou importância nenhuma ao sucedido nos últimos dias

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Harmonia na “mais credível das opções de governo”

Passos acusa Portas de ter apresentado a sua demissão em 2013 via SMS. Portas desmente o primeiro-ministro afirmando que o pedido seguiu por carta. CDS está incomodado. Outra vez.

Pergunta: quem se demitiu do governo por SMS?

Resposta: um dos dois reaccionários que reclamam representar a “mais credível das opções de governo“. O irrevogável, claro! Sentem a credibilidade?

Uma réstia de dignidade

Hoje em dia, é tão, mas tão difícil um ministro demitir-se que a atitude de Miguel Macedo é digna dos maiores elogios. Pelos vistos, existe ainda, para os lados do Governo, uma réstia de dignidade. Ou melhor, existia…
Enquanto isso, Nuno Crato continua a vegetar para os lados da 5 de Outubro, fingindo que não é nada com ele e fingindo que ainda é o líder da política educativa em Portugal. Politicamente morto e enterrado, conseguiu cometer a proeza de ser ainda pior do que a sua antecessora, a lamentável prevaricadora. Algo que se julgava inacessível ao comum dos mortais.

O capitão Grancho

não foi o último a sair do educanic

Pergunta de retórica

Alguém viu o Cavaco?

Governo apresenta demissão enquanto o PS está de cuecas

E esta gente, que é pouco inteligente mas esperta como um alho, já deu a conhecer a sua narrativa: esticar a corda com os juízes do Tribunal Constitucional, acusá-los de todos os falhanços da sua governação e, em última instância, apresentar a demissão por não ter condições para governar e pedir eleições antecipadas.
Com o PS em guerra interna e sem líder, este é o melhor momento. Ou muito me engano ou teremos novidades antes ainda do Verão.

Gambito de governo?

Irving Amen xadrez

O gambito é uma jogada de xadrez tipo isco no anzol: oferecemos um peão ao incauto adversário, ávido e ignorante, em poucas jogadas já lhe comemos peça bem mais suculenta, ou ganhámos uma vantagem posicional que praticamente garante a vitória.

Esta ideia de o governo se demitir perante mais um chumbo das suas malfeitorias golpistas pelo Tribunal Constitucional, apanhando o PS com as calças, ou melhor, a liderança na mão, seria um gambito de mestre.

Indefensável? no jogo come o peão quem desconhece o resto da jogada, mais que estudada e sabida. Em política, há sempre soluções, haja uma esquerda que acorde para a urgência e se saiba unir.

Mas não é provável que essa demissão suceda porque o grande derrotado das europeias foi o PSD, já nem falando do PP a caminho de partido da lambreta. Pese toda a campanha para camuflar a estrondosa derrota (numa lógica imbecil que reduz Portugal a três partidos que agora valem 60%), eles sabem que foi assim. E quanto mais tempo estiverem no pote, ainda lhe vão rapando o fundo.

Imagem: Irving Amen

Dicionário do Governo (1)

Irrevogáveladj. que é revogável; que se pode anular; o contrário de definitivo.

Ainda o governo com lepra

Afinal não foram os estragos feitos ao país com swaps que levaram à demissão. Foi mesmo ter ficado fora do pote.

Fumo branco, onde andas?

Entretanto, enquanto o interesse do partido comanda, sai negro fumo de um país em combustão.

O povo fez o que devia.

E os partidos?

Voltando uns dias atrás, poderemos ver o que levou o PC e o BE a darem a mão à pior direita que o nosso país teve em Democracia, para derrubar o Governo de Sócrates. Não dou, hoje, como certa a decisão, mas tenho uma certeza – não foi pelo país o que o fizeram. Foi apenas uma questão de contabilidade eleitoral.

E estes últimos dias confirmam a minha teoria – a nossa classe partidária vive dos e para os partidos, colocando, SEMPRE, esta dimensão à frente de tudo o resto.

Com Sócrates primeiro e com Gaspar depois, o povo fez tudo o que lhe foi imposto – despedimentos, cortes nos salários e nos direitos, etc…

Fizeram todas as promessas, sempre associadas a prognósticos de grande validade científica, mas com um resultado sempre igual: falhanço completo. Não acertaram uma e nesse aspecto Gaspar foi particularmente assertivo.

Os governos e os partidos do poder apontaram um caminho, à  partida errado, mas, em eleições, 80% do país escolheu este caminho. Não se tratava de saber se o governo era ou não competente – e não é, como agora se prova.

O problema era a direcção do governo e não só a competência (inexistente) dos seus elementos.

O povo não falhou e fez o que tinha de ser feito. Concorde-se ou não – eu sempre estive do lado do não porque sempre pensei que este caminho estava errado – a verdade é que o povo cumpriu. Até cumpriu pelo silêncio – houve as manifestações contra a Troika, mas não houve um verdadeiro levantamento popular porque até parece que a maioria do país continua a ver este caminho como o único.

Aliás, no pico da luta dos Professores contra a TROIKA, o povo continuava a fazer uso da lusitana inveja para criticar a única classe profissional que ousou levantar-se contra a ditadura alemã. [Read more…]

Este é o momento

Teresa Guilherme

Vai estar em S. Bento a acompanhar, em directo, as saídas da casa.

Alice-no-país-das-maravilhas falou ao País

Alguém lhe pode explicar que o governo acabou?

Vamos aguardar com serenidade que todo o trabalho feito pelo governo não seja destruído do dia para a noite, pode ser? Ó meus amigos, chegar a um défice de 10.6% do PIB não é para todos! E os belos dos buracos dos swaps, da Madeira, das PPP, do BPN e do BANIF são para mandar para o lixo? E o desemprego? Vamos com calma.

Depois de um governo que tanto trabalhou a aprofundar a cova, o que faltava era agora virem  aqueles que trataram de a abrir. “Qual é a pressa?”

Nada disso! Até chegarmos ao outro lado do mundo ainda há muita buraco para abrir. Lá chegados, veremos então luz ao fundo do túnel. Coragem, que demissões são coisas de menina.

E agora o ministro mais seguro

Seguro pelo PS, preparando nova coligação, Paulo Portas demitiu-se.

Paulo Portas demite-se

Parte sem ter resolvido o problema. Paulo Portas, não nos esqueçamos, era “completamente contra o Acordo Ortográfico”. Com Nuno Crato, já se sabe, não contamos.  Esperemos que o próximo ou a próxima MNE acabe, duma vez por todas, com esta vergonha.

Atenção, Atenção: Protejam as fotocopiadoras!

Portas demite-se do Governo

A demissão de Gaspar segundo o DN

Que muitas das suas intervenções eram difíceis de entender, já se sabia. Que algumas das suas decisões eram estranhas, idem. Agora, o DN foi mais longe e publicou a carta de demissão de Gaspar em “gasparês”. Não havia necessidade….Por falar nisso, o CAA teve razão antes do tempo. Só para recordar os mais desatentos.

 

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A Carta de demissão de Gaspar

A carta!

Que pelos vistos já tinha seguido em Outubro… Mas, já agora uma questão existencial – é possível alguém demitir-se de uma coisa que não existe?

E como fica aquilo sem um Primeiro-ministro?

Ainda acham que não vale a pena lutar?

A realidade, mostra, um dia após o outro, que não temos alternativa.

É só empurrar mais um pouquinho…

greve

Cuidado com as ‘resignações’

Demissão. D-e-m-i-s-s-ã-o.

No Mexia não se Mexe, Mexam lá no Mexilhão

Estes rapazes são muito fortes com os fracos. Já com os fortes…

E Passos, como aqui se vê, não tem vergonha nenhuma.

Passos Coelho órfão

kaguru relvas

Dois anos como  ministro,  três anos a incubar o líder.
A ver vamos que preço terá o empurrão dado por Passos Coelho.

(bonecada sugerida por certa e determinada pessoa)

O empurrão ao Relvas

demissão do relvas

A demissão de Relvas e o discurso de Passos: as desventuras dos siameses

Por Santana Castilho

1. Na demissão de Relvas, o evidente disfarça o importante. É evidente que a degradação de algumas instituições de ensino superior, permitida por uma supervisão que funcionou para elas como o Banco de Portugal para o BPN, foi aproveitada por gente sem escrúpulos. Mas o importante, politicamente falando, era saber por que foi agora, e só agora, imolado Relvas. Por que razão, durante dois meses, as conclusões ficaram congeladas na gaveta de Crato. Por que razão Crato apunhalou Relvas, permitindo-se emitir opinião sobre a validade da licenciatura do, ainda, seu par de Governo, quando o juízo foi por ele próprio requerido ao tribunal. Mereça-nos Relvas a crítica que nos merecer, há normas mínimas de conduta, de que nenhum ministro está dispensado. Não só vi Crato cilindrá-las, como o vejo incensado por fazer o que era sua estrita obrigação e não podia deixar de fazer, dada a mediatização do escândalo.
Poucos se lembrarão do que disse Mariano Gago, aquando da eclosão da trapalhada com a licenciatura de Sócrates. Mas eu recordo: que a Universidade Independente havia sido auditada todos os anos, excepção feita ao ano-lectivo de 1999/2000, e que só em 2006 se tinha detectado um problema sério (referia-se à falta de pagamento de salários); que, à data dos factos (mais que anómalos), a inspecção tinha concluído, note-se bem, que era boa a qualidade pedagógica e científica da universidade e que era bom o seu funcionamento administrativo. [Read more…]

Plano D

O A já era! O B não existe! O C afinal é I!Sobra o D de Demissão!

A gravidez de Nuno Crato

Nove meses. Nove meses teve Nuno Crato, o campeão do rigor e da exigência no ensino, o professor universitário, para resolver um dilema que lhe deveria ter tomado uma noite.

Nuno Crato soube, como todos nós, em Junho/Julho, que tinha um colega no governo com uma licenciatura aldrabada, vigarizada, comprada em troco seja de favores, mesuras ou simples solidariedade de loja maçónica.

Vamos lá deixar-nos de tretas: o currículo de Miguel Relvas é tão mau que só pelas notas do propedêutico (em exames que por acaso também fiz e que foram os últimos a sério que ele pelos vistos fez) demonstrava no mínimo uma ignorância de caixão à cova. Equivalências a quem tinha notas destas nem nas mais anedóticas Novas Oportunidades.

Um Nuno que ainda fosse Crato, dizia ao primeiro-ministro: ou ele, ou eu. [Read more…]

O ministro demitido

Será que também vai continuar os estudos em Paris?