New York, New York,—a helluva town.
***

Durante o fim-de-semana, já se sabe, não há Diário da República, por isso, não teremos ‘fatos’ no sítio do costume.
Todavia, há Ol’ Blue Eyes.
Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
New York, New York,—a helluva town.
***

Durante o fim-de-semana, já se sabe, não há Diário da República, por isso, não teremos ‘fatos’ no sítio do costume.
Todavia, há Ol’ Blue Eyes.
Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.
Anteontem, na Academia das Ciências de Lisboa, recordei que, em última análise, a razão para ali nos encontrarmos, no Colóquio «Ortografia e Bom Senso», se prenderia com um ofício enviado pelo chefe do Gabinete de Revisão da Imprensa Nacional ao administrador, em 10 de Dezembro de 1910 (*):
As publicações saídas da Imprensa Nacional, quer oficiais, quer de particulares, apresentam grafias diferentes, umas discutíveis, outras porêm [sic] grosseiras e vergonhosas”.
Lembrei-me de recorrer a esta retrospectiva, a propósito de Outubro deste ano, com
Documentos comprovativos dos fatos referidos no currículo que relevem para a apreciação do seu mérito,
no dia 1,
e
Menção de que o candidato declara serem verdadeiros os fatos constantes da candidatura,
no dia 30.
Onde? No sítio do costume.
E acrescentei um aparte: “temos aqui exactamente aquilo que está a acontecer e não aquilo que querem que aconteça”
E hoje? Hoje, temos isto:

(*) Em breve, quando as comunicações forem publicadas, acrescentarei uma nota de rodapé (**), com hiperligação, onde poderão ser consultadas as referências. No caso em apreço, remeto para a página 207 da seguinte obra:
Castro I, I. Duarte e I. Leiria (1987). A Demanda da Ortografia Portuguesa: Comentário do Acordo Ortográfico de 1986 e subsídios para a compreensão da Questão que se lhe seguiu. 2.ª ed. Lisboa: Edições João Sá da Costa.
Efectivamente, é hoje.
Roads? Where we’re going, we don’t need roads.
***
Como muito bem recorda Jorge Mourinha, 21 de Outubro de 2015, dia emblemático do segundo Regresso ao Futuro, está aí à porta.
Exactamente: 21 de Outubro de 2015.
Os autores do argumento não sabiam que, cinco dias antes, algures em Portugal, António Costa iria escrever uma carta a Passos Coelho (pdf) com ‘contatos’ (lá mais para a frente, sublinhe-se, aparecem ‘contacto’ e ‘contactos’) — além dos sempre interessantes ‘aspetos‘.

Zemeckis e Gale não terão previsto que, na antevéspera do dia 21 de Outubro de 2015 (isto é, hoje), se leria o seguinte, no sítio do costume:
De outro modo, o argumento poderia ser ligeiramente diferente:
DOC: Estamos a descer para Hill Valley, Califórnia, são 16:29… de quarta-feira, 21 de Outubro de 2015.
MARTY: 2015? Quer dizer que estamos no futuro.
JENNIFER: Que estás a dizer? Como é que podemos estar no futuro?
MARTY: Jennifer, não sei como te hei-de dizer isto, mas… estás numa máquina do tempo
JENNIFER: E estamos em 2015?
DOC: 21 de Outubro de 2015.
JENNIFER: Então, não estavam a brincar. Marty, podemos mesmo ver o nosso futuro. Disse que iríamos ter um Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa em 1990, certo? Então? Correu tudo bem? Foi óptimo? Foi espectacular? Conseguiu-se a “unidade essencial da língua portuguesa“?
MARTY: Doc! Que raio está a fazer?
DOC: Calma. É um gerador de ritmo alfa para induzir o sono. Não quero que ela veja nem os ‘fatos’ e contatos’, nem a receção e a recepção e a recessão. Ninguém deve saber demasiado do seu futuro. Quando ela acordar, vai pensar que foi um sonho.

Gabriel García Márquez, con un ejemplar de la primera edición de ‘Cien años de soledad’ sobre la cabeza. ©Colita (via El País) http://bit.ly/1iq0cqi
A partir de entonces ya no era consciente de lo que escribía, ni a quién le escribía a ciencia cierta, pero siguió escribiendo sin cuartel durante diecisiete años.
— Gabriel García Marquez, Crónica de una muerte anunciada
***
Os Tradutores Contra o Acordo Ortográfico indicam que o jornal Sol se juntou “à lista dos que contribuem para o caos ortográfico”. Efectivamente, no dia 6 de Setembro de 2015, a notícia da Lusa acerca de Gabriel García Marquez, além de ter contagiado, por exemplo, o Correio da Manhã e o Observador, afectou o jornal Sol — isto é, dois dias depois da data anunciada: “A partir de 4 de Setembro, todos os textos respeitarão o Acordo”.
Hoje, o caos ortográfico continua no sítio do costume — contudo, além dos habituais ‘fatos’, temos outro problema grave e o problema tem um nome: chama-se Fernando [Read more…]
Efectivamente, Aguero para jogo para adepto do Everton ser assistido.
Aguero para jogo para?
Exactamente, Aguero para jogo para.
Aguero para jogo?
Correcto: Aguero para jogo.
Partamos do princípio de que, “passando diante de um apelativo lago, Narciso para para beber” (p. 101) — ou então imaginemos que “a manifestação (…) para para fazer um minuto de silêncio pelo Chile” (p. 248), “a rádio para para dar uma notícia sensacional” (p. 196), “Londres para para funeral de Margaret Thatcher” (Público), “Universidade para para agraciar Mourinho” (JN), “Papa para para abençoar doente acamado” (CMTV) “Cervantes para para ser operado” (MR), “Ascensor para para obras de manutenção” (CMN), “Escola Secundária para para ler!” (RBO), “o Sol para para os prodígios” (p. 32) ou, melhor ainda, “uma lagosta / para / para me ver / trincar / um cato em chamas” (*).
Para para me ver? Para para os prodígios? Para para ler? Para para obras? Para para ser operado? Para para abençoar? Para para agraciar? Para para funeral? Para para fazer? Para para beber?
Para para beber?
Agora, compare-se com “de bicicleta para para o trabalho” (Carris), “Maria Teresa Lago eleita para para comité executivo da IAU” (SPA) ou “sem ter feito para para o merecer” (TVI).
Quanto ao sítio do costume, não há novidades.
Portanto, Aguero para jogo para adepto do Everton ser assistido.
***
(*) Isto é, «uma lagosta / pára / para me ver / trincar / um cacto em chamas», M. S. Lourenço, Pássaro Paradípsico, Lisboa, Perspectivas & Realidades, 1979, p. 13 (p. 292 ), com intervenção de um conversor.

© Carlos Cazalis/Corbis (http://bit.ly/1MIeyNl)
Ao regressar a Bruxelas, leio no Expresso a ‘frase do dia‘:
Duvido. Na dúvida, vou à fonte. Confirma-se. A palavra do dia: espectáculo. Por um lado (aquele que efectivamente interessa), compreende-se: espectáculo [ʃpɛˈtakuɫu] ≠ espetáculo [ʃpɨˈtakuɫu]. Contudo, por outro lado, não se percebe: atira pedras de “conservadorismo ortográfico” aos outros, para, no fim de contas, adoptar a ortografia que passa a vida a atacar e, obviamente, misturar duas grafias:
Um pouco mais de coerência e de rigor, sff.
Se não gosta de *espetáculos, é assinar, recolher e enviar. Como diria o Alberto, “não há nada mais simples“. Claro que pode cruzar os braços e assistir à tourada ortográfica, no sítio do costume.
Sim, hoje, no Diário da República.
Agora, regresso ao Weinberg.
Hoje de manhã, fiquei a saber que o Parlamento iria fazer “maratona antes das férias” e que, nessa maratona, seriam votados quer o “Projeto de Resolução n.º 1021/XII/3.ª (PCP) – Sobre o sector da Assistência em Escala (Handling) no transporte aéreo”, quer o “Texto Final apresentado pela Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública relativo à Proposta de Lei n.º 326/XII/4.ª (GOV)” que aprova, por exemplo, “os regimes processuais aplicáveis aos crimes especiais do sector segurador”, quer ainda o “Projeto de Resolução n.º 1522/XII/4.ª (PS) – Recomenda ao Governo um conjunto de melhorias que promovam uma maior equidade e eficiência no acesso aos fundos comunitários pelo setor agro-rural”.
Isto é, ‘sector’, ‘sector’ e ‘setor’. Ou seja, sector e setor. Portanto, é mesmo facultativo. No fim de contas, é tudo à vontade do freguês.
O jornalista da Lusa refere-se a “mais do mesmo”, relativamente aos trabalhos desta tarde, na Assembleia da República. Foi exactamente isso que pensei, ao ler o Diário da República de ontem. Efectivamente, mais do mesmo.
Houve fato?
Sim, houve fato.
E fatos? Houve fatos? [Read more…]
Βρισκόμαστε σε μια κρίσιμη καμπή που αφορά το μέλλον του τόπου.
***
Aqui em Bruxelas, há reuniões que duram 17 horas e nas quais se procura encontrar uma solução para resolver um problema.
Aí em Portugal, nem 17 minutos são dedicados à resolução de um problema denunciado há muito tempo e criado pelo poder político.
A solução, neste caso, é mesmo a saída.
Post scriptum: Curiosamente, lembrei-me de orthographexit, no mesmo dia em que Jérôme Godefroy cunhou o termo. Há dias assim.
New York Cops – NYPD Blue: Season X, Episode Y
AO90 (08 Jul. 2015)
“NYPD Blue” AO90 (original title)
Versão portuguesa da sinopse:
Neste episódio, um leitor é atacado por ‘atual‘ e por ‘actriz‘, ao ler um texto publicado no Expresso, em que se conta algo de insólito ocorrido na cidade que nunca dorme, antes de uma representação da peça “Hand to God“, de Robert Askins, no teatro Booth — para quem não souber, este teatro fica a cerca de vinte minutos a pé de um edifício nosso conhecido.
O detective (efectivamente: detective) Sipowicz, depois de descobrir que algo de semelhante aconteceu ao mesmo leitor, exactamente no mesmo local e há muito pouco tempo, encontra um júri que pode exigir a candidatos a apresentação de documentos comprovativos de fatos. Sim, comprovativos de fatos. Hoje, no sítio do costume.
Jorge Jesus, em entrevista à SIC Notícias, explicou que trocou “o conforto pelo risco”. Não está só. Há cinco anos, o Expresso também trocou o conforto de uma ortografia adequada à realidade do português europeu pelo risco. Um dos resultados patentes é esta mistela:
Como Jesus e como o Expresso, também o Governo decidiu trocar o conforto de uma ortografia adequada à realidade do português europeu pelo risco. Eis aquilo que acontece no sítio do costume:
E eis a solução.
Continuação de uma óptima semana.
Κι αν πτωχική την βρεις, η Ιθάκη δεν σε γέλασε.
Μα γι’ αυτό και μου συνέβη.
***
Η διατήρηση της υφιστάµενης κατάστασης δεν αποτελεί επιλογή υπό τις παρούσες συνθήκες. Αυτή η εξαιρετικά επικίνδυνη στρατηγική θα στοιχειώνει και πάλι την Πορτογαλία και την πορτογαλική γλώσσα στο εγγύς και το απώτερο μέλλον.
Λοιπόν, η απάντηση είναι πολύ απλή. Θα μιλήσουμε για αυτό αργότερα, κατά τη συζήτηση – το λεγόμενο “discussão mais focada“.
Θα τελειώσω με μια φράση του Αλέξη Τσίπρα:
Βρισκόμαστε σε μια κρίσιμη καμπή που αφορά το μέλλον του τόπου.
Καλό Σαββατοκύριακο.
Retirez-moi cette poussière sidérale
Contact
Contact
—BB
***
Como escreveu ontem Paul Krugman, “OK, this is real“. Não, não é formidable. Sim, é comme d’habitude.

© PAULO WHITAKER/Reuters/Corbis (http://bit.ly/1cYx1qt)
Nicolau Santos pergunta se faz sentido o Estado português vender “parte da posição acionista” da TAP “a um banco público brasileiro, ou seja, ao Estado brasileiro”. Creio que sim. Se fosse ‘accionista‘, teríamos outra conversa. Sendo ‘acionista‘, obviamente, o Brasil é o destino mais indicado.
Por falar em Brasil, sempre que leio o Diário da República, lembro-me do Diário Oficial da União. Porquê? Por causa das coisas que acontecem no sítio do costume. Hoje, temos mais do mesmo.

© EPA|Joel Ford (http://bit.ly/1cVJP11)
De facto, como podemos ler no Público de ontem: “Portugal dominou mas Brasil venceu nos penáltis por 1-3“. Por qualquer motivo, na redacção do jornal O Jogo há quem, apesar do título (Portugal eliminado pelo Brasil), creia que o Brasil perdeu: “A Seleção Nacional de Sub-20 perdeu“. Convém sempre recordar que ‘selecção’ ≠ ‘seleção’ — por exemplo, há pouco mais de um ano, a selecção jogou com os Camarões e a seleção jogou com a África do Sul.
Também convirá, durante a tal “discussão mais focada sobre as matérias mais controversas“, explicar que, em português europeu, Contact Mechanics and Lubrication não corresponde exactamente a Mecânica do Contato e Lubrificação. Exactamente: hoje, no sítio do costume.
To give you an example of the magnitude of the error, to believe that the world is less than 10,000 years old, when in fact we know the world is 4.6 billion years old, is equivalent to believing that the width of North America from New York to San Francisco is less than 10 yards.
***
Através do Jornal de Negócios, fiquei a saber que
A EDP lançou a campanha “Um século de energia”, o único trabalho publicitário realizado por Manoel de Oliveira na sua carreira com oito décadas. Este foi o ponto de partida para a energética lançar um concurso cujo vencedor vai ser premiado com a oferta de 100 anos de energia – electricidade e gás natural.
A EDP, segundo o Público, apresenta a curta-metragem
como “uma obra inédita”, “o último trabalho realizado pelo mestre Manoel de Oliveira”, e que deu origem à “única campanha de publicidade” na carreira do realizador.
Vejamos, então, o contributo desta curta-metragem para a ortografia portuguesa: direção, diretor, projeções, Abril, electricista e hidroeléctrica.
Quanto ao sítio do costume, hoje, não há grandes novidades.
Quem quiser novidades, pode encontrá-las no Diário de Notícias: [Read more…]

Stephen Antonakos (1926–2013): Incomplete Circle (five-unit drawing with blue and red incomplete circles), 1975. Copyright:© 2015 Stephen Antonakos (http://bit.ly/1HIjMoX)
Como sabemos, foi recentemente apresentada a versão para debate público do Projeto (sic) de Programa Eleitoral do Partido Socialista. Entretanto, durante uma conferência de imprensa, António Costa afirmou que as medidas apresentadas num relatório coordenado por Mário Centeno “inspiram e vão motivar a elaboração do programa do Governo”.
É preocupante que determinadas opções apresentadas no relatório possam inspirar a elaboração do programa do Governo do Partido Socialista.
Na página 9 do relatório, podemos ler “adequada reafectação dos fatores produtivos”. Um forte aplauso para a adopção de ‘reafectação‘ quer nesta página 9, quer na página 65 — “reafectação territorial e funcional de funcionários públicos” e “reafectação de funcionários excedentários” — e uma vaia monumental às ‘afetação‘ das páginas 14, 25, 64, 73 e 74 .
Sejamos claros: a grafia ‘fatores‘, além de não pertencer ao repertório ortográfico português europeu, não é companhia que se recomende a uma reafectação. Em português europeu, como sabemos, “reafetação dos fatores” *[ʀjɐfɨtɐˌsɐ̃ũ̯ duʃ fɐˈtoɾɨʃ] não existe: a formulação grafemicamente satisfatória é “reafectação dos factores” [ʀjɐfɛtɐˌsɐ̃ũ̯ duʃ faˈtoɾɨʃ]. [Read more…]
É verdade, João José Cardoso: “o drama, o horror, a tragédia“. Efectivamente, no dia 13 de Maio de 2015, no sítio do costume.
O drama:
O horror:
A tragédia:
É de admirar, portanto, que na moção aprovada pelo fórum-colóquio Pela Língua Portuguesa, diga NÃO ao ‘Acordo Ortográfico’ de 1990, realizado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 14 de abril [sic] p. p. […], se considere que a nova ortografia traz «total insegurança ortográfica»
Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, 20 de Abril de 2015
Sim, porque houve ocorrências. Quando? Hoje. Onde? No sítio do costume.
Houve contato,
houve mais contato e houve [Read more…]
De facto, é preciso enfrentar o fato:
Processar prestações de invalidez, velhice e morte e outras
que com elas se relacionem ou sejam determinadas pelo mesmo fato e se insiram na área de atuação do respetivo núcleo.
Efectivamente, “em Portugal, as novas regras estão a ser aplicadas sem atropelos” e “sem problemas de maior”:
Certificar os fatos e atos que constem dos arquivos municipais, sem prejuízo da competência nesta matéria confiada a outros serviços.
Post scriptum: Foi há cem anos: [Read more…]
Segunda-feira, 16 de Março de 2015.
A Bola
Diário da República
A semana promete.
Post scriptum: A pergunta do fim-de-semana: “os contristas ainda mexem“?
A presente resolução do Conselho de Ministros determina a aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no sistema educativo no ano lectivo de 2011 -2012 e, a partir de 1 de Janeiro de 2012, ao Governo e a todos os serviços, organismos e entidades na dependência do Governo, bem como à publicação do Diário da República.
O Expresso, ao traduzir excertos do discurso de James Comey na Universidade de Georgetown, apresentou (há cerca de uma semana) uma proposta, no mínimo, ousada.
Comey disse:
We need to come to grips with the fact that this behavior complicates the relationship between police and the communities they serve.
O Expresso traduziu:
Temos de enfrentar o fato de que esse comportamento dificulta a relação entre a polícia e as comunidades que servem.
Muito bem.
Por seu turno, o Diário da República continua em excelente forma.
Felizmente, “em Portugal, as novas regras estão a ser aplicadas sem atropelos“.
Há cerca de dois anos, elaborei uma “pequena amostra de levantamento acessório“.
Entretanto, pelos vistos, segundo Barreto Xavier, “em Portugal, as novas regras estão a ser aplicadas sem atropelos“.
Óptimo. “Sem atropelos” e “sem problemas de maior“.
Ficamos todos muito mais descansados.

© Mário Proença/Bloomberg (http://bloom.bg/14NfApG)
Apesar de continuar sem conhecer – e sem querer conhecer – a resposta à pergunta “Quem tramou Zeinal Bava?”, o meu interesse na tese da irrelevância mantém-se. Gostei de ler as notícias de ontem, acerca dos esclarecimentos que a Oi vai pedir a Zeinal Bava, pois estes podem ser extremamente importantes para dissipar algumas dúvidas que possa ainda haver nas cabeças daqueles que nos governam.
Por exemplo, quando é feita a transcrição de excertos de um texto escrito em português do Brasil, [Read more…]

© António Cotrim/Lusa (http://bit.ly/1tZqizf)
Segundo o Record, Marcelo Rebelo de Sousa, “adepto do Sp. Braga”, reagiu “às manifestações de alegria na redação da TVI”. Acontece que a TVI não tem *redação. Se ouvirmos atentamente a reacção de Rebelo de Sousa, percebemos que “o adepto do Sp. Braga” diz «pelo eco aqui da redacção». Efectivamente: [ʀɨdaˈsɐ̃ũ]. Rebelo de Sousa não referiu qualquer *redação [ʀɨdɐˈsɐ̃ũ̯]. Porquê? Porque a TVI não tem *redação. A vida (como determinadas regências) é extremamente simples. Tomai esse *fato em conta. Fato? Hoje? No sítio do costume? Exactamente.

© LUSA (http://bit.ly/1qry4VZ)
Sed cum legebat, oculi ducebantur per paginas et cor intellectum rimabatur, vox autem et lingua quiescebant.
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Gostei imenso do discurso que Ricardo Salgado proferiu ontem na comissão parlamentar de inquérito ao caso BES. Por motivos profissionais, não pude assistir à audição. Contudo, o Público e o Expresso publicaram o excelente texto do ex-presidente do Banco Espírito Santo.
Vejamos alguns (sim, só alguns) dos melhores momentos:
Acção, Abril, accionistas, acções, actas, actividade, activos, actuação, actuações, afectava, afecto, correctas, Dezembro, directa, directamente, directo, efectivamente, efectuar, incorrecto, injectar, interacção, Janeiro, Julho, Junho, Maio, Março, Novembro, objectivo, objecto, Outubro, percepção, perspectiva, perspectivas, projecção, projecto, protecção, protectora, respectiva, respectivos, ruptura, Setembro.
Aliás, até proponho que Salgado seja distinguido com uma menção honrosa, devido à destreza com que adoptou grafias extremamente perigosas, como percepção, perspectiva, perspectivas, respectiva, respectivos e ruptura.
Muito bem, Ricardo Salgado. Óptimo. Excelente.
É evidente que estes “muito bem”, “menção honrosa”, “óptimo” e “excelente” devem ser lidos à luz da máxima atribuída por Daniel Dennett (p.21) a Gore Vidal: “It is not enough to succeed. Others must fail“.
“Others must fail”. Pois, claro. Sim, ‘others’. Efectivamente, os do costume.
Depois de apreciado o desempenho ortográfico de Salgado, debrucemo-nos sobre a habitual salgalhada do Diário da República:
Exactamente: ontem, no sítio do costume.
Actualização (11/12/2014): Sim, sim, reparei no *eminente. Contudo, atenhamo-nos ao AO90.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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