José Rodrigues dos Prantos

JRP

era o nome da personagem do Contra-Informação que satirizava um jornalista que cresci a acreditar tratar-se de alguém imparcial e coerente mas que, com o passar do tempo, vim a perceber que é na verdade um indivíduo incapaz de separar as suas crenças ideológicas da necessária isenção que a sua função exige. Dizem que é serviço público. Agendas.

José Rodrigues dos Santos tem presenteado os portugueses com alguns episódios dignos de registo. A fábula dos paralíticos gregos, a brincadeira de mau gosto que visou o deputado Alexandre Quintanilha ou a forma nada profissional ou ética como por várias vezes se referiu aos partidos de esquerda como “extremistas” e “radicais”, quais operacionais do Daesh, são casos que ilustram a visão enviesada e facciosa do exercício das funções que o pivot da RTP exerce. [Read more…]

Uma adolescente histérica

é o que me vem à mente quando visualizo este momento anedótico de José Rodrigues dos Santos. É o jornalismo que temos.

Ui que medo! Os juros dos periféricos estão a cair…

TC

António Costa visitou recentemente a Grécia para se encontrar com o seu homólogo. A ala sarnenta da direita, sedenta de sangue, purgas e austeridade virtuosa, rosnou com vigor e dedicou-se, nos dias que se seguiram, a conjecturar cenários de catástrofe derivados de um encontro normal entre chefes de Estado, que de resto partilham problemas comuns. Entre roncos e anúncios do apocalipse, os juros da dívida de Portugal e Grécia viveram uma semana de queda significativa, em contraciclo com a maioria dos parceiros europeus. Vale o que vale, que os mercados são outro bicho bipolar que rosna e dá a pata sem que se perceba muito bem porquê. Mas tem sempre a sua piada ver os fanáticos a estrebuchar. Que falta que lhes está a fazer outra crise internacional. Tenham calma bichinhos, lá chegaremos.

Da profecia da desgraça

PPC

Projecções do Conselho de Finanças Públicas, dadas ontem a conhecer ao país, revelam que o défice orçamental português será, ainda este ano, inferior a 3% do PIB, o que permitirá a Portugal sair do Procedimento por Défices Excessivos na Primavera de 2017, altura em que o INE notificará o Eurostat relativamente ao défice orçamental de 2016. Apesar das reservas, antevendo uma trajectória tangencial, o organismo antecipa mesmo que o défice se manterá abaixo dos 3% pelo menos até 2020, mesmo sem necessidade de recorrer a medidas extraordinárias. [Read more…]

BCE coloca taxa de juro a 0%

Após 8 anos de crise continua-se com as mesmas medidas. Neste momento o custo do dinheiro para os bancos é zero. Na realidade será menos que isso. Mas a economia continua sem crédito.

Mais más notícias(*). Será que isto não pára?

Moody’s aplaude Governo pela aprovação do Orçamento. (*) Para a direita que continua com a narrativa “não estraguem [que isso é connosco]”.

Esperam-se grandes títulos na bloga inconformada

Hoje lê-se no Expresso: “Forte queda dos juros da dívida portuguesa“. Ainda não fui ver se o Observador e outros blogs de direita, a par dos patriotas que anseiam pelo pior que alguma vez chegará, confirmam as más notícias.

Novo Banco reestrutura dívida a amigo de Ricardo Salgado

NB

Há reestruturações de dívida e reestruturações de dívida. Se a dívida a reestruturar for, por exemplo, a de uma nação como Portugal, imediatamente se eleva um coro de moralistas liberais e conservadores que protesta com veemência, ora por se tratar de uma irresponsabilidade, ora porque se trata de um mau sinal para os investidores, ora porque as dívidas são para pagar porque os devedores devem ser indivíduos de palavra e os credores não lhes pediram que se endividassem. Mesmo quando o próprio FMI afirma que a dívida de uma nação como Portugal devia ter sido reestruturada por ser insustentável. [Read more…]

Prepare a carteira senhor contribuinte: o buraco do BPN vai aumentar

BPN

De mansinho e sem se dar muito por ele, o buraco do BPN prepara-se para crescer 1320 milhões de euros, com o alto patrocínio do sempre prestável contribuinte português. Segundo o Diário de Notícias, se o Processo Especial de Revitalização (PER) do grupo Galilei não for aprovado pelos seus credores, onde se destaca a Parvalorem, veículo criado pelo Estado português para gerir os activos resultantes da privatização do BPN que detém 80% da dívida da sucessora da SLN, os cofres públicos encaixarão novas perdas, elevando a factura do banco do cavaquismo para um valor superior a 6300 milhões de euros. Resta saber se os milhões de euros em investimentos variados detidos pela Galilei, que tem Oliveira e Costa como segundo maior accionista e o grão-mestre do Grande Oriente Lusitano, Fernando Lima, como presidente, serão usados para abater parte da dívida ou se nos caberá a nós continuar a assumir a factura na sua totalidade. Preparem as carteiras, o assalto segue dentro de momentos.

Fundos comunitários, Saldo Orçamental e Dívida Pública

Na sequência do artigo sobre a evolução da dívida direta do Estado em Portugal, fica aqui um gráfico que cruza essa evolução com a informação adicional sobre a execução dos fundos comunitários. Este quadro faz parte do excelente estudo “25 anos de Portugal Europeu”, realizado por Augusto Mateus para a Fundação Francisco Manuel dos Santos.
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Sobre a Dívida Direta do Estado

A 30 de Setembro de 2015, a Dívida Direta do ESTADO PORTUGUÊS em VALOR ABSOLUTO era de: 225 722 862 435,04 €
Recordo que em Portugal vivem 10 487 289 pessoas e o PIB era, no final de 2014, igual a 173,4 mil milhões de euros.

Tendo por base a informação disponível elaborei este slide, nos quais procurei colocar a informação sobre a dívida direta do Estado, em valor absoluto, bem como informação sobre quem era PM e quem era PR. A análise é algo simplista, mas permite ter uma ideia geral. Simplista, porque ao longo dos anos, nomeadamente desde 2011, muita dívida escondida passou a estar no perímetro orçamental, e existiu ainda o resgate feito pela Troika cujos efeitos na dívida se fizeram sentir nos anos a seguir a 2011.
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Quem conserta o que Marco António Costa estragou?

MAC

Durante a sua intervenção num recente evento do PSD, Marco António Costa deixou um apelo ao novo governo, para que este “não estrague aquilo que foi feito pelo Governo que o antecedeu“. Desconheço aquilo a que se refere este barão da São Caetano à Lapa, principalmente numa fase em que vários embustes da coligação que governou o país até há uns dias vêm sendo revelados. Conheço, porém, um militante do partido visado que, ironicamente, está há dois anos a tentar consertar a bancarrota que herdou precisamente de Marco António Costa e companhia na CM de Gaia, fazendo desta, a par da CM de Lisboa, a autarquia mais endividada do país. O estrago é tal que a autarquia, actualmente liderada pelo socialista Eduardo Vítor Rodrigues, se vê agora forçada a contrair novos empréstimos para fazer face aos estragos causados pela governação PSD, apesar de ter conseguido uma redução de dívida, a julgar pelos números do JN, na casa dos 108 milhões de euros. Estará o PSD assim tão estragado que não consiga arranjar um porta-voz menos ruinoso?

Foto@Expresso

A insustentável sustentabilidade da dívida portuguesa

um momento zen com Cavaco Silva no principal papel. Divinal.

A culpa é do acordo de esquerda X

Depois de um pico de 2,51% na quinta-feira passada fruto do desencanto com o pacote de estímulos do BCE, os juros das Obrigações do Tesouro português (OT) a 10 anos abriram a semana a descer para 2,47%” [Expresso]

A culpa é do acordo de esquerda IX

Juros da dívida portuguesa continuam a descer” [Expresso] E o incêndio que tarda

O incêndio que tarda

Histeria

Existe um número significativo de portugueses para quem ler jornais se resume à leitura dos títulos. Nada contra, cada um sabe de si e de como usar o tempo livre que tem. Acontece, porém, que muitos destes leitores de títulos, quando na presença de um título polémico, tendem a correr para as redes sociais e a publicar a notícia na sua totalidade, levando por vezes a situações embaraçosas ou a incitamentos paranóicos ao pânico e à histeria. [Read more…]

A culpa é do acordo de esquerda VII

“Juros da dívida continuam em queda”. [Expresso]  Malditos juros que não colaboram com a propaganda do PàF!

A culpa é do acordo de esquerda VI

Juros da dívida fecham abaixo do nível pré-eleitoral” [Expresso]

A culpa é do acordo de esquerda V

Bolsas europeias abrem no vermelho. Juros da dívida portuguesa continuam a cair.” [Expresso]

A culpa é do acordo esquerda IV

Taxas da dívida portuguesa descem e prémio de risco alivia.” [Diário Económico]

A culpa é do acordo de esquerda III

Standard & Poor’s tranquila com o impacto da instabilidade política em Portugal” [Jornal de Negócios]

A culpa é do acordo de esquerda I

Wall Street abre no vermelho, Europa afunda-se. Juros da dívida descem.” [Expresso]

A ciência da austeridade

Sempre bom recordar:

Peter Boone, o terrorista ultraliberal que pôs a economia portuguesa de joelhos

Boone

É hoje notícia que Peter Boone, economista, terrorista financeiro e colunista no blogue Economix do New York Times, foi constituído arguido pelo Ministério Público português por manipulação de mercado, uma acusação que remonta a 2010 e a uma série de artigos que foi escrevendo anunciando a catástrofe das finanças lusas. Enganou-se no diagnóstico? Nada disso! Até ajudou a acelerar a sua concretização. Até porque, nisto dos mercados, pouco interessa a saúde das economias e das instituições, que o digam os EUA e o Lehman Brothers. Interessa, isso sim, a voracidade da escumalha liberal que coloca países inteiros de joelhos para satisfazer a sua ambição extremista de lucros sem olhar a meios, que não se obtêm pela via da produtividade mas pela especulação terrorista. E o jihadista Peter Boone lucrou, e bem, com a nossa desgraça: um fundo de risco do qual era administrador – Salute Capital Management – lucrou cerca de 820 mil euros com a desvalorização das Obrigações do Tesouro Português numa única negociação de dívida pública. [Read more…]

O frentismo dos mercados

Munch

A estratégia do medo e o papão comunista continuam na ordem do dia. Por todo o lado, PàFs e Pàfas disseminam a má nova da catástrofe que se avizinha e anunciam, com a precisão e coerência que lhes é conhecida, que o fim está perto e que os mercados serão impiedosos. Pena os mercados não quererem colaborar o que, convenhamos, é uma enorme injustiça. Anos e anos a defender a sua supremacia, a defender cortes e atropelos constitucionais, e agora que eles mais precisam deles, os sacanas mercados fazem o que melhor sabem fazer: estão-se nas tintas para tudo e para todos.

Vem isto a propósito dos dados ontem revelados que dão conta da descida dos juros das Obrigações do Tesouro, cujo prémio de risco terminou a sessão de ontem no mercado secundário em níveis anteriores aos registados antes das eleições. Que diabo! Então e a ameaça do frentismo, o perigo iminente da estalinização do país, os gulags ao virar da esquina e golpe de Estado em curso? Pobres palermas, nem a chantagem dos mercados lhes deixam fazer. Não há direito!

Imagem: O Grito, Edvard Munch

V.N. de Gaia: uma bancarrota em perspectiva com a chancela do PSD

LFM MAC

Uma auditoria do Tribunal de Contas às autarquias portuguesas revela que Vila Nova de Gaia é o segundo município mais endividado do país, com uma dívida que ascenderá a aproximadamente 300 milhões de euros, encontrando-se, por esse motivo, à beira da bancarrota.

Governada pelo social-democrata Luís Filipe Menezes entre 1997 e 2013, a Câmara de Gaia contou com o incontornável Marco António Costa como nº2 do executivo, responsável pela pasta das finanças entre 2005 e 2011, um período marcado pela má gestão, swaps tóxicos e especulação financeira que valeu à dupla 19 juízos de censura por parte do Tribunal de Contas numa auditoria preliminar às contas da autarquia divulgada em Junho passado[Read more…]

A instabilidade financeira e a memória curta dos PàFs

O líder do CDS-PP, Paulo Portas (D), acompanhado por Ribeiro e Castro (E) à saída da Câmara Municipal do Porto depois de uma reunião com presidente, Rui Rio, inserida na campanha para as Eleições Legislativas de 2011, Porto, 25 de maio de 2011. ESTELA SILVA / LUSA

Ouvir por estes dias os gritos histéricos das claques do PàF, que profetizam o afundamento da economia portuguesa quando nem para fazer o jogo da chantagem dos mercados servem, dá-me a sensação que a amnésia colectiva é real. Será que se esqueceram todos da célebre e irrevogável demissão de Paulo Portas, quase em simultâneo com a saída de Vítor Gaspar, que nos custaram, em aproximadamente 24 horas, uma subida dos juros da dívida para 8% e perdas na bolsa no valor de 2,3 mil milhões de euros? É possível. De outra forma não engoliam palermices destas e reduziam os níveis de bazófia para mínimos condizentes com a sua actual dimensão parlamentar.

Foto: Estela Silva/LUSA@O Informador

Medalha de bronze para Portugal

na modalidade de dívida em percentagem do PIB na zona euro.

Paulo Portas, mestre do bluff e da evasão

Debate

Num debate onde a moderadora Ana Lourenço e Catarina Martins procuraram debater a situação real do país, Paulo Portas socorreu-se de um discurso evasivo dedicando seguramente metade da sua intervenção a empurrar a sua adversária para a situação grega e para o Syriza. O resto foi o auto-elogio do costume, com indicadores manipulados aqui e ali, e a tão sua dualidade de critérios que lhe permite refugiar-se por trás do memorando para justificar o desastre social em que o seu governo mergulhou o país para de seguida ignorar o impacto crise internacional no crescimento desenfreado da dívida pública portuguesa durante o mandato socialista ou até afirmar que nada podiam fazer contra a agenda imposta pelos credores no que a reformas laborais geradoras de precariedade diz respeito para depois dizer que conseguiu contrariar essa mesma agenda para que a TSU dos idosos não avançasse. [Read more…]

Bloco central vale cada vez menos

mas ainda existem 71% de portugueses disponíveis para votar nas forças políticas que nos trouxeram até a este abismo de dívida e desigualdade.