Concurso para profs e formadores do IEFP

Se querem a minha opinião, a estratégia do Governo é simples: despedir formadores e colocar nos seus lugares as sobras dos quadros de pessoal docente (horários zero) do MEC. Mas aí está o concurso – acaba amanhã.

O país do faz de conta

Texto lapidar do João Ruivo. Se, depois de lerem, não ficarem revoltados, podem pedir a vossa certidão de óbito.

Há quem gaste para trabalhar

Criado em 2009, o cartão Professor+ conta com mais de 30 mil inscritos.

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O PCP e o PSD falam entre eles

Deveria, talvez, ter dito que o Presidente da República recebe a Jerónimo de Sousa, Secretário General do Partido Comunista Português na sua qualidade de representante do povo português, como está definido no artigo 120 da Constituição do Estado, que reproduço no texto:

Artigo 120.º
Definição

O Presidente da República representa a República Portuguesa, garante a independência nacional, a unidade do Estado e o regular funcionamento das instituições democráticas e é, por inerência, Comandante Supremo das Forças Armadas.

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Matou e fugiu!

Hoje é um daqueles dias que não deveria existir. O fim do mundo chegou. Para nós por uns minutos, os do choque. Para a passadeiramãe, para o pai, para o irmão chegou de forma definitiva – A menina deles morreu!

Uma Aluna do 5º ano, ainda com a manhã triste, tão triste que parecia noite, estava a chegar à escola (o Google Maps mostra a localização). À sua, à nossa escola. Despediu-se da mãe, a caminho do trabalho, colocou o pé na passadeira, depois outro e foi o FIM…

Morreu!

E quem matou, fugiu!

E quem mata assim e foge é um FILHO DA PUTA! E vai ter que viver com uma dor para todo o sempre. O de ser um assassino. Ainda por cima, um cobarde que deixa uma mãe com a filha nos braços, debaixo de uma noite longa que escurecia a manhã, que parecia não querer chegar.

Não sei se a culpa é da localização da passadeira ou da porta da escola, se da localização da própria escola, metida entre dois acessos à A1, perto da ponte da Arrábida.

Mas alguém tem que fazer alguma coisa – as Estradas de Portugal? A Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia?

Ninguém pode voltar a ser vítima daquela passadeira!

Aulas assistidas? Este ano, não!

Caríssimo Professor, se anda atrás do Excelente, sugiro que termine a leitura do post agora mesmo. Se é, como eu, dos que está farto destas amostras de avaliação que os Governos, uns atrás dos outros, teimam em tentar implementar então faça o favor de continuar.

E vamos começar pelo fim, só para facilitar a leitura.

O SPN e a FENPROF tinham já, nos respectivos sites, respondido às questões sobre avaliação. O MEC  decidiu copiar o modelo e divulgou há dias um conjunto de esclarecimentos onde podemos encontrar esta questão respondida de forma muito clara:

Questão 6. Quem deve apresentar requerimento com vista à observação de aulas no ano  letivo de 2012/2013?
Devem apresentar requerimento com vista à observação externa de aulas no corrente ano letivo:
i) Os docentes de carreira posicionados no 2.º e 4.º escalões que completem o  tempo de serviço de permanência no escalão entre 1 de janeiro de 2014 e 31 de  agosto de 2015, desde que optem por realizar a observação externa de aulas no corrente ano lectivo e não pretendam recuperar a classificação da observação de aulas obtida em modelos de avaliação do desempenho anteriores;

Assim sendo, há duas coisas que são certas: [Read more…]

e-bio: mais uma trapalhada do MEC

No contexto que o país vive até parecem anedota alguns dos procedimentos deste Governo. No caso presente o Ministério ebioda  Educação e da Ciência resolveu enviar uma mensagem de correio electrónico a uma parte dos professores no sistema – curiosamente há gente a leccionar que não recebeu e docentes sem colocação que receberam, mas enfim.

Nessa mensagem os serviços do Ministério apresentam uma nova aplicação electrónica – o registo biográfico que, dizem, será uma versão digital da informação de carácter profissional (alguma pessoal, claro) que permita uma gestão mais fácil deste tipo de dados. E quanto a isso, é uma opção do patrão que não me incomoda.

Obviamente, sempre que o MEC mexe um dedo, anexa um manual para ajudar os imbecis – licenciados, mestres, doutores – a seguirem o SEU (deles?) caminho. São procedimentos de sempre, com um percurso histórico de trapalhadas que minam toda a confiança no sistema. E desta vez a questão pode não ser de detalhe: – quando os docentes são chamadas a indicar a natureza do seu vínculo profissional, os que pertencem aos quadros são “obrigados” a ficar com uma opção que é única: Contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado. [Read more…]

Escolas sem aquecimento contra a Constituição

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Não era a casualidade que me levara a ler o jornal ontem. São-me enviados todos eles por correio eletrónico. O que li, fez-me terrorizar, estudantes agasalhados em sala de aulas de escolas feitas em lata, tijolo ou madeira, sem aquecimento. As escolas fecham não apenas por falta de docentes não colocados, bem como por falta de aquecimento no interior. Visitava uma em Trás-os-Montes, distrito de Alfândega da fé, aldeia de Vale, e a professora, do seu muito curto salário, comprava lenha para aquecer a sala de aula feita em madeira. Os pais, interessados no futuro dos seus filhos e a saber que a docente pagava o aquecimento, começaram a trazer lenha para o pequeno fogão da pequena escola. O frio e a pobreza que hoje recebemos por parte do governo, especificamente do Ministro de Educação Nuno Crato, antigo estudante do Collège de France e da Sorbonne, em Paris, nos tempos em que Pierre Bourdieu, Maurice Godelier e eu ensinávamos ai, é um matemático e faz as contas do orçamento baixo outorgado ao seu ministério, acumula o do Ensino e o da ciência e quem paga a conta é o grupo de docentes, pais e estudantes, ele não larga um tostão a mais para assegurar o que a lei manda.

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“O ensino em Portugal é uma desgraça”

O próximo que repetir a frase acima importa-se de almoçar este estudo?

Professores correm para a aposentação

Continuo sem encontrar um único motivo para tal movimento! Esses malandros!

Ensino e Educação – negócio e sociedade

Está longe de ser uma posição que recolha grande aplausos, mas continuo a bater na tecla – o que está em cima da mesa em termos de sistema educativo é a passagem de uma lógica em que se educa para um ambiente em que apenas se ensina. Uma escola que parece ser um negócio para alguns, poucos, e uma opção péssima para muitos. E agora a ligação que vai surpreender, mas onde podemos ler, globalmente, algo que faz muito sentido – Menos despesa, mais educação.

O fim dos planos de recuperação

“passas o tempo a esfolar para o patrão
que dá um pão mas que o tira sem razão
deixas o emprego mas o esquema continua
contrato de 6 meses e depois vais para a rua
pára de sonhar, estás embalsamado
recebe as tuas ordens como um teleguiado”

A primeira página do jornal Público traz em destaque, mais uma vez, uma questão do foro educativo – os planos de recuperação.publico

Mesmo para quem não está por dentro destas coisas, já não será surpresa o destaque dado pela comunicação social escrita às questões da educação, porque apesar dos milhares de despedimentos, ainda há uma centena de milhar de docentes nas escolas, mais uns quantos por aí desempregados ou a tapar buracos e há, claro, muitos pais e muitas pessoas sempre interessadas na cousa educativa.

E, desta vez, Crato dá uma no crato e outra na ferradura, que é como quem diz, faz um bonito junto de parte da classe, que assim se vê livre duma burocracia sem sentido. No entanto a questão central está longe de se resolver e quanto a isso Nuno Crato e o seu Ministério dizem zero!

Vamos então aos detalhes.

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Atenção professores

Cuidado com o e-bio. Eu para já não preencho.

As minhas memórias do ISCTE, Hoje IUL

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Convidado pelo Instituto de Ciências da Fundação Gulbenkian, apareci em Portugal, pela primeira vez na minha vida, em Dezembro de 1980. Vinha da Universidade de Cambridge, onde fiz os meus graus, até ser Doutor e Agregado. Ainda sou membro do Senado dessa Britânica Universidade, na qual, atualmente, trabalham a minha filha mais nova e o seu marido. Não sabia Português, mas conhecia profundamente o Galego. Tentei falar em língua luso-galaica, mal entendida entre lusos portugueses. Mudei de imediato para o inglês, a minha melhor língua, por estar relacionado com a Grã-Bretanha desde os meus vinte anos (sou casado com uma inglesa e as minhas filhas são britânicas). [Read more…]

Passos Coelho, o diz que não disse mas já tinha dito

Passos defendeu em 2010 co-pagamentos na educação.

TVI – Reportagem completa sobre os colégios GPS

Já está disponível – rigorosamente a não perder.

Não ter vergonha na cara

Há pouco, estava Maria de Lurdes Rodrigues, na SICn, a falar sobre Educação.

Diz que não disse mas disse

Passos Coelho afasta copagamentos no ensino obrigatório.

Mentiroso.

As diferenças entre José e Pedro

José foi Pai por convite  e Pedro um amigo de Jesus. Não creio que, pela proximidade ao Mister, qualquer um deles tenha merecido passos_coelho_jose_socrates_lusauma convocatória para a cidade condal. Aliás, estes dois nomes, com muitas semelhanças e algumas diferenças, terão alguma dificuldade em encontrar um lugar simpático lá em Cima.

Acredito que possa haver perdão em doses industriais para distribuir a quase todos, mas palpita-me que perante o evidente interesse público do perdão, este vai a caminho de ser privatizado ou então convertido numa parceria público-privada.

Na prestação de contas educativas in loco, cá pela Litosfera, diria que há uma enorme diferença entre José e Pedro  – José fez mal, mas não procurou transformar e educação num negócio. Pedro olha para a Educação e para a cultura como uma coisa menor, vendável e apetecível aos amigos. [Read more…]

O imposto escolar

Momento Marcelo Rebelo de Sousa na educação.

Secundário com propinas

Para poupar mais, as equivalências terão desconto de 50%.

Que se lixe o ABC

O Governo quer que os portugueses se deixem de escolaridades mínimas obrigatórias e prepara-se para destruir de uma assentada o que resta de uma ideia de Escola pública que, apesar de deficiente (e tudo terá começado a ficar mais complicado quando o PS de José Sócrates chegou ao poder), mantinha o País num rumo de progresso por via do acesso universal ao Conhecimento. Não é só a mobilidade social (já muito dificultada por tudo o resto que actualmente a debilita) que se verá gravemente afectada: é o próprio projecto de uma sociedade que começa por ser democrática porque dá a todos, pelo acesso gratuito à Educação, a possibilidade de formar cidadãos para o exercício político da cidadania.

Em 1936, Carneiro Pacheco, ministro da Educação Nacional, afirmava (num estilo de que Passos Coelho é um lamentável e anacrónico herdeiro) que «O ABC [tinha sido] legalmente derrotado por Deus», deitando por terra o programa republicano que preconizava ser o ABC «o fundamento lógico do carácter». Tratou-se, nessa reforma estado-novista, de reservar a Educação às elites, reaproximando o povo do freio da Religião, banhando-o desde a mais tenra idade nas virtudes cristãs, em detrimento daquilo a que chamavam “o saber enciclopédico”, que de nada serviria aos meninos nas suas vidas futuras, diziam – e o mesmo dizem hoje os passos coelhos desta vida portuguesa a andar para trás relativamente aos alunos universitários que estudam para serem desempregados, em vez de se deixarem de estudos e aceitarem ser os soldados das multinacionais exploradoras do trabalho barato.

E foi assim que criou o povo resignado que se absteve de toda e qualquer participação cívica – mergulhando no silêncio medroso até 1974. É esse o povo que hoje não vota, entregando aos partidos minoritariamente votados (se considerado o universo dos eleitores) o destino da Nação.

Cortar nas gorduras do ensino

Desprivatizando o ensino o estado pouparia 3.353.687 Euros.

Uma discussão interessante

Será indicado professores e alunos serem amigos na Internet?

Embora baralhada pelos graus de ensino.

Os limites da dignidade

O ser humano tem dignidade, se entendemos dignidade como o direito a trabalhar, a ganhar o seu salário, a poupar se for possível, a morar com a sua família. Todo o que o povo português carece nestes dias de neoliberalismo. Ou, como diz o dicionário Priberam: Procedimento que atrai o respeito dos outros, em  definição que acrescenta esta ideia: Brioso; Pundonoroso; honrado; correcto.

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Poupar na educação gastando mais

É preciso deixar a realidade estragar uma boa história

Vinculação Extraordinária – parece que adivinhei!

Hoje foi dia de Negociações no MEC, ou antes, foi dia de reuniões.

Pela manhã escrevi que:

O concurso pode ter as regras mais fantásticas, pode permitir a milhares (muitos, talvez 50 mil!) a apresentação a concurso, mas se não existirem vagas, para que serve o concurso?

Parece que foi em cheio – o MEC vai permitir que todos (ou quase) concorram, mas, pequeno detalhe – continua a não anunciar as vagas.

Já sabemos quem vai poder bater à porta, mas continuamos sem saber quem vai poder entrar.

Vinculação Extraordinária – negociações com o MEC

Parece mentira e se calhar até é, mas enquanto se brinca às negociações alguns andam distraídos e a coisa fica mais folgada.  Do ponto de vista político  faz tanto sentido Nuno Crato meter professores nos quadros na actual conjuntura como o som de uma bateria num funeral (confesso que não gosto muito da expressão viola num enterro e à falta de melhor, foi da bateria que me lembrei. Também é verdade que alguém tinha que fugir da regra dos Aventadores e escrever mal, mas enfim…).

A proposta do MEC é apenas uma proposta de normativo legal para um concurso, ou seja, o MEC  está apenas a negociar quem é que pode bater à porta para efectivar. Falta dizer quando e como vai abrir a porta e, mais importante ainda, quem vai poder passar por essa porta.

O concurso pode ter as regras mais fantásticas, pode permitir a milhares (muitos, talvez 50 mil!) a apresentação a concurso, mas se não existirem vagas, para que serve o concurso?

Assim, se Nuno Crato não se quer ficar apenas pelas aparências tem que, no decurso da negociação, apresentar dois números:

– as vagas disponíveis por grupo disciplinar;

– os candidatos em condições de concorrerem a essas vagas.

Sem isto, a negociação é uma mentira!

Mais barata é a tua tia

Anda por aí um conjunto de ignorantes, quase sempre paineleiros com opinião sobre tudo, o que é sinónimo de ignorância sobre todas essas coisas.

Seguindo as indicações do Primeiro Ministro, Passos Coelho lembrou-se de falar em refundação e anda por aí meio mundo a discutir o vocábulo utilizado. Sim, o outro meio está a ver quem tem mais pontos, o Sporting A ou o Sporting B.

Sobre a Educação apareceu por aí uma coisa, a que alguns chamaram estudo, que vinha, segundo eles, mostrar que o Ensino Privado ficava mais barato que o ensino público. Sendo mentira essa conclusão – pelo menos não é isso que se pode concluir do Relatório do Tribunal de Contas, importa apresentar apenas alguns números, disponíveis para consulta no site do MEC.

E avanço apenas com 2:

– no relatório da região Norte, na página 166 podemos consultar os números sobre os docentes que trabalharam em Vila Nova de Gaia entre 2004/05 e 2010/2011. Reparem na linha que se refere ao Ensino Especial, na linha que se refere ao Ensino Privado. Quantos professores tem?

– as Escolas Públicas, em Vila Nova de Gaia, recebem alunos de áreas muito delicadas, nomeadamente de bairros sociais, de comunidade étnicas, etc. Naturalmente os colégios privados do concelho não têm que receber esses alunos. A pergunta que fica é: são precisos mais professores para trabalhar com os alunos mais complicados ou com aqueles a quem até uma vassoura era capaz de ensinar a tabuada?

A relação alunos / professor no Pré-Escolar de Gaia é, comparando Público / privado, 15,9 / 17,4; no 1º ciclo a relação é 16,7 / 18,6 e no 2º ciclo 8,2 / 15,7. Facilmente se percebe que nas escolas públicas há necessariamente mais (e é assim que se responde às dificuldades da Escola Pública) professores a trabalhar do que nas Escolas Privadas.

Será que os papagaios de serviço estariam disponíveis para fazer uma coisa diferente?

Troca por troca.

As Escolas Públicas mandam x alunos para o Privado e estes, em troca, remetem os mesmos x alunos para as Escolas Públicas.

Justo? Ou demagógico?

A liberdade de escolha como delírio

Impor uma alimentação saudável nas escolas é fascismo alimentar, na opinião de um insurgente. Há momentos em que a direita alucinada coincide com a esquerda eduquesa. Vamos deixar os meninos fazer tudo o que lhes apetecer?