Os professores explicados aos não professores

Ser Professor é um problema, principalmente, quando queremos explicar o que se passa com os professores aos que não são professores.

Prometo que não vou contribuir para a retórica da classe de que se trabalha muito, de que se leva trabalho para casa, que…  Vamos esquecer isso tudo e olhar para o momento com um outro olhar – o olhar de pai.

Vejamos:

– de acordo com o Sr. Ministro Nuno Crato teremos em Portugal cerca de 105 mil docentes nos quadros e, um pouco mais de 10 mil contratados. Ou seja, em menos de 600 mil funcionários públicos, temos cerca de 115 mil professores. Logo, quando o Governo tem como prioridade despedir pessoas (há quem lhe chame poupança) diria que, 1 em cada 6 terá que ser professor.

– nos dois últimos anos o MEC recorreu a duas armas: despediu docentes a contrato e empurrou mais uns milhares (20 mil) para a aposentação.

Aparentemente, nas Escolas, do ponto de vista dos pais, continua tudo a correr com relativa normalidade. Mas, então, isso significa que Nuno Crato tinha (tem!) razão quando dispensou tantos Professores? [Read more…]

“Vem aí a guerra, prepara-te”

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«Doce inocência, tranquila ignorância… (…) É este encolher de ombros que levou o historiador Ian Kershaw a escrever que “a estrada de Auschwitz foi construída pelo ódio, mas o seu pavimento foi a indiferença.» Por Ester Mucznik, na sua crónica no Público

Mobilidade Especial via Paris

Agora já percebi! Finalmente, ufa!

Vejamos: Sócrates, que foi primeiro antes de ser engenheiro, seguiu a dica do Relvas e foi atrás de uma oportunidade lá fora, creio que em Paris. E o sucesso é total – depois de dois anos com horário zero na cidade Luz é colocado, em Mobilidade Especial, na RTP. Creio que, também neste caso, há mão do Relvas – como diz o Pacheco Pereira, é melhor ter o mal ao virar da esquina. [Read more…]

Tomem nota: 7 e 10 de maio são os exames

Poderá e deverá ser um excelente dia para ficar em casa!

Desfazer a Escola Pública vai começar

Ou antes, continuar!

O Ministério da Educação, na linha do Primeiro-ministro Vítor Gaspar, tem uma linha bem clara que o separa da escola pública – a linha que o leva da defesa da Escola Pública à sua venda.

Podemos ter muitos olhares sobre o que é e o que deverá ser a Escola Pública, mas este não é o momento para grandes discussões porque o trabalho de Crato tem sido muito claro.

A aposta do Governo no apoio aos colégios privados e na passagem da Formação Profissional para o IEFP são apenas duas das medidas de que se fala. Imaginem o que vai acontecer à Escola Pública, nomeadamente às Escolas Secundárias, se todos os cursos profissionais passarem para a gestão do IEFP:

– Quantos horários zero? Quantos professores iriam para a mobilidade? Quantos serão despedidos?

Nota: houve escolas secundárias que foram contactadas para receberem, nas suas instalações, cursos do IEFP.

Quando é que um mais um dá 1?

Esta foi a pergunta que o mais pequeno me fez ontem quando entrou no carro depois das aulas.nos

Confesso que só a resposta dele fez luz perante a minha ignorância.

As gotas de água – uma mais uma…

É, talvez, a metáfora perfeita para o dia de hoje. Não vou por mais ninguém – vou por mim! Pelo meu futuro.

Serei apenas mais uma gotinha, que junto de outras, formarão uma gota maior, uma MARÉ tão grande que não será possível a Relvas, a Gaspar e a Portas passarem entre os seus pingos.

Não vou, não vamos por modas, por ter sido convocado ou porque vai toda a gente!

Vou por mim!

Vou porque defendo a Segurança Social, a Educação e a Saúde na esfera do Estado, para todos e de qualidade. Simples, não?

É isso que vou afirmar mais logo!

Eu vou fazer a minha parte!

Espero que faças a tua!

2M: Maré da Educação (II)

No Porto,  às 15h, em frente à DREN.

Em Lisboa, às 14h30, em frente ao MEC.

Mais informações no Face do evento.

2M: Maré da Educação no Porto

Pela Escola Pública!

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Alunos, Pais, Administrativos, Auxiliares, Professores, etc… TODOS juntos na Maré da Educação que vai engrossar o MAR de GENTE que vai voltar a encher a Avenida dos Aliados.

Que horror

Os professores ganham acima do salário médio nacional. É extorquir os privados, diz um ignorante.

A consciência dos sociopatas

Santana Castilho *

1. Annette Schavan, directora espiritual de Crato para o ensino profissional e até há pouco ministra da Educação da Alemanha, demitiu-se após ter sido acusada de plágio pela universidade onde se havia doutorado há 33 anos. Na origem do escândalo esteve a denúncia de um blogue. Schavan reclama inocência e vai pleitear a causa em tribunal. Mas a sua consciência disse-lhe que, neste momento, esse era o caminho. Curiosamente, a tese que escreveu (ou plagiou) estudava o carácter e a consciência. Antes de Schavan, Karl Guttenberg, ministro da Defesa, procedeu do mesmo modo, por motivo idêntico. E, antes dele, fora a vice-presidente do Parlamento Europeu, Silvana Koch-Mehrin: mesmo erro, idêntico padrão de comportamento e de consciência.

2. A Lusa questionou Nuno Crato sobre o relatório do FMI, que alude ao eventual despedimento de 50 a 60 mil funcionários do sistema de ensino, docentes e não docentes. Importa reter e comentar algumas afirmações do ministro, extraídas da resposta:

– “Nós não somos irresponsáveis. Isso não está em causa, de forma alguma.”

– “O Governo irá apresentar um conjunto de medidas … para a redução da despesa, algo que todos os contribuintes querem”.

– “Nós, até este momento, não fizemos nenhum despedimento na Educação … “ [Read more…]

Há coisas assim

Ser Professora (ou Professor!) em Portugal é, sem dúvida, uma profissão de risco.educarmata

São assustadoras as notícias dos últimos dias.

Obviamente há, nos casos mais recentes, muitas coisas por explicar, mas estas situações são sinais extremos de que há algo de muito mau nas escolas – e quem lá anda sabe isso!

Não há muitas palavras que permitam explicar a sensação de desconforto, a ideia de que se trabalha atrás do nada, a preencher papeladas sem sentido, para justificar insucessos de alunos que teimam em não aprender, para proteger o profissional dos ataques dos pais. Direcções que incomodam, regras que mudam todos os dias, e o desemprego e o roubo nos salários, e…

Tradicionalmente, o trabalho dos Professores continua em casa, invade e prejudica o ambiente familiar – são fichas para realizar, para corrigir, actas para elaborar e sei lá o quê mais! E os filhos, ali ao lado, entregues à solidão de quem se volta para onde não devia, digo eu.

A pasta, essa maldita – confesso que me consegui ver livre dela ao fim-de-semana: escondo-a na mala do carro. Foi uma atitude de defesa que recomendo! O trabalho? Espera! É mais saudável assim.

Mas, o ambiente está duro, pesado e talvez seja interessante  cruzar informações, abrir os olhos e dar um olá a quem se esconde. Vale a pena estudar isto e talvez esteja aqui a guerra que todos os professores e todas as professoras quererão comprar.

 

José Manuel Prostes da Fonseca- Homenagem

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Todos sabemos que faleceu subitamente a 3 de Fevereiro deste ano de 2013. Todos sabemos que nasceu no dia 20 de Março de 1933, todos sabemos que era o Engenheiro Prostes, como era denominado por todos nós no ISCTE, hoje ISCTE-IUL, por ser Licenciado em Engenharia Química. Sabemos também que foi Diretor Geral de Administração Escolar antes do 25 de Abril e Secretário de Estado de Administração Escolar do Ministério de Educação e Ciência dos três primeiros Governos Provisionais a seguir à data da nossa liberação da ditadura, opressão de que não fez parte. Bem como todos sabemos que foi Diretor do Conselho Diretivo do ISCTE entre 1984 e 1999, com o Catedrático em Comunicações José Manuel Paquete de Oliveira.

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Calendário de Exames 2013

O Ministério da Educação e Ciência publicou o Despacho (pdf)  que define o calendário dos Exames Nacionais para 2013. Aqui ficam as datas mais importantes para os exames do ensino básico:

4º ano : Língua Portuguesa – 7 de maio, terça-feira; Matemática – 10 de maio, sexta-feira. Provas às 9h30.

– 6º anoLíngua Portuguesa – 20 de junho, quinta-feira; Matemática – 27 de junho, quinta-feira. Provas às 9h30.

– 9º anoLíngua Portuguesa – 20 de junho, quinta-feira; Matemática – 27 de junho, quinta-feira. Provas às 14h00

Jornalismo de sarjeta

Câncio plagia Guinote. Os zecos não se citam.

Crato é um mágico da matemática

Ou não! jp20

Eu explico.

No sábado passado mais de quarenta mil professores ( somos cerca de 100 mil hoje nas escolas) estiveram nas ruas de Lisboa. Foi consensual entre todos que a média etária dos presentes se aproximava mais dos limites superiores do que dos limites inferiores.

Não é estranha a essa situação a instabilidade que o famoso relatório do FMI colocou em todos os docentes – afinal são uns largos milhares os que têm a porta da rua aberta.

Assim é quase impossível encontrar uma explicação para o concurso extraordinário – como é que o governo abre um concurso para vincular professores aos quadros, quando está a pensar despedir os que já estão nos quadros?

Claro que os professores mais novos, até porque estando desempregados, não lhes falta tempo, olham apenas para a folha que está à frente do nariz e sem ver a floresta toda não irão entender o que está em cima da mesa. [Read more…]

Projectar Matosinhos mas pouco

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© antonioparada.com | O que pensará Carrilho sobre os planos de António Parada para a Cultura?

Quem é António Parada (na foto ao lado de Manuel Maria Carrilho)? Um jota S matosinhense, nascido entre os pescadores, ali à beira do mar, o que só lhe fica bem (a proximidade com o mar e as suas gentes, quero dizer). Frase-lema para as Autárquicas 2013: Proje[c]tar Matosinhos. Projectar lá para fora. Turismo portanto. Mas também equipamento para o Desporto. Para tirar as crianças da rua, disse. As mesmas que mandaria para o mercado de trabalho em caso de falta de aproveitamento na escola, decerto.

Quanto à Cultura, um projecto central parece animá-lo: abrir o Cine-teatro Constantino Nery às colectividades da região, as quais, defende, também deviam ter direito a pisar aquele palco por onde só andam “as elites”, como lhes chama. Ou seja, destruir um dos melhores projectos culturais do Norte para lá fazer cultura popular, que é o que faz mais falta ao povo, como toda a gente sabe, e nem tanto um programa sustentado de criação de públicos para a Arte – que colectividades haverá sempre, haja ou não teatros de arte e museus ali ao lado.

“Os erros dos políticos muitas vezes têm consequências dramáticas na vida dos cidadãos”, afirmou há dias. Outras vezes, têm consequências na vida dos próprios políticos, o que ainda assim é bastante menos grave.

Fico a pensar que o PS anda realmente em baixo e que fariam melhor os socialistas se começassem a preparar os seus dirigentes locais no sentido de um combate político que fosse de facto alternativo ao do PSD.  E que fosse de Esquerda, já agora (isso é que era!) E já que estamos no domínio do sonho: que fosse capaz de compreender o verdadeiro alcance de um programa sério para a Cultura numa região subdesenvolvida. Mas lá está: quem tem o entendimento que tem António Parada da Educação não pode entender isto.

Um auto-retrato de António Parada, com programa eleitoral completo para Matosinhos, aqui.

Limpar armas

Sábado foi dia de mais uma enorme Manifestação em Lisboa e os Professores que viajaram do Norte tiveram uma participação fantástica.DSC00360Isto, apesar de nos últimos dias, os agentes ao serviço do PSD, procuraram tirar sentido à manifestação – alguns escreveram no Público, outros nos blogues e até houve alguns que visitaram escolas de Vila Nova de Gaia.

Há muitos e variados motivos para colocar os nomes nestes bois, mas em tempo de guerra não há armas para limpar.

Vamos juntos, vamos todos, como ontem sugeria Mário Nogueira.

Quanto aos que acham que é preciso lutar, mas não desta forma, que são, aliás, os mesmos que dizem que a coisa não vai lá com greves (não vai com greves, não vai com manifestações,…) seria interessante que nos deixassem algumas sugestões. Fica o desafio.

Que besta!

Miguel, confesso que já não tenho paciência para essa gente!

manif profsComo se diz por aqui, só à cabeçada!

Sábado, aproveitem

Pode ser das últimas vezes em que te manifestarás como professor.

manif profsComo desempregado não será bem a mesma coisa.

Horário de trabalho nas escolas e em casa

Confesso que nunca tive muita paciência para o habitual discurso dos profs de que trabalham muito e tal. Como muitos outros quadros com formação superior trabalham muito e, na maioria dos casos, bem – daí aquela ideia consensual, que as Escolas funcionam apesar do Ministério da Educação e dos Ministros.

Existe, no entanto, uma diferença muito substancial em relação a outros profissionais – o peso do trabalho individual e, tradicionalmente doméstico. No caso dos Professores, ou pelo menos de uma parte muito significativa, o peso do trabalho que se leva para casa é muito maior do que o trabalho que a generalidade dos quadros, até da Função Pública, tem depois de sair do escritório. Este trabalho individual é mais intenso em dois momentos – o da preparação e o da avaliação, ou seja, nos momentos em que se começa um período, uma temática ou unidade nova ou então quando existem trabalhos / testes para corrigir.

E repare, caro leitor não docente, que não se pretende com este texto recolher sentimentos de pena ou de compaixão. Nada disso.  [Read more…]

Ser Pai, que papel perante a Escola?

Nos últimos tempos, se calhar por força da idade – à média de um por ano, todos vamos avançando – tenho usado duas ideias muito próximas:

Nós Somos Nós e as nossas circunstâncias e
Um ponto de vista é sempre uma vista a partir de um ponto.

E a minha relação com a Escola, de onde não consigo sair desde os 6 anos, tem mudado muito, em particular no último ano, onde a dimensão de pai, com filhos na escola, me levou para um novo olhar sobre a Educação.

Com alguma facilidade em apoiar os meus pequenos nas tarefas escolares, tenho vacilado no papel que devo ter – entre o resultado imediato e o trabalho de médio, longo prazo, por exemplo.

Entre o discurso “se o professor que assim, vamos fazer assim”, ainda que …

E onde deve estar a fronteira entre o professor / colega e o pai de um aluno?

Mesmo correndo o risco deste ter sido o post mais estúpido da história do Aventar, não quis deixar de vos pedir ajuda: como é que fazem esta gestão?

E para não dizerem que foi tudo tempo perdido, deixo o link para um blogue que tenho vindo a construir com os conteúdos que eles precisam na escola.

Uma nota para Moedas

Santana Castilho *

Como estaria a educação nacional se tivéssemos um curriculum coerente, de alto a baixo? E se o modelo de gestão das escolas atraísse os melhores? Que teria acontecido se a política educativa privilegiasse a cooperação, que une, em detrimento da competição, que divide? E se os professores fossem respeitados, que não vilipendiados? O exercício dicotómico que esbocei prolongar-se-ia longamente, opondo o que é ao que poderia ser. Mas porque não aconteceu cada metade de cada pergunta, os putativos resultados permanecerão no campo da dialéctica. Diferente é o que está apurado e passou a factual. É por isso que o relatório do FMI está mal feito. Nesta crónica, que é uma nota para Moedas, apontarei alguns dos muitos erros que tornam mau aquilo que Moedas diz que é bom. E porque nem eles, técnicos, nem ele, político, podem ignorar a verdade, concluirei dizendo que uns e outro foram desonestos. Eles, intelectualmente. Ele, politicamente.

Diz o relatório, a abrir (p.58), que o sistema de educação em Portugal perde por comparação com os demais países da Europa, no que toca à relação entre os custos, por referência ao PIB, e os resultados. O relatório diz que gastámos, em 2010, 6,2 por cento do PIB. Está errado. Gastámos cinco, inferior à média da UE. Mas, porquê 2010? Depois de tanta avaliação e tantas missões, estes mafarricos não conhecem o valor actual, que se cifrará por volta dos 3,8 por cento? A afirmação é falsa e particularmente grave, por coexistir com a recente divulgação dos resultados de dois dos mais credíveis instrumentos de notação dos sistemas de educação: o TIMMS (Trends in International Mathematics and Science Study) e o PIRLS (Progress in International Reading Literacy Study). Como, aliás, referi no meu último artigo, Portugal foi o país que mais progrediu no ensino da Matemática e o segundo que melhores resultados obteve no que toca às ciências. Que mundo observam estes peritos? Linhas à frente, afirmam que nos dois últimos anos o Governo melhorou a avaliação dos professores. Saberão que nesse tempo a coisa não mexeu, simplesmente hibernou? [Read more…]

Outra vez as despesas de educação

Em suma, a redução na despesa em educação em rácio do PIB parece ter sido acompanhada pela melhoria dos indicadores de educação, o que sugere um progresso ao nível da eficiência da despesa no setor. Para este resultado terão contribuído as medidas adotadas no período mais recente, sendo de destacar o encerramento de escolas com número reduzido de alunos e a redução do rácio professor–aluno. No entanto, existe claramente margem para redução da despesa e ganhos adicionais ao nível da eficiência neste setor.

O sublinhado é meu, a citação de um estudo publicado no Boletim de Inverno do Banco de Portugal (A Evolução da Despesa Pública: Portugal no Contexto da Área do Euro, de Jorge Correia da Cunha e Cláudia Braz). [Read more…]

Subdesenvolvimento português

Evolução da percentagem de população entre os 25 e os 64 anos com pelo menos o secundário concluído
(1993 >>> 2011)

Alemanha: 79,4% – 86,3%
França: 56,0% – 71,6%
Grécia: 39,1% – 64,5%
Espanha: 25,5%-53,8%
Portugal: 20,0% – 35,0%

Fonte: PORDATA

FMI e os despedimentos na Educação

De acordo com o Jornal de Negócios o FMI elaborou um estudo onde aponta caminhos:digitalizar0001

São vários os caminhos para a reforma do Estado. Todos são dolorosos e uns são mesmo classificados como radicais. O FMI diz que chegou a hora de fazer mudanças “inteligentes” para cortar na despesa.

Uma leitura rápida do que foi publicado permite, por um lado, perceber que se trata do mesmo – o FMI não sabe outro caminho e sugere corte atrás de corte quando todos já perceberam que não é por aí.

No entanto, o detalhe de algumas medidas, no que diz respeito à Educação, mostram que há algum caminho feito na reflexão de carácter técnico, ou seja, parece que já meteram a mão na massa:

– “colocar 30 a 50 mil funcionários da educação na mobilidade especial permitira poupar entre 430 e 710 milhões;” [Read more…]

Governo quer dispensar 50 mil profissionais na Educação

Será que ainda precisam de mais motivos para participar na manifestação ou está bom assim?Manif_26jan2013

Será que é preciso mais algum exemplo para provar que esta gente não está nada preocupada com o Sistema Educativo, nem com a qualidade do que lá é feito?

Dispensar na Educação, sejam Professores, sejam Funcionários só poderá acontecer à custa da qualidade, isto é, do serviço que é prestado aos alunos – quem é pai sabe em que condições estão as escolas ao nível dos funcionários.

Para dispensar Professores só fazendo uma de duas coisas, ou ambas:

– aumentar o número de alunos por turma (mais de 30?);

– aumentar o horário de trabalho dos Professores. Neste caso, obviamente, se trabalho mais tempo com mais alunos, alguém (além do próprio!) irá ficar a perder: os alunos.

Confesso que já não há paciência para o e-bio, para a avaliação e até para quantos entram no IEFP ou quantos foram excluídos – o que está em causa é a ESCOLA PÚBLICA!

Educação espartana – o apartheid

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«O Ministério da Educação decidiu “abanar” uma instituição de grande gabarito e tradição no panorama do ensino nacional, introduzindo turmas femininas num liceu há décadas vocacionado para o ensino de rapazes, exclusivamente. Eu fiz parte do primeiro contingente de raparigas a estudar no Liceu de Camões. (…) Vivíamos com regras peculiares, como, por exemplo, estarmos confinadas ao pátio norte, não podermos ter qualquer tipo de contacto com os colegas rapazes, sob pena de processo disciplinar (o que era recíproco para os rapazes, que tentavam sempre espreitar e ver as meninas…), termos maioritariamente professoras, e estarmos sob a tutela de uma vice-reitora (…). A disciplina era implacável, tendo nós a sensação de que o reitor buscava o mínimo pretexto para nos colocar dali para fora.» (Ana Paula Russo)

Em 1971 chegavam ao Liceu Camões, de uma assentada, mais de cinco centenas de raparigas. [Read more…]

Não é só chique separar os sexos

É a educação espartana.

Os valores da educastração

A Opus Dei separa os meninos das meninas. Os anjos não entram.

O ensino vacacional segundo Ramiro Marques

Fugiu-lhe o teclado para a verdade.