Fala um funcionário da Católica

Mentir já não é pecado, Roberto Carneiro?

Democracia e Capitalismo são compatíveis?

Portugal vive há uns tempos sob a tutela estrangeira e com mais ou menos mentiras de quem nos governa, todos os indicadores mostram que o caminho escolhido não serve.

Dizem-nos que é muito difícil ser deputado da maioria, imagino que tal reflexão, deste boy, surge num contexto solidário em que o senhor deputado vai ficar a viver com os 377 euros do subsídio de desemprego. Só pode!

E se o caminho não serve, podemos procurar encontrar outros, ainda que concorde com o Ricardo Araújo Pereira que na Visão aponta uma coisa óbvia – não tem que haver alternativa no caso em que algo é manifestamente mau. Se a receita que está a ser aplicada não serve, para que acabe não é preciso haver alternativa. Basta que pare!

E são cada vez mais as vozes que procuram caminhos alternativos.

O Fórum “Cidadania pelo Estado Social” é uma dessas iniciativas e hoje, em Braga, na Universidade do Minho, aconteceu mais um debate, onde a Educação Pública esteve em cima da mesa. [Read more…]

A greve virada do avesso com Allende e no Portugal de hoje

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Confesso ter sido grevista, mas de greves viradas do avesso. Não foi por acaso, como narro noutros textos, que organizei sindicatos quando morava no Chile, mais de 40 anos antes destes dias de greve em Portugal. Sindicatos rurais e industriais. Todos eles contra os proprietários dos meios de produção que pagavam mal, às vezes até esqueciam esse pagamento, despediam a seu prazer, contratavam à sua laia, o operariado para eles era apenas força de trabalho. Força de trabalho não como a definida por Karl Heinrich Pembroke Marx, essa que ele associava à mais-valia dos proprietários dos meios de produção. Era simplesmente força de trabalho, usada para todo serviço. A Revolução Francesa não tinha passado pela América Latina, nem por Portugal, se passara, foi rapidamente esquecida. A liberdade de procurar meios de produção, não existia, porque esses meios eram raros e escassos.

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Solidariedade

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Anteontem, 15 de Outubro, de este NO 2012, ESCREVIA SOBRE SALVADOR Allende e o fracasso do seu governo, texto que pode ser lido aqui e  para quem tiver tempo.

É um conceito que tem definição, sendo o primeiro em falar deles Émile Durkheim no seu livro de 1893 escrito na sua língua, o francês, De la division du travail social, texto em que distingue entre a sociedade orgânica e a mecânica. A primeira, deriva do direito e das leis que governam um povo, como todos sabemos; a segunda, como sabe também, dos usos e costumes que têm as pessoas no seu comportamento social. Não defino mais, porque tenho escrito muito sobre este texto, que pode ser lido em português europeu na edição de Europa – América.

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Um Ministro pré-Marcelista

Nuno Crato não respeita a Constituição, os Direitos Humanos e as Recomendações da UNESCO

A memória é muitas vezes um processo doloroso – esquecemos o que queríamos recordar e recordamos o que queríamos esquecer.

Queria recordar um ano letivo que tenha começado sem estar envolto em confusão. Só me lembro de Maria do Carmo Seabra. Confesso que só de ouvir este nome – Maria do Carmo Seabra – sorria. Pensei que seria impossível repetir-se a história, mas os factos cá estão para, mais uma vez, para comprovar que é possível a água passar duas vezes debaixo da mesma ponte.

Nuno Crato, o ex-comentador do Plano Inclinado, agora Ministro da Educação colocou-se ao nível de Maria do Carmo Seabra na incapacidade de desenvolver um concurso de Professores sem erros. Neste aspeto, Nuno Crato marcou a diferença clara para as duas ministras anteriores. Para pior.

Nuno Crato aparece também como o rosto de um conjunto de mudanças nas nossas escolas que visam destruir a Escola enquanto Património da República e da Democracia. [Read more…]

Nuno Crato não quer que me falte nada

Para confirmar este meu texto, Nuno Crato não perdeu oportunidade de brincar com a vida das pessoas. O poder de síntese do Paulo Prudêncio diz quase tudo.

Mais pieguices dos professores

Professores portugueses são dos mais afectados pela crise na Europa. E o artigo não faz referência aos milhares de professores desempregados.

Pieguices, diria Passos Coelho

Professores portugueses com mais stress do que população norte-americana

Quando me lembre….

Era no noticiário de ontem. Os jornalistas, sempre curiosos dos vaivéns do PM, perguntaram: quando vai anunciar ao povo de alça dos impostos?
O PM, sempre a correr, tem agalhas para isso e muita juventude, ripostou: quando me lembre
Quando se lembre do que Senhor PM? De anunciar as alças ou de que já decidiu amortalhar ao povo com mais vendas de múmia para nós matar de fome? Ou quando se lembre de que houve uma alça nos impostos?

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Meter a raposa a contar as ovelhas

Um estudo sobre custos de ensino público vs privado presidido por um ex-Presidente do Conselho Coordenador do Ensino Particular e Cooperativo. E vergonha no focinho, não há?

Movimento pela extinção real dos PCT

No ad duo e nos Professores Lusos a questão já tem uns dias, mas meus caros colegas, o tema tem toda a actualidade.

A legislação que regulava o ensino básico era de 2001 (Dec. Lei 6/2001, de 18 de janeiro) e na sua introdução, a referência ao Projecto Curricular de Escola e ao Projecto Curricular de Turma (PCT) era evidente:

“No quadro do desenvolvimento da autonomia das escolas estabelece-se que as estratégias de desenvolvimento do currículo nacional, visando adequá-lo ao contexto de cada escola, deverão ser objecto de um projecto curricular de escola, concebido, aprovado e avaliado pelos respectivos órgãos de administração e gestão, o qual deverá ser desenvolvido, em função do contexto de cada turma, num projecto curricular de turma, concebido, aprovado e avaliado pelo professor titular de turma ou pelo conselho de turma, consoante os ciclos.” [Read more…]

Estados de alma na Educação

Depois da agitação Cratiana inicial, o ambiente Educativo começa a adquirir tons e cores diferentes dos que foram usados para pintar o arranque do ano.

Não quero com isto significar que ficou tudo cor-de-rosa, ou antes, laranja. Nada disso.

O que talvez tenha acontecido é uma maior separação entre uns e outros – entre os que estão na escola, os que têm emprego. E os que estão em casa, os que estão desempregados.

Não há cores garridas no ar, anda tudo um na área dos cinzentos nas salas de professores e tudo muito mais negro nos ecrãs de computadores que juntam os desesperados à procura de uma vaga.

Não se entende muito bem o que aí vem – será que a mobilidade chega? Será que terei horário para o ano? Será que ainda me vão meter mais alunos dentro da sala? E o programa, vai mudar ou será sempre este?

Para quem está em casa, o olhar triste confunde-se com a luz do ecrã: a vontade de aproveitar o sol é zero e a capacidade de pensar no futuro está limitada pela frustração da existência. Falta um pilar fundamental – ter emprego. Trabalhar.

Os que estão por casa desejam, com mais ou menos palavras, que muitos metam a reforma. Nas escolas, os mais velhos, perguntam a toda a hora – quando é que me posso ir embora?

Haverá futuro para uma Escola assim? E que futuro tem este país que trata a escola assim?

As respostas têm que ser suportadas no optimismo do 15 de setembro: claro que Há OUTRO CAMINHO!

E Vincent Peillon sabe qual é!

Incompetência deste governo

Há muitos sinais, ou antes, há muitos e variados factos que provam a incompetência dos boys que nos dirigem.

No Ministério da Educação, um ex-comentador, voltou a provar que afinal é possível repetir os erros do passado: fazer, nos concursos, um trabalho ao nível de Maria do Carmo Seabra.

Mas há mais.

São ainda milhares os alunos sem professor nas nossas escolas públicas.

Verdade!

Há mais de 40 000 professores desempregados em casa!

E há milhares de alunos nas escolas ainda sem professor!

Alguém entende isto?

 

Universidade para Crianças?

Longe parece ir o tempo em que ao ensino superior só chegava gente madura; agora qualquer puto mimado lá gente… e exige o direito de praxar quando lhe aprouver??

Vamos continuar

Agora pela Escola Pública!

Amanhã, 2ª feira numa cidade perto de si.

Nuno Crato, o fugitivo

Li com o Olhar do Miguel, uma pergunta da Bárbara que eu gostaria de ter feito.

Eu era menino para tentar acertar na resposta: porque tem cu!

Ou antes, na 5 de outubro, outrora a casa ministerial, seria cu a resposta.

Nas Laranjeiras teria que dizer Ânus.

Mas cu ou ânus, o medo é o mesmo e mais vale fugir! É que há os heróis mortos e os cobardes vivos.

Desconfio que ainda são leccionados por professores

Quando há, e haverá, mais alunos, subtraímos os cursos profissionais.

O tamanho das turmas

Será que está por aí algum boy laranja que possa levar este post ao Sr. Ministro Nuno Crato?

É que na minha escola, em mais de 30 turmas não tenho nenhuma turma, sem alunos NEE, com o número de alunos que o sr. Ministro refere.

Será que ele me pode dizer onde é que isso acontece?

“Um terço é para morrer”

José V. Malheiros (não) foi duro! Escreveu hoje no Público O Sonho de Pedro Passos Coelho. Coloca aspas na primeira frase e fecha aspas após a última palavra de um longo e eventual sonho do PM ou, melhor, o grande pesadelo dos portugueses:

Um terço é para morrer. Não é que tenhamos gosto em matá-los. (…)não os vamos matar-matar (…). O Mota Soares (…) com aquela cara de anjo (…). O Paulo Macedo (…) não é genocídio, é estatística. (…) Estas tretas da democracia e da educação e da saúde para todos foram inventadas quando a sociedade precisava de milhões e milhões de pobres (…). O outro terço temos de os pôr com dono. (…) O outro terço são profissionais e técnicos (…) estes estão no papo. (…) Com um terço da população exterminada, um terço anestesiado [futebol, telenovelas e reality shows] e um terço comprado, o país pode voltar a ser estável e viável. (…) O Ângelo diz que, se continuarmos a portarmo-nos bem, um dia nós também vamos poder pertencer à elite.”

Estamos todos no papo, independentemente do terço a que pertencemos.

Mas pensando bem… Malheiros não fez bem as contas. A divisão em 3 partes não é rigorosa.  Infelizmente, é mais que “um terço para morrer” …

Salvador Allende Gosens

220px-Allende.jpgLo conocí por casualidad. Fue en la época en que se candidateaba para la Presidencia de la República de  Chile. Corría contra Jorge Alessandri Rodríguez, en 1954 quien ganara la presidencia por una mayoría de votantes muy baja, pero que le permitió ser Presidente de la República sin consulta al Parlamento. Tenía yo trece años, el Senador Allende, en el año de 1945, tenía cincuenta y seis. Supe que visitaba nuestras tierras, en donde nuestro padre era quién poseía la jefatura de una central eléctrica, trabajaba con 350 obreros y 27 técnicos. Mandaba también sobre la fuerza policial. A nuestra casa, en época de elecciones, entraban todos los candidatos de la ideología del ingeniero especialmente la Democracia Cristiana.

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Na competitividade do país, a Educação não é um problema

E quem o diz é o Fórum Económico Mundial no seu relatório da Competitividade Global 2012-2013, agora conhecido.

Globalmente Portugal, entre 144 países está agora na posição 49, quando o ano passado, entre 142 países estava na posição 45. Para estas posições concorre uma classificação global de 4,4 em 7.

Fomos olhar de forma mais detalhada para o relatório e percebemos que há dimensões melhores e dimensões piores. A Educação está do lado competitivo do país. Vejamos: [Read more…]

Sejamos então rigorosos

Quando falamos de anterior governo e ensino privado falamos também disto, certo?

A entrevista de Maria de Lurdes Crato ao Jornal Sol

Em tempos a mais famosa Ministra da Educação deu uma entrevista em que afirmava a vitória junto do povo, apesar de ter perdido os professores.

Numa entrevista ao Jornal Sol, o ex-comentador televisivo Nuno Crato segue o mesmo caminho e entra por atalhos que o colocam do lado errado do filme:

Está preparado para sofrer contestação de rua como a que teve Maria de Lurdes Rodrigues?

Eu acho que não. Acho que não vai acontecer. Por uma razão: eu percebo que haja grandes problemas em alguns sectores, eu percebo a situação humana em que estão muitos professores contratados – eu percebo isso. Mas também creio que existe um entendimento por parte dos professores e por parte dos directores de que nós estamos a trabalhar para melhorar a Educação em Portugal. Portanto, tenho o maior respeito pelos nossos professores e pelos nossos directores. Estamos em contacto permanente. Oiço muito directores e oiço muito professores.

Mas não lê os blogues onde eles fazem comentários ácidos à sua política?

Não, não leio os blogues. Não tenho tempo e não considero que seja uma coisa muito importante. Prefiro ouvir as pessoas cara a cara. As pessoas descarregam as suas idiossincrasias das mais diversas maneiras. Não estou preocupado com isso, estou preocupado com o trabalho dos professores e dos directores.”

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Concursos de Professores avariam Crato

Vamos lá ver se a gente se entende:

– vai meter os contratados nos quadros ou há gente a mais?

E quanto à população, sugeria outras leituras.

Mas o que fica desta conversa do Sr. Ministro é: será que o chip está com problemas? Porque me parece que há aqui qualquer coisa que não bate certo…

Ofertas de Escola estão suspensas?

Nos concursos de Professores, são tantos os erros e as confusões que o MEC acaba de enviar para as escolas uma informação dando nota da suspensão das ofertas de escola. Mais informações em breve.

Vou emigrar :(

Chorei. Tenho chorado muito.

A situação de desemprego é a mais delicada em termos pessoais, porque é uma espécie de buraco negro da esperança que transporta para o campo da impotência a mais fortes das personalidades.

Se há quem pense que escrevo muito, sou ainda pior a botar faladura.

Quase nunca sinto a ausência de palavras, mas a presença junto da fila do Centro de Emprego de Gaia tirou-me algo que tinha como certo – é mesmo possível ficar sem palavras.

O que se diz quando alguém te diz que vai emigrar porque não aguenta mais isto?

Apetece-me GRITAR a todos os desempregados, estou aqui, quero ajudar, digam-me como!

Sigo para a Escola, olha à minha volta e vejo menos gente. Vejo os amigos de sempre, mas falta aquela gente nova, que trazia os corpos de verão, os sorrisos mais felizes do mundo, aqueles que transportavam a alegria de ter TRABALHO. Era só isso: tinham trabalho! A sua dignidade existia porque teriam dinheiro para dar de comer aos filhos.

Sento-me para a reunião. Temos mais 51 alunos na escola!

Temos menos 31 professores!

Ora nem mais! É o milagre da multiplicação dos pães: temos mais alunos e menos professores!

Para si, caro leitor, é mesmo assim: na minha escola há menos professores para mais alunos, isto é, e trocando por miúdos, há menos professores para os seus filhos: o seu filho, este ano, vai ter menos apoio na escola.

Vamos ter uma PIOR escola pública!

Demita-se, Nuno Crato!

Se não defende a Educação, o Ensino, os Professores e os Alunos.

O pior do Crato

Sinto-me sinceramente honrado por ver que tenho o mesmo gosto para títulos que o grande João Quadros, que faz uma crítica certeira  ao sinistro Crato.

Um terço do dia já passou e nada

A angústia de milhares de famílias continua.

Eu confesso que votei na pior das maldades – o MEC vai deixar o dia correr e deixar esvaziar a cobertura mediática que o desemprego terá na comunicação social. Além disso, deixar para o último momento do último dia do mês de agosto era coisa para acontecer no tempo em que não havia computadores. Como se vê, agora é tudo muito mais rápido!

No Aventar, está tudo pronto para ajudar uns e outros – os que conseguem trabalho e os que vão ter que seguir outro caminho, mas o que é verdade é que até meio da manhã, nada e palpita-me que a manhã já vai longa em muitas casas.

Será este o Dia D? Seria bom se OS professores ficassem a saber hoje onde vão trabalhar – palpita-me, e já é o segundo – que só ALGUNS, poucos, ficarão a saber.

Continuo a acordar surpreendido com a atitude ingénua do MEC de fazer sair uma notícia de que vai vincular 8 mil professores aos quadros – desta vez é no Diário de Notícias e, neste dia, vem mesmo a calhar.

Como confessa o Governo, com 5 mil docentes dos quadros sem horário, como é que pode haver abertura para efectivar 8 mil?

Professores

No one has the answer we just want more

Boa sorte para todas e para todos!