Neoliberalismo no séc. XXI: retrocesso e criminalidade financeira

EUA

Até agora, 32 empresas ligadas a Donald Trump foram identificadas nos Panama Papers. Os documentos revelados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas mencionam o nome de Trump 3540 vezes. Ironicamente, uma parte significativa dos seus apoiantes diz que votará em Trump alegando que o sistema político está corrompido e que o candidato Republicano trará a mudança.

Via Uma Página Numa Rede Social

E o 25 de Abril, pá? Também foi um golpe orquestrado pelo imperialismo americano?

25Abril

Os textos ontem publicados por mim e pelo Ricardo Santos Pinto sobre o colaboracionismo do PCP com a ditadura angolana levaram à revolta de alguns dos nossos leitores afectos ao partido. De todos os argumentos usados, há um que se destaca e que, convenhamos, não é assim tão descabido. Trata-se do financiamento que o jornal Maka Angola, próximo das posições assumidas pelos activistas agora presos, recebeu da norte-americana National Endowment for Democracy, uma organização sombria com ligações à CIA que, sob o pretexto da solidariedade e da luta pelos direitos humanos, procura exportar a “democracia” do Tio Sam para outras paragens. [Read more…]

NATO? Para quê?

Empire

Fez ontem 25 anos que os membros do Pacto de Varsóvia se reuniram na Hungria e chegaram a um acordo para a dissolução da organização, uma decisão precipitada pela fragmentação em curso da União Soviética. Dissipada a ameaça soviética, o outro império optou por manter a sua rede militar de poder e, 25 anos após ter deixado de fazer sentido no campo do equilíbrio de forças, a NATO está viva e continua a servir os interesses geopolíticos e militares da superpotência sobrevivente, usando a defesa dos seus aliados como mera fachada para as suas ambições imperialistas. [Read more…]

As palavras mais tristes da língua inglesa

trump
Gore Vidal dizia que eram “Joyce Carol Oates” (uma maldade à Vidal). Se fosse vivo, talvez dissesse agora que as mais aterradoras são “President Donald Trump”.

Espias tu ou espio eu?

Apple

É, no mínimo, interessante, vir a saber em que é que isto vai dar. Para variar, desta vez não é uma multi a processar um Estado, mas foi o Departamento de Justiça dos EU que apresentou, na sexta-feira passada, uma moção que pretende obrigar a Apple a colaborar no desbloqueamento da funcionalidade do iPhone que provoca a extinção de todos os dados do mesmo, ao fim de 10 tentativas incorrectas de inserção do código de desbloqueio do ecrã.O FBI pretende assim aceder aos dados do iPhone de Syed Rizwan Farook, que, juntamente com a mulher, provocou a 2 de Dezembro passado a morte de 14 pessoas em San Bernardino, Califórnia. O Governo primeiro pediu, mas a Apple recusou. Agora é uma ordem. A Apple argumenta que isso iria pôr em risco a segurança dos seus clientes; Tim Cook, chefe da Apple, afirmou numa carta aberta: “O Governo requer à Apple que „hackeie“ os seus próprios clientes” e argumenta que essas possibilidades poderiam depois ser aproveitadas não só pelo governo, mas também por criminosos. Com certeza que a Apple receia, sobretudo, uma perda de competitividade se ceder a esta pressão. Tal como a Google, a Apple introduziu, em fins de 2014, sistemas de encriptação mais sofisticados, como reacção à denuncia de Edward Snowden sobre os programas de vigilância e espionagem utilizados pela NSA (Agência de Segurança Nacional).

Os fanáticos do chá

Idiotas

O liberalismo selvagem, o populismo parolo, o belicismo fanático e a extrema-direita têm desde ontem mais um belo motivo para celebrar: entre aleluias e manifestações de virilidade, Sarah Palin declarou o seu apoio à corrida de Donald Trump à Casa Branca:

Ele está na posição ideal para fazer da América um país grande de novo. Estão prontos para isso? Chega de cobardia. As nossas tropas merecem o melhor e vocês merecem o melhor.

A especulação financeira e indústria do armamento esfregam as mãos, extasiadas. O saque e as violações de soberania seguem dentro de momentos.

Foto: Mark Kauzlarich@Expresso

A tempestade que semeamos

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Não vale a pena insistir no óbvio, muito se tem escrito sobre ele. Que é uma catástrofe humanitária, uma fuga desesperada de quem não tem mais para onde fugir e procura um mínimo de segurança para si e para os seus. Que a Europa, que se gaba por ser o bastião da paz, da solidariedade e da tolerância tem demonstrado enormes dificuldades em lidar com o problema, incapaz como de costume de falar a uma só voz e poluída por sujeitos mesquinhos como Viktor Órban, o fascista a quem curiosamente a imprensa apelida de conservador – o facto de liderar um partido que pertence ao PPE será apenas uma coincidência – pois, como sabemos, radicais são os do Syriza. Que temos a sensibilidade de uma folha de Excel de um qualquer ministro das finanças pró-austeridade e que infelizmente ainda precisamos de ver a imagem de uma criança morta na praia para percebermos a dimensão apocalíptica da situação. Sim, já todos sabemos isso. Não nos permitimos sequer não saber. [Read more…]

2053 pessoas já pagaram

para ver o texto do TTIP. Uma campanha de fundos da Wikileaks que já realizou quase 70% do objectivo: 100 mil euros. [fonte]

Wikileaks vai juntar 100 mil euros para pagar pelo segredo mais bem guardado:

o texto do secretíssimo Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP), ainda em negociações entre as multinacionais, com o beneplácito da União Europeia e da Administração norte-americana, e sem debate pelos parlamentares dos Estados europeus que nos representam. Caso para dizer que se é para fazer à cowboy, então ‘bora lá. Muito do que importa saber, aqui. Donativos, aqui.
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Uma oligarquia podre:

a opinião de Jimmy Carter sobre o país que governou.

O empresário idiota

uma ideia que a comunidade hispânica nos EUA e eu partilhamos sobre Donald Trump, que na Terça-feira afirmou que o México envia “traficantes” e “violadores” para o país. Teria a sua piada ver a Casa Branca ocupada por alguém ainda mais idiota que G.W. Bush.

Dos reality shows para a Casa Branca

o ayatollah do capitalismo selvagem Donald Trump está na corrida presidencial americana. Nas palavras do próprio, será “o melhor presidente que Deus alguma vez criou“. Medo.

Violência policial no Ocidente democrático

Ontem escrevi sobre o episódio de violência policial que culminou com a agressão desproporcionada de uma adolescente no estado do Texas, EUA, uma agressão levada a cabo por um troglodita com uniforme de agente da autoridade que naquele cenário, em que vários adolescentes são tratados arbitrariamente como delinquentes, se apresenta como um fanático totalitário a mostrar aos miúdos quem manda, se necessário de arma na mão. Com os exemplos de violência que vêm de cima neste país, não admira a frequência com que atentados com armas de fogo são levados a cabo por outros adolescentes nas suas escolas.

Estranhamente, pelo menos para mim, deparei-me com algumas reacções que pouco ou nada tinham que ver com o objectivo do texto: expor a parcialidade subjacente à forma como este tipo de episódios é analisado pela imprensa ocidental, dependendo se acontece num país “inimigo” ou num país “amigo”. Porque só alguém muito ingénuo acredita que uma situação como a que abre este texto teria leituras políticas iguais acontecendo na Rússia ou nos Estados Unidos, no Irão ou na Arábia Saudita, país onde todos os dias são cometidas atrocidades mas que está longe de ser pintado pelos nossos media como a ditadura sanguinária e repressiva que é.

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E se isto tivesse acontecido na Rússia, na Venezuela ou no Irão? (VII)

Se isto tivesse acontecido na Rússia, na Venezuela ou no Irão, os unicórnios moralistas, hipócritas e facciosos do costume teriam berrado a sua indignação e dissertado eloquentemente sobre o fim do mundo que se aproximava por não haver mão nessa esquerdalhada bárbara. Aprove-se mais um pacote de sanções, endureça-se o embargo, promova-se o isolamento e treinem-se mais uns terroristas para desgastar o inimigo.

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Negociações EU-EUA: Wikileaks publicou 17 documentos secretos

A Wikileaks publicou, no passado dia 3, 17 documentos secretos sobre o TISA (Trade-in Services Agreement), o maior componente do tratado estratégico TPP-TISA-TTIP (ler aqui sobre o TTIP).

Em Portugal, a publicação destes documentos secretos não foi notícia.

Porquê?

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Os documentos são relevantes e trazerem alguma luz a estas negociações secretas, feitas nas costas dos cidadãos e dos seus parlamentos, pelo que existe motivo de notícia. Por exemplo, foi notícia em Espanha, na Itália e na Alemanha.

Mas não em Portugal, onde o delírio da bola foi mais forte do que os acordos secretos que transformarão ainda mais as nossas vidas. Ironicamente, A Bola publicou uma breve referência ao assunto. A Computerworld também publicou um artigo, um pouco mais extenso do que o de A Bola.

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Stop TTIP e CETA

A UE pretende em breve assinar dois acordos comerciais de longo alcance : um com o Canadá (CETA = Comprehensive Economic and Trade Agreement) Canadá e outro com os EUA (TTIP = Transatlantic Trade and Investment Partnership). A linha oficial é que os acordos irão criar empregos e aumentar o crescimento económico. No entanto, os beneficiários destes acordos não são de facto os cidadãos, mas grandes corporações.

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Existe petróleo em Palmira?

Palmira

Foto@Expresso

A escumalha do Estado Islâmico continua a deixar um rasto de destruição por onde quer que passe. Depois de Hatra, Nimrud ou da destruição das estátuas em Mossul, os radicais que empunham armas ocidentais amavelmente cedidas para combater o demónio Al-Assad controlam agora as ruínas da cidade de Palmira, património da UNESCO e um dos registos históricos mais antigos da humanidade. Pelo caminho, pilhas de cadáveres acumulam-se nas bermas das estradas e mulheres que nunca chegaram a conhecer o significado da palavra liberdade são agora escravas sexuais destes vermes sunitas.

Não consigo, por muito que me esforce, encontrar uma justificação para a passividade dos polícias do mundo. Invadiram o Afeganistão com o pretexto de apanhar Bin Laden, invadiram o Iraque usando pretextos absurdos quando o seu único intuito era controlar os recursos do país e substituir o outrora amigo Saddam por novas marionetas, armaram terroristas para derrubar Al-Assad e agora que este lixo humano mata e destrói tudo a sua volta é vê-los quietos e calados, entre ocasionais ataques aéreos que não parecem sequer beliscar a rolo compressor que oprime a Síria e o Iraque. Será que as jazidas secaram por aqueles lados?

Violência em duas rodas

Tiroteio entre motoqueiros faz 9 mortos nos Estados Unidos” (Público). Ainda bem que não são os russos ou estaríamos, com toda a certeza, à beira de um guerra nuclear.

E se isto tivesse acontecido na Rússia, na Venezuela ou no Irão? (IV)

Depois da violência no cárcere, os motins, o recolher obrigatório e o exército nas ruas. Alguém viu por aí a extrema-direita pseudo-Charlie?

E se isto tivesse acontecido na Rússia, na Venezuela ou no Irão? (III)

Guardas de uma cadeia no Nevada, EUA, são acusados de terem instigado presidiários a lutarem ao estilo dos gladiadores. A morte de um recluso está a ser investigada.” (JN)

E se isto tivesse acontecido na Rússia, na Venezuela ou no Irão? (II)

Escola católica expulsa criança que se encontrava em tratamento de uma leucemia linfoblástica por acumulação de faltas, “devido à sua incapacidade de corresponder aos nossos padrões académicos e de assiduidade“. Como reagiríamos se fosse uma escola islâmica?

Wikileaks expõe Sony

Financiamento do Partido Democrata, ligações à indústria militar, condicionamento do processo legislativo e outras revelações de uma multinacional intimamente ligada a poder.

Islam Karimov

Um ditador que agrada a russos e americanos (logo a europeus também), apesar de se colocar acima da constituição uzbeque, manter entre 10 a 12 mil presos políticos e religiosos e ser considerado um dos lideres mais repressivos do mundo. São critérios.

Primatas

Império norte-americano ao nível dos mais conceituados bárbaros à face da Terra.

O Pravda de Netanyahu

Carniceiro Netanyahu

Depois da visita do jihadista de Telavive ao Congresso norte-americano para reunião com os seus pares da direita radical republicana, vim a saber que, tal como noutras latitudes onde os regimes repressivos e autoritários pontificam, também o indivíduo Netanyahu dispõe de imprensa supostamente livre ao seu serviço.

Talvez por a sua distribuição ser gratuita, o jornal Israel Hayom é o diário mais lido daquele país. Segundo o “insuspeito” The Economist, a sua actividade é dedicada a apoiar incondicionalmente as políticas do actual governo e a glorificar Netanyahu enquanto ataca violentamente todos os seus opositores. Avigdor Lieberman, ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, chamou-lhe Pravda.

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O jihadista de Telavive

MO

Foto: The Cagle Post

O extremista Benjamin Netanyahu – e aqui o termo “extremista” assume roupagens de verdadeiro radicalismo numa óptica de violência indiscriminada, não se tratando, portanto, do termo novilinguístico desenvolvido pelo regime e respectivos assessores, os oficiais e os residentes nas colunas de opinião e blogues da corda – foi por estes dias à capital do império visitar os seus pares republicanos num acto público de pré-campanha eleitoral. Para além de apelar ao voto e ao medo, registo habitual dos jihadistas de Telavive, Netanyahu, foi relembrar os senhores que se seguem na Casa Branca que o Irão quer produzir armas iguais às suas e que tal é inadmissível.

O ainda primeiro-ministro israelita aproveitou para apelar ao bom senso da extrema-direita republicana avisando-os do perigo que um acordo com Teerão representa. Até porque, convenhamos, tendo o Irão atacado zero países nos últimos anos, a ameaça é real e deve ser encarada com tal. Se é para celebrar acordos com gente com gosto pelo totalitarismo, os EUA já dispõem de um leque variado de amigos como Israel, China ou os novos oligarcas nazis da Ucrânia. Radicais que cheguem e que sobrem. Até no campo do extremismo religioso, os norte-americanos têm já o seu aliado de peso, a monarquia totalitária ultra-radical da Arábia Saudita, uma referência do financiamento terrorista e da repressão, que pune a liberdade de expressão com chicotadas e queima bruxas na fogueira. Mais aliados radicais e totalitários para quê?

WARNING:

Vladimir Putin ameaça recontar a história do 11 de Setembro. Novo Incidente do Golfo de Tonkin à vista?

O infiltrado fascista

Petro Poroshenko

Fico sempre muito comovido quando assisto a declarações do milionário ucraniano que os EUA adquiriram para servir os seus interesses nos jogos de poder em curso fronteira russa, posteriormente convertido em presidente da república daquele triste país transformado em ringue de boxe por russos e ocidentais. Como se já não chegasse serem governados pela extrema-direita que, apesar de extremamente violenta e perigosa, não desperta a obsessão pelo uso dos termos “radical” e “extremista” por parte dos Josés Rodrigues dos Santos desta vida, os ucranianos têm também que aturar este mercenário alinhado com os neonazis no poder chamado Petro Poroshenko.

Depois do encontro em Minsk, e de Poroshenko ter imediatamente afirmado não acreditar que o cessar-fogo entre forças ucranianas e separatistas pró-russas fosse respeitado, a verdade é que, à excepção de pequenos incidentes que se verificaram durante o fim-de-semana, os beligerantes parecem estar empenhados em cumprir o acordo assinado na capital bielorrussa, o que poderá complicar os planos de imposição da tão pretendida lei marcial por parte dos fascistas ucranianos. A NATO vai ter que esperar.

Da série estes tugas são loucos…

Sem colocar em causa o forte impacto local na Terceira, caso se concretize a gradual saída dos EUA das Lages, é algo estranho ouvir falar em chineses ou ver membros do PCP defender o status quo.

O presidente do executivo açoriano, que na segunda-feira se reúne com o Presidente da República, admitiu ainda a possibilidade de a infra-estrutura das Lajes ser usada por outro país que não os EUA, como a China, com quem Portugal tem “uma relação diplomática” que é “muito anterior” àquela que tem com Washington.

Para o PCP da ilha Terceira, faltou uma “avaliação séria” sobre o potencial estratégico da Base das Lajes e o Estado português cedeu “com demasiada facilidade” às chantagens dos norte-americanos.

Definitivamente a tradição já não é o que era…

Violência policial nos EUA

Manifestações em Nova Iorque e Washington contra a violência policial nos EUA. Via Mashable.