Há quem por aí quem se indigne face aos indispensáveis blindados comprados para a cimeira da NATO terem chegado tarde demais. Será mesmo assim?
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Há quem por aí quem se indigne face aos indispensáveis blindados comprados para a cimeira da NATO terem chegado tarde demais. Será mesmo assim?
Anda por aí um um pânico desmesurado porque a cimeira da Nato atrairá a estratégia anarquista black-bloc, avisam as autoridades e os especialistas em segurança.
Um alarido tremendo, como se em qualquer país civilizado e moderno não ocorressem manifestações civilizadas e modernas quando há cimeiras mundiais que se prezem, e lamento informar as pessoas que andam desinformadas mas o estádio actual da civilização ocidental na parte das manifestações inclui pessoal anarquista e esquerdista usando a estratégia black-block. É uma modernidade que o pessoal que vai às manifes prá porrada se vista com roupa de andar à porrada, maneira prática de se distinguir do pessoal que vai às manifes mas não vai prá porrada.
Eventualmente a polícia vai andar à porrada, o que como toda a gente sabe faz parte da sua natureza. Talvez se partam algumas montras, o que é sem dúvida uma despesa, mas de uma coisa desconfio: o prejuízo que possam causar será uma ínfima parte dos custos da cimeira. Há suites de hotel mais caras.
Linha do Minho, Agosto 2010. (podia ser noutro sítio qualquer)
“Apesar dos esforços desenvolvidos no sentido de combater o desrespeito pelas regras de segurança na utilização do caminho-de-ferro, são prática frequente acções negligentes em plena via-férrea ou em passagens de nível, que colocam em perigo a integridade física dos transgressores e dos próprios passageiros do comboio.”
Passagens de Nível no Facebook. O Livro Verde deu lugar a algumas conclusões. O comboio tem sempre prioridade.
O liberalismo que se afunda em desigualdades e que defende a “lei da selva” a lei do mais forte? Cada um por si? Ou o socialismo, aprisionado em Estados omnipresentes e omnipotentes, criadores de elites que se perpetuam no aparelho de Estado e que não consegue responder às justificadas ambições de melhor níveis de vida das populações?
A social democracia não representa o futuro ideal se calhar nem o passado ideal mas não conhecemos nada que se lhe aproxime.O consenso social do após guerra representa o maior avanço social a que o mundo já assistiu, pela mão da democracia cristã, pelo conservadorismo britânico e alemão e a social democracia nórdica.Nunca a história assistiu a tamanho progresso, nunca tantos experimentaram tantas oportunidades de vida.
Mas o perigo espreita, com a admiração acrítica do mercado livre, o desdém pelo sector público, a ilusão pelo crescimento eterno. Até aos anos 70 todas as sociedades europeias se tornaram menos desiguais, graças aos impostos progressivos, aos subsídios dos governos aos mais pobres, os extremos de pobreza foram-se apagando. Nos últimos 30 anos deitamos tudo isso fora.
Adam Smith volta a ser citado: ” nenhuma sociedade será verdadeiramente florescente e feliz se uma grande parte dos seus cidadãos for pobre e miserável”. Sem segurança, sem confiança, as sociedades ocidentais ameaçam ruir. A insegurança alimenta o medo. E o medo – da mudança, medo do declínio, medo do desconhecido- corrói a confiança e a independência nas quais assentam as sociedades civis do Ocidente.
Essa rede de segurança social contra a insegurança foi uma das maioras conquistas do sistema, restaurando o orgulho dos perdedores do sistema, trazendo-os para dentro dele e não lhes virando as costas. Então o que falhou? A esquerda moderada continua a criticar, nostálgica das revoltas dos anos 60, sem apresentar qualquer alternativa consistente, abrindo brechas por onde entraram o individualismo feroz, a proletarização e fragmentação do colarinho branco. As maiores críticas à social democracia vêm da esquerda e são comprovadamente falsas, como se verifica pela capacidade do sistema em manter e sustentar as maiores vitórias sociais da humanidade. Uma maior igualdade, a liberdade e uma maior prosperidade.
PS: com Tony Judt – o regresso ao Estado providência.

O concurso da ligação do TGV, Lisboa – Poceirão que inclui a terceira ponte sobre o Tejo anda envolvido em polémica logo que se soube que o agrupamento de empresas liderado pelos espanhóis da FCC tinham apresentado um valor muito inferior ao apresentado pelos dois outros concorrentes.
Com efeito a FCC apresentou um preço de 1870 milhões de euros, a Altavia de 2190 milhões de euros e o Elos de 2310 milhões de euros. Desde logo a Altavia da Motta -Engil colocou a questão de que o preço do concorrente estaria deflaccionado insinuando mesmo questões técnicas de segurança. Acontece que a equipa técnica que lidera o projecto com melhor preço é de um reputado engenheiro e catedrático da FEUP, Adão da Fonseca o que só por si dá todas as garantias.
Sete meses depois da abertura do concurso, tudo se conjuga para que o Estado, mudando os pessupostos , encontre razões para anular o concurso e lance novo concurso assim indo ao encontro das pretensões da Motta – Engil! Claro que tudo isto poderá vir a desaguar num preço muito superior agora que todos os concorrentes conhecem os preços apresentados.
Afinal, bem sabemos que a especialidade da Motta-Engil são as obras por ajuste directo!

Novo quadro de Van Goghe descoberto. Que melhor paternidade ?
O PAI NA FAMILIA E NA SOCIEDADE
O DIA DO PAI ……………….
A pedido do meu amigo Luis Moreira, escrevi um texto sobre o dia da mulher. Agora a iniciativa é minha e sou eu que faço um desafio a todos os colaboradores do blog, para escreverem não sobre o dia do Pai……, mas do “PAI”.
Lançado o repto cabe-me a responsabilidade de ser o primeiro a aceitá-lo e assim, aí vai o meu “Aventar” sobre o tema:
A palavra “PAI”, para além das conotações espirituais/religiosas, foi sempre associada à raiz da árvore da família, no que se entende como o pilar da segurança, do sustento, do crescimento, do amadurecimento, do esplendor, da verticalidade, da independência e da “solidão”.
Confina-se assim a figura do “PAI” à protecção da família no sentido restrito “FILHOS”.
A evolução técnica/económica/social, que se verificou ao longo dos tempos, em nada alterou o conceito básico atrás referido. A diferença está na prática do conceito que nos dias de hoje, mais do que nunca, depende do estádio sócio/cultural onde se nasce e vive.
É urgente que o “PAI” assuma outra postura que é a de para além de continuar a ser a raiz da árvore, se comporte e ensine os filhos a fazer parte de uma sociedade “NOVA” onde se aprende a conviver, respeitando o direito á diferença das outras árvores, na floresta onde vivemos, por forma a alcançar o objectivo comum do bem estar e da “PAZ” para todos.
Luis Rocha
Este é o apelo que faço aos pais de hoje, tão bem expresso no poema de “Pablo Neruda” que a seguir transcrevo:
O Pai
Terra de semente inculta e bravia,
terra onde não há esteiros ou caminhos,
sob o sol minha vida se alonga e estremece.
Pai, nada podem teus olhos doces,
como nada puderam as estrelas
que me abrasam os olhos e as faces.
Escureceu-me a vista o mal de amor
e na doce fonte do meu sonho
outra fonte tremida se reflecte.
Depois… Pergunta a Deus porque me deram
o que me deram e porque depois
conheci a solidão do céu e da terra.
Olha, minha juventude foi um puro
botão que ficou por rebentar e perde
a sua doçura de seiva e de sangue.
O sol que cai e cai eternamente
cansou-se de a beijar… E o outono.
Pai, nada podem teus olhos doces.
Escutarei de noite as tuas palavras:
… menino, meu menino…
E na noite imensa
com as feridas de ambos seguirei.
Pablo Neruda, in “Crepusculário”
Tradução de Rui Lage
A privacidade é uma coisa tramada. Num momento estamos a zelar por ela de forma furiosa, capazes de tudo para preservar o nosso cantinho, a nossa intimidade. Afinal, o que é que os outros têm a ver com a minha vida. Acaso eu me meto na deles? Faço-lhes perguntas incómodas? Sim, daquelas perguntas que eu não quero responder se as fizessem a mim? Não, pois não. Então não se metam na minha vida.
Imagine como seria ‘divertido’ se um ladrão posta-se no Twitter, Facebook ou noutra rede social: "A assaltar a casa do utilizador tta34yty que está de férias nas Caraíbas. Ena, tem plasma de 42 polegadas".
A não ser, claro, que eu permita isso mesmo. É evidente que há certas perguntas que não respondo cara a cara mas que quiserem mesmo saber, o melhor é analisarem o que faço na internet. Lá podem saber tudo. O que penso, onde estive, onde estou ou para onde vou. Catita, não?
Na internet estamos muito mais à vontade. Primeiro não temos ninguém à nossa frente a fazer-nos perguntas e isso é muito mais tranquilo. Hei-de agora dar respostas a uma pessoa à minha frente, que até conheço, quando posso muito bem dar todas as respostas a um mar de gente que não conheço de lado nenhum…
Como última fase do processo, a polémica lançada pelo livro do Prof. Wade Allison, questiona se a radioactividade constitui, na verdade, um perigo extremo.
Face ao esgotamento das reservas das matérias primas que têm sido a base da energia em que assenta toda a economia moderna, e dos custos muito superiores que as chamadas energias verdes ainda apresentam e a sua pequena contribuição para a solução do problema global, levam os olhares a voltarem-se cada vez mais para o nuclear.
Esta discussão pode levar-nos a duas perspectivas: o medo acerca das radiações levou a um desenvolvimento por parte da indústria dos sistemas de segurança que são, de longe, os mais adiantados e, por isso, poder dizer-se que a forma mais segura de criar electicidade em grande escala é o nuclear; e que esta premissa irá fazer acelerar o renascimento em força da indústria nuclear, como já está a acontecer nos países de economias mais desenvolvidas.
Acresce, que as matérias primas continuam a estar num caso longe (Brazil,Venezuela…) e noutros casos em regiões onde espreita a violência e politicamente pouco estáveis.
O que há para já a sublinhar, é que é justamente nesta altura que aparecem físicos nucleares a defenderem que as radiações em baixas dozes não têm qualquer perigosidade, e a serem lançados livros como “Radiation and Reason” com um impacto brutal na comunicação social.
É mesmo segura ou o desenvolvimento sustentado exige que tenhamos metido na cabeça que há que viver com o nuclear? A informação já está a interpretar o papel que lhe cabe!
PS: no “i” Prof Pedro Sampaio Nunes. Segue amanhã.
A política externos dos EUA é cheia de coincidências. O facto de estarem em vias de duplicar o armamento em Israel é mais um desses casos. Claro que nada tem a ver com o Irão. A minha dúvida é se, por acaso no tempo de George W. Bush se faria de modo diferente?
Espero que as forças de segurança portuguesas, nos preparativos da recepção ao Papa, se lembrem de estarem atentas ao pessoal que adora atirar-se ao Santo Padre. Este deve ser o Pontífice mais assediado de todos os tempos. Mas, entretanto, a Protecção Civil que cuide de tratar das estradas do Distrito de Lisboa.
Até lá, o povo que se preocupe com o mau tempo que veio para ficar. Isto até parece que estamos no Inverno…
Bem pior está quem vive em Ciudade de Juárez que foi considerada a cidade mais perigosa do mundo. Conseguir bater Bagdade é obra!
Já em Portugal, parece que Catarina Furtado vai andar aos tiros, numa nova série televisiva que se chamará “Cidade despida”, que, por mero acaso, é a tradução do título da série policial norte-americana “Naked City”. A originalidade da nossa produção televisiva é um espanto. Mas os tiros não ficam por aqui, pois pelos vistos um aluno foi baleado num externato em Braga.
Por fim, parece que os alegados etarras queriam instalar um fábrica de bombas em Portugal. Aqui está um tipo de investimento estrangeiro que não tem interesse nenhum para Portugal.
A detenção de dois presumíveis membros da ETA em Portugal, levanta sérias preocupações de segurança, tanto mais em plena presidência espanhola da UE. Há que garantir a máxima colaboração e partilha de informação entre forças de segurança portuguesas e espanholas. A ver vamos ver o que diz o Ministro Rui Pereira.
Mas para os espíritos não aquecerem muito, eis que temos neve no Porto e um pouco por todo o país, com o clássico encerramento dos acessos à Serra da Estrela. A neve já terá chegado a Portalegre e Évora. Vai ser já grande motivo de reportagens com carros a patinar e autoridades a apelar à calma, para mostramos aos norte-americanos, canadianos e afins que também temos cá disto. Julgam que isto é só sol e praia, não?
E isto do frio não é só por cá, o que pode ser bom negócio: que o diga o capote alentejano, cada vez mais apreciado na Europa.
E por falar em frio, Mourinho esteve ao rubro ao ver o seu Inter a conseguir ganhar ao último classificado, o Siena, apenas nos últimos minutos do jogo. A continuar assim, um dia prescinde do seu sobretudo.
Já no Reino Unido, um estudo revela que a faixa etária dos 16 aos 25 representa uma “Geração perdida” por falta de opções de trabalho e de carreira. Por cá a realidade não será muito diferente: reformas cada vez mais tarde, ensino desarticulado das necessidades do mercado de trabalho, ensino de mérito e qualidade duvidosos, e endividamentos familiares tantas vezes sem sentido, não são bons auspícios para o caso português. Ainda para mais quando se sabe agora que até as contas bancárias da Justiça em Portugal são duvidosas. Com exemplos destes estamos à espera de quê?
Por fim, uma boa notícia, vinda da Ministra Dulce Pássaro, que prometeu resolver a questão das suiniculturas durante esta legislatura. É uma boa notícia, se se concretizar a intenção, obviamente, pois que as suiniculturas continuam a ser uns dos mais graves focus de poluição do país. É caso para dizer que é mais que tempo de se resolver esta porcaria.
O primeiro gesto é para por colocar tudo numa bandeja. Cinzenta nas maior parte das vezes, mas já aconteceu encontrar de outras cores. Depois, não esquecer o telemóvel, as chaves, o casaco. Sim, é necessário tirar o cinto. Tem mesmo de ser. Humm, já agora tire também os sapatos, se faz favor. Assim fazemos. Todos. Eu e todos os outros. Passamos pelo pórtico, um de cada vez. Olhados ao pormenor, por um ou dois especialistas nestas coisas.
Ultrapassar esta fase não significa que a componente segurança esteja resolvida. Se transportarmos uma mala podemos ser convidados a chegar ao lado. Um outro elemento da segurança, com luvas de látex pergunta-nos o que transportamos. Uma muda de roupa, afinal nunca se sabe se as malas vão chegar ao destino connosco e um homem prevenido vale por dois.
Abre a mala, coloca as mãos, mexe, verifica. Não encontrando nada de relevante, agradece. Pode seguir, boa viagem.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
Recent Comments