Confesso que a polémica sobre o que José Sócrates disse na RTP me estava a passar ao lado. Não vi o programa e o que vi nas redes não foi suficiente para me despertar a curiosidade. No caso de José Sócrates atingiu-se um ponto tal que mais parece uma discussão Porto-Benfica. A racionalidade da coisa perdeu-se pelo caminho.
Porém, agora mesmo, nas redes sociais, dei de caras com um post do Domingos Amaral. Fiquei a pensar. Esta história, aparentemente desmontada pelo autor, fez-me recuar ao período eleitoral autárquico de 2013 e o que se passou nas redes sociais. Para não ser acusado de exagero direi que em todos os distritos (desconfiando que foi mesmo em todos os concelhos) existiam páginas de facebook falsas e blogues anónimos de campanhas negras. Recordo o caso do Porto com o famoso “menezolândia” ou o “libertem o JN”. Aliás, Luís Filipe Menezes foi, provavelmente, o candidato autárquico mais atingido por este tipo de campanhas a nível nacional. Eram plantadas frases retiradas do seu contexto, criadas novelas e facilmente a mentira era transformada na mais pura das verdades e convenientemente espalhada por profissionais e por incautos ingénuos.
Perguntam, como se combate semelhante? Nesta era em que a força das redes sociais e em especial do facebook atingiu, em Portugal, semelhante grau de importância/audiência torna-se quase impossível.
A melhor forma de combater a manipulação, como escrevi num outro blogue sobre outro caso/tema conexo, é não a ignorar e procurar não ser ignorante. Ou seja, a melhor forma de a combater passa pela procura da informação, do conhecimento. A ignorância é a melhor arma da manipulação. A comunicação política sempre assentou na tentativa da manipulação. Umas vezes tragicamente negativa, outras francamente positiva e sempre, mesmo sempre, fruto da falta de informação do receptor.
Ora, o texto de Domingos Amaral é disso um bom exemplo. Era tão simples saber que nesses anos os estudantes tinham aulas ao sábado. Era tão simples primeiro procurar a informação e só depois comentar. Mas não. A lógica nas redes sociais é primeiro atirar e perguntar depois. Como no velho oeste.
Como escrevi noutro post, sobre um outro caso de aparente manipulação nas redes: “A comunicação está a mudar, habituem-se”. O problema é que a malta não se quer habituar e prefere continuar a nadar na ignorância. É Portugal no seu melhor…



Ao contrário do que pressagia o 














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