Gaspar dá vontade de rir

Embora a intenção seja fazer-nos chorar.

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O Acordo Ortográfico não está em vigor coisíssima nenhuma

O Acordo Ortográfico não está em vigor coisíssima nenhuma

Sim, coisíssima nenhuma.

Até ao ano *letivo 2013/2014, na classificação das provas, continuarão a ser consideradas *corretas as grafias que seguirem o que se encontra previsto quer no Acordo de 1945, quer no Acordo de 1990 (*atualmente em vigor), mesmo quando se utilizem as duas grafias numa mesma prova

Os meus agradecimentos a João Pedro Graça, pela divulgação deste contributo para acabar de vez com a ortografia em Portugal.

E não se pode suicidá-lo?

Vítor Gaspar: “Ajustamento de Portugal é muito bonito”

Aos Filhos de Fouquier-Tinville

Chega. É chegada a hora de olhar para Pedro Passos Coelho e Paulo Portas e mesmo para o obediente frankfürter Gaspar como o último reduto para o êxodo-êxito da Intervenção Externa. Perante a incoerência e cinismo do FMI/BCE/CE, são eles, e não outros, a nossa única e exclusiva esperança, última oportunidade para nos salvarmos colectivamente de desgraças maiores, da desordem política, do caos fútil, do descrédito internacional.

Em geral, os partidos políticos na Oposição, certos comentadores e especialistas afectos a determinados partidos momentânea ou permanentemente fora do exercício do Poder, como o intelectualmente desonesto e autodeslumbrado Daniel Oliveira ou o visceral zarolho Miguel Sousa Tavares anti-docentes, só nos garantem o Fim do Mundo e nada mais que a desgraça geral e colectiva. O registo de Daniel Oliveira, especialmente depois do abandono espectaculoso do BE, passou a ser explicitamente desonesto quando, colocando em perspectiva José Sócrates [a devastação que pôs em movimento] e Pedro Passos Coelho [nada mais que um bombeiro atrevido com óbvio desinteresse na demagogia e no eleitoralismo, debatendo-se com a paralisia do Centro Decisor Europeu] escamoteia a evolução favorável dos números entre 2010 e 2013. No défice e na dívida. [Ler mais ...]

Revoltante sensacionalismo

02052013-jornal_i_detailÉ muito triste confirmar o sensacionalismo em que caem alguns jornais, como é o caso do i. Como é possível concluir que Vítor Gaspar será o responsável por destruir mais 208000 empregos até ao próximo ano? Tendo em conta que esses números derivam de previsões feitas pelo próprio ministro das Finanças, é evidente que o número será superior.

Senhores jornalistas, mais rigor, por obséquio. Pelo menos, acertaram no nome do responsável.

Do Decadente Socialismo Franco-Português

Houve um tempo, demasiado recente, em que gastar dinheiro em Portugal era todo o âmbito da política. O que importava fazer? Gastar. Em quê? Não importa. Importava gastar. Era o socialismo. Quinze anos dele.

Deu-nos estagnação do PIB, deu-nos facilidades amargas, dívidas à fartazana, facilitismo, falências, eleitoralismo absoluto, demagogia acima do interesse nacional, um inteiro cortejo guloso de políticos na gula gananciosa de rapar em pelo menos duas legislaturas. Mas agora temos Gaspar, o Marciano, alguém que não contemporiza com detalhes, não se apieda com choradinhos, não pensa eleitoralmente, nem se detém com impostores de Esquerda ou com as hesitações Moralistas Socialóides com demasiado boa consciência e as mãos vazias de economia, risco pessoal, em benefício dos pobres dos desempregados. [Ler mais ...]

Os swaps e a leviandade de críticas insustentáveis.

Tenho ouvido e lido por aí a condenação generalizada do governo de Sócrates, no que respeita ao fecho de contratos de ‘swaps tóxicos’ – parte dos críticos nem sequer estão habilitados a perceber a diferença entre ‘tóxicos ou exóticos’ e os ‘vanilla swaps’ – estes últimos correspondem  a níveis de segurança mais elevados e são utilizados por gestores competentes. Sem os  enjeitar à partida, recorrem ao seu uso, numa óptica prudente de riscos pré-avaliados.

Deprimidos pelo desconhecimento, optam por personalizar a discussão. Segundo os padrões anglo-saxónicos, refugiam-se na subjectividade de acusações gratuitas a este e aquele, furtando-se à objectividade por ignorância, mentira ou motivações sectárias.

O pior de tudo é que, mesmo no plano da subjectividade, distorcem a verdade para atacar adversários e inimigos políticos que, natural e legitimamente detestam, fazendo da inconsciente ignorância uma arma pérfida de dolosa falsidade. [Ler mais ...]

Gaspar, os Swaps, e o Passado Interdito

Meu Deus, que País dualista, bizantinista, clivado, segundo o tal paleio que não faz acontecer. Isto, o ambiente do comentário e da politiquice, está de tal maneira maniqueu, que vale tudo, à força de insistência, para abater os incumbentes, herdeiros do Pedido de Resgate, mas poupar os agentes que fizeram trinta por uma linha e procrastinaram contas e riscos, como se não tivéssemos fatalmente de pagar todos os desmandos e optimismos.

Vítor Gaspar, só para dar um pequeno exemplo de alguém que tem apanhado forte e feio por falhar metas e previsões sucessivas, não pode dizer o que quiser e achar por bem na matéria viscosa dos swaps. No caso desses contratos especulativos e do potencial buraco extra de 2,8 mil milhões de euros nas contas públicas, está impedido pelas drago, pelos medina e demais virgens vaginais do passado, de quaiquer acusações como o facto de os swaps serem consistentes com outros actos de gestão aventureira e que compõem um padrão nos Governos de José Sócrates.

Meu Deus, isso não. Logo os tweetistas do Fascismo de Esquerda-na-Garganta e Croquetes-no-Bucho, os galambas, os jugulares, os valupis, os bicicleta, os corporativescos, toda a fauna que se locupletou directamente com o facto de ser muito competente a dourar a grande peta socialista, vêm rasgar as vestes. Não se pode! [Ler mais ...]

Atenção, hoje é noite de carrapato

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Parece que a raça só se extingue em Maio.

A gaffe de Ana Drago

- A senhora deputada deveria saber que eu não fui eleito coisíssima nenhuma. – assegurou Vítor Gaspar, ministro da República. Deve ser algo que o honra. Salazar também não.

Já descobri onde é que o Gaspar esconde o nosso dinheiro

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Encontrado o local do pote do Passos.

Para acabar de vez com a CMVM

Ao ler o título deste despacho da Lusa, pensei que o presidente da República tivesse abruptamente aportuguesado a terminologia utilizada na instituição onde é membro do muito restrito clube dos “notable alumni“ e do ainda mais exclusivo clube dos “internationally renowned alumni“. Efectivamente, o vídeo da SIC não é esclarecedor, mas, por aquilo que leio na notícia do Público, escrita em  português europeu padrão, estas *maturidades terão sido criadas pela Lusa e repetidas por órgãos de comunicação social que plasmam acriticamente os despachos. De facto, Cavaco Silva já falou em maturidade, sim, mas na verdadeira acepção do termo.

Pelo contrário, o ministro das Finanças não se coíbe de utilizar *maturidades («Foi acordado em princípio, e sujeito aos processos nacionais de validação parlamentar, sempre que apropriado, estender as maturidades dos empréstimos oficiais europeus por sete anos»), mas com pertinente correcção efectuada pelos jornalistas no parágrafo seguinte («O ministro português qualificou como “um momento especial” a decisão tomada em Dublin e salientou a importância do prolongamento dos prazos de pagamento»). [Ler mais ...]

Gaspar e ‘troikas e baldroikas’

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Vítor Gaspar, como sabemos, é um  neoliberal fundamentalista. As ideias que sustenta, baseadas em modelos econométricos que, sem excepção, saem furados, convertem-no no principal responsável pelo duro projecto de empobrecimento dos portugueses – o Coelho aprova e na matéria não mete o bedelho e Cavaco, em permanente abstinência de bom senso e lucidez, coopera com as promulgações de leis iníquas.

Mas, alto lá!, Gaspar é professor. Exímio no tom do discurso causador de dormência, gosta de falar, falar, falar. Quanto mais não seja para se ouvir a si próprio.

Há um ou dois dias, foi a Dublin dar uma extensa lição (Apresentação Gaspar_Dublin_11_Abril_2013), sobre Portugal nos últimos anos e no tempo presente.

O passado é permissivo de diagnóstico, e independentemente de uma ou outra manipulação,  lá se valeu, em abundância, de números  desde 2008, sem dar importância significativa a toda a série de erros grosseiros iniciados por Cavaco e continuados por Guterres e sucessores. [Ler mais ...]

O fim do mundo chegou sexta-feira à noite

Isabel Vilar*

Sexta-feira à noite, o Tribunal Constitucional aplicou a Constituição.

Para o nosso primeiro-ministro, a decisão de um órgão de soberania, autónomo, com funções de controlo e fiscalização, foi um ataque pessoal, e por isso com ataques pessoais foi resolver o assunto: Telefonou ao ministro das finanças alemão, para nos dar tautau. E lá veio o senhor e deu-nos tautau…

De seguida, telefonou ao amigo Durão Barroso e lá veio o caro comissário dar-nos mais um tautau.

Não contente, pediu ao nosso caríssimo comentador Marcelo Rebelo de Sousa para dar uns açoites aos juízes do Constitucional, e pasme-se “afinal, como estes são funcionários públicos, o que fizeram foi, quiçá, protegerem-se…”, fulanizando o lugar e a responsabilidade… que vergonha! [Ler mais ...]

A Primavera está oficialmente   suspensa

À espera da assinatura de Vítor Gaspar.

A pior política

“Não há pior política do que a política do pior”, António Nóvoa, reitor da Universidade de Lisboa.

Inédito

Vivemos num país cercado pelo governo.

Cinefilia

O Gaspar viu A Doutrina do Choque e copiou. É melhor ver Os Dez Dias que Mudaram o Mundo antes que isto aqueça.

Vítor Gaspar fechou o estado

Alô Ministério Público, alô Supremo Tribunal de Justiça, já não há verba para actuar?

Eurogrupo: conjunto de imbecis às ordens de Schäuble e participado por Gaspar

De Manuela Ferreira Leite a Paul de Grauwe, passando por Paul Krugman e outros académicos e especialistas, há um numeroso grupo de economistas que se pronunciou, em uníssono, pela contestação  da medida imposta a Chipre e sua generalização de confiscar depósitos bancários em situação de resgate financeiro de qualquer País da Zona Euro que, no futuro, venha a recorrer à tóxica ajuda da ‘troika’ - depósitos superiores a 100.000 euros, entenda-se.

A generalização da medida foi anunciada por Jeroen Dijsselbloem, o holandês agora presidente do Eurogrupo, eleito para a função; segundo o suplemento económico do ’Expresso’ (pg. 5), os critérios de selecção foram os seguintes:

Foi escolhido não pela sua experiência política e económica mas por ser um guardião das ideias mais ortodoxas do norte da Europa relativamente ao sul.

Esta frase não se limita a definir o mandarete holandês. Caracteriza claramente a subserviência à Alemanha – personalizada em Schäuble – a que o belga Paul da Grauwe, Prof. da ’London School of Economics’, no mesmo suplemento (pg. 9) se refere nos seguintes termos:

[...] A Alemanha nunca aceitaria que os seus bancos fossem tratados como os bancos cipriotas foram. E usam o dinheiro dos contribuintes se necessário. [Ler mais ...]

Ó redundante Sr. Costa 2,3% ainda é curto, upa!, upa!

carlos costaCarlos Costa, governador, apresentou o Boletim Económico da Primavera do BdP, destacando a previsão de queda de – 2,3% no PIB para este ano. O ‘Público’ adita algumas informações de pormenor, mas relevantes.

Impressiona-me observar que,  várias instituições e  os sábios líderes, apoiados por técnicos e estruturas de dimensão considerável, saiam a público para transmitir com estridência informação que já sabíamos - além da ‘troika’, Vítor Gaspar também já havia anunciado a previsão de quebra este ano de – 2,3% para o PIB.

A este  repetir de comunicação do que outro tinha comunicado chama-se redundância. No mínimo, é censurável e controverso que, de várias fontes pagas pelos contribuintes, existam diversas entidades a realizar o mesmo trabalho. O facto é ainda mais controverso, porque os líderes comunicadores, em outras ocasiões, não se fatigam de reclamar que o grande desafio a empresários e trabalhadores portugueses se centra no aumento da produtividade. [Ler mais ...]

Crato Mentiu (I)

No jornal I, a ex-Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, diz tudo o que eu quero dizer:

“Diminui-se o número de disciplinas, as crianças estão menos tempo na escola, precisamos de menos professores, logo está reduzida a despesa. Mas interrogo-me sobre o sentido desses cortes. O movimento que estávamos a fazer antes era o contrário – era ter os nossos jovens mais tempo na escola.”

Criptogâmicos do PSD. Castrati do PS

Colocado pelo PS à mercê do que e de quem viesse a seguir, Portugal defronta-se com o seu magnífico precipício: ou uma destruição sem precedentes ou a união que faz da fraqueza a coragem empreendedora contra tudo e contra todos. Não basta dizer que este é um dos piores momentos da nossa História em matéria de destruição de empresas, de emprego e de vidas: é preciso afirmar em que e como se faria diferente para que não fiquemos com a sensação de nada haver a esperar senão ser sucessivamente esfaqueados pelas costas ora pelo PS ora pelo PSD, cujos discursos criminosos na fase eleitoral têm sido imediatamente desmentidos na fase de Poder assumido. Contra nós.

Não basta grasnar o óbvio, que a recessão se agrava, o desemprego atinge recordes, o défice orçamental supera todas as metas, e que a dívida pública, em boa parte devido ao dinheiro garantido pela Troyka, aumenta. Que o caminho é mau até Gaspar o assume. Mudar a nossa forma de ajustamento para sair da crise não depende do voluntarismo dos Governos nem das quimeras das Oposições. Também nada resolve atirar responsabilidades ora para a dominação económica alemã, ora para o suposto fanatismo financeirista do Ministro de Estado e das Finanças, ora para a incapacidade para liderar e defender o País por parte do Primeiro-Ministro. Era preciso que os Partidos de Merda, o PS, o PSD, o CDS-PP, assumissem a sua incompetência histórica, a sua corrupção visceral, a traição consecutiva às nossas mais legítimas expectativas. Não o fazem. [Ler mais ...]

«Qual é a Pressa?»

demissao depois«Sim, qual é a pressa?» Não há alternativa e a ‘alternativa’, pelo visto, não tem vontade. Tem medo. Metam isto na cabeça.

Espiral Recessiva e Espiral Demagógica

Não há ilusões. Até que estes nossos olhos traídos vejam investimento significativo, nacional e estrangeiro, qualquer coisa de novo emergindo dos escombros deixados pela chupice socialista, primeiro, e depois pela atabalhoada ingerência troykista, não será possível dar uma enésima oportunidade nem aos rapazolas-JSD, ainda de serviço, nem aos inefáveis cromos do PS novamente à bica pelo Poder, afinal o mesmo esterco e a mesma garantia de desastre. Portugal gera muito mais competência, criatividade e rasgo que a tralha que se aloja nesses Partidos. Onde estão os espíritos livres e lúcidos? O próximo capítulo da nossa desgraça poderá ser o de um Governo de Emergência e Convergência Nacional. [Ler mais ...]

Desqualificados: rua!

Caro leitor, deixo-lhe uma questão: dos portugueses, em funções públicas, qual é o mais desqualificado que conhece?

Parece-me que Passos Coelho, adjunto do Ministro das Finanças, acaba de dispensar Relvas, ou não?

Claro que não se trata de um despedimento – é uma nova oportunidade de vida. Se calhar, agora, pode ir fazer uma licenciatura, não?

Sexta, Quando Gaspar se Demitiu

Fui dos que, perante a converseta técnico-trágica de Gaspar, na última Sexta-feira, entendeu tratar-se aquilo de uma despedida, como se subliminarmente estivesse a dizer: «A realidade é esta. Estou por tudo. Façam como e o que quiserem. Demitam-me, se forem capazes e capazes de fazer melhor que isto. Demitam-me e o País fará um mergulho a pique na confiança dos mercados: é em mim que o eixo imperial Berlim-Bruxelas confia. Mas demitam-me, vá lá. Alguém, por favor. E verão a roleta russa em que se metem e ao País.» Além disso, vimos uma curiosa divergência esquizofrénica de análises. Para a Troyka, estamos no bom caminho. Para o Governo, o Presidente, a Sociedade, as Oposições, mediante cada porta-voz dos Partidos, estamos no túmulo que diligentemente fomos cavando, sendo transversal e unânime que o Ministério das Finanças-Troyka fracassou, por excesso hirto de teoria e incompetência política na interacção com gente concreta. [Ler mais ...]

Passos Coelho é maluco!

papa

É a opinião do Papa Francisco e o fotógrafo estava lá.

Pensei que já existisse

“A criação de um consenso nacional é fundamental para o nosso futuro colectivo” – vítor gaspar

Então, o que é isto, se não consenso nacional?

Princípio de Gaspurphy

Muitos desvalorizam a macroeconomia, garantindo que as suas previsões e projecções nada têm de científico, não nos proporcionando certezas sobre nada. Discordo. Uma das certezas que nos oferece esta ciência é a de que, sejam quais forem, as previsões do ministro Gaspar acabam sempre por se mostrar erradas. O facto de esta regra não ter apresentado, até agora, nenhuma excepção, evidencia a possibilidade de ser apresentada como científica. É uma espécie de versão económico-financeira do principio de Murphy: se alguma coisa puder correr mal, correrá mal. Por isso, garantem Murphy e Gaspar, sorria hoje. Amanhã será sempre pior. (A não ser que queira fazer qualquer coisa a sério quanto a isso…).