É insultuoso dizer que Gaspar foi o 4.º elemento da Troika

Claro que não foi o 4.º elemento da Troika. Foi o 1.º.

Com o devido respeito

Exactamente: with all due respect. Vítor Gaspar, hoje, duas vezes, no Público.

Ruptura

oligarquia21

Esta manhã, num dos canais de rádio do serviço público, ouvi um jornalista (um jornalista? talvez melhor escrevendo: um funcionário) a «fazer-se» a uma viagem, e um entrevistado (ou talvez melhor escrevendo: um «cliente») sem mais demoras nem pudores a convidá-lo. É este tipo de coisas e de pessoas que já não se aguenta. Sim, são as coisas (e as pessoas que as fazem) a que também o antigo ministro das Finanças aludiu na sua entrevista, agora livro (porquê livro? não há jornais?) à decana Maria João Avillez. O Estado corporativo das teias finas de interesses de todas as naturezas e de micro e de médios sistemas de poderes e de sub-poderes subsiste – no funcionário tolo da corrupçãozinha pequenita, como nos muitos mais que sobrevivem por aí em cima da miséria da maioria. Vergonha de gente no meu país (digo-o «meu» para dizer que sou dele) que assim nunca mais rompe com o sistema profundamente injusto e anti-democrático que já não se aguenta. Será sem dúvida esta a mais intangível «obra» do Dr. Salazar: a que naturalmente não morre com reformas. É também por estas que alguns dos que agora emigram não querem voltar jamais: não aguentam esta imoralidade. Começa, começou já, justamente aí, a ruptura. Mas é um rompimento que não age sobre o essencial, porque no território ficam os que não se importam de fazer o que for preciso para que tudo continue na mesma e eles próprios (e os seus, e os seus «clientes») se mantenham à tona.

Afinal Roma paga aos traidores

Arnaut na Goldman Sachs, Gaspar no FMI. É a diáspora dos ladrões.

Pode começar o fogo

Não sei de que lado do rio. Mas tem que haver fogo! Aí está o regresso aos mercados!!!

Daqui a dois dias

Estamos de volta. Será que o Marco António sabe disto?

Governo Sombra acaba de lembrar

Que faltam 3 dias para o regresso aos mercados.

 

«Volta, Gaspar!»

E depois do adeus? Depois de Gaspar, depois da crise de Julho, após a intermitência irra vogal de Portas, nada ficou como dantes, especialmente nos juros da dívida pública nas várias maturidades e na esperança de um regresso do Estado Português à normalidade do financiamento em mercado, na data estipulada. Porquê?

Por causa do peso pluma dos actores que sucederam a Gaspar nos dossiês que este detinha: Gaspar era um bloco inamovível sem consideração pelo flato da política e a sua agenda. Portas e Albuquerque, do ponto de vista das marionetas que controlam a volubilidade subjectiva do dinheiro mundial, são o regresso da velha jangada rançosa do Regime movida a gás metano político, com bússula política e leme escaqueirado político. Albuquerque e Portas querem passar por bonzinhos e sensíveis ao lastro que se dependura nos partidos e mostrar a peitaça rebelde na mesa negocial troykaniana.

À calamidade de actualmente a 10 anos, as taxas de juro permanecerem próximas dos 7,508% de 3 de Julho e a cinco anos a taxa andar a acima de 7%, subjaz simplesmente o desaparecimento do peso técnico e da fiabilidade técnica de Gaspar. Ainda hoje interpreto como auto-ironia as asserções da sua carta: «Falhei!» O que falhou foi a sua capacidade de persuasão, por falta de moral e perda de prestígio interno como vidente e previdente macroeconómico, para o que deveria ter sido feito aquando da 7.ª avaliação e está agora previsto para o OE2014. O que falhou foi o devido respaldo dentro do Governo para anunciar e fazer então o que fatalmente se anuncia agora no domínio das Pensões, por exemplo.

A guerra com os mercados ganha-se sem mariquices nem escrúpulos. Ganha-se com a linguagem dos mercados que é selvática, crua, insensível. Não gostamos, mas não há outra: dura debita sed debita.

O Vítor Gaspar explicou,  devagarinho

A Albuquerque é mentirosa. Qual das palavras não perceberam?

A crise portuguesa da actualidade

O seu a seu dono: a autoria da actual crise é da direita

Bem se empenham os arautos tendenciosos, desonestos e vesgos por conveniência para engrupir a opinião pública com a desresponsabilização da direita pela crise política em que atolou o país nos últimos 15 dias.

A defesa inconsistente e estrambólica da inocência do governo de Passos e Portas, e até do presidente Cavaco, emporcalha-se por ímprobos ataques desferidos sobre quem, de área política divergente ou neutralmente, dignifica a verdade e tece legítimas críticas às ridículas peripécias da vil tríade do presidente, da maioria e do governo a que estamos submetidos.

Para reposição da verdade – e já agora para memória futura – grave-se com letras de indestrutível relevo, por ordem cronológica, quem, quando e como a crise se despoletou e desenvolveu:

A 1 de Julho de 2013

Vítor Gaspar demite-se. Insinua falta de perfil de Passos Coelho para liderar a actividade governativa, confessando responsabilidades próprias na falha dos défices de 2012 e 2013, na expansão da dívida pública, na depressão na procura interna e desvios desfavoráveis nas receitas fiscais; e, em acto de comovente penitência, Gaspar rematou: “a repetição destes desvios minou a minha credibilidade enquanto Ministro das Finanças.”

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Brandos custumes

Gaspar foi cuspido do governo. Só.

Teoria dos Fractais

Uma cuspidela no supermercado provoca uma crise política no Governo.

Gaspar escarrado, devíamos cuspir paralelos

Depois de Vítor Gaspar ter sido escarrado num supermercado, fico com pena de não cuspirmos granito.

Não é um governo, é um gangue

Este governo é ridículo. É absurdo. É um disparate. É inacreditável que, quando podia, mediaticamente e apenas isso, dar uma ideia pequenina de alguma mudança política, eis que nos surpreende e troika Vítor Gaspar por Maria Albuquerque, que tem o condão de ter parte do país a pedir a sua demissão mesmo antes de ser ministra. Mas será que surpreende mesmo? [Ler mais ...]

Quem tramou a carta de Vítor Gaspar?

A carta de de demissão de Vítor Gaspar, um tipo de documento que não costuma ser público, muito pelo contrário, e tanto embaraço está a causar ao governo, ou a parte dele, circulou esta tarde mas não a partir do seu original. Foi feita numa KONICA MINOLTA bizhub C253, um aparelho profissional de digitalização.

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São imensos os caminhos que a carta pode ter tomado até virar um ficheiro pdf, o tom de fundo que substitui o do papel dá a entender que o original foi fotocopiado. Deu-me para pensar que Paulo Portas, desta vez, não vai levar fotocópias para casa; tal como esta coligação, é uma tecnologia completamente ultrapassada.

Gaspar: grandes frases…

…e muitas grafias (com os cumprimentos do Expresso). Já estamos habituados. Pois, por lá continuam os contatos. Muito bem.

O melhor povo do mundo

O povo português revelou-se o melhor povo do mundo e o melhor activo de Portugal” (Vítor Gaspar, 4/10/2012)

A Carta de demissão de Gaspar

A carta!

Que pelos vistos já tinha seguido em Outubro… Mas, já agora uma questão existencial – é possível alguém demitir-se de uma coisa que não existe?

E como fica aquilo sem um Primeiro-ministro?

Ainda acham que não vale a pena lutar?

A realidade, mostra, um dia após o outro, que não temos alternativa.

É só empurrar mais um pouquinho…

greve

Cuidado com as ‘resignações’

Demissão. D-e-m-i-s-s-ã-o.

Adeus, Vítor Gaspar

Aqui fica a minha homenagem.

PREC II

Possível Remodelação em Curso

Diz que é preciso despedir funcionários públicos (2)

Injeção de 700 milhões de euros no Banif leva défice orçamental para 10,6%

Esta é a execução orçamental do governo, sem torpezas nem cunhas

As contas curtas e cunhadas:

  • Balança de Bens e Serviços: 432.000.000 € (+)
  • Balança Corrente e Capital = 868.000.000 € (+)
  • Balança Corrente = 162.000.000 € (+)

As contas do Relatório de  Execução Orçamental de Maio 2013 do governo:

Página 49

0001(3)

A análise e interpretação deste quadro são morosas e trabalhosas. São tarefas incompatíveis com actos de propaganda de feirante, destinada a influenciar os menos atentos.

Ser competente e honesto é indispensável, sendo também necessário estar de boa-fé. Segundo Vítor Gaspar afirmou ontem na AR, não estão considerados nestas contas a recapitalização do Banif, 1,1 milhões de euros; a ser considerada pelo Eurostat, a elevação do défice do 1.º trimestre atingirá 10%.

Para agravar as frustrações dos governantes, a que estamos sujeitos, e indefectíveis apoiantes, a CE acaba de sair-se com esta:

Bruxelas já vê mais riscos no cenário macroeconómico do Governo

Eu diria mesmo que Portugal é país completamente riscado e há muito.

Até o Álvaro se desmanchou à gargalhada

O deputado Bruno Dias actualiza a ciência económica na Assembleia da República através do Borda d’Àgua. Um contributo de Vítor Gaspar para o conhecimento humano.

Choveu, subiu o nível dos juros da dívida portugesa

As taxas de juros da dívida pública portuguesa agravaram-se para as percentagens seguintes:

0001 (2)Fonte: Jornal de Negócios

Também Itália e Espanha viram os juros das dívidas públicas registarem aumentos, embora com intensidade inferior à verificada para Portugal. Saudado pelo aliado Cavaco, o governo, pela mão da swinger dos swaps, Maria Luís Albuquerque, exuberou na euforia do regresso aos mercados, há cerca de um mês, realizando uma operação de 3.000 milhões a 10 anos à taxa de 5,669%.

Agora, em momento de subida sensível e generalizada a todos os prazos de juros, os membros do governo ou mesmo os deputados da  maioria emudeceram.  Olham para o ar e assobiam ‘Singing in the Rain’.

Sinceramente também não tenho paciência para ouvir Vítor Gaspar a argumentar que, tendo chovido torrencialmente no centro da Europa, os juros, fluídos como a água, também registaram subida nos níveis das taxas; ou então, as vacuidades da madame d’ air négligé, estilo Saint Germain de Prés, Teresa Leal Coelho.

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Notícias de Última Hor(t)a

climaKing’s College London, a Harvard Business School e as restantes sete universidades da Ivy League acabam de acrescentar aos curricula dos respectivos MBAs e Doutoramentos de Economia, Finanças e Negócios uma “cadeira” de Meteorologia e Investimento, anual e obrigatória.

Depois de ouvirem Gaspar, hoje de manhã, os Reitores foram unânimes no reconhecimento da indispensabilidade do profundo conhecimento deste tema para o exercício futuro de funções ao mais alto nível, quer da Governação, quer da Governança.

Destaque ainda para o lugar central que o Borda d’Água adquiriu nas Bibliografias obrigatórias dos mais ambiciosos. Em resultado, a vetusta publicação esgotou de imediato na Distribuição, constituída sobretudo por invisuais, amblíopes e romenas com dois filhos pela mão e outro ao colo.

Quem prejudica quem?

Portugal é um país especial – conta-se uma anedota e, como se diz por aqui, ´tá a andar de mota.danca Assim, se me permite, caro leitor, vou seguir essa máxima de grande sucesso:

Um tipo com problemas de Álcool, encontra um amigo muitos anos depois do último olhos nos olhos.  Conversa para aqui, comentário para ali e a pergunta:

- Então, meu, e com a bebida?

- Está resolvido! Agora só bebo dois tipos de vinho! Estou curado!

- A sério? Nem acredito! Que bom! E que vinhos são esses?

- Portugueses e Estrangeiros.

Sim, eu sei que os discursos do Gaspar são um bocadinho mais humorados que as minhas anedotas, mas vem isto a propósito das GREVES que os Professores têm em cima da mesa: avaliações de 7 a 14 de junho e a todo o serviço no dia 17 de junho.

Os comentadores, mesmo aqueles que são pagos pelo PSD para aparecerem na Blogosfera a comentar, alinham no discurso oficial que basicamente se resume a isto: os Professores são uns malandros, uns filhos da …, porque usam as criancinhas nas suas lutas. Claro que têm direito à luta, que a Greve é um Direito Constitucional (sabemos o quanto este PSD ama esta constituição!), blá, blá, blá, batatinhas.

E, nesse mesmo registo, pergunto: não são esses mesmo comentadores profissionais e seus financiadores que recorrem permanentemente às criancinhas para a fotografia nas campanhas eleitorais? [Ler mais ...]

We will always have Paris…

O presidente francês François Hollande resolveu responder à Comissão Europeia sobre a forma “abusada” com que a CE se intrometia nos assuntos internos do seu País e disse: “Bruxelas não tem nada que ditar o que Paris deve fazer”. Segundo a imprensa Francesa, Hollande encostou Bruxelas às cordas.

Eu cá que não sou de intrigas, nem tão pouco de esquerda mas, no entanto, fervorosa benfiquista, parece-me que posso dizer que por cá esta receita sempre seria mais bem vista do que qualquer pedido de simpatia. Não?

OCDE esqueceu-se do ‘momento do investimento’, diz Gaspar

OCDE(2)

Vítor Gaspar teve hoje um dia negativo. Ingrato, diria. Com coragem, e referindo-se ao ‘programa de ajustamento’ de que é o gestor governamental, confessou:

Certamente sou responsável por vários erros.

Registe-se a humildade. Todavia, exige-se-lhe mais detalhes quanto à natureza e impactos quantitativos e qualitativos, nas condições de vida dos portugueses, do maior erro cometido: a defesa intransigente das políticas austeridade, agravando o programa do ‘memorando de entendimento’ da troika – lembro a retirada dos subsídios de férias e de Natal, bem como a antecipação do IVA de 23% aplicado à energia eléctrica e gás em Setembro de 2011, quando o memorando estabelecia Janeiro de 2012.

Queixou-se do PS quanto ao memorando, mas tem reduzida moral para se lamentar. Assumiu a direcção do programa com entusiasmo e empenho, fazendo sentir aos portugueses, e de que maneira!, a deterioração da vida do dia-a-dia. Desemprego, pobreza, miséria, insensibilidade social, entre outros, são pecados a expiar arduamente. Mas, permanecerá incólume e até progredirá na carreira, a nível internacional. [Ler mais ...]