O afundanço do CDS

As sondagens conhecidas dão resultados miseráveis ao CDS. Seria natural que perante um governo estatista e centralista, com os cidadãos carregados de impostos, uma parte significativa dos eleitores se voltassem para este partido. Mas nada, não mexe, não se move, moribundo.
O Nuno Melo até tem tido uma boa prestação na Comissão do BPN o que lhe dá notoriedade. Mas nem assim. Não se move!
Creio que a figura de Paulo Portas já faz parte do problema, não ajuda, não dá credibilidade. Passou por um governo de má memória, deixou assuntos submersos, mal explicados, outros que não voam.
Se me perguntarem qual é a segunda figura da lista do CDS não sei! A maioria não sabe, porque não há figuras conhecidas, a identificação é total com Portas. E quem é que vai votar em Portas? Nem os apaniguados do partido.Pelo menos grande parte prefere não votar, tão grande tem sido a sangria.
Paulo Portas tem-se alimentado do CDS de tal forma que à sua volta é um deserto.
lembro-me sempre de um poema de Ary dos Santos que se zangou com Natália Correia.
“É uma bruxa! É filha de si mesma!”

PS: Se não foi com a Natália nenhum deles se zanga comigo.Infelizmente !

O desespero de Vital

Esta ofensiva do PS pela voz de Vital Moreira traduz as dificuldades que as sondagens fazem prever.
É difícl perceber que o PS traga para a discussão o caso BPN, atirando-o para os braços do PSD, como se no seu quintal não haja suficiente borrasca.
Cavaco Silva já veio dar a resposta e o que diz é de uma limpidez a toda a prova. Só se estiver proíbido de ganhar dinheiro dentro da legalidade é que o podem envolver em assuntos menos transparentes.
Claro, que Sócrates e os seus vários casos, se necessário, vão voltar . Em força! Se não agora, nas próximas Legislativas e Autárquicas, o PSD já tem o pretexto para chamar “roubalheira” ao processo Freeport, e ao processo da Cova da Beira !
Por outro lado e não menos importante, a porta de saída que já era estreita, ficou agora estreitíssima , nos casos BPN e BPP! Como vai o governo explicar os milhões que já lá meteu e os que vai ser obrigado a meter? Se não meter “aqui d’elrei que me estão a roubar” gritam os clientes espoliados da roubalheira, se meter “aqui d’el Rei que me estão a roubar” gritam os contribuintes espoliados da roubalheira.
E, a verdade, é que em Outubro o governo perfaz perto de um ano da nacionalização do BPN e da regulação do BPP!
Vital pode ter falta de jeito mas não é burro.Não acordou de manhã a sonhar com o caso.Então, o que e quem, terá levado Vital a tal despautério?
O mesmo que o mandou não voltar ao assunto? Trocar “roubalheira”
por “caso” ?
As sondagens que os partidos fazem diariamente, terão a resposta!

Será que já houve o mesmo junto de João Rendeiro?

Clientes do BPP fizeram hoje uma espera ao ministro das Finanças. Queriam respostas. Compreendo o problema. Foram enganados e, se calhar, ficaram sem as economias de uma vida. É uma situação delicada. Para alguns, trágica.

No entanto, o alvo deve ser outro. Estes clientes protestaram junto do ministro Teixeira dos Santos. Querer ajuda é legítimo. Exigirem respostas já não. É que não me lembro de terem feito questões junto da administração que foi liderada por João Rendeiro. Nem tenho conhecimento de lhe terem feito qualquer espera à porta de um qualquer sítio.

Os clientes do BPP, sempre conhecido como um banco de investimentos, onde normalmente há riscos, sabem que Rendeiro não tem dinheiro para lhes pagar a todos. Esperam que o Governo do país o faça. Às custas de todos os contribuintes.

A «roubalheira» na Banca e as «figuras gradas» do PS

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* À Beltronica, a Direcção-Distrital de Finanças de Lisboa perdoou em 1999 10 milhões de euros em impostos, relativos aos anos de 1995 e 1996 e que prescreveram nesse ano. Via http://www.misturagrossa.net/?p=175

Breve recolha de alguns exemplos depois de ler isto.

O Banco Efisa (BPN), a Beltrónica e o ex-Secretário de Estado do PS

«Por falar em Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Dr. Rogério Fernandes Ferreira, o Borda d’Água acabou por descobrir de onde é que vem a grande amizade que este membro do governo nutre pelo Director de Finanças da 2ª. Direcção de Finanças de Lisboa (Raul Castro). Então, não é que o Secretário de Estado, mais conhecido desde os tempos da Católica, pelo “Gerinho do papazinho”, foi advogado e consultor da célebre empresa Beltrónica, até à data da nomeação para o governo. Até aqui, não há mal nenhum!
Porém, a bronca dá-se quando o Borda d’ Água, por escuta de RDIS, apurou que a Beltónica deixou de pagar milhões ao fisco nos últimos exercícios e sabem porquê?
Simplesmente, porque o Director de Finanças (Raul Castro) consultou o Tarot e antevendo a nomeação do “Rogérito J.R.” para o governo, permitiu com a colaboração do chefe de repartição do 8º bairro fiscal, que as respectivas liquidações caducassem. Mais uma vez, o erário público ficou a arder com milhões e os intervenientes com os alforges cheios !
Rogério Fernandes Ferreira J.R., presenteado com tal repasto, está disposto a satisfazer todos os caprichos do seu grande amigo, Raul Castro, tais como:
Renovar a Comissão de serviço desta “sumidade” por mais três anos, a partir do próximo ano, permitindo-lhe tachos e piqueniques à margem das suas funções de Director de Finanças.
Tráfego de influências com o sector do betão, turismo e bola e promessas de depuração dos seus rivais… Enfim, o exemplo da promiscuidade que há entre dirigentes da Administração Pública e governantes!
Por falar em Beltrónica? Borda d’ Água constatou que esta empresa é cliente preferencial do afamado BANCO EFISA. O que é perfeitamente normal!
No entanto, sabe-se à boca cheia que o Banco Efisa tem servido de plataforma para lavagens e transferências chorudas, quer para Londres, quer para “off-shores”, por parte de alguns Directores de Finanças e não só … António Silva Duque (Alibábá), ex-Director adjunto de Raul Castro que o diga !
Sabe-se que o Banco Efisa, para além de ter como accionista simbólico um afamado político rosa já aposentado, tem como principais accionistas pessoas ligadas ao Islão, nomeadamente ao grande império Aga Kham, cuja fundação foi reconhecida à “socapa” pelo actual governo (Decreto-Lei 27/96, de 30.3) e goza escandalosamente de todas as isenções e benefícios fiscais previstos para as pessoas colectivas de utilidade pública (Decreto-Lei 337/97, de 24/12). Por isso não é inocente a operação de charme e candura que o Presidente do Efisa tem feito nos “media”.
Falando baixinho, que ninguém nos ouve! A generosa Fundação Aga Khan, para além de financiamentos beneméritos que atribui a “grupelhos pacifistas” no Médio Oriente, também protege e alberga “good boys” que constam do cardápio de “amigos” do Tio Sam e do Sião.
Sabe-se que esta “rapaziada pacífica”, no âmbito do projecto “Portugal for Lover’s”, vem retemperar forças em Vila Moura – a princesa encantada do Algarve. Chegam a residir no máximo 182 dias, coincidente com o período das amendoeiras em flor…
Trata-se de um pequeno alerta que é feito ao Dr. Guilherme de Oliveira Martins e D. Judite, porque se isto chega aos ouvidos do “cowboy” Bush e da U.E., ainda vamos ter problemas da grossa! Sabe-se da rebaldaria que existe nesta “Babilónia” e custa muito a crer que só haja quatro contas suspeitas na C.G.D. e de pequena monta.»

Do Boletim «Borda d’Água» de 2001, via Mistura Grossa

O Portal do Governo: José Sócrates e a velhinha

O Portal do Governo costumava ser uma coisa sóbria, institucional, acima dos nomes que naquele momento estavam no poder.
Mudou completamente desde há alguns dias. Agora, logo que abrimos a página, deparamo-nos, para além do cabeçalho vermelho, com uma fotografia de José Sócrates a cumprimentar afectivamente uma velhinha. Ainda na página inicial, temos de levar com a propaganda oficial do regime (vivemos no melhor dos paraísos segundo aquele «site») e com ligações para subscrevermos a newsletter.
Para chegar ao Arquivo Histórico (composição dos Governos anteriores), demoro algum tempo, porque a navegação está muito mais dificultada. E quando consigo aceder, encontro uma lista que menciona apenas o X Governo Constitucional e os seguintes. Quanto aos anteriores, desapareceram. E sem perceber muito bem por que razão, abaixo do título «XVI Governo Constitucional», diz «Santana Lopes». Tudo bem, foi o primeiro-ministro. Mas em relação aos Governos anteriores nada diz acerca do primeiro-ministro. Só em relação áquele. Para nos lembrarmos de quão mau foi?
O pior de tudo é quando abrimos então a página onde devia estar a composição de cada um desses Governos. Não está lá nada! Onde antes aparecia, de forma impecável, o Ministro e os Secretários de Estado de cada Governo, com fotografias e tudo, e as remodelações e posses ocorridas ao longo do mandato, agora nada aparece. Desapareceu tudo!
Era um bom portal, agora é isto. Torna-se impossível pesquisar o que quer que seja relativamente aos Governos anteriores. É possível perceber por quê?
Ah pois, José Sócrates e a velhinha…

SNS – Saúde para todos


DESCENTRALIZAR A SAÚDE

Num país como o nosso, pobre, desigual e injusto, o SNS é um instrumento muito eficaz para aplanar essas desigualdades. É eficaz, seguro e de resultados imediatos.

O que não quer dizer que o Estado tenha que ser o único prestador de
cuidados de saúde. A complementaridade introduzida pela iniciativa
privada, reduz a pressão da procura sobre os hospitais públicos,com a
consequente melhoria dos cuidados prestados, acelera a inovação nos
processos, equipamentos e instalações e responde à procura mais selectiva das camadas mais ricas da sociedade.
Contrariamente ao que nos querem fazer crer, é uma coisa boa!

O Estado deve estabelecer com os privados acordos de prestação e
fornecimento de serviços, mas não deve financiar os privados que deverão socorrer-se de receitas próprias e de regimes de Seguros individuais de saúde.
A bem da verdade, quando o Estado aceita que os custos de Seguros
de Saúde sejam considerados como custos na determinação do IRC ou do IRS, está já a suportar e a financiar a actividade privada.

Tem ainda uma função de “preenchimento” das áreas geográficas que o SNS vem abandonando, por razões de economia e racionalidade de meios, que sendo defensável, deixa no entanto, atrás de si, um vazio social em populações envelhecidas e cada vez mais sós.

O SNS é tambem um meio eficaz de fixar as populações em regiões cada vez mais desérticas!

A medicina evoluiu muito nos últimos trinta anos! Evoluiu mais que nos
anteriores dois séculos. É por isso natural que muitos dos conceitos
estejam ultrapassados.
Há hoje um evidente desajuste entre as capacidades tecnológicas e saberes e a organização e gestão dessas capacidades.
O que está, pois em causa, é ajustar as políticas, a organização e a gestão “ao estado da arte”.

Levar os cuidados de saúde ao doente, e não o doente ao hospital, é hoje uma das premissas em que deve assentar a organização nacional da Saúde.
Este conceito levar-nos-á:

DESCENTRALIZAÇÃO

Descentralizar não é criar mais uma “casta de políticos” profissionais!
Não é criar mais uma classe de funcionários públicos! Não é criar um
nível intermédio de decisão!

Descentralizar é outorgar uma real capacidade decisória ao nível da
organização, da gestão, do planeamento financeiro, da avaliação e
correspondente pacote salarial dos Recursos humanos.

É outorgar a responsabilidade e respectivos meios de racionalizar o
parque de instalações e equipamentos, recursos humanos, gestão de
doentes, compras, gestão de stocks, ao nível de uma dada área geográfica, ao nível da

UNIDADE LOCAL HOSPITALAR

Esta unidade é composta pelos meios humanos, técnicos ,instalações e
equipamentos de uma dada área geográfica (fujo propositadamente á
palavra “região”). Pode ser transversal a mais que uma região
administrativa, aproveitando-se a complementaridade resultante da
proximidade!

A sua DIRECÇÃO deve ser constituída por elementos nomeados das direcções das unidades hospitalares abrangidas

Terá um hospital de referência dotado de meios humanos e técnicos
diferenciados.

Uma segunda linha de hospitais e/ou centros de saúde menos diferenciados que o hospital de referência ( com as chamadas valências médicas e cirúrgicas populares)

Um grupo de centros de saúde de proximidade, chefiados em permanência pelo médico de família.

Os meios da Urgência Médica do INEM e/ou Bombeiros.

Só chegarão ao Hospital de referência os doentes vítimas de acidentes ou doenças agudas.Nos restantes casos o doente deverá ser observado nos centros de saúde e hospitais de segunda linha,que poderão tomar a decisão de os enviar para o nível mais diferenciado.

Os hospitais deverão estabelecer com os centros de saúde protocolos de deslocação de médicos especialistas em dias pré-determinados, por forma que as consultas de rotina sejam feitas ao nível do centro de
saúde, deixando para os hospitais os actos médicos mais diferenciados.

Com os actuais meios de comunicação é possível exercer actos médicos tutelados á distância, nos centros de saúde e nos meios de socorro do INEM e dos Bombeiros.

Estatísticas demonstram que se o sinistrado ou o doente acometido de
doença súbita for socorrido nos primeiros 15 minutos após o ínicio da
doença, 80% salvam-se.

Cuidados de saúde de proximidade!

Cuidados de saúde no local certo! Não no mais perto!

Aliviar a pressão da procura onde os serviços mais diferenciados são
prestados!

PS: CENTROS HOSPITALARES Vale do Sousa
Hospital de referência
H H H H

Centro Saúde cs cs cs cs cs cs cs

O(s) CENTRO(s) Hospitalare(s) de uma dada área geográfica serão coordenados por uma Administração Regional de Saúde.
Foram recentemente extintos 74 sub-administrações regionais de saúde com a simultânea criação dos Centros Hospitalares.
Troca-se a proximidade e coordenação administrativa pela proximidade técnica e coordenação dos meios de prestação de cuidados!

Voto obrigatório ?

Lembro-me que há muitos anos o Prof Freitas do Amaral avançou com esta ideia. E lembro-me porque foi uma das viragens mais consistentes na orientação que passei a dar ao meu voto!
Em Freitas do Amaral nunca mais votei.E no CDS tambem não.
Agora Carlos César, lá da bruma que envolve a sua cabeça medíocre, vem com a mesma conversa. Sempre que percebem que o votante não está para os aturar a tentação é grande. Dentro de cada um de nós há um ditador, e os políticos têm uma tentação maior. E perigosa!
Como muitos já disseram, no dia em que o voto for obrigatório nunca mais voto. Não votar é uma manifestação de voto como as outras opções.De igual valor. Um homem um voto. Faço do meu voto o que bem entender.
Os cidadãos têm que estar conscientes que a tentação de lhes tirar a liberdade, nestas coisas que parecem pequenas, é o ínicio para tentações maiores.
Já temos aí o “chip” para os automóveis, uma medida gravíssima para a nossa privacidade!
Vou voltar a este negócio (para alguns) de nos querem tirar a privacidade!

Quem quis tramar Paulo Rangel?

Entre Paulo Rangel e Winston Churchill pode não haver muitas semelhanças mas há, pelo menos, uma: encontram os inimigos dentro do próprio partido.

O cabeça de lista do PSD às eleições europeias tem, dentro de casa, mais opositores que nos restantes partidos concorrentes.

Surgindo como um ‘outsider’, Paulo Rangel foi a escolha de Manuela Ferreira Leite para a liderança parlamentar, primeiro, e para ser o primeiro nome na lista ao Parlamento Europeu, depois. Uma ascensão fulminante num partido de barões, que não deixou de espantar alguns e de provocar um franzir de sobrolho noutros tantos. Que não estão disponíveis para perdoar o mínimo deslize.

Sem estar ligado a lobbys internos, Rangel tem, nesta campanha eleitoral, feito uma espécie de corrida a solo, apoiado pontualmente pela presidente do partido, que surge como o treinador que, à margem do percurso, aparece a dar apoio moral, através de incentivos mais ou menos sonoros.

Com um PSD a meio gás, a campanha ‘laranja’ nestas eleições está apenas meio organizada e os militantes meio mobilizados. Tudo demasiado a meio.

Rangel aposta muito em pequenas reuniões, em pequenas salas, dentro de portas, com pouca rua e comícios medianos que correm mal, com pouco gente, muitos atrasos, descoordenação de horários e entusiasmo apenas meio mobilizador. Veja-se o episódio do comício de Barcelos.

Pedro Passos Coelho, opositor de Manuela Ferreira Leite na última corrida interna, esteve numa acção de campanha em Vila Real. E o que disse? Que o mínimo que se pode esperar é uma vitória e se o PSD não vencer estas eleições “fáceis” como será para vencer as “difíceis”. Calculamos que sejam as legislativas.

É claro que o alvo de Passos Coelho é outro e não Rangel de forma directa. Mas o líder parlamentar levou por tabela. Vale a Rangel a garra que coloca em cada acção e o facto do principal oponente ser Vital Moreira, um peixe claramente fora de água.

SONDAGENS, SIM, E DEPOIS?

AS SONDAGENS QUE NOS MOTIVAM O OLHAR
.
Mais uma sondagem, mais uma corrida nesta viagem. Aos pouquinhos o PSD vem subindo e o BE também. Aos pouquinhos o PS vem descendo e o CDS também, mantendo-se o PCP inalterável. Quem acredita? quem acha que vai ser assim? Neste caso, só os militantes do BE e os do PSD, querem acreditar. Convém que acreditem e que os seus simpatizantes também, de modo a que conquistem outros, e todos juntos votem nos respectivos partidos. Neste caso também, os militantes do CDS, os do PCP e os do PS, lá vão dizendo que as sondagens valem o que valem, e que no domingo é que se vai ver. Para além do mais, as sondagens, quando nos são negativas são manipuladas e se nos são favoráveis, já se estava a prever tal resultado.
As sondagens e a leitura dos seus resultados, variam consoante os olhos de quem as vê. Hoje vemos dois empates técnicos. Um entre o PSD e o PS, outro entre o BE e o PCP. De fora das contas fica por agora o CDS. Mas ainda faltam dois dias inteiros de campanha, mais um de reflexão, e tudo pode mudar, pensam os que hoje estão desiludidos.

.

Votar PSD, ou o voto útil

Na recta final, o PSD ultrapassa o PS. A dúvida mantém-se até ao fim, mas, para já, os sinais são positivos. A tendência é de subida, de vitória.
Vital Moreira continua a esbracejar e a espernear. No outro dia, foi a roubalheira do BPN. Ontem, em Paredes de Coura, foram «as vigarices de militantes qualificados seus [do PSD], como Oliveira Costa». Ou como um professor doutor de Coimbra (meu Deus!) respeita a presunção da inocência.
Na resposta, pudemos ouvir Manuela Ferreira Leite a dizer aquilo que tinha de ser dito: «Se têm algo a dizer, digam. Se têm alguma acusação a fazer, façam-na, mas não insinuem, tenham coragem.» A atitude do PS «mancha tudo e todos» e o PSD não vai responder. «Pelo facto de não respondermos não é sinal de fraqueza, mas sim de força.» Directa e concisa, Manuela Ferreira Leite acertou na «mouche», como poucas vezes tem acertado ao longo da sua liderança no PSD. Discreta, aparentemente segura, ainda é capaz de surpreender muita gente. Os primeiros resultados estão à vista.
Posto isto, parece-me que neste momento se coloca como nunca a questão do voto útil. Está visto que o PSD está a uma distância muito curta de vencer as eleições e de infligir uma pesada derrota a José Sócrates. E se votar é também uma questão estratégica, tanto como uma questão de consciência, é necessário que todos os votos dos eleitores em dúvida sejam canalizados para o PSD. É necessário que todos os que se querem ver livres da tralha socratina votem no PSD. É necessário que mesmo os que nunca votaram PSD votem, agora, PSD. Sejam comunistas, sejam bloquistas, sejam mais à Esquerda ou mais à Direita. Votar PSD é a única via possível para derrotar o PS e para ser o início do fim deste Governo e desta política. A «débacle» de José Sócrates começa já no Domingo.
Tudo isto, vindo de alguém muito à Esquerda do PSD ou do PS, parece estranho. Mas é mesmo assim que as coisas funcionam – o João Paulo , o nosso sindicalista, já o explicou há uns dias melhor do que ninguém. Não temeis que vos chamem incoerentes. Hoje, a guerra é com o PS. Do PSD, trataremos depois.
Quanto a mim… bem, o voto é secreto.

Isabel Saturnino – A geometria da vida*

Quando me interrogo sobre as “não decisões” que alguns tomam em nome dos “direitos” de outros, questiono-me sobre o que é na verdade um direito? E por paralelismo um “dever”.

Quando me falam no país onde vivo como o país dos normativos avançados, questiono-me se as pessoas que os operacionalizam, acompanharam as mentes criativas ( que admiro!) que os criaram.
Que percursos “divergentes”se desenharam entre as leis que criaram e os destinatários que as carregam?

Já que Agora, neste Presente que continua a ser Passado e parece querer contaminar o Futuro há crianças que vêem o seu futuro comprometido por decisões de homens que querendo ser Deuses, se afastam do seu destino de Homens Justos, que sendo homens como os outros são frágeis, influenciáveis, fruto de uma educação de um modelo, que não pode ser “ O Melhor” porque “O Melhor” não existe, o que existe é “O Possível”.

Assim, se nos fosse possível partirmos destes princípios, ou melhor destas interrogações poderíamos fazer convergir os caminhos e então diríamos….
Tudo correu bem, os homens e as leis entrelaçaram-se e foram felizes para sempre …. “E acabou a história da D. Vitória”

Aonde ficou a geometria da vida? Não ficou esquecida! Servi a entrada.

Aprendi a crescer entre triângulos e círculos. As casas, aprendi a desenha-las com um tecto. O tecto é o abrigo. As rodas rolam, caminham, imprimem um dinamismo.
As rodas enquadram-se na mesma realidade A Criança, a Família, a Rede de suporte familiar e institucional, a Cultura, a Educação, o Emprego.
Círculos contidos em círculos cada vez mais abrangentes, com um pequeno ser no meio, a nascer, a crescer. Chegou à creche, deixou a chucha, largou a sesta; foi para a escola, caiu-lhe o dente; foi para o liceu, cresceu a espinha, picou a barba, foi para outra escola ou para o trabalho, tornou-se adulto, se teve meios tirou a carta comprou o carro.

Quem esteve lá, quem o acompanhou, quem lhe deu carinho, o consolou, alimentou, o levou à escola, lhe ralhou e castigou? Quem lhe restituiu a esperança quando sofreu a primeira decepção?

Retomando o Triângulo. No vértice está uma criança, o ponto de equilíbrio é frágil! Tem um pezinho no bico, para que lado irá cair, quem a irá empurrar?
Em baixo estão duas famílias, num lado a família biológica, aquela mãe estrangeira, desenraizada do seu país, que tendo consciência da sua fragilidade, das descontinuidades possíveis no trato, decide caminhar até ao outro vértice e pedir ajuda a uma outra família.

Neste vértice, um núcleo de diversas pessoas acolhe-a, mima-a, ajuda-a a crescer.
Estas pessoas serão uma família comum portuguesa, provavelmente não tão distante da família que deu origem á mãe da menina. Provavelmente não foi o acaso que as aproximou!
Foram estes que lhe garantiram estabilidade, amor, cuidados

Um dia a mãe biológica partiu e a menina ficou. Um dia a mãe biológica quis levar a menina. Quem decidiu, segundo que parâmetros, quem ouviu as figuras para ela significativas. Não falo só da família de afecto, mas dos outros, dos filho do casal, da família alargada, dos outros que estão na escola, na vizinhança, no Centro de Saúde, numa teia alargada da rede que a sustentava.

Sei que havia outras questões a ponderar, sei que o futuro poderia não ser seguro, poderia ser também frágil, mas cabia “a quem de direito” equacionar essas probabilidades.

Agora pelo menos tenho uma certeza, o seu Presente é frágil, a sua construção é feita de hiatos, como será no futuro?
Acabo como comecei continuo cheia de dúvidas. Sinto-me naquele patamar a que alguns chamam “ dos indecisos”, e que eu prefiro apelidar “dos inquietos”

* Isabel Saturnino é assistente social.

Boas e más companhias no MPI: Um pedido de desculpas

Há alguns dias, escrevi aqui que era lamentável o aproveitamento político-partidário que estava a ser feito do Movimento pela Igualdade, que está a promover o livre acesso ao casamento pelos casais do mesmo sexo. Disse também que os promotores deste Movimento tinham conseguido colocar no núcleo inicial de subscritores cinco dos dez primeiros candidatos do PS às Europeias. Isto, por incrível coincidência!, em vésperas das Eleições.
Repito tudo o que então escrevi. Não é admissível, a sete dias de umas eleições, conseguir meter como núcleo subscritor de um Movimento metade dos candidatos da lista de um determinado Partido concorrente a essas eleições. O mesmo foi feito, de resto, na forma como se colocaram os três primeiros candidatos da lista do BE, ostracizando quase completamente o Partido Comunista.
Se queriam mesmo que essas pessoas fizessem parte do Movimento, faziam a apresentação pública depois das eleições. Não era por duas semanas que os «gays» iam deixar de se casar no futuro.
O que me faltou dizer nesse «post», digo-o hoje. O Paulo Jorge Vieira convidou-me a mim e a muita gente mais. E como é óbvio, não tem nada a ver com esta vergonha que se passou dentro de um Movimento onde há gente que quer a todo o custo, e percebe-se por quê, colar o PS à iniciativa. Guinar à Esquerda em vésperas de eleições, através das causas «fracturantes» que antes se rejeitaram, é uma estratégia inteligente.
Mas dizia eu que o que me faltou nesse «post» foi dissociar o Paulo Jorge Vieira de tudo o resto. O Paulo Jorge é puro e os seus objectivos são e sempre foram contribuir para um movimento com todas as suas forças. Não é político e não quer fazer política. É, apenas e só, o Paulo Jorge Vieira. Um amigo que, nesta questão, até não concorda nada comigo.
É por isso que lhe devo um pedido de desculpas. A ele e a mais ninguém.

O dia da reflexão no Aventar

É capaz de fazer sentido o dia da reflexão. Dobram-se as bandeiras, desmancham-se as tendas, dormem-se as horas perdidas. Lamentam-se as “gafes” e recordam-se os momentos de banhos de multidão.
Acalmam-se os ânimos.Dá tempo para almoçar em família e fazer um telefonema ao adversário.
É uma espécie de repouso do guerreiro. O político só vai despertar com os resultados, embora as sondagens há muito que o deixou perto da realidade. A probabilidade das surpresas é muito baixa. Talvez quem ande ali na zona ” do sobe e desce” (o João Paulo já deixou aí um texto muito bom).
Para os eleitores, o dia de reflexão é apenas um dia de menos barulho e com as televisões a reporem as telenovelas no horário habitual. E este ano até tem um jogo de futebol da selecção. Quanto ao voto, logo se vê. Ou já está pré-definido ou “o coração balança”. Uma última conversa em família e não se pensa mais nisso. E se a praia estiver dia sim, há menos gente e no restaurante nem é preciso esperar.
Os jornalistas vão deixar de fazer as perguntas de sempre, os comentários para abrir o jornal, e as notícias ao lado da bandeira partidária.
Os repórteres aqui do Aventar seguiram sagazmente os seus candidatos. Se “eles” não falavam das matérias com interesse falavamos nós. Eu passei a vida a dar porrada no PS e a chamar a atenção dos gays para as minhas opiniões. Mas a minha função era seguir o CDS! Falei deles quando os encontrei e tratei-os pelo nome Paulo e Nuno! Dá uma de “tu cá, tu lá” .
Devolvidos à redação, os repórteres Aventar, já marcaram o seu dia de reflexão em conjunto.
Dia 27 de Junho na Maia! OH! Fernando, atem-te pá!

A adopção gay

Creio que, na adopção, o mais importante de tudo é que os adoptantes sejam pessoas boas. Bem formadas, bem estruturadas afectivamente, com condições materiais suficientes para dar aos adoptados um bom nível de vida.
Ora, estas características podem ser encontradas, tal como no resto da sociedade, na comunidade gay. Há gente boa, gente interessada em proteger as crianças. Como tal, não parece que a orientação sexual seja elemento decisivo.
Dir-se-á que o ambiente de uma família gay, onde falta um dos sexos poderá, no mínimo, baralhar a orientação sexual da criança, ainda em formação. Nada que não possa ser explicado, acompanhado com calor e carinho.
O pior de tudo são os “armazéns” de crianças, vítimas da burocracia, do funcionário que entra “às 9 e sai às 5”, da irresponsabilidade e da voragem de muito tarado travestido de “pai de família”.
Sou pela adopção de crianças por casais gay, verificado, tal como para os casais hetero, aquele pressuposto maior que é o carácter das pessoas.
Aí está, um objectivo social e pessoal de efeitos muito mais importantes que certas reinvindicações cujo alcance não atinjo.

Requerimento ao Dr. Miguel Abrantes

Exmo. Senhor
Dr. Miguel Abrantes,

Sabendo eu da regra que V. Ex.ª impôs aos professores em Portugal – a regra de terem apenas uma actividade profissional, a de professores, em nome da escola a tempo inteiro, venho por este meio pedir autorização para aceitar o convite que me foi feito ontem para escrever um livro sobre as freguesias portuguesas.
Mais informo que tal convite, a ser aceite por mim depois da autorização de V. Ex.ª, não colidirá com a minha actividade profissional de professor e não porá em causa o projecto da escola a tempo inteiro da sacrossanta ministra da Educação, Dr.ª Maria de Lurdes Rodrigues.

Peço deferimento,

Cinfães, 4 de Junho de 2009

 

Ricardo Santos Pinto

E assim se “falseiam” resultados eleitorais…

“Quase um milhão de pessoas separa o número de cidadãos maiores de 18 anos e, portanto, com capacidade para votar, e o número de recenseados. O primeiro, fixado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), é de 8.642.681, enquanto o segundo sobe para 9.562.141.”

Via Público

Sondagem TSF dá vitória ao PSD

É verdade: PS e PSD estão empatados, mas com vantagem para o PSD. Eu sempre disse que Sócrates pode perder!
Nota: a 13 de Maio escrevia o quanto agradecia a candidatura do Sr. Moreira. Deve ter sido uma sugestão divina.

Também a ti, Anibal…

“Eu e a minha mulher, antes de eu estar nesta posição, quando éramos apenas professores, não tínhamos as nossas poupanças debaixo do colchão, nem tão pouco no estrangeiro. E agora também não. Entregámos as nossas poupanças a quatro bancos, incluindo o BPN, para eles gerirem as nossas poupanças. Esperávamos que eles gerissem as poupanças bem, que conseguissem um bom rendimento. Infelizmente estamos a perder muito, muito dinheiro. Boa parte das nossas poupanças estão desaparecidas”, afirmou o chefe de Estado citado pela TVI.

Via Público

E assim vamos em Portugal. Já não há respeito. Nem ao ex-primeiro-ministro, nem ao líder encontrado numa rodagem do automóvel, e actual Presidente.

Messi, Maradona, Hugo Sanchez, Figo… e um tal CR7

Boas,
hoje li no público uma declaração absolutamente fantástica do Messi. Diz o melhor jogador do mundo que se sente ofendido por alguém pensar em o comparar a Maradona, porque como ele não haverá outro.
É isso mesmo! Maradona é só o o Maradona mesmo que muitos (até ele próprio) insistam em inventar um novo mágico sempre que é preciso despachar algum puto da Argentina para a Europa.

Eu lembro-me de ver o Maradona jogar (sempre pela TV) e de facto ele era o que nunca ninguém foi e nunca mais ninguém conseguiu ser.

Este vídeo é um dos milhares que lembra como o futebol pode ser tão simples:

Mas, para mim futebol não foi só o Maradona e quase ao nível dele, no meu imaginário, está um tal de Hugo Sanchez. Jogador Mexicano que o Mundo conheceu no Real Madrid – ele conseguia complicar o que era fácil. Se podia rematar ou simplesmente cabecear, ele inventava uma bicicleta… Espectáculo:
(neste vídeo sugiro o golo 3 para que comparem com os livres do Ronaldo, que alguns dizem ser uma inovação e, claro, os dois primeiros).

Nesta volta pelo meu baú de recordações vou buscar o Figo para procurar responder ao post pesetero .
Como adepto ignoro completamente o que cada jogador faz com os seus contratos, interessa-me pouco ou nada essa dimensão da bola: quero saber lá dentro, no rectângulo, o que cada um faz com ela. Figo esteve ao nível dos melhores e ao contrário do CR7 sempre foi brilhantemente competente durante épocas e épocas ao mais alto nível europeu. O meu coração diz-me que o João Vieira Pinto foi o melhor jogador português que eu vi jogar, mas admito que o Figo anda lá perto.
Quanto ao outro, o tal CR7… tenho pena dele, coitado!

Professores, a Manif e as eleições de Domingo (II)

Será que vale a pena votar no PSD para o PSD ficar à frente do PS?
MANIF de 30 de MAIO (SPN)
Assim terminava o post anterior.

Vamos por partes.
Imagem que os resultados seriam exactamente os que a sondagem das sondagens do Público hoje mostra:
– PS: 36,2
– PSD:32,9
– BE:10,3
– PCP:8,1
– CDS: 5,2

Procurei fazer uma projecção, pensando numa abstenção de 60%. Teríamos 3785058 portugueses a votar.
De acordo com as percentagens acima teríamos, aplicado o método de Hondt:

PS: 9 (Deputados nº 1, 3, 5, 8, 11, 13, 16, 19, 22)
O 8º do PS é o Manuel dos Santos, o 9º Joel Hasse Ferreira e o 10º Jamila Madeira)

PSD:8 (Deputados nº 2, 4, 6, 9, 12, 14, 18, 20)
O 7º do PSD é a Regina Bastos , o 8º José Manuel Bastos e o 9º Joaquim Cruz.

BE:2 (Deputados nº 7 e 17)
O número 2 do BE é a Marisa Matias e o nº3 Rui Tavares.

PCP:2 (Deputados nº 10 e 21)
O nº 2 do PC é o João Ferreira e o nº 3, a “minha” camarada da FENPROF, a Ana Rita.
CDS: 1 (Deputado nº 15)
O nº1 é o Nuno Melo, o 2º o Diogo Feio e o 3º a Teresa Caeiro.

De acordo com a aplicação que usei, o CDS disputa com o PS o último deputado. Estamos na presença de uma disputa entre o Diogo Feio do CDS e Joel Hasse Ferreira do PS.
Ora nesta disputa temos duas “vitórias” em cima da mesa:
– % de votos;
– nº de deputados.

Curiosamente, na semana passada o Sr. Vital dizia que ganhar era ter mais um voto que o PSD. Hoje já falou em ter mais deputados…

Dito isto, diria que uma transferência “baixa” (2% em cada) no BE e no PCP para o PSD dá a vitória a Rangel e, sobretudo, a derrota do PS. Por isso, também a preocupação que o PSD tem denotado na necessidade de ir buscar o voto útil.

Acontece que entre o PSD e o CDS há uma contradição – o CDS precisa de mais votos para ir buscar o segundo deputado ao PS, mas o PSD precisa de mais votos para poder ganhar as eleições, ainda que com o mesmo número de deputados do PS. Teríamos aqui um cenário, pouco provável, em que PSD e CDS ganhariam em simultâneo.

Neste quadro parece-me interessante que o eleitor menos ligado partidariamente e profundamente triste com Sócrates o queira castigar: para isso, realmente, o voto no PSD é o voto mais eficaz, na medida em que isso se traduz na DERROTA do “inginheiru”.
JP
Nota: para que fique clara a minha posição – termino como comecei estes dois posts: eu voto BE porque ainda acredito que é possível ser o BE a ir buscar o 3º deputado ao PS.

O cartaz do PS

    

Anda por aí um cartaz do PS que reune estas cinco caras.
Gente jovem, ideias frescas, grande potencial, capacidade de inovação.
Este cartaz é todo um programa!

SNS – Saúde para todos


FINANCIAMENTO E PRESTAÇÃO DE CUIDADOS

Prestação de cuidados

A prestação dos cuidados de saúde não tem que estar, apenas, no SNS. A iniciativa privada (ficando aqui envolvido tudo o que não pertence ao SNS) complementa e introduz factores de eficiência e eficácia muito importantes!
O melhor exemplo é o que está a acontecer na procura dos Recursos Humanos. A privada, ao convidar os melhores médicos, vai obrigar (está a obrigar) o SNS a resolver questões que nunca ninguem quis encarar. A remuneração, as horas de trabalho, a produtividade têm que acompanhar a privada sob pena de o SNS
ficar sem médicos de referência.
E a exclusividade para parte importante do pessoal vai ser uma realidade!

Financiamento

O SNS é financiado pelo orçamento geral do Estado e por outras pequenas fontes de financiamento, como sejam as TAXAS MODERADORAS.
Hoje, parece claro, que quem tem dinheiro não vai aos hospitais públicos. Só em casos de urgência ou emergência. Estatisticamente, são tão poucos que não tem relevância.
Isto quer dizer que as taxas moderadoras recaem sobre as pessoas com menores recursos.
Proposta: as pessoas assistidas no SNS, titulares de Regimes privados de saúde, devem pagar a coberto do regime privado.
Na verdade, corre-se hoje o risco de os Privados, perante um doente que apresente uma patologia de tratamento caro, as “empurre” para o SNS.
As pessoas cujos rendimentos sejam superiores a 1 000/ 1500E/mês e não sejam titulares de qualquer regime de cobertura de saúde privado devem pagar ao SNS. É uma questão de justiça social, pois com o mesmo rendimento há quem pague um regime de saúde e quem seja tratado gratuitamente.
Esta decisão alivia a pressão sobre o SNS pois as pessoas passariam a subscrever regimes privados.
É bom para todos os intervenientes,incluindo o cidadão.
As taxas moderadoras devem ser mantidas, sem que em caso algum ALGUÉM FIQUE SEM TRATAMENTO NO SNS POR INCAPACIDADE ECONOMICA!

PERIGO

Nunca o Estado deverá financiar o regime privado. Isso seria a morte, a prazo, do SNS!
No entanto, é um grande objectivo para muitos prestadores! O SNS deve manter e alargar protocolos e acordos com os diversos regimes privados mas pagando caso a caso,ou em pacote, mas nunca
financiando na base de expectativas de retorno de investimento (como é o caso das pontes ou autoestradas).
Em resumo, com a cada vez maior implantação dos privados, o SNS não pode deixar encurralar-se como “respaldo” de uma privada com legítimos interesses lucrativos, nem deixar de ser a referência da população no que concerne á qualidade, á inovação, à universalidade.
Mas tem que ser sustentável!

Não se arranja uma prova de automóveis?

av_boavista_placa

A Avenida da Boavista, no Porto, uma das artérias com maior volume de circulação, está a entrar em obras. Não na sua extensão total mas apenas num pequeno troço.

Serão obras promovidas pela Águas do Porto e pela autarquia e vão durar até 8 de Agosto, mais de dois meses.
As obras até já deveriam estar implementadas no terreno mas o jornal Público (link não disponível) conta que não estão porque os técnicos ainda procuravam “decidir por onde passará a conduta” que as Águas do Porto vai instalar ali. Se assim for, ficamos a saber que a entidade municipal que gere a rede de abastecimento público não sabe planear obras. Vai vendo…
Na carta que enviou aos moradores da zona, entretanto, a Câmara do Porto anunciou que “vai aproveitar esta obra para “fazer uma pequena intervenção que melhore um pouco as zonas mais degradadas” da artéria”. Obras a sério, que a avenida necessita, nem pensar.

A autarquia justifica esta opção por “não estar decidido por onde passará a futura Linha Ocidental do metro”. Uma explicação estranha, quando é já sabido que a linha irá seguir pela Rua do Campo Alegre. E com a concordância da edilidade.

Mas se não fosse isto, seria por outro motivo. Ainda segundo a explicação dada ao jornal por fonte da autarquia: “é necessário um projecto de arquitectura, um projecto de engenharia, um concurso público, uma cabimentação orçamental e, talvez, algumas reclamações pós-concurso, senão mesmo umas providências cautelares. Muitos, muitos meses…”.
Enfim, uma chatice. O melhor mesmo era nem fazer nada. Evitávamos a maçada de ter de trabalhar, de planear, de executar e, claro, de pagar.

Aos moradores da área, sobretudo, e demais utilizadores da via resta pensar se não haverá uma qualquer prova de automóveis que se possa fazer em toda a extensão da avenida. Talvez assim o problema ficasse resolvido.

CDS – campanha negra

-Não nos resignamos a ter um incompetente no banco de Portugal
-Temos o documento que Vitor Constâncio se negou a entregar à Comissão Parlamentar
-Obrigamos o Ministro da Justiça a ir à Assembleia da República esplicar-se sobre o caso Lopes da Mota
-No Eurojust os polícias portugueses não têm interlocutores, têm que falar directamente com os seus colegas estrangeiros.
-Temos um administrativo europeu como ministro da agricultura
O Paulo e o Nuno continuam de feira em feira. Ideias sobre a UE ? Ficam para a altura certa.

Breve biografia de Luís Figo, o «Pesetero»


Na semana em que anunciou o fim da sua carreira, começam a aparecer os balanços de duas décadas de Luís Figo. Revejo-me muito no que foi escrito aqui, no «post» e sobretudo na caixa de comentários.
Aqui ficam, na óptica do Aventar, alguns dos momentos mais significativos da sua carreira desportiva:
– Em 1989, estava no Sporting, era presidente Sousa Cintra, e assinou ao mesmo tempo pelo Benfica. Voltou atrás quando o Sporting dobrou a proposta do Benfica.
– Em 1995, estava ainda no Sporting quando assinou por dois clubes italianos ao mesmo tempo, Parma e JUventus. Ficou impedido pela Federação Italiana de Futebol de se inscrever em qualquer clube italiano durante dois anos.
– Ainda nesse ano, recusou a renovação pelo Sporting, razão pela qual, em fim de contrato, acabou por sair para o Barcelona por um valor irrisório.
– Em 1997, no rescaldo do «Caso Paula», pelo que se disse na altura, terá arremessado, no Hotel onde a Selecção estagiava, um saco de urina ao jornalista da SIC, Nuno Luz, que estivera envolvido na cobertura daquele execrável «Os Donos da Bola».
– Em 2000, idolatrado e reverenciado pelos adeptos do Barcelona e por toda uma região, a da Catalunha, assinou contrato com o Real de Madrid sem qualquer explicação, dando origem ao epíteto pelo qual é mais conhecido, o de «pesetero».
– Em 2001, quando foi eleito o Melhor Jogador do Mundo pela FIFA, fez o discurso da vitória em espanhol.
– Em 2006, já no Inter de Milão, festejou de forma efusiva e despropositada, no banco de suplentes, o golo do Inter de Milão contra o Sporting.
– Em 2007, anunciou que iria jogar na Arábia Saudita e chegou a ser apresentado em conferência de imprensa pelo clube saudita.
– Em 2008, disse que gostava de ter voltado ao Sporting, mas que nunca fora convidado.
– Em 2009, terminou a carreira colocando uma cabeleira de palhaço na cabeça.
– Depois de anunciar o fim da carreira, pondera continuar a jogar no próximo ano.

Nós, professores e educadores, apoiamos a CDU!*

O ataque aos direitos dos profissionais da educação em domínios como a carreira – onde se incluem aspectos como a avaliação do desempenho, a divisão dos docentes em categorias, os horários de trabalho ou a aposentação – e o regime de concursos que gerou mais desemprego, precarizou o emprego e tornou mais instável a profissão são apenas faces da política de direita que o Governo e a maioria absoluta que o sustenta têm vindo a desenvolver no âmbito de um ataque mais geral contra a Escola Pública. A imposição de um modelo de gestão que procura acabar com o que resta da democracia na direcção e organização das escolas, remetendo para plano secundário o interesse pedagógico, o reprovável ataque à escola inclusiva, a falta de investimento na acção social escolar, o encerramento de milhares de escolas e o mal disfarçado apoio crescente ao ensino privado, são outras tantas faces deste processo de desvalorização da Escola Pública.

É verdade que este caminho e estas políticas se iniciaram com anteriores governos do PS e do PSD, mas não é menos verdade que foi nesta legislatura que o ataque à Escola Pública e aos profissionais da educação foi mais brutal. Tal como nas anteriores, também nesta legislatura, os deputados eleitos pelas listas da CDU foram dos que mais se destacaram no combate àquelas políticas e mais iniciativas parlamentares promoveram no sentido de a inverterem. Carreira, gestão, concursos, municipalização, rede escolar, educação especial, acção social escolar são apenas algumas das áreas em que tais iniciativas tiveram lugar.

Só o prosseguimento da acção e da luta dos portugueses pode estancar e alterar o rumo das políticas educativas do governo do PS. Deste processo de luta fazem, naturalmente, parte os processos eleitorais que vão realizar-se em 2009, nomeadamente as eleições para o Parlamento Europeu – já em 7 de Junho próximo – e, posteriormente, para a Assembleia da República.

É neste quadro e com estes objectivos que, nas eleições para o Parlamento Europeu e Legislativas, apoiamos e apelamos aos colegas Professores e Educadores, a votarem na CDU.

Identificamos a CDU como espaço de participação, intervenção unitária e de garantia de uma política de verdade, sempre presente e solidária com a luta em defesa dos direitos e aspirações dos profissionais da educação. A CDU é expressão de uma alargada convergência democrática e alternativa aberta aos cidadãos inconformados com as políticas ruinosas e que confiam num país de progresso, liberdade e democracia.

Nós votamos CDU!

Adélia Goulart – EB 2/3 Gonçalves Zarco – Oeiras
Adelino Lopes – Agrupamento de Escolas da Pedrulha
Adolfo Lopo – EB 2/3 Álvaro Velho
Agostinho Oliveira – EB 2/3 – Marinha Grande
Alexandre Loff – EB 1 – Vagos
Alice Grazina – EB 1 Álvaro Guerra – Vila Franca de Xira
Álvaro Couto – EB 2/3 Fitares – Sintra
Álvaro Figueiredo – EB Integrada de Oliveira de Frades – Viseu
Amália Valegas – Educadora de Infância Aposentada
Ana Lúcia Soeiro – Escola Secundária de Estarreja (Viseu)
Ana Margarida – Escola Secundária Gil Eanes – Lagos
Ana Páscoa – Escola Secundária – Linda-a-Velha
Ana Paula Camões Costa – Agrupamento de Escolas da Pampilhosa do Botão
Ana Paula Gonçalves – Escola Secundária Alfredo dos Reis Silveira
Ana Paula Pires – Educadora de Infância – Coimbra
Ana Paula Pires – Agrupamento de Escolas da Pedrulha
Ana Sofia Clemente Gonçalves – EB 2/3 integrada – Monte da Caparica
Anabela Sotaia – Escola Secundária – Condeixa
António Caldeira – Professor Aposentado – Viseu
António Gomes – Escola Secundária Emídio Navarro – Viseu
António Gonçalves – Agrupamento de Escolas da Pedrulha
Benvinda Semitela – Ensino Especial Agrupamento Escolas Grão Vasco – Viseu
Carla Marques – Agrupamento de Escolas de Alpendurada (Viseu)
Carlos Valentim – Escola Secundária José Saramago
Cátia Nery – EB 1/JI Rinchoa – Sintra
Celeste Duarte – Escola de Azarede – Montemor-o-Velho
Clara Teles – Professora Aposentada – Marinha Grande
Conceição Cabral – EB 2/3 António Sérgio – Sintra
Conceição Cuco – Escola Secundária Pedro Alexandrino – Odivelas
Conceição Miranda – Escola Secundária Seomara Costa Primo – Amadora
Eduardo Alfredo Reis Mota – Escola Secundária Jaime Cortesão
Elisabete Peres Pereira – EB 2/3 Padre Abílio Mendes – Barreiro
Elsa Pires – EB S. Fernão do Pó
Elvira Dias – EB 1. Dr. Joaquim de Barros – Paço de Arcos
Fátima Flores – Ensino Secundário – Anadia
Fátima Guimarães – EB 2/3 – S. João da Madeira
Fernando Gonçalves – EB 1 Marquês de Pombal – Vila Real de Santo António
Fernando Gorgulho – EB 2/3 Gaspar Correia – Loures
Francisco Almeida – Agrupamento de Escolas Infante D. Henrique – Viseu
Francisco Gonçalves – EB 2/3 – Arouca
Francisco Martins – Escola Secundária – Silves
Francisco Queirós – Montemor-o-Velho
Francisco Santos – EB 2/3 José Cardoso Pires – Amadora
Graça Duarte – Educadora de Infância – Porto de Mós
Graça Silva – Educadora de Infância – Viseu
Graciete Oliveira – Ensino Secundário – Estarreja
Graciete Rocha – Educadora de Infância – Santa Comba Dão
Hélder dos Santos Reis – EB 1/JI da Moita
Hélder Rodrigues – Ensino Secundário – Castelo Branco
Helena Arcanjo – EB 1 – Coimbra
Helena Arcanjo Martins – Agrupamento de Escolas da Pedrulha
Helena Brites – Educadora de Infância – Seia
Ilídio Dias – EB 2/3 e Secundária – Vila do Bispo
Irene Sá – Escola Secundária da Ramada – Odivelas
Irina Batista – Educadora de Infância – Albergaria-a-Velha
Isabel Melo – Escola Secundária Jaime Cortesão
Isabel Passos – EB 2/3 e Ensino Secundário – Aveiro
Isabel Tavares – F.O.S.R.D.I. – Centro Sagrada Família – Oeiras
Isaura Madeira – Agrupamento de Escolas de Penacova
Isaura Madeira – EB 2/3 – Penacova
Jacinta Vital – EB 1 JI Abóboda Nº2 – Cascais
João de Matos Louro – Professor Aposentado
João Louceiro – Agrupamento de Escolas da Pampilhosa do Botão
Joaquim Martins Gonçalves – Professor Aposentado
Joaquim Morais Ferreira – Professor Aposentado
Joaquim Páscoa – EB 1 – Évora
Joaquim Quatorze Ferreira – Escola Secundária de Nelas – Viseu
Jorge Lourido – Ensino Secundário – Évora
Jorge Osvaldo Dias Santos Gonçalves – EB 2/3 – Pinhal de Frades
José Bicho – Ensino Secundário – Évora
José Fontan – Escola Secundária Prof. Herculano de Carvalho – Lisboa
José Grachinha – EB 1/ JI Quinta da Condessa – Odivelas
José Manuel Vargas – Professor Aposentado – Lisboa
José Pinto – EB 1 – Covilhã
Laura Quintela – Professora Aposentada – Leiria
Lia Amaral – Escola Secundária Rainha D. Amélia – Lisboa
Luís Filipe Carvalho – EB 2/3 João de Deus – Cascais
Luís Jorge Xavier – Ensino Secundário – Évora
Luis Lobo – Agrupamento de Escolas da Lousã
Luís Palma – EB 1 nº 143 – Lisboa
Lurdes Santos – Educadora de Infância – Coimbra
Manuel Luís – Escola Secundária 3 – Santa Maria da Feira
Manuel Nobre – EB 2/3 – Beja
Manuel Rodrigues – Escola Secundária Alves Martins – Viseu
Manuela Lourenço – EB 1/JI Terra dos Arcos – Amadora
Manuela Máximo – EB 2/3 Maria Alberta Menéres – Sintra
Manuela Miranda – EB 2/3 João Gonçalves Zarco – Oeiras
Manuela Silva – EB 2/3 Fernando Pessoa – Santa Maria da Feira
Mara Andreia Gonçalves Figueiredo – EB 2/3 Soeiro Pereira Gomes – Laranjeiro
Margarida Fonseca – Agrupamento de Escolas da Pedrulha
Margarida Leça – EB 2/3 D. Afonso Henriques – Guimarães
Ma
rg
arida Pereira EB 1 – Évora
Maria Antónia Fialho – Educadora de Infância – Évora
Maria da Conceição Crispim – Escola Secundária Sebastião da Gama – Setúbal
Maria da Fé Carvalho – EB 1 – Beja
Maria da Graça Pereira da Silva – Agrupamento de Escolas de Vouzela
Maria da Luz Almeida Sousa Ribeiro – Escola Secundária – Moita
Maria de Deus Repolho – EB 1 – Leiria
Maria de Fátima Moreira – Educadora de Infância na Educação Especial – Évora
Maria de Lourdes Hespanhol – EB 2/3 – Beja
Maria de Lurdes Santos – Agrupamento de Escolas da Pedrulha
Maria do Céu Borges – Educadora de Infância – Covilhã
Maria do Céu Figueiredo – EB 2/3 – Évora
Maria Eduarda Carmona – EB 1 nº 3
Maria Eduarda Rebelo – EB 1 – Évora
Maria João Quaresma – Professora Aposentada
Maria Julia dos Santos Freire – EB 2/3 e Secundária Manuel Cargaleiro
Maria Leonor Sevivas Alves Rio – EB 2/3 Nadir Afonso – Chaves
Maria Manuela Sousa Santos – EB 2/3 Navegador Rodrigues Soromenho
Maria Rosete Martins da Silva – EB 1 – Évora
Maria Teresa Homem Ferreira – Agrupamento Escolas de Santa Comba Dão
Maria Teresa Serôdio e Silva – Escola Secundária Emídio Navarro – Viseu
Mário David Soares – Escola Secundária de Carvalhos – Porto
Mário Nogueira – Agrupamento de Escolas Rainha Santa Isabel – Coimbra
Martim Sousa – Escola Secundária Emídio Navarro – Viseu
Miguel Alexandre Oliveira Duarte – EB 1/JI
Miguel Cunha – Escola Secundária – Tavira
Miguel Vieira – Actividades de Enriquecimento Curricular – Aveiro
Mónica Ramôa – EB 2/3 e Ensino Secundário – Penamacor
Nelson Delgado – EB 2/3 Escariz
Olinda Soeiro – Educadora de Infância – Beja
Paulo Gonçalves – Escola Secundária Henriques Nogueira – Torres Vedras
Pedro Vale – Escola Secundária de Mortágua
Ricardo Cardoso – EB 2/3 Fernando Pessoa – Santa Maria da Feira
Ricardo Mariano – Escola Secundária 3 Serafim Leite – S. João da Madeira
Ricardo Miguel – Externato Cooperativo – Benedita
Rita Magrinho – Professora Aposentada
Rogério Mota – Escola Secundária D. Diniz – Lisboa
Rosa Maria Vaz de Almeida – EB 1/JI Quinta das Inglesinhas
Rosário Barros – Escola Secundária Vergílio Ferreira – Lisboa
Rui Capão Andrade – EB 2/3 e Secundária Aquilino Ribeiro – Oeiras
Rui Cruz – Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Paiva
Silvina Queirós – EB 2/3 Dr. João de Barros – Figueira da Foz
Sofia Monteiro – EB 2/3 – Guarda
Sofia Paula Porteiro – Agrupamento Vilar Formoso
Sónia Alves – Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Paiva – Viseu
Susana Ferreira – Ensino Secundário – S. João da Madeira
Susana Matos – EB 1 da Boba – Amadora
Teresa Ferreira – EB 1 – Santa Comba Dão
Teresa Serôdio – Escola Secundária Viriato- Viseu
Vera Rodrigues – Escola Secundária da Ramada – Odivelas
Vítor Godinho – EB 2/3 e Ensino Secundário – Coimbra
Vítor Januário – Ensino Secundário – Albergaria-a-Velha
Vítor Manuel Godinho – Agrupamento de Escolas de Oleiros

* Recebido via mail. Este «post» não expressa qualquer posição pessoal relativamente às Eleições de Domingo.

A TV é Saloia

Por vezes tropeço no inexplicável. No entanto, a Saloia TV é algo que ultrapassa o inexplicável. No site é pedido que se divulgue. Quem sou eu para negar um pedido destes?! Só visto… eu já vi algumas vezes e ainda não acredito que seja a sério…

PS – Campanha negra

Lembram-se das sessões quinzenais na AR com o governo? Quando alguma pergunta aflorava, de mansinho, o caso Freeport, gritava o nosso primeiro. “O sr. deputado quer é falar no caso Freeport, não tem coragem, ou não sabe mais e quer atacar-me no caso Freeport!”
Havia como que uma “indulgência táctica” para não se falar do caso em plena AR. Que não há condenação em Tribunal, que são suspeitas malévolas, enfim, trata-se de uma campanha negra!
Mas as sondagens dizem que o PS está malzinho, pode mesmo perder as eleições europeias do próximo dia 7, e isso muda tudo.
Sócrates, Lopes da Mota? Nenhum se demitiu, prova que não se sentem culpados. Mas o Dias Loureiro e aquele “bando” do BPN, há dúvidas?
E agora já não são precisas condenações em tribunal para nada, “roubalheira” é o mínimo, grita o prof. Dr.de Coimbra, a fazer de conta que o assunto diz respeito à UE, esquecendo-se do Eurojust, esse sim, bem europeu!
Pois é, continuamos em plena campanha negra…

Cavaco e as acções da SLN

Só algumas breves notas relativamente ao caso das acções do Presidente da República.
Quanto ao facto de ele ter tido acções da SLN e de ter ganho dinheiro com elas numa altura em que não ocupava cargos políticos, nada contra. Nem legalmente, nem eticamente.
O mesmo já não direi do comunicado de Novembro. É verdade que, em rigor, ele não comprou acções do BPN e que, por isso, não está a mentir. Mas está a omitir que teve acções da SLN, o que não é assim tão diferente de mentir.
E o que me espanta mais é esta gente pensar que uma coisa destas não viria à tona mais cedo ou mais tarde. Tudo se sabe. Bastava ter dito: «Fui detentor de acções da SLN entre 2001 e 2003», e agora não precisava de passar por isto.
Por último, de registar a dignidade das reacções de Francisco Louçã e Jerónimo de Sousa, que recusaram o aproveitamento político desta situação.