Raciocínio muito simples:
1. Deixem que todos os homens que queiram casar com homens, o façam…
2. Deixem que todas as mulheres que queiram casar com mulheres, o façam…
3. Deixem que todos os que queiram abortar, abortem sem limitações…
4. Em duas gerações, deixarão de existir socialistas.
Pois é, se calhar é preciso mesmo que haja procriação, homens e mulheres casados entre si, crianças…
O problema é que já há quem esteja de pé atrás com este súbito interesse do PS. Afinal, a discussão “fracturante” e o “movimento” estão a ser usados como arma política. Cinco dos dez primeiros apoiantes do “movimento” (expontâneo ?) são membros do PS e, coincidência das coincidências, concorrentes a deputados europeus nestas eleições nas listas do PS!
Os mentirosos apanham-se depressa. Mais depressa que a um coxo diz o nosso povo, que felizmente olha para isto tudo com o saber habitual. Não vai votar !
Eu ando aqui a tentar perceber porque é que o casamento desperta tanto interesse em certas pessoas muito amigas da comunidade gay.
Como ninguem me explica defendo o casamento que é uma célula muito importante da sociedade. Casamento que já foi o “inferno” para as mesmas pessoas que nunca o quiseram, mas que o defendem agora como o supra sumo da felicidade terrena!
E depois eu é que sou homofóbico! Talvez mude se o PS me der um lugarzinho nas listas para deputados. Parece que é assim que funciona, ali para o lado do Rato.
Gays, boa forma de acabar com o PS
A propósito da Feira do Livro
O doutor Lasalle, médico experiente mas nem por isso menos intrigado com aquele estranho caso, resolveu chamar-lhe A Metáfora. E nenhum outro epíteto seria mais conveniente para Kurt Crüwel, um homem que, “no sabiendo cómo evidenciar su rechazo ante lo que sus sentidos le mostraban, había optado por una solución drástica: suspender sus vínculos com la realidad”.
Um jovem alfaiate alemão, presa de um momento histórico atroz, participa na investida das tropas nazis sobre uma França derrotada. Em 1941, em Mieux, na Bretanha, assiste a um massacre perpetrado pela sua companhia. Perante o extremo horror, o seu corpo perde a capacidade de receber os estímulos do exterior e encerra-se no refúgio da imaginação e da memória. Insensibilidade física e espiritual em resposta aos horrores do mundo. Uma bela metáfora deu origem a uma interessantíssima novela de Ricardo Menéndez Salmón: La Ofensa.
Há 20 anos, em Beijing…
Há 20 anos, a 3 de Junho, as tropas do exercíto chinês começaram a atacar os milhares de manifestantes que, desde 14 de Abril, estavam a ocupar a Praça de Tiananmen, a Praça da Paz Celestial, em Pequim, a capita do Império do Meio.
Queriam liberdade, reformas políticas e sociais. Mellhor educação e abertura económica.
Nos dias seguintes morreram, pelo menos, 240 pessoas, segundo números das autoridades chinesas. Na realidade devem ter morrido bem mais.
A China começou a mudar naqueles dias.
Mal por mal…

Mal por mal, e apesar de tudo, sempre me parece mais credível o candidato do lado direito. Afinal, é o destino da Europa que está em jogo!
3 sem tirar…
…para o Dalby que ama Madrid e Espanha, aqui ficam 3 bons exemplos da nova espanha musical:
(Estes fantásticos Pajaro Sunrise actuam no próximo dia 4 na Fnac do Porto)
Para terminar, Dalby, nada como este dos ODVG, o clip não oficial (o oficial, fantástico, pode ser visto AQUI):
A campanha da CDU
A três dias do fim da campanha para as Europeias, é hora de fazer o balanço da campanha da CDU.
Nada de novidades, como seria de esperar. Uma máquina bem oleada, com um forte aparelho sindical a ajudar e um núcleo de funcionários eficientes, teria de dar este resultado: uma campanha forte, na rua, com uma candidata muito à vontade na relação com o povo e com os temas que realmente interessam e afligem os portugueses: a crise económica e o desemprego acima de todos os outros.
A grande manifestação dos 85 mil, antes ainda do início da campanha, prenunciava o que viria a acontecer. Da mesma forma, não se crê que os resultados finais venham a divergir muito do habitual. 14,4%, em 1989, foi o melhor resultado da coligação. 9,09%, em 2004, o pior. Algures por aí, digam o que disserem as sondagens, estará o resultado da CDU.
Campanha eleitoral maniqueísta e desemprego
A campanha eleitoral para as europeias, com maior responsabilidade dos chamados partidos do poder – e do proveito, acrescento eu – tem-se nivelado por baixo. PS e PSD agridem-se mutuamente, de forma maniqueísta. Se é Vital Moreira a intervir, é o Bem a expressar as virtudes do PS, em oposição às ignomínias do Mal que o PSD incorpora. Se é Paulo Rangel a pronunciar-se, acontece o inverso: o PSD encarna o Bem, ficando para o PS os horrores do Mal.
Na dianteira da citada caminhada, estes dois homens públicos colocam-se como académicos de prestígio. Ao usar o tom maniqueísta descrito, não se comportam, porém, como pessoas inteligentes. Utilizam uma linguagem inadequada ao estatuto que detêm, lançando para a discussão pública casos e temas que a maioria dos eleitores identifica como um ajuste de contas que, lá mais para diante, se resolverá nos ‘gabinetes do centrão’. Os desafios económicos, sociais e financeiros lançados à Europa, e necessárias soluções, são esquecidos, em vez de constituírem matéria nuclear das agendas de chefes-de-fila de candidatos ao Parlamento Europeu.
No debate das europeias entre PS e PSD acontece, de facto, muito pouca Europa. Em mais de 30 anos de democracia, estes dois partidos, em coligação ou alternadamente, detiveram o poder, em praticamente 100% do tempo, e foram as suas políticas, e os oportunismos individuais permitidos pelos respectivos aparelhos, que se transformaram na rampa de lançamento dos Isaltinos, Loureiros (mais valentes ou quotidianos), Fátimas, Coelhones, Pinas Mouras e tantos outros. PS e PSD não têm de queixar-se ou acusar-se mutuamente, a propósito das europeias ou de outras eleições quaisquer. Ambos petiscaram do mesmo.
Sobre a derradeira tese do Portugal positivo de VM, é bom reconhecer que, ainda hoje, foram divulgadas as estatísticas do desemprego na UE. É indicada uma taxa de desemprego de 9,3% em Portugal em Abril de 2009, contra 7,6% no período homólogo de 2008. A taxa na zona euro foi de 9,2% – Eurostat. Pese embora este panorama, os políticos dos dois maiores partidos entretêm-se com ataques gratuitos, desprezando os superiores interesses do eleitorado, e sobretudo o impacto social que a presente crise está a causar no País. Assim, não parece surpreendente vir a atingir-se uma taxa de abstenção elevada, em simultâneo com a transferência de votos para partidos de esquerda. PS e PSD deveriam reflectir sobre a crise e avaliar como foram funestas as políticas que desenvolveram em 30 anos, em que, além do mais, utilizaram abundantes dinheiros europeus de forma nem sempre racional, e muitas vezes lesiva do interesse público. Porém, recusam a humildade de aprender.
A Manifestação de Professores e as eleições de Domingo
Car@ leitor, começo por informar que no próximo Domingo vou votar no Bloco de Esquerda.
Serve a declaração inicial para clarificar o que a seguir escrevo: obviamente, o texto é sempre de quem o lê e não de quem o escreve (Lobo Antunes sugere mesmo que os prémios literários devem ser para os leitores e não para os escritores, afinal de contas, cada leitor “escreve” o seu próprio livro).
Isto é, o que a seguir escrevo pode e deve ser entendido como quiser, por mim, é apenas uma reflexão sobre o papel da classe docente nas eleições do próximo Domingo.
Desde 2006, os Professores Portugueses têm vindo a travar uma autêntica “guerra” com o Ministério da Educação e o Governo, nomeadamente nas pessoas da Srª Ministra da Educação e do Sr. Primeiro-Ministro. Ela independente nos comícios do PS, ele dependente e sempre ausente do país real, mas presente nos comícios do PS, mas como secretário-geral em mangas de camisa e a suar muito.
As imagens mais fortes são as das manifestações – 8 de Março de 2008… 8 de Novembro de 2008 e agora 30 de Maio de 2009.
A pergunta que todos fazem é: e agora? O que vai acontecer?
Creio que para começar é necessário perceber o que pode acontecer no próximo Domingo, nas eleições europeias.
Todas as sondagens dão a vitória ao PS, sendo que algumas das mais recentes dão um empate técnico entre o PS e o PSD ( a diferença entre eles está dentro da margem de erro). Depois temos o BE e o PCP na luta pelo 3º lugar e o CDS mais lá para trás.
Os resultados nas eleições já realizadas mostram alguns dados que merecem reflexão:
O PS ganhou onde houve mais abstenção; O PSD nunca fica abaixo dos 30%; BE e PCP juntos valeram entre 11 e 13 pontos; A última vez que o CDS foi sozinho ficou abaixo dos 10 pontos. A abstenção anda na casa dos 60%.
Ou seja, as sondagens mostram que o BE e o PCP estão na casa dos 20 pontos. Se o PSD está seguro acima dos 30 pontos, jamais o PS terá a maioria absoluta. A questão está apenas em saber se o PS vai ou não ficar à frente do PSD.
E aqui é que a manifestação de Sábado poderá ter sido importante – a única classe que se atravessou à frente do PS foram os Professores.
E por muito que eles tenham tentado passar a ideia que está tudo calmo e tranquilo, uma Manifestação com 55 mil (números da polícia que não podia dar números quando fomos 120 mil!!!!!) é uma ENORME manifestação. Mostrou que na Educação, o Governo falhou e isso, simbolicamente, é doloroso para Sócrates.
Entre os Professores a Derrota estrondosa do PS é uma certeza, mas será que ao ver a Manifestação, o eleitorado vai mudar o voto?
Talvez – diria que vale tudo: PSD, CDS, BE, PCP, POUS, PH, MMS, PCTP, PM, e todos os outros que agora não me recordo. Votar em tudo, usando o voto como um voto de protesto.
Não interessa o que pensam, nem o que querem para a educação: estas eleições têm que servir para derrotar o Sócrates (distingo aqui Sócrates de PS) porque tem que ficar claro para esse tipo de gente, que os Portugueses não podem ser tratados desta maneira.
Uma pergunta para abrir o post seguinte: será que vale a pena votar no PSD para o PSD ficar à frente do PS?
Boche é brom *
* Ary dos Santos
Sempre que se fala em procriar a reacção é como se isso nada tivesse a ver com ” fazer sexo “. Mas a verdade é que procriar é o resultado de ” fazer amor ” (expressão bem bonita!)
Se fazer sexo tivesse sempre que resultar numa criança, isto ficava superlotado, como se vê com os Chineses. Nada disso. É muito importante fazer sexo como diversão e prazer, factor de aproximação entre o homem e a mulher, e é muito melhor do que ir ao ginásio.
Pessoalmente deixa-me distendido, baixa-me a tensão arterial, durmo como um anjinho e desperta-me um carinho imenso pela parceira.
Dizer que o casamento é só para procriar nem se aguenta numas contas de somar e multiplicar. Fazer sexo três vezes por semana x 52 semanas dá 156 quecas . Como a mulher grávida durante nove meses, não torna a engravidar, temos que um filho por ano seria o resultado de tanta labuta.
Restariam, pois, 155 quecas só para o prazer . O que, convenhamos, é muita queca. Não se percebe assim, tanto escarcéu com a questão de procriar, como se impedisse o prazer sexual.
Outra coisa bem diferente são os casamentos entre homens e entre mulheres. Aí é sempre para a diversão, do que não vem mal nenhum ao mundo !
Mas não vindo mal nenhum pode ter resultados lixados, como este de sermos ultrapassados pelas comunidades mais profícuas! E, cá para mim, todos iriamos perder com isso, muito especialmente os nossos amigos gays , como se pode ver pelo texto do Adalberto aqui no aventar!
Se o r está a puxar por mim aqui fica a minha grande convicção, para que não hajam dúvidas.
Boche é brom!
Marinho Pinto – até que a voz lhe doa
” Fui eleito com um programa sufragado pela classe.Os meus críticos, que perderam, querem a todo o custo, que o meu programa não seja levado à prática.”
Esta frase pôs KO todos os críticos. Foi certeira como um soco do Tyson.
De um lado “os descamisados” do outro os “grandes gabinetes”. “Os três maiores gabinetes de advogados deviam ser sempre convidados pelo Estado!” Ao menos o Miguel Júdice diz ao que vem. A luta perdida pelos grandes escritórios na eleição do bastonário trava-se agora dentro da Ordem.
É uma boa imagem do país que temos. Corporativo, preso aos interesses de meia dúzia que há muito controlam o Estado e a Alta Administração Pública. Os grandes escritórios representados em todos os governos por um ou mais do que um dos seus elementos, estão lá por si mesmos e pelos seus clientes, eles tambem os grandes beneficiários das grandes obras públicas e dos negócios feitos à sombra do Estado!
A luta de desgaste vai continuar.O bastonário já se queixou que a sua família anda a ser investigada.
Que fale até que a voz lhe doa, mesmo que aqui e ali desafine.Mas ele é só bastonário, não tem que ser perfeito !
Casar só serve para procriar?

Se fosse verdade que o casamento só serve para procriar, colega e amigo Luis Moreira, não havia casais que expressamente não querem ter filhos. Nem havia velhotes a casar-se. Nem havia inférteis e impotentes a casar-se. Digo eu, que casei e não tencionava ter filhos, embora por um feliz acaso tenha tido uma (linda!).
Outra coisa: por que razão é que o facto de haver homens que desejam casar com outros homens incomoda tantos alguns heterossexuais? Será que isso diminui a sua masculinidade?
O bom, o mau e o vilão
Gosto do anúncio. A música calma e tranquilizante. A leve brisa que percorre ao de leve os cabelos sedosos do condutor. O olhar para o futuro. A calma que transpira dos campos. O belíssimo pôr-do-sol. O sorriso confiante a quem foi transmitido o valor da tradição. A ligação do passado com o presente. O valor da amizade e dos amigos. O percorrer da auto-estrada como uma parábola do percurso de vida. A felicidade em câmara lenta…
…só é pena a Texaco estar a ser processada por 30.000 equatorianos, porque durante 20 anos – alegadamente – despejou toneladas de petróleo na floresta amazónica. A Amazonwatch denuncia a situação desumana. A Texaco entretanto foi adquirida pela Chevron e esta arrisca-se a ter de pagar uma indemnização recorde de 27 mil milhões de dólares. Esta era uma boa oportunidade para mostrar mão firme neste tipo de crimes, independentemente de quem é a culpa ou quem está envolvido. Mas não! Paga-se uma multa. Sendo provada a culpa em tribunal e a ser verdade, e já que agora está na moda, porque não uma nacionalização à bruta? Só para mostrar que isto é inadmissível. Só para mostrar que isto não quer dizer: “Preciso de fazer dinheiro, portanto, QUANTO É QUE CUSTA DESTRUIR ISTO TUDO?”. Em Outubro, os tribunais pronunciam-se pela primeira vez sobre este mega-processo. Provavelmente a primeira de centenas de vezes que o tribunal se irá pronunciar! É o normal neste casos “complexos” envolvendo empresas “complexas”. Mas eu aposto que tudo isto foi uma falha de um único funcionário local pouco qualificado…
Procriar é mais importante do que fazer sexo

Eleva-se ao rídiculo a procriação, como se houvesse futuro sem casamento entre um homem e uma mulher.
Corre um vídeo completamente esclarecedor quanto a este facto. Dentro de 50 anos, 30% dos jovens com menos de 16 anos serão muçulmanos.
Quando chegar este tempo que se anuncia, os gays passam a ter os direitos todos! Sem mãos e a maioria sem cabeça!
Como o Adalberto bem adverte em post aqui publicado, numa sociedade muçulmana os gays pura e simplesmente não têm direitos, não existem.
A população só cresce se a taxa de natalidade for de 2.1, aguenta-se se a taxa de natalidade for de 1.8, e diminui a prazo se for inferior a 1.6. Ora nos países ocidentais a taxa de natalidade é de 1.3!
Enquanto isso, a taxa de natalidade dos países Árabes e da população muçulmana que vive na Europa, ronda os 4.0!
Já vivem entre nós 52 milhões de muçulmanos, o que quer dizer que lá para 2030 teremos uma população muçulmana com suficiente dimensão para impor a sua forma de viver!
kadafi, esse gay assumido num país árabe, já veio dizer que “a palavra do profeta vai cumprir-se” e que “não são necessárias nem a espada nem os jovens suícidas, basta esperar que o tempo faça o seu trabalho”!
Eu espero que a comunidade gay perceba que da mesma forma que lutaram pelos seus direitos fundamentais, a sociedade tal qual a conhecemos não pode servir de troca a fundamentalismos!
A família é a célula estaminal da sociedade, com homem, mulher e filhos!
DESASTRE
AIRBUS
Sem se saber absolutamente nada, sem dar qualquer sinal a não ser um alerta automático, um airbus A 330, igual ao da fotografia, desapareceu. Pura e simplesmente desapareceu.
Ninguém percebe, ninguém sabe nada. Este aparelho, em circulação desde 1994, é considerado seguríssimo.
Para já, parecem ter desaparecido, juntamente com o aparelho, duzentas e vinte e oito pessoas.
O avião da Air France, desapareceu numa zona de possíveis tempestades.
Este é um tipo de acidente que, pura e simplesmente não pode acontecer. A Airbus vai ter muito que explicar. Aos familiares dos desaparecidos nesta tragédia, e a todo o mundo por onde andam aviões deste tipo.
.
Em que estás a pensar?
Desde que abri uma conta no Facebook (FB) tendo aprofundado a suspeita de que vivemos vidas de fachada. Para quem não conhece, o FB transmite a cada uma das pessoas que compõem a nossa rede de amigos informação sobre as nossas actividades, mostra-lhes as fotos que colocamos online, as ligações para videos do youtube, conta os resultados dos testes tipo revista Maria que pululam por lá, das frases que se escrevem em resposta à pergunta central que o FB faz a cada um dos inscritos: “Em que estás a pensar?”.
Que essa seja a pergunta isco, aquela com que o FB espicaça os seus utilizadores, já não augura nada de bom, claro. Há perguntas demasiado perigosas e essa é uma delas. Tomem como exemplo o meu amigo A. (as letras são completamente aleatórias, claro). O A. é um artista, um homem de sensibilidade e talento, cujas noites, pensava eu, se consumiam numa boémia criativa onde não faltariam álcool, mulheres, poetas malditos, nuvens de fumo…
Mas quando ligo o FB e recebo a lista das suas actividades recentes, descubro que ele passa essas noites a ver videoclips dos anos 80, que busca, em sucessivos testes, a resposta a perguntas como “quem eras noutra vida?” e “de que cor é a tua aura?” e que, nas raras noites em que parece sair de casa, anuncia-o três dias antes em parangonas “Vai ser de arromba!!!”
Não é o único a surpreender-me, claro. A B. é uma mulher de muitas qualidades, solteira, atraente, profissionalmente bem sucedida, mas que, por ainda não ter encontrado o parceiro amoroso com que sonha, dá como resposta ao tal “em que estás a pensar?” confissões acerca do homem ideal, dos desencontros das suas relações amorosas, e até declarações explícitas que fazem corar de vergonha alheia.
E que dizer do C., que descreve cada uma das suas comezinhas actividades diárias com o detalhe de um maníaco? E fotografa a comida antes de tocar no prato para poder publicar uma imagem do seu jantar?
Uma atrás de outra, abrem-se janelas para um desamparo que por vezes é ridículo, mas nem por isso menos pungente. O que nos leva a contar o inconfessável, quando, na solidão das nossas casas, o único elo de ligação com o mundo é um teclado e no monitor se acende esse aguilhão. “Em que estás a pensar? Em que estás a pensar? Em que estás a pensar?”
Aliciaram-me com o argumento de que o FB seria uma ferramenta que me permitiria manter o contacto com os amigos geograficamente distantes, ou estabelecer contacto com pessoas com quem dificilmente me cruzaria de outro modo, mas quer-me parecer que o FB é muito mais do que isso. É uma janela para a solidão alheia. Eu que o diga, naquelas madrugadas em que me ponho à procura de videos da Nina Simone.
Carlos Medina Ribeiro – Nas próximas Autárquicas, não se esqueçam de votar em quem permite isto!*
Post publicado originalmente aqui
Acesso ao pátio do prédio N.º 43, da Av. de Roma, pelo N.º 1 da Rua Frei Amador Arrais. O pátio tem 4 garagens e 6 lugares marcados no pavimento. Esta foto, sem carros a impedir o acesso, só foi possível de obter porque foi tirada num domingo, muito cedo.
As fotos seguintes foram tiradas, com pouco tempo de intervalo, no passado dia 28, à tarde.

A condutora do carro encarnado quer sair do estacionamento que se vê na 1ª foto.
A poucos metros dali, à entrada da rua, um fiscal da EMEL olha para todo o caos que é o seu ex libris (“seu” – da rua e da EMEL). Depois, foi pela rua afora, ao longo de tudo o que se vê na 2ª imagem – e eu, que por acaso ia no mesmo sentido, pude testemunhar o que ele fez.
Pergunta-se: O que foi?
* Carlos Medina Ribeiro é engenheiro electrotécnico e autor dos blogues colectivos Sorumbático e O Carmo e a Trindade.
Quando a morte nos chega por SMS
Que dizer e como encarar a morte que nos entra pelo ecrã do telefone sob a forma de uma mensagem? Como encarar quando algumas das mais belas palavras, como um simples mas tão importante “amo-te”, significa o fim?
Acredito que a todos nós a morte já bateu à porta. Com o seu infame manto negro e a tenebrosa foice já nos veio buscar alguém que nos disse muito. Alguém mais ou menos próximo. Um familiar, um amigo. Sabemos que é inevitável, acontece com todos e um dia será a nossa vez. Mas é inevitável sentir a dor que nos invade, um sentimento de perda que nos coloca frágeis, que nos mostra quão banal é a nossa vida e quão importante ela é.
Não sei se, de facto, alguma das 228 pessoas que estavam a bordo do aparelho da Air France, que hoje não completou a viagem entre o Rio de Janeiro e Paris, conseguiu ou não enviar mensagens de telemóvel a familiares, como contou o Jornal de Notícias brasileiro. Um ex-director geral do departamento de Aviação Civil desmentiu a possibilidade, porque o envio de mensagens por telemóvel seria muito difícil. Apesar de tudo, gostava que isso tivesse acontecido. Não porque daria contornos ainda mais dramáticos a um drama cruel, mas porque teria restado um último suspiro, um derradeiro sinal de termos sido lembrados. De alguém de quem vamos ter saudades temos, nos últimos instantes, saudades nossas.
«Sem Eira nem Beira» censurada na Rádio!
Há uns meses atrás (como se o Aventar não tivesse apenas dois meses de vida!), o João Paulo deu-nos a conhecer a nova música dos Xutos, «Sem Eira nem Beira», dedicada ao «senhor engenheiro». Deu muita polémica e até o senhor comendador José Pedro veio fazer marcha atrás e dizer que, afinal, a música não era dirigida a quem parecia ser.
Pois bem, soube-se agora que as rádios portuguesas, em peso, censuraram os Xutos e a música «Sem Eira nem Beira». Afinal, pensam que isto é uma democracia ou quê?
Mas como o Aventar orgulha-se de ser um dos poucos espaços de liberdade deste pântano em que se transformou Portugal, temos todo o prazer de voltar a apresentar a música directamente enviada para o index das rádios portuguesas e que dá pelo nome de «Sem Eira nem Beira». Tal como os Xutos, dedicamo-la ao «senhor engenheiro».
MPI: Boas e más companhias
Como já disse aqui, tive a honra de ser um dos proponentes do novo MPI – Movimento pela Igualdade, e que tem como principal objectivo a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Agora que o Movimento foi apresentado publicamente, e que são conhecidos os 800 nomes das pessoas que o assinaram, cumpre-me dizer que é um prazer e um orgulho estar ao lado de gente tão ilustre como Alexandre Quintanilha, Ana Luísa Amaral, Daniel Sampaio, Diana Andringa, Fernando Alvim, Inês de Meneses (a da rádio), José Saramago, Miguel Moutinho, Paulo Jorge Vieira, Rui Reininho ou Sérgio Godinho.
Ao invés, lamento estar ao lado de pessoas como Fátima Lopes, a torcionária das peles, Nuno Cardoso, o coveiro do Porto, Vital Moreira, Edite Estrela, Luís Capoulas Santos, Ana Gomes ou Jamila Madeira. Quer dizer: conseguem colocar entre os subscritores do Movimento cinco dos dez primeiros candidatos do PS às Eleições Europeias, incluindo o cabeça de lista, e têm a lata de vir dizer que isto não tem objectivos político-partidários? Razão teve o «Público» ao ilustrar a cerimónia com uma foto de um comício do PS.
Se sabia, não tinha assinado.
SNS / Saúde Privada
Esta questão é fatal como o destino.Os hospitais privados estão a enviar para os hospitais do Serviço Nacional de Saúde os doentes com patologias que requerem cuidados continuados e mais caros.
Os hospitais privados tratam os doentes até ao limite do Seguro de Saúde do doente. A partir daí o SNS que pague!
Este procedimento pode ser abordado por vários ângulos.
Antes de tudo como é que um hospital interrompe um tratamento a meio, gerando graves prejuízos para o doente sem que seja demandado juridicamente? É, óbvio, que em caso de doenças prolongadas, como o cancro, o hospital sabe à partida que o tratamento não se acomoda no limite do seguro. No mínimo, seria de não aceitar esses doentes, canalisando-os de imediato para o SNS.
Depois, é tambem incompreensível que o SNS, perante um doente titular de um seguro não se faça pagar ao abrigo da apólice.Quem não tem apólice de seguro não tem que pagar nada no SNS, como é evidente.
Para os que consideram que o SNS devia dar espaço à Saúde Privada, ficam a perceber, com esta realidade, que no mínimo, SNS/Saúde Privada são complementares, e com grandes vantagens mútuas.
A Saúde Privada alivia a pressão sobre o SNS, principalmente, em cirurgia e nas patologias agudas mas este, alívia a pressão sobre aquela, em tudo o que não dá lucro e que, pelo contrário, é um gigantesco custo social.
Quem julga que a Saúde Privada pode tomar o lugar do SNS tem aqui este exemplo ! Dirão que o Estado deveria ser “financiador” e não “prestador” de serviços .E os que acreditam no papel social insubstituivel do Estado, dirão que num país pobre e desigual, o SNS é um factor poderoso de inclusão social !
Lembro-me sempre que nos USA há 40 milhões de pessoas que não têm cobertura de saúde!
Home
No dia 5 de Junho, Dia Mundial do Ambiente, estreia a nível mundial, o filme “Home“. A música é espectacular e as imagens ainda são melhores. Uma oportunidade para ter uma visão sobre o maravilhoso mundo natural que nos rodeia e suporta. Uma oportunidade para reflectir porque o desprezamos e destruímos.
Alguns dados fornecidos pelo filme:
– 20% da População mundial consome 80% dos recursos do planeta.
– O mundo gasta 12 vezes mais em custos militares do que na ajuda a países pouco desenvolvidos.
– 5000 pessoas morrem todos os dias por beberem água poluída. Mil milhões de pessoas não têm acesso a água potável
– Em todo o mundo, 1 bilião de pessoas passa fome
– Mais de 50% dos cereais produzidos são usados para rações de animais e biocombustíveis
– 40% da terra arável está degradada
– Todos os anos, 13 milhões de hectares de floresta desaparecem
– 1 Mamífero em cada 4, 1 ave em cada 8 e 1 anfíbio em cada 3 estão ameaçados de extinção. As espécies estão a desaparecer a um ritmo 1000 vezes mais rápido do que a média natural.
– 75% dos produtos pesqueiros estão esgotados, danificados ou em vias disso
– A temperatura média do planeta dos últimos 15 anos é a mais alta desde que há registos.
– As calotas polares diminuíram 40% nos últimos 40 anos.
– Em 2050 podem haver 200 milhões de refugiados climáticos.
Novas categorias do ECD: Professor, Professor Cobarde e Professor Cobarde Incoerente
Na grandiosa manifestação de Sábado, estiveram 70 mil professores. No final de um ano lectivo esgotante, em época de exames e avaliações, em finais de Maio, sob um calor tórrido, e depois de um ano de chantagens, ameaças e perseguições, aqueles 70 mil significaram mais, muito mais, do que os 120 mil de Novembro.
O Paulo Guinote, na «Educação do Meu Umbigo», dá bem nota de como até o «Diário de Notícias» ajoelha perante tais números.
Todos os professores estão de parabéns. Todos? Bem, todos não. Estão de parabéns todos aqueles que, tendo ido ou não a mais esta manifestação, resistiram a tudo e, nas suas escolas, ao longo do ano lectivo, recusaram participar na palhaçada que é este modelo de avaliação e recusaram-se, por conseguinte, a entregar os Objectivos Individuais.
Pelo que se diz por aí, foram cerca de 60 mil os que não entregaram os Objectivos Individuais. Mas na manifestação estiveram 70 mil. Ou seja, haverá pelo menos uns 10 mil professores que, obedientemente, entregaram os seus Objectivos Individuais e, depois disso, decidiram ir à manifestação. Pelo meio da multidão, haveria mesmo aqueles que pediram a avaliação na componente científico-pedagógica para chegar ao Muito Bom. Sinceramente, não sei o que estiveram ali a fazer.
É por isso que proponho três novas categorias no Estatuto da Carreira Docente, em vez das duas – Professor e Professor Titular – que este Ministério impôs. Proponho que sejam criadas as categorias de Professor, Professor Cobarde e Professor Cobarde Incoerente. Professor é aquele que, fiel aos seus princípios, se recusou a embarcar neste modelo e, por conseguinte, nada fez nem entregou relativamente ao processo de avaliação. Professor Cobarde é aquele que, atemorizado pelas ameaças do Governo e pelas lamentáveis pressões dos seus Órgãos de Gestão e até de algumas Câmaras Municipais lacaias do Governo, baqueou e entregou os seus Objectivos Individuais. Professor Cobarde Incoerente é aquele que, não contente pelo facto de ter entregue os Objectivos Individuais e, nalguns casos, ter pedido a avaliação na componente científico-pedagógica, fez greve na terça-feira e foi à manifestação de Sábado.
De fora destas minhas congeminações ficam os professores que nunca fizeram greve, nem foram às manifestações, e que concordam com o modelo de avaliação proposto e com a política geral deste Ministério da Educação. Esses, pelo menos, são coerentes.
Casamento gay, não!
Aqui no Aventar, cada qual pensa pela sua cabeça. Não há compromissos a não ser com a verdade, com o respeito e com a consciência de cada um. É por isso que não devem estranhar haver postes sobre o mesmo assunto com opiniões completamente opostas. É o caso do “Casamento de pessoas do mesmo sexo”! Já estive naquela de “pois sim, casem à vontade e divorciem-se tambem à vontade que é o que costuma acontecer a quem casa”.
Mas houve quem me chamasse a atenção para valores fundamentais. O casamento – diz a Lei que é entre duas pessoas de sexos diferentes – é a célula principal da sociedade tal qual a conhecemos. Não devemos deitar fora um valor social com essa importância sem razões substantivas. E não há razões suficientemente fortes. Em primeiro porque já foram reconhecidas aos gays “as uniões de facto” com todo um quadro legislativo que lhes reconhece a dignidade enquanto pessoas e prevê o tratamento adequado à propriedade! Em segundo, porque o casamento, ao prever que seja entre duas pessoas de sexo diferente, não impede o casamento de gays! Estamos todos em pé de igualdade!
O casamento deve ser protegido para que a procriação aconteça num quadro inequívoco e único. Há pessoas de sexos diferentes que procriam fora do casamento mas isso é um direito que não exclui ninguém. Depende da vontade dos próprios.
Por último, é falacioso comparar este combate ao que foi travado pelos negros para lhes serem reconhecidos os direitos humanos. É romântico, mas tambem estultícia, porque os negros não casam por ser negros, mas sim por serem homens que casam com mulheres!São argumentos que é preciso levar em conta, há muita gente que pensa assim.
E, já agora, deixo uma pergunta.E se os heterossexuais, perante a legalidade do casamento gay avançarem para a exigência de um ” casamento procriador”, os homossexuais vão ficar em desigualdade de direitos?
Estas questões sociais, jurídicas e constituicionais são relevantes!









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