Qual é o problema de interromper o Relvas? (7)

Crianças faltam à escola para pedir esmola

Qual é problema de interromper o Relvas? (6)

Desempregados e precários atingem já os três milhões

A recessão já chegou à língua

recessãoEsta notícia do Sol é um autêntico repositório da recessão em que vive o uso da língua portuguesa. O jornal, que não segue o chamado acordo ortográfico (AO90), recorre aos serviços da Lusa, praticante do alegado acordo. Resultado: a notícia referente à recepção de alunos estrangeiros no Instituto Politécnico de Leiria (IPL) terá aparecido como “receção” no texto da agência noticiosa e transformou-se em “recessão” no jornal.

Vale a pena repetir: por várias razões, a iliteracia já era imensa no reino da língua portuguesa. O AO90 veio agravar o problema e a confusão entre “receção” e “recessão” confirma, entre outros aspectos, a importância das chamadas consoantes mudas. Recorrendo à imagem sempre profícua da construção civil, estamos longe de resolver problemas nas fundações e andamos entretidos a colocar telhas que não se seguram e deixam entrar entrar chuva por todo o lado.

Por outro lado, também não é bom sinal que se use a expressão ‘kick-off’, quando a língua portuguesa já deu o ‘pontapé de saída’ há vários anos.

Adenda: faltou dizer que descobri a notícia no mural do Francisco Belard.

A economia portuguesa no contexto   internacional

“Portugal é um bebé no cinema porno”

Amor com amor se paga

Se o governo interrompeu a “Grândola”, é justo que a “Grândola” interrompa o governo.

Fábulas sem fim

Era uma vez uma economia que tinha tantas contracções que só podia parir desempregados.

Qual é o problema de interromper o Relvas? (5)

Economia contrai este ano 1,9% e desemprego sobe para 17,5%

Ministro alemão quer ser comido pelos pobres

Ministro alemão sugere dar a carne de cavalo aos pobres

As noites loucas dos comissários   europeus

Bruxelas pressiona Portugal a manter porcas prenhas em grupo

Qual é o problema de interromper o Relvas? (4)

Polícia do Porto paga 4€ para um Homem alimentar a família e não sofrer acusação

Qual é o problema de interromper o Relvas? (2)

“Parece que estamos a voltar ao tempo dos ‘catadores de lixo’, uma situação própria de países do Terceiro Mundo.” [Vale a pena ler a notícia e descobrir que é importante multar quem esteja na miséria]

Qual é o problema de interromper o Relvas? (1)

Disparou o número de chamadas para o 112 por falta de dinheiro

Dívida pública aos professores

O Ricardo Campelo de Magalhães (RCM) publicou um texto simplório acerca dos protestos que a FENPROF iniciou esta semana. O João José já teve oportunidade de tecer alguns comentários pertinentes.

RCM limita-se a repetir preconceitos anti-docentes e/ou anti-sindicais: os professores não devem protestar porque ganham mais do que a média; a quebra de qualidade na Educação deve-se “à pedagogia laxista vigente”; as pessoas não têm filhos porque gastam muito dinheiro nos impostos que servem para sustentar inúteis como os professores ou os banqueiros (uma mistura que é um truque, claro).

É bom não esquecer que RCM é um economista de direita com ligações ao arco do poder, ou seja, integra um conjunto de profissionais que, sistematicamente, falham previsões, usando como bodes expiatórios a classe média e algumas classes profissionais alegadamente privilegiadas.

Façamos um pouco de História: em primeiro lugar, o Estado, controlado por dois partidos e meio, tem desperdiçado em inutilidades e favores os dinheiros entregues à sua guarda. Depois, os vários ministros da Educação, com destaque para os dos últimos três governos, têm afogado as escolas em burocracia, em legislação mal concebida, em alterações constantes, criando um clima de agressão e de instabilidade permanente. Pelo meio, jotinhas, politiquinhos e economistas espalham mentiras como as de que os professores trabalham vinte horas por semana e têm turmas de oito alunos (é para isso que serve a divulgação dos chamados “rácios”).

Para além disso, os professores têm sido sujeitos a vários congelamentos de carreira, a cortes salariais, a aumentos de impostos, ao desperdício dos seus impostos em apoios a bancos, enquanto financiam o próprio patrão. Se somarmos a tudo isto vários elementos intangíveis que servem para aquilatar do valor de um professor, a dívida do país à classe docente é monstruosa (nesta última ligação, aconselho a leitura de um comentário longo do José Luiz Sarmento). Conclusão: os protestos dos professores pecam por defeito.

Da série ai aguenta, aguenta (22)

Taxa de pobreza infantil em Portugal ultrapassa há oito anos a média europeia

Tomar no cu: o esplendor da lusofonia

tumblr_lqpykqnRXN1qhrgdxFrancisco José Viegas (FJV) tornou pública a ameaça de mandar tomar no cu qualquer fiscal que queira confirmar se o ex-secretário de Estado pediu a factura das despesas realizadas. Especifica, ainda, que tal ameaça poderá ser concretizada “à saída de uma loja, um café, um restaurante ou um bordel (quando forem legalizados)”.

Em termos formais, é importante começar por notar que há alguma desregulação ortográfica no texto de FJV: enquanto secretário de Estado defendeu a aplicação do chamado acordo ortográfico; o blogger, embora, aparentemente, siga as regras que constam da reforma de 1945, prefere escrever má-criação sem hífen, o que é, no fundo, uma maneira de tratar a ortografia como se fosse um fiscal das Finanças. [Read more…]

Quando a cobardia é padrão

O meu amigo Carlos Fonseca, que seria sempre aventador, mesmo que não quisesse voltar a escrever neste seu nosso Aventar, recebeu um telefonema ameaçador de uma figura tão sinistra como cobarde, a começar no modo insidioso como conseguiu obter o número de telemóvel.

O Carlos, com a frontalidade que lhe conhecemos, tinha escrito dois textos no seu Solos sem ensaio: O sagrado sal do Espírito Santo (BES) e A anedota do Banco de Portugal sobre Salgado (BES). Se o ameaçador telefónico fosse qualquer coisa parecida com um ser civilizado, teria aproveitado os comentários ou outros púlpitos para discordar, criticar, emendar. Infelizmente, optou por se comportar como o típico capanga, habituado que deve estar a lidar com subordinados precários ou com outros do submundo engravatado em que se movimenta.

O rapaz está com azar, coitado. Basta ler as palavras que o Carlos escreveu posteriormente acerca da sua espécie: “garotagem bem instalada na vida e que, detentores de estatuto profissional do lado dos dominadores, pensam poder amedrontar com ajustes de contas pessoais, no sentido físico da expressão, quem critica interesses e faltas de ética dos poderosos a quem estão ligados.” Como se isso não bastasse,  ainda ajudou o Carlos a confirmar a ideia de que, a partir dos 50, também a língua se solta.

Talvez, num assomo de civismo, queira aproveitar para corrigir o seu comportamento e, assim, ficar mais próximo da humanidade, mas é pouco provável: depois de se passar muito tempo numa sarjeta, o cheiro nunca mais desaparece.

Por outro lado, confirma-se que revela extrema competência como director de comunicação e o Aventar agradece-lhe: foi graças a ele que o Carlos Fonseca sentiu renovada energia para voltar a escrever também nesta sua casa.

Ulrich TV

Sem-abrigo apresentam a meteorologia na televisão

Fernando Ulrich’s best off 2013

Fernando_UlrichEm defesa da minha honra, devo dizer que o meu inglês não é tão mau que não saiba distinguir “of” de “off” e é suficientemente bom para poder fazer este trocadilho com que pretendo afirmar que o melhor de (best of) Fernando Ulrich só poderá surgir quando estiver de fora (off) e o silêncio for a sua melhor opinião.

Sempre pronto a confirmar esta minha tese, Ulrich resolveu não se calar, mais uma vez, insistindo na explicação daquela que ficará conhecida nos anais da economia como a «teoria do “aguenta”», nascida do exemplo de Tomás Taveira – também a propósito de “anais” –, outro grande defensor da noção de que a dor alheia é sempre suportável, sobretudo se der prazer ao seu causador, tornando-se, então, fácil perceber qual a posição do contribuinte face ao sector bancário.

Ulrich deslocou-se, hoje, ao Parlamento e declarou-se uma pessoa sensível. O másculo banqueiro não esteve mal quando respondeu torto a João Galamba, porque, apesar de tudo, prefiro um reaccionário consistente a um pedaço de plasticina em forma de deputado. Na verdade, quem apoiou tão veementemente José Sócrates não tem lições de sensibilidade a dar a ninguém. Por outro lado, ao saber que Ulrich recebeu lições de sensibilidade em casa, na escola, na família e na Igreja Católica, fico espantado por ver que houve quatro instituições que falharam tão clamorosamente. [Read more…]

Ulrich aguenta com os Bandex

Neste vídeo dos Bandex, pode confirmar-se que Fernando Ulrich tem dentro de si um cantor pimba, o que levou vários especialistas em pimbologia a descobrir relações entre esta actuação e o célebre “Aguenta-te com esta” de Toy.

Na realidade, cada vez se tornam mais nítidas as afinidades entre o universo pimba e o mundo da banca, nomeadamente no que se refere ao desbragamento e ao gosto pela repetição obsessiva de refrões.

Não faltará muito para que Ulrich e a sua banda cheguem ao Pavilhão Atlântico, com Passos Coelho na plateia histérica a gritar “Ai aguenta, aguenta”.

Órfãos de Sócrates

abutres11Todos os dias, parece confirmar-se que o S de PS é a primeira letra de “socrático”. O actual líder do partido tenta parecer seguro, treinando seguranças barítonas que escondem mal uns arranques aflautados patentes em frases pífias ou em abstenções violentas, mas, na sede do Rato, ao passar pelo corredor, sente suores frios, jurando aos mais íntimos que há movimento no olhar da fotografia do anterior primeiro-ministro, que, à mesma hora, estará a acomodar a baguete debaixo do braço, enquanto trauteia Que reste t’il de nos amours. [Read more…]

Mais portugueses que não voltarão aos mercados

Desemprego: novo recorde de 16,5%, segundo o Eurostat

Olhò preço a que anda o “cavalo”, man!

Estado injecta hoje 4,5 mil milhões no BCP e BPI

A favor do regresso do TV Rural

tv-rural_sousa-velosoO regresso aos mercados e a garantia-agora-a-sério de que o próximo ano já não será de recessão contribuíram para que a maioria parlamentar ande mais desocupada. Assim, resolvidos que estão os magnos problemas da nação, os deputados do PSD e do CDS assumiram, agora, as funções de direcção de programação da RTP, a fim de combater a ociosidade, essa mãe de todos os vícios. [Read more…]

Ulrich candidata-se a actriz pornográfica

Se tantas foram sodomizadas por John Holmes, porque é que ele não há-de aguentar?

Assim fico mais descansado

António Costa vai “dizer o que tem para dizer”

Da série ai aguenta, aguenta (21)

Assalto a infantário para levar dois pacotes de leite e quatro papas

Parada e resposta

António Parada, presidente da Concelhia do PS de Matosinhos, terá afirmado, num encontro com militantes do partido, que deve abrir-se o mercado de trabalho às crianças que não obtiverem aproveitamento na escola, a partir dos 14 anos. O mesmo António Parada já tinha, aliás, conseguido resolver o problema do desemprego: bastaria levar as gasolineiras a contratar pessoas para meter combustível nos automóveis.

A relação dos políticos com o insucesso escolar é feita de dislates vários, especialmente nos últimos sete anos, o que é natural, se tivermos em conta que, a partir de Sócrates, a Educação passou a ser, declaradamente, um assunto sem importância, um território de mentiras, uma parcela do orçamento a abater.

O PS socrático procurou esconder o insucesso escolar com o cultivo do facilitismo e a divulgação de estatísticas enganadoras, tudo temperado com o marketing da Parque Escolar e da distribuição de Magalhães. O actual governo envereda por um caminho semelhante, vendo no ensino profissional/dual/vocacional uma outra maneira de disfarçar esse mesmo insucesso, obrigando, de modo velado, as crianças com dificuldades escolares a enveredar por um percurso profissionalizante, fingindo que está a criar cidadãos, quando, na realidade, está a fabricar proletários. [Read more…]

Carlos Peixoto já é licenciado em Direito

Depois da licenciatura em licenciatura, o deputado Carlos Peixoto é, agora, licenciado em Direito. De nada, senhor deputado.

E a Lazio é adepta do Real Madrid

Milan já é sócio do Barcelona

Também tenho achado o Mexia muito parado

Autarca de Pombal critica Mexia por falta de energia