Carolina Pinto, 5 anos
A borboleta libertou-se da gaiola
“Lista do saco azul do GES com avenças a políticos e jornalistas”

Este fim-de-semana o Expresso, que está a gerir a questão dos “Panama papers” de forma populista, como já tinha dito antes, coloca na sua 1ª página o caso da lista dos 100 nomes que estariam a ser pagos pelo GES, com o título “Lista do saco azul do GES com avenças a políticos”. A lista é de políticos e jornalistas, mas o título escolhido pelos jornalistas do Expresso para a 1ª página remove a palavra “jornalistas”. Porque é que isso me incomoda? [Read more…]
O dia da liberdade
Leonor Pinto, 7 anos

O dia da liberdade é o dia em que começou a Liberdade no país de Portugal, as pessoas começaram a ser livres no dia 25 de Abril. Antes disso, as pessoas viviam sem liberdade, sem dinheiro, o Salazar proibia as pessoas de terem emprego, bastava dizerem qualquer coisinha que não boa sobre o Salazar que iam logo presas.
Ninguém podia comer porque toda a gente era pobre e tinham de rapar os tachos se queriam comer, até chegar o dia 25 de Abril de 1974.
Nesse dia, começou a liberdade, mas é pena que em alguns países ainda seja assim.
25 de Abril de 1974
Acompanhe a revolução no twitter, em diferido exactamente 42 anos.
as armas e o povo
as armas e o povo – documentário rodado entre 25 de Abril e o 1º de Maio de 1974, produzido e realizado pelo Colectivo de Trabalhadores da Actividade Cinematográfica. Página na Wikipédia.
“Portugal 74-75” – O retrato do 25 de Abril
Um excelente documentário com a assinatura de Joaquim Furtado, José Solano de Almeida, Cesário Borga e Isabel Silva Costa – RTP
não ter nenhum mês senão Abril
Guilherme Portugal – 18 anos

Abril são muitas palavras, nós conhecemo-la por revolução, essa onde tanques dispararam pessoas aos abraços, e muitos cantares, e era a nossa liberdade que começava no outro e acabava nos outros tantos que ainda estariam por começar. Glossolalia aos versados no discurso da força prepotente da força, mas dia 25 ninguém falava mais português do que qualquer cravo. Não a certeza da presença de um ouvido rente à porta, mas de uma porta rente à página, à nota melodiada, ao discurso urrado. Ninguém entendeu, mas perigoso e infeliz é começar a entender. Perdemos Abril quando formos entendidos nele – chamá-lo de Abril, colocar-lhe dicionários à frente, convencendo-o de que é um mês e não um poema violento de amores. Deixo-vos nos plantares, palavras flores, hoje só anoitece às oito e meia:
Escada que desanda
de cada cadência colorida de um segundo,
cada um, cada essência.
Tão labirinto como escrever ou pôr letras no papel ou redigir.
Digo que andar é desfrasear e destruir, e como emenda,
vai-se buscar água-palavra à fonte (tu) como poema-cantil,
viver a escrever é não ter nenhum mês senão Abril.
(imagem daqui)
Passos Coelho solidário com José Sócrates

Passos Coelho ficou “espantado” com o editorial do Público que mandou calar José Sócrates, uma espécie de momento Rei Juan Carlos da direcção da redacção do jornal. “Não é um bom sintoma de democracia” afirmou o ex-primeiro-ministro cuja equipa que o levou ao poder em 2011 ficou famosa pela guerrilha na blogosfera e pela manipulação do fórum da TSF e de debates entre os candidatos à liderança do PSD. Aguardam-se declarações do líder do PSD sobre a linha editorial do Observador. [Read more…]
25 de Abril visto pelos mais novos

Assinalam-se amanhã 42 anos da revolução que nos restituiu muitos dos direitos básicos que os longos anos de fascismo nos tinham tirado e cerceado.
Se para os mais velhos esta data continua a merecer ser comemorada por tudo o que lhes está subjacente, para os mais novos, que sempre viveram com liberdade e tudo o que lhe está inerente, é só mais um dia lavrado na história.
Mas será mesmo assim?
É isso que gostávamos de saber. E por isso mesmo, o Aventar vai abrir as portas aos mais novos: crianças, jovens ou assim-assim, para que, em forma de texto, desenho ou áudio, digam o que para eles significa a data e todos os valores que o 25 de Abril nos restituiu.
Pedimos pois aos nossos leitores que nos façam chegar por aqui colaborações para, ao longo do dia irem sendo publicadas.
A iniciativa vai prolongar-se até ao dia 1 de Maio.
Radicalismos de esquerda
Alguém ficará surpreendido se não forem atingidos os limites ao défice e à dívida propostos no Programa de Estabilidade (PE), nesta semana apresentado? Claro que não. E poderá a oposição reclamar pelo não cumprimento desses objetivos? Poder pode, mas cairá no ridículo. O anterior governo não cumpriu nenhum dos objetivos de dívida e défice a que se propôs, apesar de acreditar piamente nas políticas prosseguidas.
(…)
Chega a ser insultuoso ouvir o constante repetir que foram feitas reformas estruturais no último ciclo governativo. Mas afinal o que mudou na nossa economia ou no desenho do nosso Estado? Rigorosamente nada. Nada foi alterado no sistema produtivo, nada foi feito para alterar os nossos bloqueios económicos endémicos (produtividade, escassez de capital), nada foi feito para qualificar a mão-de-obra, nada se fez para que muitos dos nossos empresários deixem de ser os responsáveis pela baixa produtividade, a nossa justiça continua lenta, o nosso sistema financeiro tornou-se um problema ainda maior, a nova legislação das rendas saldou-se num enorme flop e, claro, não houve a mais pequena intenção de mexer no Estado – a não ser que aquela vergonha que Paulo Portas apresentou fosse para levar a sério.
Quartel-general em Abrantes, por Pedro Marques Lopes@DN.
STOP TTIP, STOP CETA!

Na véspera do show publicitário de Obama e Merkel por ocasião da abertura da Feira de Hannover, a principal feira para tecnologia industrial, saíram ontem à rua opositores do TTIP (EUA-UE) e CETA (Canadá-UE) – os tais acordos previstos para baixarem as normas europeias e entregarem a democracia de bandeja às multinacionais. Foram 90.000 manifestantes segundo os organizadores, 35.000 anuncia a polícia. Terá sido algo entre uma coisa e outra. Mas uma coisa é certa, foi de novo uma colorida e alegre multidão a dizer NÃO aos acordos secretos que supostamente vêm assegurar standards a nível mundial e trazer riqueza e postos de trabalho. A verdade é: o que eles trazem é um rebaixamento (ainda maior) dos standards que temos, colocam a democracia e soberania à mercê do grande capital e trazem mais lucros para os poderosos e mais miséria para os pequenos – como Portugal. A comissão europeia pretende ainda em 2016 passar o CETA no parlamento europeu, ignorando sem apelo nem agravo os parlamentos nacionais. Depois de ratificado, o acordo entra imediatamente em vigor.
É pois hora de dizer NÃO e exigir a ratificação destes acordos nos parlamentos nacionais. Se nós cidadãos não o impedirmos, deixaremos aos nossos filhos um mundo mais manietado, mais miserável e mais obscuro.

Cabrões
“Um rebanho, como se sabe, é composto por gente sem voz própria e de índole mais ou menos débil. É um facto comprovado, aliás, que, em tempos de confusão, o rebanho prefere a servidão à desordem.
Daí que aqueles que agem como cabras não tenham líderes, mas cabrões.”
– Mario Vargas Lhosa – Prémio Nobel da Literatura 2010
Desabafo: vocês estão ficando ridículos
/u/caribbeanparty
Nota prévia: este trata-se de um post feito no sub-reddit /r/Brasil acerca da atmosfera que se vive nas caixas de comentários onde se fala de política brasileira. Penso retrata bem a situação e, de alguma forma, aplica-se também ao que se passa em Portugal.
É sem noção.
Hoje alguém postou um link sobre as várias ditaduras que os EUA apoiou. Em seguida alguém postou, com as mesmas palavras, um link sobre as ditaduras que a URSS apoiou. A cada vez que alguém aqui posta qualquer coisa sobre a ditadura militar brasileira alguém posta sobre a ditadura cubana. Se escreve sobre fascistas, alguém escreve sobre comunistas. Esse sub, e parte do “debate” brasileiro, parece que está congelado em 1968, vivendo em outro mundo que o de 2016.
Mário Centeno e a indignação hipócrita

É raro mas não tem porque não acontecer. Tal como o PSD, também eu quero saber se Mário Centeno mentiu ou não na comissão política de inquérito ao caso Banif. E se ficar provado que o fez, quero consequências. E não as quero brandas. Soa-me estranho mas nesta estou com o PSD. Ou com o que resta dessa coisa.
Mas devo lamentar que esta indignação com a suposta mentira de Centeno não se tenha feito sentir noutras ocasiões. E não vou sequer entrar no chorrilho de aldrabices com que Passos Coelho tentou convencer os portugueses em 2011, ou perder aqui muito tempo com a forma como ele e o seu governo enganaram a população por motivos eleitoralistas, em temas como a sobretaxa ou o caso BES. Está-lhes no ADN. [Read more…]
O mundo está perigoso!
O ex-primeiro ministro José Sócrates disse numa entrevista que não assumiria a liderança do governo se não ganhasse eleições. Também disse, na mesma entrevista e a propósito de outro assunto, que pela primeira vez estava de acordo com Ana Gomes.
Adeus Purple One

As rádios portuguesas da moda colocaram a playlist em pause e, neste momento, choram em uníssono a morte de Prince. Tem tanto de comovente como de irónico, assistir a esta homenagem a um grande artista que há tantos anos virou as costas à indústria por parte de rádios transformadas em reprodutoras da vontade dessa mesma indústria. Rádios onde Prince precisou de morrer para voltar a tocar. Business as usual.
May you rest in peace Purple One 🙁
O artista formalmente conhecido por Prince?
Ah! Formerly known as Prince, Correio da Manhã. Depois da história do ‘fato’, eis o ‘formalmente‘. Não, Correio da Manhã, não é ‘formalmente’. It’s English. It’s formerly, ou seja, é ***********. Efectivamente, Correio da Manhã. Efectivamente.

#escola6
O Paulo lançou a ideia num texto publicado há uns dias no Público:
“A Educação low cost é o grande pacto educativo nacional para o século XXI, unindo todos aqueles que defendem a existência de serviços públicos esqueléticos com lógicas de “racionalidade financeira”, proporcionados apenas aos que neles ainda confiam ou que deles não podem escapar, apenas variando os ritmos e matizes da implementação das medidas”
Os números, de facto, mostram que há um fundo de verdade nesta afirmação, embora, o que pareça igual, nem sempre o é. Mas, no essencial concordo.

Os dados são públicos e mostram que a despesa em Educação baixou na ditadura de Crato para níveis de 1992. E, uma análise per capita não deixa os últimos anos em melhor estado: [Read more…]
PPP na Educação? Não obrigado!
A história é simples de contar: Nuno Crato, o destruidor, tinha um objectivo claro – tornar a Escola Pública uma escola menor, para o povo e, ao mesmo tempo, permitir ao privado absorver parte dos alunos (e dos fundos) que, em boa verdade seriam da Escola Pública.
E, antes de sair, deixou o terreno armadilhado: assinou um contrato com os privados para três anos, permitindo assim que o dinheiro público continue a correr para os bolsos de alguém.
Não pretendo colocar em causa a existência do Ensino Privado, seja ele confessional ou não. Quem quiser (e poder) colocar o filho no privado, força. Nada contra. Tudo a favor.
Agora, fazer de conta que é privado às custas dos meus impostos é que não. Colégio de Gaia, Colégio dos Carvalhos e Colégio Paulo VI são exemplo, na área do Grande Porto, de colégios que tiram alunos às Escolas Públicas e que são fortemente financiados por dinheiro público. Sim, isso mesmo: o estado tem duas despesas – a das Escolas Públicas que podiam ter esses alunos e a desses colégios.
E a situação é tão absurda que esses colégios (falsos privados) têm autorização para abrir alguns cursos que as públicas, da mesma área, não têm. Quem autoriza? O Ministério da Educação.
O cenário está bem montado e remete para as SCUT’s: se passo de carro pago. Se não passo, pago pelos impostos. Muito simples.
Ora, nos últimos dias, o ME publicou um pequeno detalhe num Despacho Normativo: [Read more…]
Quiosque Regional, #3, Jornal O Templário
Capa da edição de 14 de Abril de 2016 do Jornal O Templário
Nota: a próxima edição do Quiosque Regional sairá no próximo sábado.
So long, and thanks for all the tuna
De um “conservador” para um ignorante
Santana Castilho*
1.O ministro da Educação afirmou que a sua política é “progressista” e que quem a critica “apresenta uma visão conservadora do país”. Crítico que sou da política em análise, Tiago Brandão Rodrigues chamou-me conservador. É altura de lhe dizer que é ignorante.
Porque só um ignorante da complexidade do insucesso julga que o combate com fornadas de formação para os professores. Estou a referir-me às indizíveis acções que acabaram de ter lugar em Évora, Leiria e Braga. Em golpe de mão, onde a surpresa e a rapidez da convocatória nem permitiram a muitos saber ao que iam, arregimentaram-se professores para ouvirem em dois dias (no primeiro, das 09.30 à meia-noite), fechados num hotel, as mais finas tretas de um “eduquês” que agora será reproduzido “em cascata”, primeiro para directores, coordenadores de directores de turma e coordenadores de 1º ciclo (numa imposta maratona até Junho) e, posteriormente, para todos os professores. Aos que preferiam ver-me como o patinho sentado da história que o ministro mandou contar às escolas, e se apressarão a decretar o exagero do meu sarcasmo, deixo um naco da prosa que extraí dos respectivos documentos de apoio:
«Se as organizações fossem vistas como jardins, os líderes não poderíam mandar que crescessem. Teríam que enfrentar as impredictibilidades, os fatores ambientais, trabalho em equipa e fatores de risco que normalmente se caracterizam quando se pensa em desenvolver algo. Os líderes só podem promover o desenvolvimento ao “reorganizar as condições e as estruturas”… Para os jardins, estas condições são o sol, humidade, solo, nutrientes e temperatura; para as escolas são o tempo, espaço, materiais, incentivos, formação, colegialidade, respeito, confiança e recursos humanos»
(Os erros ortográficos, mesmo o do verbo ter, estão no documento consultado).
Se os leitores quiserem mais, acedam à indigência dos PowerPoint usados. Encontrarão, por exemplo, um slide piroso com um gatinho amarelo frente a um espelho, que lhe devolve a imagem de um leão de farta juba. Ao lado, a mensagem profética que vai resolver o insucesso:
“Os professores com altas expectativas dos seus alunos transmitem essa atitude (intencionalmente ou não) e em geral estes estudantes obtêm melhores resultados do que os dos professores cujas expectativas são baixas”.
Celebrar a Europa
Filhos e Pais, juntos, em Palco. Para celebrar a Europa.

Dia 30 de abril no Europarque. Rigorosamente a não perder (vídeo).
Mais é sempre menos
Discutir Educação é sempre uma causa tão apaixonante que, muitas vezes se torna numa espécie de Benfica – Sporting. Com mais ou menos Ciências da Educação todos percebem que são múltiplas as condicionantes do sucesso dos alunos, isto é, há uma imensidão de variáveis que interferem na forma como os alunos aprendem. Claro que também há muitas condicionantes nos processos como os Professores ensinam o que, acaba sempre por condicionar também os alunos.
Nos últimos dias temos vindo a discutir a questão do número de alunos por turma. O Conselho Nacional de Educação publicou um estudo com alguns dados sobre o assunto: no 1º ciclo as turmas têm em média 20,7 alunos, sendo que, destas, 32% têm mais que um ano dentro da sala. Sim, isso mesmo – dentro da sala estão, por exemplo, alunos do 1º e do 4º anos. No 2º ciclo (5º e 6º) o número média é de 22,1 e 22,4 no 3º ciclo (7º, 8º e 9º).
A 14 de abril último, o Ministério da Educação publicou um Despacho Normativo que vem regular esta matéria para o próximo ano lectivo. E, infelizmente, deixa tudo na mesma, para não dizer pior. [Read more…]
Sonsice a jacto

A propósito da viagem a Atenas em que António Costa e restante comitiva se deslocaram de avião a jacto, a trupe do ministério da propaganda não perdeu tempo e indignou-se com a pouca vergonha. Deus nosso Senhor nos acuda e salve da esquerdalhada que ousa fazer uso de tais mordomias, para as quais só fina flor do liberalismo fanático é elegível. Santificado seja o Passos Coelho que viajava em económica. [Read more…]














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