Isabel Moreira, em nome da casta, ficou com a perna toda mordida.
Cheira a esturro
A criação de emprego segundo Paulo Portas
O político profissional Paulo Portas lembrou-se de perguntar quem tinha criado mais emprego, se o BE, se a Remax. Podia também ter perguntado quem foi o melhor marcador do último campeonato, se João Semedo ou se um jogador de futebol, mas não lhe apeteceu.
A mim apeteceu-me perguntar quanto emprego foi descriado pelo CDS ao lado do PSD, ou se quiserem por Paulo Portas e Passos Coelho. Descriado, destruído, arrasado, como queiram. Deu isto:
Dados INE, segundo a Pordata.
Podia ser pior? podia, mas estejam descansados que ele insiste.
A histriónica Isabel Moreira e a subvenção vitalícia dos políticos (tome Rennie que isso passa!)
A proposta de acabar com a suspensão das subvenções vitalícias, de que usufruíam injustificadamente 400 iluminados, não foi adiante.
Mas nem tudo se perdeu. Foi uma boa ocasião para ver que, no fim de contas, Passos Coelho nunca nos desilude. E também foi bom para ver que António Costa ainda não foi formalmente eleito em Congresso e já mostrou ao que vem.
Pelo meio, algumas surpresas positivas, como a revolta que alastrou entre alguns deputados do PSD e do PS; e também algumas surpresas negativas – sim, confesso que sou intoleravelmente inocente quando ainda espero o que quer que seja seja de quem for na política portuguesa.
A histriónica Isabel Moreira, por exemplo, mostrou bem a matéria de que é feita. Se alguém tinha dúvidas perante a forma inflamada como muito justamente defendeu a coadopção, perdeu-as de vez depois desta polémica. Afinal, é mais uma do bando – nem mais, nem menos.
Mesmo que a proposta não tenha passado, a sua opinião sobre o assunto é esta: [Read more…]
Os deputados portugueses são uns escroques

A maioria dos deputados portugueses prepara-se hoje para atribuir a si própria uma subvenção vitalícia, para a qual não descontou e que diz respeito a meia dúzia de anos de «trabalho» no Parlamento.
É gente sem escrúpulos. Gente de baixa índole, de quarta ou quinta categoria moral, do piorzinho que este país já conseguiu defecar ao longo de tantos anos de História. Gente, não. Gentinha! Gentinha a quem milhões de portugueses pobres e miseráveis dão todos os dias lições de dignidade e de respeito.
Os mesmos que andaram estes anos todos a falar de justiça social e a cortar salários e pensões a quem tinha menos são os mesmos que, alegremente, se preparam para ficar de fora dos sacrifícios. Os outros que o façam. Quem tem 600 euros de reforma pode fazer um sacrifício pelo país, quem esconde contas milionárias não pode. É a coerência do escroque Passos Coelho, que já nem se esforça por esconder. E quem andou estes anos todos a vociferar contra o Governo é o primeiro a dar-lhe a mão quando o assunto realmente lhe interessa. É o escroque António Costa em todo o seu esplendor.
Não serão todos escroques. O Bloco de Esquerda – só o Bloco de Esquerda! – não tem qualquer deputado ou ex-deputado a receber essa subvenção. É o único Partido que pode falar. Foi o único Partido que ontem de manhã falou em Plenário para atacar esta medida. Foi o único Partido que forçou a votação de hoje. Nem o PCP, apesar de ter votado contra, pode falar. Votou contra porque os seus votos não eram necessários. Só por isso. E acabou de perder o meu voto para as próximas eleições.
E é nesta votação, de hoje, que se verá quem é escroque e quem não é. Desconfio que serão quase todos.
P. S. – PSD e PS recuaram e, perante a indignação geral, a proposta acabou por ser retirada. Os escroques vão remeter-se ao silêncio e irão esperar por uma melhor oportunidade. Melhor assim.
Foi bom tudo isto ter acontecido, assim aprendemos a conhecer melhor as pessoas e as suas intenções. Se alguém duvidava ainda da rectidão e da honestidade de escroques como Passos Coelho ou António Costa, então perdeu definitivamente as dúvidas.
O meu aplauso para os poucos que, dentro do PSD e do PS, se manifestaram contra esta medida.
Um Parlamento que vive acima das suas possibilidades
(vive acima das suas possibilidades e trabalha quando lhe apetece, como fica provado pela foto em cima)
No espaço de um ano, o prejuízo da instituição Assembleia da República passou de 680 mil euros para 6.17 milhões. Uma subida, assim em contas de merceeiro, na ordem dos 907%. A coisa torna-se particularmente peculiar se considerarmos que o conselho de administração do parlamento é presidido por Albino Azevedo Soares (sim, o tal que ajudou a tentar encobrir o esquema do Passos), membro do partido cuja propaganda vomita rigor à mesma velocidade que Miguel Relvas tira um curso superior (um homem fala do Relvas e até rima!).
Bandalhos do bloco central é favor ler com atenção
Três funcionários da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim encontraram 4.407€ no meio do lixo e, contrariamente ao que fariam determinado tipo de funcionários públicos bandalhos, foram honestos e entregaram o dinheiro às autoridades. Ganharam um voto de louvor num país onde outros bandalhos condecoram bandalhos no 10 de Junho. Há bandalhos com sorte. Felizmente ainda existe gente honesta proveniente da classe dos portugueses que andaram a viver acima das suas possibilidades. Pena é haver tantos bandalhos.
O Banco Central Europeu
incentivou o governo cipriota a fornecer liquidez ao BES lá do sítio. O resultado foi o que se viu…
Bandalhos, são todos uns bandalhos
Fiquei boaquiaberto quando ouvi, mas se tivesse pensado bem não teria ficado assim tanto. José Lello do PS e Coito dos Santos do PSD vão propor na Assembleia da República a reposição da subvenção vitalícia dos deputados. E pelo que tem vindo a público, os respectivos grupos parlamentares já se preparam para fazer aprovar a medida.
A lei da vergonha de todos os que a assinaram em 1984 (Governo do… Bloco Central) vai ter mais um capítulo. De novo o Bloco Central dos interesses, agora os puramente pessoais, atropelando tudo o que diga respeito à ética republicana, seja lá o que isso for, à moral ou à simples dignidade humana.
Que essa gentalha tenha a coragem de propor essa medida já não me admira. Mas que um bando de centenas de energúmenos vá atrás, esquecendo tudo o que se foi aprovando nos últimos anos, é algo que me escapa. Não dos energúmenos e parasitas do PSD ou do CDS – desses espera-se tudo. Mas dos paladinos da verdade na política do PS, lembro-me assim de repente do cínico João Galamba ou da histriónica Isabel Moreira, desses – embora nada se espere – assinala-se o facto de concordarem pela primeira vez com o PSD. Quanto a António Costa, já mostrou ao que vem, se é que ainda não se tinha percebido.
Até o PCP ficou calado. Enquanto se discutem os cortes nas pensões e nos salários, o PCP ficou calado. Calado! Será culpado por omissão, já que é fácil votar contra quando se sabe que a medida será aprovada na mesma.
Bandalhos, são todos uns bandalhos. Gente com quem tenho vergonha de partilhar a nacionalidade.
Uma questão de vergonha
Não, não se trata do famigerado AO90. Trata-se, liminarmente, de incompetência.
Quando não se consegue escrever direito o nome de alguém, estamos feitos. Se se trata da Federação e do nome de um atleta na camisola da selecção, ainda pior.
Por que raio haveria de caber a fava ao Bosingwa?! Tão arredado andou destas lides e, logo no regresso, pregam-lhe uma partida destas? Vá lá que, em campo, conseguiu mostrar quem é quem na direita da defensiva portuguesa.
Parafraseando uma publicação que corre, com sucesso, no Facebook, Só mesmo Jorge Jesus poderá explicar isto e o humorbbizarru.pt cá está para nos dar a conhecer a autoria…
Bipolaridades ditatoriais
A condição de ditador/opressor é, regra geral, uma questão ambígua. Principalmente quando observada com os óculos moralistas do Ocidente. Os mesmos EUA que treinaram e armaram a Al-Qaeda também os perseguiram até ao dia em que apanharam, mataram e atiraram ao mar Osama Bin Laden – or so they say – não fosse a sua sepultura tornar-se local de culto. Como se isso mudasse alguma coisa. Ainda no campo do financiamento norte-americano a grupos fundamentalistas islâmicos, é importante sublinhar que muitos dos actuais soldados jihadistas do Estado Islâmico são precisamente aqueles que receberam armas e outros recursos de Washington para combater Al-Assad mas que, em determinado momento, decidiram mudar de guerra. Estavam fartos daquela, precisavam de novos desafios. Empreendedorismos.
Ministros da Propaganda
Depois do sucesso do vídeo de propaganda do país imaginário do PSD, veio-me à cabeça este clássico. Será que o jovem que narra a fábula cor-de-laranja conseguirá um dia chegar a Ministro da Propaganda? É possível. O Durão era do MRPP, foi mordomo e chegou a presidente da Comissão Europeia. Com o “estado em movimento” tudo é possível, basta acreditar. Ou como diria Jorge Jesus, “acarditar“. São peanurs!
O avó cavernoso e as 7 enfermeiras
A estátua merecida

As carquejeiras vão ter o monumento que o Porto lhes deve. A apresentação da maqueta irá realizar-se no próximo sábado, na JF do Bonfim.
Estou em choque
O Bloco de Esquerda elogiou uma ministra deste governo. É por causa do CV? Oh Relvas, anda cá mostrar o teu para a malta ver quem é que dá cartas no mundo académico!
O lodaçal
Santana Castilho *
Em sentido figurado, um lodaçal é um ambiente de vida desregrada, um lugar aviltante. Literalmente, o vocábulo expressa um lugar onde há muito lodo, um atoleiro. O escândalo BES, com responsáveis evidentes e nenhum preso, o roubo legal de milhares de milhões de dólares operado pelo Luxemburgo às economias dos países europeus e a recente hecatombe que se abateu sobre o Governo e as cúpulas da administração pública portuguesa mostram que é lá, num lodaçal, que vivemos.
Estes três escândalos, de tantos que tornam desesperada a vida cívica, têm uma génese: a desagregação do Estado, com a consequente anulação do seu poder fiscalizador e regulador sobre o mundo financeiro. Contrariamente ao discurso das maiorias, nacional e europeia, o nosso problema não é o excesso de Estado mas o seu constante e progressivo aniquilamento. O nosso problema consiste em encontrar meios políticos para devolver ao Estado instrumentos de fiscalização e regulação que protejam o interesse geral. [Read more…]
A confraria infanto-juvenil do vinho do Dão
A notícia saiu no Diário de Viseu. Os infantes entre os 7 e os 12 anos vão ter a sua confraria do tintol. Suponho que aos petizes estão destinados, numa primeira fase, brindes com groselha ou sumo de morango, embora esta suposição comece a ser arriscada e o escalão seguinte, dos 12 em diante, certamente já pode gritar vai acima, vai abaixo, para gáudio da populaça.
Portugal é um dos países do mundo onde mais se morre com álcool, ou pelo álcool.
Mas o vinho faz parte da identidade nacional salazarista, já deu de comer a 1 milhão de portugueses; as sopas de cavalo cansado lá foram abandonando a dieta matinal da pequenada mas a nossa droga oficial soma e segue, não seja ela um dos símbolos fundadores do nosso cristianismo, haja negócio.
A iniciativa é da Câmara Municipal de Viseu, a qual em breve será gestora de todas as escolas do município.
E não digo mais nada, ou quase mais nada: um pipo cheio pelos cornos abaixo do filhodaputa que teve a ideia era pouco. Espero que tenha filhos, e um morra na estrada atropelado por um bêbado, a morte de um filho é a dor maior. Era só isto.
Novos tempos
Quando, há anos, se começou a agudizar esta crise e apareceram as comparações com a de 1929, logo nos garantiram que tal tragédia jamais se repetiria, pois os Estados tinham, entretanto, criado novos mecanismos prudenciais e novas soluções para os problemas. Entendo agora. Dantes (bons tempos…), os banqueiros e os especuladores falidos atiravam-se das janelas. Agora, atiram-nos a nós.
Momento de Propaganda
7 minutos de 12 segundos de meias verdades, mentiras, omissões calculadas e o paleio de saco do costume. Se isto agora é assim, imaginem quando chegar a PSD TV… Feliz 1984!
O AO90 e a Casa dos Segredos
E não é que a senhora até tem razão? Ou já viram algum nome próprio começar por letra pequena? Gozem com os reality shows gozem…
«Cooperar» com a Alemanha
Até ao final de 2012, cerca de 6 000 médicos gregos cuja formação foi financiada pelo erário público grego emigraram para a Alemanha, no âmbito de um programa de «cooperação» entre os Estados grego e alemão. Fonte: Revolting Europe.
Vistos gold:
o preço de vender os direitos de cidadania. A negação da democracia em todo o seu abjecto esplendor.













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