Transporte de Doentes

transporte_de_doentesSou adepto, eu, do transporte público. (©?)

Acontece na América

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Ceuta

A tragédia aqui tão perto.

Mirando Miró

cavaco-mirando-miroFonte.

Praxado com vodka

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Crato acha que na URSS os sindicatos eram oposição. Segue-se uma grande ressaca.

No aniversário do Facebook

O filme da vida de 99% dos portugueses, realizado por João Pico.

Crato e os Sindicatos

Para Ministro da Educação os Sindicatos fazem “uma oposição sindical quase soviética”
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Cavaco Silva não adopta o Acordo Ortográfico de 1990

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© ACNUR/ S.Hopper (http://bit.ly/1na93XN)
© ENRIC VIVE-RUBIO (http://bit.ly/1na9cdV)

É verdade, já sabíamos. Contudo, no prefácio deste livro de Xanana Gusmão, ficam dissipadas aquelas dúvidas que pudessem ainda subsistir: tudo continua como dantes.

Aliás, através de uma leitura atenta dos quatro prefácios, não se detecta qualquer vestígio de adopção do AO90.

Sampaio, Guterres, Cavaco Silva e Durão Barroso não vêem qualquer necessidade de adoptar o AO90, num livro promovido pela CPLP (sim, pela CPLP) — permitam-me que volte a perguntar: para quê?

Foi ainda durante o mandato de Xanana Gusmão como Primeiro-Ministro que a economia timorense registou quatro anos sucessivos de forte crescimento, que o país foi objecto, pela primeira vez na sua História, de um plano sistemático de electrificação e se procedeu ao lançamento dos alicerces de uma rede de protecção  social em larga escala.

Aníbal Cavaco Silva

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A mesma visão e a mesma liderança são expressas nos discursos compilados neste livro, documentando um projecto que em vários aspectos foi tão difícil como a conquista da independência: a construção de um novo país democrático e com unidade nacional, por via da reconciliação e do desenvolvimento.

António Guterres

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20 de Maio de 2002 ficará para sempre gravado na minha memória.

José Manuel Durão Barroso

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No dia seguinte, em mais um acto excepcional, apresentei, pessoalmente, ao Presidente Xanana Gusmão o primeiro Embaixador de Portugal em Timor-Leste.

Jorge Sampaio

Já toda a gente sabe

Sim, a história já chegou ao Financial Times e ao Wall Street Journal. Até no MIT já devem saber.

A ex-ministra amnésica e o secretário da estado burro

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O Jorge já se referiu à questão das obras de Joan Miró.
Tal como a ele, faz-me confusão a amnésia selectiva da ex-ministra Gabriela Canavilhas. Uma das maiores terroristas culturais do nosso país, uma das principais responsáveis pela destruição do Vale do Tua e da sua linha ferroviária única, tem o desplante de vir agora clamar contra a venda de algumas dezenas de quadros de um pintor espanhol. Minha senhora, sou contra essa venda, mas não me esqueço do que fez quando passou pelo Governo com um património mil vezes mais importante do que aquele que está agora em causa.
Quanto ao actual secretário de estado, é de uma demagogia incrível ao perguntar se os portugueses querem que se vá buscar dinheiro à Saúde ou à Educação para pagar aquelas obras. É que as pinturas de Miró já pertencem ao Estado, não é preciso ir buscar dinheiro a lado nenhum porque elas já cá estão. Para injectar mais 510 milhões no BPN (nunca vai parar?), sim, é preciso ir buscar dinheiro à Educação ou à Saúde. Para as pinturas não.
Para além de demagógico, é burro. Ao falar como fala, no fundo está a dizer que a Cultura não serve para nada porque os tempos são de austeridade. Ele próprio não está lá a fazer a ponta de um corno. Ele próprio não tem razão de existir enquanto secretário de estado, nem o assessor que contratou a ganhar 3 mil euros por mês, nem o seu «motorista especial», nem o raio que os parta.

Just Kidding

Fotografia de Egídio Santos

Fotografia de Egídio Santos

Reforço de Meios do INEM

nova-ambulancia-inemO Ministério da Saúde não quer que vos falte nada, nada! (©?)

Desabafo de uma pessoa com deficiência

Não a conheço pessoalmente, mas por um daqueles acasos da vida muito intermediados por uma rede social cujo nome não referirei e que acaba de completar dez anos de idade, encontrei a Manuela Ralha.
É uma entre muitas vítimas de acidentes que ficam amarradas a uma cadeira de rodas.
Pois bem, esta Mulher, esta Senhora, que eu não conheço pessoalmente, decidiu que a cadeira de rodas não seria o fim. Que o seu mundo não acabaria ali. [Read more…]

Sou sensível à cultura mas aprecio ainda mais a soberania

Onde é que estava a PGR, o Ministério Público e a deputada Canavilhas e o PS quando a infraestrutura de distribuição de energia eléctrica (REN) passou para o controlo de outro estado (China)? E onde está a habitual justiça caracol que ainda não conseguiu julgar as pessoas que faliram o BPN, passados cinco anos? Dois exemplos, apenas.

Tudo tem o seu lugar e a cultura não deve passar a parente pobre em tempos de crise. Este post não é sobre isso mas sim sobre os que vêm a oportunidade mediática para vir para os holofotes, tendo ficado calados perante situações da maior gravidade.

O Facebook tem 10 Anos


quem goste, há quem não goste, há quem não viva sem ele.

O restabelecimento da credibilidade de Portugal

Ao ler no New York Times a notícia do dia, lembrei-me imediatamente daquilo que Álvaro Santos Pereira disse há cerca de um ano:

Obviamente que é um passo importante na nossa caminhada de restabelecimento de credibilidade de Portugal perante a comunidade internacional.

Efectivamente, depois de a comunidade internacional ler “legal uncertainties” e “we are not able to safely offer the works for sale”, num texto sobre o cancelamento de uma venda “by decision of the Portuguese Republic“, creio que a credibilidade de Portugal é matéria com a qual já não precisamos de nos preocupar. Sim, “os mercados” andam atentos.

nyt

Que mil Eusébios floresçam

José Xavier Ezequiel

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Desde a morte da senhora-dona-Amália que não se assistia a tamanha comoção pública. Feitas as exéquias, espero conseguir perorar sobre o assunto sem correr o risco de ser liminarmente linchado.

1 — O NOME.
Eusébio sempre foi Eusébio (vá lá, Inzébio para alguns disléxicos como Jorge Jesus). De repente, políticos venerandos, jornalistas atenciosos e comentadores desportivos despachados, desataram a chamá-lo Eusébio da Silva Ferreira. Talvez pensem, naquelas cabecinhas oportunistas, que o enormizam. Antes pelo contrário — apenas é conhecido por um só nome quem é realmente grande (Amália, Camões, Mandela, Maradona, Zappa, Eusébio.)

2 — O COGNOME.
Quando eu era mais pequeno, Eusébio era conhecido por ‘Pantera’. Se alguém pretendia, por uma razão ou por outra, realçar-lhe a cor da pele, chamava-o ‘Pantera Negra’. Por estes dias, gente insuspeita (e até muito republicana), tratava-o por ‘Rei’. Alguns mesmo, puxando galões mais internacionalistas, por ‘King’. Não me parece. Os reis (e os ‘kings’) costumam herdar os títulos. Eusébio nasceu e morreu plebeu. E teve que correr como o caraças para ser quem é.

3— O MITO.
O mítico jogador. O mítico estádio. O mítico jogo. O mítico raio que os parta. Bem sei que os jovens jornalistas, hoje em dia, não devem muitos favores à cultura em geral, quanto mais à clássica (a culpa não é só deles, bem sei). Porém, se têm mesmo necessidade de adjectivar, convinha perceberem que um mito é uma coisa que não existe. Por exemplo, na frase: ‘Cavaco Silva é um homem probo’ — um ‘homem probo’ é um mito. Já Eusébio, tendo existido em carne e osso, nunca pode ser um mito. Suponho que, quando estas criaturas dizem ‘mítico’, quereriam talvez dizer — lendário. Um raio de uma palavra que tem apenas mais uma sílaba. Que diabo, não há-de ser assim tão difícil de soletrar. [Read more…]

O corredor de fundo

José Xavier Ezequiel

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Sempre que se fala de presidenciais, esta santa criatura levanta-se da carteira e põe o dedo no ar. Já foi delfim do antigo regime, líder da direita, quase-presidente da República pelo centro-direita, enjeitado do cavaquismo, ministro do centro-esquerda, crítico ‘feroz’ dos governos de Sócrates e logo pretendente a reocupar o antigo lugar no centro-direita. Sem qualquer sucesso, diga-se em abono da verdade.

Por estes dias, entrou na agenda o assunto presidenciais. E quem apareceu logo a dar uma entrevista ‘de fundo’ na RTP? O do costume. Cheirou o vento, apalpou os odres do tempo e para que lado resolveu cair? Para o centro-esquerda. Outra vez.

Ó senhor ‘pressor’, ainda não percebeu que, excepto a imprensa que precisa de encher o chouriço, já ninguém o consegue levar a sério?

Se eu fosse a si, fazia como o Dr Marinho Pinto e tentava a sorte com o Partido da Terra.

Quando a direita era oposição

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Houve um tempo em que o PSD, pela voz do seu líder e actual primeiro-ministro, afirmava convictamente que a austeridade não era o caminho e que para seguir esse caminho não podiam contar com o seu partido. Um tempo em que Passos acusava o executivo de Sócrates de “desleixo, falta de rigor, incompetência e desnorte”.

Houve um tempo em que o transparente Miguel Relvas lamentava que o sacrifício fosse sempre do mesmo lado. Que era preciso pedir mais sacrifícios ao Estado.

Houve um tempo em que Pires de Lima afirmava que eleições antecipadas seriam provavelmente a única saída para um “ambiente político completamente apodrecido”.

Houve um tempo em que o irrevogável Paulo Portas tentava dar lições de lealdade institucional ao então primeiro-ministro, que acusava de “falta de maturidade”. Com Portas, tal situação nunca aconteceria porque, como o próprio explicou à TSF, nunca confundiu “divergências políticas com o incumprimento do que acho que são obrigações institucionais”.

Foram tempos interessantes aqueles em que a direita era oposição. Tempos em que a Comissão Europeia e o BCE saudavam as medidas de austeridade apresentadas pelo executivo socialista perante o aplauso da imprensa alemã. Tempos em que a direita tentava (e acabou por conseguir) comprar o eleitorado com simpáticas mentiras, caídas por terra assim que a JSD graúda tomou conta do aparelho de Estado e fez exactamente o contrário daquilo que prometeu. E se puxarmos esses tempos um pouco mais atrás, ainda conseguirmos encontrar o Moedas da Goldman a afirmar, sem reservas, que só nos restava o “caminho da reestruturação da dívida”.

Alguém sabe onde se meteu esta direita?

Eu dou-vos uma pista: está algures a injectar mais 510 milhões de euros num banco corrupto falido.

Conselho de Ministros (parte II)

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Relatava o secretário de estado da cultura:

– Há, no Museu Nacional de Arte Antiga, uns painéis de um tal Nuno Gonçalves, coisa antiga que…

– Venda-se! – diz a Albuquerque das Finanças – se é tão velho, esse tal Gonçalves deve ser algum pensionista e é preciso garantir a sustentabilidade etc. e tal.

– Também há um do Bosch e…

– Isso não! Não quero chatices com multinacionais de electrodomésticos!

– E quanto à custódia de Belém?- perguntava o s.e.c.

– Se é de Belém, o sr. presidente da República que fique com ela e resolva o que fazer- deliberou o Passos. E segue.

Reunião do Conselho de Ministros

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Pergunta o Passos: “Não percebo o que se passa. Quem é esse tal Miró?!”.

O secretário de estado da cultura descansou o 1º ministro, garantindo-lhe que ia investigar.

Para variar: a praxe…

Quando fui caloiro esbarrei com a semana do dito e respectiva praxe. Ao segundo dia avisei que não regressava. Foi coisa a que não achei nenhuma piada e cuja fronteira entre o passar-me da cabeça e ter de dar um sopapo a alguém era tão ténue que preferi desamparar a loja.

Obviamente, nunca praxei ninguém. É por isso que não assino esta petição, não quero praxar a Câncio e muito menos tirar-lhe o pio. Seria elevar a f a Nossa Senhora das Redes…

No Vale do Tua

os políticos vão nus…

Adeus, Miró

Sim, adeus.

Não nos esqueçamos: “by decision of the Portuguese Republic“.

miró

Joan Miró (1893-1983)
Apparitions (Visions)
30/8/1935 (http://bit.ly/1nMBLB9)

A praxe em Coimbra é bué de voluntária

Eis um exemplo de completa ausência de pressão sobre os novos estudantes, que como diz o presidente da DG têm um primeiro contacto com a AAC e só depois com estes colegas mais velhos que carinhosamente lhes concedem o livre arbítrio de serem ou não humilhados, perdão, praxados.

No ano seguinte estarão a fazer o mesmo aos novos alunos, e etc. etc. etc.

Ainda há reitor? onde pára a polícia? o bullying não chega às universidades?

Novas Oportunidades?

Nada disso. É a “relvização” das licenciaturas.

Praxas-me?

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Obrigado.

Nota: aparentemente, a foto é oriunda do site “Rebel Bingo” não tendo, por isso, nada a ver com praxes académicas. A verosimilhança é alguma, não obstante.

O Transporte sobre Carris

electrico_bragaem Braga comemora este ano o seu centenário.

“Eu Amo a Praxe”


Sorte a tua!

Há coisas muito estranhas no futebol

O jogo de futebol do Campeonato Distrital de Coimbra, entre o Vigor e o Poiares, acabou aos 65 minutos, depois de o árbitro ter expulso 6 jogadores do Vigor, num jogo que, segundo a Antena 1, “não foi nenhuma batalha campal”.
Segundo relatou na Antena 1, o Presidente do Vigor da Mocidade Clube de Coimbra, o “árbitro deve ser um psicopata”, pois segundo afirma, não houve qualquer problema no jogo e tudo não passou de “coisas” entre árbrito  e jogadores.
O futebol tem coisas muito estranhas!

Nota: Esta é a minha primeira colaboração como “Aventadora” e não como convidada.
E este post não significa que os “futebóis” sejam um dos meus temas de eleição, mas a este não consegui resistir pelo estranho e caricato da situação.