Sou adepto, eu, do transporte público. (©?)
Praxado com vodka
Crato acha que na URSS os sindicatos eram oposição. Segue-se uma grande ressaca.
No aniversário do Facebook
O filme da vida de 99% dos portugueses, realizado por João Pico.
Crato e os Sindicatos
Para Ministro da Educação os Sindicatos fazem “uma oposição sindical quase soviética”
Já toda a gente sabe
Sim, a história já chegou ao Financial Times e ao Wall Street Journal. Até no MIT já devem saber.
Reforço de Meios do INEM
O Ministério da Saúde não quer que vos falte nada, nada! (©?)
Sou sensível à cultura mas aprecio ainda mais a soberania
Onde é que estava a PGR, o Ministério Público e a deputada Canavilhas e o PS quando a infraestrutura de distribuição de energia eléctrica (REN) passou para o controlo de outro estado (China)? E onde está a habitual justiça caracol que ainda não conseguiu julgar as pessoas que faliram o BPN, passados cinco anos? Dois exemplos, apenas.
Tudo tem o seu lugar e a cultura não deve passar a parente pobre em tempos de crise. Este post não é sobre isso mas sim sobre os que vêm a oportunidade mediática para vir para os holofotes, tendo ficado calados perante situações da maior gravidade.
O restabelecimento da credibilidade de Portugal
Ao ler no New York Times a notícia do dia, lembrei-me imediatamente daquilo que Álvaro Santos Pereira disse há cerca de um ano:
Obviamente que é um passo importante na nossa caminhada de restabelecimento de credibilidade de Portugal perante a comunidade internacional.
Efectivamente, depois de a comunidade internacional ler “legal uncertainties” e “we are not able to safely offer the works for sale”, num texto sobre o cancelamento de uma venda “by decision of the Portuguese Republic“, creio que a credibilidade de Portugal é matéria com a qual já não precisamos de nos preocupar. Sim, “os mercados” andam atentos.
Que mil Eusébios floresçam
José Xavier Ezequiel
Desde a morte da senhora-dona-Amália que não se assistia a tamanha comoção pública. Feitas as exéquias, espero conseguir perorar sobre o assunto sem correr o risco de ser liminarmente linchado.
1 — O NOME.
Eusébio sempre foi Eusébio (vá lá, Inzébio para alguns disléxicos como Jorge Jesus). De repente, políticos venerandos, jornalistas atenciosos e comentadores desportivos despachados, desataram a chamá-lo Eusébio da Silva Ferreira. Talvez pensem, naquelas cabecinhas oportunistas, que o enormizam. Antes pelo contrário — apenas é conhecido por um só nome quem é realmente grande (Amália, Camões, Mandela, Maradona, Zappa, Eusébio.)
2 — O COGNOME.
Quando eu era mais pequeno, Eusébio era conhecido por ‘Pantera’. Se alguém pretendia, por uma razão ou por outra, realçar-lhe a cor da pele, chamava-o ‘Pantera Negra’. Por estes dias, gente insuspeita (e até muito republicana), tratava-o por ‘Rei’. Alguns mesmo, puxando galões mais internacionalistas, por ‘King’. Não me parece. Os reis (e os ‘kings’) costumam herdar os títulos. Eusébio nasceu e morreu plebeu. E teve que correr como o caraças para ser quem é.
3— O MITO.
O mítico jogador. O mítico estádio. O mítico jogo. O mítico raio que os parta. Bem sei que os jovens jornalistas, hoje em dia, não devem muitos favores à cultura em geral, quanto mais à clássica (a culpa não é só deles, bem sei). Porém, se têm mesmo necessidade de adjectivar, convinha perceberem que um mito é uma coisa que não existe. Por exemplo, na frase: ‘Cavaco Silva é um homem probo’ — um ‘homem probo’ é um mito. Já Eusébio, tendo existido em carne e osso, nunca pode ser um mito. Suponho que, quando estas criaturas dizem ‘mítico’, quereriam talvez dizer — lendário. Um raio de uma palavra que tem apenas mais uma sílaba. Que diabo, não há-de ser assim tão difícil de soletrar. [Read more…]
O corredor de fundo
José Xavier Ezequiel
Sempre que se fala de presidenciais, esta santa criatura levanta-se da carteira e põe o dedo no ar. Já foi delfim do antigo regime, líder da direita, quase-presidente da República pelo centro-direita, enjeitado do cavaquismo, ministro do centro-esquerda, crítico ‘feroz’ dos governos de Sócrates e logo pretendente a reocupar o antigo lugar no centro-direita. Sem qualquer sucesso, diga-se em abono da verdade.
Por estes dias, entrou na agenda o assunto presidenciais. E quem apareceu logo a dar uma entrevista ‘de fundo’ na RTP? O do costume. Cheirou o vento, apalpou os odres do tempo e para que lado resolveu cair? Para o centro-esquerda. Outra vez.
Ó senhor ‘pressor’, ainda não percebeu que, excepto a imprensa que precisa de encher o chouriço, já ninguém o consegue levar a sério?
Se eu fosse a si, fazia como o Dr Marinho Pinto e tentava a sorte com o Partido da Terra.
Quando a direita era oposição
Houve um tempo em que o PSD, pela voz do seu líder e actual primeiro-ministro, afirmava convictamente que a austeridade não era o caminho e que para seguir esse caminho não podiam contar com o seu partido. Um tempo em que Passos acusava o executivo de Sócrates de “desleixo, falta de rigor, incompetência e desnorte”.
Houve um tempo em que o transparente Miguel Relvas lamentava que o sacrifício fosse sempre do mesmo lado. Que era preciso pedir mais sacrifícios ao Estado.
Houve um tempo em que Pires de Lima afirmava que eleições antecipadas seriam provavelmente a única saída para um “ambiente político completamente apodrecido”.
Houve um tempo em que o irrevogável Paulo Portas tentava dar lições de lealdade institucional ao então primeiro-ministro, que acusava de “falta de maturidade”. Com Portas, tal situação nunca aconteceria porque, como o próprio explicou à TSF, nunca confundiu “divergências políticas com o incumprimento do que acho que são obrigações institucionais”.
Foram tempos interessantes aqueles em que a direita era oposição. Tempos em que a Comissão Europeia e o BCE saudavam as medidas de austeridade apresentadas pelo executivo socialista perante o aplauso da imprensa alemã. Tempos em que a direita tentava (e acabou por conseguir) comprar o eleitorado com simpáticas mentiras, caídas por terra assim que a JSD graúda tomou conta do aparelho de Estado e fez exactamente o contrário daquilo que prometeu. E se puxarmos esses tempos um pouco mais atrás, ainda conseguirmos encontrar o Moedas da Goldman a afirmar, sem reservas, que só nos restava o “caminho da reestruturação da dívida”.
Alguém sabe onde se meteu esta direita?
Eu dou-vos uma pista: está algures a injectar mais 510 milhões de euros num banco corrupto falido.
Conselho de Ministros (parte II)
Relatava o secretário de estado da cultura:
– Há, no Museu Nacional de Arte Antiga, uns painéis de um tal Nuno Gonçalves, coisa antiga que…
– Venda-se! – diz a Albuquerque das Finanças – se é tão velho, esse tal Gonçalves deve ser algum pensionista e é preciso garantir a sustentabilidade etc. e tal.
– Também há um do Bosch e…
– Isso não! Não quero chatices com multinacionais de electrodomésticos!
– E quanto à custódia de Belém?- perguntava o s.e.c.
– Se é de Belém, o sr. presidente da República que fique com ela e resolva o que fazer- deliberou o Passos. E segue.
Reunião do Conselho de Ministros
Para variar: a praxe…
Quando fui caloiro esbarrei com a semana do dito e respectiva praxe. Ao segundo dia avisei que não regressava. Foi coisa a que não achei nenhuma piada e cuja fronteira entre o passar-me da cabeça e ter de dar um sopapo a alguém era tão ténue que preferi desamparar a loja.
Obviamente, nunca praxei ninguém. É por isso que não assino esta petição, não quero praxar a Câncio e muito menos tirar-lhe o pio. Seria elevar a f a Nossa Senhora das Redes…
Adeus, Miró
Sim, adeus.
Não nos esqueçamos: “by decision of the Portuguese Republic“.

Joan Miró (1893-1983)
Apparitions (Visions)
30/8/1935 (http://bit.ly/1nMBLB9)
A praxe em Coimbra é bué de voluntária
Eis um exemplo de completa ausência de pressão sobre os novos estudantes, que como diz o presidente da DG têm um primeiro contacto com a AAC e só depois com estes colegas mais velhos que carinhosamente lhes concedem o livre arbítrio de serem ou não humilhados, perdão, praxados.
No ano seguinte estarão a fazer o mesmo aos novos alunos, e etc. etc. etc.
Ainda há reitor? onde pára a polícia? o bullying não chega às universidades?
Praxas-me?
Obrigado.
Nota: aparentemente, a foto é oriunda do site “Rebel Bingo” não tendo, por isso, nada a ver com praxes académicas. A verosimilhança é alguma, não obstante.
Há coisas muito estranhas no futebol
O jogo de futebol do Campeonato Distrital de Coimbra, entre o Vigor e o Poiares, acabou aos 65 minutos, depois de o árbitro ter expulso 6 jogadores do Vigor, num jogo que, segundo a Antena 1, “não foi nenhuma batalha campal”.
Segundo relatou na Antena 1, o Presidente do Vigor da Mocidade Clube de Coimbra, o “árbitro deve ser um psicopata”, pois segundo afirma, não houve qualquer problema no jogo e tudo não passou de “coisas” entre árbrito e jogadores.
O futebol tem coisas muito estranhas!
Nota: Esta é a minha primeira colaboração como “Aventadora” e não como convidada.
E este post não significa que os “futebóis” sejam um dos meus temas de eleição, mas a este não consegui resistir pelo estranho e caricato da situação.













em Braga comemora este ano 





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