Vou justificar por razões atendíveis.
Para acabar de vez com a CMVM
Ao ler o título deste despacho da Lusa, pensei que o presidente da República tivesse abruptamente aportuguesado a terminologia utilizada na instituição onde é membro do muito restrito clube dos “notable alumni” e do ainda mais exclusivo clube dos “internationally renowned alumni“. Efectivamente, o vídeo da SIC não é esclarecedor, mas, por aquilo que leio na notícia do Público, escrita em português europeu padrão, estas *maturidades terão sido criadas pela Lusa e repetidas por órgãos de comunicação social que plasmam acriticamente os despachos. De facto, Cavaco Silva já falou em maturidade, sim, mas na verdadeira acepção do termo.
Pelo contrário, o ministro das Finanças não se coíbe de utilizar *maturidades («Foi acordado em princípio, e sujeito aos processos nacionais de validação parlamentar, sempre que apropriado, estender as maturidades dos empréstimos oficiais europeus por sete anos»), mas com pertinente correcção efectuada pelos jornalistas no parágrafo seguinte («O ministro português qualificou como “um momento especial” a decisão tomada em Dublin e salientou a importância do prolongamento dos prazos de pagamento»). [Read more…]
Belenenses campeão da II divisão!
Este ´post’ é dedicado ao meu amigo, Ricardo Santos Pinto, portista de ‘sete costados’, opção que respeito. O FCP, por tradição, tem uma relação de amizade com o Belenenses – a deposição de flores na estátua do Pepe no Restelo e a entrada em campo da equipa azul com a bandeira do FCP, nas Antas e agora no Dragão, são provas do bom relacionamento histórico entre dois clubes de futebol.
Clube da capital, e esmagado por Benfica e Sporting, por culpas alheias e próprias, o Belenenses sempre foi achincalhado e classificado de ‘clube de fascistas’.
Gonçalo Rapazote, benfiquista, o mais sinistro ministro do interior do Salazarismo, e uma plêiade de presidentes “leoninos” fanáticos defensores do Estado Novo – Góis Mota, Casal-Ribeiro e Brás Medeiros, por exemplo – não entram nas contas. Importa sim é identificar o clube de Belém com Américo Tomás e Tenreiro que, entre muitos oficiais, sargentos e praças da Marinha Portuguesa, de direita e de esquerda, se identificaram com o clube por efeito da simbologia das Caravelas. Sem esquecer que Belém foi o ponto de partida para a construção do Império.
Já publiquei imagem semelhante no ‘Aventar’, mas lembrar é preciso:
Ambos jogadores do Belenenses, Simões e Mariano Amaro, este operário do Alfeite, foram os únicos a contrariar a saudação fascista, de punho cerrado. [Read more…]
O CDS num ponto de viragem
Porto de abrigo dos órfãos da União Nacional na versão mais monárquica e conservadora, o CDS nasceu com uma ideologia difusa (personalismo cristão, pregava Freitas do Amaral com a convicção de se estar a referir a nada e a coisa nenhuma) e assim foi vivendo, abundantemente populista após a aterragem de Paulo Portas (vindo curiosamente do PPD, onde se albergara a contragosto a restante orfandade, que terminou por dominar alguma social-democracia convicta que o fundou).
Na vida eleitoral foi escolhendo os territórios que lhe iam garantindo a fuga ao táxi: tivemos um CDS securitário (e sempre teremos), rural e para velhinhos, a parte não derretida do glaciar salazarista que assegurava uma boa base eleitoral.
Ora a viragem do discurso da extrema-direita neste século complicou as coisas, além da lei natural da vida, como diria Cunhal, que vai encolhendo o número dos saudosistas. O discurso dito geracional do neoliberalismo ataca a segurança social numa tentativa de trocar a luta de classes pelo conflito entre os velhos que gastam o que os pobres jovens terão de ganhar. Irónico, se me recordar do que significava “conflito de gerações” na minha adolescência, utilizado então para negar os conflitos sociais, reduzidos a modas, charros, música e essas cenas da malta nova que não respeita o peso da sabedoria anciã. [Read more…]
Pluralismo é
ser insultado e maltratado, diga o que disser, escreva o que escrever. Vou repetir: Soares já foi processado por incitação ao magnicídio?
Governo espera fechar Orçamento e reforma do Estado até ao fim do mês*
Seguir-se-á o País, logo que possível.
*
Onde está Portas?
Pois é JP, onde é que andará o Portas?
Ninguém acredita que ele esteja a procurar passar por entre
os pingos da chuva ácida desta governação, pois não?
Tenham Medo (1): Torre Bela
Inicio aqui uma série para Abril, Tenham Medo, filmes e revoluções, com a pedagógica intenção de alertar as jovens gerações reaccionárias para os riscos que correm, ou como diria Mao Tse Tung: a contra-revolução não é o chá das 5. [Read more…]
Obras de Paula Rego vão-se embora de Portugal
Ainda acham que o país poupa dinheiro por não ter ministro (Ministério) da Cultura?
Pois é, o populismo dá nisto.
Adenda: depois de alguns comentários a este poste, vi este artigo no Público de hoje. Nem de propósito…
Alguém viu por aí o Portas?
Ele, segundo o adjunto, deveria ter ido. Mas, ele, que anda por aí, não foi.
Será que ele já deixou o governo e ainda não disse a ninguém?
Energúmenos da mentira
Ao ler a notícia da TSF “Sofia Galvão: «Temo que não seja possível manter educação gratuita»” veio-me à memória uma história batida, a da falta de honestidade na construção argumentativa. Nada que existe no estado é gratuito, parecendo necessário lembrar à senhora Sofia Galvão que a educação não é gratuita. Talvez, com uma comparação mais terra a terra, ela perceba. Alguém que lhe diga que, tal como o ordenado dela sai dos impostos que pagamos, também a educação é paga com esses mesmos impostos.
Esses que vêm com a conversa da impossibilidade de continuar o serviço gratuito na educação, ou em que área for, querem, na verdade, selectivamente aumentar os impostos e, simultaneamente, tornar mais competitivas as alternativas disponíveis no privado. Que é como quem diz, arranjar negócio aos amigos.
Mas fazem-no com dissimulação e mentindo, atributos de gente de fraco carácter. Terem subido na vida o suficiente para conduzirem o destino de um povo diz muito sobre o ponto a que chegámos e sobre o povo que os escolheu.
E também vi
O Mossoró a cavar um penalty na final da Taça da Liga. O “anjinho” do Capela, claro, nem hesitou. Mereceu a medalha que o Presidente da Liga lhe deu no final. Ele foi, de facto, o mais influente dos que pisaram o relvado.
Eu vi
Seis foram os portugueses em campo, na equipa do Deportivo da Coruña. Em Valência, contra o Levante, três dos quatro golos falaram a nossa língua.
Tenham medo, ele agora está do vosso lado
Perante uma afirmação de Mário Soares, por menos do que se está a fazer caiu Carlos de Bragança, a extrema-direita entrou em pânico. O problema desta gente é a noção de impunidade que imaginam protegê-los. Não há impunidade. Nem num ciclo político normal, onde se paga nas urnas, muito menos no golpe de estado que vão orquestrando, que conduz inevitavelmente a outras urnas.
Aquilo que estão a tentar fazer em Portugal falha sempre em democracia, seja porque esta funciona, seja porque deixa mesmo de funcionar.
Por enquanto não apareceu um Manuel Buiça e um Alfredo Costa, ilustres portugueses que sacrificaram a sua vida em combate contra uma ditadura, apenas porque ainda não foi tempo disso. Quem ataca doentes e desempregados com a desfaçatez de saberem que isso não os atinge, quem pensa que a humanidade é uma selva darwinista, arrisca-se a levar com a selva em cima e está a fabricar Buiças e Costas. Nota-se essa ilusão de impunidade na forma como já nem o sustento do poder, tropa e polícia, escapa à selvajaria. Esquecem-se que neste particular Portugal não é mesmo a Grécia, onde a ameaça de um golpe militar fascista paira todos os dias. Portugal é mais Abril. e também Maria da Fonte.
Chega de manifestações e de pequenas greves
Viver em democracia implica o esforço desumano de aceitar as diferenças. Nenhum governo governará exactamente como penso que deveria governar e ainda bem, porque confesso que não gostaria de viver num país governado por mim. De qualquer modo, não gosto de ser governado por gente muito pior do que eu, o que não é dizer pouco.
Assim, é natural que, havendo tantas opiniões como pessoas (com tendência para o número de opiniões se sobrepor, sabendo-se que as pessoas podem mudar de opinião), haja conflitos sociais, com os governos a serem confrontados com posições contrárias oposições, sindicatos ou tribunais. Aceitando, ainda assim, que os governos possuam legitimidade para escolher o seu caminho por entre opiniões contrárias, pode dar-se o caso de que, por várias razões, essa legitimidade, mesmo que se mantenha de direito, acabe por morrer, de facto.
Passos Coelho chegou ao poder depois de se enganar ou de mentir, como atesta um certo vídeo que nunca será demasiado (re)visto. A partir desse momento, a legitimidade do governo ficou irremediavelmente ferida. Hoje, tendo em conta o desastre social e, portanto, económico a que nos conduziu, ao arrepio de avisos chegados de todo o lado, este governo continua o seu trabalho de destruição de um país.
Está visto que o governo não irá mudar de políticas, o que quer dizer que não se tornará legítimo. [Read more…]
Vamos alombar com adjuntos
Lomba será secretário de estado adjunto do Maduro, ministro-adjunto do Desenvolvimento Regional, já agora órgão adjunto da governação. Oxalá a fórmula aditiva ajude a adjurar o governo do Coelho. E rapidamente.
Obrigado, Passos Coelho
Desde a década de 70 que o 25 de Abril deixou de ter manifestação em Coimbra. Desde a década de 80 que nem sai à rua, o convívio da noite de 24 para 25 começou a fazer-se no espaço mais reduzido de uma colectividade.
Tenho pois que agradecer a Pedro Passos Coelho: este ano voltamos a ter manifestação, entre outras iniciativas. Obrigado: quem consegue unir e reunir o meu povo merece os mais rasgados elogios. E é sempre bom saber que assim vai cavando a sua própria sepultura.
Os animais de estimação

São muito úteis. Fazem o trabalho pesado, o trabalho sujo, guardam os rebanhos, palram, cacarejam quando põem ovos (e, sobretudo, quando não põem), estão, muitos deles, ansiosos por agradar aos donos em troco de uma ração (alguns são de muito alimento).
Não hesitam em atacar os seus congéneres, sobretudo os mais fracos, ao serviço dos patrões. Alguns até marram, sobretudo se os alvos forem vermelhos. Nem sempre dotados de grande inteligência (senão poderiam interrogar-se sobre a sua condição), mas precisando de alguma para cumprir as tarefas que lhes cabem, devem ser, preferencialmente, destituídos de carácter e integridade, atributos que os tornariam inúteis e, até, perigosos.
Por isso, nem todos servem para os efeitos pretendidos. Alguns, quando jovens, podem ser um tanto rebeldes. Mas quando se adaptam, são indispensáveis. Tornam-se mesmo os mais servis, embora a sua alimentação possa sair cara. Para os manter felizes, convém ir-lhes fazendo umas festinhas. Na cara, no pêlo, nos cornos, nas contas bancárias e outras partes que venham a calhar. Bem tratados, podem servir fielmente por vários mandatos, digo, anos.
Bairro do Aleixo: uma pistola, duas balas
Se há imagens que têm mil palavras para contar, há outras que se ficam por uma única, nem por isso menos gravosa, mentira.
A última edição do pasquim “Porto Sempre”, editado pela Câmara Municipal do Porto para incensar os feitos do seu autarca, dedica duas páginas ao bairro do Aleixo e à demolição da torre 4. Aí se relatam os casos em que a justiça condenou moradores por posse e tráfico de drogas. Cinco arguidos no total, num universo de 290 agregados familiares (chegaram a viver aí cerca de 1300 pessoas) mas número suficiente para reduzir um bairro a uma quadrilha de criminosos.
E para que quem passa os olhos pela revista, despejada gratuitamente em todos as caixas de correio da cidade a cada mês, não perca de vista o essencial da história, e não comece à procura de explicações alternativas, a imagem que ilustra a história diz tudo: uma pistola e duas balas. [Read more…]
Ódios Pessoais
Portanto, Pacheco é uma hiena descontrolada de Esquerda no Partido Errado. Quando é que rasga o cartão de militante?
Exactamente
Por muito menos que isto foi morto o rei D. Carlos – uma grande entrevista de Mário Soares.
Morreu a bruxa má
The Wicked Witch Is Dead, a música votada pelos ouvintes que a BBC censurou. Entretanto o funeral de Margaret Thatcher, 12 milhões de euros e 2200 convidados, foi nacionalizado; paga o contribuinte.
Serviço Nacional de Eutanásia
Governo suspende a contratação de novas camas de cuidados continuados.
A porca da Cinha Jardim
Pepa, a porca, aliás, a porca anã, ou seja: a porquinha da Cinha Jardim mordeu a Cinha Jardim.
de repente, a Pepa chateou-se e mordeu-me…
Queixa-se a Cinha Jardim da porca da Cinha Jardim.
A Cinha Jardim anda a treinar a porquinha da Cinha Jardim para
em devido tempo, poder apresentá-la à sociedade. “Vai ser uma estrela e fazer furor!”
Eu gosto muito da porca da Cinha Jardim e também gostava de ter uma Cinha Jardim anã cá em casa mas das que não mordem. Dizem que são animais que fazem muita companhia.
Mestre expulso da ‘zona de conforto’
Substituído por um Guerreiro, Mestre foi expulso da ‘zona de conforto’. Emigrará para o Mali.















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